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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


ATÉ QUE O CÂNCER NOS SEPARE!

“UMA NARRATIVA REAL, DOLOROSA, BEM-HUMORADA,
COM EMOÇÃO E VERDADE.”

Ela (Ruth Rendeiro) tece, com as palavras, as rendas da esperança, usando como matéria-prima fé e coragem!”

Fui eu mesmo que escrevi isso aí, há cinco anos, comentando a capacidade escrivinhatória da colega jornalista Ruth Rendeiro, diante do desafio de ter câncer de mama e, no auge de sua própria crise, descobrir que o seu (e nosso) querido Manoel estava com leucemia! Você pode ler “A Rendeiro, rendeira da esperança”, clicando aqui.

 

Vivemos o começo dessa história muito próximos, ainda aqui, pelas ruas de Belém – éramos colegas na pós-graduação em comunicação institucional, na Unama. Contei a história no post lincado acima. Escrevi nele:

Hábil com os textos especializados em ciência agropecuária e semelhantes, é redatora respeitada nacionalmente... ...Repentinamente manifestou-se nela uma identidade secreta: a mestra no manejo das palavras ditadas pelo coração... ...fez da palavra virtual a espada e a pluma, para o combate e para o afago.

Foram momentos difíceis, diria de perplexidade.

Ruth registrou muitos desses momentos, com maestria, no campo virtual. Agora coloca esse talento e essa emoção no mundo impresso.

Mas eu vou fazer o seguinte: saio de cena e passo a palavra para a rendeira Ruth tecer a história do livro, ela mesma. Pra dizer a verdade, pego e-mail que ela mandou aos amigos e o ofereço aos leitores deste espaço virtual. É tipo um aperitivo para o lançamento. Fala, Ruth:

Finalmente posso bradar: meu livro, o definitivo, em poucos dias será realidade. Optei por editar, em setembro, um número bem pequeno apenas para exercitar uma estratégia de divulgação e buscar patrocínio. Agora ele torna-se um ser vivo que foi parido das minhas entranhas com todas as dores e alegrias de um parto. Que deixa de ser meu para seguir seu voo solo, como um filho de carne e osso. É de tinta e papel, mas uma parte de mim com direito até ao cordão umbilical.

Até que o câncer nos separe reúne, em 92 páginas, de uma narrativa real. Ora dolorosa, ora bem-humorada, mas sempre alicerçada em muita emoção e verdade. Posso ter omitido muito, reduzido mais ainda, mas não menti uma só vez. É um pedaço de mim, do Manoel, dos meus filhos e de todos os amigos e até desconhecidos que acompanharam a coincidência nefasta de termos dividido cervejas, filhos, músicas, cama, amigos, caranguejos e também um câncer.

Dia 5 de dezembro ele será oficialmente lançado em Belém, às 16 horas, na Embrapa Amazônia Oriental (Espaço Memória). Espero que os amigos compareçam e ajudem-me também a divulgá-lo. Um encontro que marcará o compartilhamento daqueles momentos, agora eternizados, além do exercício pleno de escrever com mais profundidade liberando este prazer que cada dia mais se aproxima do gozo, do êxtase.

Vou aguardar pela presença, pela aquisição do livro, pelo reencontro com cada um de vocês e pelos comentários, sugestões, críticas. Eles é que me nortearão sobre o futuro: parto para o segundo ou torno-me uma escritora de um livro só?

Até lá, amiga. Acho que vamos encontrar uma ruma de amigos nessa festa literária para ti, Ruth.



Escrito por Fernando Jares às 18h56
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BENJAMIN WINE DINNER

OS VINHOS EM HARMONIA COM OS SABORES

Os apressados, que geralmente comem cru, por não “poder esperar”, com certeza nunca vão saborear, ao menos em casa, uma costela de ripa... preparada à baixa temperatura, técnica antiga e que ganhou novos ares quando adotada pelos chefs contemporâneos. Dizem os especialistas que este cozimento preserva o alimento, seus sucos, assim valorizndo os aromas e sabores naturais.

Pois os apressados podem contar, nesta quinta (28/11), aqui mesmo pelas ruas de Belém, com uma costela de acordo com esse ritual, pela qual não vão ter de esperar muito (naturalmente será posta a cozer em tempo certo...), com a vantagem de tê-la na companhia de um vinho cuidadosamente selecionado. É o que promete o chef Sérgio Leão, do restaurante “Benjamin”, em mais um “Wine Dinner” (R$ 130,00 por pessoa), onde os vinhos são a atração.

Veja o cardápio, etapa a etapa, com os vinhos que melhor harmonizam com o prato servido, conforme indicação da casa:

Primeira Entrada - Vinho Le Belière Rosé - França
Carpaccio de Vieiras com Azeite Trufado e Sal Negro

Segunda Entrada - Vinho Arco do Esporão Branco - Portugal
Ravioli de Bacalhau e Damascos

Primeiro Prato - Vinho Catarsis Cabernet Sauvignon/Tannat - Uruguai

Costela de Ripa à Baixa Temperatura com Musseline de Macaxeira

Segundo Prato - Vinho Crasto Etiqueta Negra Reserva Vinhas Velhas - Portugal
Lentilhas Rosa com Carré de Cordeiro

Sobremesa - Vinho do Porto Crasto Etiqueta Negra Finest Reserve - Portugal
Ganache de Chocolate com Bacuri



Escrito por Fernando Jares às 15h58
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MILTON HATOUM

PARCEIRO DE NOSSOS MAGOS
ABRE O FÓRUM DE LETRAS

Ele é parceiro de dois dos maiores nomes da cultura paraense. Com o escritor e filósofo Benedito Nunes escreveu o belíssimo livro “Crônica de duas cidades – Belém e Manaus”. Para o fotógrafo Luiz Braga escreveu textos (com João de Jesus Paes Loureiro) para o livro “Crônica fotográfica do universo mágico no mercado Ver-o-Peso”; e Braga já lhe fez fotos para capas (e interiores) de livros.

O escritor amazonense Milton Hatoum, justo esse um, parceiro do mestre Bené Nunes e do Braga das belas imagens, está mais uma vez pelas ruas de Belém para abrir, amanhã, 26/11, às 18h30, uma das mais importantes instituições de discussão, difusão e valorização das letras paraoaras: o XIX Fórum Paraense de Letras, da Unama.

 

O livro conjunto de Benedito Nunes e Hatoum

Como o define a própria organização, trata-se de um encontro de caráter cultural e acadêmico que, de acordo com a missão da Unama, tem como foco reunir, anualmente, profissionais e estudantes das letras, das artes e das linguagens em geral, especialmente aqueles que, sem perder de vista o sentido de universalidade, se voltam para a formação de leitores e para a produção cultural, acadêmica e científica produzidas na Amazônia.

Milton Hatoum nasceu em 1952, em Manaus, mudando para Brasília em1967. Na década de 1970 morou em São Paulo, onde se diplomou em arquitetura. Trabalhou como jornalista cultural e foi professor universitário de História da Arquitetura. Nos 1980 estudou e viveu em Madri, Barcelona, Paris, onde estudou Sorbonne. Autor de quatro romances premiados, inclusive com um Jabuti!, sua obra foi traduzida em dez línguas e publicada em catorze países. A capa de “A cidade ilhada” é foto do Luiz Braga.

A programação do Fórum de Letras é vasta e vai de palestras, minicursos, exposições, debates – cultura pura pelos corredores da universidade. No momento sugiro o melhor programa: clique aqui, para saber da programação e escolher suas preferências. Programação a não perder. Vamos lá!




Escrito por Fernando Jares às 16h13
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CENAS DA VIDA AMAZÔNICA

“A FLORESTA E A ÁGUA ENVOLVEM E ACABRUNHAM A ALMA”

Aqui está um livro que há de ser relido com apreço, com interesse, não raro com admiração. O autor que ocupa lugar eminente na crítica brasileira, também enveredou um dia pela novela, como Sainte-Beuve, que escreveu Volupté, antes de atingir o sumo grau na crítica francesa. Também há aqui um narrador e um observador, e há mais aquilo que não acharemos em Volupté, um paisagista e um miniaturista. Já era tempo de dar às Cenas da vida amazônica outra e melhor edição. Eu, que as reli, achei-lhes o mesmo sabor de outrora. Os que as lerem, pela primeira vez, dirão se o meu falar desmente as suas próprias impressões.”

O caboclo paraense José Veríssimo (Dias de Matos) saiu ainda criança da já histórica Óbidos, onde nasceu em 08/04/1857, para estudar em Manaus, depois em Belém, e Rio de Janeiro, onde concluiu o secundário, no Colégio D. Pedro II, informa o jornalista e pesquisador Carlos Rocque na “Grande Enciclopédia da Amazônia”. Mas para cá voltou, foi professor, diretor de ensino, escreveu para jornais, como A Província do Pará, fundou um periódico, Gazeta do Norte, e lançou suas primeiras obras pelas ruas de Belém, como “Cenas da Vida Amazônica”, seu segundo livro, de 1886 (foi impresso em Lisboa). Vasculhou os interiores da região, viajou pela Europa, onde participou de encontros literários.

José Veríssimo, nome de grupo escolar em que estudou a minha Rita, logo que chegada de Oriximiná (no mesmo oeste paraense de Óbidos...), mudou-se para o Rio de Janeiro em 1891. Ali (onde faleceu em 02/02/1916) escreveu para jornais como Correio da Manhã, Jornal do Brasil, Jornal do Commércio, revistas, tornando-se destacado jornalista, um dos principais críticos literários do país. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras – por sinal o site da ABL reconhece que a ideia de fundar a Academia prosperou graças a uma iniciativa desse paraense: “O êxito social e cultural da Revista Brasileira, de José Veríssimo, daria coesão a um grupo de escritores e, assim, possibilidade à ideia.”

Em 1899, quando teve sua segunda edição, no Rio de Janeiro, “Cenas da Vida Amazônica” ganhou esse comentário aí em cima. Imagina quem escreveu? Machado de Assis! Isso mesmo e muito mais. Foi em artigo publicado na Gazeta de Notícias, do Rio, texto depois reunido no livro “Páginas críticas e comemorativas”, que você pode ler no site da Unama, clicando aqui.

 

O clássico “Cenas da Vida Amazônica” tem tido, ao longo dos anos, muitas reedições. Não foi só Machado de Assis que gostou do livro – aliás, o “bruxo do Cosme Velho” nos desafia a concordar com ele nessa opinião. E a obra ganhou mais uma reedição, pela Editora da Universidade do Estado do Pará, que vai ter lançamento festivo no próximo dia 27/11, no hall da Reitoria (rua do Uma, 156, Telégrafo), às 17h. Mais informações sobre o lançamento você encontra no site da Uepa, aqui. Vamos lá.

Mais um trechinho de Machado, se é que você não vai à totalidade do texto:

O contraste é grande. A floresta e a água envolvem e acabrunham a alma. A magnificência daquelas regiões chega a ser excessiva. Tudo é inumerável e imensurável. São milhões, milhares e centenas os seres que vão pelos rios e igarapés, que espiam entre a água e a terra, ou bramam e cantam na mata, em meio de um concerto de rumores, cóleras, delícias e mistérios. O Sr. José Veríssimo dá-nos a sensação daquela realidade.



Escrito por Fernando Jares às 23h07
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OS MELHORES CHURROS DO MUNDO

CHURROS COM CUPUAÇU? OU CON JAMON?
“Churros con jamón? Pues están buenos. Tapa de @RamonFreixa”
José Carlos Capel, crítico gastronômico do jornal El Pais, Madrid, no Twitter.

 Os churros estão entre as comidinhas de rua mais populares na Espanha e em países da América Latina, inclusive o Brasil, onde cada vez mais se espalha o prazer de comer churros. Mas como tudo na culinária atual, também os churros começam a ganhar versões gourmet... O mesmo jornalista José Carlos Capel, que antecipa a polêmica dupla acima, quando escreveu sobre essa “Churrería Ramón” em seu “Gastronotas de Capel”, classificou os churros que lá conheceu como “roscas abuñueladas que crujen al morderlas” destacando que em nada lembravam “las aceitosas porras de las férias” ou seja, os bastões cheios de azeite, que se encontram nas feiras... Leia “Los mejores churros”, clicando aqui.

Desde que li a matéria do Capel fiquei a pensar: se temos aqui churros, feitos em receita ao menos semelhante a essas que encontramos por aí, mas recheados com doce de cupuaçu, devemos ter cá os verdadeiramente mais gostosos churros do mundo! Simples: se o doce de cupuaçu é um dos doces mais saborosos do mundo, então, podem concorrer muito bem com os charmosos churros do Ramón...

Sou fã de carteirinha de certos “Churros do Chaves” (R$ 3,00), que encontramos pelas ruas de Belém. Veja aqui foto da barraca instalada no “arraial”, a movimentada feira de brinquedos e comidinhas que esta época do ano se instalada ao lado da magnífica Basílica Santuário de N. S. de Nazaré:


Há uns tantos anos “descobri” que os tais “Churros do Chaves” tinham a versão com recheio de cupuaçu, uma vez que, tradicionalmente, são apenas de doce de leite e de chocolate. Nem sei quando foi, mas em 2010 já os registrava como rotina nas minhas visitas à Feira do Livro. Leia clicando aqui. No comentário você encontra a restrição ao excesso de óleo na fritura, que o coleguinha espanhol indica acima. Que fique claro: o muito óleo continua, como comprovei ainda ontem, mas o acerto na qualidade do doce de cupuaçu justifica o “sacrifício”. E estava crocante - como o do Ramón, estes também crujen ao mordê-los...

 

Na Feira do Livro do ano passado, quando Fernando Pessoa foi o homenageado, homenageei-me com os churros de cupu... (acima), A cobertura de bolinhas foi abandonada nos seguintes, pois é melhor ir direto ao “assunto”.

Ao longo dos anos o empreendimento cresceu. No começo eram apenas os churros, hoje tem batata frita, hot dog, crepe e a assinatura, Paulo & Cia. Só que não tem um endereço fixo: está presente em feiras e “arraiais” (este ano tem duas barracas em Nazaré!) e também em aniversários e festinhas afins.

 

Acho que pouca gente sabe ou já se ligou na novidade, de forma que a versão cupuaçu é bem menos consumida que as tradicionais, como você pode ver na foto dos depósitos dos recheios. Nem sabem o que estão perdendo...

De minha parte, já até os classifiquei como uma de minhas inesquecibilidades gastronômicas (leia clicando aqui).

Assim como são excelentes com cupuaçu, não tenho dúvida de que com jamon iberico um churro há de ficar muy bueno!!!



Escrito por Fernando Jares às 22h14
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A VENTURA LÁ EM CASA

DE PATOS E FILHOTES ENCANTANDO EM PRATOS,
“À SOMBRA” DE BACURIZEIROS E MANGUEIRAS

Esta é uma história em que o personagem principal não aparece... Um dia destes andamos, Rita e eu, a mostrar a cidade, em visita mais que panorâmica, a um casal amigo, vindo de Juruti, cidade na fronteira com o Amazonas, na margem direita do rio-mar, hoje sede de uma das principais festas folclóricas do Estado, o “Festival das Tribos”. Ao contrário da esposa, o amigo nunca tinha andado pelas ruas de Belém e tínhamos poucas horas. Rápida passada pelo essencial, de Nazaré à Sé, Cidade Velha, Mangal e Ver-o-Peso (imaginem que ele, muito bem informado, sabia até das malandrices do urubu do Ver-o-Peso...), culminando na Estação das Docas. Nascido e criado nas barrancas do Amazonas, trabalhando em um barco desses que singram as águas barrentas ou límpidas do oeste paraense, ele logo dissera: quero ver os rios daqui. Por isso a Estação foi uma festa. A imensidão da baia do Guajará, mesmo para quem está acostumado ao Amazonas, a explicação sobre o Guamá, o que é o rio Pará, etc.

 

Mas festa mesmo foi quando fomos almoçar. Escolhemos o restaurante “Lá em Casa”, para eles verem como é que se fazem aqui as comidas que eles também fazem por lá. Optamos pelo bufê de almoço (R$ 47,00 por pessoa) recheado de especialidades regionais, desde as saladas às sobremesas.

Primeiro deixa eu explicar a foto acima. Merece a legenda: “Na minha mesa do ‘Lá em Casa’ tinha bacurizeiro e mangueira” – até fiz uma foto para o Twitter, com esse texto, mas a Oi não ajudou e a mensagem não subiu... Um mimo de porta-guardanapos, artesanato em madeira. Não nos foi oferecido adquirir, mas deveria estar disponível para venda aos visitantes. Qual turista não gostaria de levar, ao menos, um porta-guardanapos com uma manga na frente e ao fundo uma verdadeira mangueira, símbolo da cidade. Fica a dica.

Mas as experiências gastronômicas dessa tarde foram muito boas, demonstrando, mais uma vez, que a casa merece a estrela que acaba de ganhar, novamente, do Guia 4 Rodas Nacional, além de ser dono da "Melhor Cozinha Amazônica" para a Veja Belém.

 

Você vê aí em cima um filhote na chapa, simples assim, mas impecável. Servi-o acompanhado de um arroz de jambu, a invenção inesquecível do inesquecível chef Paulo Martins, o arquiteto desta casa, e uns bolinhos de camarão. Estava tudo bom. Mas o filhote, nem te conto, no ponto certinho do tempero a não precisar de nenhum retoque, a não ser tocá-lo... para dentro da boca... e por as papilas gustativas a tremer de felicidade, sem precisar de jambu! E olha que quando a elas chegou o arroz de jambu, também certíssimo, a festa do paladar foi pra arrebentar... o véu palatal. Égua, exagerei. E exagerei, mesmo, pois arrematei isso com o açaí que você ao fundo da foto, sumano.

E o meu amigo jurutiense? Informo-vos que ele é bom de garfo e de sabores, com a felicidade extra de ser... magrinho.

Serviu-se e voltou para a mesa exclusivamente com uma belíssima porção de pato no tucupi. Aí explicou que gostava muito deste típico prato paraense e que era ele mesmo que o preparava na sua casa, naturalmente replicando aquela receita que trouxe do seio materno. Conversa vai, conversa vem, lancei a pergunta crucial: “E como está o pato?” (registre-se que o conteúdo do prato diminuía a olhos vistos... e rápidos). Reconheceu que estava muito bom. Um pouco diferente daquele que se faz em sua terra, mas estava gostando muito deste sabor. Em seguida, foi novamente ao bufê e, na volta, surpresa: novamente apenas o pato no tucupi a dominar o espaço! Chegamos à conclusão que uma ação deste tipo era o melhor elogio a ser feito a quem o cozinhara. Como não o fizemos ao vivo, que aqui se o faça.

Como o pato no prato não virou fato em foto, cá não está para se mostrar. Apenas pode ser visto, em segundo plano desfocado, na foto do filhote...

Pra concluir: eu fiz a mesma coisa que meu amigo: repeti a dose... do filhote, naturalmente, com um vatapá paraense e farinha d’água (e não farofa), que descobri junto ao açaí... e, naturalmente, mais uma tigela de açaí, que o filhote e eu merecemos. Olha aqui:




Escrito por Fernando Jares às 16h52
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EQUIPES DE NOSSA SENHORA

40 ANOS DE ESPIRITUALIDADE CONJUGAL NO PARÁ

Há 40 anos, em 1973, um casal catarinense recém-chegado a Belém – ele transferido por motivo de trabalho – em seu primeiro domingo na cidade, dirige-se à igreja do bairro para a Missa dominical.

Participante em sua cidade de origem (Brusque/SC) de uma Equipe de Nossa Senhora, que reunia casais católicos, ao final da celebração, o casal procura o sacerdote, se apresenta e indaga sobre a presença das ENS em Belém. Ao ser informado de que esse Movimento ainda não existia pelas ruas de Belém, Mônica e Plínio propuseram ao padre Giovanni Incampo, pároco na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, a implantação do movimento em Belém.

Ao conhecer os objetivos das Equipes, padre Giovanni aderiu prontamente e tornou-se um entusiasta deste Movimento. Ativo na comunidade equipista até os dias de hoje, ele reflete: “Parece até estranho que um Movimento de Espiritualidade Conjugal e familiar, sob o nome e proteção da Virgem Maria não estivesse presente e nem conhecido na cidade de Santa Maria de Belém e, em especial, na paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, centro promotor da maior romaria mariana do mundo. Foi mesmo Nossa Senhora que, providencialmente, trouxe e implantou em Belém o Movimento de suas Equipes”.

O sacerdote logo conversou com diversos casais e foi constituída a primeira Equipe pelas ruas de Belém, obviamente sob a proteção de N. S. de Nazaré. Lançada no dia 17 de novembro de 1973, faziam parte dela Carmen e José Maia, Celeste e Nelson Ribeiro, Maria e Miguel Coelho, Maria Coeli e Gelson Silva, Odete e José Cruz, Terezinha e Geraldo Guimarães, e, naturalmente, Mônica e Plínio Hahn, tendo como Conselheiro Espiritual o padre Giovanni. Ainda estão ativos na Equipe os casais Maria e Miguel, Terezinha e Geraldo e Odete, viúva do Cruz. O padre Giovanni continua acompanhando Equipes, agora na cidade de Capitão Poço. “Na Eucaristia e na oração sempre buscamos o alimento de nossa fé. Nas Equipes de Nossa Senhora encontramos o apoio para a nossa vida conjugal”, afirma o casal Mariazinha e Miguel.

A semente plantada com fé e regada com amor conjugal e sacerdotal germinou e cresceu. Hoje nesta Região são mais de 480 casais e 50 Sacerdotes e Acompanhadores Espirituais, reunidos em 74 Equipes, vivendo o objetivo essencial das ENS de “ajudar os casais a tender para a santidade, nem mais, nem menos”, em clássica definição do padre Henri Caffarel, fundador do Movimento, dirigida aos equipistas brasileiros.

Os 40 anos das ENS no Pará são comemorados com uma Missa neste domingo, 17/11, na Basílica Santuário N. S. de Nazaré, às 12h, celebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, D. Alberto Taveira Correa, e concelebrada pelo Bispo Auxiliar D. Teodoro Mendes Tavares, pelo Arcebispo Emérito de Belém, D. Vicente Zico e por Sacerdotes Conselheiros Espirituais do Movimento. Presentes os membros de Equipes de todas as cidades participantes: Abaetetuba, Belém, Capanema, Capitão Poço, Castanhal, São Miguel do Guamá e Salinópolis.

 Sobre as ENS

As Equipes de Nossa Senhora formam uma comunidade de casais cristãos unidos pelo sacramento do matrimônio, que se reúnem em nome de Cristo e quer ajudar seus membros a melhor responderem ao apelo de Cristo. Os estatutos do Movimento são aprovados pela hierarquia da Igreja Católica e o objetivo é a descoberta das riquezas do sacramento do matrimônio, por meio da Espiritualidade Conjugal.

As ENS nasceram em 1939, durante o período da Segunda Guerra Mundial, na França, com quatro casais sob o acompanhamento e orientação do Servo de Deus padre Henri Caffarel, em processo de beatificação. Hoje estão presentes em 79 países, sendo cerca de 130 mil participantes. O Movimento foi trazido ao Brasil por um casal de São Paulo, em 1950, Nancy e Pedro Moncau, contando atualmente com 3.500 Equipes, com 44 mil membros, sendo o primeiro lugar em número de casais integrantes. Ao Pará o Movimento foi trazido pelo casal Mônica e Plínio Hahn, em 1973.

As equipes são formadas por até sete casais e possuem acompanhamento de um conselheiro espiritual (padre, seminarista ou consagrado).

A metodologia do Movimento propõe a vivência de pontos concretos de esforço que os casais se comprometem a exercer na sua vida: a Escuta da Palavra de Deus; Meditação; Oração Conjugal; Dever de Sentar-se (diálogo conjugal); Regra de Vida, Retiro anual.

Outras informações sobre as ENS podem ser encontradas no site do Movimento nesta região: www.ensnorte2.com.br ou no site nacional: www.ens.org.br .


A primeira ENS de Belém, Equipe Nossa Senhora de Nazaré, em sua formação atual.



Escrito por Fernando Jares às 16h21
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CHEF OFIR OLIVEIRA

UM DOUTOR NOS SABORES AMAZÔNICOS

Um dia destes encontrei o chef Ofir Oliveira todo serelepe, feliz da vida, portando seu ultravalioso diploma de Doutor em Gastronomia. Isso mesmo, o caboclo-cozinhador por excelência, nascido nas bandas de Calçoene, Amapá, quando aquele pedaço de Brasil ainda era Estado do Pará, criado entre os saberes e sabores bragantinos, é “Doutor Honoris Causa”, mais que honroso título que recebeu da FAP – Faculdade Estácio do Pará.

A “contribuição cultural, científica e acadêmica para o desenvolvimento e disseminação dos valores inerentes à região amazônica” justifica a concessão desse título acadêmico a Ofir Nobre de Oliveira pelo doutor Ricardo Augusto Lobo Gluck Paul - Diretor Geral da Faculdade Estácio do Pará.

Aulas e palestras sobre a cozinha paraense/amazônica, de norte a sul do país e no exterior (clique aqui para ver a participação dele em um evento gastronômico na multicentenária Universidade de Coimbra, em Portugal) são mais que garantia da justeza do título.


Ofir Oliveira em foto de Dudu Maroja que captei da revista "Leal Moreira".

Muito bom termos pelas ruas de Belém um “doutor Honoris Causa” a brilhar pelas cozinhas e nas experiências em busca de novas alternativas para a cozinha regional, sem macular as nossas melhores tradições. Uma pessoa que muito tem trabalhado no sentido de gastronomia paraense, o seu “Sabor Selvagem” representar um valioso segmento da cultura paraoara.

“Conheço porco pata negra no Marajó, que são muito semelhantes aos espanhóis”, disse-me ele recentemente (os pata negra e as bolotas que comem, em campos de Espanha, produzem o melhor presunto do mundo, o jamon iberico). Das novidades que arma, por exemplo, existe um fois a partir da gordura de tamuatá que, jura, é uma delícia.

Uma curiosidade sobre Ofir: culturalmente multifacetado, o chef é também pintor e uma de suas obras, retratando a Marujada de Bragança, uma das manifestações culturais mais fortes de sua cidade, ficou famosa. Pois não é que ilustrou um Cartão Telefônico, nos tempos da Telemar/Telepará, em 2000, dentro de uma série chamada “Sabor Selvagem da Amazônia” que, muito a propósito, mistura as várias faces da cultura regional. Veja a Marujada do Dr. Ofir:




Escrito por Fernando Jares às 18h21
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OLAVO LYRA MAIA

HISTÓRIAS DE UM PIONEIRO


Quem recebesse um cartão como esse (“Com os cordiais cumprimentos da Secretaria de Estado de Cultura, Desportos e Turismo”), assinado pelo titular da Secretaria, Olavo Lyra Maia, poderia ter certeza de que esses cumprimentos não eram “cordiais” por formalidade, mas eram muito sinceros, de um homem gentil e educado, de fino trato e que a todos tratava com muita fineza. Um homem sério, dedicado servidor público que adotou o Pará como sua terra, enraizou-se como as mais sólidas e fecundas mangueiras que temos pelas ruas de Belém, que tanto divulgou mundo afora.

Olavo Lyra Maia faleceu no último dia 1º. Tive com ele um relacionamento essencialmente de respeito, a maior parte dele sendo eu editor de turismo e ele dirigente de diversos órgãos do turismo. Já o conhecia bem antes d’eu assumir a página de turismo de A Província do Pará. Nos idos de 1974 até fizemos parte, Olavo e eu, junto com Heliana Brito Franco e Fernando Moreira de Castro (o pai), de um Grupo de Trabalho sobre alterações no “Arraial de Nazaré”, mas isso é outra história.

Nascido na Paraíba, em 1929, andou por esse Brasil a trabalhar: Rio, Natal, onde teve uma agência de turismo, Recife, Fortaleza, São Paulo e Belém, no início dos anos 60, aonde chegou a serviço de um laboratório farmacêutico. Estudando piano desde a juventude, talvez esse tenha sido um bom motivo para se aproximar da pianista Helena de Nazaré (Lenita) Gomes, com quem casou para toda a vida, fixando-se aqui definitivamente.

Olavo fez um circuito completo como dirigente de instituições ligadas ao turismo, nos três níveis da administração pública. Foi diretor do Departamento Estadual de Turismo, concebeu a Paratur, tendo sido seu primeiro presidente. Dirigiu o Centro de Promoções Turísticas da Embratur e fez parte do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio. Concebeu a Belemtur e foi seu primeiro presidente.

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Sua iniciativa possibilitou preciosidades ao turismo do Estado, como o álbum “Grão Pará”, com ilustração primorosa de Tom Maia, texto belemensemente apaixonado de Leandro Tocantins, com legendas de Tereza Camargo Maia. Outra boa iniciativa foi a terceira edição do livro-guia “Santa Maria de Belém do Grão Pará”, de Leandro Tocantins, enriquecida por fotos e algumas novas informações, embora mantendo, sem revisão, as informações da primeira edição. Ambos têm prefácio de Olavo.

Uma das mais preciosas contribuições ao estudo e planejamento do turismo paraoara fez Olavo Lyra Maia logo ao início dos anos 70, como Diretor Geral do Departamento Estadual de Turismo. É o “Roteiro para um Plano Turístico no Estado do Pará” que, como diz Olavo Lyra Maia na Apresentação, “pretende ser apenas o que é – um traçado básico preliminar e, portanto, provisório, do que deve ser um plano para a implantação do Turismo no Pará”. O trabalho “enumera as necessidades e os estudos realizados até aquela época, por órgãos oficiais, como o Idesp”, apresentando 10 itens considerados prioritários, metas do trabalho do Detur e o detalhamento dos mesmos, um trabalho minucioso, que ele confessa: “Originalmente, essa longa enumeração foi como que uma agenda colocada em nossa mesa de trabalho, a lembrar os compromisso que teremos de cumprir”. E conclui esperando que o trabalho “possa lembrar a necessidade e a urgência da elaboração de nosso Plano de Turístico e, mais que isso, possa trazer a conscientização do Plano, na promissora realidade do turismo”.


O Roteiro detalha atividades e apresenta propostas para dez assuntos como: registro e entrosamento com a Embratur; entrosamento com os órgãos da administração estadual, de Belém e com Sudam e Basa; entrosamento com imprensa e órgãos de divulgação, local e nacional; apoio aos empreendimentos turísticos, inclusive com estímulos fiscais; apoio às agências de turismo; idem às empresas transportadoras; “mentalização” turística; confecção de material promocional “de alta qualidade”; pesquisa e avaliação do potencial turístico do Pará; elaboração, por “firmas especializadas” de projetos aplicáveis ao Pará.

Das ilustrações do livro captamos o Hotel Flutuante, acima; e abaixo, as rotas aéreas, marítimas e fluviais do “Projeto Rio Amazonas”, que incluía Manaus, com grande aproveitamento turístico do rio.


Poderia escrever muito mais coisas sobre Olavo. Lembro-me de sua luta obstinada pela implantação de um hotel de grande cadeia internacional em Belém, que resultou na chegada do Hilton. Foi uma quase heroica “novela”, (como diria o igualmente sempre lembrado jornalista Edwaldo Martins). Sobre isso, disse-me ele um dia: “só vou sossegar quando puder tomar um suco de cupuaçu, bem grosso, na pérgola da piscina do Hilton”.

Mas prefiro buscar o texto, sempre bem feito, do jornalista Guilherme Augusto (Pereira de Souza), no Diário do Pará, do último dia 04/11:

Paz à sua (boa) alma

Morreu na sexta-feira Olavo Lyra Maia, que em vida sonhou com um mundo culto, generoso, no qual a competição entre as pessoas não era material, mas espiritual. À frente da Paratur e da Secretaria de Cultura, dois órgãos estatais que gerenciou nos anos 1970 e 1980, tinha o hábito de despachar papéis burocráticos ouvindo peças de Verdi, Chopin, Mozart, entre autores eruditos, e Coltrane e Brubeck – que tal? -, dois mestres do jazz americano contemporâneo.

Olavo Lyra Maia foi um devotado pioneiro nas coisas do turismo, que nos deixa o valioso exemplo de determinação e persistência, mesmo em momentos difíceis. Como todo bom pioneiro, foi por vezes incompreendido, até rejeitado, mas foi um vencedor.



Escrito por Fernando Jares às 18h18
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TRILOGIA PARA COMER

TRÊS EM UM NO TIPITI

“Trilogia - Vatapá, Caruru e Maniçoba em único pastel. Cada sabor isolado do outro. Delicioso!!!”
Ronaldo Salame em tuíte de 18/08/2013.

Desde que li a mensagem acima fiquei curioso e querendo conhecer a novidade. Ronaldo, diretor de cinema competente e premiado, conhece a boa gastronomia e é “bom de garfo” (ou qualquer outro instrumento de alimentação...), no que tem a quem sair...

“Trilogia” que eu conhecia, e gostava, era o trio formado pelos cantores Nilson Chaves, Lucinha Bastos e Mahrco Monteiro, responsáveis por históricos registros de nossa melhor música popular paraense. Se você clicar bem aqui eles vão cantar “Sabor Açaí” para você. E é açaí de verdade, puro, na origem, como só é assim o açaí pelas ruas de Belém e pelos rios do Pará, onde se põe tapioca, farinha d’água, açúcar ou não põe nada...

Saí em busca desta trilogia alimentar, afinal, pra quem é doido por um bom pastel, ter estes três ícones da cozinha paraense assim, em “embalagem” única, como anunciado, era muita tentação! E com a qualificação de “Delicioso” por um sobrinho/afilhado, é pra ir na base do “abre a boca e fecha os olhos”!

 

Pois eis que está aqui o anunciado. Encontrei com ele no “Tipiti” – Cozinha Regional, identificado como pastel “Trilogia - Vatapá, Caruru, Maniçoba” (R$ 5,00). Eles têm outras opções nessa linha como camarão com jambu, pirarucu, aviú com jambu, etc. Há também um prato “Trilogia” (R$ 16,00) com porções mais fartas, tratado no jambu & cia. Que você pode ver no Facebook deles. As três iguarias regionais estavam com sabor muito bom e como são apresentadas em cápsulas independentes, preservavam-se sem interferência. Valeu a dica e a experiência.

Na linha free glúten & lactose a Rita optou por um velho conhecido:

 

Quase escondidinho sob a camada de farofa, eis que temos aí em cima um “Muçuã de Botequim” (R$ 10,00), a clássica criação do chef Paulo Martins, que já virou um ícone da cozinha paraense, tanto que ninguém dá o crédito ao criador... Mas isto é outro assunto, que preciso tratar em outra oportunidade.

Estava este “muçuã” (de músculo bovino?) agradável de comer, embora distante da criação original que adotou como nome...

E no “Tipiti” você ainda pode beber um caldo de cana engarrafado “Vitória”, que já foi assunto nestas linhas virtuais: clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 16h57
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OS DO NORTE NO CENTRO

O PARÁ NO CONGRESSO DA BOA LEMBRANÇA

Como um dos fundadores, o Pará tem tradição na Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, criada em 1994: o falecido chef Paulo Martins (1946/2010) aderiu imediatamente à ideia lançada por Danio Braga e criou o “Macarrão Paraense”, seu primeiro prato da Boa Lembrança, uma novidade no país e colocou o extremo norte num círculo que já até virou mania: existem colecionadores com centenas destes pratos, que viajam cidade a cidade, apenas para conquistar um prato novo – e, naturalmente, saborear um prato inesquecível.

Em 2005 aconteceu por estas bandas o X Congresso da entidade, paralelo ao “5º Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, provocando um incrível congestionamento de grandes chefs pelas ruas de Belém, como Danio Braga, Claude Troisgros, Mônica Rangel, Alex Atala, Flávia Quaresma, Bel Coelho, Felipe Rameh, Celso Freire, Cesar Santos, Ana Mazano, Ana Bueno e até o consagrado chef português Vitor Sobral.

Neste fim de semana aconteceu o XVIII Congresso da ARBL, em Brasília. E lá estava a marca paraense, seja com a aprovação de um novo restaurante local, o “Benjamin” (que é o post abaixo), seja participando do evento gastronômico mais importante desse encontro de grandes cozinheiros de alguns dos melhores restaurantes do país, o Jantar Beneficente de Encerramento.

Veja abaixo algumas fotos desse evento:


O cardápio (em fotos de Joanna Martins, “Lá em Casa”) começou bem, com a entrada por conta de Ângela Sicília, do restaurante “Famiglia Sicília”: o paraensíssimo “Camarão crocante na tapioca”; teve ainda Francisco Ansiliero (do “Dom Francisco”/DF) com ingrediente paraoara: “Brasato de Matambre” ao vinho branco e tucupi, acompanhado de polenta cremosa; Beth Beltrão (do “Viradas do Largo”, na badalada Tiradentes/MG) fez uma “Misturinha Chocante” de arroz, temperos e filé de frango; e Mônica Rangel (do “Gosto com Gosto”, em Visconde de Mauá/RJ), uma das líderes pela valorização da cozinha autenticamente brasileira, entrou com a sobremesa “Tortinha de araticum com crocante de baru e licuri” servido com calda de cagaita – mix brasileiríssimo, aqui na pontinha direita, embaixo.


Olhaí a chef Ângela Sicilia montando sua entrada, caprichada sobre ardósia e com minicuias, para 150 pessoas! Fez o maior sucesso. Perguntei se as cuinhas voltaram e ela respondeu: “Só voltaram as pedras, kkk”. Foto via Mônica Rangel.


Os do Norte no Centro – a turma dos restaurantes da Boa Lembrança da região Norte presente no congresso em Brasília: Sandro Mota, do “Dom Mani”, de Santarém; Ângela Sicília, do “Famiglia Sicília”; Felipe Schaedler, do “Banzeiro”, de Manaus; Tânia Martins, Diretora Regional Norte da ARBL e presidente do Instituto Paulo Martins; Joanna Martins, do “Lá em Casa”.



Escrito por Fernando Jares às 20h50
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BOA LEMBRANÇA NO BENJAMIN

A BOA LEMBRANÇA DA BOA COMIDA

O restaurante “Benjamin”, do chef Sérgio Leão, passa a fazer parte da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança (ARBL) a partir de 2014. Essa é uma das novidades aprovadas pela assembleia de associados no XVIII Congresso Nacional da ARBL, que termina hoje (03/11), em Brasília. A decisão foi tomada nesta manhã. Outra novidade foi a aprovação da saída do restaurante “Remanso do Peixe”, que fazia parte da confraria desde 2009.

Continuaremos a ter três restaurantes da Boa Lembrança pelas ruas de Belém: “Lá em Casa”, o fundador, desde 1994, o “Famiglia Sicilia” (antigo “D. Giuseppe”), desde 1997, e agora o “Benjamin”. No ano passado foi aprovado um Boa Lembrança em Santarém, o “Dom Mani” – você pode ler sobre esta confraria, sua origem e os associados paraenses em “Boa Lembrança no prato – Arte na gastronomia no Pará”, clicando aqui. Atualmente a ARBL conta com cerca de 100 associados distribuídos por todas as regiões do Brasil.

Considero o “Benjamin” um dos restaurantes mais qualificados da cidade, tanto que votei nele para Melhor Restaurante/Categoria Variado, na seleção da revista “Veja Comer e Beber” (leia aqui e aqui). Por sinal, ao comentar o Benjamin nesse ranking, avancei a notícia de hoje, ao afirmar que é “O tipo de casa que sempre deixa boas lembranças. Por isso espero que entre, ainda este ano, para a confraria dos Restaurantes da Boa Lembrança...

Assim, enquanto o administrador público Sérgio Leão espera ser aprovado para o Tribunal de Contas, o cozinheiro Sérgio Leão já está aprovado na Boa Lembrança...

O encerramento do congresso da ARBL, esta noite, terá um “Jantar Beneficente” (que tem prato próprio, que você vê ao lado), com renda em favor da Ong “Amigos da Vida” que cuida de crianças portadoras do vírus HIV. O cardápio, dentro dos conceitos da Gastronomia Responsável que incentiva a produção de pratos que unem alta gastronomia e conservação da natureza, tem a assinatura de quatro chefs BL. Ângela Sicilia, que comanda a cozinha do “Famiglia Sicilia”, foi convidada a assinar a entrada: “Camarão crocante na tapioca”; Beth Beltrão (do “Viradas do Largo”, na badalada Tiradentes/MG) faz para o primeiro prato, “Misturinha Chocante” de arroz, temperos e filé de frango; Francisco Ansiliero (do “Dom Francisco”/DF) prepara “Brasato de Matambre” ao vinho branco e tucupi (olha o ingrediente paraense!) acompanhado de polenta cremosa; Mônica Rangel (do “Gosto com Gosto”, em Visconde de Mauá/RJ) faz “Tortinha de araticum com crocante de baru e licuri” servido com calda de cagaita para a sobremesa.



Escrito por Fernando Jares às 17h06
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