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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


FAFÁ DE BELÉM E DE NORONHA

OS MORROS QUE "MUDARAM" DE NOME
E O PEIXE ESCULPIDO


Botei os olhos na foto que hoje ilustra a coluna de Ismaelino Pinto, em O Liberal, e lembrei-me de uma história deliciosa. Literalmente.
A foto está aí em cima, foi feita pelo Kim Figueiredo, que vem a ser irmão de nossa afamada cantora. Conforme a legenda, “Depois da folia, Fafá, a sabiá, foi nadar em Noronha com os golfinhos, como uma sereia.”
Na foto Fafá tem como cenário o famoso morro dos Dois Irmãos, na ilha de Fernando de Noronha. Há toda uma lenda sobre eles: seriam os seios de uma mulher condenada por alguma travessura e transformada em pedra, da qual restaram apenas os dois seios acima da água do mar...
Quando estivemos na ilha, Rita e eu, em 2005, contaram-nos os locais que o acidente geográfico tinha agora um apelido, quase um novo nome: “Fafá de Belém” – isso aconteceu depois de uma estada da queridíssima cantora, naquele tempo do farto frontal... E diziam isso com imensa alegria, gargalhando de felicidade a imitar a homenageada!
Imagino que Fafá não está fotografada nesse cenário por mero acaso...
E tem mais história com os Dois Irmãos. Naquele ano eles inspiravam o Prato da Boa Lembrança do restaurante do Zé Maria, casa local que faz parte dessa confraria gastronômica. É, até em Fernando de Noronha tem restaurante da Boa Lembrança! E muito bom.
“Peitinhos de Peixe Meca à Dois Irmãos” era o nome do prato – não sei se ainda é disponível no cardápio da casa. A foto que fiz naquele dia, está abaixo. São dois belos pedaços do peixão (também conhecido como Espadarte ou peixe Espada) literalmente “esculpidos” em forma dos dois morros, ou dois seios, como queira a imaginação do freguês... Assados no forno, com um bom molho de manteiga, tinham acompanhamento de um arroz com espinafre e mais uns legumes. Nham, nham... uma delícia, saudável, como veem! Agradava ao paladar e à visão, pela ideia criativa da “escultura” culinária.
O Zé Maria que dá nome ao restaurante e à pousada onde este fica, é o dono e chef da casa. Estava na ilha e esteve conosco, ao saber que vivíamos cá pelas ruas de Belém, onde tinha um amigão, o chef Paulo Martins, insistindo para irmos a umas sardinhas que consumia com amigos ao fundo, de frente para o mar, na belíssima vista que se tem da pousada Zé Maria. É figura simpaticíssima e, como não pudemos atender ao convite, pois precisávamos voltar ao navio, mandou-nos à mesa umas das tais sardinhas. Perfeitas. Quando for a Noronha procure ir até lá. Mas, enquanto isso, você pode fazer uma visita virtual, no endereço eletrônico da casa, clicando aqui. O prato dos peitinhos e sua receita você pode conhecer clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 11h45
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JORGE AGE

DOS COUROS DE JACARÉ AOS COUROS DO FUTEBOL

Morei boa parte de minha infância, nos anos 1950, no bairro do Jurunas, ali pra ponta da rua Conceição com a Estrada Nova (traduzindo para os nomes atuais, Fernando Guilhon com Bernardo Sayão). Aquela área de cidade, às margens do rio Guamá, tinha algumas indústrias, como dois curtumes, ao que eu me lembre: o “Gurjão”, que trabalhava com couros de boi e o “Jacaré”, que trabalhava com couros desse réptil – àquela altura perfeitamente liberados para comercialização. Só recentemente é que eu vim a ajustar, naquelas imagens infantis, que o “Jacaré” tinha por nome oficial “Curtume Nacional” – eu só me lembrava do apelido, como era conhecido por todos da vizinhança.
Confesso que quando visitava a minha avó Josefa, que morava pras bandas do bairro do Reduto, tinha certa inveja olfativa. É que os ares do Reduto eram intensamente perfumados pelos odores industriais dos sabonetes, lavandas, etc. das Perfumarias Phebo. Uma maravilha. Pros meus lados os odores eram exatamente o inverso: cheiro apodrecido de gases, ácidos, carnes, etc. Naquela época não havia nem legislação de proteção ambiental nem equipamentos apropriados para isso (imagino eu... ou não haveria interesse por eles...).
O tal Curtume Jacaré (ops, Nacional) era da firma Jorge Age & Cia., famosa na cidade.
A “Memória do Cotidiano” do Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio Pinto, na primeira quinzena de setembro de 2008, registrou a atividade da empresa:
Jacaré
No final de 1959, Jorge Age & Cia., firma proprietária do Curtume Nacional, avisava “aos seus fregueses e demais pessoas interessadas que abriu as compras de couros de jacaré-tinga de 1m50 acima, pagando os melhores preços”. Os interessados podiam se dirigir ao escritório da companhia, na rua 15 de Novembro, ou entrar em contato pelo telefone 1484. Na época, fato rotineiro, normal. Hoje, ecologicamente incorreto.

O proprietário dessa empresa, Jorge Abrão Age, faleceu ontem, aos 94 anos (nasceu em 14/04/1917).
Mas o senhor Jorge Age era muitíssimo mais conhecido pelas ruas de Belém como um histórico e quase lendário torcedor e dirigente do Clube do Remo. Na verdade, foi presidente apenas nos anos 1955 e 1956, mas sua atuação na agremiação é tão presente, que parece ter sido o comandante anos a fio. Até muito recentemente. E, provavelmente, não por coincidência, sempre ligado a grandes acontecimentos do clube, nas épocas passadas de glória azulina.
Por exemplo, Jorge Age comandou a decisão de construir a bela sede da avenida Nazaré, projeto do sempre lembrado e pioneiro da moderna arquitetura paraense, Camilo Porto de Oliveira. Foi Age que contratou alguns dos grandes e históricos internacionais do time, como o arqueiro Veliz ou François. A história de Veliz é muito interessante e você pode ler no Placar Magazine de 04/03/1977, em matéria assinada pelo jornalista Júlio Linch, clicando aqui.
Por sinal em 1955 o clube patrocinou a vinda a Belém do Beogradski, também conhecido como BSK, time de Belgrado, Iugoslávia, imaginem só! (Belgrado é hoje capital da Sérvia, um dos muitos países em que dividiu a Iugoslávia, mas o clube ainda existe, com outro nome, OFK). Os iugoslavos empataram com o Paysandu (3x3), venceram a Tuna (1x0) e empataram com o Remo (2x2).
Ainda em 1955 Age trouxe a Belém o Vasco da Gama, que jogou com Paysandu (1x1) e com o Remo (0x0).
Tudo isso comemorava os 50 anos de fundação do clube.
Nesses dois anos não teve o empreendedor Age a felicidade de ver seu time campeão, embora tenha feito tão grandes realizações que o consagraram. Em 1955 quem “deu no couro” foi a Tuna que vivia tempos de grandes conquistas: ganhou o campeonato, invicta, com 13 vitórias e três empates. Em 1956 o Paysandu levou o título.
Busquei a maioria destas informações no volumoso “História do Clube do Remo” (1970), do grande historiador paraense Ernesto Cruz, remista de “sete costados”, como diria meu avô. Só que ele não registra os insucessos de seu amado clube, de forma que tive de saber quem foi campeão nesses dois anos na “Enciclopédia do Futebol Paraense”, de Ferreira da Costa (2000)...



Escrito por Fernando Jares às 19h14
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REMANSOS EM SUA ÉPOCA

O CHARME QUE SE REVELA NA COZINHA PARAENSE

A transformação de ingredientes tradicionais da cozinha paraense – e até de produtos da floresta antes não utilizados nas panelas – em elementos para pratos sofisticados, usando para isso recursos científicos que formam a requintada gastronomia contemporânea internacional faz a linha de trabalho do jovem chef paraense Thiago Castanho. Com isso ele acaba de conquistar duas páginas na revista semanal Época, como você vê acima. É mais um reconhecimento nacional à sua tão bem sucedida quanto jovem carreira.
A implantação do “Remanso do Bosque” pelo clã familiar que tem Thiago, seu irmão Felipe Castanho e os pais, Carmen e Francisco Santos, demonstram empreendedorismo que reforça o destaque para seu trabalho desbravador. Eles já têm o consagrado “Remanso do Peixe”, dono de alguns dos pratos de peixes mais procurados pelos turistas pelas ruas de Belém, como a famosa “Moqueca de Peixe à Paraense” (sobre ela, leia “Peixe gosta de um Remanso”, clicando aqui).
O texto, assinado pelo jornalista Ismael Machado, está muito bem cuidado e não deixa de registrar a importância do pioneiro de toda esta revolução, o chef Paulo Martins. As fotos, de produção caprichada, são de João Ramid.
Para ler “O charme da cozinha paraense”, diretamente no sítio eletrônico da Época, clique aqui.
Por sinal Thiago Castanho e outro jovem valor da culinária local, a chef Daniela Martins, do restaurante “Lá em Casa”, foram indicados para o Grupo de Estudos da Gastronomia Brasileira, que vai estudar e defender a gastronomia do Brasil junto a órgãos do governo federal (Ministério do Turismo e Embratur). Serão 20 chefs, de todas as regiões do país, em seleção orientada pelo Ministério do Turismo, tendo a primeira reunião de trabalho marcada para março. Para mais detalhes leia "Em defesa da gastronomia brasileira", clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 17h16
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FESTIVAL DA COZINHA PARAENSE

GASTRONOMIA COMO ARTE. MINIMALISTA


Não podia ser melhor, nem devia ser diferente: o coquetel de apresentação do “X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” teve um serviço de cozinha extraordinário. Comme il faut, diria o exigente jornalista Edwaldo Martins, uma legenda eterna no colunismo no Pará. Uma homenagem muito digna ao chef Paulo Martins, criador deste festival e da nova cozinha paraense – que ficaria orgulhoso se lá estivesse, afinal, aquelas pequenas obras de arte tiveram a assinatura de sua filha, Daniela Martins, hoje a chef responsável pelo restaurante “Lá em Casa”, onde se realizou o encontro, na noite da segunda-feira, 13/02.
Foi um festival do melhor da cozinha paraense contemporânea ao estilo de requintada gastronomia minimalista (mas não tão radical como aquelas porções servidas em uma colher...).
Paulo gostava de exercitar estas experiências minimalistas. Lembro-me de um espernegado, de cariru com vinagreira, coberto com um ovo de codorna... estrelado! Por isso eu disse à Daniela, “isto está com a cara do Paulo” e ela respondeu, “foi tudo feito para ele!”. E o fez com competência.
Vamos dar um passeio pelo delicioso cardápio servido pelo “Lá em Casa”. Aí em cima uma “foto aérea” de alguns dos pratinhos servidos. Estas fotos são de divulgação do VOPCP ou captadas da TV Liberal a tv oficial da promoção. Assim quem não esteve lá conhecerá os petiscos e quem esteve, recordará os bons momentos daquele encontro, com a vantagem de ressaborear as guloseimas servidas – no que o blog atende ao solicitado por habituées destas páginas virtuais, que o solicitaram ainda lá no coquetel...
Vamos ao time das entradas:

Tomate com pesto de jambu

Tomatinhos do tipo sweet grape, recheados com um equilibrado molho pesto (que no formato original, italiano, é feito com manjericão) de jambu. O chef Paulo Martins foi quem primeiro utilizou o jambu em novas combinações e não mais como gêmeo siamês do tucupi.

Biscoito de Tapioca com pasta de tamuatá

Esta entrada representa outro rompimento! Confesso que o cascudo tamuatá é, talvez, o único peixe destes rios amazônicos de que eu não gosto. Mas esta pasta ficou uma delícia que poderia ser gritada pelo Michel Teló... Paulo Martins passou tempo trabalhando na busca de uma universalização do sabor do tamuatá – alcançada nesta pasta. E veio servida sobre um biscoito de tapioca, torradinho no ponto de ser mastigado com pleno prazer. Pra quem adooora tapioca, supremo prazer!

Profiteroles de Pirarucu Defumado

A sobremesa mais popular da França saiu-se muito bem virando entrada paraoara. A massa leve dos profiteroles foi atenuante para a agressividade do sabor do pirarucu defumado.

Bolinho de Piracuí


Originário dos melhores bares e botecos do oeste paraense este bolinho de farinha de peixe, principalmente de acari, é poderoso contraponto regional ao importado e acariocado bolinho de bacalhau.

Camarão Rosa com Geleia de Pimenta


Mesmo para quem não gosta de pimentas, esta geleia estava palatável, embora, confesse, dei apenas pequena lambuzada nela com o saboroso e róseo camarão rosa. Conjunto harmonioso a cutucar alegremente as papilas gustativas... deixando saudade.

Pupunha ao roquefort

Este é um clássico da revolucionária cozinha contemporânea paraense, “tramada” pelo chef Paulo Martins, na primitiva cozinha do restaurante “Lá em Casa”, ainda na av. governador José Malcher. Foi um dos primeiros novos pratos criados por Martins. Hoje virou “prato típico paraense”, que um mundo de gente faz.

Tapioquinha com caranguejo


Antes as tapioquinhas eram produto de algumas barracas ou de mesas colocadas em frente a esta ou aquela casa, apenas nas versões molhada (com leite de coco) ou quentinhas com manteiga. De uns tempos multiplicaram-se os recheios, do leite moça ao queijo, pirarucu, em tapiocarias que se espalham pelas ruas de Belém. Nsta versão minimalista cada tapioquinha tem uns 5cm de delícia.
As comidinhas:

Muçuã de Botequim


Esta iguaria, com sabor gêmeo ao da proibida tartaruguinha, foi criada por Paulo Martins nos tempos de “JB-254”, seu restaurante/lanchonete na rua João Balbi 254. A correta manipulação da carne (músculo bovino) e o tempero exato fazem o “milagre” preservacionista, eliminando a necessidade de sacrificar o animalzinho. E esta versão minimalista estava muito, muito boa. Mereceu até elogios do mestre Francisco Santos, o criador do “Remanso do Peixe”, que vem a ser o pai de Thiago e Felipe Castanho, do “Remanso do Bosque” (e do Peixe, também). Sobre o Muçuã de Botequim, leia aqui uma história interessante, que se conclui aqui.

Suflê de aviú com cupuaçu

A combinação do microcamarão aviú com o cupuaçu virou harmonização, capaz de ganhar nota 10 do mais exigente júri, nesta época de julgamentos da harmonia das escolas de samba... Servido quentinho, em pequenas tigelinhas, deixava a mensagem de quero-mais.

Sopa de feijão-de-santarém


Servidas em combuquinhas tipo copinho japonês, fizeram circular outra das paixões culinárias de Paulo Martins, o feijão-manteiguinha-de-santarém. Rende saladas fantásticas, sopinhas como esta e até uma feijoadinha bem comportada.

Haddock Paraense


O que lá foi servido foi exatamente uma versão reduzida, digamos assim, de outra clássica criação de Paulo Martins, que já foi até Prato da Boa Lembrança do restaurante “Lá em Casa” – e cuja história você lê, clicando aqui. Um peixe de sabor forte, que tem contraponto exato nas batatas que o acompanham.

Escondidinho de camarão com jambu


Esta parceria faz o maior sucesso nas mesas de bares e botequins pelas ruas de Belém. Casamento mais-que-perfeito, camarãozinho com jambu fica ali, escondidinho, pronto para satisfazer os mais exigentes gourmets. Como este que a Daniela Martins comandou no lançamento do “X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”.
As sobremesas:

Queijo-do-marajo com calda de cupuaçu

Evolução, digamos assim, da sobremesa “Mundico e Zefinha”, com que Paulo Martins converteu ao mundo marajoara o clássico nacional “Romeu e Julieta”, onde a dupla queijo e goiabada passa a ser formada pelo queijo-do-marajó e doce de cupuaçu. O doce era envolvente calda.

Brigadeiro com castanha

Nesses copinhos que estão na moda para docinhos, o mais popular doce brasileiro, em versão chocolate branco e normal, coberto com pedacinhos de castanha torrada. De arrepiar as papilinhas...

Cocada de Castanha de forno

Em outros tempos, quando a feira dos domingos na praça da República era organizada, havia um grupo que vendia comidinhas regionais, tudo muito bem cuidado e limpo. Havia lá uma senhora que tinha umas cocadas inovadoras pra lá de boas: a minha preferida era de (com) cupuaçu. Esta que Daniela serviu combinava com sabedoria coco e castanha. Nem te falo, mano. De sentir o gosto gostoso até agora!

A jovem chef Daniela Martins mandou bem na cozinha, anfitrionou (com sua irmã Joanna e sua mãe Tânia Martins) com classe, deu entrevistas pra televisão (acima, TV Liberal). Para ler mais sobre o evento, clique aqui (Portal ORM). Para ver mais fotos, clique aqui e aqui.



Escrito por Fernando Jares às 23h19
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VER-O-PESO NO WALL STREET JOURNAL

UM LUGAR A QUE SE DEVE IR NO BRASIL


O Ver-o-Peso, heroico resistente de 300 anos, ganhou um tremendo destaque neste sábado (11/02) no norte-americano The Wall Street Journal. Foi indicado pelo megabadalado chef francês Daniel Boulud como um dos quatro lugares a “que se deve ir” no Brasil!
Daniel Boulud comanda estrelados restaurantes em New York, como o famoso “Daniel”, três estrelas Michelin (pontuação máxima, no mais respeitado guia do mundo) e em Miami, Londres, Pequim e Singapura. Assume que tem paixão por todas as coisas do Brasil, particularmente a comida e a “vibrante” vida noturna.
Na indicação de Boulud aparecem ainda o restaurante de Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro; a rua das Pedras, em Búzios; a boate D-Edge, em São Paulo.
No Ver-o-Peso ele destaca as suas muitas barracas às margens da baía do Guajará, os exóticos peixes da região (e recomenda chegar cedo, para os encontrar bem fresquinhos), as centenas de frutas existentes no mercado, os quiosques de ervas medicinais e os prédios do mercado de ferro, mercado da carne e o Solar da Beira. O prestígio internacional do açaí justifica a informação sobre a existência de uma Feira do Açaí. Leia o que diz Boulud, clicando aqui.
Justo quando em Belém se lança mais uma edição do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” o belíssimo mercado conquista mais um destaque internacional, referendado por gente grande da mídia mundial.



Escrito por Fernando Jares às 19h45
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VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

HOJE É O LANÇAMENTO DA DÉCIMA EDIÇÃO


Maior evento gastronômico regional do Brasil, o “X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” tem lançamento hoje (como você lê no convite acima), abrindo uma programação que vai até abril quando terá fechamento de ouro com um festival que reunirá, pelas ruas de Belém, alguns dos mais estrelados chefs do país e até do exterior: Alex Atala (D.O.M./SP), um convidado dos Estados Unidos, Almir da Fonseca (CIA-Culinary Institute of America/Califórnia), Helena Rizzo (Mani/SP), Mara Salles (Tordesilhas/SP), André Saburó (Quina do Futuro/Recife), Monica Rangel (Gosto com Gosto/Visconde de Mauá, RJ), Carlos Bertolazzi (Zenna Café/SP), Beth Beltrão (Viradas do Largo/Tiradentes, MG) e mais os três chefs do Pará que participam da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança: Daniela Martins (Lá em Casa), Thiago Castanho (Remanso do Peixe) e Fabio Sicilia (Famiglia Sicilia).
O “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” é criação do chef Paulo Martins, prematuramente falecido em 2010, um profissional de altíssimo nível, um homem cativante pelo amor que dedicava àquilo em que acreditava, especialmente no seu extraordinário amor ao Pará, ao ser paraense. “Tenho orgulho de ser paraense”, afirmou na entrevista que está no post imediatamente abaixo.



Escrito por Fernando Jares às 16h56
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PAULO MARTINS E A SUSTENTABILIDADE

O TURISMO GASTRONÔMICO É UMA DAS SAÍDAS PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO


Não só um arquiteto criativo, um jovem administrador obstinado por fazer as coisas bem feitas e com seriedade, ou um cozinheiro não satisfeito apenas com a brilhante tradição que herdava nas panelas paraenses. Um homem irrequieto, empreendedor, audacioso, que, às vezes, até parecia agressivo, mas sensível no compreender e viver a vida. O chef Paulo Martins não se limitava ao espaço da cozinha que comandava ou ao restaurante (“Lá em Casa”) que dirigia, em Belém. Suas preocupações incorporavam a questão ecológica, o turismo como gerador de trabalho e renda, a seriedade na administração pública, a divulgação do Estado e um amor orgulhoso pelo ser paraense.
Esse talento foi reconhecido muitas vezes e – graças a Deus – ainda enquanto ele ainda estava entre nós, pois ele faleceu prematuramente em 2010. Um dos mais importantes destaques, que o deixou particularmente satisfeito, foi a sua indicação como “Top Green Chef” em uma seleção de apenas 15 chefs do mundo, em 2007, que lutavam pelo desenvolvimento sustentável, também na gastronomia. O título foi concedido pela entidade internacional, Live Earth e Paulo o único da América do Sul, aliás, o único do hemisfério sul, nessa pequena lista que tinha francês, inglês, italiano, espanhol, norte americano, japonesa. Para ler “Paulo Martins entre os melhores do mundo”, clique aqui. E para ler sobre todos os Top Green Chefs, clique aqui.
Em 2005, quando se realizou o “V Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, que trouxe duas dezenas de chefs para conhecerem a gastronomia que se pratica pelas ruas de Belém, e que coincidiu com X Congresso da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, Paulo Martins concedeu uma entrevista à Assessoria de Imprensa da Paratur, onde fez afirmativas muito importantes, como se pode ler a seguir:
O “Ver-o-Peso da Cozinha Paraense” chega à sua quinta versão. Como você avalia o crescimento do evento que se configura como o maior do setor gastronómico do Norte do país?
PM: Maior do Norte, não, o nosso “Ver-o-Peso da Cozinha Paraense” é, sem sombra de dúvidas, o maior evento gastronômico do Brasil, não só em número de chefs participantes, como em qualidade. E este ano estamos tornando o evento mais popular para desmistificar que alta gastronomia é coisa para gente rica. E no dia 1° de maio, a partir do meio dia, no pavilhão que armamos no estacionamento da Unama (Alcindo Cacela), estaremos promovendo uma grande Farofada onde os chefs convidados usarão toda a imaginação com ingredientes regionais para criar essa monumental Farofada.
Como foi o surgimento dessa ideia em organizar um evento voltado para a gastronomia do Estado?
PM: Minha mãe e eu sempre fomos apaixonados por nossas comidas e pelos ingredientes da “terrinha”, e como quase não havia divulgação fora do Estado, fomos à luta, sem nenhum incentivo ou apoio da área governamental. Hoje a coisa mudou muito, fizemos vários festivais fora do Estado sem nada cobrar, quando dávamos e levávamos todos os ingredientes. Um dia achei que isto era pouco e me veio a ideia de fazer um festival trazendo chefs para conhecerem in-loco nossos mercados e produtos. Na época, o secretário de produção e o governador me ajudaram e já estamos hoje na 5a versão. Nosso modelo é hoje usado em diversos Estados do Brasil.
Em sua última viagem ao exterior, você pôde comprovar, mais uma vez, o sucesso que os produtos e receitas da culinária paraense fazem lá fora. Você acredita – como o próprio Ferran Adríà (chef espanhol) afirmou – que a culinária deste século passa, além da China, também pela Amazónia?
PM: Assim como Ferran, acredito, sim, que nossa culinária possui sabor único que não se assemelha a nenhum outro, o que a credencia a ser destacada como genuinamente brasileira, devido à fidelidade às tradições indígenas em muitos de seus pratos. O Pará possui rica e exótica gastronomia que reforça o fato de que, após descobrir a importância de seus produtos e começar a conquista do mercado gastronômico brasileiro, a culinária paraense começa a despertar para o exterior.
Você é um defensor ferrenho e apaixonado e o maior divulgador dessa culinária autêntica e exótica do Pará. Acha que possuímos condições de conquistar o mercado exterior para um turismo mais efetivo no Estado por conta dessa gastronomia?
PM: Tenho orgulho de ser paraense. A única região do mundo não explorada gastronomicamente é a Amazônia e somos detentores dessa riqueza, o que nos permite dizer que o futuro da gastronomia do mundo está aqui. Por isso o turismo gastronômico é uma das saídas para o desenvolvimento turístico do Estado, quem faz turismo gastronômico tem alto poder aquisitivo. Temos que pensar que o turismo de massa não é recomendado para nossa região, pois degrada o meio ambiente, isso sem contar com a nossa baixa oferta de leitos.
O “Ver-o-Peso” se configura, então, como uma das formas de estimular esse turismo?
PM: Nos "Ver -o-Pesos” anteriores tivemos um grande retorno de mídia não só local como nacional, a quantidade de jornalistas que querem vir cobrir é grande, pena que não tenhamos recursos para mandar buscar todos.



Escrito por Fernando Jares às 16h32
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PAULO SANTOS EM BRASÍLIA

VISÕES AMAZÔNICAS NO PLANALTO

Existem Amazônias que muitos brasileiros, e até mesmo muitos amazônidas, nem desconfiam. A necessidade de dar a conhecer esse mundo de gentes como a gente, mas tão diferentes das gentes dos grandes centros urbanos, motivou o fotógrafo Paulo Santos, que conhece muito bem esses labirintos de florestas e rios, a montar a exposição "Amazônia, estradas da última fronteira". É uma fantástica síntese de seu trabalho ao longo dos anos. Com fotos-pura-arte ele mostra pessoas que vivem em um cenário pródigo em beleza e riquezas naturais, mas que, via de regra, infelizmente, alguns humanos teimam em transformar em problemas de todo tipo.
Esta exposição foi vista em primeira mostra em 2010, no Museu do Estado do Pará e apresentada aqui pelas ruas de Belém: “Quando você se vê naquele mundão de fotos, mostrando Amazônias tão diversas da Amazônia cosmopolita que a maioria conhece, aguça-se um sentimento de ‘preciso conhecer isso’” – para ler o texto “As visões amazônicas de Paulo Santos”, clique aqui.
Agora é a vez de Brasília conhecer esta múltipla Amazônia. A versão brasiliense da mesma expo de Paulo Santos vista em Belém tem vernissage nesta terça-feira, 07 de fevereiro, às 20h, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. Fica patente até o dia 17 de março, sempre das 9h às 18h30.
Como diz o próprio Paulo – parceiro de muitos trabalhos em outros tempos – “Em momentos assim, quando a gente percebe que tem alguma coisa para dizer ou mostrar, imediatamente uma dúvida e uma certeza nos assaltam. A certeza é de que só vale a pena investir num projeto desse porte se ele tiver o perfume da inovação e a categoria do registro histórico. Do contrário, será apenas mais um. A dúvida é justamente o contraponto da certeza: será que tem mesmo? O apoio dos amigos, a repercussão na mídia, a opinião de pessoas respeitáveis, o convite do Museu Nacional e o desafio de traduzir em meio físico um conceito abstrato me ajudaram a acreditar na viabilidade e importância desse projeto.”
Para conhecer mais sobre a exposição "Amazônia, estradas da última fronteira" vá até o sítio eletrônico da exposição, clicando aqui. Veja, inclusive, as fotos, nas galerias “Povos da mata”, “Conflitos” e “Indústria”.
No post referido acima, mostrei fotos dos povos da mata e dos conflitos que Paulo acompanhou. Veja agora duas fotos que considero emblemáticas, na galeria “Indústria”. Esta primeira é do pátio de estocagem de lingotes de alumínio da Albras, em Barcarena. Os lingotes são de cor cinza, naturalmente, a cor do alumínio. Mas esta foto foi feita em noite de lua cheia e, com o efeito da luz amarela existente na área, Paulo “transformou”, como o desejavam fazer os magos do passado (ou as fadas das historinhas infantis) os lingotes de alumínio... em lingotes de ouro. Esta foto corre mundo, em peças da Albras ou reproduzida para visitantes, gente do ramo, que se empolga com sua beleza.

Abaixo, outra foto da mesma galeria, também em Barcarena e noturna: a planta industrial da Alunorte (refinaria de alumina) em plena produção. Belíssima e, de muitos anos, uma das minhas preferidas na categoria documental industrial do Paulo. Tanto é bela, que é uma das três fotos que ele selecionou para o convite para a exposição:



Escrito por Fernando Jares às 21h01
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VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

DESCUBRA PORQUE O MUNDO VIVE COM A
AMAZÔNIA NA PONTA DA LÍNGUA


“Deixamos Belém com as melhores impressões, crentes que a culinária paraense tem um potencial inesgotável e que a gastronomia é um caminho seguro para consolidar o projeto de desenvolvimento do turismo estadual”, disse o chef Dânio Braga, do restaurante “Locanda dela Mimosa” (Petrópolis, RJ) no Banquete dos Chefs, fechando a primeira edição do festival gastronômico “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, em 6 de dezembro de 2000. Dânio é o fundador e, àquela altura, era o presidente da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, e falava em nome dos estrelados chefs que vieram a Belém, atendendo ao convite de Paulo Martins, do restaurante “Lá em Casa”, idealizador e realizador desse festival, que fez o maior sucesso desde sua edição inicial.
Na segunda-feira, 13, será lançado o “X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, cujo evento principal acontecerá de 11 a 15 de abril, mas que terá atividades desde 8 de março, envolvendo toda a cidade.
Ao longo destes onze anos e nove edições (este ano é a décima) o Veropa/Cozi (desculpem a intimidade do apelidinho, mas ajudei no parto, daí...) tornou-se um marco extraordinário na gastronomia paraense e na divulgação da riqueza dos sabores paraoaras ao Brasil e até no exterior.
Com um trabalho cuidadoso de aprimoramento da arquitetura dos mais tradicionais pratos da cozinha paraense, Paulo Martins, vinha fazendo uma releitura dessas preciosidades – inclusive da chamada cozinha caseira paraense – sempre com apoio de sua mãe, Anna Maria Martins, detentora e praticante de conhecimentos familiares centenários neste campo. Paulo já era um nome conhecido e respeitado nacionalmente no metier que abraçara.
Com sua tradicional dose de audácia ele bolou o festival e convidou seus amigos e colegas da Boa Lembrança. A resposta foi um atestado de confiança no Pará, na sua riqueza culinária e na capacidade empreendedora paraense. Vieram naquele primeiro momento alguns dos mais brilhantes nomes da constelação de grandes chefs do país: Danio Braga (Locanda dela Mimosa, Petrópolis), Celso Freire (Boulevard, Curitiba), Cesar Santos (Oficina do Sabor, Recife), Emmanuel Bassoleil (Roanne, São Paulo), Sérgio Arno (La Vecchia Cuccina, São Paulo) e Teresa Corção (O Navegador, Rio de Janeiro).
O “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” tornou-se – e aqui está um de seus principais valores – instrumento impulsionador de uma revolução nas cozinhas dos restaurantes paraenses. Oficinas com os grandes chefs visitantes ensinaram segredos da alta gastronomia, dicas de como melhor trabalhar com novos ingredientes, práticas de como fazer determinados pratos (o caso da “explosão” dos risotos nos cardápios, após uma oficina específica, é clássico). Participaram não apenas os chefs, ou candidatos a tal, de restaurantes pelas ruas de Belém, mas também de outras cidades paraenses.
Ao longo destes anos teve concurso de melhor prato (Sabor Pará), de novos profissionais (Descobrindo a Cozinha do Pará – Novos Talentos), Feira de Produtos Gastronômicos, grandes debates. Um dos pontos que mais entusiasmou o Paulo, e que muitos achavam loucura, porque seria extremamente difícil montar a megalogística do evento, foi o Jantar Popular, no Ver-o-Peso, juntando os chefs e as boieiras da feira. Foi um sucesso e hoje é marca registrada e exclusiva do Veropa/Cozi.
O acontecimento é sempre fechado pelo Banquete dos Chefs, em grande estilo, coisa requintadíssima. Para saber como foi o primeiro destes banquetes, clique aqui.
Para a edição deste ano estão certos nomes como o estreladíssimo Alex Atala (D.O.M./SP), um convidado dos Estados Unidos, o respeitado Almir da Fonseca (CIA-Culinary Institute of America/Califórnia) e gente famosa como Helena Rizzo (Mani/SP), Mara Salles (Tordesilhas/SP), André Saburó (Quina do Futuro/Recife), Monica Rangel (Gosto com Gosto/Visconde de Mauá, RJ), Carlos Bertolazzi (Zenna Café/SP), Beth Beltrão (Viradas do Largo/Tiradentes, MG). No time do Pará estão confirmados os nomes de Daniela Martins (Lá em Casa), Thiago Castanho (Remanso do Peixe) e Fabio Sicilia (Famiglia Sicilia), chefs dos três restaurantes paraenses que fazem parte da confraria da Boa Lembrança.



Escrito por Fernando Jares às 20h24
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OTIMISMO NAS NUVENS

VENDO A VISTA AZUL-CELESTE DA VIDA

Coincidências em comunicação são muito comuns. No jornalismo existem casos clássicos de jornais com a mesmíssima manchete principal da primeira página. Ocorrem, principalmente, quando são frases simples e óbvias, muitas vezes resultado da pressa em fechar a página/edição – naquele momento em que não dá mais para pensar em algo diferente. Em publicidade elas até mais comuns, em um mesmo dado momento histórico ou com eras de diferença. A coincidência de determinadas informações sobre utilidade e composição do produto ou serviço (cada vez mais comoditizados), público-alvo, distribuição, preço, etc. mesmo em briefings diversos, de agências diversas, em locais diversos, podem levar a uma criação muito parecida. Sem maldade ou má-fé.
Lógico que também existe a cópia pura a simples, plágio direto, a chamada chupada de canudinho... Mas isso é outra história, muito diferente... (conheci um “criativo” – não era paraense! – que arrancava as páginas dos anuários de onde copiava ideias... isso é desonesto!).
Essa história toda é para mostrar uma coincidência que descobri esta semana. Veja a capa da revista IstoÉ 2203, com data de 01/02/2012, que está nas bancas:

Pois bem, a solução de associar a vida positiva, a visão otimista da vida, com bom humor, como sugere a IstoÉ, ao céu límpido, azulíssimo, de um belo azul-celeste, salpicado com algumas nuvens brancas, justo para identificar que se trata de um céu, emoldurado pela armação de óculos, já foi utilizada, há muitos anos, pela publicidade paraoara, que faz tempo é muito criativa e inovadora
O exemplo está aqui embaixo, o outdoor "Veja a vida com bons óculos", da antiga ótica Belém, que foi bastante exibido pelas ruas de Belém. Foi criação da Mendes Comunicação que abiscoitou com ele bons prêmios nacionais e até o na época muito festejado "Diploma de Excelência", como finalista do ClioAwards, de New York, em 1977. A ótica Belém, comandada pelo Pedro Mendes da Rocha, um cara que dava muito valor à boa publicidade, possibilitou a criação e produção de alguns dos melhores filmes daqueles tempos, como o clássico “Rodolfo Valentino”, que trouxe para o Brasil, para Belém, um dos primeiros Leões (de Bronze) conquistados pelo país no Festival Internacional do Filme Publicitário de Cannes, em 1978.
Trabalhar com o Pedro Mendes da Rocha foi uma boa experiência que tive em meus tempos de atendimento publicitário. Mas voltemos ao outdoor. Repare na simplicidade e objetividade da peça, naturalmente de custo baixo, compatível com uma pequena loja, mas que, graças a uma comunicação eficiente e eficaz, valorizando a marca, criando confiança (essencial para a compra de lentes e armações) junto ao usuário de óculos, era bastante conhecida na cidade. Como um belo céu azul-celeste nunca sai de moda, entendo que esta é mais uma tremenda coincidência. O ilustrador Rica Ramos, autor da capa da IstoÉ, teria apenas alguns poucos anos de nascido quando este outdoor foi criado...




Escrito por Fernando Jares às 00h05
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