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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


GASTRONOMIA ONLINE

DESDE CORTAR CEBOLA ATÉ PREPARAR PRATOS

A explosão da gastronomia como negócio, como cultura, como oportunidade de trabalho, transformando-se em ciência com o aprofundamento de pesquisa e desenvolvimento, aperfeiçoamento profissional etc., etc. tem desdobramentos na formação. Estão aí os cursos oferecidos no mercado, inclusive em nível superior.

Agora recebi uma proposta interessante: Escola de Gastronomia Online, da consultoria “Dedo de Moça”, de São Paulo, em parceria com a UOL Educação, com cursos desde R$ 39,90, voltados para cozinheiros amadores.

Atende a diferentes níveis de conhecimento culinário que precisam de uma mãozinha para, literalmente, colocar a mão na massa e fazer da cozinha de casa um espaço de constante criação. Pensando nestes mais variados perfis de cozinheiros amadores – dos que querem se aventurar pela primeira vez pilotando o fogão aos que pretendem sofisticar o repertório é que foi criada esta proposta. Para quem quer aprender a picar a cebola, preparar um arroz sem queimar o fundo da panela, incrementar o cardápio da semana, inovar com pratos e receitas elaboradas ou até mesmo fazer um prato típico.

Conforme a divulgação da escola, "Os alunos não precisam ter uma cozinha super equipada para fazer os cursos da Escola. Nosso objetivo é oferecer aulas práticas, com dicas de como simplificar processos culinários e estimular as pessoas a se divertirem e terem prazer com o ato de preparar refeições, mesmo as mais simples", explica a chef Patricia Abbondanza da “Dedo de Moça” e que comanda as aulas.

A Escola de Gastronomia oferece videoaulas que abordam diferentes etapas essenciais de qualquer cozinha. Com conteúdo programático, o curso ensina a organizar o espaço, desde a escolha de utensílios básicos, planejamento de compras e armazenamento de alimentos. Aborda ainda o uso de equipamentos e utensílios, da faca à panela de pressão. Passa então para escolha de ingredientes, aborda técnicas culinárias base, métodos de cozimento e segue para técnicas de elaboração de pratos que vão de saladas frias ao preparo de massas, sobremesas e carnes exóticas.

Os primeiros cinco pacotes de aulas têm preços entre R$39,90 e R$59,90: (1)Básico para Iniciantes, (2)Caldos, (3)Molhos, (4)Menu Comida Rápida e  (5)Curso Técnico para Cozinhar. Cada pacote inclui videoaulas curtas que somadas totalizam entre 50 minutos e 1h10 e ainda acompanham e-books com dicas, técnicas extras, receitas similares e uma série de informações e ficam disponíveis para o usuário por 30 dias. A cada mês e até o final do ano, ao menos dois novos cursos vão ser disponibilizados na plataforma. Já estão previstos as aulas de Sopas, Compras, Comida Brasileira, Comida Vegetariana, Carnes, Sobremesas, Cozinhas Regionais, entre outros. Uma sugestão cá deste espaço: um curso sobre a gastronomia paraense, que chama a atenção de tanta gente. Temos pelas ruas de Belém chefs preparados para contribuir na montagem essas aulas, com certeza. E até eu vou querer fazer o curso...

"A Escola de Gastronomia é pra todo mundo. Queremos que as pessoas tenham prazer em cozinhar em casa, seja nas refeições cotidianas, nos almoços de fim de semana, ou com o que tiver na geladeira após um dia de trabalho. Acreditamos que a comida tem o poder de estabelecer e estreitar laços entre as pessoas”, resume Patricia.

Agora, mãos à obra: basta clicar aqui para ir diretamente à escola, obter mais informações e fazer a matrícula. Boas aulas e, proximamente, bom apetite.


As aulas têm apresentações práticas (Foto divulgação).



Escrito por Fernando Jares às 13h10
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PARA O QUEMZÃO-2016 - FINALISTAS

FINAL DO SAMBA SERÁ DOMINGO (04/10)

Com muito orgulho, sou Quemzão!
E o meu samba foi pra final!
Cantando Belém
Na quadra do Quem
Vamo rumo ao carnaval

Guilherme Guerreiro Neto, em sua página no Facebook

Assim, ritmado, o autor informou “tamos na final” com o samba de enredo do Guilherme Neto e sua vitoriosa equipe que já apresentei.

A grande final, com os quatro sambas selecionados nas duas eliminatórias, será no dia 04/10, o próximo domingo, às 17 horas. Será uma apresentação pública, em cortejo, saindo da praça Eneida de Moraes.

Vale aqui um parêntese: Eneida (1904/1971) foi uma grande escritora e jornalista paraense, que começou em jornais e revistas que circulavam pelas ruas de Belém e se consagrou nacionalmente no Rio de Janeiro. Militante política, foi muitas vezes presa na ditadura de Getúlio Vargas; escreveu onze livros, um deles a “História do Carnaval Carioca”, a primeira grande obra sobre o carnaval brasileiro o que a projetou como pesquisadora e estudiosa competente do carnaval. Sempre ligada a Belém, lembro-me que organizava aqui um “Baile do Pierrot” de grande sucesso. Ganhou homenagem deste mesmo Quem São Eles, no desfile de 1973, com o enredo “Eneida Sempre Amor”, que teve como compositores o atual governador Simão Jatene e o poeta e professor João de Jesus Paes Loureiro. No Rio ela foi tema da Salgueiro em 1965 e em 1973; e da Paraíso do Tuiuti, em 2010.

Mas, voltando à final do Quemzão: um cortejo (ou arrastão, no bom sentido!!!) sai às 17h da praça Eneida de Moraes (ao lado da Unama) – cada concorrente terá meia hora para apresentar seu samba em cima de um trio elétrico e o júri vai considerar também a recepção popular ao samba. É preciso ir lá, com o samba na ponta da língua e nos pés (ai meu Deus!!!!) defender o belo trabalho que essa turma jovem e competente fez.

Para ver a letra e a primeira interpretação no post abaixo clique aqui.

Foi assim a apresentação no sábado:



Escrito por Fernando Jares às 14h26
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PARA O QUEMZÃO-2016

 “Chove a chuva, cai a manga. Pega ela aí!
Peixe frito no veropa com açaí”

Nasci jurunense e, por isso, necessariamente, “do Rancho”. Um bairro em que ninguém se amofinava, resultado de uma vida contemplando religiosamente Santa Terezinha em sua igreja e se alegrando com a alegria do “Grêmio Recreativo Jurunense Rancho Não Posso Me Amofiná”, nossa escola de samba.

Mas a vida vai andando e levando a gente pela cidade. Eis que fui morar nas bandas do Umarizal, numa época de juventude em que muitos de meus amigos estavam no “Império de Samba Quem São Eles”, fazendo uma grande virada na escola. E eu virei do quemzão. Amor correspondido com a alegria e a emoção de grandes enredos e conquistas! A escola de David Miguel, João de Jesus Paes Loureiro, Fernando Gogó de Ouro, Luiz Guilherme Pereira, Rosenildo Franco, Edyr Augusto Proença e tantos outros gente boa.

Agora, tantos anos passados, a escola mostra-me quem são eles de hoje – a evolução mantida com a qualidade dos velhos mestres e, no meio, um querido sobrinho/menino sempre, embora já até professor universitário, um outro sobrinho/menino sempre embora já médico. São essas coisas que formam a vantagem de acumular felicidades ao longo de muitos anos – que alguns chamam de velhice chegando!

Um pedacinho da família no Quemzão!, concorrendo neste sábado (26/09) no festival que vai apontar o samba de enredo para 2016. Veja a ficha técnica – compositor, intérprete e coro, tudo parente:

ENREDO: "Um diamante grená e branco nos 400 anos de Belém"

COMPOSITOR: Guilherme Guerreiro Neto

INTÉRPRETE: Hygino Pampolha Filho

CORO: Luciane Abraão, Victor Hugo Guerreiro e Guilherme Guerreiro Neto

CAVAQUINHO E VIOLÃO: Tiaguinho Lobato

GRAVAÇÃO, EDIÇÃO, MIXAGEM E MASTERIZAÇÃO: Zezinho Gomes


Agora é o seguinte: você vai ouvir o belo samba clicando aqui e acompanhar a letra abaixo. Ou leia antes, para se deliciar com esse passeio pelas ruas de Belém, sua história, suas atrações, sua cultura. Lá no final tem um comentário sobre uma bela homenagem feita pelo Guilherme Neto, a um grande intelectual paraense:

Cheias de história, as águas do Guajará
Belém da memória, vamos juntos navegar
Bate coração, grená e branco é meu barco de miriti
E nestes 70 anos, 400 de amor por ti

Abre as portas da Amazônia
Dona da terra é a tribo Tupinambá
Destino de colônia
Os portugueses vêm chegando pra ficar
Com nome Feliz Lusitânia
Nasceu menina a capital do Grão Pará

E do grão fez-se um povo de alma cabana
Do barro Landi ergueu templos de fé
Da borracha o Theatro da Paz surgiu pra aplaudir de pé

Chove a chuva, cai a manga. Pega ela aí!
Peixe frito no veropa com açaí
Égua de ti, chega-te a mim e a ninguém mais
Vumbora nesse bonde até São Brás

Nos outubros, Nazaré vem abençoar
Os domingos estremecem com RE-PA
Canta Waldemar, chama Verequete
Tem guitarrada, carimbó, aparelhagem
Tem comitiva do Boi Pavulagem

Com muito orgulho, sou Quemzão
O diamante do Umarizal
Belém, minha aldeia
Morena faceira
Musa do meu carnaval

PARANATINGA
Dia desses, no facebook, Guilherme postou: “Na letra do samba, há um verso parafraseando meu xará Ruy Barata (além de Ruy, o poeta era Guilherme). Achem aí

Nem deu tempo de pensar, que a Cynthia Barros Pampolha logo respondeu: Canção dos 40 anos. Publicando:

Quarenta anos, quarenta!
E nem sequer percebi.
Quarenta anos correram
e neles também corri.
E nesses quarenta anos,
oitenta de amor por ti
.

De fato é a estrofe final do poema “Canção dos 40 anos”, em que o poeta santareno Ruy Guilherme Paranatinga Barata (1920/1990) celebra seus 41 anos – foi escrito em 1961 e publicado no ano seguinte no livro “Violão de rua” (Civilização Brasileira/CPC), recheado de poesia militante à esquerda, posição política do poeta que foi também advogado e político/deputado. Tenho-o em “Linha Imaginária e outras linhas”, belíssima edição feita pelo seu filho Tito Barata, ano passado. Mais sobre Ruy, clique aqui.

Leia esta outra estrofe:

Cresço em tempo e eternidade,
cresço em luta, cresço em dor,
não fiz meu verso castrado
nem me rendo ao opressor,
cresço no povo crescendo,
cresço depois que me for
.

Escrito 30 anos antes de sua morte, o poeta previu aqui sua própria importância post-mortem, de que este samba de enredo é a prova: escrito por um jovem que, quando Ruy faleceu, ainda nem tinha dez anos. Mas a criação do velho Paranatinga sobrevive ao criador e se espalha no tempo e eternidade. O jovem de hoje o lê e estuda com tal interesse a ponto de fazer-lhe homenagem, com a paráfrase de um de seus versos no seu recém-composto samba de enredo!

Parabéns Guilherme Imbiriba Guerreiro Neto pela bela criação. Parabéns aos demais integrantes da equipe! Sucesso no festival! O Quemzão vai arrepiar na Aldeia Cabana se este samba for o escolhido!

JUBILEU
Festejar datas especiais, “redondas”, aniversários, é um costume em muitas sociedades. De tal forma que foi convencionado dar nomes a essas comemorações, sejam Bodas (casamentos) ou Jubileus (outros aniversários), dos quais os mais famosos e consolidados são de Prata (25 anos) e de Ouro (50 anos). Mas há nomes para muitos momentos, como estes 70 anos do Quem São Eles. Só que os que planejaram a festa trocaram o título: Jubileu de Diamante é de 60 anos. Para 70 anos é Jubileu de Vinho – que até combinava com nossa linda cor grená. Mas agora, está feito... Vai ficar sendo Diamante, o que o Quemzão de fato é no Umarizal! Mas o livro “Você sabe que dia é hoje?”, referência em RP, do prof. Waldyr Gutierrez Fortes, da Universidade Estadual de Londrina, registra (Pág. 399) que 70 anos é Bodas (ou Jubileu) de Vinho.



Escrito por Fernando Jares às 16h44
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PALADAR BRASIL

A COZINHA PARAENSE MOSTRA SEU PALADAR EM SÃO PAULO

Neste final de semana os olhos gastronômicos do Brasil estão voltados para São Paulo, onde acontece a nona edição do festival “Paladar Cozinha do Brasil”, que comemora os dez anos de circulação do caderno “Paladar” do jornal O Estado de São Paulo. O evento terá 58 atividades como debates, aulas, oficinas, degustações, com a participação de 70 profissionais entre chefs, produtores, estudiosos do setor, etc.

Apenas um do Pará estará entre os que sobem ao palco para apresentações: Cesar de Mendes, especialista em cacau e chocolate amazônico de Santa Bárbara, que, em parceria com Roberto Smeraldi apresenta “O novo cacau amazônico”. Segundo a programação, “Uma nova variedade de cacau selvagem da Amazônia acaba de ser descoberta. E esta será a primeira vez que será apresentada ao público. Você vai provar, em primeira mão, o cacau e chocolates feitos com diversas espécies de cacau selvagem, além de um prato feito com a nova variedade.”

Mendes, chef chocolatier da Amazônia Cacau é proprietário da Chocolates De Mendes, pesquisador do cacau amazônico, químico industrial e mestre em Química de Produtos Naturais e Tecnologia de Alimentos, com muitas centenas de dias de navegação/andanças pelos rios e suas margens para conhecer novas espécies do cacau desta região e o povo que trabalha com essas especialidades. Smeraldi, jornalista (do suplemento Paladar) e cozinheiro, é vice-presidente do Instituto Ata, comandado por Alex Atala, e dirige a ong “Amigos da Terra - Amazônia Brasileira”, tendo também muitas horas de andanças pelos interiores amazônicos em estudos e pesquisas sobre a biodiversidade versus gastronomia.


Peixe frito e açaí estarão lá. Na foto, pratiqueiras do “Point do Açaí”, aqui pelas ruas de Belém.

 Outra parte do evento onde os produtos culinários que temos aqui pelas ruas de Belém vão ter destaque é o “Mercado Paladar”, uma feira de comida junto ao festival, aberta ao público, onde chefs de badalados restaurantes estarão servindo seus quitutes, além de pequenos produtores vendendo produtos.

O Pará terá um estande no local, organizado pela Setur – Secretaria de Turismo onde os visitantes encontrarão açaí (de verdade!) farinha d’água de Bragança, cacau e chocolate paraense e queijo do Marajó.

O chef Nazareno Alves, do restaurante “Point do Açaí” vai apresentar seu açaí mais que especial e peixe frito. Já o chef Fábio Sicilia, do restaurante “Famiglia Sicilia”, terá como atração cacau e chocolate paraenses e o verdadeiro (e saboroso) queijo do Marajó. A “Manioca”, braço do restaurante “Lá em Casa” ´para a produção e venda de ingredientes da cozinha paraense, também vai estar presente, estreando uma parceria com o conhecido Empório Poitara, que passa a representar os produtos Manioca em São Paulo.

 

Linha de produtos “Manioca, made in Pará.



Escrito por Fernando Jares às 14h06
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REMANSO DO BOSQUE

PARAENSE PERMANECE ENTRE OS MELHORES
RESTAURANTES DA AMÉRICA LATINA

O restaurante paraense “Remanso do Bosque” permanece na lista dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina, em 38º lugar, conforme anunciado na noite desta quarta-feira (23/09) na maior festa da gastronomia latino-americana, na cidade do México, assegurando a presença da cozinha paraense praticada pelas ruas de Belém entre as melhores do continente!

Os Melhores são escolhidos por um colegiado de 252 jurados: chefs, jornalistas, críticos, donos de restaurantes e outros especialistas. São divididos em quatro regiões: Brasil, sul da América do Sul, norte da América do Sul, México e América Central, cada região com 62 membros. Esse povo indica sete restaurantes que visitou nos 18 meses anteriores, sendo que três devem ser de outro país que não o do jurado.

Belém, fora da rota turística habitual do público que integra a lista, mostra que a eleição e manutenção pelo terceiro ano do “Remanso do Bosque” neste ranking é prova de muita competência dessa equipe chefiada pelos irmãos Thiago Castanho e Felipe Castanho, com apoio total do pai deles, Francisco Santos, o querido Chicão, criador e comandante do “Remanso do Peixe”, a origem de tudo!

Veja a página do Remanso no sítio eletrônico da premiação clicando aqui.

O Melhor brasileiro foi o D.O.M., de Alex Atala, que ficou em quarto lugar, seguido do Mani (8º), Roberta Sudbrack (14º), Lasai (16º, a única entrada nova brasileira), Olympe (23º), Epice (26º), Remanso do Bosque (38º). Estavam na lista ano passado e saíram, o Attimo e o Fasano.


Momento do anúncio do “Remanso do Bosque” na festa gastronômica na cidade do México.



Escrito por Fernando Jares às 00h53
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WINE DINNER/SETEMBRO

A ITÁLIA É O TEMA DE PRATOS E VINHOS

Esta semana (amanhã, 24!) tem wine dinner no restaurante “Benjamin”.

Para este mês a proposta de menu do chef Sérgio Leão é italiana, tanto na concepção dos pratos, como dos vinhos que os acompanham. Portanto será uma autêntica noite italiana nesse simpático restaurante. Veja só o que desfilará nas mesas:

MENU

Amuse Bouche
Aperol Spritz
Shot de guacamole e salmão defumado
Tomate assado, Mozzarella e Manjericão
Caponata de frutos do mar

Primeira Entrada
Prosecco Bottega Millesimato Brut
Ovo perfeito com azeite trufado, presunto crudo e sal negro.

Segunda Entrada
Corte Giara Pinot Grigio Venezie IGT
Carne cruda Tonnato

Primeiro Prato
Mazzei Belguardo Vermentino Toscana Bianco IGT
Camarões em Molho de manteiga trufada e Risotto de limão siciliano

Segundo Prato
Tre Donne D’Arc IGT Barbera D’Alba
Fettucine com Linguiça e Erva doce

Sobremesa
Espumante Saracco Moscato d’Asti DOCG
Panna Cotta de Manga

Início às 21 horas e o preço por pessoa é R$ 170,00, incluindo água mineral, refrigerantes e café expresso.


Amuse Buche servido em Jantar Italiano no navio “Costa Mágica”, em cruzeiro no hemisfério sul (Brasil, Argentina, Uruguai).



Escrito por Fernando Jares às 17h10
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CARDÁPIO DO TITANIC

O QUE SE COMEU NO ÚLTIMO DIA DO TITANIC

A história do Titanic todo mundo sabe – porque leu em livros, reportagens, viu na televisão dezenas de matérias, viu no cinema.

O que é difícil ver é alguma coisa real do Titanic. Sobrou muito pouco. E só há 30 anos conseguiram chegar aos destroços do magnífico navio naufragado há cem anos.

Quem gosta de viajar em navio deve sonhar com o que devia ser a vida naquele transatlântico... Tudo o que havia de mais luxuoso no início do século XX estava no interior do navio inafundável. Para matar um pouco essa curiosidade, veja abaixo o cardápio do último almoço na primeira classe do Titanic, em 14 de abril de 1912. Ele naufragou nessa noite!


Com uma informação adicional importantíssima: esse cardápio – uma das raras peças resgatadas diretamente do navio – poderá ser seu. Isso mesmo, a raríssima peça vai ser leiloada no dia 30/09, quarta-feira da semana que vem. E o leilão será online, pela Invaluable (para ir até lá, clique aqui), quer dizer: é possível participar, mesmo os que moramos aqui pelas ruas de Belém... desde que tenha a vontade de ter um artefato assim... além de um saldo bancário com algo em torno de 50 a 70 mil dólares, que é qualto imaginam os organizadores que o cardápio alcance. Estima-se que existam uns três exemplares deste cardápio. Um já foi leiloado em 2012, por € 90 mil. Este é o segundo...

Mas vale saber o que comeram os tais multimilionários naquele derradeiro festim, coisas como maionese de atum, carneiro assado, pudim, creme de ovos, queijos camembert e roquefort, merengue de maçã e muitas outras opções, cerveja alemã gelada...

Para saber mais sobre essa peça e algumas outras salvas no mesmo bote, que vão ser leiloadas no mesmo dia, veja um vídeo clicando aqui.

Caso algum leitor aproveite a dica e arremate o dito cujo, por favor, deixe-me dar uma olhadinha no valioso... gosto dessas curiosidades, mas estou desprovido dos US$ 50/70 mil. No caso do comprador ser o dono de restaurante, que tal reeditar o tal almoço? Pode contar com a divulgação cá neste espaço...



Escrito por Fernando Jares às 20h37
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COMIDA DE RUA

DIFICULDADES X A BUSCA DA EXCELÊNCIA

Tivesse alguém ainda dúvida da necessidade de uma ação pela qualidade da comida de rua em Belém, esta dúvida não existe mais. Muito pelo contrário.

Pesquisa realizada pelo Departamento de Vigilância Sanitária de Belém em 50 locais de grande movimento na cidade revelou um dado estarrecedor: 100% dos locais analisados, isto é todos!, incluindo bancas de tacacá, carrinhos de lanches, etc., apresentaram irregularidades, como presença de bactérias e sujeiras diversas, além de práticas inadequadas na manipulação dos alimentos.

Em reportagem no jornal O Liberal de ontem (13/09), declara a médica veterinária Norma Karla Gentil, da Vigilância Sanitária em Belém, que “100% dos locais que vendem alimentos de rua pesquisados apresentaram inconformidades. Desde presença de bactérias, sujidades, alimentos quase estragando até instalações inadequadas”.

O assunto foi apresentado e discutido no Congresso dos Médicos Veterinários da Amazônia Legal (AmazonVet), no Hangar. Repare bem: a coisa é grave, está sendo discutida em congresso de veterinária – imagino que o grau de risco pode atingir até os cães e gatos que circulam pelas ruas de Belém...

Confesso que me surpreendi: embora não tão contumaz como até desejaria, sou um razoável comedor de rua. Gosto dessas gulodices e gororobas de rua e não tenho histórico de problemas. Quem resiste ao cheiro gostoso de um churrasquinho assando? Já fui melhor consumidor, quando mais novo... Mas pesquisa é pesquisa, ciência é ciência e o resultado está aí. Naturalmente já deve estar ocorrendo uma gritaria de muita gente que garante que não se enquadra nisso, inclusive a galera do Ver-o-Peso, que já reage na mesma matéria – e o órgão municipal até admite que lá tem uma vigilância bem efetiva, o que garante um nível superior de qualidade.

Por ser um local com intensa movimentação e concentração de alimentos, o Ver-o-Peso recebe atenção especial da Vigilância Sanitária, com uma equipe destacada especialmente para atuar na área.” afirma o texto do jornalista Vito Gemaque, autor da bem completa matéria, e até justifica que “na grande concorrência entre as barracas, a higiene é um diferencial que atrai e fideliza os clientes.”

Vê-se, portanto, que foi em boa hora a ideia do prof. Álvaro do Espírito Santo, da Setur, em propor a criação de um Centro de Excelência de Comida de Rua, com integral apoio do prof. Flávio Nassar, da UFPA/Fórum Landi. Esse processo se desenvolve com um Grupo Formador integrado por profissionais de gastronomia, turismo, educação e afins, inclusive este blogueiro que você lê. Uma boa ideia é convidar logo esta doutora da Vigilância Sanitária para conversar com o grupo.

Saiba mais sobre o Centro de Excelência de Comida de Rua lendo “Excelência em comida de rua em Belém”, aqui.

Para ler a matéria de O Liberal, clique aqui.


Tacacazeira “Bossa Nova”. Belém dos anos 1960, ilustração de Percy Lau para o livro “Santa Maria de Belém do Grão Pará”, de Leandro Tocantins.



Escrito por Fernando Jares às 18h11
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CHOCOLATIER

BELÉM, CAPITAL DO CHOCOLATE

Nem precisa ser chocólatra ou “louco por chocolate”, mas há um motivo fortíssimo para mover as pessoas em direção a um prato com chocolate e/ou cacau nos melhores restaurantes da cidade.

É o Circuito Gastronômico Chocolate e Cacau, que acontece até o dia 20 deste mês e faz parte da trilogia da sedução, formada por chocolates, flores e joias, no 3º Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia e FlorPará 2015, no Hangar.

Belém vira praticamente a capital do Chocolate com estes eventos, que são realizados simultaneamente pela Sedap entre os dias 17 e 20 de setembro, para promover dois dos produtos agrícolas paraenses com maior potencial de atratividade para o mercado internacional: as flores tropicais e o cacau e chocolate. O Pará é o segundo maior produtor de cacau do Brasil e, com nossas terras e nossos ares, tem um produto entre os melhores do mundo. Além de ser o berço do cupulate, o chocolate da semente do cupuaçu, produto desenvolvido aqui mesmo, pelas ruas de Belém, na Embrapa/Amazônia Oriental.

Para o Circuito Gastronômico Chocolate e Cacau pratos e sobremesas à base de chocolate e cacau foram criados por alguns dos melhores restaurantes locais, especialmente para este evento.


Lá em Casa: Pizza com massa de farinha de tapioca com chocolate e recheio de cupuaçu

Fizemos uma relação dos restaurantes, em ordem alfabética, respectivos pratos e valores, para orientar a sua opção sobre quais restaurantes visitar, com material fornecido pela Abrasel. Você poderá obter mais informações sobre cada prato, inclusive ingredientes, e ver as fotos de todos, indo ao sítio eletrônico da Abrasel/Pará, clicando aqui.


Famiglia Sicilia: Petit gateaux de Castela

1.    A Forneria:
FOLHEADO MARAJOARA
Preço R$28,70 (Serve uma pessoa)

2.    Brigaderie
ONÇA DE BARCA
Preço R$19,00 (Serve uma pessoa)

3.    Brownie do Inácio:
BROWNIE DE CHOCOLATE COM RECHEIO DE BRIGADEIRO DE CACAU DA ILHA
Preço R$8,00 (Serve uma pessoa)

4.    Buffalo Steakhouse:
RAGU NO CACAU
Preço R$15,00 (Serve uma pessoa)

5.    Caramelada Delicatessen:
BOLO PRETÍSSIMO
Preço R$10,00 (Serve duas pessoas)

6.    Churrascaria Tucuruvi:
DOCE PICANHA TUCURUVI
Preço R$45,00 (Serve uma pessoa)

7.    Circus:
CHOCO CIRCUS
Preço R$15,00 (Serve uma pessoa)

8.    Divina Xica:
UAI, BÃO SÔ!!!
Preço R$15,00  (Serve uma pessoa)

9.    Doceria Delalê:
CUPCAKE DUO DELALÊ
Preço R$6,50 (Serve uma pessoa)

10. Dom Cookie:
COOKIE BROWNIE DE BRIGADEIRO E CUPUAÇU
Preço R$5,00 (Serve de uma a duas pessoas)

11. Don Vino:
VINOLATE
Preço R$22,00 (Serve uma pessoa)

12. Égua Chê:
PICANHA CHOCOLATE COM PIMENTA
Preço R$14,90 (Serve uma pessoa)

13. Eti Mariqueti:
CHEEECAKE DE CHOCOLATE AMARGO
Preço R$12,00 (Serve uma pessoa)

14. Famiglia Sicilia:
PETIT GATEAUX DE CASTELA
Preço R$28,00 (Serve uma pessoa)

15. Formiguinha:
TORTA FORMIGUINHA
 Preço R$70,00 (Pequeno – Serve 15 pessoas), R$100,00 (Grande - Serve 25 pessoas)

16. Gelateria Damazônia:
SORVETE DE CHOCOLATE COM BROWNIE DE CASTANHA E GELÉIA DE CUPUAÇU
PREÇO R$6,00 (Serve uma pessoa)

17. Happy Brownie:
BROWNIE DE CASTANHA DO PARÁ COM RECHEIO DE CUPUAÇU
Preço R$5,00 (Serve uma pessoa)

18. Kate Cake:
DELÍCIA DOS DEUSES
Preço R$18,00 (Serve duas pessoas)

19. Lá em Casa: 
PIZZA DE TAPIOCA COM RECHEIO DE CUPUAÇU
Preço R$14,00 (Serve uma pessoa)

20. Old school Rock bar:
DRINK JAMULATE
Preço R$15,00 (Serve uma pessoa)

21. Point da Tapioca:
TAPIOCA DOÇURAS DO POINT
Preço R$6,00 (Serve uma pessoa)

Preço R$3,00 (Seve uma pessoa)

22. Saldosa Maloca:
THEO DO COMBÚ
Preço R$12,00 (Serve uma pessoa)

23. Spazzio Verdi:
PARÁ CACAU
Preço R$60,00 KG

24. Sweet by Sisters:
DELÍCIA DE CHOCOLATE COM BRIGADEIRO DE TAPEREBÁ

25. Tapioquinha da Amazônia
DELÍCIA DE TAPIOCA E CHOCOLATE
Preço R$6,00 (Serve uma pessoa)

Para obter mais informações sobre o 3º Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia e FlorPará 2015, clique aqui.


Buffalo Steakhouse: Ragu no cacau, rabada agridoce.



Escrito por Fernando Jares às 21h00
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PAULO MARTINS, ANO –5

PAULO MARTINS NOS 400 ANOS DE BELÉM.
VEM COISA BOA AÍ!

Este é o ano “Paulo Martins –5”. Já são cinco anos de ausência daquele que foi o mais importante chef de cozinha do Pará até hoje, não apenas pela revolução nas panelas da cozinha paraense, atualizando-a, contemporanezando-a, liberando-a, mas, e muito especialmente, pelo que fez longe das panelas, pela cultura gastronômica e alimentar paraense, tornando-se um líder inconteste do setor. Percebeu a importância cultural da cozinha paraense e tratou de divulga-la como tesouro deste Estado, a ser usufruído por todos. Encontrou dificuldades, resistências, brigou muito por suas ideias – que vemos hoje serem as certas! os que o criticavam já devem ter “metido a viola no saco” faz bastante tempo...

Assim surgiram as muitas viagens para cozinhar, demonstrar, palestrar sobre a comida e os ingredientes paraenses, pelo Brasil afora, tudo por inciativa própria, na maioria das vezes arcando com todas as despesas. Assim surgiu o “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, hoje respeitado como um dos principais eventos gastronômicos do Brasil, frequentado pelas estrelas das cozinhas brasileiras e do exterior. Assim surgiram livros com receitas de comida paraense, algumas de sua própria autoria, que viraram praticamente pratos típicos locais, presentes em diversos restaurantes e em festinhas familiares, como o arroz paraense, o arroz de jambu, o pato do imperador, o picadinho de tambaqui, o muçuã de botequim e tantos outros. Assim surgiu, após seu falecimento, o Instituto Paulo Martins, criado por sua família e por amigos e admiradores de sua obra, para garantir a perpetuidade desse trabalho magnífico de incentivar e valorizar a cozinha do Pará, tornando o antigo e pioneiro “esforço de um homem só” o esforço de uma comunidade.


Esta foto, feita pelo fotógrafo Cláudio Gatti, é muito emblemática do Paulo Martins: “vestido” com a bandeira do Pará, que ele tanto gostava de usar como avental em suas andanças gastronômicas divulgando o Estado, irreverentemente sentado no panelão típico em nossas receitas de grandes proporções (conta a lenda que ele nunca usou essa panela aí para cozinhar de verdade...)

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO

Estivesse o Paulo ainda aqui pelas ruas de Belém e teria hoje um dia de muita felicidade. É que justo hoje, tipo presente de aniversário de sua vida post-mortem, está sendo lançado o concurso “400 anos de alimentação em Belém com enfoque na culinária e hábitos culturais relacionados”, pelo Instituto Paulo Martins.

Informa o IPM que o concurso tem o objetivo de estimular a pesquisa sobre a alimentação e ingredientes consumidos em Belém e, para isso, vai eleger e premiar os melhores artigos acadêmicos sobre alimentação na capital paraense durante os quatro séculos de história da cidade.

O conteúdo adquirido a partir do resultado dos trabalhos servirá de inspiração para que os chefs de cozinha participantes da 14ª Edição do Festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense – que em 2016 vai homenagear os 400 anos de Belém – criem pratos influenciados pelos alimentos, ingredientes e receitas cujo consumo antecedia a fundação da cidade e a acompanha até os dias de hoje.

Podem participar do concurso “400 anos de alimentação em Belém com enfoque na culinária e hábitos culturais relacionados” estudantes de universidades brasileiras públicas ou privadas, com graduação em andamento ou concluída, em qualquer área do conhecimento cujos trabalhos tenham foco em práticas alimentares.

O estudo deverá ser realizado em uma das seguintes vertentes:
 Práticas alimentares: espaços, formas e significados da alimentação;
 Estudo específico sobre alimentos, receitas ou ingredientes;
 Redes de produção, circulação e consumo de alimentos na cidade;

Os detalhes do Edital do concurso, ficha de inscrição, premiação, poderão ser acessados no sítio eletrônico do Instituto Paulo Martins (clique aqui) ou do festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense (clique aqui) e os candidatos terão até o dia 09 de dezembro de 2015 para inscrever seus trabalhos.

Tenho muito orgulho de ter participado e apoiado (e provado...) muitos desses movimentos do Paulo, como amigo e como jornalista, e de continuar engajado, inclusive como sócio fundador, no Instituto Paulo Martins.

A cada ano, desde que o Paulo se foi, dedico espaço especial recordatório nos dias 9 de setembro a ele – além de citações durante o ano. É freguês deste blog... como eu tantos anos fui freguês dele, no “Lá em Casa”, restaurante que fundou e onde gestou tantas criações, tamanha revolução cultural na forma de tratar e apresentar a cozinha paraense, ampliando, mas sempre respeitando, profundamente, as nossas raízes culturais, com a utilização de nossos mais tradicionais ingredientes. Acho que este é o Dia da Cozinha Paraense!

Recorde as recordações:

2014 – “Estrela do Norte e o cheiro das carolinas paraenses” – clicando aqui.
2013 – “Um revolucionário no tratar e apresentar os ingredientes paraenses” – clicando aqui.
2012 – “A herança de Paulo Martins” – clicando aqui.
2011 – “Um legado de criatividade gastronômica” – aqui.
2010 – “Paulo Martins” – aqui



Escrito por Fernando Jares às 13h29
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ALACID NA “MENSAGEM”

GOVERNO DA MAIORIA ESMAGADORA

Já lá se vão 50 anos e muita coisa está esquecida. Algumas vão até sendo alteradas, por falta de informação. Portanto é sempre interessante consultar as mídias testemunhas oculares da história. Embora sempre possamos padecer com interpretações parciais desta ou daquela publicação que, todos sabemos, sempre complica um pouco a credibilidade histórica de jornais, revistas e que tais. Por isso a história pautada sobre veículos de informação é tão questionada pelos estudiosos da matéria.

Mas, deixando isso para lá, vamos ver a seguir algumas fotos e alguns trechos de reportagem publicada na Mensagem, revista que circulou pelas ruas de Belém nos idos de 1965, lançada em fevereiro desse ano por Romulo Maiorana, Altino e Alfredo Pinheiro. Trata-se da cobertura da eleição do major Alacid Nunes, para o governo Estado e de Stelio Maroja, para prefeito de Belém. Ele faleceu este final de semana, aos 90 anos, na fazenda da família, no Marajó.

Veja aqui a capa da edição de outubro desse ano. Romulo já não estava mais no expediente dirigente da revista, só os dois irmãos, donos da Grafisa, a maior gráfica da cidade naqueles tempos.


“Governo da maioria esmagadora”, diz o título sobre foto em que Alacid Nunes (lá no alto, à esquerda) aparece cercado de políticos da época e povo.

O texto da matéria na revista explica:

“Como na campanha eleitoral, a discussão post-eleitoral se faz ainda em torno da eleição governamental. Não apenas para indagar porque ganhou o major Alacid, mas porque ganhou por tanto, recebendo de cada quatro eleitores que votaram, nada menos que três votos? Ê evidente que não podem ser consideradas as alegações de uma fraude que ninguém viu, nem ninguém soube sequer em que consistiu. A realidade, incontestável, é que o voto, na proporção avassaladora em que foi dado ao candidato do governo, existiu mesmo.
Das muitas explicações que o resultado eleitoral ensejou, parecem mais convincentes aquelas que atribuem a vitória a dois fatores igualmente preponderantes :
Stélio Maroja: sua eleição foi um tranquilo passeio pelo Município.

1) — A própria disposição do povo em eleger Alacid, de onde ter resultado a votação maciça, quase uniforme em todas as urnas da Capital e que tanto intrigou os líderes vencidos do PSD;
2) — O governo e a atuação do coronel Jarbas Passarinho, que sem ser, pelo menos em termos imediatos, o único e grande interessado no pleito, foi transformado pelos adversários, num crescendo assustador, mais do que em candidato, na realidade na grande vítima de uma violenta e abusiva campanha eleitoral.”

Mais adiante diz o texto da revista:

“Já no interior, a política do governador Jarbas Passarinho teve efeitos muito acima da expectativa. £ indiscutível que o governo do Estado mostrou uma coleção de obras que daria como deu, para impressionar. Sem chegar ao fantástico das obras de Lacerda, para as quais não teve o dinheiro que Lacerda teve, mas limitando-se a gastar conscienciosamente o pouco que tinha no muito que a grande maioria municípios do interior necessitava, o governador plantou uma escola, um posto médico, uma usininha de luz, até mesmo uma cadeia, em quase todos os municípios do interior. E foi a quase todos eles, não apenas às vésperas da eleição, mas antes delas. E, com isso, tornou o governo presente no interior, como jamais estivera antes. E ganhou nome, popularidade e, naturalmente votos, que os chefes políticos compreenderam deveriam ser dados a ele, para a própria sobrevivência de suas lideranças politicas.”

Veja abaixo foto das comemorações da vitória, com plaquinhas que indicavam o resultado em cada município. Em primeiro plano,
Ourem: Alacid 1.396; Assunção 652; Diferença 744.
Gurupá: Alacid 689; Assunção 205; Diferença 484
Ao fundo aparece uma faixa: “Stelio, o prefeito reeleito”, naturalmente alusão ao fato de que, na eleição anterior, em 1961, dizia-se que foi garfado em milhares de votos e deveria ter sido o eleito. Lembro-me que no primeiro dia da apuração de 1961, ele estava superdisparado na frente e Lopo de Castro, à noite, na Rádio Guajará, festejou a eleição! Na manhã do segundo dia tudo se inverteu e ele perdeu a eleição... Mistérios da meia noite!!! diria posteriormente Zé Ramalho...


Veja a linguagem vitoriosa com que o governador eleito analisa a conquista, conforme entrevista concedida logo após a eleição à Mensagem e publicada nesta edição:

“— Sabia que o povo do Pará não ia decepcionar aqueles que visam, unicamente, ao seu progresso e ao seu bem estar. Tínhamos certeza da vitória. Mas, francamente, o que a gente está vendo, com o resultado da apuração, é alguma coisa que escapou a qualquer previsão. Todo um povo, cansado de promessas, cansado de demagogia, martirizado anos e anos pelos governos ineptos, saiu às ruas, no memorável 3 de Outubro de 1965 para dizer, bem alto, que desejava mudar! Mudar para melhor! Mudar para um regime que sentisse os seus problemas e conhecesse as suas necessidades. Eis aí o fenômeno! O fenômeno que Jarbas começou e eu vou continuar, se Deus quiser.

Já no Círio daquele ano, poucos dias após a eleição, aí está o casal Alacid Nunes acompanhando a grande romaria, d. Marilda de véu à cabeça, como na época era praxe religiosa. Ao lado o casal Oswaldo Melo, ele o vice-prefeito que sucedeu Alacid para terminar o mandato, até a posse de Stélio.

 



Escrito por Fernando Jares às 12h00
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FRANK SIQUEIRA

SAI DE CENA UM GRANDE ESCRIBA

Há muitos anos, estava eu na minha carteira de trabalho na Comunicação da Albras, em Barcarena, quando me anunciam da Portaria: “Está aqui o sr. Cornélio, para falar com o senhor”. “Cornélio?”, reagi eu, “não conheço ninguém com esse nome, pergunte de onde ele é, por favor. Só estou esperando o jornalista Frank Siqueira”. Ao que me foi respondido pelo prestimoso atendente: “Deve ser ele mesmo, seu nome é Cornélio Franca Siqueira”. Imediatamente autorizei a sua entrada e logo me dirige rapidamente para a portaria para receber o bom amigo e colega Frank Siqueira, que naquela altura estava trabalhando na Comunicação da Vale, acionista majoritária da Albras. Vinha para conhecer “por dentro” a Albras, que ele tão bem conhecia “por fora”, como repórter ligado à política, economia, indústria e comércio. David Leal, que comandava a Comunicação da Vale no Pará havia feito essa excelente aquisição – mantivemos a partir daí uma excelente relação, mesmo quando deixou a Vale para trabalhar em O Liberal e assinou duras matérias contra a mineradora – na época muito criticada por esse veículo. Mas as boas relações prevaleceram entre nós, e sempre que ele precisava checar alguma informação, estávamos à disposição, tanto eu quanto o Paulo Ivan, que era o porta-voz oficial da empresa. Depois ele foi para o Diário do Pará, onde prosseguiu seu trabalho de qualidade.

Chegamos a ser colegas em um curso de pós-graduação à Distância, na Fundação Getúlio Vargas, mas ele deixou o curso, por causa de seus compromissos na redação – apesar de ser EAD, o curso era bastante pesado, exigindo muito tempo para estudo, leitura, muita noite na frente do vídeo.

Seus textos eram cada vez mais encorpados, ricos em informação cuidadosamente checada, conferida – e agradáveis de ler, mesmo quando longos, por exigência da complexidade do assunto.

Ontem esse gente boa foi-se, chamado pelo Pai lá de cima, sabe-se lá o motivo. Talvez para que não sofresse com problemas da coluna (estava afastado do jornal para tratamento da dita cuja coluna, mas acabou morrendo de parada cardiorrespiratória!). Essas coisas são ditas insondáveis.

Fica a lembrança de um profissional competente e sério – foi até homenageado, há dois anos, pela Federação das Indústrias com uma elevada comenda pelo seu alto valor como profissional jornalista. Uma honra para a categoria.

“O jornalismo paraense perde uma de suas excelências.”, disse o também jornalista Paulo Bemerguy em seu blogEspaço Aberto”. Justo reconhecimento.

Saiu de cena um grande escriba. O jornalismo fica mais pobre, à espera de seus futuros grandes nomes. Fica a tristeza por mais um grande profissional de nossa geração que se vai prematuramente. Tinha 65 anos! até os 100, onde todos nós podemos chegar, ainda faltavam 35!


Juntamente com a jornalista Leni Sampaio, Frank Siqueira recebeu do presidente da Fiepa, José Conrado Santos, a comenda de “Personalidade da Comunicação”, dentro do Prêmio Sistema Fiepa de Jornalismo, em 2013.



Escrito por Fernando Jares às 09h32
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“ALACID É QUEM DECIDE, ALACID É QUEM DECIDE...”

DE NOME IMPOSTO A LÍDER POPULAR

Faleceu no último sábado (05/09), à noite, no Marajó, e foi enterrado hoje o ex-governador do Pará, Alacid da Silva Nunes, militar da ativa em 1964, figura fundamental na execução e consolidação do golpe que derrubou os governos constitucionais no país (embora politicamente contestados por muitos), inclusive o governo estadual, cujo titular era o jovem advogado Aurélio do Carmo, do PSD, ainda hoje atuante na sociedade local.

Alacid tinha carreira na caserna e alguma experiência em gestão pública, seja como chefe de polícia no Amapá, seja em cargos de administração no próprio exército. Talvez por isso e por ser de confiança de alguns grandes chefes militares, foi escolhido para prefeito de Belém, “eleito” indiretamente pela Câmara Municipal, ao tempo em que seu amigo e colega de farda Jarbas Passarinho foi “eleito” pela Assembleia Legislativa para o governo do Estado.

Uma porção de registros na internet, entre ontem e hoje, inclusive jornais eletrônicos (e até impresso, hoje) dão informações não muito corretas sobre os inícios da carreira política de Alacid Nunes. Não é verdade que teve uma disputa acirrada em 1965: sua vitória sobre Zacharias de Assumpção foi da ordem de 70%! Assumpção era um arranjo de candidato – maior inimigo de Magalhães Barata, a quem derrotara em 1950, imaginem que foi feito candidato do PSD contra o Alacid, este em uma coligação chamada Frente Democrática Renovadora, unindo UDN, PTB, PDC, PR e o PTN – Partido Trabalhista Nacional. Nenhum pessedista de verdade votaria em Assumpção – aliás, muitos aproveitaram para pular fora do partido e entrar no novo time de “revolucionários”, como se denominavam os autores do golpe de 64, então chamada de “Revolução de 64”. Publiquei uma foto desta campanha no registro do falecimento do Joseph Farah (leia clicando aqui). Também não é correto dizer, como afirma a Wikipedia e muita gente reproduziu, que ele “encerrou o predomínio do PSD na política estadual” ou “interrompeu o ciclo de poder do PSD”. Isso somente aconteceu por causa do golpe militar do ano anterior, que cassou os pessedistas donos do poder local (Aurélio e Moura Carvalho, prefeito de Belém). Sem esse fato, com certeza o major Alacid não ganharia eleição contra alguma das raposas do PSD... E também teve o apoio irrestrito e incondicional do coronel Jarbas Passarinho, governador do Estado, como próprio Alacid reconheceu em entrevistas na época. A campanha publicitária, inclusive o jingle, era com o tema “Alacid é quem decide, Alacid é quem decide”.

Depois muita água rolou, esteve alijado do poder, voltou deputado federal e foi novamente escolhido pelo alto comando militar para o governo, em 1979. Para sua sucessão as coisas lá por cima haviam mudado novamente e ele não conseguiu indicar seu sucessor. Daí decidiu apoiar Jader Barbalho, pelo MDB – praticamente o partido “sucessor” do PSD, que dizem que ele acabou no Estado... ironias do destino.

No começo tinha um jeito meio “sargentão”, duro na cara e na ação, mas foi se moldando às necessidades da política. Acercou-se de gente tarimbada no assunto e gente competente, como o mestre Octávio Mendonça, que, ao que se dizia, escreveu alguns de seus primeiros discursos, até aprender a dominar a forma de falar ao publico. Conseguiu pular de nome imposto por um golpe militar, para ser um político de aceitação popular, um líder de fato no Estado.

A foto abaixo é bem representativa daqueles tempos... (fonte: revista Mensagem, outubro/1965)

Leia no post seguinte, amanhã, sobre a cobertura da eleição de 1965 na revista Mensagem, que na época circulava pelas ruas de Belém




Escrito por Fernando Jares às 17h44
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AGROTURISMO E GASTRONOMIA

AGREGANDO VALOR ÀS ATIVIDADES NO CAMPO

Agroturismo e gastronomia fazem a pauta de um seminário que acontece em Belém na próxima semana, iniciativa do Governo do Estado via Secretaria de Turismo (Setur) e Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).

São duas faces de um negócio extremamente promissor para o Estado, uma vez que estão aqui atrações naturais e culturais únicas, no país e no mundo, que só precisam ser transformadas em produto turístico para atração de público, isto é, precisam de planejamento e investimentos, públicos e privados.

O agroturismo, no entendimento da Embrapa, representa a atividade realizada em um estabelecimento rural, que vem trazer um valor extra às atividades agrícolas regulares, sendo geralmente realizada por membros da família ou com eventuais contratações, criando oportunidades de trabalho e renda, inclusive a atividades indiretamente ligadas à principal, como hospedagem, lazer, artesanato, recreação, etc.

A interface entre turismo e gastronomia é muito profunda e íntima, indissociável: todo turista precisa alimentar-se, e conhecer a cultura gastronômica local é uma das atrações de viajar – e até motivo do deslocamento de muita gente. Há dois anos o festival “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” realizou um Fórum de Turismo Gastronômico, onde fiz a mediação. Para ler sobre aquele evento, clique aqui e aqui.


O Seminário de Agroturismo e Gastronomia será realizado aqui pelas ruas de Belém nos dias 10 e 11 de setembro (quinta e sexta-feira). Local: Salão Nobre da Associação Comercial do Pará (Presidente Vargas, n°158, 3°andar).

A programação (preliminar) divulgada hoje reúne um bocado de gente que trabalha com o assunto e parece ser uma oportunidade valiosa para ampliar e consolidar conhecimentos nesta área.

10.09.2015

Manhã:
* 8h00 – Recepção aos convidados com café da manhã
* 8h30 - Solenidade de Abertura
* 9h30 às 10h30 – Tema: Patrimônio alimentar como fator de desenvolvimento local e cultural
Palestrante: Yolanda Flores e Silva – UNIVALI/SC

* 10h30 às 11h30 – Programa de Pesquisa da EMBRAPA sobre os insumos da culinária regional
Palestrante: Walkymario de Paulo Lemos – Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da EMBRAPA – Amazônia Oriental

12h00 às 14h00 – Almoço

Tarde

* 14h às 16h30 – Mesa Redonda: Valorização dos insumos da gastronomia paraense. Qual o papel de cada entidade?
Palestrantes: Ivaldo Santana – Diretor-Técnico da ADEPARÁ; Edith Piqueira de Mello-Coordenadora de Produção Animal-COPAN/SEDAP; representante do SEBRAE; representante do MAPA

11.09.2015

Manhã:

* 8h30 – 9h30 – Slow Food
Palestrante: Alexandre Baggio – Consultor e Professor – RS

* 9h30 às 10h30 – A contribuição científica da engenharia de alimentos para o estudo dos insumos da culinária regional
Palestrante: Profa. Vanessa Botelho - UFPA

* 10h30 às 11h30 – Capacitação para pequenos produtores rurais
Palestrante: Representante da EMATER

12h00 às 14h00 – Almoço

Tarde:

*14h às 17h00 – Mesa Redonda: A importância do cacau para a economia e a gastronomia do Pará
Palestrantes: Eliana Zacca-SEDAP; Fábio Sicília – Presidente da ABRASEL/PA; SEDAP; Walter Pedroso – SENAR; representante da CEPLAC.

*17h30 – ENCERRAMENTO


Olhaí estas áreas de fazendas às margens do rio Amazonas, no Oeste Paraense, ao sabor das enchentes e vazantes do grande rio, que dita a vida na região. São oportunidades impares de agroturismo, associado a uma gastronomia também única no Brasil e no mundo. Só precisa planejamento e investimento.



Escrito por Fernando Jares às 18h04
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SANTARÉM DA CONCEIÇÃO - 2

PRAZERES ICTIOFÁGICOS NO CAMPO DO NORTE

O sempre lembrado jornalista Edwaldo Martins dizia que bebericar e petiscar as gostosuras do bar “Nosso Recanto”, ali no largo do Carmo, sentado em um dos bancos da praça, fazia lembrar aquela cena do filme “Forrest Gump” em que o personagem ficava contando coisas em um banco de praça. Didi gostava de associar cenas da vida real a cenas de filmes... chegava a ir ao local em que seus filmes preferidos foram rodados, para ter a emoção de “viver” as cenas.

Lembrei do Didi – quem conviveu com ele volta e meia lembra e relembra dele, é inevitável – em recente estada em Santarém, quando fomos a um certo lugar comer um peixe ultra recomendado pela qualidade.


Pois é, nem é praça, nem tem banco de praça... Mas tem mangueiras e o que comer – e muito bem. Quer dizer: é um lugar certo. Apresento-vos este espaço santareno chamado Campo do Norte. Tem essas mangueiras espetaculares e, embaixo delas, umas mesas e umas cadeiras. A gente se amesenda aí e vem o Cid saber de nossos quereres culinários. É tudo mega simples, equipamentos, processo, pessoas, e o que eles produzem também é mega... gostoso. Tínhamos boas indicações, de quem sabe e gosta de peixe bom. De tal forma que passamos lá duas vezes, antes de subir o Amazonas e na volta...

Olha a fachada do estabelecimento, do outro lado da rua:


Bem, o importante é fazermos um desfile da peixarada que circulou pela mesa naqueles abençoados dias de mocoronguice juramentada. Foi tudo de bom, sumano.

Na primeira estada fomos na segurança: tambaqui em profusão. Foram quatro bandas assadas com competência. Veja uma delas cá embaixo. Disse que era tudo simplinho. Ao invés do sofisticado e lindão serviço de peças francesas Staub, do “Remanso do Bosque”, (que já mostrei neste blog, clique aqui), um tabuleirinho de alumínio, castigado pela vida. Mas te digo, amigo, um dos tambaquis mais gostosos que já comi, nesta minha vida de ictiofágico contumaz.


Também tivemos a companhia de uns petiscos: olhe só aqui embaixo as iscas de pirarucu. Lindinhas e gostosonas, sequinhas, mas não secas, manja a diferença? Aqui no oeste do Pará você encontra as melhores e mais saborosas opções de pirarucus: seco/salgado, fresco ou defumado (variedade mais nova no mercado e muitíssimo saborosa!).

 

Eis que na segunda incursão variamos o cardápio e o Cid preparou uns curimatás – dependendo da situação linguística, pode ser curimatã – como eles gostam de ser preparados, com o melhor sabor que se imagina para um bom peixe amazônico. Nham, nham, nham, o gostinho gostoso está bailando aqui na boca, que se afoga em água... Bendita variedade dos peixes dos rios paraenses!


Uma das joias da coroa pesqueira nestas águas privilegiadas é a ventrecha de pirarucu. É coisa de primeiríssima – mas precisa saber operar a dita cuja. Quem não sabe fazer-lhe os cortes cirurgicamente perfeitos, pode servir uns pedaços que não condizem com a realeza do sabor deste peixe imperial. Aparece um pitiú (que não é a tartaruguinha que tem este mesmo nome, mas sim um cheiro/sabor desagradável) danado. Mas esta estava como prescrevem os deuses da cozinha amazônica! Delícia!

 

Senhores e senhoras, eis que chegam à mesa no Campo do Norte, os pacus! Recebidos com a euforia que merecem esses pequenos saborosos, foram degustados com inaudito prazer gustativo! O único problema do pacu assado é que sempre aparece um engraçadinho para dizer que esse prato tem um apelido: Hipogloss. Grosseria à parte, preciso dizer que este ágape estava tão bom que ninguém fez essa piada ridícula na hora – somente eu é que me lembrei, agora, dessa história sem graça...

 

A peixarada acabou, devidamente consumida, mas quem sai. Santarém é uma cidade quente, todo mundo diz; Pois bem, aqui não é: nas duas vezes que lá estivemos, havia um vento pra lá de agradável. Lugarzinho legal, tranquilo: olha, na foto abaixo, o celular e uma carteira displicentemente largados na mesa – mas eu não faço isso aqui pelas ruas de Belém, nem morto... Alguns detalhes interessantes: a casa não tem bebidas, somente água, que serve em jarras, com gelo. O acompanhamento sugerido foi farinha e baião de dois (que nem dei bola, só comi o peixe com farinha). As bebidas ele mandou comprar na esquina, assim como uma lata de goiabada para sobremesa!!! Antes que alguém pergunte o valor do festim: aqui é que foi a história. Na primeira vez, custou R$ 150,00, incluindo Coca-Cola, uma cerveja e a goiabada – éramos dez pessoas, deu incríveis 15,00 para cada! A última vez que comprei um tambaqui, ali na feira da Maiorana, só umzinho (10kg), cruzinho, custou R$ 200,00. Na segunda rodada não anotei o valor, mas foi na mesma base. Santarém ainda é diferente: o táxi que nos levou não tinha troco e combinou: vamos acertar uma hora que venho buscar vocês e aí pagam o total! Terra boa, sumano.




Escrito por Fernando Jares às 21h45
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