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PELAS RUAS DE BELÉM


OLHA AS ECLUSAS CHEGANDO!

 

Você está pensando que o premiado ilustrador, cartunista (e bandolinista, dos bons!) Biratan Porto fez essa ilustração aí acima para a inauguração das eclusas de Tucuruí, hoje, pelo presidente Lula? Tá enganadinho... O Bira desenhou isso aí há exatos 26 anos! (será que ele ainda lembra?) Foi a capa de um folheto editado pela Federação das Indústrias do Pará (FIEPA) e Centro das Indústrias do Pará. (O padre de batina, e preta, indica que o desenho é antiguinho, além de outras pistas, digamos, políticas...)

A luta pela construção das eclusas de Tucuruí representa grande passo na ocupação produtiva integral do vale dos rios Tocantins-Araguaia”, afirmava o presidente da FIEPA, senador Gabriel Hermes, que adiante clamava pela união dos esforços de todos, “do Pará, de Mato Grosso, Goiás, Maranhão, da nação acima de qualquer diferenciação política, social ou religiosa, para assegurar a conclusão destas eclusas. Não se trata de um problema, pois, a Amazônia e o vale dos rios Araguaia-Tocantins, representam até mesmo uma solução para o impasse em que vive o país.”

A cerimônia desta tarde coloca fim a um estrangulamento do rio Tocantins, de 30 anos, ocasionado pela barragem de Tucuruí. Um progresso absolutamente necessário – energia elétrica abundante – cerceando outro progresso absolutamente necessário – a circulação das riquezas por esses grandes rios, o escoamento da produção daquela região, com preços competitivos.

O interessante é que bastou vontade política para as eclusas virarem realidade. O custo anunciado, de R$ 1,6 bilhão, nem é tão fantástico, diante de muitos outros investimentos feitos nestas décadas, por sete presidentes da república... Apenas ninguém (com poder para) decidia fazer.

Além dos resultados explícitos com o corredor de transporte possível pela transposição da hidrelétrica, existem os ambientais, do tipo "uma balsa pequena, com capacidade de carga de 2 mil toneladas, ‘retira’ da rodovia o equivalente a 67 caminhões", explica o professor Hito Braga de Moraes, da Faculdade de Engenharia Naval, ao jornal Beira do Rio, da UFPA, edição deste mês (leia a matéria clicando aqui).

O folheto da FIEPA era ao estilo de cartilha e começava assim:


E nestes quadrinhos explicava as eclusas:

 

 

Veja abaixo o desenho técnico de como seriam as eclusas, conforme divulgado nessa publicação. Para ver como estão atualmente, clique aqui, e veja fotos de hoje, no DiarioOnLine.

 

ADENDO: O lançamento desta cartilha teve um episódio típico daqueles anos de governos militares, embora já em declínio – era o final do governo de João Figueiredo. Foi na conclusão da primeira etapa da hidrelétrica de Tucuruí, 1984, evento que teve a presença de Figueiredo. A usina estava pronta, mas as eclusas, nada... e por isso a campanha.

Contou-me o Biratan, hoje, pouco após o post estar no ar, que um executivo da FIEPA, presente ao acontecimento, apresentou o folheto ao ministro dos Transportes da época, que devia ser o gaucho Cloraldino Soares Severo. Ele pegou o folheto, olhou aquelas cores vermelhas da capa, pessoas de punhos cerrados, padres, lavradores, operários e até capitalistas, e parece ter ficado assustado. Numa atitude inesperada, jogou a cartilha fora. O assunto não interessava ao governo, que havia optado por deixar as eclusas de fora, quando os paraenses esperavam que as obras fossem paralelas, e muito menos apresentado daquela forma, com tal apelo popular...



Escrito por Fernando Jares às 16h47
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AS INDÚSTRIAS DE ONTEM...


No folheto citado no post acima, que fazia parte de uma campanha pela implantação das eclusas do Tocantins-Araguaia, estão relacionadas as empresas associadas ao CIP – Centro das Indústrias do Pará, naquele ano de 1984. A publicação foi patrocinada pela FIEPA e pelo CIP. Uma curiosidade: a impressão foi da Sagrada Família, gráfica que tinha (e tem) entre seus dirigentes José Conrado Azevedo Santos, que vem a ser o atual presidente da FIEPA. Vale dar uma olhada nessa relação e observar quantas empresas ainda estão em atividade. Muitas mudanças...

Aliança Industrial S/A
Azulejos do Pará S/A – AZPA
Bermasa - Madeiras Tropicais S/A
Cimentos do Brasil S/A
Cia. Inter. de Madeiras Tropicais
Copala - Ind. Reunidas S/A
Cervejaria Paraense S/A - Cerpasa
Cia. Amazônia Têxtil de Aniagem - CATA
Fósforos do Norte S/A - Fosnor
Fab. de Celulose e Papel da Amazônia S/A
Ind. Biológica e Farmacêutica da Amazônia S/A - Ibifam
Ind. Gráfica e Editora Globo S/A
Almar Indústria e Comércio Ltda.
Ind. de Bebidas Antárctica da Amazônia S/A
Jaú Indústria e Comércio S/A
Macedo Indústria e Comércio Metal Ltda.
Perfumarias Phebo S/A
Plásticos da Amazônia S/A
Renda Priori & Cia. Ltda.
Soteaço Estruturas em Aço S/A
Sobral Irmãos S/A
Brumasa Madeiras S/A
Pedro Carneiro S/A Ind. e Com.
Cia. Têxtil de Castanhal
Ind. Cerâmica da Amazônia S/A - Inca
Moinho de Trigo Belém S/A
São Bernardo Industrial S/A
Nortubo S/A
D. F. Bastos S/A
Madenorte - Norte Mad. Imp. Exp. Ltda.
Gabriel Hermes & Cia.



Escrito por Fernando Jares às 16h24
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A GAROTA MEGAAMAZÔNICA

TAINÁ, UMA SAGA AMAZÔNICA

 

“A paraense Tainá Carvalho, que se tornou a Garota do Fantástico, vencendo uma disputa com centenas de concorrentes, é bisneta de uma filha de escravos. Sua bisavó, Romana, foi criada como filha, em Óbidos, por Maria Emília de Sousa Paes de Andrade. Quando sua mãe adotiva morreu, Romana foi trabalhar na casa de Adalberto Amaral, o famoso coronel Dadá do Paraná da Dona Rosa. Saiu da casa do patrão para se casar e, dentre suas filhas se destacou a professora Francisca, muito ativa nos movimentos religiosos e educacionais de Santarém. Sua outra irmã, Léa, veio para Belém, onde teve Imaculada, mãe de Tainá. Enfim, uma verdadeira saga amazônica.”

Li a nota acima, ontem, na coluna da jornalista Vera Castro, sem o menor favor a melhor repórter social da cidade, em sua valiosa coluna semanal, no jornal Diário do Pará.

Aí, pensei cá comigo: já li sobre essa senhora Romana, sobre a dita senhora Maria Emília. E foi fácil: estão no muito agradável livro “Catalinas e Casarões” do engenheiro e escritor Ademar Ayres do Amaral, obidense, mas, principalmente, caboclo criado no paraná de Dona Rosa, ali no rio Amazonas, pras bandas do Trombetas – e que conta com maestria a história deste acidente geográfico paraense e de sua gente corajosa, cobrindo uma trajetória de praticamente dois séculos.

Diz o autor, parente direto dos envolvidos na notícia acima, ao referir os hábitos de vida do famoso coronel das barrancas do grande rio, no capítulo 9 do livro: “Limpeza era a palavra de ordem na casa e na vida do coronel Dadá. Na esquina da varanda, de longe se via a brancura da rede na qual meu padrinho dormia a sesta. E bastava uma pequena mancha, um simples cisco que fosse, para que a dona Romana – lavadeira e neta de escravos criada pela minha bisavó Maria Emília – logo trocasse por outra”.

Antes já havia feito a qualificação de sua bisavó, Maria Emília de Sousa Paes de Andrade, “filha do capitão Romualdo Paes de Andrade que, vindo de Juruti Velho, chegou a Faro para escapar dos cabanos que ameaçavam invadir a sua propriedade”. E foi em Faro que pela jovem se apaixonou Joaquim Gomes do Amaral, que foi dar com os costados em terras farenses (no extremo oeste do Pará) também a fugir dos cabanos. Tinha-se metido em rusga séria em Belém, defendendo a família de uma invasão dos revoltosos ao casarão dos Amaral, na Cidade Velha, e acabou por matar dois invasores, como conta o seu bisneto, Ademar Ayres do Amaral, logo no primeiro capítulo.

Tenho um exemplar de “Catalinas e Casarões” simpaticamente autografado, a “oferecer esta viagem nas asas dos velhos Catalinas e no aconchego dos antigos casarões”. Foi leitura acelerada, apetitosa. Não por menos o prefaciador qualificou-o de “este saboroso livro” e arriscou que a obra “vai se tornar um livro clássico, uma obra com o gosto de quero-mais das criações cheias de vida, inspiradas por uma profunda identificação com o objeto da sua atenção. Ademar Ayres do Amaral cantou como nenhum outro a sua aldeia”. E olha que o prefaciador é muito exigente: o jornalista Lúcio Flávio Pinto. Pra mim Lúcio acertou em cheio: o livro já me é referência – vide o assunto deste post, motivando estar cá este comentário de que me sentia devedor, diante da grandeza e do sabor delicioso da obra.

VERA CASTRO – Disse lá em cima que a Vera Castro é “sem o menor favor a melhor repórter social da cidade”. E é, de fato. Gosto do estilo, da qualidade do texto, do conteúdo. Dela saber fazer da antiga “coluna social” uma preciosa e eclética fonte de informações. Mas não descuida a cobertura dos chamados eventos da sociedade, sempre criteriosa, detalhista, completa, como se espera de quem sabe o que faz – e o faz com classe. Acompanho seu trabalho, e nele me inspiro, desde os jovens inícios, desde outras redações. Deixa-me feliz a resistência com que faz isso. Acho que o mesmo acontece com os leitores do bem.



Escrito por Fernando Jares às 18h57
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CARANGUEJO E CASTANHA NA PIMENTA

 

A cozinha paraense marca presença a partir deste final de semana em um dos mais badalados centros gastronômicos do Brasil: Salvador, Bahia. Justo na famosa praia do Forte. É lá que acontece o festival “Tempero no Forte” (clique aqui para ir ao sítio eletrônico e aqui para acompanhar no Twitter), que além da gastronomia, com a participação de 28 restaurantes, tem arte e cultura locais, em programação até o dia 5 de dezembro. O Pará é um dos Estados convidados, junto com Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e obviamente, Bahia. O convidado do Pará é o chef Thiago Castanho, do restaurante “Remanso do Peixe” – “Chef-Revelação do Ano" este ano, para o “Guia 4 Rodas”. Ele está lá com a incumbência de mostrar que a mistura das cozinhas paraense e baiana é possível e fica gostosa!

No restaurante (e pousada) “Refúgio da Vila” Castanho apresenta seus pratos criados especialmente para o festival: “Caranguejo desfiado com maturi e farofa de castanha-do-pará fresca” e na sobremesa “Terrone de chocolate com cupuaçu, purê de taperebá e Yuile de Licuri”. Conheça o “Refúgio da Vila” clicando aqui.

 

Olha a apresentação do chef paraense no site do Festival. Como sempre, uma boa promoção para a gastronomia que se pratica pelas ruas de Belém e para o turismo e a imagem do Estado do Pará. Só as autoridades, estaduais e municipais, não entendem isso...

 



Escrito por Fernando Jares às 13h11
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PELAS TRILHAS DA TERRA SANTA (2)

A VER EM TEL AVIV

Do outro lado do planeta, em um pequeno pedaço de terra, onde predominam rochas e areias, vive um povo de tradição e história multimilenar, sempre no foco de interesses (e conflitos) de todo o mundo. Essa faixa de terra é berço das grandes religiões monoteístas do mundo, com forte influência no andar da história da humanidade. Israel e Palestina ocupam esse espaço, onde estão locais sagrados, especialmente para judeus e cristãos.

Por isso, centenas de milhares de pessoas, milhões de fiéis que professam essas religiões, estudiosos ou simples turistas, aportam permanentemente por essa terra.

Aqui começa a história de um grupo de 53 pessoas, habitantes de terras paraenses, não necessariamente todos amazônidas, que foram em busca de suas fontes de fé, de ampliar conhecimento ou apenas para passear, conhecer gentes e lugares novos.

Após as regulares 3,5 de horas de viagem até São Paulo (saída de Belém com uma hora de atraso, para uma prosaica troca de pneu da aeronave! Acredite, é verdade, pergunte pra TAM), 12 de conexão em São Paulo – muito bem aproveitadas entre café da manhã na panificadora “Orquídea Pérola”, na Aclimação, que eu adoro; e visita a parentes queridos, com almoço que teve até o tradicionalíssimo pastel paulista com feijão, maravilha! – o grupo tomou o rumo da Terra Santa. Decolagem às 19h45, a bordo de um Boeing 777, da voadora israelense El Al.

Que se registre a rigorosa vistoria nas bagagens e entrevista com os passageiros, feita por pessoal da companhia, gente educada e simpática, embora com uma função desagradável: bisbilhotar sobre quem arrumou a mala, se, depois de fechada, ela ficou sozinha em algum lugar, se outra pessoa andou com ela, etc. Tudo em nome da segurança no voo.

A viagem foi direta até Tel Aviv. A bordo não havia atendente que falasse português, malmente alguma traçava espanhol. Jantar Kosher com certificado (verdura, legumes, carne, frutas), quase tudo produzido no Brasil. Biscoitos, sanduíches, água, café, etc. para ajudar a passar a noite. Na tela da poltrona, filmes, jogos, o roteiro da viagem minuto a minuto, compras. Ao amanhecer, após uns tantos balançares da aeronave sobre o Atlântico, café da manhã também Kosher (suco, iogurte, leite, café, frutas e salada de tomate com pepino e queijo). Aterrissagem às 9h09, horário de São Paulo, 13h09, horário Tel Aviv. 13 horas no ar! Cinco horas de diferença para Belém.

Tel Aviv (תֵּל־אָבִיב-יָפוֹ) é uma cidade moderna, contraste com a milenaridade de tudo que veríamos depois. Tem apenas 100 anos, que comemorou ano passado. Muitos prédios modernos e bonitos. É uma das cidades mais seguras do mundo, onde praticamente não acontecem esses crimes do dia a dia em cidades grandes. A polícia é presença em todos os lugares de muita gente, mas discreta: um carro, uma motoneta, dois ou três policiais. Nada de soldados armados até os dentes... Pelo menos nestes dias de relativa paz.

É a mais importante cidade de negócios de Israel (tipo São Paulo) e, embora as embaixadas estejam todas aqui, não é a capital do país: a sede do governo está em Jerusalém.

A estada na cidade é de um dia e meio: o necessário para adaptação ao fuso e um descanso após a longa travessia. Passeio pela mediterrânea praia em frente ao hotel e seus muitos barzinhos, city tour, etc.

Feitas as apresentações (veja mais informações sobre Tel Aviv, clicando aqui), vamos a algumas fotos feitas por lá:

O MAR


Em frente ao hotel havia esta piscina pública. Para entrar era preciso pagar ou ser sócio de algo tipo um programa do governo local. Em seguida, uma grande marina, cheia de belos barcos – o nome do hotel é Marina Hotel – e, depois, o Mediterrâneo. À esquerda ficava a praia e muitos bares, restaurantes, sorveterias.

HERÓI NACIONAL

 

O local onde foi assassinado Yitzhak Rabin é visita obrigatória em passeio de turista em Tel Aviv. Tem um memorial que registra o fato e marca exatamente o local de onde o assassino deu os tiros, à queima-roupa, em Rabin. Abaixo, uma parede preservada da época do crime, quando os jovens ocuparam o lugar por muitos dias, chorando a morte do líder e pedindo paz – faziam a decoração das paredes com jornais, revistas e grafites.


PELAS RUAS DE TEL AVIV

 

Esta é a avenida Albert Einstein, judeu conhecido e respeitado em todo o mundo, um dos homens mais inteligentes do século passado. É uma das grandes ruas da cidade. Logo abaixo, na mesma avenida, uma pequena praça. Veja as defensas na calçada, para evitar que os carros subam. O trânsito lá não é essas maravilhas... E cartazes publicitários...


FLAGRANTES DA VIDA REAL (1)


Os corvos fazem o trabalho que aqui, pelas ruas de Belém, é dos urubus, tentando conseguir alguma coisa na lixeira pública. E a mocinha passeia na sua lambretinha, feliz com seu capacete cor-de-rosa-barbie...

FLAGRANTES DA VIDA REAL (2)


Era sábado de manhã e um animado grupo dançava alegremente em uma calçada, na praia próxima ao hotel. Tinha gente de todo tipo. Locais, cantando as músicas. Visitantes, muitos deles também cantando, ou tentando. Todo mundo dançando, na medida do possível... Ao fundo, o "DJ" colocava o som para todos.

CAFÉ DA MANHÃ

 

Disse acima que no avião tinha salada no café da manhã. É hábito naquela cultura. Todos os hotéis tinham tudo que é contumeiro no café da manhã, como pães, queijos, frios, sucos, cereais matinais, etc. E mais um buffet de saladas verdes, legumes, azeitonas, azeites, como acima. No buffet dos queijos e cremes tinha sempre... um peixinho cru. Veja na foto abaixo um balcão que era a minha felicidade, com um arenquezinho esperto, todo dia...

 

SHAWARMA

 

Este um aí em cima é um sanduíche muito popular por lá, chamado shawarma, que vem a ser uma carne achurrascada (de frango ou bovina, tipo o chamado "churrasco grego" comum lá pelo sul), colocada no pão. Aqui está numa versão de restaurante, onde servem com entradas de verduras, legumes, frios, etc. Por sinal a refeição foi feita no restaurante árabe “Abulasia”, saindo de Tel Aviv para Joppe, um subúrbio histórico, nossa próxima escala. Como era sábado, os restaurantes judeus estavam fechados.



Escrito por Fernando Jares às 20h12
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SOLIDARIEDADE NA CASA DO PÃO

BAZAR DE NATAL EM BELÉM

Belém, na simbologia da linguagem hebraica, quer dizer “a casa do pão”, nome mais que significativo para ilustrar boas campanhas de solidariedade nestes tempos de final de ano, tempos natalinos – que remetem os cristãos à outra Belém, ou Bethlehem, a cidade onde nasceu Jesus Cristo.

Para exercer a solidariedade com aqueles que precisam de pão, na casa do pão – nos mais diversos sentidos dessa palavra – somos chamados sempre, especialmente nesta época. A Arquidiocese de Belém realiza, entre todas as paróquias, uma campanha denominada “Belém – A Casa do Pão”, com a finalidade de arrecadar gêneros alimentícios para possibilitar um Natal com alimento nas mesas dos mais pobres de nossos próximos (leia mais, clicando aqui).

Roupas sem uso – E, se você tiver em casa roupas masculinas, femininas e infantis, além de cama e banho, em desuso, que possam ser reaproveitadas, aqui está uma oportunidade de exercer a solidariedade: a Comunidade Belém do Movimento Comunhão e Libertação (CL) vai promover um Bazar de Roupas Usadas e precisa de doações. Os recursos apurados no Bazar serão aplicados em ações caritativa, promovidas pelo CL Belém.

Mas, pode perguntar você: o que é esse CL?

Comunhão e Libertação é um movimento eclesial dedicado à educação cristã. Atua em colaboração com a igreja católica em todos os âmbitos da sociedade. O CL foi criado em 1954, em Milão, por D. Luigi Giussani, (1922-2005), que lecionava em uma escola para jovens. Atua com a convicção de que o Acontecimento Cristão, vivido na comunhão, é a base da verdadeira libertação do homem. Comunhão e Libertação “se oferece como possibilidade de viver de modo profundo e atualizado a fé cristã, com a espontaneidade e a liberdade que permitem novas realizações apostólicas e missionárias (Papa Bento XV).

Assim, o CL trabalha “educação para a fé” de adultos e jovens mediante método que contempla práticas religiosas, convivência, estudos das obras de Giussani e temas atuais difundidos pelo Movimento em todo o mundo.

Este Movimento atua no Brasil há mais de 20 anos, estando atualmente com militantes em ação por 30 cidades no país, inclusive pelas ruas de Belém. Aqui, os seus membros reúnem-se uma vez por semana para uma atividade chamada de Escola da Comunidade. E também para atividades caritativas (ações em hospitais, creches, asilos), para ir à igreja ou simplesmente confraternizar. E lançam um apelo: “Se nascer em você o desejo de aprofundar sua experiência cristã e quiser nos encontrar, você será bem-acolhido”.

Para falar com o CL e acertar sua doação, use um destes contatos: Adriana (adrianaremedio@yahoo.com.br - 8149-6225 / 3229-8337); Andréa (miltsandrea@yahoo.com.br - 8114-4429) ou Nélio (neliopalheta@gmail.com - 9961-0305).

Para mais informações sobre o CL, clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h59
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DAS GLÓRIAS DE UM TAMBAQUI

FRASE GASTRONÔMICA DA SEMANA:

“A pirapitinga e o tambaqui são bonitos peixes que podem ter mais de 60cm de comprimento, com 30 de altura e 10 a 12 de espessura. O primeiro tem a carne mais delicada, mas o segundo é mais abundante, de agosto a setembro. Pesca-se o tambaqui nos lagos e nos rios, com “espinhel”, linha comprida esticada horizontalmente entre duas varas e da qual pendem, de espaço a espaço, outras linhas curtas munidas de anzoes”.

Paul Le Cointe, no livro “O Estado do Pará – a terra, a água e o ar”, 1945

É dessa forma que o naturalista francês Paul Le Cointe apresenta esses dois peixes em um de seus clássicos livros sobre a Amazônia: “O Estado do Pará – a terra, a água e o ar”, em que o cientista estuda o meio físico paraense em sua totalidade. Foi escrito na primeira metade do século passado. Tenho a edição, ilustrada, da Companhia Editora Nacional, que teve o apoio do governador Magalhães Barata para se tornar realidade impressa. Esse Le Cointe foi fundador da primeira Escola de Química, no Pará, em 1920. O livro deu-me o meu pai, há muitos anos. Por sinal, papai estudou exatamente nessa escola, onde se formou em químico industrial.

Mas esse papo todo é pra falar de tambaqui. Falar não, melhor, mostrar um tambaqui. Sumano, óia este um:

 

Um senhor! tambaqui, muito bem assado e decorado com temperos a lhe valorizar o sabor inconfundível que traz de nascença e desenvolve com a diversidade de alimentos disponíveis nas ricas águas amazônicas.

Transcrevi o professor Le Cointe porque concordo inteiramente com o conceito dele sobre esses dois peixes. A pirapitinga, que já foi assunto diversas vezes neste sítio eletrônico, é um dos mais saborosos peixes amazônicos que já provei. Mas o tambaqui nada lhe fica a dever, com sua carne rija, mas que enche de sabor a boca.

O exemplar tambaquífero acima eu tive a oportunidade de enfrentar, aqui mesmo, pelas ruas de Belém, em um almoço altamente qualificado, seja pelo conteúdo servido, seja pela companhia de gente boa, uma nata de “espoca-bodes” - para quem não sabe, os naturais de Oriximiná -, a maioria parentes da Rita, naturalmente meus parentes, porque somos casados em comunhão de bens e essa gente toda se classifica entre o melhor de nossos bens. E os tambaquis, as pirapitingas, os tucunarés, e outros requintados habitantes das águas e das praias do oeste paraense, também entram na relação dos nossos melhores bens...

 

Aqui o indigitado peixão é despojado de sua pele, para deixar transparecer as famosas “costelas”, tão desejadas pelos apreciadores de um bom peixe. Em outros, seriam apenas espinhas, mas no tambaqui são mesmo costelas, como você pode ver abaixo:

 

O prato tem em primeiro plano as magníficas costelas, mas tem também um arroz de mariscos, um tomate e duas verdurinhas (respeito, invariavelmente, as instruções médicas de comer verduras e legumes!) uma farofa torradinha e ainda um pedaço de pirapitinga, para completar a infinita alegria de meus sentidos gastronômicos. Notem que há um pouquinho da gordura do peixe, lá no fundo: quentinha, é fantástica.


Foi, sem dúvida, um banquete de dignos ichthyophagos, como diria o mestre Le Cointe (leia sobre ichthyophagia, clicando aqui).

Que tem seu “preço”, na barriguinha arredondada. Onde, diga-se, em respeito às qualidades saudáveis dos habitantes das águas, a “culpa” maior não é deles, mas dos acompanhamentos variados, inclusive os etílicos que, por descerem redondo, arredondam o ambiente...

O prato, onde restou apenas o absolutamente incomível da refeição, é a melhor homenagem que um bom peixe pode desejar: a plena satisfação do comensal! Homenagem extensível à cozinha responsável pelas iguarias e ao anfitrião, um valoroso Guerreiro de Fé, sempre a homenagear o melhor de sua “taba sagrada”, como meu sogro designava, orgulhosamente, sua Oriximiná, a Princesa do Trombetas.



Escrito por Fernando Jares às 19h12
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PELAS TRILHAS DA TERRA SANTA (1)

PELAS RUAS DE OUTRA BELÉM E VIZINHANÇA

“Ganhar o mundo, conhecer lugares diferentes, inusitados”. Essa é a aspiração da menina que queria crescer, e cresceu, em comercial novíssimo da Unimed (não viu ainda?, então clique aqui). Foi isso aí que Rita e eu fizemos, mês passado, junto com mais 51 amigos, gente boa cá do Pará, em terras muito distantes, uns 12 mil quilômetros daqui – cerca de 1/3 da circunferência terrestre, diria meu sobrinho Jorge, que é professor de geografia. Longe 13 horas de voo em um jatão gigantesco, desses de quase 400 passageiros.

O comercial da Unimed entra nesta história porque ilustrou a citação “lugares diferentes” (no 20º segundo) com gente que muito vimos nesses dias do outro lado do mundo: judeus jovens, adultos ou idosos, com suas vestes pretas, chapéus e trancinhas.

Ao longo de sete dias este grupo que está na foto aqui abaixo, levado pela agência Aviztur, visitou mais de 50 locais pelas trilhas da Terra Santa – Israel e Palestina.


A foto foi feita no átrio do monumental conjunto arquitetônico do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Nesta peregrinação/excursão o grupo, formado por católicos, espíritas e judeus, unidos pela fé em um Deus Único, percorreu longas trilhas, de carro, barco ou a pé, principalmente nos caminhos por onde andou Jesus Cristo – ou por aquilo que sobreviveu à conturbada história dessa região.

Desde as margens do Mediterrâneo, as cidades históricas de Jaffa, Acre ou Jericó; as sagradas como Jerusalém, Bethlehem (a Belém de Judá) e Nazaré; as milenares e extraordinárias construções tipo Cesárea Marítima e Masada; a história contemporânea do assassinato de Yitzhak Rabin ou o Museu do Holocausto; locais de reflexão e meditação como o Monte das Oliveiras ou Cafarnaum; a natureza desafiadora do Deserto de Judá ou do mar Morto; gente diferente, como os beduínos e seus acampamentos nos desertos ou os judeus e seus hábitos e roupas diferentes – como os do filme da Unimed. Andamos pelas ruas de outra Belém e vizinhanças.

Teve muito mais que isso. Pretendo contar em série, para rememorar, junto com essa turma boa, e dar a conhecer a quem se interessar, os muito bons dias que estivemos juntos. Vamos ver se dá para manter dois posts por semana, tipo terça e quinta-feira. Quem tem Twitter pode acompanhar as pautas deste sítio eletrônico seguindo o perfil (http://twitter.com/#!/fernandojares) deste escriba.

Quais os motivos que levam um viajante a fazer essa travessia do Ocidente ao Oriente? indagou-nos o padre Ederaldo da Mata Silveira, que acompanhou o grupo, logo na primeira noite. E listou três opções: (a) a fé, para aqueles que buscam conhecer as fontes de sua religião; (b) o conhecimento, para aqueles que procuram consolidar ou ampliar o saber; (c) o lazer, na forma de turismo, para aqueles que gostam de passear, ver terras e gentes novas. Ao que pensei cá com meus botões: não tem a opção (d) todas as alternativas anteriores?


Diariamente, os católicos que assim o queriam, à noite, reuniam-se em oração, para a Santa Missa, celebrada pelo padre Ederaldo. A foto acima é de uma dessas celebrações, na cobertura do hotel Astoria, em Tiberíades, na margem do mar da Galileia. Celebrada ao ar livre, com a cidade ao fundo e o céu bem pertinho. Momento propício à meditação diante da beleza e grandiosidade do mundo que Deus proporciona aos humanos.



Escrito por Fernando Jares às 20h59
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AMANHÃ É DIA DE CINEMA E LOUCURA

 

Discutir casos (bem) explorados pelo cinema e sua relação com a psicanálise é o objetivo dos encontros que o Centro de Estudos Gradiva vem realizando, reunindo quem se interessa pelo(s) assuntos. Com o tema “Cinema e loucura” o filme de amanhã (19/11, às 19h) é o francês “Bem me quer... Mal me quer”, da diretora Laetitia Colombani, com a bonita Andrey Tautou no papel principal.

“À la Folie... Pas du Tout”, título original, mostra a grande e súbita paixão de uma mulher, Angélique (Tautou), por um vizinho, Loïc (Samuel Le Bihan), o que deve render boa discussão entre psicanalistas, psicólogos, cinéfilos/cinemaníacos e apreciadores de um bom programa.

Veja aqui a sinopse distribuída pelo Gradiva:

“Angélique parece ter tudo o que sonha: juventude, beleza e uma promissora carreira de artista plástica. Angélique é órfã e ganha uma bolsa de estudos e a oportunidade de expor seus trabalhos em Paris. Angélique trabalha meio período em um bar, ao lado de sua melhor amiga, a mãe solteira Héloïse (Sophie Guillemin), além de fazer serviços de babá para uma mulher que mora numa grande casa nos subúrbios de Paris, onde passa a morar e ser vizinha de Loïc, cardiologista, mais velho que ela, casado, cuja esposa está grávida. A partir daí Angélique passa a pintar, em todos os seus quadros, imagens de Loïc. O que se inicia como parecendo ser uma história de amor, passa a mostrar o lado sombrio de uma paixão desmedida, que colocará em risco todos os que forem obstáculo para que ela o tenha só para si. Destaca-se o roteiro e o trabalho de atores, em que tanto Tautou quanto Le Bihan traduzem a complexidade de cada momento e o contexto dramático em que estão inseridos com grande talento.”

Quer ver belas cenas do filme? Clique aqui.

Quer participar? Informações, com a coordenadora do programa, Thaís Noronha (thanoronha@yahoo.com.br).

 



Escrito por Fernando Jares às 14h45
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O FIM OU O NÃO-FIM DE UM BEATLE

QUANDO MATEI PAUL MCCARTNEY

“Um jornalista de Detroit anunciou esta semana que o beatle Paul McCartney morreu há quase três anos, em 9 de novembro de 1966. Um sósia muito bem treinado entrou em seu lugar, considerando os altos interesses de negócios envolvendo o conjunto “The Beatles”, gravadora, shows, etc.”

Deve ter sido mais ou menos assim a notícia que eu li, no programa “Sinal Vermelho”, que apresentava aí pelo final de 1969 (e o fiz até abril de 1970) na Rádio Clube do Pará.

O programa era de variedades tipo notícias e críticas de discos, novelas, filmes, cantores, compositores e lançamentos musicais. Eram, salvo engano, 10 minutos, diariamente, às 12h20. A fonte principal era o jornal carioca Última Hora, onde escreviam cobras como Nelsinho Mota, Eli Halfoun, Artur da Távola, Luis Carlos Maciel, etc. Enfrentando uma verdadeira guerra de estática e zumbidos extraordinários, também procurávamos ouvir o mais famoso disc-jockey (hoje simplificado para DJ) daqueles tempos, o Big Boy, na rádio Mundial, do Rio de Janeiro.

Pois bem, não sei mais, obviamente, qual foi a fonte, quem deu a notícia no Brasil. Sei que a repercuti aqui, com o devido destaque (pra não dizer estardalhaço...). Convenhamos, um escândalo e tanto!

Russ Gibb, o tal americano que lançou a informação ao mundo, alegou tê-la recebido de um fã e estudioso dos “Beatles” que, após analisar inúmeras circunstâncias, chegara à conclusão de que Paul McCartney tinha morrido. Apresentou como “provas” o grupo ter suspendido shows e “pistas” diversas, de capas de discos a letras de músicas. Por exemplo, ao final de “Strawberry fields forever” (de 1967, lançada apenas como compacto simples), uma voz resmungaria "I buried Paul," (eu enterrei Paul). A grande dica seria a capa de “Abbey Road”, onde Paul está descalço, indicativo de que estaria morto. O John, à frente, seria o pastor na cerimônia fúnebre e Ringo o coveiro... Veja aqui a foto de meu velho, porém bem tratado exemplar desse LP, com o selo indicando a alta qualidade de um som “estereofônico”!:

 

Claro que a notícia foi veementemente desmentida. O próprio autor dela tratou de esclarecer que levou a coisa na brincadeira e se surpreendeu com o turbilhão que causou, com repercussão mundial. Até aqui, pelas ruas de Belém.

Coloquei a polêmica no ar, mas defendi, sempre, que o beatle teria, de fato, esticado as canelas – afinal o “Sinal Vermelho” não era de dar uma “barriga” dessas... Ops, será que virei coautor da morte do beatle? Criminalmente não há problema, pois a “prova material” do crime apresenta-se por estes dias no Brasil, vivíssimo. Mas, será que é ele mesmo, quer dizer, o original, lá de Liverpool?

Esse fato tornou-se uma tremenda lenda, não apenas urbana, como se diz, mas planetária. E persiste até hoje! Portanto, fiz bem em manter o assunto certo tempo no ar...

A revista Super Interessante deste mês tem matéria de fato super interessante, projetando o futuro da banda, caso Paul tivesse morrido e sido substituído, formalmente: Eric Clapton poderia ter entrado no seu lugar. Fariam show no Brasil, com “Os Mutantes” (com Rita Lee e tudo) na abertura. Lennon não teria sido assassinado e o grupo só acabaria com a morte de Harrison, com câncer, em 2001. Quer dizer, se não entrasse alguém no lugar dele. Quem arrisca um palpite para o substituto?

Olha a matéria da Super:


A lenda continua firme: está em produção um filme onde Lennon é um zumbi, que mata e reanima Paul e os outros dois – baseado no livro “Paul não está morto”, de Alan Goldsher. Leia essa notícia no “Panis cum ovum”, escrita por Eli Halfoun (olha ele de novo neste post...), clicando aqui.

E, homenageando aos amantes da boa música dos “Beatles”, olha aqui a capa da Revista, do jornal Diário do Pará, de 07/11, com os dois mais famosos beatlemaníacos da cidade, Edgar Augusto e Orlando Ruffeil, recriando pelas ruas de Belém a famosa capa do “Abbey Road”. Edgar é o criador do programa “Cantinho dos Beatles”, quando ambos trabalhávamos na Rádio Clube, tempos do eufórico “BBC – Belém Beatles Club”, quem lembra? Edgar era o “o cara que mais entende de Beatles na Amazônia”, slogan criado pelo Rosenildo Franco, grande parceiro de todas estas histórias. Aliás, foi quem criou e primeiro apresentou o citado “Sinal Vermelho”. O papo tá bom, mas olha a capa da Revista do Diário:

 



Escrito por Fernando Jares às 22h21
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UM ERRO HISTÓRICO OU...

A PLACA DO SANTO CERTO NA IGREJA ERRADA

Dizem alguns observadores do turismo que certos erros históricos, de tão marcantes, acabam virando lendas urbanas de tal forma populares, que se transformam em atração para os visitantes de algumas cidades. Não deve ter sido essa a intenção de quem confundiu uma obra estilo barroco, dos anos 1700, com uma obra moderna, do meio dos 1900. Parece absurdo? Não o foi para quem pespegou a placa abaixo, referindo-se a um prédio de grande relevância histórica nesta Belém do Pará:

 

O absurdo é que a placa está diante de uma igreja construída nos anos 1960, a capela de Santo Antonio de Lisboa, ali na praça Batista Campos. E, com certeza, antes não havia lá nenhuma igreja histórica, destruída ao longo dos anos... a justificar a lambança histórica.

A mancada é antiga, mas a autoridade (ir)responsável não se apercebe do feito inglório. Já contei essa confusão neste blog, no início do ano passado, mostrando o erro histórico e qual é a igreja certa. Você pode ler, clicando aqui. Hoje pela manhã estive lá, vi que o erro persiste e fiz esta foto:

 

Para que não fiquem dúvidas, fotografei a placa da “pedra fundamental” da capela, que você vê aqui:

 

Piada de mau gosto, malfeito histórico ou tentativa de criar uma imbecilizante lenda urbana (outra piada de muito mau gosto), é preciso que algo seja feito para corrigir essa informação que pode estar a confundir turistas que nos visitam e estudantes que fazem pesquisa pelas ruas de Belém. E por ali passa muita gente, inclusive jovens de escolas próximas.



Escrito por Fernando Jares às 19h44
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DE BELÉM A BETHLEHEM

Na volta à ativa, após “férias” que envolveram viagens de longa distância, à terras nunca antes palmilhadas, inclusive uma outra Belém, que é Bethlehem, “a casa do pão”, este escriba retoma a escrivinhação sobre as coisas desta Belém, que é “Santa Maria” e “do Grão Pará”.

Meu amigo José Etrusco sempre pergunta, quando reencontra alguém: “como vão as modas?”. Fizesse eu a pergunta a ele e dir-me-ia, com certeza: “as modas muito mudaram nestes dias”. Muito aconteceu, mas as modas foram bem registradas pelas folhas cotidianas diárias e seus (e, principalmente, suas) escribas qualificados, assim como nos profícuos meios eletrônicos e virtuais desta Cidade Morena. Resta acompanhar, na esperança de termos mudanças positivas para os belenenses.

Por sinal, nessas andanças, conheci os belemitas. Mas isso é outra história, que pretendo contar em uma série, paralela a estes contados pelas ruas de Belém.



Escrito por Fernando Jares às 19h36
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