Meu Perfil
BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog



Outros sites
 Cais do Silêncio - Literatura de Jason Carneiro
 Quarto Escuro - escritos, lidos, gostos e desgostos de Bruna Guerreiro
 Oníricos - O e-book de Bruna Guerreiro
 Cerveja que eu bebo - Cervejas bem bebidas, experiências compartilhadas.




UOL
 
PELAS RUAS DE BELÉM


VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

A COZINHA NO CENTRO DO ESPETÁCULO

Vai começar o maior espetáculo da cozinha paraense. A cultura alimentar de nossa terra numa interpretação contemporânea dos cozinheiros mais afamados dos melhores restaurantes pelas ruas de Belém e de convidados nacionais e internacionais. É o festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, em sua 12ª edição! A partir desta quinta-feira, 01/05, e durante um mês, estará em cartaz, conforme a programação, em 14 restaurantes participantes do Circuito Gastronômico (01/05 a 01/06); e também com diversos eventos no Boulevard Shopping; na Praça Batista Campos (Chefs na Praça, 01/06); Curro Velho (Jantar das Boieiras, 01/06), etc.


Tucupi inovador no “Lá em Casa”. (Foto: João Ramid)

O Circuito Gastronômico, que começa amanhã, 01/05, realizado pelo terceiro ano, é um dos chamados eventos paralelos ao festival, para criar maior participação da cidade no evento. Os restaurantes são desafiados a criar receitas especiais para este mês do Circuito, com destaque para ingredientes regionais. Este ano a organização foi mais fundo e estipulou a regra de que todas as receitas devem conter um subproduto da mandioca. “Estamos ansiosos para ver as diversas formas criativas de uso da mandioca, que aparentemente é um ingrediente comum, mas que, a nosso ver, ainda pode ser mais explorado criativamente”, desafia Joanna Martins, do Instituto Paulo Martins, que realiza o “Ver-O-Peso”, juntamente com a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança.

Vamos ver nesse desfile pelas ruas de Belém utilizações de produtos mandioquíferos nem sempre comuns nas cozinhas, como o tucupi preto, no prato do “Lá em Casa”, fiel ao espírito inovador do chef Paulo Martins, o criador deste festival; o arubé, de origem indígena e cabocla, no Sushi Rui Barbosa, restaurante de proposta japonesa; a estética na apresentação de ingredientes paraensíssimos, como no prato do “Brasileirinho”, indo buscar produtos do mar e do mangue. Uma das especialidades do “Remanso do Bosque”, seu clássico filhote, vem na folha de bananeira, com pirão de leite e farofa de banana.

 

O arrumadinho do “Brasileirinho”. (Foto: João Ramid)

Na primeira edição do Circuito Gastronômico, em 2012, com a participação de onze restaurantes, havia até um Cartão de Fidelidade e este blog meteu-se no desafio e visitou todos, descrevendo e opinando sobre cada um dos pratos participantes. Foi uma aventura gastronômica, trabalhosa, mas cheia de prazer! Você pode ler sobre estas andanças de mesa em mesa clicando aqui.

Em 2013 a fidelidade não foi tão grande e não foi possível ir a todos os participantes do opíparo circuito. Você pode conhecer no que deram as visitas realizadas, em posts do mês de abril do ano passado, cuja série começa com o “Lá em Casa” (clique aqui) e encerra com o “Santa Chicória” (clique aqui).

 

O “Manjar das Garças” estreia no Circuito. (Foto: João Ramid)

Conheça agora a relação completa dos restaurantes participantes do Circuito Gastronômico. Os endereços, caso você tenha dúvida, pode buscar no site do festival, clicando aqui.

A Forneria                 Costela assada com risoto de maniva e espuma de pimenta com tucupi

Avenida                    Filé Marajoara

Benjamin                  Farofa de camarão com feijão de Santarém acompanhada de iscas de pescada amarela

Brasileirinho              Arrumadinho de Mar e Mangue

Famiglia Trattoria     Filhote ao bacuri e mini arroz de jambu

Familia Sicilia           Alcatra Marajoara

Lá em Casa              Costela de porco com tucupi preto e purê de pupunha

La Madre                  Filhote ao molho de aviú

Manjar das Garças   Filhote com galete de mandioca, molho morno de tucupi e pesto de castanha com jambu

Point do Açaí            Filhote ao aviú com purê de macaxeira e tucupi

Remanso do Bosque            Filhote na folha de bananeira, pirão de leite e farofa de banana

Saldosa Maloca        Rei Vestido ( pirarucu empanado na farinha, revestido com queijo do Marajó e bacaba)

Santa Chicióra          Costela suína com nhoque de maniçoba

Sushi Rui Barbosa    Kobe beef guarnecido de molho arubé e grain 



Escrito por Fernando Jares às 10h10
[] [envie esta mensagem] [ ]



WINE DINNER BENJAMIN

PARA HARMONIZAR FINOS VINHOS E FINOS PRATOS

O Wine Dinner que o restaurante “Benjamin” promove todos os meses aqui pelas ruas de Belém, foi marcado para esta quarta-feira (30/04), que vem a ser véspera do feriado do Dia do Trabalho, abrindo uma oportunidade de “feriadão”, matando o serviço na sexta, para aqueles um tanto mais folgados...

O chef Sérgio Leão, titular da casa, divulgou o cardápio que vai ser servido e a relação dos vinhos, com uma apresentação para cada um deles, que vamos reproduzir a seguir, prometendo perfeita sinergia entre os alimentos e a bebida, em equilibrada harmonia. Na enocultura, que vem crescendo em Belém, é importante saber tudo sobre o que se bebe, para explorar cada benefício oferecido pela refinada bebida.

Vamos ao cardápio:

Primeira Entrada – "Coquille Saint Jacques”, acompanhada por Espumante Veuve D´argent Rosé Brut 2011 - espumante da Região da Bourgogne, produzido a partir das uvas Gamay, Grenache, Pinot Noir e Ugni Blanc, tem cor de cereja e seu paladar lembra frutas vermelhas, como morango e cereja. Apresenta teor alcoólico de 12%.

Segunda Entrada – "Carpaccio de Salmão Defumado”, acompanhada de Vinho William Hill Central Coast Chardonnay 2011- A uva chardonnay é uma das castas responsáveis pela reputação do Vale do Napa, resultando em vinhos frutados, amadurecidos em barricas de carvalho, que lhe confere corpo e um delicioso aroma de tosta. Branco de aroma intenso, redondo e com final de boca persistente.

Primeiro Prato – “Nhoque de Mandioquinha com Ragú de Pato”, acompanhado do Vinho Tinto Quinta da Fronteira Seleção do Enólogo 2008 - Vinho feito a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, amadurecido por 12 meses em barrica de carvalho francês, é um grande representante da tradição vitícola do Douro e este Seleção do Enólogo 2008 carrega a identidade da região em sua concentração de aromas e sabores.

Segundo Prato – “Mignon com Risoto de funghi”, servido com Vinho Tinto M Marshall Malbec 2008 - Vinho 100% Malbec, produzido pela vinícola Goulart na Região de Mendoza. A safra de 2008 produziu bons vinhos. Cor rubi intensa e escura traz um buquê de frutas marcantes, como por exemplo framboesa. Os 18 meses que estagiou em barricas de carvalho francês, conferiram ao vinho um toque de tabaco bem sutil e agradável. Este vinho recebeu 92 pontos do Roberto Parker.

Sobremesa – “Pudim de Pupunha e Tapioca com Melaço de Café” que terá a companhia do Vinho Chateau La Fleur  Sauternes 2010 - A Região de Sauternes é conhecida por seus incríveis vinhos doces e este Sauternes faz parte destes seletos néctares. Atacadas pelo fungo Botrytis cinerea as uvas tem sua casca perfurada, perdendo água e concentrando açucares, responsáveis pelo saboroso dulçor destes vinhos. As uvas Sémillon (69%), Sauvignon Blanc (28%) e Muscadelle (3%) são cuidadosamente selecionados para elaborar este exemplar de textura aveludada, doçura agradável, além de notas aromáticas de damasco e mel.

O jantar começa às 21h e o valor por pessoa é R$ 130,00, incluindo ainda água mineral, refrigerantes e café expresso. Reservas pelo fone 3343-3758.



Escrito por Fernando Jares às 15h42
[] [envie esta mensagem] [ ]



JOÃO PAULO II, SANTO

UM SANTO PELAS RUAS DE BELÉM

“Eu fui ordenado bispo por um Santo. É uma grande felicidade, inclusive poder ir a sua canonização”, disse-nos, a mim e à Rita, há duas semanas, D. Vicente Zico. Estava feliz pela oportunidade raríssima a um ser humano, de assistir à canonização de alguém conhecido, da mesma geração, principalmente de quem se é amigo. D. Vicente era padre em Roma, onde morou de 1974 a 1981, quando João Paulo II foi eleito – estava na praça de S. Pedro, junto com uma grande multidão, quando a fumaça branca subiu e ouviu emocionado o “Anuntio vobis gaudium Magnum: Habemus Papam”. Assistiu lá muitas audiências gerais, acompanhou catequeses papais. Hoje de manhã cedo estava lá, na mesma praça, participando da canonização e ouviu o Papa Francisco anunciar: “Ioannem XXIII et Ioannem Paulum II Sanctos esse decernimos et definimos ac Sactorum Catalogo adscribimus”. É muita emoção.

Nomeado bispo, D. Vicente foi ordenado por João Paulo II na Basílica de São Pedro. Ao longo de sua atividade episcopal fez cinco visitas “ad Lumina” ao Sumo Pontífice. Por diversas vezes foi convidado a almoçar com Sua Santidade e outros bispos que o visitavam.

Além dos muitos milhares de belenenses que tivemos a oportunidade de ver o papa João Paulo II circular pelas ruas de Belém, uns de longe, outros mais pertinho, vemos acima a narração de alguém entre nós que privou de sua amizade. Santa amizade, desde sempre, por ser aquele Papa um notório homem de Deus, a partir de hoje formalmente reconhecido pela Igreja Católica como santo, responsável pela ocorrência de milagres, que indicam sua mediação direta junto a Deus.

João Paulo II visitou Belém em 1980, fazendo história, pois nunca antes um papa, sucessor de S. Pedro, o primeiro chefe da Igreja, nomeado por Jesus Cristo, havia pisado a terra amazônica.


Muitas lembranças foram feitas para essa oportunidade. Esta era uma placa para colocar na frente do carro e circular naquele abençoado dia da visita do Sumo Pontífice, distribuída pelo CDL, Clube, hoje Câmara de Diretores Lojistas. Foi José do Egypto Soares (o pai) que fez a placa em sua indústria J. S. Móveis de Aço e a distribuiu a um bom número de amigos.

Vamos receber o Papa
Todos com muita alegria
Pois o paraense é forte
E não usa covardia
Com forma de Jesus Cristo
E da Santa Virgem Maria.

Foi a saudação do cordelista cearense José Flor, que misturou em seu poema popular a visita a Belém e a Fortaleza.

Já o cordelista local (da ilha de Caratateua) Apolo Monteiro de Barros relembrou a visita a estas terras em cordel de 2005, pela morte do Papa:

Chegando a Santa Maria
De Belém do Grão Pará
Nossa Santa visitou,
Experimentou o tacacá.
Tomou açaí e falou:
Nazaré! Hei de voltar
.

 

Ao visitar Marituba
Nesta terra dos cabanos
Celebrou uma linda missa
Junto aos hansenianos,
Motivando esta colônia
Que lembram todos os anos
.”

A citada ida a Marituba, por onde começou sua visita ao Pará, foi um dos momentos emocionantes da visita papal. Veja uma foto de Sua Santidade na igreja da Colônia de Marituba, que foi publicada na revista Manchete de 26/07/1980.

 

Aqui na cidade celebrou missa para milhares de fiéis na avenida 1º de Dezembro, que hoje tem o seu nome – na mesma rua existe agora uma Paróquia a ele dedicada. Quando a cidade fará um marco adequado para registrar tão importante acontecimento religioso? Olha como Apolo Monteiro de Barros registrou essa celebração:

Todos estavam querendo
Que celebrasse em Belém
Na 1º de Dezembro,
Uma liturgia também
Foi então que o reverendo
Confirmou dizendo: Amém
.”

Já relembrei essa visita nestas linhas virtuais, em um vídeo com parte da reportagem da TV Liberal que mostra o momento da chegada do Papa ao aeroporto de Val de Cans, com narração emocionada do repórter Edson Matoso. Para rever, clique aqui.

Você pode ver outro registro da visita de João Paulo II a Belém em post que fiz quando de sua beatificação, com o mesmo título deste, mas hoje muito mais apropriado... clicando aqui.

Veja aqui mais lembranças da visita do Papa a Belém, mandadas fazer pelo Santuário de Nazaré:




Escrito por Fernando Jares às 09h07
[] [envie esta mensagem] [ ]



COMENDO EM ABAETETUBA

PÃES, PEIXES E... CARNE DE SOL.

Já contei aqui, mais de uma vez, de meus amores pelo pão simples, sem adereços/aditivos químicos, hoje chamado rústico em alguns lugares. Quando vou a Abaetetuba (duas horas distante de Belém) sempre me encontro com ele, aqui conhecido como pão caseiro, e com as maravilhosas “rosquinhas de Abaeté”, fresquinhas, torradinhas como só tem nesta cidade, uma delícia. Desta vez mais recente fotografei os dois juntos. Estavam no buffet do café da manhã do tradicional hotel Jarumã. Espia a dupla:

 

Aproveitando a bordejada na cidade, que hoje se destaca como a capital dos brinquedos de miriti, lindezas que atraem crianças e adultos, pela beleza plástica e simples, almoçamos, Rita e eu, no restaurante “Casarão”, que funciona no térreo desse hotel e tem sempre muita gente.

Para uma refeição rápida, que sai sem demora, eles tem o Almoço Executivo, opção que demos preferência. E veja onde paramos:


Um “Peixe na Chapa” (R$ 19,00) com arroz montado, salada crua, farofa, feijão e batata frita. Arroz montado precisa explicação? É o arroz enformadinho, a arrumadinho, e não montado sobre alguma coisa. É a forma de apresentar... O peixe estava bem feito, como era de se esperar de cozinheiros criados à margem de grandes e piscosos rios. O feijão é tradição para reforçar a refeição nos restaurantes por estas bandas e em alguns pelas ruas de Belém.


Terra de fortes influências nordestinas, pela migração e pela permanente circulação de gentes, não apenas do nordeste, mas de todo o Brasil, há variedade na oferta. Por isso fugi à tradição de sempre comer peixe nestas plagas ribeirinhas e optei por uma “Carne de Sol” (R$ 18,00) que veio com arroz à grega montado, salada com maionese, farofa, feijão e batata frita. É sempre um risco pedir a carne de sol que, muitas vezes é dura a mais não poder. Mas dei-me bem. Não estava dura e era bem saborosa. Feijãozinho legal e a batata frita vai se tornando um item quase obrigatório, demanda fechada crianças e adolescentes, que não desagrada aos adultos (eu que o diga...).



Escrito por Fernando Jares às 12h15
[] [envie esta mensagem] [ ]



NOSSA COZINHA DE ORIGEM PARA O MUNDO

BRAZILIAN FOOD BY THIAGO CASTANHO

A boa notícia desta temporada de Páscoa: o livro do chef paraense Thiago Castanho será lançado agora em maio, em escala mundial. Na versão brasileira é "Cozinha de Origem – pratos brasileiros tradicionais revisitados”, pela Publifolha e na versão internacional, em inglês, é "Brazilian Food", 256 páginas, pela poderosa editora Hachette, com lançamento previsto em 15 países! Com direito a apresentação na capa, por Michael Palin que, além de autor e ator famoso (Monty Python) é respeitado autor de livros e documentários sobre o mundo, principalmente para a BBC (tem um sobre o Brasil, de 2012). Ele classifica Thiago de “mestre artesão” de uma das “mais ricas despensas naturais do mundo”. As fotos são de Rogerio Voltan, Bruno Regis e Luciana Bianchi.

No Brasil teremos em maio lançamento aqui pelas ruas de Belém e já confirmado, no mesmo mês, em São Paulo, com jantar no Mocotó Restaurante e Cachaçaria, de Rodrigo Oliveira.

O livro é escrito a quatro mãos, com a jornalista ítalo-brasileira, especializada em gastronomia, Luciana Bianchi, que vive e trabalha na Europa, para grandes publicações internacionais. Tem também a participação de um dos principais escritores, pesquisadores e pensadores da gastronomia brasileira, o sociólogo/jornalista Carlos Alberto Dória.

O livro já está em sites mundiais, como da megalivraria Amazon, em pré-venda para a versão impressa (capa dura) e, para os mais apressadinhos, a versão e-book para o Kindle.

Para apresentar plenamente a Brazilian Food nessa revisitação, Thiago convidou gente querida e alguns de seus colegas mais badalados e premiados do Brasil, desde o mano Felipe Castanho, o orgulhoso “papai” Seu Chicão, e uma galera também de altíssimo nível, como Felipe Rameh, Janaína e Jefferson Rueda, Roberta Sudbrack e outros mais.

 

Como a notícia está sob embargo no Brasil (mas a própria editora, Folha, furou e já deu a notícia), não publicamos aqui foto da capa, interior, etc. Mas você pode ir até essas informações, por exemplo, no site da Amazon, clicando aqui. Também não reproduzo de lá, pois é cheio de copyrighted em todas as páginas, e eu não quero ter problema com os gringos ciumentos do livro do Thiago... Também existem informações no site da editora Hachette, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h10
[] [envie esta mensagem] [ ]



A CIRANDA DOS BOTECOS

BOTEQUEIROS DE BELÉM, MOVAM-SE

Existem milhões de botequeiros espalhados por esse Brasil afora. Botequeiro vem a ser, conforme o Dicionário Aulete “Frequentador assíduo de botecos ou botequins”. Muitos deles são fregueses de uma casa só, anos a fio, a vida toda. Mas um contingente imenso adora pular de boteco em boteco, a procura das novidades, de novas amizades. Lembro-me de um amigo querido, o sempre bem lembrado jornalista Raimundo José Pinto (leia sobre ele clicando aqui), que durante algum tempo, na edição local do jornal Gazeta Mercantil, escreveu deliciosas crônicas sobre suas deliciosas andanças interbotequeiras.

Esse contingente é tão grande que motivou a criação da promoção/concurso Comida di Buteco, invenção de outras terras, já com 15 anos, que pela quarta vez senta praça pelas ruas de Belém.

Segundo os organizadores, com o tema "Mais amor e mais boteco, por favor!" a promoção celebra a culinária de raiz, num manifesto à alegria. São 19 botecos participantes e o público é convidado a mover-se entre eles, saborear e votar em petiscos inéditos criados especialmente para o concurso, até o próximo dia 4.

Cada boteco participante apresenta um petisco inédito para concorrer. O público e um corpo de jurados visitam os botecos e votam no local. A média entre os quesitos avaliados garante o resultado da premiação. São avaliados de 1 a 10, a higiene, o atendimento, a temperatura da bebida e o petisco (que leva 70% da nota). O voto do júri vale 50% e do público 50%. O Instituto de Pesquisas Vox Populi é o responsável pela apuração dos votos nas 16 cidades, onde o concurso acontece simultaneamente.

Agora vamos ao que interessa, a Lista de Botecos participantes em Belém – no Brasil todo são 380!. Leia e tome uma posição diante de tão qualificada oferta. Ao menos tome uma cerveja ou uma cachacinha com um petisco... Mais detalhes dos petiscos e horários de funcionamento e endereços você encontra no site do Comida, clicando aqui.

Bar Dois Irmãos
Petisco: Iscas Crocantes

Bar Meu Garoto
Petisco: Piri Piri

Bar Pai D’égua
Petisco: Pastel Pai D'égua

Bar Suíço
Petisco: Asas da Liberdade

Barão da 25
Petisco: Crocante Paraense

Boteco da Nina
Petisco: Pedida do Boteco

Boteco Grill
Petisco: Lula A'la di Buteco

Buteco do Gugu
Petisco: Camarão na Tapioca

EguaTchê
Petisco: Ei Frangueiro! Tua Batata Tá Assando

Esther Lanches
Petisco:  Carne Assada com Farofa de Bacon

Le Baron
Petisco: Pirarucu do "Tu é doido é?"

Muquifo Espetos
Petisco: Camarão Muquifo

Paladar Amazônia
Petisco: Delícias do Cumbú

Picanha na Pedra
Petisco: Pastel de Costela Paraense

Restaurante Caranguejo do Gatinho
Petisco: Caviar de Charque com Açaí

Sabores do Pará
Petisco: Mistureba à Brasileira

Saldosa Maloca
Petisco: Saldosa na Copa

Vinil Pub
Petisco: Exagerado

Yaki Speto
Petisco: Yaki Roll

Entrevistado pela Assessoria de Imprensa do festival, Leodoro Porto, proprietário do Bar Meu Garoto, tradicional boteco do centro comercial, especializado em cachaças regionais, com destaque para a de jambu diz que para ele, participar do Comida di Buteco significa renda o ano inteiro. “Mesmo que seja excelente ser conhecido como o melhor boteco da cidade, participar do concurso é ser reconhecido como um ‘boteco’ do Comida é notoriedade certa”, comenta o proprietário.

Conforme a mesma fonte, outro que sabe aproveitar os bons ventos do concurso é Saturnino Ferreira, mais conhecido como Gugu. Na primeira edição, o Bar do Gugu venceu o Desafio Doritos. Em 2012, foi escolhido como o melhor boteco da cidade e, em 2013, ganhou novamente o Desafio Doritos.

“O Comida só me trouxe coisas boas: as pessoas passaram a nos respeitar mais, ganhei novos amigos e a nossa venda só tem aumentado”, conta Gugu. A especialidade do Bar do Gugu é o peixe frito. Fora do período do concurso, a venda gira em torno de 40 quilos de peixe, durante o evento, 150 quilos.

O investimento do Comida di Buteco é 100% viabilizado por empresas que acreditam no seu valor como plataforma de desenvolvimento de suas marcas. Cerveja Oficial: Heineken. Apresentação: Mastercard. Patrocínio: Lay's e Trident; Promoção: TV Liberal. Apoio: Rádio Liberal FM, Jornal O Liberal, Sebrae-PA, Philadelphia, Doritos, Formosa. Apuração: Vox Populi.



Escrito por Fernando Jares às 15h01
[] [envie esta mensagem] [ ]



O PARÁ NO MAD4

CULTURA ALIMENTAR PARAENSE EM COPENHAGUE

 

Dizem alguns analistas internacionais que foi após matar uma galinha em sua apresentação, em agosto do ano passado, no palco do MAD Symposium, em Copenhague, que Alex Atala foi alçado à posição de uma das Personalidades Mais Influentes do Mundo em 2013, conforme a revista Time.

O MAD é um congresso conceitual sobre alimentos e formas de alimentação, de apenas dois dias, organizado por René Redzepi, o premiadíssimo chef do Noma, em Copenhague. Este ano Alex Atala é co-curador! É, talvez, o evento mais bem conceituado do mundo na atualidade neste campo – para se inscrever é preciso fazer uma solicitação prévia, até 20 de maio. Depois a organização vai dizer quem terá direito ao precioso tíquete de acesso (R$ 1.050,00) aos eventos – em tendas, e não em sofisticados auditórios, entre estrelados chefs, cozinheiros, agricultores, fornecedores, estudiosos, pesquisadores, com um apetite para o conhecimento, como se autodefine o evento. Imagina, se para participar é essa dificuldade, ter oportunidade de mostrar o seu trabalho é uma distinção ímpar. É um espaço muito desejado em todo o mundo da gastronomia e afins.

Pois bem a cozinha paraense vai estar lá no MAD4!

O jovem chef paraoara Thiago Castanho, dos Remansos do Bosque e do Peixe, foi convidado para participar da preparação de um dos dois almoços da programação. Além de Thiago e de Atala estarão mais dois brasileiros: Rodrigo Oliveira, do Mocotó/SP e David Hertz, presidente da ONG Gastromotiva.

O tema da quarta edição do MAD questiona o que é a cozinha hoje? O que se deve preservar, o que se pode adotar das modernas técnicas e tecnologias. O que se está colocando nas panelas? De onde vêm esses ingredientes? Tudo a ver com a cozinha brasileira e, especialmente, com a cozinha paraense e sua fartura de ingredientes únicos e naturalíssimos. 




Escrito por Fernando Jares às 18h14
[] [envie esta mensagem] [ ]



UMA CASA DE PÃES

TAPIOQUINHA DELICADA É UM DOM NATO?

 

Apresento-vos, acima, uma das melhores tapioquinhas que jamais comi antes! Seguramente a mais delicada de todas que já ofereci às minhas papilas gustativas, que aplaudiram freneticamente a suavidade da massa (que se desfaz no contato com o céu da boca, o véu palatal para os mais requintados...).

Estávamos, Rita e eu, mais os amigos Graça e Carvalho, a caminho de uma missão em Castanhal, e paramos rapidamente para um café da manhã corridinho em Ananindeua, logo saindo de Belém, na “DomNato – Casa de Pães”, um prédio bonitão, na BR-316, km 6,5 (Águas Lindas), logo passando o Seminário São Pio X. É uma beleza.

Trata-se da Tapioquinha na manteiga (R$ 2,80), incrivelmente macia, gostosa de verdade. Eles têm outras variedades de tapioquinhas, até de doce de cupuaçu com queijo cuia (R$ 4,50), magina só, sumano.

Veja o que meus olhos viam nessa manhã de sábado:


As ditas tapioquinhas carregadas na manteiga, como eu gosto, mais uma baquete com queijo cuia quente (R$ 5,00) – eles têm desde o Pão com Manteiga (R$ 1,50) o popularíssimo “PM” das beiras de estrada e beiras de rio; Pão com Ovo (R$ 3,00) também muito popular como “P.O.”, Hot Dog (R$4,50); tem ainda com cream cheese, com requeijão, com linguiça, etc.

Repare que o pão veio inteirão, crocante, com o queijo derretendo de dentro, sem os amassados de certas sands chapeadas por aí. E ainda o Café Expresso (R$3,00).

Abelhudando o cardápio, depois de feito o pedido com a recomendação de rapidez (atendida!), descobri sanduíches especiais mais adiante, como eu gosto... Mas ficaram para uma próxima incursão. Vejam alguns exemplos, com nomes intelectualizados... homenageando grandes artistas, como Salvador Dali (R$ 12,00, rosbife e queijo prato); Pablo Picasso (R$ 12,00, salame, queijo prato e pasta de azeitona); alguns nacionais como Cândido Portinari (R$ 10,00, mortadela Ceratti); Tarsila do Amaral (R$ 11,00, mortadela Ceratti com queijo derretido); Anita Malfatti (R$ 11,00, Frango com queijo prato, alface, tomate e maionese caseira); e uma homenagem ao fotógrafo paraense Guy Veloso (R$ 13,50, filé com queijo cuia).

Não temos cá pelas ruas de Belém muitas destas padarias multivariadas, como esta. O café da manhã também pode ser em buffet (R$20,00 por pessoa) e você pode ver abaixo parte do buffet (ao fundo, à direita tapioca molhada...)

 

E aqui a parte do buffet com pães doces, bolos, etc.:

 

A “DomNato”, se apresenta como tendo um “dom nato” para estes alimentos, nada  portanto de homenagem ao mais famoso restaurante brasileiro, o “D.O.M.”, de Alex Atala, em São Paulo, o 6º Melhor Restaurante do Mundo... Por sinal este é o segundo estabelecimento paraense de alimentação que compõe nome com um “D.O.M.” – em Santarém temos o “DomMani”, que também não é homenagem ao “D.O.M.” e ao Mani, de Helena Rizzo e Daniel Redondo, também de S. Paulo, o 46º Melhor do Mundo.

Sendo “Casa de Pães”, declara-se muito além de uma padaria e é também restaurante com muitos pratos no cardápio, todos com nomes de artistas plásticos conhecidos, como: Van Gogh (R$ 32,00, frango grelhado com molho oriental de gengibre e legumes grelhados); Velásquez (R$ 38,00, camarões ao molho de limão siciliano e risoto de alho poro); Claude Monet (R$ 40,00 filé com batatas fritas e arroz à piemontese); e até o pintor paraense Odair Mindello (R$ 42,00 um filhote empanado na farinha de castanha-do-pará, com risoto paraense). Ainda voltarei lá para provar essas iguarias. O problema é o trânsito para aquelas bandas...



Escrito por Fernando Jares às 13h11
[] [envie esta mensagem] [ ]



LUIZA CAMARGO

UMA JOIA DA CULTURA MUSICAL

Você conhece a pianista e professora Luiza Camargo? E o marido dela, o poeta e escritor Milton Camargo? Doces de criaturas. Nossas vidas têm se entremeado há dezenas de anos, desde os 1970 e tal. Milton e eu trabalhamos juntos na Mendes, quando ele, paulista, aqui chegou “vítima” de fulminante e fulgurante paixão pela Luiza, que brilha e rebrilha até hoje, a servir de exemplo à paixões mais novas. Os livros infantis do Milton fizeram a felicidade de minhas filhas a quem a Luiza, mais tarde, ensinou os segredos da música, do piano.

Quando fizeram Bodas de Prata ele fez um livro-de-presente para ela, “Poemas para Luiza” (2003). Leia este que pincei de lá:

DESCOBERTA
Luiza, hoje eu descobri
que o Céu
é esta felicidade profunda
que nós estamos vivendo. 
Mas sem o medo da morte.

Quando ele lançou o livro “Lembranças”, em 2011, escrevi “O verdadeiro lugar das palavras”, diretamente inspirado em um comentário de João Carlos Pereira sobre a poesia de Milton Camargo – para ler, clique aqui. E ainda devo contar a história de nosso primeiro encontro...

Isso tudo foi uma introdução, mais que merecida, para anunciar que a professora Luiza Camargo lança hoje (11/04) o livro "Pequenas peças para piano", às às 19h na Casa de Plácido (Centro Social Nazaré, junto à área do estacionamento ao lado da Basílica).

 

Segundo a UFPA, que patrocina o livro, via Escola de Música da UFPA, chancelado pela Editora do Programa de Pós-graduação em Artes da UFPA, e com apoio do Instituto de Ciências da Arte da UFPA e do Instituto Estadual Carlos Gomes, a obra vem reafirmar a atenção especial que a autora, professora Luiza Camargo, dirige à formação do pianista desde a iniciação até as etapas avançadas. O livro apresenta uma grande contribuição ao acervo de escolas de educação profissional.

Resultado de vários anos de pesquisa e experiência, as composições presentes no livro retratam aspectos técnicos e interpretativos para professores e alunos estudiosos de piano. O destaque da obra são as composições para prática de conjunto, como duas peças para canto e piano “Estrelas” e “Valsinha dos Bichos”, e “Brasileirando”, para seis mãos.

(sem querer fazer inveja para ninguém: escrevo este post ouvindo o CD “Piano a quatro mãos”, com Luiza Camargo e Lúcia Azevedo Lisboa que, justo na faixa “Brasileirando”, tem a participação de outra grande mestra, a professora Dóris Azevedo!).

O livro reúne todas as composições feitas pela professora Luzia Camargo, das primeiras até as mais recentes, a biografia da autora, os comentários sobre as peças e partituras. E mais ainda: acompanha um CD com todas as composições executadas pela própria compositora e autora do livro, com a participação especial das professoras Dóris Azevedo, Lúcia Azevedo, Gelda Silva, Ivana Venturieri Pires e Itacy Silva. Maravilha a provocar a ansiedade da espera por algo que já muito se quer! Joia cultural.

A organização literária é das professoras doutoras Rosa Mota, Maria José da Costa, Maria Lúcia Uchôa e Lia Braga.



Escrito por Fernando Jares às 12h35
[] [envie esta mensagem] [ ]



VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

VAI COMEÇAR O FESTIVAL DA
CRIATIVIDADE GASTRONÔMICA

A festa da melhor gastronomia paraense vai começar. As ideias novas já fervem nas cabeças de dezenas de chefs convocados para a missão e logo ferverão nas melhores panelas da cidade. De 1º de maio a 1º de junho acontece a versão 2014 do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, um dos principais festivais gastronômicos do país, criado em 2000 pelo chef paraense Paulo Martins (1946/2010) como forma de divulgar a cozinha paraense e seus ingredientes únicos e trazer para as cozinhas do Pará novos conhecimentos, novas experiências.

Em 14 anos e 11 edições do evento (esta é a 12ª) dezenas de grandes chefs brasileiros e internacionais já andaram pelas ruas de Belém, visitaram o Ver-o-Peso, se encantaram com as farinhas, as pimentas, os peixes, as frutas paraenses, ministraram aulas sobre suas especialidades. Milhares de notícias positivas sobre o Pará, e não apenas sobre a sua riquíssima cultura gastronômica, foram geradas a partir das edições do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, dando grande amplitude midiática ao acontecimento.

Para este ano a fórmula básica, criada por Paulo Martins, está mantida e novos momentos serão lançados, como tem acontecido nestes últimos anos, levando o festival a toda a cidade.

Por exemplo, o mais famoso cozinheiro brasileiro, Alex Atala, dono do 6º Melhor Restaurante do Mundo, o D.O.M., em São Paulo,, considerado uma das 100 personalidades mais influentes do mundo no ano passado, pela revista Time, já confirmou que, mais uma vez estará aqui para o Festival. Da Espanha virão nomes conhecidos, por trabalharem com o maior cozinheiro contemporâneo do mundo, Ferran Adrià: o chef Pere Planagumà, do premiado “Les Cols”, de Girona, duas estrelas Michelin, e o pesquisador Pere Castells, coordenador da unidade Bullipèdia da Universidade de Barcelona, projeto da Fundação elBulli, um um centro de experimentação sobre o processo e a eficiência da criatividade, usando a linguagem de cozinha, criado por Ferran Adrià após fechar seu famoso restaurante El Bulli.

Uma grande novidade é a eleição de um tema para o festival: a mandioca, o principal ingrediente, excluisivíssimo, da cozinha paraense. De acordo com a diretora do festival Joanna Martins, “o objetivo é difundir o conhecimento histórico, científico, empírico e antropológico por meio de todos os sub-produtos da mandioca, como o tucupi, maniva, farinha d’água, goma, farinha de tapioca, manipueira, crueira, biju e carimã”. Outras novidades são a criação do Boteco Veropa, que vai reunir três chefs convidados e quatro paraenses para criar petiscos no melhor estilo “bar, samba e cerveja”, e a consolidação de projetos de turismo gastronômico.

ESTRELAS –O eixo principal do evento ocorre de 28 de maio a 1º de junho, quando deverão vir a Belém, além dos já citados, desde São Paulo, Jefferson Rueda (Attimo), Janaina Rueda (Bar Dona Onça), Henrique Fogaça (Sal Gastronomia e Cão Veio) e a nutricionista e consultora Neide Rigo. Do Rio de Janeiro vem Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, de Vitória (ES), Juarez Campos, do Oriundi, e de Belo Horinze (MG), Leandro Pimenta, do The Lab Gastronomia. Do Nordeste, virão os chefs Claudemir Barros, do Wiella Bistrô, de Recife (PE) e Don Fabrizio, do restaurante homônimo, de Arraial d'Ajuda (BA). Do Sul, participa a chef gaúcha Jussara Dutra. Da Brasília, vem Francisco Ansiliero, do Dom Francisco. E aqui da região vem Dona Kalu, pesquisadora de culinária amazônica, de Roraima. Além de um grande número de chefs locais, como Alexandre Barros, Angela Sicília, Artur Bestene, Carmelo Procópio, Carol Martins (Chef Mirim), Daniela Martins, Ecléia Duarte, Eliana Fonseca, Felipe Castanho, Felipe Gemaque, Ilca do Carmo, Joelson Correa, José Ângelo Vasconcelos, Luciana Yano, Nazareno Alves, Ofir Oliveira, Paulo Araujo, Prazeres Quaresma, Ricardo Riccio, Ronaldo Barros, Sandro Mota, Sérgio Leão, Taiana Laiun, Thiago Castanho.

PROGRAMAÇÃO – Confira a Programação prevista:

01/05 a 01/06• Circuito Gastronômico, com a participação de, até o momento, 14 dos melhores restaurantes da cidade, cada um com um prato especialmente criado para o Circuito;
15/05 a 01/06• Exposição / Feira de Produtores (Boulevard Shopping - Piso 3);
28/05• Coquetel de Abertura do Festival (Remanso do Bosque);
29/05Chef na Comunidade; • Fórum Técnico (Boulevard Shopping - Tema Mandioca); • Boteco Veropa (Maricotinha Boulevard Shopping);
30/05Chef na Comunidade • Aulas Gastronômicas (Boulevard Shopping); • Jantar Beneficente (Le Panoramique - AP);
31/05 • Aulas Gastronômicas (Boulevard Shopping - Piso 4); • Jantar Popular das Boieiras (Fundação Curro Velho);
01/06 • Final do Concurso Chef Paulo Martins; • Chefs na Praça (Praça Batista Campos).

Hoje é o maior e mais antigo evento gastronômico da Amazônia brasileira, realizado pelo Instituto Paulo Martins e a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, com organização de Lilian Almeida e Regiane Britto – Coordenação de Eventos e Central Pirarucu. A edição de 2014 tem o apoio do Governo Estadual do Pará, Prefeitura de Belém, Restaurante Lá em Casa, Boulevard Shopping, Assembleia Paraense e Allucar.

 

“Camarão flambado na cachaça de jambu”, prato do restaurante “La Madre” no Circuito Gastronômico 2013.  Leia sobre ele clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 20h17
[] [envie esta mensagem] [ ]



PARÁ-TURIM-SÃO PAULO

VESTÍGIOS DE UMA EXPOSIÇÃO UNIVERSAL

Em 2011 completou um século a Exposição Universal de Turim, denominada Esposizione Internazionale delle Industrie e del Lavoro in Torino, 1911 na qual o Brasil, e especialmente o Estado do Pará, teve uma participação de destaque. Nesse mesmo ano este blog fez uma série de posts para resgatar o que foi a participação de nosso Estado nesse grande evento. Foi o único registro feito pelas ruas de Belém deste centenário acontecimento que mostrou a força da economia e da natureza do Pará ao mundo.

Pois bem, agora, em 2014, esta megaexposição é tema de uma mostra na Pinacoteca de S. Paulo: “Turim 1911. Vestígios de uma exposição universal” que estará potente de 26 de abril a 10 de agosto. E o material publicado neste blog é uma faz fontes na pesquisa realizada para a montagem dessa exposição na Pinacoteca. Veja aqui o convite para a abertura da Exposição:


No ano passado a curadora Ruth Sprung Tarasantchi fez contato comigo solicitando autorização para utilizar as informações aqui divulgadas sobre a participação paraense em Turim. Até chegar a este endereço eletrônico a equipe que pesquisava para a exposição não tinha informação da participação paraoara no evento, que teve até banquete oferecido pelo governo do Pará...

A mostra que será vista em SP vai dar destaque à participação dos artistas brasileiros na Exposição Universal de Turim, como Arthur Timótheo da Costa, Carlos Chambelland, Carlos Oswald, Eduardo de Sá, Eugênio Latour, João Timótheo da Costa, Lucílio de Albuquerque, Manuel Madruga, Oscar Pereira da Silva e Rodolfo Chambelland.

Segundo divulgação, será apresentada parte do que foi produzido pelos pintores brasileiros para aquele certame, algumas premiações obtidas pelo Brasil e, ainda, as diversas maneiras de divulgação de tais eventos, que procuram expor os principais produtos de cada país. Na série que aqui publicamos, mostramos premiados locais, como a tradicionalíssima Fábrica Palmeira.

Para quem não leu ou quer relembrar, os posts publicados podem ser acessados bastando clicar no “aqui” ao lado de cada título, conforme a sequência de publicação:

1. Indústria e trabalho paraenses em exposição, aqui
2. Uma das mais completas e brilhantes seções, aqui
3. Os produtos paraenses da (e para a) floresta, aqui
4. Casacas e bengalas do “Statto del Pará, aqui
5. A fibra paraense na Europa, aqui
6. Mostrando Belém aos europeus, aqui



Escrito por Fernando Jares às 17h23
[] [envie esta mensagem] [ ]



THIAGO EM PORTUGAL

O PARÁ NA FESTA DOS PEIXES EM LISBOA

 

Querem os portugueses saber tudo sobre peixes! Tanto querem que promovem em Lisboa um festival gastronômico de grandes proporções, o “Peixe em Lisboa” e, na versão 2014 acertaram na mão: convidaram um cozinheiro que sabe tudo dos melhores peixes para os ajudar a conhecer mais sobre os saborosos habitantes das águas: Thiago Castanho, o jovem chef dos Remansos, do Peixe e do Bosque, nascido e criado cercado de peixes e entre as melhores práticas de os preparar, pelas ruas de Belém, em plena Amazônia.

Trata-se da sétima versão do maior evento gastronômico lusitano dedicado aos produtos do mar e do rio, que acontece desta quinta-feira, 03, até o dia 13 de abril no Pátio da Galé, um novo espaço no Terreiro do Paço, na capital portuguesa. Restaurantes, chefes de cozinha, aulas de culinária e um mercado gourmet, ocupam o espaço para atrair milhares de pessoas. Os principais chefs de Portugal sentam praça por lá, com alguns internacionais convidados. Para este ano os estrangeiros convidados são o belga Lionel Rigolet, do restaurante Comme Chez Soi, duas estrelas no Guia Michelin, de Bruxelas; o italiano Moreno Cedroni (restaurante Madonnina del Pescatore, Ancona, duas estrelas Michelin); o espanhol Josean Alija (restaurante Nerua do Museu Guggenheim, em Bilbau, uma estrela Michelin); e o brasileiro Thiago Castanho (restaurante Remanso do Peixe, em Belém). O brasileiro Alex Atala já esteve lá, em 2010.

Segundo a programação Thiago Castanho apresenta-se nesta sexta-feira, às 19h, no evento “Cozinha Ao Vivo No Auditório”, no Auditório Caçarola, na Praça do Comércio (lugar impossível de não visitar em estando em Lisboa, ao menos para um café no “Martinho da Arcada”, a pensar no Fernando Pessoa... já comi muito bem lá).

Alguns dos melhores restaurantes lisboetas terão presença no festival, em funcionamento das 12h à meia noite, com oferta variada de degustações por Vitor Sobral (que já esteve cá no Visita Gourmet, do Remanso do Bosque, e no Ver-O-Peso da Cozinha Paraense), José Avillez e outros tantos famosos.

Mais uma ótima oportunidade de promoção para a imagem positiva do Estado do Pará, por via de um de seus tesouros culturais mais atraentes, a gastronomia.

NA TASCA DA ESQUINA

Aproveitando a estada em terras lusas o paraense Thiago Castanho é convidado a participar da preparação de um jantar a seis mãos no muito famoso restaurante “Tasca da Esquina”, de Vitor Sobral, nesta quinta, às 20h. Tem até página no facebook, que você pode acessar clicando aqui e ficar sabendo tudo sobre este jantar.




Escrito por Fernando Jares às 18h33
[] [envie esta mensagem] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]