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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


COZINHA FUNCIONAL

A LIBERDADE DE COMER VIA INGREDIENTES CULINÁRIOS

Imagine alguém com restrição alimentar a produtos com glúten e com lactose poder comer entrada de bruschettas, como prato principal um filé à parmegiana e na sobremesa deliciar-se com um prato com brownie/morangos/chantili. Pois eu vi isso acontecer e documentei, aqui mesmo pelas ruas de Belém. Aliás, foi a segunda vez que andei pelas mesas do restaurante “Santa Orgânica”. Antes estivera lá pelo festival gastronômico Ver-O-Peso da Cozinha Paraense. Para ler “Pirarucu funcional” clique aqui.

O “Santa Orgânica”, que se anuncia como “Gastronomia Funcional e Saudável” é comandado pela chef Michelly Murchio, especialista nesse tipo de cozinha, autodidata e apaixonada por gastronomia, que nos últimos anos investiu em uma horta orgânica e em cursos livres de culinária, nutrição e gastronomia funcional feitos no Le Cordon Bleu, no Peru, Senac (SP) e com chefs funcionais pelo Brasil. Comprometem-se a trabalhar com alimentos orgânicos, respeitando a sazonalidade dos ingredientes e privilegiando a compra direta do produtor local em cozinha totalmente descontaminada de glúten, inclusive os produtos do café.


O cardápio apresentado é bem explicadinho, o que acho muito bom, com as indicações do que é sem glúten, na estrelinha azul SG e sem lactose, na estrelinha vermelha SL. Não tem erro. Como aí em cima. Aliás, por falar em erro, muçarela vem escrito com “ç”, que está o certo!, embora, o Houaiss prefira mozarela, mas nada de “ss”, como se vê muito por aí. Ou o italiano original, mozzarella. Note-se que o cardápio tem uma dúvida: na bruschetta – e, na dúvida, tem escrito com “tt” e apenas com um “t”. Mas os italianos usam com dois “tt”: bruschetta. E parece não haver ainda abrasileiramento do termo.

Mas vamos a um passeio pelos pratos visitados:

Bruschetas da Chef


São seis minibruschettas com cupuaçu e pesto de rúcula; caponata de berinjela e abobrinha; e pesto de manjericão com tomate e alho negro, duas de cada. (R$ 24,90). Todas muito saborosas, sem sofrerem perda por não terem ingredientes com leite ou trigo e sem o pão estar duro. A de cupuaçu é show, com perfeito equilíbrio dos sabores fortes dos ingredientes. Nas entradas eles têm coxinha e unha de caranguejo, empanadas em farinha de linhaça e gergelim.

Filé do Santa


Trata-se de um filé Paillard empanado em farinha de rosca funcional e gratinado com muçarela. Acompanha nhoque de batata doce ao molho de tomate (R$ 46,90). Vem como um filé (fininho ao estilo do paillard) à parmegiana, com queijo e muito molho de tomate. Um molho bem saboroso, bem equilibrado, sem exageros nos temperos.

Sobremesa


Taça de raspas de brownie, morangos, calda de chocolate e chantilli. (R$ 18,00). Tudo conforme a especificação e com o sabor esperado. E ainda é uma sobremesa bonita – os morangos são sempre atraentes, valorizando os pratos.

Observe que os preços publicados aqui no blog são os do dia em que os pratos foram consumidos e pagos no restaurante, portanto, em uma economia em inflação, são apenas referenciais, uma vez que posso ter ido lá no último dia de validade daquela tabela... Por favor, considere isso em todas as informações de preços.

Caso queira conhecer todos os pratos da casa (que tem também um empório e uma vitrine de doces e etc.) pode clicar aqui.



Escrito por Fernando Jares às 15h00
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50 BEST AMÉRICA LATINA

OS MELHORES RESTAURANTES BRASILEIROS

O time brasileiro no ranking 50 Best América Latina, a cobiçada premiação dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina, pela revista britânica Restaurant, teve um bom desempenho, alguns subindo posições, outros descendo, outros entrando na lista. Foi anunciada esta noite, na cidade do México. Todos os que estavam no ano passado permaneceram (saiu apenas o “Epice”, SP, que fechou), mas entraram dois, Toju (SP) e Casa do Porco (SP). Veja a lista, com as classificações:


45ºTuju, São Paulo, de Ivan Ralston, pela primeira vez na lista;
44ºRemanso do Bosque, Belém, dos chefs Thiago e Felipe Castanho, desceu cinco posições e é o único brasileiro fora do Rio e São Paulo;
28ºMocotó, São Paulo, do chef Rodrigo Oliveira, que já esteve em Belém, participando do programa Visita Gourmet, do Remanso. Subiu sete posições;
25ºRoberta Sudbrack, Rio de Janeiro, desceu onze posições. Ela já esteve em Belém cozinhando no Ver-O-Peso da Cozinha Paraense e no Remanso do Bosque;
24ºCasa do Porco, São Paulo, do chef Jefferson Rueda, estreante na lista, a Melhor Nova Entrada do ranking. Ele já estece no festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense;
18ºLasai, Rio de Janeiro, do chef Rafa Costa e Silva, desceu duas posições;
17ºOlympe, Rio de Janeiro, do grande Claude Troisgros, que subiu seis posições. Claude, tradicional visitante pelas ruas de Belém e do Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, foi homenageado pelo conjunto de sua obra e seu legado para a gastronomia e estava muito emocionado. Merecidíssimo;
Mani, São Paulo, o sensacional restaurante de Helena Rizzo e Daniel Redondo, manteve a posição. Ambos já cozinharam no Ver-O-Peso da Cozinha Paraense;
D.O.M., São Paulo, o quase lendário restaurante do chef Alex Atala, subiu uma posição sobre o ano passado. Alex é um dos grandes incentivadores do uso de ingredientes amazônicos na gastronomia nacional e internacional, creditando ao paraense Paulo Martins (1946/2010) esse conhecimento e pioneirismo.

O primeiro lugar da América Latina foi, pelo terceiro ano consecutivo, para o restaurante “Central”, Lima, Peru, de Virgilio Martinez e Pia León. Ele já esteve em Belém, participando do programa Visita Gourmet, no Remanso do Bosque.

Já visitei e apresentei neste blog os premiados D.O.M., Mani e Roberta Sudbrack, além do Remanso do Bosque, obviamente.

Para lista completa dos Melhores da América Latina, para você planejar suas próximas férias no continente clique aqui.

Claude Troisgros foi homenageado no México:



Escrito por Fernando Jares às 11h14
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O SONHO DO CELTA NO PARÁ

ROGER CASEMENT RETORNA A BELÉM


Quando vi a manchete da página do Elias Ribeiro Pinto, ontem, no Diário do Pará, logo reconheci: “Esse cara não apenas já andou bastante pelas ruas de Belém, como já esteve neste blog! É freguês antigo...” (para ler a página clique aqui e, ao abrir o caderno, role até a página 10).

Pois é mesmo: personagem do romance "O Sonho do Celta", do Prêmio Nobel Mario Vargas Llosa, contei cá por estas páginas virtuais a participação de Belém no livro, pouco após seu lançamento no Brasil, nos idos de 2011. Você pode ler “Personagem de Vargas Llosa pelas ruas de Belém” clicando aqui. É uma história interessantíssima, que ilustrei com alguns postais históricos dos locais referenciados, na época da aventura.

Agora o importante é o lançamento do livro que marca a volta de Casement a Belém: "Diário da Amazônia” organizado pelas professoras Mariana Bolfarine e Laura Izarra, que o Elias diz ser “um importante documento de caráter multidisciplinar, sociológico, histórico, antropológico e literário”, que tem lançamento nesta quarta-feira (28/09), às 19h, no Museu do Estado com o evento “Roger Casement e os Direitos Humanos na Amazônia” que vai ter a presença do Embaixador da Irlanda Brian Glynn; do Secretário de Cultura do Pará, Paulo Chaves Fernandes; do reitor da UFPA, Horácio Schneider; da diretora do Centro de Estudos Irlandeses da USP, Laura Izarra; da professora da UFPA, Valéria Augusti. Será aberta a exposição “Roger Casement no Brasil: a borracha, a Amazônia e o mundo atlântico (1884-1916)”.

No dia seguinte (29/09) o evento prossegue e teremos mais estudos sobre esse intrigante diplomata que, depois de ser herói nacional, acabou condenado a morte por “alta traição”, na visão dos donos do poder à época. A partir das 9h30 uma série de palestras, o dia todo, sendo encerradas com o filme “O Cineasta da Selva”, às 16h30. Para ver a programação detalhada, clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 11h56
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FARTURA BH

TEM MUÇUÃ EM BH!

Neste fim de semana, 24 e 25, sábado e domingo, tem a terceira edição do festival gastronômico Fartura BH, em Belo Horizonte, um evento para quem gosta de comer bem, ouvir boa música e se divertir. Além de chefs de todo o Brasil, com receitas incríveis e histórias que serão compartilhadas com o público.

Veja só: o festival reúne 100 profissionais da gastronomia das cinco regiões do país; 45 apresentações culturais; 80 atrações gastronômicas mostrando a diversidade da cozinha brasileira; dois dias de evento em um só lugar, no centro de Belo Horizonte, praça José Mendes Júnior, entre o Palácio da Liberdade e a Casa Fiat de Cultura.

 

O Projeto Fartura realiza seus eventos baseados na Expedição Fartura Gastronomia – viagem que já acumulou mais de 68 mil quilômetros rodados e percorreu todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal, mapeando regiões, produtos, produtores, chefs e tradições culturais de cada lugar e editando belos livros a respeito.

O Pará está representado pela chef Daniela Martins, do restaurante “Lá em Casa”, que neste sábado prepara, no “Espaço Chefs e Restaurantes”, um clássico da gastronomia contemporânea paraense, o “Muçuã de Botequim”, criação de seu pai o inovador chef Paulo Martins (1946/2010). O festival explica do que se trata: “músculo bovino desfiado cozido nos temperos amazônicos, servido com farofa na manteiga”, para que ninguém sonhe com o proibido muçuã de verdade. No espaço dedicado aos chefs, os convidados irão preparar aquilo que sabem fazer de melhor. Os pratos serão vendidos a preços de até R$25,00, para que o público possa experimentar um pouco de tudo. Pena que não dá para ir lá comer uns tantos destes muçuãs alternativos, porem saborosos...

O festival tem ainda o espaço “Cozinha ao vivo”, destinado à demonstração ao vivo de produção, preparo e venda de receitas diferenciadas dos chefs convidados.

Outra presença paraense é no espaço “Produtos e Produtores”, que apresenta artigos que são referência cultural e econômica de várias localidades do Brasil, como castanha de caju, doces mineiros, queijos artesanais, temperos, etc., além da ampla riqueza dos produtos amazônicos representados pela “Manioca” (Belém, PA) que leva sua vasta linha de produtos, na qual os ingredientes da floresta amazônica são os protagonistas, aliando preservação, pesquisa e o inconfundível sabor de feito em casa. A empresa apresenta produtos criativos, integrais, privilegiando os pequenos produtores como seus principais fornecedores, e o melhor de tudo: sem perder as raízes.

Há ainda o “Espaço Cultural” recheado de atrações. Desde teatros de boneco até bossa pop com pegada de blues.

Olha o “Muçuã de Botequim” tal qual é servido no “Lá em Casa”, aqui pelas ruas de Belém, com essa carinha de bolo gostoso...




Escrito por Fernando Jares às 18h10
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A BIJOU

AS DELÍCIAS DE UM LEITÃO EM UM PÃO
QUE VALE ATÉ UM POEMA

Durante anos, como vizinho, alimentei-me do precioso pão da Panificadora A Bijou, na Aristides Lobo com Rui Barbosa. Além de um pão primoroso, como não encontrava em outra pelas ruas de Belém, mil delícias (ah o pastel de queijo!) o ambiente bicolor comandado pelo Fernando, o portuga do Papão, e o absolutamente único sanduíche de leitão! Sem igual, mesmo. A Bijou foi até cantada em versos, pelo poeta Jason Carneiro, que nos idos de 2007 publiquei cá, afirmando em comentário que “este pão que, de tão bom, é personagem que também alimenta o espírito.” Leia “Pães e Paz”, clicando aqui.

Mudei-me e continuei, especialmente às sextas à noite, parando na ida para casa, para levar esse sanduba fantástico. Uma vez o sempre querido e bem lembrado jornalista Raimundo José Pinto (leia sobre ele clicando aqui), nas crônicas que escreveu por algum tempo, na edição local do jornal Gazeta Mercantil, sobre suas deliciosas andanças interbotequineiras e afins cantou os méritos deste leitão.

O tempo passou, as visitas diminuíram, mas dia deste voltei lá. E não me arrependi. Olhaqui a belezoca gostosona em foto frontal:

 

 “Sanduíche de pernil” (R$ 13,00), como se chama oficialmente – e que agora tem até embalagem para conservar o calorzinho original. E ainda trouxe um Pastel de Queijo (R$ 4,50), que não sou bobo nem nada... Outra preciosidade que tinha lá na geladeira, o caldo de cana “Vitória” (R$ 3,50) em garrafinhas de 250ml, que substitui com vantagem os refrigerantes e de que muito gosto e até já foi assunto aqui no blog algumas vezes, como quando o conheci: para ler “Beiju com caldo de cana, sumano!” clique aqui.

Sem querer produzir uma inundação de água na boca, abro o sanduíche pra vocês verem como é por dentro essa festa gustativa de leitão, bem servido, e cebolas (abri mão de algumas verduras que o acompanhariam...):




Escrito por Fernando Jares às 21h47
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FOCO NO TURISMO

BATE-PAPO E FILMES NA PROGRAMAÇÃO, EM BELÉM,
DO DIA MUNDIAL DO TURISMO

Mesmo em meio a gravíssimas crises políticas, morais e econômicas, guerras de todos os tipos, o mundo reconhece que a atividade de turismo é essencial aos povos, seja referente à qualidade de vida das pessoas que o desfrutam, seja como atividade econômica produtiva para aqueles que recebem visitantes e oferecem serviços e produtos turísticos.

Como forma de ampliar esse reconhecimento a Organização Mundial do Turismo, órgão das Nações Unidas, promove intensamente, todos os anos, o Dia Mundial do Turismo, que será agora no dia 27 próximo, pretendendo promover a conscientização entre a comunidade internacional da importância do turismo e seu valor social, cultural, político e econômico.


Para este 2016 o tema internacional é “Turismo para todos: promover a acessibilidade universal”.

A Organização Mundial do Turismo afirma que o turismo “constitui um direito aberto do mesmo modo a todos os habitantes do mundo [...], e nenhum obstáculo deve ser interposto no seu caminho”, segundo o Código Mundial de Ética do Turismo.

A Igreja Católica divulgou em nível mundial, a partir do Vaticano, documento em que sustenta que o turismo em particular, e o tempo livre em geral, é uma “exigência da natureza humana, que manifesta em si mesmo um valor irrenunciável”!

A belíssima imensidão amazônica e a riqueza de atrações naturais e culturais do Pará, em particular, são indiscutível atração aos olhos do mundo e devem ser expostas profissionalmente, com competência e audácia, para captar visitantes, necessários para ativar positivamente a indústria do turismo, geradora de muitos recursos e com reconhecida capacidade de distribuição de riquezas.

Segundo o Barômetro da Organização Mundial do Turismo, referido a 2015, vai a 1.184.000.000 o número de chegadas turísticas internacionais que, segundo as previsões, alcançará a meta de dois bilhões em 2030. Um imenso mercado!

Trabalhando ativamente de olho em tudo isso e, particularmente, no mercado interno, que deve ter melhoria com a imaginada estabilização da economia brasileira, a Secretaria de Turismo promove a Semana Mundial do Turismo no Pará, a partir da próxima terça-feira, pretendendo fazer pelas ruas de Belém a conscientização prevista pela Organização Mundial do Turismo. Veja a programação:

27/09 (terça-feira) “Bate-papo gastronômico” com lançamento do Folheto Promocional da Gastronomia do Pará, às 18h30, no Cine Olympia, e exibição do filme “Belém 400 anos – A influência francesa na capital paraense”. O evento terá a participação dos especialistas Álvaro do Espírito Santo (Setur), Eduardo Leão (Sedeme), Fernando Jares (Jornalista), este um que vos escreve, Joanna Martins (Instituto Paulo Martins) e Rosana Oliveira (Abrasel). O folheto é uma peça requintada que se destina a vender a gastronomia paraense como atração turístico-cultural de alto quilate, divulgando os seus mais diversos aspectos, dos pratos tradicionais às novidades como o novo cacau/chocolate paraense, as novas destinações do jambu, etc. E mostra que o turismo gastronômico passa a ser considerado efetivamente como fator de atração de turistas pelo Estado.

28/09 (quarta-feira) Cerimônia de entrega do III Prêmio de Jornalismo em Turismo “Comendador Marques dos Reis”, que este ano bateu recorde de concorrentes de todo o Brasil, 234, com 672 trabalhos inscritos, às 18h, no Teatro Maria Sylvia Nunes (Estação das Docas), com a palestra “Família Schurmann – Aventuras que inspiram o turismo”.

29/09 (quinta-feira) Projeção especial do filme “Pequeno Segredo”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2017, com a presença do diretor David Schurmann e da atriz Mariana Goulart, às 18h30, no Cine Estação do Teatro Maria Sylvia Nunes (Estação das Docas).




Escrito por Fernando Jares às 18h59
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TAPIOCA NO JORNAL E NO FACE

REGISTO ALÉM-MAR E REGISTRO POR CÁ

A notícia do post imediatamente abaixo, sobre a “Tapioca Oca”, uma tapiocaria à moda portuguesa, inaugurada recentemente em Lisboa, mas com DNA brasileiro, repercutiu além-mar e cá pelas ruas de Belém.

Veja o registro (ou registo, como se escreve no português do outro lado do Atlântico) no Facebook da Tapioca Oca;

 

Na edição de ontem o jornal O Liberal publicou, na coluna de Ismaelino Pinto, no caderno “Magazine” este registro:


Registros registrados, obrigado.



Escrito por Fernando Jares às 16h06
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TAPIOCARIA LISBOETA?

A MODA DAS TAPIOCAS CHEGA A LISBOA

O paraense quando for a Portugal não precisa mais sofrer abstinência de tapioca! Sim, os dias de angústia pela privação tapioquífera são coisa do passado. Já existe uma tapiocaria em Lisboa. Tudo bem, não se chama tapiocaria... nem as tapiocas são como as nossas, enroladinhas, as famosas branquinhas, conforme as batizou a jornalista Rejane Barros. São mais para as servidas lá pelo sudeste e sul, na linha dos crepes – veja delas na visita que fiz ao restaurante “Santinho”, da chef Morena Leite, em São Paulo, clicando aqui. Mas se você falar com a Lyla ou com a Viviane, as proprietárias da “Tapioca Oca” lisboeta, é bem possível que elas façam uma das nossas, enroladinha, na manteiga, no jeito.

Pois é a “Tapioca Oca”, integrada a um badalado salão de beleza (Unique Hair & Body) apresentada como “o novo paraíso sem glúten de Lisboa”, com o que chamam de “crepes de tapioca” recheados, doces ou salgados, e sumos (é a forma de dizer “sucos” em Portugal) naturais, de produção própria, preparados em uma prensa a frio.

A dica veio do jornalista português especializado em gastronomia João Miguel Simões em sua conta no Twitter (@jmigsimoes), Lifestyle Editor & Consultant: “Já fazia falta um espaço em Lisboa onde fosse possível comer tapioca (doces e salgadas). Melhor porque na Tapioca Oca tb há sumos espremidos a frio, açaí na taça e batidos de whey.” Vi a notícia, fui atrás e descobri tudo isto.

Vida saudável! anunciam as proprietárias, as brasileiras Lyla Lima, baiana, 35 anos, há 15 anos em Portugal, onde atuava como DJ, mas desenvolvia este projeto há três anos, e Viviane Soares, carioca, 32 anos, que vivia em Londres como artista plástica. “Nossa maior alegria é poder trazer um pedaço do Brasil para Portugal e fazer o bem às pessoas, levando uma alimentação saudável e saborosa.”, disse-me a Lyla por mensagem.

O nome foram buscar a inspiração nos índios, pois Oca é exatamente a casa deles, então esta é a casa da tapioca, rimando, ou fazendo eco... oca...

Têm planos ambiciosos: “A tapioca veio para mudar a vida das pessoas, e nosso objetivo é expandir a Tapioca Oca por Portugal bem como outros países da Europa”, disse ela.

Os insumos são importados do Brasil, daqui do Norte, do Nordeste e do Centro, sempre procurando os melhores fornecedores. “Tudo que temos é artesanal e de qualidade”, afirma Lyla.

Oferecem cerca de 20 opções de recheios e estão a merecer elogios. Para garantir o padrão a mãe da Lyla foi a Lisboa para retoques no processo produtivo e sabor. Você gosta de morangos com chocolate? Espia esta:

 

Tapioca de chocolate (3€), com chocolate negro derretido e com pedaços de morango!

O espaço é pequeno, cabendo 12 pessoas dentro e 16 pessoas do lado de fora, na calçada, que lá chamam de “esplanada”.

Modelito à italiana:

 

Pizza Oca (4€), uma espécie de pizza com molho de tomate, tomate fresco mozzarella, orégano (que lá se diz orégãos) e rúcula.

Mano, o nosso queridíssimo açaí também está presente na ementa da “Tapioca Oca”, só que bem diferente da forma como consumimos aqui pelas ruas de Belém:

 

Uma das atrações da casa são os “Super Sumos”, marca própria de sucos incrementados, com versões como Beauty, com maçã, pera, laranja e gengibre; o Healty, com couve roxa, mirtilos, maçã, melão e limão e ainda o Detox, com maçã, couve, pepino, espinafre, gengibre, pimenta verde e limão, tudo produzido em prensa a frio.

A revista eletrônica NIT – New in Town publicou um texto muito interessante do jornalista Adriano Guerreiro sobre a “Tapioca Oca” que serviu de fonte para este post e que você pode ler na íntegra clicando aqui e cuja página inicial está abaixo, inclusive com foto do interior da, digamos assim, tapiocaria à moda lusitana...

 



Escrito por Fernando Jares às 19h03
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WINE DINNER BENJAMIN

UMA MESA À PORTUGUESA, COM CERTEZA

O restaurante Benjamin antecipou o Wine Dinner deste mês para esta quinta-feira (15/09) e o tema leva a uma viagem às mesas da “santa terrinha”. Isso mesmo, Portugal no centro das comidas e bebidas. Uma viagem gastronômica à cultura alimentar lusitana e seus vinhos maravilhosos, comandada pelo chef Sérgio Leão.

Vamos ao cardápio:

Amouse Bouche
Caldo Verde

Primeira Entrada
Vinho Branco Santa Sara (Bacalhôa)
Salada de Polvo

Segunda Entrada
Vinho Santa Fé de Arraiolos (Bacalhôa)
Açorda de Bacalhau

Primeiro Prato
Vinho Paulo Laureano Clássico
Carne de Porco Alentejana

Segundo Prato
Vinho EA (Cartuxa)
Arroz de Pato à moda de Braga

Sobremesa
Vinho do Porto
Arroz doce brulée

O preço por pessoa é R$ 170,00, incluindo ainda água mineral, refrigerantes e café expresso. Reservas pelo fone 3343-3758 das 19h às 23h.

 

A Bacalhôa Vinhos de Portugal tem locais muito belos, que podem ser visitados, no seu programa de Enoturismo. Considere-os em sua próxima ida a Portugal.



Escrito por Fernando Jares às 19h18
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PAULO MARTINS, ANO -6

PAULO MARTINS, UMA AVENTURA ESPANHOLA

Este é o ano “Paulo Martins -6”. Já são menos seis anos de presença do arquiteto e homem público que virou cozinheiro, tornando-se o pioneiro e mais importante chef de cozinha do Pará, responsável pela divulgação nacional e internacional da cozinha paraense e, mais que isso, rompendo a tradição e inovando na criação de novos pratos com os ingredientes paraenses, originários da grande floresta amazônica e dos fantásticos rios paraenses.

As sementes espalhadas por Paulo Martins, levando ao Brasil e ao mundo o tesouro da cozinha paraense, germinaram abundantemente. Criou-se uma consciência nacional sobre o valor da cozinha brasileira (antes predominava a chamada cozinha internacional, os franceses, os italianos...) e o quanto a cozinha amazônica, especialmente a paraense, é importante nesse processo, seja pelos ingredientes, seja pelos procedimentos para preparar estas iguarias. Hoje vemos isso como realidade. Ele tinha razão!

Chega a ser emocionante ver jovens ou novos cozinheiros falando dele, sem o ter conhecido: “dizem que ele fazia...”; “eu vi um filme em que ele ensina a fazer...”; “vi no YouTube uma entrevista dele!...”.

Vamos hoje relembrar um episódio em ano particularmente forte na vida do Paulo: 2005. Ele foi à Europa e visitou um dos “templos sagrados” da gastronomia mundial na época, o restaurante “El Bulli” e conviveu com o “deus” desse templo: Ferran Adrià. Participou, junto com Alex Atala, do festival espanhol Madrid Fusión, e de uma feira internacional de turismo e estava empolgado com a receptividade que encontrou na Europa aos ingredientes amazônicos que levou no famoso isopor que sempre o acompanhava em suas andanças (às vezes com enormes dificuldades com aduanas, etc...). Adrià ficou tão empolgado que, alguns anos depois, veio conhecer pessoalmente esse mundo de desafiadoras novidades gastronômicas (leia “O dia em que um mago dos sabores veio visitar outro”, clicando aqui). Paulo trouxe na bagagem novas técnicas que decidiu aplicar aqui, incluindo alguns ingredientes regionais, obviamente... e realizou em seguida em seu restaurante “O Outro”: o

“FESTIVAL ESPANHOL O OUTRO”

 

Uma degustação que tinha clássicos como a Paella e pratos autorais de grandes chefs espanhóis, com muita coisa inédita pelas ruas de Belém. Vamos dar um passeio pelo que foi servido nessas noites inesquecíveis em “O Outro”, que era um restaurante anexo ao “Lá em Casa”, na verdade era para ser lido “O Outro Lá em Casa”...

Duas curiosidades: (1) o hoje megafamoso chef Felipe Rameh, na época assistente de Alex Atala, estava em Belém fazendo um estágio com Paulo Martins; (2) Por aqueles dias Paulo Martins também recebeu a visita de alguns chefs franceses que vieram conhecer a cozinha paraense, como Michel Troisgros, Sebastian Bras, Michel Bras e Olivier Rollinger, todos eles hoje em dia entre os melhores do mundo!

Pra começar foi servida uma batida gelatinosa de tucupi em um copinho daqueles de cachaça, de estalar a língua... (os tais drinks sólidos que fizeram sucesso na cozinha molecular).

O festival foi aberto com “3 sopas”, de Peixe, de Alho e de Feijão, servidas em xicrinhas.

Depois vinham uma “Salada de Brotos”, de feijão, hortelã e jambu e “Espumas e Gemas”, com técnicas de Andoni Luis Aduriz e Ferran Adrià, que incluíam espumas de manga, de lima e de tucupi, novidadíssima.

Um festival de Tapas fazia a delícia e o desafio aos participantes (o que escolher? o que provar?). Olhe só a lista:

Frios; Batatas temperadas; Azeitonas temperadas; Pimentões e tomates assados com azeite; Cogumelos vinagrete; Mexilhões vinagrete; Lentilhas, camarões e bacon; Bocaditos alface, queijo fresco, parmesão e atum (croissant); Bocaditos de tomates e ovos (baguete); Bocaditos de jamón, mussarela e tomates (croissant); Empanadas; Bocaditos de Mariscos (mexilhão, vongole, camarão, polvo e lula cortadinhos com açafrão); Gazpacho de sandia com gambas maceradas fritas y pan cruiente (Juan Mari Arzak)

Os pratos quentes:

Tortilhas de batata; Tortilhas de cebola, alho e presunto; Croquetas de jamón; Croquetas de queijo; Pimentas fritas; Almôndegas molho de pimentão; Cogumelos Salteados.

Pratos quentes no recheau:

Paella; Arroz polvo, lula e jambu (Paulo Martins); Judias com lacón, panza y Choriso; Salteado de Pulpitos com Fideos (Santi Santamaria); Alcachofras fritas com berberecho, jamón y vinagreta de Pan (Juan Mari Arzak)

As sobremesas:

Arroz con Leche; Creme Catalán; Flan de Naranja; Suspiro de Monja; Alfajor; Naranja, Miel, Sal y Aceite (Ferran Adrià)


Tapas y bocaditos e as sobremesas.

A cada ano, desde que o Paulo se foi, dedico espaço especial recordatório nos dias 9 de setembro a ele – além de citações durante o ano. É freguês deste blog... como eu tantos anos fui freguês dele, no “Lá em Casa” (e continuo, mesmo sem ele...), restaurante que fundou e onde gestou tantas criações, tamanha revolução cultural na forma de tratar e apresentar a cozinha paraense, ampliando, mas sempre respeitando, profundamente, as nossas raízes culturais, com a utilização de nossos mais tradicionais ingredientes. Acho que este é o Dia da Cozinha Paraense!

Recorde as recordações:

2015 – Paulo Martins nos 400 anos de Belém – clicando aqui.
2014 – “Estrela do Norte e o cheiro das carolinas paraenses” – clicando aqui.
2013 – “Um revolucionário no tratar e apresentar os ingredientes paraenses” – clicando aqui.
2012 – “A herança de Paulo Martins” – clicando aqui.
2011 – “Um legado de criatividade gastronômica” – aqui.
2010 – “Paulo Martins” – aqui

 

Paulo Martins e Ferran Adrià, 2005, no laboratório do mago espanhol dos sabores. Em primeiro plano, os ingredientes do isopor do Paulo!



Escrito por Fernando Jares às 14h18
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NOSSA SENHORA DE BELÉM

A QUADRICENTENÁRIA PADROEIRA DE BELÉM

A cidade de Belém celebra hoje a sua padroeira, Nossa Senhora de Belém, escolhida provavelmente há 400 anos, uma vez que os primeiros registros da cidade, ainda nos tempos em que era Feliz Lusitânia, já indicam que esta era a sua padroeira – embora a primeira igrejinha, construída ainda na área do Forte do Presépio, tivesse como orago Nossa Senhora da Graça, nome que se manteve na principal igreja da cidade ao correr dos séculos, inclusive quando foi construída a monumental catedral hoje existente que é de Nossa Senhora da Graça e não “das Graças”, como muitas vezes é escrito. São duas diferentes intercessões de Maria Santíssima usadas na Igreja Católica. Esta Catedral foi construída por ordem do rei D. João V, em 1723, sendo inaugurada em 1755, com a presença do lendário governador local Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do todo-poderoso Marquês de Pombal.

A escolha desta padroeira deveu-se, provavelmente, por ser da devoção de algum importante membro do grupo que veio com o fundador da cidade, Francisco Caldeira Castelo Branco – em Portugal havia muitos devotos de N. S. de Belém, ou Santa Maria de Belém, inclusive entre a nobreza e gente importante. Não por acaso a igreja do Mosteiro dos Jerônimos é dedicada, desde sempre, a esta Nossa Senhora – para quem por lá já andou, é aquela belíssima igreja onde estão os túmulos de Vasco da Gama e de Camões, entre outros grandes da história lusitana.

N. S. de Belém é também a padroeira da Arquidiocese de Belém e venerada na Catedral (Nossa Senhora da Graça), onde vemos, no retábulo-mor, um belíssimo quadro do pintor sacro suíço Melchior Paul Von Deschwanden, representando Nossa Senhora de Belém com menino Jesus no colo, ladeada por dois anjos ajoelhados, pintura de 1873, da época da restauração do templo, feita por ordem do bispo Dom Antonio de Macedo Costa, reproduzida abaixo, diretamente do Wikimedia Commons:


Esta invocação da Mãe de Jesus refere-se à Senhora que em Belém teve seu filho, Jesus Cristo, numa estrebaria, acompanhada pelos anjos que a ajudavam no trato do Senhor Recém-Nascido. Embora neste quadro de Melchior Paul o Menino já esteja crescidinho... A Catedral contém, na maioria de seus grandes altares, magníficos quadros, pintados por artistas europeus da época das obras de d. Macedo Costa. Esse suíço Melchior Paul era bastante famoso e pintou diversas Nossas Senhoras semelhantes a esta para igrejas da Europa e Estados Unidos, mas esta é das mais suaves e bonitas, com os dois anjos ajoelhados.

A imagem abaixo, também exposta na Catedral, e utilizada nas celebrações litúrgicas como as destes dias, incluindo procissões, é diretamente inspirada no icônico quadro do retábulo-mor.


Reprodução da belíssima foto publicada na edição desta semana do jornal “A Voz de Nazaré”, da Arquidiocese de Belém.

Senhora que destes à luz o Filho de Deus em Belém de Judá, fazei com que Cristo renasça no coração de cada um de nós, que nascemos/vivemos pelas ruas de Belém do Pará.

Hoje haverá grande celebração, às 19h, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, d. Alberto Taveira Correa, em Ação de Graças pelo XVII Congresso Eucarístico Nacional, recentemente realizado nesta cidade, com extraordinário sucesso.




Escrito por Fernando Jares às 14h26
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