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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


PIRACUÍ DE PIRARUCU?

FARINHA DE AÇAÍ? SORVETE DE MANDIOCA?

Farinha com açaí pode ser a coqueluche dos restaurantes em futuro próximo. Com o sucesso que o escurinho anda fazendo... ninguém duvide. Farinha de açaí? Pois é, Neste domingo o chef Thiago Castanho apresenta, em São Paulo, este produto inovador: uma farinha de carimã em que o açaí é juntado na massa antes da produção da farinha propriamente dita. Fica uma farinha escura (e fina) que permite fazer inúmeras coisas... bonitas e gostosas, garante o chef que faz sua criações aqui pelas ruas de Belém.
Essa novidade faz parte da apresentação “Farinha com farinha, da entrada à sobremesa” que Thiago, do paraense Remanso do Bosque, faz, em parceria com Rodrigo Oliveira, do paulista Mocotó, na sexta edição do festival 6a. edição do Paladar – Cozinha do Brasil, em São Paulo. É promoção do suplemento Paladar, do jornal O Estado de S. Paulo.
Espia o que diz o site do festival sobre a participação deles: “Haja farinha! O chef que é hoje o grande representante da cozinha da Amazônia, Thiago Castanho, e o chef que é o grande representante do Nordeste em São Paulo, Rodrigo Oliveira, executarão receitas com farinhas diversas. Vai ter de batata doce, de tapioca, farinhas d’água, farinha biju, torradas, quebradinhas…”
Mas o Thiago tem outra novidade que você fica sabendo aqui em primeira: um Piracuí de pirarucu defumado! Dá para imaginar sem salivar? Ele vai usar o processo de produção do piracuí (farinha de peixe, geralmente acari) para chegar a um produto final sólido, tipo pequenas barras, que pretende usar ralando na hora da montagem do prato, talvez na mesa... tipo o queijo na massa. Mas, antes de apresentar a sua produção, Thiago Castanho vai fazer uma reflexão sobre a relação dos alimentos e o meio ambiente amazônico, em especial, mas global também, com foco no pirarucu, que já vem sendo criado em cativeiro com excelente resultado (no Amazonas existem grandes criadouros, como em São Paulo também).
O Rodrigo também vai pintar e bordar com novidades a partir da mandioca, tanto que uma de suas atrações especiais será um sorvete de mandioca.
Ano passado o Thiago também esteve no Paladar e apresentou um pirarucu em alta produção (leia “Tradição e inovação em um auto de fé amazônico” clicando aqui e aproveite e veja um vídeo muito legal) que ganhou até crônica especial do escritor Carlos Dória (leia “Missa pagã de corpo presente”, clicando aqui)



Escrito por Fernando Jares às 18h54
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VANGUARDA NIPO-PARAENSE

TRADIÇÃO, TÉCNICA E PERCEPÇÃO NA GASTRONOMIA

Hoje e amanhã o chef japonês Shin Koike, que comanda o restaurante Aizomê, em São Paulo, muito respeitado por ser um reduto da vanguarda da cozinha japonesa, instala seus equipamentos e conhecimentos no paraense Remanso do Bosque. Ele é a estrela convidada de mais esta edição do programa Visita Gourmet, que recebe grandes chefs.
Logo mais, às 19h, ele apresenta a aula-gourmet “A Nova Cozinha Japonesa”, e amanhã (21h) vai para a cozinha, com os chefs residentes Thiago e Felipe Castanho, preparar um cardápio que mescla os conhecimentos das tradições japonesa e amazônica com as técnicas da gastronomia contemporânea.
Em post anterior transcrevi trecho do que disse Shin Koike à revista Prazeres da Mesa, que merece ser repetido, porque serve, inclusive, como orientação a quem vai degustar essas novidades:
Para fazer alta gastronomia japonesa basta se ater à técnica e respeitar princípios básicos. No mais, é usar a criatividade e o bom senso. Ao comensal, cabe abrir o canal da percepção para uma cozinha de delicadas nuances, tempero inesquecível e sabedoria milenar.”
O cardápio para o jantar deste sábado (30/06) começa com três amuse-bouche (um agrado, um aperitivo, um estímulo ao espetáculo que vai começar...):
·    Ariá, gergerlim e gengibre
·    Tofu, gengibre e “katsuoboshi” de pirarucu defumado
·    Tsukemono de maxixe
O desfile dos pratos seguintes é uma festa de rios, florestas, fazendas e mares:
·    Sushi prensado de filhote grelhado ao molho tare com jambu
·    Usuzukuri (carpaccio) de robalo com chicória e pimenta amazônica
·    Salmão marinado em molho de shoyu, sake, pimenta amazônica, e farinha de castanha-do-pará.
·    Peixe em crosta de aviú e flor de sal
·    Pancetta com molho de missô, chilly e castanha
·    Magret de canard com bardana, palmito fresco, cogumelo, gobo, nabo, alho poró.
·    Outono doce nipo-amazônico
Esta semana o Remanso do Bosque orientalizou-se, de festival em festival, mostrando pelas ruas de Belém a vanguarda da cozinha japonesa no mundo. Tudo começou na terça-feira (26/06) com um menu degustação elaborado pelo chef Sérgio Tsutsui, do Hakata, harmonizado com saquê pelo sommelier de saquê Alexandre Tatsuya, do Adega do Sake/SP.
Olha um pouco do que eles aprontaram na terça, tudo harmonizadíssimo... (as fotos são do Twitter do Thiago Castanho)

Sashimi de vieira com wakame, missô e castanha.

Chwanmushi de tucupi, cogumelo, jambu e aviú.

Tartare de manga, sorbet de matcha, gelatina de sake, yokã.



Escrito por Fernando Jares às 15h26
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COMUNICAÇÃO, ESPORTES, VIDA...

HOJE É TEMPO DE LEMBRAR

Vencendo uma olímpica gestação de mais de dez anos, vem hoje à luz, ou melhor, aos olhos dos leitores, o livro que conta a história/as histórias de Abilio Couceiro sobre publicidade, jornalismo, esporte (com foco mais que especial sobre o Paysandu), rádio, televisão – tudo paraense. É uma visão privilegiada de um ativo ator, crítico e espectador de bem mais de 50 anos da história da sociedade paraense, da vida pelas ruas de Belém. Em “Tempo de lembrar” Abilio conta, pelos anotados e escritos do jornalista, memorialista e escritor José Carneiro, tudo desses cenários, e muito mais.
O livro, o Abilio e o Carneiro já andaram diversas vezes cá por estas veredas virtuais. Logo abaixo está “História da vida paraense. Lembranças de Abilio Couceiro” (clique aqui para ler) e de lá tem links para mais dois posts.
Ao longo dos últimos 40, quase 50 anos, convivemos, ele e eu, mais longe ou mais perto, variando conforme as épocas, como confrades, como concorrentes, como parceiros, colegas de empresa e até eu como cliente.
Do meu álbum de retratos & recortes, busquei as fotos abaixo, que acho interessantes. Será que estão no livro?

Nos idos de 1972, há 40 anos!, o jornal O Liberal realizou um jantar em homenagem às agências de publicidade. Abilio Couceiro foi uma das estrelas do encontro: falou em nome das 13 homenageadas, agradecendo a festa – que teve como atração-surpresa a cantora Célia, “sucesso do ‘broadcasting’ nacional, contratada exclusivamente para aquela apresentação”. Aí na foto, publicada na edição de 13/05/1972, fala o Abilio tendo à direita o Pedro Galvão de Lima (naquela altura da Matrix e com barbas escuras...) e à esquerda Romulo Maiorana, o anfitrião, e Antonio Carlos Diniz, da Mendes.

Aqui estão três fotos publicadas assim em sequência na mesma matéria: Romulo falando, provavelmente sobre o Abilio, pois olha a cara de encabulado dele; os dois em um muito alegre abraço, tendo ao fundo o jornalista Linomar Bahia; e por fim o jornalista Newton Miranda, contando sobre a história do jornal – era um mestre na redação. O provável motivo da gargalhada deve ser a lembrança de um almoço acontecido um ou dois anos antes, também oferecido às agências, onde o Abilio também falou agradecendo e traçou um perfil do Romulo Maiorana. Como, curiosamente, naquele encontro anterior só havia homens no local, Abílio não teve dúvida e terminou sua fala dizendo: “O Romulo é fo_a!”. Neste encontro não pode dizer a mesma coisa, pois estavam presentes muitas senhoras e famílias, das equipes de O Liberal e da Rádio Liberal e das agências.

Esta outra foto é de 1975 e registra um jantar da ADVB, a Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil – Seção do Pará, realizado no muito típico restaurante “Regatão” (tinha a forma de um barco regatão de madeira, decoração conforme e cardápio regional, onde o “Pirarucu ao Ver-o-Peso” era uma iguaria única!) que ficava na Senador Lemos. O jantar teve a presença de presidentes das diversas ADVBs do país. Aqui na ponta está o Abilio, com seu cigarro (na época o fumar era inteiramente liberado! Liberdade que fingia compensar outras que nos faltavam...), ouve alguma história que eu estava contando...



Escrito por Fernando Jares às 15h39
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QUINTA É TEMPO DE LEMBRAR!

HISTÓRIA DA VIDA PARAENSE NAS
LEMBRANÇAS DE ABILIO COUCEIRO.

Vai ser agora, na quinta-feira, 28, o lançamento do mais-que-aguardado livro com a trajetória pessoal e profissional de Abilio Couceiro, pesquisada, organizada e escrita pelo jornalista, sociólogo e escritor memorialista José Carneiro.  Pelo que conheço da história do Abilio, pelo que conheço do modo de escrever do Zé Carneiro, aguardam o leitor centenas de páginas de puro prazer de leitura neste “Tempo de lembrar”. E um documentário fotográfico a encher os olhos (quem sabe, até de lágrimas de felicidade...).
Já contei alguma coisa desse livro em dois posts anteriores: “Uma época que não dá pra esquecer” (clique aqui para ler) e “Lembranças de Abilio Couceiro tecidas em palavras!” (para ler, clique aqui).
Somente a história de escrever o livro já dá ao Carneiro material para outro livro... “O Abilio, na sua humildade. concordou em me conceder as entrevistas. Mas demoramos muito a chegar ao consenso sobre o livro. Eu insistia em que ele era um ícone, ele resistia, por não se achar com tamanha importância”, disse-me ele. Sobre o material iconográfico: “A seleção das fotos foi outro "drama", aliás, um drama legal. A cada dia ou semana ele desencavava novas fotos raras, para o meu deleite. Eu insistindo na publicação desta ou daquela, ele não vendo tanta importância. Até que, no final, acho que a coisa saiu boa. Tive muita participação na escolha, graças a ele.
O prefácio é de Oswaldo Mendes, que com Abilio forma a dupla que implantou pelas ruas de Belém as modernas agências de publicidade, como empresas, com estruturas profissionais, conforme o modelo já adotado por grandes agências paulistas. “Quando o Abilio concordou em que as entrevistas poderiam virar livro, ele logo escolheu o prefaciador: Oswaldo Mendes. Veja só, escolha pessoal dele, que me encarregou de fazer o convite. O Oswaldo, sempre elegante, aceitou na hora” , disse-me o José Carneiro.
O livro tem também depoimentos de muitos que conviveram esses tempos históricos/heroicos da comunicação paraense. Volta Carneiro: “Entrevistei o Joaquim Antunes, o José Severo, o Ivo Amaral, o Armando Pinho, o Lutfala Bitar, o Jaime Bastos e tantos outros. O Lutfala contou que derrotou o Abilio na seleção para a Rádio Marajoara e não seguiu na emissora. Pouco depois viu o colega e amigo nos microfones e sua longa trajetória de sucesso.
Agora um amuse bouche, como dizem os chefs franceses, um aperitivo... para aumentar a expectativa. Um teaser, como diriam os publicitários. Uma chamada, para os jornalistas. Aliás, uma não, duas: a Primeira Orelha e algumas das ilustrações do livro, de primeira para você!
PRIMEIRA ORELHA
Este livro, já se vê, não é uma biografia e muito menos, uma autobiografia. É um relato memorialístico, com a finalidade precípua de enriquecer a história paraense em muitos aspectos. O livro percorre um extenso caminho vivido pelo personagem principal, Abílio Diogo Couceiro, nas diferentes atividades a que se dedicou, como por exemplo o pioneirismo no setor publicitário, a experiência no jornalismo, com destaque para rádio e televisão e sua vivência no esporte, sobretudo na marcante época como diretor de futebol do Paysandu Sport Clube. Este memorial cobre, portanto, quase meio século de dedicação a atividades com larga repercussão na sociedade, por onde Abílio Couceiro transitou, sem se fazer de rogado e sem se omitir em nenhum assunto onde fosse solicitado.
Os leitores vão conhecer a inquietude de um homem que tinha a única preocupação de fazer bem feito tudo o que precisava ser feito, e ai surge a fundação da Mercúrio Publicidade, uma das mais criativas agencias de propaganda do Pará, que sobrexistiu por mais de quarenta anos no mercado. Conhecerão também o desportista dedicado a um clube e também ao esporte em geral, fazendo a história e a glória de seu clube do coração. Visualizarão, em palavras e em fotos, a ação do repórter, sempre pronto para descobrir e publicar a noticia, se possível em primeira mão. E verão como a rádio e a televisão, ainda incipientes, produziram um profissional eclético, capaz de reportagens memoráveis e de criação e apresentação de programas de retumbantes sucessos. Ao final da leitura, o leitor terá tido contato com um painel da vida paraense, a partir da década de 1950. Tudo extraído da memória de Abílio Diogo Couceiro.
  
AS FOTOS:

Abilio com o goleiro campeão mundial Carlos Castilho, quando contratado pelo Paysandu.



No cenário do programa “Qual é o assunto”, com Roberto Jares Martins, na TV Marajoara, Canal 2.


Com os jornalistas Romulo Maiorana, Linomar Bahia e Guaracy de Brito.

A gloriosa carteira do sócio Grande Benemérito do Paysandu, título 001, Abilio Couceiro.
Imagina, a matrícula do meu título de sócio, sem benemerências, é 825, de 11/01/1964...



Escrito por Fernando Jares às 19h07
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PROFESSOR ROBERTO SANTOS

UM ESTUDIOSO E PENSADOR DO PARÁ

Em pouco mais de duas semanas o Pará perde dois de seus mais brilhantes intérpretes, no melhor sentido de sociedade e economia, dois de seus mais importantes pensadores. Primeiro o prof. Armando Mendes (assunto em posts imediatamente anteriores), ainda em plena capacidade produtiva e agora, na madrugada de hoje, 24, o prof. Roberto Santos. Dois nomes que nos orgulham ser filhos do Pará, “colosso tão belo e tão forte”!
Advogado, Roberto Santos completaria 80 anos em dezembro, de vida e valiosa produção pelas ruas de Belém. Estudou e produziu muito sobre as relações do trabalho na Amazônia e foi um grande professor na Universidade Federal do Pará (UFPA) e na Escola Superior de Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Era desembargador aposentado do TRT/8ª Região e dele disse hoje o Ministro Rider Nogueira de Brito, aposentado TST: “Um dos protagonistas da fase mais proeminente do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região. Mais que um jurista, ele foi um cientista, uma figura ímpar que se destacou como um dos mais bem preparados intelectuais paraenses”, conforme o sítio eletrônico do TRT (cujos profissionais abastecedores merecem elogio pois, afinal, em pleno domingo, colocaram imediatamente no ar a notícia. É legal procurar uma informação onde se imagina que ela deveria estar... e lá encontrá-la).
O dr. Roberto Santos foi um dos fundadores do IDESP onde teve atuação expressiva, nos áureos tempos dessa agência de desenvolvimento do Estado. Entre seus livros estão “Problemas do emprego em Belém”, “Desenvolvimento econômico de Belém: avaliação do crescimento econômico de Belém no quadro geral de evolução do Estado do Pará”, “Amazônia perante o direito: problemas ambientais e trabalhistas” e “História econômica da Amazônia (1800/1920)”, este com forte enfoque no ciclo da borracha.
Empresta o seu nome ao Prêmio Estadual de Monografia Professor Roberto Santos, realizado pelo Idesp, que teve sua pela primeira edição no ano passado.
Além de tudo isso, pai do fotógrafo Paulo Santos, que volta e meia anda por estas linhas virtuais, parceiro de excelentes trabalhos e de muitos papos bons.
Minha relação pessoal com o prof. Roberto Santos não foi muito grande, mas teve um momento de grande importância sobre meus conhecimentos e minha consciência amazônica. É que ele e os professores Orlando Sampaio Silva e Amilcar Tupiassu organizaram e ministraram, nos idos de 1967, o curso de extensão universitária “Introdução Ao Estudo Sociológico e Econômico do Para”, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade Federal do Pará. Era meu primeiro ano na faculdade (Direito) e, como calouro metido, meti-me a fazer o curso. Na turma só tinha cobra e esta minhoca que escreve estas linhas. Começou com 80 alunos e não sei com quantos terminou, lembro que teve um bom número de desistências. Foram aprovados apenas 16! A coisa era difícil, exigia muito estudo. Ouvi, e aprendi, um monte de coisas novas, alguns conceitos me são úteis até hoje. Eles eram muito bons! Consegui concluir e ser aprovado, com uma nota baixiiiinha, mas... um 4,8 que me deixou imensamente feliz, disso lembro-me bem. Festejei como uma grande vitória! O primeiro lugar foi para o Heraldo Maués, que havia sido meu professor de História do Brasil no cursinho Rui Barbosa. Imagine que ele tirou 9,1! Por essas e outras, é meu guru até hoje, nessa área. Entre os que fizeram o curso estavam Roberto Cortez, Edna Castro, José Carlos Castro, Walcyr Monteiro, José Ubiratan Rosário, Isidoro Alves.
Abaixo, um recorte de O Liberal de 24 de janeiro de 1968, já com o resultado final do curso.



Escrito por Fernando Jares às 22h59
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REMANSO NIPÔNICO (2)

QUE TAL CONHECER A COZINHA NIPO-PARAENSE?


A cultura gastronômica japonesa, no que há de mais moderno, vai estar em ação esta semana na cozinha, nas panelas e nas mesas do restaurante Remanso do Bosque. Estará em cena, de 26 a 30 uma temporada dedicada à colônia japonesa do Pará. Chefs consagrados, como Shin Koike, do restaurante Aizomê/SP, Sérgio Tsutsui, do Hakata, aqui de Belém, e o sommelier de saquê Alexandre Tatsuya, do Adega do Sake/SP, juntam-se aos chefs residentes do restaurante, Thiago e Felipe Castanho para produzir novidades dentro cozinha japonesa. Já escrevi sobre isso e para ler “Remanso Nipônico – Japão como atração gastronômica” clique aqui.
Na terça-feira, dia 26/06, tem menu degustação elaborado pelos chefs Sérgio Tsutsui, Thiago e Felipe Castanho, harmonizado com saquê por Alexandre Tatsuya. Veja aqui o cardápio, onde despontam ingredientes da cozinha regional, fazendo a já chamada cozinha nipo-paraense:
- Sashimi de vieira com wakame, gergelim, yuzu. Harmonizado com Sake Takashimizu Kasen Honjouzou
- Niguiris: Mapará com teriyaki de cumaru; ova de quiabo; salmão. Harmonizado com Sake Takashimizu Kasen Honjouzou
- Chwanmushi de tucupi, cogumelo, jambu e aviú. Harmonizado com Sake Haktsuru Josen Honjouzou
- Filhote curado no missô com molho de missô e castanha. Harmonizado com Sake Haktsuru Josen Honjouzou
- Cupim glaceado com teriyaki de açaí. Harmonizado com  Sake Hakushika Tokubetsu Junnai Goki
- Tartare de manga, sorbet de chá verde, anko, gelatina de sake, arroz selvagem caramelizado

Na sexta-feira (29/06) é dia de aula-gourmet com o chef Shin Koike, do restaurante Aizomê apresentando a Nova Cozinha Japonesa. Pedida recomendada aos chefs de restaurantes japoneses pelas ruas de Belém, pela alta qualificação do palestrante, como aos amantes e apreciadores desse ramo da gastronomia.
E no sábado (30/06) Shin Koike vai para a cozinha colocar na prática a sua tão badalada especialidade, unindo preceitos clássicos aos da mais renovada e criativa gastronomia nipônica, ao lado dos jovens paraenses Thiago e Felipe Castanho.
Para começar a criar o clima, vamos com este Chirashi, do restaurante Hakata, que captei do Twitter do Thiago Castanho.



Escrito por Fernando Jares às 21h14
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O PARAENSE INSISTENCIALISTA

DA INVENÇÃO DA AMAZÔNIA A SEU MODO DE (O)USAR

Um grande número de paraenses pensantes esteve hoje na Missa de 7º dia de falecimento do professor Armando Mendes, um pensador da Amazônia. Foi bonito e ele merece isso. E até muito mais, porque faltaram muitos, principalmente os que precisam pensar melhor esta região e este Estado.
Bonita, também, a lembrança distribuída pela família que, para mim, ganhou logo status de inesquecível: um marcador de livros com a identificação do homenageado e um trecho do livro “A Invenção da Amazônia” – um clássico de 1974, do qual tenho a primeira edição, sempre à vista na minha estante.
E muito bonito, também, aliás, bonito e oportuníssimo, o artigo de seu filho, Daniel Mendes, lido ao final da celebração, por Oswaldo Mendes Filho, sobrinho do dr. Armando e que reproduzo a seguir:
ARMANDO MENDES, O INSISTENCIALISTA
Quero falar de alguém que ousou pensar. Não viveu de modismos, não transformou o pensamento em slogans, não buscou o consenso apaziguador ou o reconhecimento efémero.
Quando ninguém falava em Amazônia, ele insistia que era preciso reinventá-la.
Quando ninguém falava em desenvolvimento sustentável, ele dizia que a Amazônia não é o almoxarifado do Planeta, mas que precisava promover física, mental, cultural, moral e espiritualmente aqueles que lá viviam.
Ele denunciou que a preservação da região exige um projeto amazônico, e que tal projeto não nos será dado de graça pela boa consciência planetária.
Ele apontou que a Amazônia não pode ser vista como são vistos os índios, como tutelados, incapazes. Para ele tal projeto só pode existir se for forjado a partir das entranhas da própria Amazônia, das legítimas aspirações dos 25 milhões de amazônidas que lá vivem.
Ele dizia, com graça mas sem brincadeira, que a Amazônia, aquela já degradada, era a Geni, do Chico Buarque, apedrejada pela ira mundial. E que a Amazônia preservada era a Amélia, de Ataulfo, que trabalha com fome para servir seu dono.
Para ele a Amazônia não pode ser mera extensão, mas intenção nacional e a sua preservação e valorização não são facultativas, mas dever impositivo do país.
O grande repto, nas suas palavras, era enfrentar o desafio de manter a Amazônia de pé, sua natura e sua cultura, todavia atuantes, não expectantes.
Mas ele não ficou só no pensar: colocou a mão na massa e criou o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, um farol da inteligência amazônida que ilumina até hoje o pensamento sobre a região. E formulou para a Unesco um estudo sobre o potencial de cooperação no meio universitário regional, que inspirou a criação da UNAMAZ, rede universitária amazônica.
Foi um precursor da Pan-amazônia, o sonho de unir todos os países amazônicos em torno do imperativo do bioma e não das fronteiras políticas.
Ele se dizia um insistencialista. Sabia que não viveria para ver suas ideias serem assumidas como um projeto de Nação. Por isso mesmo não parou de pregar.
Aos 88 anos, debilitado, ainda encontrava forças para pregar sua palavra aos mais jovens.
Gostava de citar o padre Vieira, que dizia: "dificultosa empresa, mas importantíssima. Quando os remédios não têm bastante eficácia para curar a enfermidade, é necessário curar os remédios".
Foi o que se propôs. Curar os remédios que estão descurando a Amazônia. Sua obra persiste, insistencialista...
Daniel Mendes

Foi também lido o artigo “Armando Dias Mendes: A despedida de um mestre” de Eduardo José Monteiro da Costa, que você pode conhecer no sítio eletrônico do Conselho Federal de Economia, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 22h59
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REMANSO NIPÔNICO

JAPÃO COMO ATRAÇÃO GASTRONÔMICA

Minha péssima coordenação motora faz com que nunca tenha conseguido manejar adequadamente aqueles pauzinhos para comer comida japonesa, os hashis. Utilizei todos os artifícios, da liga super enroladinha aos anéis de tampa de lata de refrigerante (os da Coca-Cola eram os melhores!) até o dia em que uma alma benfazeja inventou uns clipes de plástico que são uma maravilha. É verdade que essa relativa deficiência nunca me intimidou a ponto de afastar-me das iguarias nipônicas. Acho que minhas primeiras incursões formais foram pelo restaurante “Miako”, na Arcipreste Manoel Teodoro. Antes, conhecera um restaurante de japoneses, na Cidade Velha, na verdade tipo uma pensão onde ficavam os que vinham de Tomé Açu para algum compromisso pelas ruas de Belém. Estudante do Carmo, tinha muitos colegas dessa cidade.
O tempo passou e com ele chapas diversas, steak houses, sushis, sashimis, califórnias, hots, muitos restaurantes ditos especializados... e chegamos a alta gastronomia japonesa!

Para fazer alta gastronomia japonesa basta se ater à técnica e respeitar princípios básicos. No mais, é usar a criatividade e o bom senso. Ao comensal, cabe abrir o canal da percepção para uma cozinha de delicadas nuances, tempero inesquecível e sabedoria milenar.

Quem o disse tem autoridade: é o chef Shin Koike, do respeitado “Aizomê”, de São Paulo, à revista Prazeres da Mesa. Ele participa do programa Visita Gourmet deste mês (dia 30/06) no restaurante “Remanso do Bosque”, que é anunciada lá em cima, na linguagem apropriada...
Em seu restaurante “Aizomê” o chef Shin Koike oferece o melhor da nova cozinha japonesa, com uma instigante, criativa e personalíssima releitura da culinária tradicional. Nesta Visita Gourmet ele integrará sua requintada técnica e seus ingredientes às fórmulas e produtos amazônicos.
O Remanso do Bosque promove, na próxima semana, uma programação voltada à melhor cozinha japonesa moderna, na linha dos mais destacados restaurantes especializados em São Paulo e Tóquio.
Veja o roteiro:
26/06 -Menu degustação elaborado pelo chef Sérgio Tsutsui, do Hakata/PA harmonizado com saquê pelo sommelier Alexandre Tatsuya, do Adega do Sake/SP.
29/06 – “A Nova Cozinha Japonesa”, aula-gourmet com o chef Shin Koike, do restaurante Aizomê/SP.
30/06 – Visita Gourmet com o chef Shin Koike, do restaurante Aizomê/SP cozinhando a seis mãos com os chefs residentes Thiago e Felipe Castanho.




Escrito por Fernando Jares às 15h17
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ARMANDO MENDES

“NADA HÁ DE MELHOR PARA O HOMEM DO QUE
ALEGRAR-SE COM O FRUTO DE SEUS TRABALHOS”

O mais importante economista do Pará não era economista por formação acadêmica, mas foi doutor Honoris Causa pela UFPA e Unama; dominando a linguagem complexa da economia, das antigas fórmulas de desenvolvimento às mais modernas técnicas de crescimento sustentável, era capaz de escrever com leveza e atração quase mágica, textos do coração, como em “Cidade Transitiva”.
Armando Mendes, que deu ao mundo lições de Amazônia, morre em plena Rio+20.” Foi assim, via Twitter do jornalista Palmério Dória, que eu soube, na manhã de ontem, domingo, do falecimento do dr. Armando. Dois dias ando meio desligado, como diriam Os Mutantes, e já a vida me prega esse susto. Sem muito traquejo com essas coisas e escreveres da economia, muitas vezes na vida vali-me de seus escritos e pensamento para entender lições da Amazônia, e chegar até onde precisava. Admiro-o de muitos anos, desde a juventude, antes mesmo de ter tido a oportunidade de trabalhar/aprender com seu irmão Oswaldo Mendes.
Intelectual de primeira linha, como eu imagino os melhores intelectuais, capaz e sempre motivado a dividir seu conhecimento. Aparência de carrancudo, com a cara séria que Deus lhe deu, uma simpatia quando com ele se falava.
Não vou ficar aqui escrevendo, escrevendo e escrevendo sobre Armando Mendes, um daqueles sujeitos que nos enche de orgulho de sermos paraenses. Foi-se derrepentinho, como certos pássaros que vemos nas copas das árvores: levantam voo e nunca mais os vemos. Mas fica a lembrança do canto ou da beleza da plumagem. Como Armando Mendes, que nos deixa a lembrança de um conhecimento afiado, atualizado, a serviço de sua gente. Nós.
Palmério foi conciso na definição. Como o foi o professor João Tertuliano Lins, da Faculdade de Economia da UFPA, amigo e aluno de Armando Mendes: “perdi um grande mestre e um segundo pai. Sua contribuição para a Amazônia e para a Universidade é imensa e sua perda é irreparável. Ficam na lembrança seu constante bom humor, disposição e cultura invejáveis.” (leia mais, no Portal da UFPA, clicando aqui).
Distante muitos quilômetros de minha toca de guardados, busco a abertura do “Cidade Transitiva”, que à época do lançamento dei ao meu genro e cá está muito bem conservado. Nela Armando Mendes usou, como uma das epígrafes, dois versículos do capítulo 3 do Eclesiastes:
Há um tempo para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu.” (vers. 1) e “Tempo de atirar pedras, e tempo de recolher pedras; tempo de abraçar e tempo de se separar.” (vers. 5).
Permito-me o direito de invadir a criação do mestre e acrescentar o versículo 2: “tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado” para dizer que ele cumpriu os tempos sagrados de nascer e morrer e de plantar, só que deixou para os seus contemporâneos e para as gerações seguintes o tempo de arrancar e se beneficiar com o muito que por ele foi plantado.
E o autor sagrado conclui o capítulo 3 no versículo 22: “Verifiquei que nada há de melhor para o homem do que alegrar-se com o fruto de seus trabalhos. Esta é a parte que lhe toca.
Obrigado, dr. Armando, pela parte que nos deixou! Sua obra é inigualável. Sua carreira um modelo. Para conhecer mais sobre este grande paraense, leia seu valioso currículo, clicando aqui.

No último dia 6/6 Armando Mendes andou pelas ruas de Belém e proferiu a conferência magna na abertura do VI Encontro de Entidades de Economistas da Região Norte (ENAM), intitulada “1912 – 2012 Cem Anos da Crise da Borracha na Amazônia: Do Retrospecto ao Prospecto”. Na foto acima ele está com dirigentes de entidades de economia da região. (fonte: blog “Economia, Política e Religião”).



Escrito por Fernando Jares às 16h55
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RIO BOM DE MESA

PARÁ CONVIDADO ESTE ANO,
SERÁ HOMENAGEADO EM 2013


A cozinha paraense tem presença no 9º Festival Gastronômico Rio Bom de Mesa, de 26 de junho a 1º de julho, em 17 restaurantes do Rio, divididos em três circuitos, cobrindo sete cidades. O evento tem o selo da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança.
Pernambuco é o homenageado neste ano, e todos os cardápios – assinados por chefs pernambucanos e convidados de outros pontos do Brasil – fazem referência à cozinha desse Estado.
Há alguns anos o Pará é convidado e a chef Daniela Martins, do “Lá em Casa”, mais uma vez representa o Estado no festival.
Mas a novidade maior é para o ano que vem: em 2013 o Pará será o homenageado, com chefs locais levando suas criações aos cariocas.
Neste ano Daniela (veja o perfil dela, clicando aqui) vai comandar a cozinha do “Bartrô Bistrô”, em Rio das Ostras – ano passado ela esteve no “Banana da Terra”, em Paraty. Seu cardápio inspera-se em elementos tradicionais pernambucanos com a participação de ingredientes e técnicas de cozinha do Pará: Entrada - Escondidinho de camarão com jambu; Prato Principal - Filhote com baião de dois (com feijão manteiguinha de Santarém) e pirão e castanha-do-pará; Sobremesa - Bolo de Rolo de Cupuaçu com sorvete de creme e calda de chocolate, retrabalhando um doce pernambucano dos mais tradicionais.
Os restaurantes participantes, conforme os circuitos e datas: “Centro”, de 26 a 29 de junho, inclui Esch Café, Giuseppe, La Sagrada Família, Margutta Cittá, O Navegador e Rancho Inn. O circuito “Zona Sul”, de 28 a 30 de junho, terá participação da Casa da Suíça, Complexo Vitória, Esch Café Leblon, Sawasdee Leblon e Sushi Leblon. O circuito “Estado”, que será de 29 de junho a 1 de julho, inclui restaurantes de outras cidades além do Rio: Alvorada, de Petrópolis, Banana da Terra, de Paraty, Bartrô Bistrô, do Rio das Ostras, Da Carmine, de Niterói, Jardim Secreto, de Penedo, e Parador Valencia, de Petrópolis.
Olha a relação dos chefs convidados: Adriana Didier / Beijupirá, PE; André Saburó / Quina do Futuro, PE; Anibal Fernandes / Chiwake, PE; Cesar Santos / Oficina do Sabor, PE; Claudemir Barros / Wiella Bistrô, PE; Cleber Vital / Sushi by Cleber, RS; Daniela Martins / La em Casa, PA; Duca Lapenda / Pomodoro Café, PE; Felipe Barreto / Munganga Bistro, PE; Jeff Colas / Maison do Bonfim, PE; Joca Pontes / Ponte Nova, PE; Jonatas Moreira / Akuaba, AL; Laura Bonaiutti / Laura e Francesco, SP; Masayoshi Matsumoto / Sushi Yoshi, PE; Tereza Paim / Terreiro Bahia, BA; Zé Maria / Restaurante Zé Maria, PE.



Escrito por Fernando Jares às 15h39
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PARA LEMBRAR COM ABÍLIO COUCEIRO

“UMA ÉPOCA QUE NÃO DÁ PRA ESQUECER”


Mais do que memórias sobre uma época que não dá pra esquecer, são memórias enriquecidas por uma pessoa inesquecível.”
Gostei desta frase que abre o pequeno e muito forte texto do convite para o lançamento do livro do publicitário, jornalista e radialista Abílio Couceiro. Quem teve a oportunidade de conviver profissional ou particularmente com ele, na época em que estava na ativa, sabe exatamente o que eu quero dizer quando digo que gostei da frase. O Abílio é um cara amigo, um profissional competente, um chefe amigo, um fornecedor criterioso, um alvi-azul convicto.
É um livro do autor José Carneiro assim como também é um livro de Abílio Couceiro, mas é, principalmente, um livro de todo paraense.”
O jornalista, sociólogo e memorialista José Carneiro conversou muitas centenas de horas, em centenas de dias, em uma tarefa de mais de dez anos, para construir um “Tempo de Lembrar” na medida da realidade, com uma visão mais-que-valiosa da propaganda e da comunicação em geral pelas ruas de Belém ao longo de décadas. Este livro já foi apresentado nestas linhas virtuais: para ler “Lembranças de Abílio Couceiro tecidas em palavras”, clique aqui.
Não é uma biografia, apesar de ser vida. Não é um livro de história, apesar de retratar um período. É um livro de encanto, de lembrança, de nostalgia.”
Trata-se de um registro absolutamente necessário à história da propaganda/comunicação paraense, embora o autor se preocupe em dizer que não é um livro com os rigores da ciência da história. É o depoimento de um ativo ator nesse criativo e movimentado setor da cultura paraoara. É uma contribuição ao trabalho que os historiadores um dia farão nesse campo.
É um livro de instante. Instante que dura a vida inteira.”
Esse instante inicial, start-up aguardado há muitos anos pelos amigos/admiradores de Abílio Couceiro, acontece agora no dia 28 de junho, às 18h30, na Federação das Indústrias (FIEPA). O lançamento tem apoio da própria FIEPA, da Associação Brasileira das Agências de Propaganda (ABAP), capítulo do Pará; e do Sindicato das Agências de Propaganda do Pará (SINAPRO). O convite está lá em cima. Você está convidado. Veja a capa do livro:



Escrito por Fernando Jares às 15h37
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MELHORES DA GASTRONOMIA NACIONAL

CONEXÃO PARÁ

Embora o Pará tenha emplacado dois finalistas, por indicação de um júri de especialistas, no prêmio “Prazeres da Mesa 2012”, os votos pela internet não foram suficientes para levar Thiago Castanho (Remanso do Peixe) ao título de “Chef do Ano” e o novo “Remanso do Bosque” ao pódio do ambicionado “Restaurante do Ano”. Eram 73 finalistas (veja a lista aqui) disputando as 15 categorias na votação popular, onde a participação dos internautas paulistas falou mais alto... Considerando que a indicação dos finalistas é feita por especialistas, tal seleção já é uma valiosa e difícil premiação.
Uma curiosidade: entre os chamados Grandes Prêmios, seis tem ligação com a região, pois já estiveram aqui pelas ruas de Belém conhecendo as preciosidades de nossa cozinha. Aproveite e conheça os vencedores desse importante prêmio nacional:
- Personalidade da Gastronomia: Alex Atala, do D.O.M. e Dalva e Dito, de SP. Há mais de um decênio vem regularmente a Belém e é um dos veteranos do Ver-O-Peso da Cozinha Paraense.
- Chef do Ano: Rodrigo Oliveira, do Mocotó, de SP. Esteve este ano em Belém, participando do programa “Visita Gourmet”, do restaurante “Remanso do Bosque”.
- Restaurante do Ano: Maní, de SP. Tem como titular a chef a Helena Rizzo, que participou do Ver-O-Peso da Cozinha Paraense deste ano.
- Chef Revelação: Wanderson Medeiros, do Picuí, de Maceió, AL. É outro chef que veio este ano para o VOPCzPA
- Melhor Restaurante de Culinária Brasileira: Mocotó, de SP. Comandado por Rodrigo Oliveira que, quando esteve em Belém fez a apresentação de algumas das melhores cachaças do Brasil.
- Melhor Chef Pâtissier: Arnor Porto, do Emiliano, de SP. Deste restaurante, um dos mais badalados de São Paulo, esteve no VOPCzPA o chef José Barattino.
- Melhor Bar: Bar da Dona Onça, de SP.
- Melhor Pizzaria: Braz, de SP.
- Melhor Hambúrguer: The Fifties, de SP.
- Brigada de Ouro: D.O.M., de SP. É o restaurante do premiadíssimo Alex Atala, o quarto melhor do mundo.
- Banqueteiro do Ano: Buffet Fasano, de SP.
- Artesão da Gastronomia: Zé Mário, com Queijo da Canastra, de São Roque de Minas, MG.
- Melhor Doce: Mil folhas da Douce France, de SP.
- Barista: Cecilia Sanada, do Octávio Café, de SP.
- Melhor Serviço de Cerveja: Frangó, de SP.
- Barman: Souza, do bar Veloso, de Sao Paulo.
- Responsabilidade Social na Gastronomia, Márcio e Simone Berti, do Chefs Especiais.



Escrito por Fernando Jares às 09h53
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JORGINHO AGE

CABELUDOS EM UMA VERSÃO PARAENSE


Até o início dos anos 60 do século passado os homens tinham os cabelos cortados bem baixinhos. Apenas os muito revolucionários os deixavam ultrapassar esses limites, de Jesus Cristo a Marx, de Einstein a Guevara. Mas nos culturalmente conturbados anos 60 as coisas mudaram muito. Inclusive as cabeleiras, no mundo inteiro.
O anúncio fúnebre acima fez-me pensar naqueles tempos. É que, tanto os que convidam para essa Missa de 7º Dia hoje celebrada, como o amigo por quem oferecem o ofício religioso, participaram dessa transformação cultural de muita coisa... inclusive das cabeleiras.
Para relembrar essa história fui buscar a matéria “Cabeludos em uma versão paraense”, publicada na revista Mensagem (dirigida pelos irmãos Alfredo e Altino Pinheiro) de agosto de 1965.
O texto, cujo autor não é identificado*, faz uma longa introdução ao tema da cabeludice, até chegar ao que nos interessa, pelas ruas de Belém. Vamos à fonte, diretamente. Comecemos pela foto que abre a matéria, autor também não é identificado**, como era praxe na época, que aqui vai com sua legenda original:

Uma versão paraense do universal cabeludo dos nossos dias, viceja, em grupo,
em bate-papos, em boites e nas ruas. É o grupo dos “Black-Night”, que vai vivendo
uma vidinha agradável, sem anormalidades e sem consequências,
enquanto as cabeleiras crescem.

Em Belém, como não poderia deixar de ser, também crescem as cabeleiras e, com elas, o número dos cabeludos. Eles passeiam diariamente, enfrentando fulminantes olhares e incompreensões. São, inclusive, a maior constante dos sábados passados na rua João Alfredo, sem carros, de ponta a ponta palmilhada por alguns milhares de pessoas que vão às compras, ou simplesmente ao "footing". Agora, com os exemplos, noticiados, de outras capitais, estão se preparando para sofrer a anunciada repressão da Polícia às suas cabeleiras. E começaram deixando que elas cresçam mais um pouco. O dia do barbeiro, no meio do mês, foi retardado, para que os cabelos cresçam mais...
A cabeleira pode ser uma simples moda — como toda moda vai ter, ou já está tendo, seu esplendor, antes da decadência. Apenas, com tanta reação, foi se transformando numa espécie de identidade. O cabeludo, nesse andar, acabará um símbolo de identificação, tão universal quanto um sinal maçônico. E forma, como que, uma sociedade, muito embora sem propósitos políticos, confessionais ou ideológicos. Uma sociedade para bem viver. Nada mais. Até já se disse que os cabeludos formam na "geração mustafá": bem comportados, namoram, bebem seus drinques, mas dormem cedo...

É mais ou menos assim, um bloco de cabeludos de Belém, que, na convivência diária, acabou por adotar um nome próprio: os "black night". Roupas semelhantes, carros parecidos, boa renda, boa vida e cabeleiras sempre grandes. Eis alguns deles: Luiz Osvaldo Gurjão de Carvalho, que eles chamam de Milico, Sérgio Lemos de Mattos, Paulo Guilherme Dantas Ribeiro, José Alberto Ohana, Gilberto Coutinho Jorge, Armando Carvalho Ferreira, José Abraão Benchimol, Paulo Chaves Fernandes, Antônio Carlos Leal Teixeira, Fernando Pires Franco, Jorge Reynaldo Age, Guilherme Vasconcelos e Carlos Chamié.
Chamados a uma autodefinição, os "black night" aceitam, talvez com um certo prazer, o título de "bon vivant". Mas repelem o de "play boy", irresponsável com o qual não se confundem. Desde o sentido da vida que levam, despreocupadamente, sem ligar para a opinião do próximo, quanto mais para a distante e convencional de certos círculos sempre na crista da catonice de todos os tempos. Até o veículo preferido, o Impala, sempre que possível. Jamais a corriqueira lambretta. Há mais, nenhum deles é um desocupado, parasitariamente vivendo à custa dos papais ou de golpes. A Polícia perde tempo pretendendo processá-los por vadiagem. Os "black night" são todos de ocupação definida: universitários, cursando regularmente as faculdades, jovens comerciantes, outros, e, mesmo, industriais. Nesse particular, o ócio não é um ideal do grupo, nem as cabeleiras querem isso dizer. São, na realidade, legal e praticamente responsáveis, vivendo o presente, sem deixar de pensar no futuro.
A cabeleira é apenas uma moda, como tantas que já houve e contra as quais tanto, também, se reclamou. Quem não se lembra da calça de boca estreitinha, que não passava pelo sapato? O grã-fino tinha de tirar o sapato para vestir a calça, mas por causa dela ninguém foi preso. O cabeludo se define assim. Vive o seu tempo, brinca e se diverte. Como todo o mundo faz ou já fez, tem também a sua impetuosidade. Mas que pouco ou nenhum mal causa a ninguém.
Os "black night" acabaram por se fixar em alguns pontos preferidos, de acordo com o objetivo de cada reunião. Assim, o "Grande Hotel" é o ponto da conversa animada, do bate-papo e do encontro para os programas. "Boite" toda a noite, na "Maloca", embora, nos fins de semana, corram até a da Assembleia. Das piscinas, preferem a do Pará Clube e, em julho e dezembro, as praias de Mosqueiro e Salinas.

A cabeleira não é mais do que uma moda. De tanto falarem dela é que está
se tornando um símbolo de identificação em uma geração meio inquieta
e que nem sabe direito porque os cabelos crescem. (Legenda original)

RETRATOS DA VIDA
Passados quase 50 anos desses dourados tempos, muita gente esqueceu os heróis dessas histórias. Ficaram poucos amigos. O jornalista Ismaelino Pinto, em O Liberal, ontem (10/06) lembrou do Jorginho (que naqueles tempos emprestou-nos, a mim e ao Rosenildo Franco, discos importados valiosos, para o programa “Gente Nova, Nova Gente”, nas manhãs de domingo na Rádio Clube do Pará. Mas isso é outra história). Espia o que escreveu o Ismael:
RETRATOS DA VIDA - Partiu Jorge Age, da turma do Blacknight dos 60’s, que reunia amigos para celebrar a alegria no Jockey Clube do Pará. Em outros tempos a mesa era farta, mas na hora do ultimo adeus ninguém foi pra relembrar, se despedir ou mesmo agradecer. Se isto se chama ingratidão? É, pode ser!
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* Os redatores da Mensagem eram um time de primeiríssima: Edwaldo Martins, Walbert Monteiro, Jeannette Blanche (que vem a ser a jornalista Elanyr Gomes da Silva, que em tempos também assinava Lana), Edyr Proença, João Álvaro, J. Arthur Bogéa, Flaviano Pereira e Joaquim Antunes!  Muitos já vivem na saudade dos que consumíamos seus textos com felicidade.
** Os fotógrafos da revista formavam no primeiro time da reportagem fotográfica em Belém na época, Ayrton Quaresma e Porfírio da Rocha.



Escrito por Fernando Jares às 19h02
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OLYMPIA: LISBOA-BELÉM

CINEMA CENTENÁRIO


Nos livros anteriores sobre o cinema paraense ele assinou apenas Pedro Veriano. Neste, sobre o centenário do cinema Olympia, de Belém, ele assinou o nome completo: Pedro Veriano Direito Álvares. Caprichos de um médico, jornalista, crítico, pesquisador e emérito conhecedor de nosso cinema. Ao seu lado na capa, alguém que está a seu lado desde a juventude do namoro no escurinho dos cinemas, Maria Luzia Miranda Álvares. Aliás, a capa do livro “Cinema Olympia – 100 anos da história social de Belém” é uma gostosura visual, como o primoroso conteúdo organizado pelo casal-cinema paraoara, juntando depoimentos de gente que tem a “arte chamada sétima” (como dizia o sempre lembrado e querido jornalista Edwaldo Martins, também um apaixonado pelo cinema) a circular no sangue. "O médico e o monstro... sagrado do cinema" já foi assunto por estas linhas virtuais, clique aqui.
Além de seus muitos e agradáveis escritos nos jornais pelas ruas de Belém, Veriano já nos mostrou conhecimento muito consistente em livros como “Cinema no tucupi” (Secult, 1999) ou “Fazendo fitas” (UFPA, 2006). Este de agora é mais um passo importante. Só a gráfica ficou a dever no miolo do livro, na reprodução da riquíssima iconografia que complementa os textos.
No lançamento do “Olympia”, diante dessa capacidade de contar tais histórias com vivacidade atraente, com a autoridade de quem sabe, quase testemunha ocular da história, surgiu uma suspeita: Pedro Veriano estaria presente na sessão inaugural do cinema Olympia? Tive o cuidado de ouvi-lo pessoalmente e posso assegurar: isso não é verdade! Aliás, ele garantiu-me: “o primeiro filme mudo que eu vi no Olympia foi ‘O Artista’!” Portanto, uma lenda urbana a menos no mundo...
A ORIGEM DO NOME
Tinha uma curiosidade: de onde veio o nome do cinema Olympia? Seria da mitológica cidade grega? Do “L’Olympia” de Paris? Pois o mestre Vicente Salles esclarece em seu artigo neste livro, “No declínio da ópera chegou o cinema ao Pará” (pág. 52): “O Olympia do Pará, homônimo do primeiro cinematógrafo de Lisboa, 1911, foi inaugurado...” Logo a seguir (pág. 53) confirma: “... na inauguração do dia 24 de abril de 1912, exatamente um ano após a inauguração de seu homônimo de Lisboa”.
De fato, o Olympia de Lisboa, que funcionava até pouco tempo, mas em condições muito precárias, exibindo apenas filmes pornográficos, foi inaugurado em 22 de abril de 1911 (clique aqui). E tenho cá uma curiosidade: na comemoração do seu segundo aniversário os brasileiros foram a atração da festa na, àquela altura, badalada casa lisboeta. Veja a foto e, logo abaixo, a transcrição da legenda.

Festa do segundo aniversário do Cinema “Olympia”
NO CINEMA “OLYMPIA” – A ASSISTENCIA A “MATINÉE DE GALA” DO DIA 22, DEDICADA À COLONIA BRASILEIRA
O Cinema “Olympia”, um dos mais elegantes de Lisboa, esteve em festa no dia 22 deste mez, celebrando o segundo aniversário da sua fundação. A Empresa, superiormente dirijida, com muito gosto e arte, pelo sr. Leopoldo O’Dounell, organizou uma esplendida “matinée” dedicada à colonia brasileira, para que convidou o sr. Ministro do Brasil, dr. Eduardo Lisboa, secretários da Legação, srs. Drs. Veloso Rebelo e Belfort Ramos, cônsul sr. Macedo e pessoal do consulado.
Foi uma “matinée” das mais elegantes que ali se tem realizado, não só pela seleta assistencia, mas tambem pela apresentação de surprhendentes fitas que se estreiaram e excelente concerto pelo sexteto, um dos melhores destes salões de espetaculos.
Vale também reproduzir uma observação a seguir ao texto, em corpo bem mais reduzido, que dizia: “A fotografia que reproduzimos, tirada pelo nosso colaborador artístico sr. Alberto Lima, é de um dos lados da sala. O cliché que se tirou do outro lado carece de retoques que não sendo possível fazerem-se a tempo, fica para se reproduzir em o número seguinte.”
Para ver a foto em tamanho maior, clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 22h42
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MELHORES RESTAURANTES, BARES E COMIDINHAS

Com mais de 120 páginas, tiragem de 23 mil exemplares (acima da regular para a região, que é de 17 mil), porém com um pouco menos publicidade do que no ano passado, circula este final de semana a Veja Belém com as indicações dos melhores restaurantes, bares e comidinhas, escolhidos por um júri não especialista, formado por frequentadores desses tipos de estabelecimentos pelas ruas de Belém.
A grande novidade é a não realização da festa de entrega dos certificados da premiação, antes da circulação da revista, como tradicionalmente acontecia, desde a primeira edição. Era, nos últimos anos, a grande festa do mundo gastronômico local. Ao que parece foi uma questão de economia... No passado Belém tinha sua própria escolha dos Melhores, aliás, dos Recomendados pela ADVB, Associações do Dirigentes de Vendas do Brasil – Seção do Pará – leia sobre os 25 anos dessa premiação, clicando aqui.
Vamos a uma prévia com os principais vencedores, embora ainda sem a revista estar circulando.
RESTAURANTES
O resultado repercute o sucesso do jovem chef Thiago Castanho que leva o título pelo segundo ano consecutivo – ele está hoje na Itália participando, como único convidado brasileiro, de um festival gastronômico (leia sobre, clicando aqui). E é uma consagração ao grande Francisco Santos, que comanda com muita competência e dedicação a cozinha do "Remanso do Peixe"", ao lado de sua querida d. Carmem, dupla que criou a casa... e os chefs Thiago e Felipe Castanho. A família levou quatro prêmios, a metade das (discutidas) categorias.
Chef do Ano: Thiago Castanho
Melhor Cozinha Amazônica: Remanso do Peixe
Melhor Receita de Filhote: Remanso do Peixe
Melhor Italiano: Famiglia Sicilia
Melhor Japonês: Midori Sushi
Melhor Pizzaria: Xícara da Silva
Melhor Variado: La Madre
Restaurante Revelação: Remanso do Bosque
COMIDINHAS
A lista reforça clássicos “donos” da posição, como a Portinha, a Abelhuda, Açaí Iaçá, Cairu, Tacacá do Colégio Nazaré. E já premia a nova Tasca Mercado.
Melhor Açaí: Iaçá
Melhor Doceria: Abelhuda
Melhor Salgado: Portinha
Melhor Sorvete: Cairu
Melhor Tapioca: Tapioquinha do Mosqueiro
Melhor Café: Tasca Mercado
Melhor Padaria: Delicidade
Melhor Sanduíche: Circus
Melhor Tacacá: Em frente ao Col. Nazaré
Melhor: Temakeria: Hai!
BARES
Um ano de grandes mudanças na lista. Um dos destaques vai para o Bar Meu Garoto, com sua famosa cachaça de jambu e outras mais. Da lista do ano passado permaneceram apenas a Casa D’Noca e Amazon Beer.
Melhor Boteco: Bar Meu Garoto
Melhor Happy Hour: Amazon Beer
Melhor Para Ir a Dois: Royal
Bar Revelação: Cité
Melhor Cozinha: Rubão
Música Ao Vivo: Casa D’Noca
Melhor Para Paquerar: Palafita



Escrito por Fernando Jares às 18h50
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