Meu Perfil
BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog



Outros sites
 Cais do Silêncio - Literatura de Jason Carneiro
 Quarto Escuro - escritos, lidos, gostos e desgostos de Bruna Guerreiro
 Oníricos - O e-book de Bruna Guerreiro
 Cerveja que eu bebo - Cervejas bem bebidas, experiências compartilhadas.




UOL
 
PELAS RUAS DE BELÉM


ESSA É A COMIDA!

SABOR PARAENSE SEM RESERVAS

 

“Em todo o lugar do mundo, quando você saboreia uma fruta, é normal achá-la parecida com alguma outra, de outro lugar, que você já experimentou. O incrível é que as frutas daqui têm um gosto único, incomparável, que dá uma sensação de querer mais.”

Depois de provar uma infinidade de frutas, comidas regionais, farinhas e peixes, o norte-americano Anthony Bourdain deu uma definição mais ou menos assim para o exclusivo sabor das frutas amazônicas, que ele conheceu em uma semana que esteve aqui na cidade e cercanias, inclusive no Marajó. E quem é o cidadão a dizer isso? Um dos mais influentes jornalistas especializados em gastronomia do mundo, dono de programas com exbição em escala planetária, e mais de cem países.

Andou pelas ruas de Belém a procura de comidas populares, a chamada comida de rua, de feiras, no que é a especialidade de seu programa “No Reservation”, exibido no Brasil com o nome “Sem reservas”, no canal por assinatura Discovery Travel & Living.

Disse-me seu cicerone local, o cineasta Caíto Martins, que “ele gostou muito de tudo, só que não entra em restaurantes de maneira alguma... acha que o paladar esta na boca do povo”. E por isso fez do Ver-o-Peso a sua base, onde comeu de um tudo, de peixe frito às coxinhas, mingau de milho e de tapioca, adorando os sucos de cupuaçu e muruci. A foto aí em cima é dele, em pleno Veropa.

Visitou e conheceu as iguarias do chef Ofir Oliveira, provavelmente o mais naturalista dos cozinheiros regionais, utilizando ao extremo os recursos da floresta nas suas criações que correm o mundo: agora mesmo Ofir é estrela no documentário “Tucupi à francesa”, em exibição na televisão da França, justo sobre o seu trabalho com aquilo que o jornalista Ney Messias qualifica de “gastronomia da floresta”.

Mas voltando ao gringo visitante, ele esteve na casa do chefe Ofir, para degustar alguns desses produtos. Imagine a reação dele: vibrou com sabores nunca imaginados – veja uma foto do opíparo almoço na casa do chef Ofir, clicando aqui no blog da Mekaron Filmes. Também esteve na ilha de Mexiana, conhecendo as maravilhas de lá, inclusive pescando. E mostrou que é bom no ofício, fisgando dois pirarucus: ficou com um menor para a janta e devolveu à água o maior. Olha ele aqui posando ao lado do peixão, tal e qual postou no seu Twitter:

 

Nas andanças por estas bandas, com uma equipe de produção e equipamentos de deixar todo mundo com olho comprido – teve bom apoio de segurança no Ver-o-Peso, para evitar os falados “amigos do alheio” que fazem por lá sua morada... Fez questão de conhecer uma plantação de açaí e o processo de produção da fruta, assim como uma verdadeira casa de farinha.

Visitante educado e gentil, achou a cidade “um pouco suja”... Destacou o Ver-o-Peso, que ele conhece como referência mundial em produtos exóticos da Amazônia, um lugar único. Realmente, nosso Veropa está a merecer melhor atenção das autoridades (que deveriam ser) competentes.

Agora é esperar o que virá por aí no seu programa. Mas, visitando Belém, comendo as iguarias do Pará, não há como não gostar desta terra, especialmente quando se tem uma visão como a que teve o jornalista Anthony Bourdain. Veja-o, na foto abaixo, também do Caito Martins, enfrentando um açaí de verdade, na “Saldosa Maloca”, do outro lado do rio, tendo Belém ao fundo e a companhia do engenheiro agrônomo Urano de Carvalho, da Embrapa, que como grande especialista em açaí, devia estar explicando tudo sobre essa mágica frutinha amazônica.

 



Escrito por Fernando Jares às 21h38
[] [envie esta mensagem] [ ]



ATÉ SEGUNDA

Por necessidade de viagens deste escrivinhador, os posts somente voltam à periodicidade regular na próxima segunda-feira, 14/02.

Grato pela visita.

Aproveite para ler postagens anteriores sobre arte e cultura, gastronomia, comportamento e história, pelas ruas de Belém. Bom passeio.



Escrito por Fernando Jares às 00h02
[] [envie esta mensagem] [ ]



AMOR A BELÉM

BELÉM, TE QUERO BEM

Veja aqui a programação da semana “Amor por Belém X Violência Urbana”, que a Unama promove a partir de segunda-feira, para contribuir ao resgate do amor pelas ruas de Belém e denunciar e rejeitar a violência urbana que assola e deforma a Cidade das Mangueiras. O evento é de integração acadêmica e recepção aos calouros deste ano, inaugurando um projeto multidisciplinar de responsabilidade social – e já foi assunto neste espaço: leia, clicando aqui.

Segunda-feira - 07/02 - Auditório David Mufarrej

19h - Coro Cênico - Belém, Belém, eu te quero bem  

19h30 - Palestra com debate - O conceito de amor por Belém e pelo seu patrimônio cultural e arquitetônico, diante da escalada da violência urbana. O compromisso da Universidade. Palestrante – Prof. Dr. João de Jesus Paes Loureiro – Mediadores: Prof. Dr. Paulo Nunes, Prof. MS Estela Pojuci, Prof. Dr. Filomena Longo

Terça-feira - 08/02

15h - Museus em Belém. Belém nos Museus – aí começa a nossa história

 Visita monitorada ao Complexo Feliz Lusitânia – Centro Histórico, para estudantes de todos os cursos da Unama

Sexta-feira – 11/02 - Atelier de Artes Cênicas e Musicais – 5º andar 

19h - Sarau: Declaração de amor por Belém - Coro Cênico da Unama e abertura para apresentação espontânea de músicas e poemas sobre a cidade

Exposições / Instalações

olhares sobre Belém - Hall campus Alcindo Cacela

Varal Fotos denúncia e poemas - 07 a 11/02/2011 

Programação específica por cursos

Terça-feira – 08/02 Auditório David Mufarrej

19h - Mesa Redonda: Belém e violências manifestadas: familiar, na escola, na comunidade. - Prof. Dr. Cláudio Cruz e Prof. Dr. Reinaldo Pontes - Mediador Prof. Dr. Luciano Gomes

Quarta-feira - 09/02 - Auditório B100

19h - Mesa Redonda - Breve análise da moda como reflexo do próprio desenvolvimento de Belém nos anos da Belle Époque - Prof. Dr. Rosa Assis - Mediador Prof. MS Elaine Oliveira

Quinta-feira - 10/02 - Auditório B100

19h - Palestra - Variantes linguísticas de tribos ou grupos sociais nos subúrbios de Belém - Prof. Dr. Maria do Socorro Cardoso - Mediadores: Prof. MS. Maria da Graça Salim e Prof. Dr. Rúbia Pimentel



Escrito por Fernando Jares às 18h25
[] [envie esta mensagem] [ ]



PARÁ-TURIM, EM 1911 (3)

OS PRODUTOS PARAENSES DA (E PARA A) FLORESTA

 

Essa aí é uma visão do Bosque Rodrigues Alves, aqui em Belém, apresentada aos italianos e ao mundo, na “Esposizione Internazionale delle Industrie e del Lavoro in Torino, 1911. Há duas semanas contamos como tudo começou: você pode ler “Indústria e Trabalho Paraenses Em Exposição” clicando aqui. Na semana passada vimos como era a representação paraense na magnífica exposição mundial de Turim de 1911: leia “Uma das mais completas e brilhantes seções”, clicando aqui.

Aspectos da cidade eram divulgados na exposição, como o nosso Bosque, hoje apelidado de jardim botânico, mas aquela altura “Bosque Rodrigues Alves”, homenagem de Antonio Lemos, após grande reforma no local, feita pelas ruas de Belém, a seu correligionário de partido republicano, que presidiu o país bem no início do século.

A Paesaggio del Pará (Brasil) tinha apresentação de luxo, em “Diorama”, processo até hoje utilizado em algumas exposições e museus, obviamente com mais recursos, que em fundo curvo e jogo de luzes e sombras, simula profundidade das imagens, algo tipo 3D...

 

Na revista L’esposizione di Torino, fonte desta série, o “Rodrigues Alves” teve outras duas apresentações, uma a cores, que você vê aí acima, identificada como “Um trêcho do lago central”, em cores. A assinatura do fotógrafo está impossível de ler, mas a da clicheria é identificável: “Cliché Girard”, que vem a ser a mais badalada clicheria europeia da época. Postais, cartazes, etc. com sua assinatura, valem bem nos eBay da vida.

 

A entrada principal, vista do interior, do Bosque era apresentada nesta outra fotografia vista na citada revista. Com a mesma clicheria. Em ambas, a indicação de “Reproducção prohibida”, que obviamente já perdeu a validade, pelo tempo transcorrido, que libera os direitos autorais.

 

A intensa exploração da floresta, como fornecedora das grandes riquezas da economia paraense da época, justificava a produção de um grande número de produtos utilizados por aqueles que viviam e trabalhavam nela. Eles ocupavam um bom espaço na Esposizione como vemos na foto acima, apresentada como “Mostruario de productos da indústria florestal paraense”.

A variedade é grande, com chapéus, tipitis, alguidares, cestos de muitos tipos, inclusive de palha, vassouras, ferramentas, adereços para pesca, como tarrafas, cuias pintadas ou ao natural, etc.


A grande floresta fornecia – como até hoje – uma infinidade de produtos. Imagine o sucesso que deveriam fazer por lá. Ainda hoje, um simples alguidar com castanhas assadas, faz furor em qualquer exposição... Era o que a revista identificou como sendo o “Mostruario de fructos silvestres”. Dominávamos a gôndola (nem sei se esse espaço de exposição já tinha esse nome... mas, como era mais ou menos perto de Veneza, vá lá).

 

Nesta outra “montra” em que era exposto o cacau, o Pará estava junto ao Amazonas, Pernambuco e Bahia, sendo que os produtos deste último ocupavam a base, com mais espaço. Mas, pelas modernas teorias de exibitécnica, os melhores lugares são aqueles no horizonte direto dos olhos, daí...



Escrito por Fernando Jares às 20h49
[] [envie esta mensagem] [ ]



ESTRADAS DE ÁGUA

PELAS RUAS DE ÁGUA DA AMAZÔNIA

 

Nossa viagem é uma descoberta das belezas e dos sabores da Amazônia nas feiras ribeirinhas” disse a paraense, repórter global, Cristina Serra, na belíssima matéria sobre as estradas de água sobre as quais nós, amazônidas, nos deslocamos. Viram-na na manhã de hoje, 02/02, os telespectadores do “Bom Dia Brasil”. Foi um desfile de coisas bonitas e gostosas, que só existem nas margens dos rios amazônicos.

Uma imagem me conquistou. Uma imagem de que muito gosto: essa que está aí em cima. Belém, vista do outro lado da baía, logo após a saída do Arapari, quando o barco faz uma curva, bem pouco além de nossos percursos habituais, pelas ruas de Belém. Cristina Serra foi competentemente feliz quando fez o paralelo entre as “ruas de água” e as “ruas de asfalto” e chamou esse local de “esquina”. Quantas pessoas dobram essa “esquina” todos os dias? Euzinho mesmo, dobrei-a milhares de vezes, ao longo dos últimos 20 e poucos anos... sempre “dando de cara” com essa bela visão de Belém emoldurada pelo rio Guamá e pela baia do Guajará. Visão que, em sua versão noturna – que também já vi muitas vezes –, Soninha Etrusco imortalizou na canção “As luzinhas de Belém”, que cita essa mesminha curva, ou “esquina”:

Mas quando o barco faz a curva
As luzinhas de Belém
São pedrinhas preciosas
Reluzindo, muito além...

Adoro essa imagem, a real, que vemos ao fazer a curva, da qual existe um belo registro fotográfico pelo Luiz Braga, e a poética, que a Soninha descreveu com beleza ímpar,  cantando assim. (clique no "assim"). Leia a letra completa de “As luzinhas de Belém”, clicando aqui.

E delicie-se com a matéria da Cristina Serra, clicando aqui. Desfrute dos rios, furos, igarapés, barcos, rabetas, tambaquis, farinhas, frutas e até da arte do Paulo André Barata, com sua clássica e oportuníssima composição “Este rio é minha rua” (presença valiosa que, não sei o motivo, a Globo não creditou).



Escrito por Fernando Jares às 23h51
[] [envie esta mensagem] [ ]



AMOR POR BELÉM

 

Se a casa é do indivíduo, a cidade é de todos os seus habitantes, da sociedade que nela constitui o pertencimento sua humanidade.
A perda de patrimônio cultural é um empobrecimento da vida.
J. J. Paes Loureiro

Refletindo, a partir dessa frase do poeta João de Jesus Paes Loureiro, sobre a relação das pessoas com a sua cidade, das pessoas que formam a universidade e que, obviamente, têm uma vida real e intensa fora dos muros dessa universidade, a Unama criou o projeto “Amor por Belém”.

Na apresentação do projeto eles afirmam que “A cidade de Belém, dada a uma conjuntura sociopolítica, atualmente vive intimidada pela violência e múltiplas fobias urbanas e revela, no seu cotidiano, uma população com a autoestima em baixa. Por outro lado, esses habitantes–cidadãos desconhecem, em grande maioria, a própria história da cidade, o valor dos seus bens arquitetônicos, artísticos, literários, musicais, além da sua formação étnica e importância como uma das metrópoles da Amazônia, espaço privilegiado de significações. Não há, portanto, de modo geral, nesses habitantes–cidadãos, um sentimento de preservação, de valorização, de pertença que possa ajudar a combater a violência urbana em seus vários aspectos.”

Ao realizar este projeto a Unama visa uma ação cultural acadêmica para sensibilizar os universitários e demais participantes, a lançar um novo olhar sobre a cidade onde vivem ou passam a maior parte de suas vidas. E que, com isso, “transformem-se em possíveis multiplicadores de ações e atitudes que busquem a valorização e preservação da memória e do patrimônio cultural, além de um cuidado maior com os espaços urbanos e dos seus bens culturais móveis e imóveis desta cidade de Belém, como ação motivadora e catalisadora de outras envolvendo os mais diferentes saberes.”

Quem anda pelas ruas de Belém sabe o quanto esses problemas são reais, diante da forma desordenada como se vem processando a intervenção do poder público, nos últimos anos, na cidade. Tanto municipal, como estadual. E, por influência de ambos, até o federal. A discussão do assunto é fundamental para uma tomada de consciência pela população. Essa consciência existe no ambiente acadêmico, inclusive com grande acúmulo de conhecimento, e é muito boa a iniciativa de envolver mais e mais pessoas e espalhar esse sentimento pela cidade, motivando as pessoas a pensarem sua urbe.

Um dos projetos, que abre agora, no início das aulas, é o “Varal de Poesia & Fotografia Denúncia”, que vai coletar e organizar uma exposição, em varal, de fotografias que retratem e denunciem a “violência urbana que vem crescendo e vitimando a sociedade de forma vertiginosa, manifestada também nas agressões ao patrimônio arquitetônico e cultural da cidade de Belém”.

Todos podem participar, alunos, professores, empregados da Unama e o público externo, tanto com fotos como com poemas.

A fotografia(s) deve ser autoral, amadora ou profissional, em qualquer formato, tamanho ou cor, digital ou analógica, mostrando agressões em espaços urbanos como praças, ruas, monumentos históricos, transporte, poluição visual, sonora, etc.

O poema(s) deve ocupar até uma lauda, para facilitar a exposição no varal, com a identificação do autor (ou pseudônimo).

Esse material deve ser entregue na Unama até esta sexta-feira (04/02).

Na segunda-feira (07/02), com a recepção aos calouros, começa a programação, com cerimônia às 19h no auditório David Mufarrej, onde se apresenta o Coro Cênico da Unama, cantando Belém, em prosa e verso. Em seguida fala o professor, doutor, poeta, João de Jesus Paes Loureiro: “O conceito de amor por Belém e pelo seu patrimônio cultural e arquitetônico, diante da escalada da violência urbana. O compromisso da Universidade.” Será também aberto neste dia o “Varal de Poesia & Fotografia Denúncia”.

Programação bem interessante está prevista para o dia seguinte: visitas monitoradas ao Complexo Feliz Lusitânia, no centro histórico, para mostrar aos estudantes e professores, em grupos agendados, onde começa a história de Belém.

O dia 9 é dia de cinema com debate sobre os cinemas de Belém: passado e presente.

Para o dia 10 a pedida é um sarau de declaração de amor a Belém, com programação especial e aberto, como num bom sarau, à participação dos presentes, com músicas ou poemas sobre a cidade.

No dia 11, encerrando a semana de recepção aos novos alunos, palestras e debates reunindo professores como Maria do Socorro Cardoso, Amarílis Tupiassú, Reinaldo Pontes e outros.

De março a dezembro acontecerão programas muito especiais e atraentes, sempre tendo o amor por Belém como foco principal. Participemos.



Escrito por Fernando Jares às 21h23
[] [envie esta mensagem] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]