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PELAS RUAS DE BELÉM


INCLUSÃO SOCIAL VIA GASTRONOMIA

COZINHA E MÚSICA, MANIFESTAÇÕES DA ALMA

A cozinha e a música estão entre as formas de manifestação da alma e da energia das pessoas, disse a chef Morena Leite na sexta-feira passada, no auditório da Faculdade Estácio do Pará (FAP). Coincidência com as duas manifestações que costumo defender neste espaço como integrantes da única pauta positiva do Pará na mídia nacional (e olha que parece que agora a música está capengando com esse barraco conjugal/policialesco da dupla calipsoniana).

Para a supersimpática Morena Leite a comida deve emocionar – o importante de verdade deve ser não apenas técnicas, quantidades de ingredientes, etc., mas a pessoa que a faz ter compromisso de emocionar.

Morena (cujo nome é por causa de Moreno Veloso, como contei aqui) começou a palestra “Inclusão Social através da gastronomia: o case do Instituto Capim Santo (SP)”, abrindo o coração sobre sua carreira, princípios e valores que a norteiam, sua equipe de trabalho (250 pessoas, sendo 65 cozinheiros, a maioria trabalhando com ela há mais de 14 anos!), as casas que comanda e o Instituto Capim Santo, seu braço de inclusão social, na Bahia e em São Paulo, onde atende comunidades carentes na formação de pessoas para o trabalho na produção de alimentos, jovens e adultos. Mantém três núcleos onde atende presentemente 160 pessoas.

Como anunciado e confirmado na ocasião o Governo do Estado pretende trazer essa experiência do ICS para o Estado, em projeto que deverá ser executado via Fundação Pró Paz (“eu espero estar muito próximo de todos vocês por uma longa jornada”, disse ela). E Morena não perdeu tempo: circulou pelas ruas de Belém, inclusive no Ver-o-Peso, foi conhecer a região das ilhas, incluindo Mosqueiro, e comunidades produtores próximas à cidade. Morena já esteve antes aqui, quando teve contato com o chef Paulo Martins – a quem já conhecia, participando de diversos festivais gastronômicos pelo país – e teve contato com o Instituto Paulo Martins, com quem pretende fazer parceria na execução deste projeto.


Morena feliz da vida em plena floresta, conhecendo na fonte os ingredientes únicos da cozinha paraense, em foto de seu Instagram.


Morena Leite visitou a Fundação Pro Paz, reunindo com o presidente da instituição Jorge Bittencourt (à direita) e com Álvaro do Espírito Santo da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), presentes ainda Andrea Blau e Otávia Sommavilla, da equipe de Morena no Instituto Capim Santo, em foto divulgada no Facebook.

 

A equipe do Instituto Capim Santo com as irmãs chef Daniela Martins e Joanna Martins, do Instituto Paulo Martins, no restaurante “Lá em Casa”.



Escrito por Fernando Jares às 19h20
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WINE DINNER

AS TÉCNICAS CLÁSSICAS E A BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA

Aproveitando a questão da gastronomia e biodiversidade, tema em cena mundial, pelo lançamento de um “Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade da Amazônia” com sede em Belém, na Feira Mundial de Milano/2015, o restaurante “Benjamin” anuncia para esta quinta-feira (26/11/2015), às 21h, um Wine Dinner Temático: “As técnicas clássicas e a biodiversidade amazônica”. E para comandar este festival o chef Sérgio Leão, titular da casa, convidou Roberto Smeraldi, um multifacetado especialista no tema, com muita experiência profissional ligada à região, que agrega os conhecimentos de cozinheiro, jornalista e ambientalista, com longa folha de serviços nessa área – há mais de 20 anos à frente da ONG Amigos da Terra e Vice-Presidente do Instituto Atá, além de ser o principal consultor na implantação do Centro Global de Belém.

Veja o cardápio que vai ser servido:

Primeira Entrada
Fantinel Prosecco Extra Dry Doc
Croquete de Jamon e Bechamel com Molho Bourguignon Vegetal

Segunda Entrada
Toro Loco Crianza Tempranillo 2012
Tartare de Angus com Tucupi

Primeiro prato
Dancing Bull Zinfandel 2012
Miniarroz à Valenciana com Frutos do Estuário

Segundo prato
William Hill Central Coast Cabernet Sauvignon 2012
Bochecha de Wagyu Braseada ao Cacau Selvagem do Jari

Sobremesa
Herdade Esporão Late Havest
Semifreddo de Bacuri e Mel de Jataí

O preço por pessoa é R$ 180,00, incluindo ainda água mineral, refrigerantes e café expresso.




Escrito por Fernando Jares às 18h19
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AGENDA POSITIVA EM MANAUS

GASTRONOMIA PARAENSE DIVULGADA NA FIGA

Acontecem até amanhã, em Manaus, dois eventos de grande expressão na capital amazonense: FIAM/2015 - a Feira Internacional da Amazônia, considerada uma vitrine para divulgação de produtos, serviços  e oportunidades de negócios na região e a FIGA/2015 - Feira Internacional de Gastronomia Amazônica, esta com 86 estandes e convidados nacionais e internacionais. Veja alguns dos nomes dos chefs e palestrantes: Mariana Sebbes (Argentina), Felipe Schaedler (Amazonas), Pere Planagumá (Espanha), Maria do Céu (Amazonas), Karlos Pontes (Venezuela), Hiroya Takano (Amazonas), Palmiro Ocampo (Peru), Elizangela Valle (Amazonas), Joanna Martins (Pará), Dona Brasi (São Gabriel da Cachoeira-AM), Dr. Valdely Kinupp (Amazonas), Isabella Jarocky (PE), Mário Miranda (RJ), Luciano Bartolomeu (PR), Lilian Guedes (AM), Raul Andrade (AM) e André Parente (AM) e o Juiz Aldemiro Dantas (AM).

Joanna Martins, diretora do Instituto Paulo Martins, é a representante do Pará nos eventos, ao lado dessas feras da gastronomia latino-americana. E hoje ela faz palestra sobre “Cultura, gastronomia e turismo”, tendo o festival gastronômico “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” como tema de destaque na apresentação. Por sinal, alguns dos nomes presentes em Manaus já estiveram aqui pelas ruas de Belém, justamente participando do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, como Mariana Sebbes, da Argentina, Felipe Schaedler, do Amazonas, Pere Planagumá, da Espanha, além do André Parente, que vem a ser o Dedé Parente, que por aqui comanda o “Engenho do Dedé”, no Shopping Boulevard. E ainda a Elizangela do Valle, que foi a vencedora do concurso “Chef Paulo Martins” em 2014, desse festival.

Mais uma vez a gastronomia divulgando o Pará por aí, em uma agenda positiva para a imagem do Estado.

 

Parte dos participantes da FIGA, em Manaus, entre eles Joanna Martins. (Foto de Denise Rohnelt Araujo.



Escrito por Fernando Jares às 17h05
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CAPIM SANTO

O SANTINHO DOS TEMPLOS DE CULTURA PAULISTA

“Santinho” é o nome de três restaurantes em São Paulo, que funcionam em locais que são verdadeiros templos da arte e cultura: Instituto Tomie Ohtake, Museu da Casa Brasileira e Theatro Municipal de São Paulo. Em todos os endereços mantém a linha que identifica o Grupo Capim Santo com a melhor cozinha brasileira, com as criações da chef Morena Leite. O nome “Santinho” vem, obviamente, dos restaurantes “Capim Santo”, operação que se iniciou em Trancoso, na Bahia, em 1982. O que hoje é um grupo conta com pousada e restaurante em Trancoso e quatro restaurantes, um buffet para eventos, uma escola de culinária e um instituto para o terceiro setor em São Paulo.

Quando visitei a exposição “Tapas – Spanish Design for Food”, no Museu da Casa Brasileira (veja em posts abaixo) em Sampa, já fui planejado para almoçar lá, no “Santinho”, sob as bênçãos da elogiada Morena Leite (o nome dela é por causa do Moreno Veloso, menininho quando ela nasceu, sendo sua mãe caetaníssima a mais não poder, como mais ou menos todos éramos – ou ainda somos...).

Após a visita, a busca: “onde é o restaurante?”. Naquela porta, senhor”. Ao abrir a porta, a surpresa. Bem que podia ser “Santão” o nome da casa, pela beleza e pelo tamanho... Olhe uma visão do salão principal, que captei no sítio eletrônico deles:


Antes deste, tem um salão menor e depois deste, aproveitando o terrenão cheio de árvores que circunda a casa, tem outros espaços, até um, com sofás e poltronas, ao ar livre. Veja o belo local, em foto também do site do restaurante:


Mas as cadeiras não são somente daquelas amarelinhas. Existe diversidade. Quando vi este mesão cá abaixo, pensei no chef Paulo Martins (1946/2010), que gostava de fazer estas misturas – sobre e em volta da mesa... – veja que cada cadeira é diferente da outra...


- E o conteúdo?

Funciona como buffet para o almoço, a R$ 53,00 por pessoa, de terça a sexta e R$ 78,00 (incluindo sobremesa) aos sábados, domingos e feriados. Serve lanches e café, de terça a domingo, das 10h às 18h. Atenção que, sendo no interior do Museu, precisa pagar a entrada: R$ 6,00 (R$ 3 meia entrada). Idosos, isentos. Veja que há também o Prato Executivo (R$ 53,00) com entrada, prato principal e sobremesa, cardápio variando a cada dia.

- Mas, e o conteúdo, senhor escriba?

Veja o buffet que encarei, quando entrei no salão:


Começa levezinho, enverdurado, leguminoso, sementado e depois vai desenvolvendo... Tudo muito tentador!

O cardápio do buffet é dividido em seis Estações com seleção de saladas, grãos, leguminosas, acompanhamentos, tapiocas e massas feitas na hora.

Aí que eu fiquei na base das miudezas, de tudo um pouquinho, a ver se podia recomendar:

 

Recomendo! Estava tudo gostoso, tempero adequado, em ponto agradável de mastigar. Não por acaso a casa estava cheia, inclusive mesas grandes, como esse mesão aí em cima...

O prato da Rita, como sempre mais comedido e selecionado, aproveitando as opções saudáveis... e com uma atraente canequinha com caldinho de feijão!


Ai em cima está dito que tem tapiocas. Lógico que fui atrás. Matéria-prima igual as que comemos pelas ruas de Belém, formato mais à moda nordestina. Veja uma de queijo sendo feita e fechada:

 

Ela veio no meu segundo prato, por sinal bem mais modesto, afinal... Só que achei que o prato estava meio tristinho...


Com auxílio de um sistema de trabalho dos colegas desenhistas (desde os tempos da Grécia antiga, quiçá antes...) fiz o prato ficar risonho, mais de acordo com o conteúdo. Note que agora trouxe uma canequinha de caldinho de feijão, nham, nham, nham! Valeu!


A sobremesa foi uma para os dois. Fazendo uma junção de duas sobremesas, chegamos a estes Churros de doce de leite com sorbet de cupuaçu (R$ 14,00). Você leu certo: sorbet de cupuaçu. Não sei existe aqui pelas ruas de Belém. Nem eu nem a Rita nunca o encontramos. O sorbet é feito apenas com a fruta, água e açúcar, enquanto o sorvete leva leite, creme de leite, etc. Uma festa, portanto, para quem tem intolerância à lactose, ao leite e afins.

Quando eu era criança pequena lá em Capanema o sorvete era igual ao que hoje virou sorbet. Os mais velhos pouquinha coisa (© Edwaldo Martins) lembram. Depois apareceu o “creme”, com leite etc., que tomou conta de 100% do mercado, com o nome genérico de sorvete. Pois eu fui encontrar o sorbet de cupu nos arraiais de d. Morena. Lógico que eu comi os churros e a Rita o sorbet! Mas eu provei, e gostei. Veja como foi servido:

 

PALESTRA: Por grande coincidência a chef Morena Leite faz a palestra “Inclusão Social através da gastronomia: o case do Instituto Capim Santo (SP)” nesta sexta, em promoção da Setur e do Sebrae. Saiba sobre, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 17h49
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PROGRAMAÇÃO

I SIMPÓSIO DE PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS NA UFPA


Descasque artesanal de castanha-do-pará, na Feira da Maiorana, em Belém.

Nesta sexta-feira e sábado (20 e 21/11/2015) acontece na UFPA o I SPAA, Simpósio de Processamento de Alimentos Amazônicos, reunindo um time de primeira ligado ao tema na região, como você poderá ver na programação a seguir.

O evento é pioneiro pelas ruas de Belém, organizado pela Prof.ª Dra. Vanessa Albres Botelho (Diretora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UFPA) com o Bolsista José Renato Mourão (Graduando em Engenharia de Alimentos) e colaboradores, como um produto do Programa de extensão “Escritório de Fermentação de Ideias”, coordenado pela referida Professora.  Sobre a proposta do evento você pode ler clicando aqui.

Veja a programação prevista para esses dois dias:

Dia 20 de novembro de 2015

8h – 9h - Palestra de Abertura “Desafios do desenvolvimento tecnológico da Região Norte” (Prof. Ms. Cláudio Ribeiro - UFPA/SEDUC/SECTI).

9h – 10h - Iniciativas de fomento ao empreendedorismo da UFPA (Ms. Leila Furtado - Universitec/UFPA).

Intervalo

10h30 – 11h - Regularização do Queijo do Marajó – projeto piloto para produtos artesanais (Vet. Edith Baena - SEDAP/PA).

11h – 12h - Segurança Alimentar e nutricional na cadeia produtiva do açaí (Prof. Dr. Jesus Souza - FEA/UFPA).

Intervalo para almoço

14h – 15h - Alimentos funcionais da flora amazônica (Prof.a Dra. Orquídea Vasconcelos - FANUT/UFPA).

15h – 16h - Estudo multidisciplinar visando a concepção e otimização de um secador solar sustentável para secagem de amêndoas de cacau amazônico (Prof.a Dra. Christelle Herman - BIOTEC/UFPA).

Intervalo

16h30 – 17h30 - Utilização de produtos regionais na indústria de panificação (Eng. Raphael Nogueira/Estrela do Bairro)

17h30 – 18h30 - Marco legal para acesso ao patrimônio genético brasileiro e registro de novos produtos a base de alimentos regionais (Prof. Dr. Hervé Rogez).

Dia 21 de novembro de 2015

8h – 9h - Soluções do SENAI para a indústria de Alimentos e Bebidas no Pará (Ms. Thiago Tavares - SENAI/PA).

9h – 10h - Agroindústria do Óleo de palma. (Dra. Alessandra Ferraiolo EMBRAPA/CPATU)

Intervalo – Sessão de pôsteres

10h30 – 11h30 - NAYAH Sabores da Amazônia - Inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável (Dra. Luciana Centeno - NAYAH)

11h30 – 12h30 - Manioca - Alimentos regionais naturais e artesanais (Bel. Joanna Martins - MANIOCA)

Intervalo para almoço - Sessão de pôsteres

14h – 15h - Cultura Alimentar - Alcance de direitos.

 (Bel. Tayná Marajoara)

15h – 16h30 - Mesa Redonda: Perspectivas para a Industrialização de Alimentos Amazônicos e escolha do tema do II Simpósio de Processamento de Alimentos Amazônicos

16h30 - Encerramento

O Simpósio será realizado no auditório do CEAMAZON no Parque de Ciência e Tecnologia da UFPA, Campus Profissional da Universidade.

Valor das inscrições: Estudantes:  R$20,00, Profissional: R$30,00 - 01 kg de alimento não perecível.

As inscrições e o pagamento podem ser feitos na Faculdade de Engenharia de Alimentos, das 8h às 12h, no Instituto de Tecnologia da UFPA, 1o andar, sala 207, telefone 3201-8055. Ou pelo site: spaa2015.wix.com/spaa e pagamento por depósito bancário, conforme instruções no site. 




Escrito por Fernando Jares às 19h21
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GASTRONOMIA E SOCIEDADE

INCLUSÃO SOCIAL POR MEIO DA GASTRONOMIA

A gastronomia, finalmente reconhecida no ano passado pelo governo estadual como manifestação cultural do povo paraense, começa a ganhar espaço nas ações públicas, em benefício da população local e como instrumento para construir uma imagem positiva para o Estado, funcionando como elemento de atração de turistas e criando consumidores para os ingredientes produzidos no Pará. Ainda recentemente mostrei aqui como a gastronomia é importante para os negócios da Espanha, focando sua interface com o design – portanto beneficiando outras áreas do conhecimento e da produção. Veja clicando aqui.

Nesta sexta-feira, 20/11, estará em Belém a chef Morena Leite, baiana de Trancoso, dos restaurantes Capim Santo e Santinho, de São Paulo e Trancoso. Ela vem falar de uma experiência de sucesso que comanda, na palestra “Inclusão Social através da gastronomia: o case do Instituto Capim Santo (SP)”. Além de chef e empresária de sucesso (estive semana passada no “Santinho” do Museu da Casa Brasileira – depois vou contar a experiência: tem até tapioca!) ela dirige esse instituto.

A palestra, que tem à frente o Governo do Estado e o Sebrae/Pará, será às 18h, no auditório Bl. D 2º andar da Estácio/FAP, na Municipalidade, 839 (Umarizal), instituição que deverá lançar proximamente um curso de gastronomia.


Em setembro passado o Governo do Estado, via Secretaria de Turismo (Setur) e Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) promoveu pelas ruas de Belém o “Seminário de Agroturismo e Gastronomia” que, entre outros convidados, trouxe a professora Yolanda Flores e Silva, da UNIVALI/SC, que falou sobre “Patrimônio alimentar como fator de desenvolvimento local e cultural” – ela lidera bem sucedidas experiências de inclusão social pela gastronomia, em Santa Catarina e em Portugal, trabalhando no aproveitamento e valorização do produto gastronômico nativo nas comunidades.

Com sua equipe absorvendo estes conhecimentos o Governo do Estado pretende replicar no Pará experiências de sucesso, naturalmente aplicadas de acordo com as características da cultura de cada localidade. A inclusão social por meio da gastronomia já tem cases de sucesso em diversos Estados, consolidando práticas de resultados positivos. O caminho para a implantação no Pará deverá ser o programa Propaz, que aparece, no convite acima, entre as organizações envolvidas na palestra.  Pista também do que poderá ser o primeiro projeto é a Colônia Chicano, no município de Santa Bárbara, aqui próximo a Belém, que congrega cerca de 200 famílias, onde já há uma boa organização comunitária e produtiva.



Escrito por Fernando Jares às 20h17
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AMAZÔNIA VIVA

TRABALHANDO POR UMA PAUTA POSITIVA

A identificação da comum busca de uma pauta positiva para divulgar a região, feita por este blog desde 2007, valorizando o que de bom se faz aqui, os aspectos únicos de nossa cultura e de nosso ambiente, as pessoas que fazem bem, e com sucesso e reconhecimento, deve ter justificado o convite para que o escriba deste espaço desse um depoimento sobre a revista Amazônia Viva, que foi publicado na edição especial de aniversário do jornal O Liberal, ontem, 15/11.

Tenho insistido nessa questão afirmando, nestas linhas virtuais ou em palestras, que gastronomia e música popular fazem a pauta positiva do Pará na imprensa nacional (desconfio que esteja ficando só a gastronomia, depois desse barraco calipsoniano com tonalidades sentimentais e policialescas).

Mesmo nos jornais diários locais vemos muita notícia sobre o ruim, sofrimentos, golpes, corrupção, como a pauta de frente. Destaquei que a revista Amazônia Viva, que circula desde 2011, tem primado por uma linha mais construtiva, valorizando o que temos de melhor, valores culturais, ambientais, científicos, inclusive difundindo conhecimentos que, de outra forma, ficariam fechados em arquivos, bibliotecas ou revistas de circulação restrita.

A matéria ganhou capa de caderno, dos muitos que compuseram a alentada e festiva edição de O Liberal de ontem.

Reproduzo a seguir parte da página e o texto completo, da repórter Brenda Pantoja, que fez a entrevista por telefone.


Ciência, meio ambiente, cultura e boas práticas em comunidade são alguns dos temas abordados na revista Amazônia Viva, encartada mensalmente em O LIBERAL. Dentro desses tópicos, há muito o que se discutir e a publicação sempre mostra iniciativas e projetos que contribuem para o desenvolvimento sustentável e social da região. A pauta positiva, que busca destacar as soluções em vez de priorizar os problemas, é uma das principais marcas da revista e que agrada bastante os leitores. O jornalista Fernando Jares Martins, 69, acredita que essa linguagem inspira e aumenta a autoestima dos paraenses.

Ele lê a Amazônia Viva todo mês e gosta de receber um material diferente do que se vê nos noticiários, quando o tema ambiental ganha repercussão em casos de desmatamento e poluição. “A gente já vê tanta notícia ruim no cotidiano que é bom fugir um pouco disso e apontar o problema sem ser alarmista, colocando em foco as ações de quem contribui para melhorar o meio ambiente e a sociedade”, avalia. Para o jornalista, tornar o saber científico mais acessível é outro trunfo, assim como a qualidade gráfica da impressão. “A colaboração de pesquisadores e a linguagem do texto faz com que a ciência deixe de ficar tão restrita, promove uma transferência de conhecimento”, completa.

Fernando mantém o blog “Pelas ruas de Belém”, que também tem a proposta de abordar aspectos positivos sobre a capital paraense. “A troca de boas experiências e a valorização da nossa terra aumenta o orgulho de ser paraense”, diz.

A característica enfatizada pelo leitor é exatamente uma das preocupações do editor da revista, Felipe Jorge de Melo, que afirma ser importante mostrar o que a região tem de melhor e o que se produz de conhecimento e soluções para os problemas locais.

“Buscamos apresentar à sociedade as comunidades, os pesquisadores, os artistas, que, de alguma forma, contribuem para o desenvolvimento da região. Com isso, a ciência sempre tem espaço cativo em nosso projeto editorial, mostrando que existe vida inteligente na Amazônia”, afirma. A publicação chegou ao quinto ano de circulação e Felipe acredita que ela alcançou uma identidade editorial e visual forte e marcante. Neste novo ano da revista, iniciado em setembro, foram realizadas apenas discretas alterações em algumas fontes e novas seções, além de um uso maior de QR Codes - leitores digitais para extensão do conteúdo da Amazônia Viva na internet, mas mantendo a essência principal, a de oferecer um jornalismo dinâmico, de linguagem acessível e estimulando a discussão sobre as boas práticas na região.

A assessora da diretoria industrial das Organizações Romulo Maiorana, Luciana Sarmanho, destaca o uso da revista como ferramenta de educação ambiental nas escolas. “Por ser um projeto contínuo, inovador e estar encartado em um jornal de grande circulação, ele atinge todas as classes. O produto, também com a linguagem do jornalismo científico, valoriza a riqueza de informações com credibilidade”, salienta.

Felipe Jorge de Melo ressalta ainda a relevância de associar a sustentabilidade ambiental e à sociedade amazônica, uma vez que a revista surgiu no mercado com um “selo verde” bem marcante, mas tem publicado cada vez mais projetos de responsabilidade social. “Não podíamos ficar alheios a tantas iniciativas bacanas que dão vida, ânimo e fazem a região pulsar por uma nova realidade, mais promissora. Logo, associar – e divulgar – o conhecimento e o zelo pelos bens naturais da Amazônia ao compromisso individual e coletivo das pessoas que constroem esse lugar se tornou primordial em nosso modo de fazer jornalismo”, pondera. 



Escrito por Fernando Jares às 17h55
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PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS

PARA PROCESSAR ALIMENTOS AMAZÔNICOS


A atenção ao processamento de alimentos com ingredientes amazônicos, buscando os caminhos que respeitem suas características e preservem seus valores intrínsecos, inclusive culturais, começa a ganhar espaço na realidade regional.

Mostrando a integração da academia a essa linha de ação, acontece aqui pelas ruas de Belém, na próxima semana, o SPAA, I Simpósio de Processamento de Alimentos Amazônicos, nos dias 20 e 21/11/2015, no auditório do CEAMAZON no Parque de Ciência e Tecnologia da UFPA, Campus Profissional da Universidade.

O objetivo do evento é promover a integração das instituições estaduais, federais e empresas privadas envolvidas na cadeia produtiva de alimentos, trocando experiências, difundindo resultados de pesquisas e estimulando o empreendedorismo como forma de contribuição para o desenvolvimento sustentável, tecnológico e agroindustrial da região Norte.

O tema escolhido demostra o objetivo: “Desafios, Tradição e Inovação”. Como explica a organização do SPAA, “A região Amazônica é conhecida por sua riquíssima diversidade de matérias-primas alimentícias, que não só encanta como também desafia, daí surge o questionamento: ‘como retirar da natureza e processar de forma sustentável aquilo que ainda pouco se conhece?’. Neste sentido, as pesquisas na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos são de suma importância para o desenvolvimento da região, as quais são capazes de fornecer subsídios para a criação de novos modelos de exploração e processamento sustentáveis.

O evento é organizado pela Profª Drª Vanessa Albres Botelho (Diretora da Faculdade de Engenharia de Alimentos) com o Bolsista José Renato Mourão (Graduando em Engenharia de Alimentos) e colaboradores, como um produto do Programa de extensão “Escritório de Fermentação de Ideias”, coordenado pela referida Professora.

Conforme a divulgação do evento “A região norte concentra uma grande parte do território amazônico, o qual se caracteriza não apenas por um complexo de florestas e águas, mas por um conjunto de tradições culturais que se refletem em alimentos únicos produzidos a nível artesanal, como o Tucupi, Farinha de Tapioca, Fécula de mandioca, Açaí, Maniçoba, Cupuaçu, Bacuri, Buriti, Tamuatá, Mapará, Tucunaré e outros tantos alimentos, os quais também possuem grande potencial de produção em escala industrial com auxílio de profissional da área de alimentos o qual possui formação técnico-científica para promover garantia de melhor qualidade nutricional e segurança alimentar.

Entretanto, para o desenvolvimento da indústria de alimentos e criação de novos produtos alimentícios a partir dos já existentes na região, necessitamos de novos modelos de exploração dos recursos naturais, uma vez que a retirada de insumos da floresta implica em profundas transformações sociais e ambientais. Portanto, a construção destes modelos de desenvolvimento sustentável na Amazônia deve passar pela valorização da produção familiar rural (extrativistas, agricultores, pescadores, e outros), bem como o reconhecimento das atribuições do profissional de alimentos da Região, como Engenheiro de Alimentos, Tecnólogos, Nutricionistas, entre outros, os quais possuem um papel de destaque.”

Nos dois dias de realização do Simpósio acontecerão diversas palestras apresentação de pôsters e uma mesa redonda intitulada “Perspectivas para a Industrialização de Alimentos Amazônicos”. O naipe de palestrantes reúne gente que vem exercitando importantes trabalhos nesta área, como representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca - SEDAP, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do Pará - ADEPARÁ, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do Pará - SENAI, além da Agência de Inovação Tecnológica da UFPA - UNIVERSITEC e de representantes de empresas privadas, como a Amazon Oil, que há muitos anos trabalha com produtos da floresta amazônica.

As Inscrições podem ser realizadas no site ou na Secretaria da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) no Instituto de Tecnologia (ITEC), 1º Andar, sala 207, telefone 3201-8055, Campus profissional da UFPA.Para mais informações, inclusive programação completa, clique aqui.

O valor da taxa de inscrição é 20 reais para alunos e 30 para profissionais mais um quilo de alimento não perecível, que será doado para uma instituição.




Escrito por Fernando Jares às 19h34
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TAPAS A SERVIÇO DO PALADAR! (2)

VAMOS DE JAMÓN FAKE A TAPAS DE VERDADE

Vamos prosseguir na visita à exposição “Tapas – Spanish Design for Food”, que aconteceu em São Paulo, até dia 8 passado. A primeira parte da visita está no post imediatamente anterior, que você pode acessar clicando aqui. E vamos começar com um fake...

JAMÓN

 

Para os menos atentos, dava direito até a sentir água na boca... Estes belos presuntos “Jamón de la Crisis” têm tudo para fazer sucesso neste nosso Brasil varonil dos dias de hoje. São falsidades. Réplicas perfeitas dos originais, são na verdade... infláveis!  É um “Jamón de plástico ibérico”. Diz a etiqueta: “Autêntico jamón de plástico made in China. Qualidade máxima gourmet. Cresceu em um pasto em plena crise de 2008. Inflado com ar puro e serrano, seguindo um exigente processo artesanal. Plástico PVC extremamente duro. Sem gordura, sem sal, sem conservantes... SEM JAMÓN!

DESCANSO DE PRESUNTO

GARRAFEIRO


Existem muitos tipos de descanso de presunto, dos mais sofisticados a uns bem simples, de acordo com as posses e o gosto do freguês. Veja ao fundo da foto um garrafeiro, ou adega como chamamos. É infinitamente modular, garantem, podendo armazenar o tanto de garrafas e na forma que o bebedor o desejar.

MIGALHEIRO

 

Uma ideia muito legal pela sustentabilidade. Ao cortar o pão neste aparelho as migalhas caem por uns furinhos até um coletor e, a partir daí, por meio de uma mangueira, são levadas para fora até um comedouro para pássaros livres. Como abaixo:


EMBEDDED DRINKS

 

Uma das atrações da exposição eram os “Embedded Drinks“, um conceito para “comer” bebidas. Coisa de Ferran Adriá... Tanto que o assessor científico-gastronômico deste projeto é Pere Castells, da Unitat UB Bullipèdia (projeto de Adriá a partir do fechamento do El Bulli). E veja só como o mundo gastronômico é pequeno... Castells já esteve aqui pelas ruas de Belém no “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” de 2014!

Bebidas impregnadas, explicam os organizadores da mostra, é um conceito que consiste em uma série de elementos comestíveis preparados com ingredientes naturais e muito parecidos com o que se poderia chamar de bolacha técnica. Esta bolacha está preparada para receber um determinado líquido: vinho, whisky, vodka ou gin. E para cada liquido há uma bolacha específica. Aí acima a bolacha do whisky.

Embedded Drinks permite “comer líquidos”, vivendo uma experiência sensorial completa:

1. uma vez colocada a bebida o álcool evapora, libertando assim as suas fragrâncias;
2. oferece uma melhor experiência olfativa dos aromas;
3. estes aromas são igualmente potencializados por alguns elementos específicos da receita, para que em contato com o destilado sejam destacadas as facetas mais relevantes de cada um, e possam ser apreciados tanto olfativamente como no paladar;
4. degustar o álcool através de uma textura, e não de um liquido, provoca uma percepção mais intensa e definida das notas de sabor.

Para o vinho não é uma bolacha, mas uma bolinha:


Embedded Drinks, informam, não é uma tortinha, bolinho ou uma bolachinha molhada no álcool, mas um recipiente inteligente para degustar de maneira muito mais técnica licores de alto nível, sem a necessidade de usar um copo ou uma taça.

A dimensão, o formato e a textura também têm um componente relativo a cada um dos destilados.

MODELOS EL BULLI


Uma vez o chef Ferran Adriá disse que “Cozinhar é fazer design em pratos”. E ele tinha tanto zelo por esse design que criou para seu lendário restaurante “El Bulli” um método: modelos em massinha, para que a composição fosse sempre a mesma, com toda a artesanalidade de montar um prato. Maquetes de pratos. Na exposição vimos o prato “Semillas” (sementes) com seu modelo em massinha, como acima.

CHURROS


Produto emblemático da gastronomia espanhola, os churros são sucesso no mundo, especialmente na América do Sul, incluindo o Brasil, onde é comida de rua em muitas cidades e presença garantida em feiras, festa de santo e assemelhados. Temos pelas ruas de Belém até Churros de Cupuaçu (do Chaves), que já foi assunto nestas linhas virtuais. Para ler “Churros com cupuaçu? ou con jamón?” clique aqui.

Pois bem, havia na exposição um filme em que se ensinava como fazer churros, dos nossos conhecidos de bastão ou dos enrolados, muito comuns em Espanha (foto acima é desse filme).

TAPAS

 

Segundo explicam os organizadores da exposição, a palavra tapa vem do ato de tampar o copo de vinho com algum alimento para o acompanhá-lo. A origem deste costume é incerta, pode ter surgido como recomendações reais para evitar bebedeiras, conselhos sanitários ou, simplesmente, para evitar a entrada de insetos ou pó na taça. O certo é que há um século constitui uma forma tradicional espanhola de fazer aperitivo ou comer. Tapa é qualquer porção pequena de comida, fria ou quente, crua ou preparada, servida com a bebida. Mas "tapear" também se transformou em uma forma de socialização, uma alternativa alimentar informal típica da Espanha que está alcançando exposição e sucesso internacional, tanto que existem casas de tapas pelo mundo e até o Dia Mundial da Tapa, 22/10. Em agora em outubro tivemos em S. Paulo a “Tapas Week”.

Acima e abaixo tapas “cenográficas” em exibição na mostra espanhola.  


TAPAS DE VERDADE


Aproveitando o assunto, deixa eu mostrar umas tapas tal qual as encontrei pelas ruas de Barcelona. Neste caso, no restaurante “Navarra”, onde andei a beliscar e beber umas cervezas San Miguel, em 2012. Aí na foto, “Mini croquetes de pernil ibérico” (€3,10).

 

“Camarões ao alho e salsa”(€8,25) ou como eles escrevem lá, no catalão deles, “gambles amb all i julivert”. Também, como os demais exemplos, com valores de 2012.


“Bolinhos de bacalhau” (€5,30) ou na linguagem catalã, “Bunyols de bacalá”.


“Prato de queijo de cabra com mel” (€4,65).

Quando você tiver oportunidade, não deixe de “tapear”, mas no sentido espanhol... não no sentido em português, de enganar. Já tem muita gente grande fazendo isso, deixe pra eles.



Escrito por Fernando Jares às 20h06
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TAPAS A SERVIÇO DO PALADAR! (1)

ENTRE TAPAS, BEIJOS À COZINHA ESPANHOLA


Nesta mais recente ida a São Paulo estive em uma exposição muito boa, que não posso recomendar porque já se encerrou – estive lá no penúltimo dia. Mas fique de olho se for remontada em outra cidade. Trata-se da mostra “Tapas – Spanish Design for Food”, mostra o design espanhol para a gastronomia, dos equipamentos aos pratos (conteúdo e continente), descrita pelos organizadores como “um espetáculo de imaginação e talento a serviço do paladar”.

Estava patente no Museu da Casa Brasileira, uma belíssima casa na Faria Lima, recheada com muita coisa bonita. A mostra já andou pelo mundo: Tóquio (Japão), Miami, Washington e Albuquerque (Estados Unidos), Seul (Coreia do Sul), Toronto (Canadá), Liubliana (Eslovênia), Guanajauto e México D.F (México). Apresentava ícones tradicionais do design espanhol para alimentos juntamente com cerca de 250 objetos mais recentes, utilizados no preparo e para servir refeições, concebidos ou fabricados na Espanha nas últimas décadas. Dividida em três módulos (cozinha, mesa e comida) mostrava as contribuições do design para a gastronomia desde utensílios tradicionais, alguns reelaborados até o desenho de alimentos e como servi-los.

Não comuns aqui pelas ruas de Belém, “Tapas” merece uma explicação: trata-se de algo tipicamente espanhol – uma forma de comer pequenas porções de petiscos ou “tira-gostos”, como usamos dizer, acompanhando uma bebida, misturando sabores diferentes. Justificado como título, já que a exposição se considerava uma pequena degustação do universo da gastronomia espanhola.

Andamos por lá, Rita e eu, e fotografei algumas coisas especialmente interessantes. Vamos ver:

FAKIRCOOK

 

Um grill criado por Jordi Herrera, do restaurante “Manairó”, de Barcelona, uma estrela Michelin. Trata-se de uma estrutura em aço inoxidável com pontas de aço, o que permite o cozimento da carne a partir do centro. Os espetos são aquecidos diretamente sobre o fogo e, ao virar, os alimentos ai encaixados, diz-que cozinhando em questão de segundos.

TÁBUA


Tábua de corte em polietileno, com abas que permitem escorrer o alimento para a panela, sem desperdício – esse equipamento já existe no Brasil. Faca profissional de Ana Roquero. Feita em processo de forja, com design que “abraça” a madeira.

PORRÓN


Um “porrón”, utensílio tipicamente espanhol para o vinho. Usa-se o lado fino para beber diretamente da garrafa de forma higiênica, sem encostar na boca, compartilhando a bebida – uma forma antiga de beber... O lado mais largo serve como aerador ao servir o vinho na taça.

TOALHA

 

Toalha de mesa que indica o lugar certo para colocar os talheres e pratos. Tem versão para o dia a dia e versão para serviços sofisticados, de etiqueta.

XÍCARAS PARA CHÁ


Xícaras para chá, em formatos diversos, inclusive de pés altos. Algumas realmente lindas.

XÍCARA DE CAFÉ


Uma xícara de café que ressalta as qualidades da variedade Jamaica Blue Mountain (jamaicana, com certificação de origem, um dos cafés mais caros do mundo, famoso pelo aroma e sabor suave). O desenho considera os aspectos geométricos que sublimam o aroma e o sabor do café, dando atenção especial à conservação da temperatura e aos aspectos ergonômicos, de estabilidade e de delicadeza no contato com a boca.

DESCANSO DE MESA


Pensado para “colecionar os seus melhores momentos”, o próprio usuário vai confeccionando o produto com as rolhas das garrafas dos melhores vinhos que bebe pela vida. Completa a peça, recebe travessas e outros utensílios. Agora você tem um uso e tanto para as rolhas que vem guardando há anos... Distribuídos mundialmente com exclusividade pela loja do MoMA.

PALETAS


 Suportes ergonômicos pensados para degustação de pratos e bebidas com a utilização de uma mão apenas. Ideal para festas, coquetéis, vernissages ou eventos semelhantes. Você pode segurar esta paleta, onde ficam o copo e o pratinho de petiscos (imaginei logo um casquinho de caranguejo...), tendo a outra mão livre para levar as coisas à boca ou cumprimentar outras pessoas, seu chefe ou a garota mais bonita da festa... Estas peças fizeram o maior sucesso. A glória para BLTs, arroz de festas, etc.

GUARDANAPO

 

Para o homem que, a despeito de usar um guardanapo como babador, pendurado na camisa, não quer abrir mão da pose de estar de gravata, este guardanapo de papel já vem com a gravata impressa! Imagino que deve ter quem use... afinal o criaram e entrou na exposição.

CADEIRA


A cadeira do Mickey deve fazer o maior sucesso em salões ou restaurantes que trabalham com crianças. Imagine a galerinha com essas cadeiras à disposição...

DESCANSO PARA PALITOS


Hashis e palitos de um modo geral podem descansar nestas pequenas peças de porcelana do designer Jaime Hayón. A minha falecida sogra tinha uns descansos para talheres, em metal, muito bonitos.

MESA


Para quem gosta de variedade de pratos e talheres mesas como esta, faziam a alegria do visitante. Tinham exemplares de todos os tipos. O chef paraense Paulo Martins (1946/2010) haveria de vibrar com uma mesa assim. É que ele inovou, no início dos anos 1990, com seu restaurante “Resto’s”, onde nem pratos, nem talheres, nem copos combinavam nas mesas, aliás nem as mesas e demais móveis combinavam, cada um diferente do outro... mas tudo em grande harmonia plástica.

Uff, já tem muita coisa. Vamos deixar o restante para o próximo post.



Escrito por Fernando Jares às 19h41
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ESCADA ABAIXO

A ESCADA DA PRESIDENTE VARGAS COM O BOULEVARD.
O FAZ DE CONTA UFANISTA QUE CONTAVA


Veja bem, ilustre leitor, esta bela foto de nossa querida cidade de Santa Maria de Belém do Grão Pará, nos idos dos anos 1940. É o início da avenida Presidente Vargas, que ainda devia ser 15 de Agosto, nome com que homenageava a liberdade do fim do período colonial, com a adesão do Pará à Independência do Brasil, substituído pelo do ditador todo-poderoso. A foto eu busquei no “fragmentosdebelem.tumblr” que, por sua vez buscou a imagem no “The Tramways of Belém, capital of Pará state BY Allen Morrison”.

Admire à esquerda, embaixo, uma escada ricamente trabalhada, que dava acesso aos pedestres indo ou vindo da área do Boulevard. Está aqui ao lado no detalhe. Havia outra, igualzinha, do outro lado da avenida, com a mesma finalidade. Tudo obra de grandes artistas a darem ares de metrópole e felicidade aos que circulavam pelas ruas de Belém, a Paris n'América. Destaquei o havia porque o passado é o tempo real do verbo. Não há mais essa beleza, graças à ação de vândalos e ladrões que, não apenas destruíram a lateral da escada, roubando os balaústres e deixando apenas o corrimão destruído. Isso com a passiva conivência dos poderes públicos, que nunca corrigiram o malfeito e, ao que parece, nem o investigaram, em busca do/s culpado/s para o castigo pelos crimes cometidos.

Veja como está atualmente:


Uma lástima! Bem que uma vidente anuncia seus serviços no poste ao lado – quem sabe ela poderia ajudar na identificação da corja que destruiu este bem público. Meu avô materno tinha uma alfaiataria em um dos casarões aí acima, na Gaspar Viana e, imagina, temos até uma foto em que estou eu e alguns primos, sentados nessa escada...

COISA ANTIGA

Mas não pense o, a esta altura, provavelmente revoltado leitor, que isto é coisa nova. A destruição já data de anos, o que facilitou, naturalmente, o furto dos balaústres.

O escritor Raimundo Sodré, o cronista-operário que leio todos os sábados em O Liberal e não dispenso seus livros (acho que tenho todos) já escreveu sobre o assunto nos idos de 2011. Há quatro anos, sumano! Ainda era responsabilidade! (olha a ironia!!!) de outro prefeito.

Olha um trecho da crônica do Sodré, no sábado 10 de setembro de 2011, em que destaca a importância daquela escada para a alma do belenense:


Pode me chamar de chato e coisa e loisa, mas, pô, aquilo é um símbolo do nosso sucesso, da nossa ascensão, dá uma turbinada em nossa autoestima. É índice de orgulho e altivez. É um faz-de-conta ufanista, mas conta, ora bolas, nas nossas contas de cidadania. Se ela, a escada (construída com apuro e zelo, no início do século 20) tá desarrumada, imagina a nossa vidinha de belemense da Pedreira a quantas anda! Os atores citadinos não podem se submeter a submersão moral proporcionada pelo desleixo e pela sensaboria administrativa (mesmo porque já se batem com aspecto prático da ‘submersão’, aquele providenciado pela maré alta e pela chuva do final da tarde)”. Em seguida clama por uma providência: o local vinha ganhando melhorias pela iniciativa privada como um restaurante famoso, o Arraial do Pavulagem, o Sesc e alerta para o Círio que se aproximava, com o perigo da “subida da Presidente Vargas”. Naquela época ainda não estava a penúria de hoje pois o Sodré diz “o que resta da balaustrada tá pra cair.” Sugere aos grandes do poder econômico instalados em volta, Banco Central, Banco do Brasil e Caixa Econômica, que ajudem: “Não é possível que destes cofres afortunados não saiam uns trocados pra arrumar aquele entorno (incluindo aí a praça Waldemar Henrique, um dos lugares mais inóspitos da cidade)”. E faz um religioso alerta: “Olha, a Santa vai ralhar se vocês não fizerem nada!” Acho que a Santa já se cansou de ralhar – parece que ninguém se importa com esses detalhes que alegram os espíritos simples que amam a sua cidade.

Será que o prefeito dos 400 anos vai se importar e consertar isso?



Escrito por Fernando Jares às 17h57
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GASTRONOMIA E BIODIVERSIDADE

BELÉM COMO REFERÊNCIA GASTRONÔMICA

A apresentação do “Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade na Amazônia”, em implantação em Belém, na Exposição Universal de Milão, deu à cozinha paraense uma grande visibilidade internacional e nacional. Só a Rede Globo apresentou reportagens diversas em cinco jornais diferentes: Jornal Nacional, Jornal da Globo, Jornal Hoje, Hora 1 e Bom dia Brasil, sempre destacando a cozinha paraense. Joanna Martins, do Instituto Paulo Martins, que participa da criação do Centro, destacou o fato da emissora ter identificado “todo o potencial desse projeto inovador e que pode trazer desenvolvimento sustentável pra nosso Estado, nossa região e nosso país”. Da mesma forma o Centro foi pauta para grandes jornais, sites e blogs no Brasil e no exterior.

Como resultado, além dessa grande divulgação conseguida para a marca da cozinha paraense e suas exclusividades, a equipe de trabalho que lá esteve trouxe o interesse da FAO na realização do projeto. A FAO – Food and Agriculture Organization of the United Nations é a instituição da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Também há interesse explícito em participar do Centro, da APEGA, a poderosa Sociedade Peruana de Gastronomia, que promove em Lima o “Mistura”, um dos maiores eventos de gastronomia do mundo!

No momento desenvolvem-se negociações com entidades de apoio ou possíveis mantenedoras do projeto, no Pará e fora do Estado. Ao mesmo tempo, ganha corpo o detalhamento do projeto, inclusive com orçamentação e cronograma, uma vez já definidos os espaços a serem utilizados pelo Centro em suas diversas atividades.


Essa apresentação do projeto paraense foi feita em um auditório lotado de italianos e turistas estrangeiros, incluindo muitos interessados diretamente em gastronomia, que atenderam ao convite e à divulgação feita nos meios de divulgação da Expo Milano. Ao longo do ano participaram dessa exposição, liderada pela ONU, 150 países com o tema “Alimentando o mundo com soluções”, tendo recebido mais de 20 milhões de visitantes. Em seu estande o Brasil revelou na Europa não apenas sua importância como produtor e exportador de alimentos, mas também o uso de tecnologias avançadas de maneira sustentável na agricultura. Em uma de suas viagens à Europa a presidente Dilma visitou esta exposição.

Além do lançamento do Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade da Amazônia foi apresentado o evento “Diálogos Gastronômicos”, que vai promover o encontro de chefs renomados de vários países pelas ruas de Belém em agosto de 2016. Os presentes experimentaram os sabores exclusivos (entendo que devemos deixar de utilizar o termo “exóticos”, que remete a um primarismo que já ultrapassamos...) da Amazônia paraense como doces de bacuri, sucos de cupuaçu e taperebá, chocolates da Amazônia, cervejas artesanais que só existem aqui, e até o tacacá, que fez o maior sucesso.


As guloseimas paraenses eram preparadas na hora.

A vice-prefeita de Belém, Karla Martins, esteve em Milão representando o Pará. “A gastronomia é modelo de desenvolvimento para a região, dos ribeirinhos aos grandes restaurantes. O turismo gastronômico fortalece toda uma cadeia produtiva que coloca o Estado do Pará em destaque internacional”, disse.

O centro será implantado ao longo dos próximos dois anos no Complexo Feliz Lusitânia, às margens da Baía do Guajará, em Belém, e prevê uma estrutura com escola de gastronomia, laboratório de alimentos, barco-cozinha, museu e restaurante, que poderá oferecer ao púbico nacional e internacional um ambiente propício a trabalhos sobre gastronomia e biodiversidade em diversas dimensões, como pesquisa, ensino, formação, fomento econômico e divulgação turística e cultural, entre outros.

“Belém tem um elemento determinante e fundamental para isso, que é a gastronomia que melhor representa o Brasil, com características bem peculiares e uma variedade ímpar de ingredientes. Esse conjunto de coisas colabora para o sucesso dessa iniciativa, que faz uma articulação entre gastronomia, sustentabilidade e meio ambiente”, disse o governador Simão Jatene na apresentação local do projeto, no dia 15 de outubro deste ano, na Casa das 11 Janelas (para ler sobre esse evento, clique aqui).

Jatene foi a primeira autoridade estadual a reconhecer a gastronomia como manifestação cultural do povo paraense, na apresentação do livro “Gastronomia do Pará – O sabor do Brasil” (leia aqui)

A proposta de criação do centro também faz parte das comemorações dos 400 anos de fundação de Belém, e foi apresentada ao Governo do Pará e à Prefeitura de Belém por um conjunto de organizações da sociedade civil, lideradas pelo Instituto Paulo Martins (entidade que promove e divulga a gastronomia paraense e amazônica e que organiza anualmente o festival “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense), o instituto Atá (presidido pelo chef Alex Atala e principal instituição brasileira que trabalha a relação homem-alimento) e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia (fundado em 2015 com o objetivo de estimular negócios sustentáveis e inovação na região). Veja clicando aqui a matéria exibida pelo "Jornal Nacional".


O “Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade da Amazônia” funcionará a partir do Complexo Feliz Lusitânia.

 

(Fotos e parte das informações são da Agência Pará de Notícias e Comus/PMB)



Escrito por Fernando Jares às 17h45
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BANQUETE ÓPERA FESTIVAL

MÚSICA E GASTRONOMIA PELOS RIOS DO MARAJÓ

Gastronomia e música erudita fizeram a alegria de um grupo de privilegiados visitantes e moradores da ilha do Marajó neste início de novembro, aliás, dias 31/10 e 01 e 02/11, no “Banquete Ópera Festival”, com toda a riqueza natural desse santuário ecológico paraense.

Imagine esta cena:


(Foto divulgação no site do evento)

Pois ela aconteceu! A cantora de ópera deslizando em uma canoa canta na paisagem marajoara. Eram quatro cantores de ópera, uma orquestra de câmera e um coro de 16 vozes, ambos da Fundação Carlos Gomes.

Igarapés, rios, praias e os fantásticos manguezais de Soure foram o palco e cenário naturalíssimo para a música requintada de compositores como Carlos Gomes, Villa Lobos, Verdi, Mozart e Pergolesi, harmonizando com vinhos de várias partes do mundo, cerveja paraense, peixes amazônicos, a carne e o queijo de leite de búfala do Marajó. Uma experiência plurisensorial, anunciavam os organizadores do evento.

 

A riqueza da cozinha paraense (foto de divulgação no site do evento), e especialmente a sua exclusivíssima vertente marajoara, fizeram o cardápio dos banquetes oferecidos nos três dias, assinados por dois nomes/estrelas da gastronomia paraense, os chefs Thiago Castanho e d. Jerônima Brito, uma estrela nacional, Mara Salles, de São Paulo, e uma megaestrela internacional, Andoni Luis Aduriz, do multipremiado restaurante “Mugaritz”, de San Sebastian, no país Basco, duas estrelas Michelin e 6º Melhor Restaurante do Mundo, de acordo com o 50º Best. Aliás, Andoni deve lançar um novo restaurante (será o “Topa”), também em San Sebastian, ano que vem, onde ingredientes latino-americanos vão ser destaque. Os pratos foram criados tendo como inspiração as árias de ópera, além de clássicos da cozinha regional desde o tacacá, peixes amazônicos, caranguejo, tudo fresquíssimo, açaí, bacuri, cupuaçu, queijo do Marajó, castanha-do-pará, chocolate nativo, vinhos internacionais e cervejas artesanais paraenses.

Você pode ver como foi esse exclusivíssimo espetáculo de arte e beleza pelos rios do Marajó, na reportagem apresentada no Jornal Nacional, na segunda-feira, clicando aqui. Iniciativas particulares contribuindo para uma agenda positiva do Pará, mais uma vez envolvendo a gastronomia.

Pra completar, direto do facebook do restaurante Mugaritz, o grande chef da casa, em pleno ofício marajoara:




Escrito por Fernando Jares às 09h56
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WINE DINNER

NOITE DE HARMONIAS

Este mês tem wine dinner do restaurante Benjamin logo na primeira quinta-feira (geralmente é na última quinta), isto é, agora dia 05, a partir das 21 horas. Pratos e harmonização com vinhos especiais, tudo com a assinatura do chef Sérgio Leão, o titular da casa.

O preço por pessoa é R$ 160,00, incluindo água mineral, refrigerantes e café expresso.

Vamos ao menu:

Primeira Entrada
Espumante Toro Loco Cava Brut
Mix de folhas verdes, pera assada, nozes e camarão

Segunda Entrada
Vinho Fleur du Cap Chenin Blanc
Brandade de Bacalhau

Primeiro Prato
Vinho Momessin Beaujolais Villages Aoc
Confit de Pato em Molho de Vinho e Risoto de Brie e Damasco

Segundo Prato
Vinho Partridge Gran Reserva Malbec
Tijolo de Ragú de Cordeiro sobre Molho Próprio e Musseline de Aipim

Sobremesa

Vinho do Porto
Taça de Chocolate com Coulis de Frutas Vermelhas



Escrito por Fernando Jares às 09h56
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VISITA GOURMET/DAGOBERTO TORRES

UM ESPECIALISTA EM CEVICHES

O chef Dagoberto Torres, colombiano, que comanda o restaurante “Suri”, em São Paulo, mas que trás uma forte influência das cozinhas latinas, desde sua terra natal, uma fazenda no interior da Colômbia, até grandes cidades do continente, estará esta semana, nos dias 04 e 05 (quarta e quinta) no restaurante “Remanso do Bosque”, participando de mais uma edição do programa “Visita Gourmet”, que promove intercâmbio cultural e gastronômico, já tendo trazido para cozinhar pelas ruas de Belém chefs como Alex Atala e Alberto Landgraf, de S. Paulo e Vitor Sobral, de Lisboa, em 2012, e Virgílio Martinez, de Lima, Peru, titular do Melhor Restaurante da América Latina/2015, e André Mifano, em 2013.

Nesta quarta, dia 04, o chef irá ministrar uma aula, com o tema “Classicos y sus primos – universo do ceviche e suas variações regionais”. Dagoberto vai preparar quatro receitas: ceviche peruano, ceviche equatoriano, poisson cru e tiradito. Valor: R$ 100 por pessoa.


No dia 05, Thiago Castanho e Dagoberto Torres recebem para o jantar, com menu especial preparado a quatro mãos, unindo os conhecimentos e os ingredientes de dois lados do continente sul-americano. A partir das 21 horas e valor: R$ 180,00 por pessoa.

Veja o cardápio previsto:

SNACKS

Milho assado, rabada e rúcula (Thiago Castanho)

Ostras defumadas, huacatay e patacon (Dagoberto Torres)

Açaí Sour (Remanso do Bosque)

PRATOS

Entradas:

Tiradito de tucunaré
Aji amarillo, pimenta de cheiro e aceite de capim santo (Dagoberto Torres)

Ceviche de congrio
Pasta de alho e pimenta fermentada, castanha de caju e oniguri (Dagoberto Torres)


Ceviche com oniguri

Principais:

Mandioquinha assada
Manteiga queimada, leite de castanha e aviú (Thiago Castanho)

Bacalhau confitado
Leite de coco, calentado de feijão de corda, banana da terra e aji panca (Dagoberto Torres)


Bacalhau confitado

Porco
Leitão no forno à lenha, compota de cupuaçu e avocado (Thiago Castanho)

Sobremesa
Graviola, folha de coca, Iogurte castanha fresca, (Thiago Castanho)



Escrito por Fernando Jares às 10h57
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