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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


FLAGRANTES DA CIDADE MORENA


Este título vai em homenagem ao grande jornalista e radialista Edgar Proença, um dos fundadores da Rádio Clube do Pará e de grande participação em jornais e revistas paraenses. Tive o privilégio de conhecê-lo e conviver com ele em meus inícios profissionais, lá na Clube. Ele escrevia uma coluna cujo título era algo muito semelhante ou igual a esse acima, homenageando a cidade que amamos. Ainda preciso pesquisar, para confirmar, ou não.

E a foto primeira é exatamente desta muito linda e hermosa cidade que, de tantas lindas morenas, é morena por si mesma. O autor é o NickLand, que vem a ser o arquiteto, publicitário, ilustrador, Nirlando Lopes, um artista da fotografia – a foto original você vê, clicando aqui. Essa Estação das Docas foi bom dia do belemdopara.com.br no Twitter e eu a capturei nesse site. Nirlando já por cá andou, ilustrando post de aniversário de Belém – para ver, clique aqui.

NA RUA (I) - Agora vem uma foto surpreendente: já denunciei que grandes caminhões continuam perturbando a vida dos belenenses, embora proibidos em lei e por decisão judicial. Pois bem, não é que até o da Coca-Cola (tão gostosa, acabei de tomar uma!) atrapalha quem caminha nas calçadas pelas ruas de Belém. Veja só esse, na João Balbi, que fotografei hoje pela manhã, ocupando toda a calçada e jogando os pedestres para a rua, sob o risco dos muitos carros que por lá andam. Valha-nos quem? (© comendador Raymundo Mário Sobral).

 

NA RUA (II) - E o flagrante abaixo? Olhe só: construíram uma microbarraquinha na praça D. Macedo Costa, ali em frente ao Colégio Santo Antonio, confluência da Santo Antonio com a Frei Gil de Vila Nova. Não sei a que serve, pois vi e fotografei no domingo. Estava aberta, tinha até uma garrafa térmica, mas ninguém a lhe explicar a origem. Tem cara de ponto de jogo do bicho, mas não deve ser, afinal é em frente a uma seccional da polícia civil. Deve ter outra destinação. Mas é muito estranho deixarem construir isso naquele local, justo entre prédios de grande valor no passado da cidade, como o Santo Antonio, antigo convento, de grande participação na Cabanagem e em outros momentos de nossa história, o Hospital da Ordem Terceira, um dos mais antigos da cidade, com mais de 300 anos de atividade. Valha-nos quem? (de novo...)




Escrito por Fernando Jares às 22h51
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DIVISÃO DO PARÁ: MANDE SUA MENSAGEM

Os pedidos de urgência para os projetos dos plebiscitos pelo retalhamento do Pará podem ser votados ainda esta semana (?!) na Câmara Federal (informação do dep. Nilson Pinto, aqui). O processo está andando, como se vê.

Essa é uma questão que exige atenção e mobilização da população. Já tratei do tema neste blog, alertando para o comprometimento daqueles que vivemos aqui, pelas ruas de Belém: leia clicando aqui.

Todos nós temos um representante na Câmara, que vai tomar uma decisão por nós. Nada melhor que mandar uma orientação, informando o que pensamos sobre este ou qualquer outro assunto. Afinal, é importante que aquele a quem delegamos o poder de representar-nos na Câmara Federal, saiba o que deve fazer. Os deputados devem ser representantes do povo, portanto devem fazer o que pensam aqueles que os elegeram. Essa é a regra. Infelizmente nem sempre é o que se vê. Mas será que não falta esta tal participação do eleitor?

Aproveito e reproduzo abaixo a relação de nossos deputados federais e seus endereços eletrônicos. Busquei no site “Pará, eu te quero grande” e apenas corrigi um nome e endereço que percebi estava errado, do amazonense Asdrúbal Bentes, que estava grafado Adrubal Mendes... Há, inclusive, um formulário que facilita mandar a mensagem (pode acessar diretamente, clicando aqui).

 Asdrúbal Bentes
Fax: (61) 3215-2410
dep.asdrubalbentes@camara.gov.br

Bel Mesquita
Fax: (61) 3215-2505
dep.belmesquita@camara.gov.br

Beto Faro
Fax: (61) 3215-2723
dep.betofaro@camara.gov.br

Elcione Barbalho
Fax: (61) 3215-2919
dep.elcionebarbalho@camara.gov.br

Gerson Peres
Fax: (61) 3215-2334
dep.gersonperes@camara.gov.br

Giovanni Queiroz
Fax: (61) 3215-2618
dep.giovanniqueiroz@camara.gov.br

Jader Barbalho
Fax: (61) 3215-2831
dep.jaderbarbalho@camara.gov.br

Lira Maia
Fax: (61) 3215-2516
dep.liramaia@camara.gov.br

Lúcio Vale
Fax: (61) 3215-2279
dep.luciovale@camara.gov.br

Nilson Pinto
Fax: (61) 3215-2527
dep.nilsonpinto@camara.gov.br

Paulo Rocha
Fax: (61) 3215-2444
dep.paulorocha@camara.gov.br

Vic Pires Franco
Fax: (61) 3215-2519
dep.vicpiresfranco@camara.gov.br

Wandenkolk Gonçalves
Fax: (61) 3215-2237
dep.wandenkolkgoncalves@camara.gov.br

Wladimir Costa
Fax: (61) 3215-2343
dep.wladimircosta@camara.gov.br

Zé Geraldo
Fax: (61) 3215-2266
dep.zegeraldo@camara.gov.br

Zenaldo Coutinho
Fax: (61) 3215-2336
dep.zenaldocoutinho@camara.gov.br

Zequinha Marinho
Fax: (61) 3215-2823
dep.zequinhamarinho@camara.gov.br



Escrito por Fernando Jares às 20h09
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ARMANDO, QUARENTINHA E O PAYSANDU

ARMANDO - ARMADOR DE IDEIAS - NOGUEIRA

Qualquer jornalista brasileiro, nos últimos 30, 40 anos, acostumou-se a ler Armando Nogueira como quem lê um clássico, a gostar dos textos que ele escrevia e de sua erudição, a sentir-se honrado em tê-lo como contemporâneo na profissão. Foi modelo para os mais jovens e os já nem tanto – e hoje muitos estão declarando isso em entrevistas, blogs, tuítes, etc.

Porque morreu, esta manhã, no Rio de Janeiro, Armando Nogueira, festejado em vida como o maior cronista esportivo brasileiro, depois de Nelson Rodrigues. Onde passou, deixou um rastro de competência profissional. Homem de televisão, basta lembrar que criou o “Jornal Nacional” e o “Globo Repórter”. Ultimamente, antes do câncer que o vitimou, estava no Sport TV.

Amazônida como nós que vivemos pelas ruas de Belém, nasceu em Xapuri, no Acre, de onde saiu aos 17 anos.

Em 1998 ele escreveu sobre o jogador paraense Quarentinha, maior goleador do Botafogo (Armando era “botafoguense assumido”, como disse hoje o jornalista Gerson Nogueira), que havia morrido pouco antes, em 1996 (o texto está em JC Online):

"FLOR DE MELANCOLIA - As moças de hoje em dia parecem gostar, cada vez mais, de futebol. Conheço algumas que torcem, fervorosamente. Neusa, botafoguense, é uma dessas. Por sinal, bonita e brilhante. É a própria versão mulher da Estrela Solitária. Enfim, deixa pra lá que o assunto é outro. Neusa pergunta se vi jogar Quarentinha, campeão com o Botafogo, em 57.
Como vi! Quarentinha era um atacante de respeito. Tinha na canhota o que, então, se chamava um canhão. Chutava muito forte, principalmente, bola parada. Era de meter medo. Nos jogos Botafogo-Santos, era ele, de um lado, o Pepe, do outro. Ai de quem ficasse na barreira.
Quarentinha nasceu no Pará, filho de um atacante e lhe herdou, intactos, o chute poderoso e o apelido. Não sei se o pai era tão tímido quanto o filho. Quarentinha jamais celebrou um gol, fosse dele ou de quem fosse. Disparava um morteiro, via a rede estufar, dava as costas e tornava ao centro do campo, desanimado como se tivesse perdido o gol.
Sempre que o via voltando da área, cabisbaixo, eu o imaginava a parodiar, bem baixinho, os versos de Manuel Bandeira: 'Faço gol como quem chora / Faço gol como quem morre.' Era uma flor de melancolia o Quarentinha." Que Deus o tenha. 
Leia mais sobre o Quarentinha, que começou no Papão do Norte, aqui.

Criou imagens extraordinárias, poéticas e fortes, como esta: "Até a bola do jogo pedia autógrafo a Pelé." Precisa mais para definir o Rei do Futebol?

Sobre o futebol paraense é clássica a crônica em que afirmou que “o Paysandu é a própria alma paraense”, publicada no Jornal do Brasil em 7 de abril de 2002. E tome conhecimento de nossa terra, com a enumeração de grandes ícones do Pará. Mas a melhor homenagem ao mestre de todos nós, profissionais de comunicação (especialmente os torcedores do Papão), é reproduzir abaixo a crônica “Alma Paraense”, cujo original está no site do JB (e você pode ler aqui).

"A ALMA PARAENSE - O Paysandu está pegando um Ita no Norte e desembarca com toda corda no Campeonato Brasileiro. É tricampeão dentro de casa, é campeão do Norte e acaba de ser pra sempre consagrado na Copa dos Campeões. Pra mim, que também sou daquelas bandas, o Paysandu é bem mais que um bom time de futebol. Se o Flamengo é um estado d’alma, o Paysandu é a própria alma paraense. É pimenta de cheiro, é o Círio de Nazaré, é tacacá com tucupi, é Eneida de Morais, tia de Fafá, mãe de Otávio, campeão botafoguense. É palmito de bacaba, é Billy Blanco, é açaí, é Jayme Ovalle, inventor do Azulão, tom profundo do azul-celeste, campeão dos campeões. E sempre será também Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Jane Duboc, canto e contracanto ao violão de Sebastião Tapajós, fluente como o rio que lhe dá o sobrenome.
O Paysandu é feijão de Santarém, é farinha de mandioca, é jambu, é mangaespada, é maniçoba que Raimundo Nogueira servia, declamando Manuel Bandeira:
'Belém do Pará, onde as avenidas se chamam Estradas. / Terra da castanha / Terra da borracha / Terra de biribá bacuri sapoti / Nortista gostosa / Eu te quero bem. / Nunca mais me esquecerei Das velas encarnadas, Verdes, Azuis, da Doca de Ver-o-Peso / Nunca mais / E foi pra me consolar mais tarde / Que inventei esta cantiga: Bembelelém, Viva Belém! Nortista Gostosa / Eu te quero bem.'
Paysandu, permita-me parafrasear Caymmi, cantando teu troféu de imensa glória: Agora, que vens para cá/ Um conselho que mãe sempre dá/ Meu filho, jogue direito que é pra Deus te ajudar."



Escrito por Fernando Jares às 14h58
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SOPHIA LOREN, VINHOS & PUPUNHAS, ETC.

FRASE GASTRONÔMICA DA SEMANA

“A comida traz felicidade... Acabei de jantar no ‘Chef Rouge’, na Bela Cintra. Levitando...”

André Lima, um dos mais conceituados designers de moda do Brasil, no microblog Twitter, dia 3 deste mês.

 

A FELICIDADE DE UMA NOITE COM SOPHIA LOREN

Deve ser por causa dessa felicidade causada por uma boa comida, citada aí em cima pelo paraense André Lima, que as pessoas gostam de festejar seus melhores momentos em torno de uma boa mesa. Desde tempos muito remotos. Veja na Bíblia, veja na história dos egípcios ou dos romanos. Pintou felicidade, lá vai o humano comemorar em torno da mesa ou de algum ancestral dela.

Há tempos publiquei outra frase que associa comida e felicidade: “A ausência da fome é a felicidade. Comer é o meio de alcançá-la”, atribuída a Thomas Jefferson, presidente dos Estados Unidos, gastrônomo, grande apreciador de vinhos. (Leia o post, clicando aqui).

Lembrei disso ao recordar um jantar, no início deste mês, no Roxy. Comemorávamos um aniversário. Durante nossa estada, ouvimos umas quatro ou cinco vezes o “parabéns para você”, em mesas diferentes. Na nossa não teve cantoria, pois a aniversariante é muito reservada... Mas estávamos todos lá, comemorando.

Já disse aqui que sou fã do Roxy há uns 25 anos... (leia sobre o jubileu desse restaurante, clicando aqui) e que sempre peço o mesmo prato: “Frango Sophia Loren”. Foram raros os momentos de infidelidade à atriz, sempre voltando e recebendo o perdão de um sabor exclusivo.

Mas nessa noite fui decidido: “hoje vou mudar. Vou variar. Pedirei um prato diferente”. Já havia pesquisado, enquanto esperávamos, os seis, uma mesa livre e bebericávamos.

Fomos chamados para uma mesa no mezzanino, com bela visão sobre o salão – de onde apreciei as festinhas de aniversário.

Pois bem, ao chegar à mesa, surprise! Sabem quem estava bem atrás de mim? A Sophia Loren, com um olhar intimidatório, do tipo: “Pensas que não vais me comer hoje?” (logicamente que no sentido de alimentar-me com o prato que leva o nome dela. Não pensem tão mal da grande estrela, nem tão bem de mim...). Vejam na foto abaixo como ela me olhava. Não tenho razão?

 

E bradava a descrição do prato: “Peito de frango desossado, recheado de manteiga congelada, à milanesa. Com a temperatura a manteiga derrete, derrete e penetra totalmente. Servido com bolinhas de batatas, arroz à grega e farofa.” Sob impacto, parece até que ouvi, ao pé do ouvido, uma mensagem sobre o tal frango (quer ouvir? Clique aqui).

Vencido, entreguei-me ao prazer tantas vezes antes já vivido, mas com sabor renovado a cada novo encontro. Mas antes dela chegar, recebemos outro grande pioneiro da casa – todos nós seis, invariavelmente, o convocamos na abertura dos trabalhos roxyais: o grande Gary Cooper, travestido de catfood que vêm a ser bolinhos de carne picada, recheados com queijo derretido e presunto. É um sucesso mais antigo que o próprio Roxy, pois vem dos tempos do primeiro “Gato & Sapato”. Circularam também pela mesa o (filé) Nicolas Cage, o (filé) Saddam Hussein e o (camarão) Edson Celulari. Um festival de artistas de cinema, televisão e política, nem todos bem sucedidos na chamada “vida real”, mas um sucesso no cardápio do Roxy.

“AH, BELÉM... TUDO DE BOM!”

Foi com essa expressão de fascínio que Marcelo Katsuki anunciou no Twitter mais dois posts sobre suas muito bem-sucedidas aventuras gastronômicas pelas ruas de Belém. Publicados em seu blog “Comes e Bebes”, da Folha de S. Paulo, online.

A primeira incursão ele a faz no wine barGrand Cru”, de onde saiu feliz, após tintos e espumantes, que lhe marejaram os olhos de perlaje, garantindo: “É tão boa a sensação de comer com prazer. E de beber.” No que concorda com a tese da abertura desta coluna. Podia até virar, de novo, frase da semana... Note que o cardápio aqui é da chef Renata Braune, do restaurante “Chef Rouge”, citado pelo André Lima, lá em cima. Leia o que o Katsuki escreveu, clicando aqui.

O segundo post apresenta “A Toca”, restaurante e bar na galeria Bangalow, na Braz de Aguiar, que vem a ser de Teresa Russel. O título “A primeira pupunha a gente não esquece” rende homenagem a uma das atrações da casa, a “Pupunha com creme de gorgonzola”, que a ser uma variante da “Pupunha ao roquefort”, mais uma criação do chef Paulo Martins que está quase virando comidinha regional. É uma delícia e sobre ela vou escrever qualquer dia desses. Leia e delicie-se com as fotos, clicando aqui.

Pra finalizar, uma foto-convite-aperitivo a visitar o Katsuki. Ele a fez no “Grand Cru” e assim a apresentou: “O que falar desse Trio de Pinchos: Rosbife com shitake e alho, linguiça com azeitona preta e alho assado e queijo Saint Paulin com rúcula e presunto cru. Eu comeria todos os dias.”Acho que não apenas ele! Resistir? quem há de?

 

 



Escrito por Fernando Jares às 18h15
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NO CARRO, O QUE DE CÁ VÊ?

A PORTA INVERTIDA E AS SAIAS

 

Esse carrinho azul celeste (cor bonita!) que está aí em cima é um DKW-Vemag, modelo produzido no Brasil entre 1958 e 1967, pela fábrica brasileira Vemag, sigla de Veículos e Máquinas Agrícolas S/A, a partir de modelo da alemã DKW (que hoje é Audi, da Volkswagen). A Vemag também foi comprada pela VW e encerrada.

Fotografei o modelito, ao lado de um Aero Willys, naquele posto da esquina da 9 de janeiro com a Domingos Marreiros, point de quem gosta de máquinas, novas ou antigas.

Como hoje é quinta-feira lembrei-me dele para contar uma historinha. No meu tempo de rapazote o nome deste carrinho era dito com todas as vogais possíveis sobre a sigla: De Ka Wê. Ou melhor, sonorizando: “di cá vê”.

O apelido surgiu por causa da porta da frente do dito cujo - tinha quatro portas, viu. Quem não viveu esses tempos, note que essa porta abre para trás, ao contrário do que usamos hoje. Naquela época, as mulheres não usavam calças compridas, apenas vestidos e saias, nem tão curtas, porque a minissaia ainda começava a virar moda. Quer dizer, sair de um carro desses era uma operação complicada para as mulheres que estivessem no banco da frente, que precisavam juntar bem as pernas para fazer o movimento. É que a molecada ficava de olho, pois, qualquer descuido, “a gente de cá vê”... diziam (que fique claro, diziam!).



Escrito por Fernando Jares às 21h28
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EXPERIÊNCIAS GASTRONÔMICAS

IGUARIAS PARAUARAS E O CUMARU


Na passada sexta-feira gastronômica apresentei o Marcelo Katsuki e o resultado de suas andanças aqui pelas ruas de Belém “arrastando a sacola (e o isopor)” pela cidade. Para ler ou reler, clique aqui. Como ele é tudo aquilo mesmo (jornalista, cozinheiro, arquiteto, sommelier, blogueiro do “Comes e Bebes” e editor de arte da Folha de S. Paulo), “matou a cobra e mostrou o pau”, como dizia o meu avô: pegou os muitos ingredientes que levou daqui e fez um almoço. E, pelo que falam, que almoço!

Veja só o comentário da também jornalista Roberta Malta, especializada em gastronomia (escreve na Prazeres da Mesa, faz roteiros de restaurantes para a Revista da Folha etc.), sobre um dos pratos, o Peixe com Crosta de Castanha e Jambu no seu blog “Sopa de Letrinhas”: “O peixe (filhote), suculento e hidratado, tinha cheiro de água de rio. O arroz com jambu e alho doce, eletrizava. A farofa, cheiro de manteiga quente, era crocante, soltinha e o pirão de tucupi cremoso.” Isso depois dela fazer um lindo texto sobre “O cheiro doce da Amazônia”, título do post. Vá até lá e deguste o que ela escreveu, clicando aqui. Precisa só de um ou outro ajuste terminológico (como parauara, no lugar de manauara, por exemplo), como se faz com o sal em um prato saboroso... A receita também está lá e dá água na boca. Como aperitivo a foto do prato montado, está aí em cima.

CUMARU NAS PANELAS – O uso de aromatizantes na culinária é muito antigo, mas cada vez mais explorado, especialmente pela alta gastronomia. Com a onda dos produtos amazônicos nas mesas dos grandes chefes, também nossos melhores odores estão chegando lá. Alex Atala, o grande mago da área, já fez diversas experiências bem sucedidas.

O site do canal de televisão por assinatura GNT anunciou recentemente: “Conheça o cumaru, semente amazônica que caiu na graça dos chefs”, onde explica que nossa fava, antes usada apenas na medicina, na perfumaria, inclusive para odorizar o tabaco, ou no fornecimento de madeira, vem conquistando espaço nas melhores panelas nacionais, não mais limitada pelas ruas de Belém.

O chef paraense Thiago Castanho, do restaurante “Remanso do Peixe”, apresenta suas experiências e até ensina a fazer um pudim de fruta-pão com calda de cumaru.

Para saber destas novidades do cumaru, clique aqui e leia a matéria no site do GNT.



Escrito por Fernando Jares às 17h19
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NATUREZA E HISTÓRIA

ESPELHO DA NATUREZA NA REVELAÇÃO DO BRASIL

A presença da natureza na história brasileira, especialmente a amazônica, é o tema do livro “O Espelho da Natureza - poder, escrita e imaginação na revelação do Brasil”, que o Prof. Dr. Geraldo Mártires Coelho, lança logo mais, às 19h30, no Museu da Universidade Federal do Pará, na Generalíssimo Deodoro com Governador José Malcher. Geraldo é um dos mais importantes e produtivos escritores paraenses da atualidade na sua especialidade, a história e docente da Faculdade de História da UFPA.

O livro aborda três períodos da história nacional, nos séculos XVII, XVIII e XIX.

Na primeira abordagem estuda a Amazônia na teologia do Padre Antonio Vieira. Ao observar o século XVIII, detém-se nos iluministas e Alexandre Rodrigues Ferreira. Já no século XIX a pesquisa dirige-se a literatura romântica, como na obra de José de Alencar e na música de Carlos Gomes.

O livro reúne estudos apresentados pelo ilustre professor em grandes eventos, na Universidade de Roma, na Universidade de Guimarães (Portugal) e aqui na Feira Pan-Amazônica do Livro.

“O livro é significativo na medida em que propõe outras leituras, novas abordagens da teologia política de um Vieira ou da literatura da arte romântica de Alencar e até mesmo da estética do século XIX, no Brasil”, disse o autor ao jornal O Liberal, na edição de hoje.



Escrito por Fernando Jares às 16h24
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AINDA O ESQUARTEJAMENTO...

...AGORA EM VERSÃO ESPORTIVA

 

No post de ontem, imediatamente abaixo, sobre a proposta de divisão territorial do Estado do Pará em três unidades, usei como ilustração um quadro do grande pintor brasileiro Pedro Américo (não confundir com o Pedro Américo, publicitário cá pelas ruas de Belém, de quem não ouço falar faz muitos anos). Foi o célebre “Tiradentes Esquartejado”, no que aproveitei a imagem criada por Zé Varela. Está tudo lá, explicado e creditado...

Volto ao assunto da divisão/esquartejamento, com o cartum aí em cima, do grande J.Bosco, publicado hoje em O Liberal, que complementa, e muito bem (menos para os esquartejados remistas, obviamente...) a ideia do desmantelamento do Pará.



Escrito por Fernando Jares às 16h54
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O PARÁ COMO TIRADENTES?

O FUTURO DOS PARAENSES A QUEM PERTENCE?

Os movimentos pela divisão do Pará, para a criação de novos Estados, são antigos e, de vez em quando, voltam. Em vezes anteriores as autoridades estaduais têm sido enfáticas ao rechaçar a ideia e defender a unidade paraense. As lideranças da sociedade (políticos, sindicalistas, religiosos, etc.), também.

Mas a presente temporada de ameaça de desmantelamento do Pará está diferente. Estou achando a coisa malparada. Aliás, parada demais. Não percebi nenhuma reação oficial. Parece que é para deixar como está – uns para ver como fica, outros porque o querem assim mesmo, de olho em vantagens dos mais diversos tipos, legais e nem tanto.

Para quem vive pelas ruas de Belém a divisão tal como está posta vai reduzir esta cidade à expressão mais simples, porque com o Pará (o remanescente) ficará a parte mais pobre e já (intensamente) explorada do antigo Estado. Na verdade Belém teria que se redimensionar, buscar novas alternativas de crescimento e desenvolvimento. Quem se habilita a competente para tal? Com certeza não a atual administração(?!) da cidade... Infelizmente, pois essa será a realidade, caso o retalhamento do Estado aconteça desta vez.

A agência Mendes Comunicação produziu um texto que está em seu blog e, por achar oportuno, reproduzo a seguir. Sugiro que seja lido e pensado. A questão é séria e exige uma postura séria. Existe muita ficção rolando por aí, tipo a historinha sobre gente alta da República, interessada especialmente em Carajás, área de recentes e vultosos investimentos familiares... mas deve ser boato. Como tem muita história ainda a ser contada.

Ainda há tempo para a briguenta intelligentsia parauara despertar, antes que o grande Pará termine esquartejado que nem Tiradentes”, diz Zé Varela, em comentário no "Blog do Flávio Nassar".

Mas vamos ao texto da Mendes Comunicação. Para ler no original, clique aqui.

 

O futuro dos paraenses nas mãos de dois estranhos.
"Você conhece Leomar Quintanilha e Mozarildo Cavalcanti?
Eles também não conhecem você.
Será que eles conhecem o Pará?
Mas eles estão se intrometendo na sua vida e nas vidas de todos os paraenses, por causa dos Projetos de Decretos Legislativos, de autoria deles, desmembrando o Pará para a criação dos Estados do Tapajós e de Carajás.
Eles são políticos de Roraima e Tocantins.
Por que será que eles querem retalhar o nosso Pará?
O desmembramento de um Estado para a criação de outro dá prejuízo ao seu bolso.
O Pará poderá vir a pagar os custos dos plebiscitos e certamente perderá receitas.
A União gastou, no mínimo, R$ 1,1 bilhão com a redivisão territorial que deu origem ao Tocantins. E outros R$ 800 milhões para criar Mato Grosso do Sul.
A última estimativa sobre o assunto diz que o custo para a criação de um novo Estado, hoje, pode chegar a R$ 1,9 bilhão; 2 estados, R$ 3,8 bilhões. Do meu, do seu, do nosso bolso.
Só para você ter uma ideia, se os estados do Tapajós e Carajás vierem a ser criados, o Pará perderá 8 dos seus 10 municípios mais ricos.
O “novo” Pará perderá também 6 dos seus 10 municípios com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
Enfim, perderíamos 66 municípios para os novos estados. Apenas 6 outros estados teriam menos municípios que o “novo” Pará.
Uma das mais graves consequências seria o encolhimento do PIB do Pará.
O PIB do Pará, hoje, quase R$ 50 bilhões, cairia para aproximadamente R$ 29 bilhões.
Despencaríamos no ranking das economias do País.
O Pará, hoje, exportador de energia elétrica, passaria a importador.
Perderíamos peso e importância.
E depois ainda há quem diga que o Pará sairia ganhando com a criação dos novos estados. Pois sim!"

Pra quem tem dúvidas sobre o resultado de um esquartejamento, vai aí abaixo a reprodução do quadro de Pedro Américo “Tiradentes Esquartejado” (1893), bem a propósito, que captei do blog “Café do Richard”, que você pode visitar clicando aqui.




Escrito por Fernando Jares às 19h18
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VIVA A GASTRONOMIA PARAENSE!

FRASES GASTRONÔMICAS DA SEMANA

 

“Os ingredientes amazônicos estão em alta, é fato. Nunca se falou tanto em jambu, tucupi e açaí nas escolas de gastronomia e restaurantes do Brasil. Mas será que a forma como são usados representa fielmente a cultura gastronômica de sua região nativa?”

Beatriz Marques, jornalista, na revista Menu.

“É coisa séria, gente. Passei uma semana arrastando a sacola (e o isopor) por Belém. Falei com cozinheiros, donos de bares e restôs, 'tacacazeiras', peixeiros, motoristas e amigos para chegar até essa listinha, que só estou postando porque fui nos lugares para comprovar.”

Marcelo Katsuki, jornalista, arquiteto, cozinheiro e sommelier, editor de arte da Folha de S. Paulo, no blog Comes e Bebes.

 

A temporada de boa divulgação da melhor gastronomia paraense continua em alta. Estes dias a nossa culinária naturalíssima anda bombando, mais uma vez, em publicações e sites de grande importância nacional, com receitas e tudo.

MENU REFINADO - Como entrada, a revista Menu, que dedicou grande espaço à sustentabilidade da gastronomia regional, a partir da questão proposta no lead da matéria pela jornalista Beatriz Marques, aí em cima. O jovem chef paraense Thiago Castanho e seu “Remanso do Peixe” foram a atração principal, inclusive com receitas. Também foram entrevistadas a chef Maria do Céu Athayde, do Centro de Gastronomia da Amazônia, de Manaus e a chef Mara Sales, do paulistano “Tordesilhas”.

Diversas receitas fazem a festa de quem gosta de boa comida, na linha da gastronomia tradicional ou contemporânea, como a “Costela de tambaqui e farofa molhada de feijão-manteiguinha com pirarucu seco”, do Thiago, que está na foto aí em cima, de João Ramid, publicada na revista; “Cuscuz de tapioca com leite de castanha-do-pará e toffee quente de café com cumaru”; e o “Bombom de cupuaçu”. Merecem leitura. Aparece até uma receita de leite de castanha-do-pará, uma preciosidade que permite alguns dos pratos mais extraordinários que já provei, como o “jabuti no leite da castanha”, hoje proibido pelas autoridades ambientalistas... Estas receitas estão disponíveis no site da revista Menu, como a citada matéria e, para ler, basta você clicar aqui.

 

DOCES NOSSOS - Ontem as nossas riquezas gastronômicas ganharam excelente visibilidade no site do UOL, com direito à chamada-destaque durante o dia, apresentando o blog “Gastrolândia”, da jornalista e consultora gastronômica Ailin Aleixo: “Doces típicos do norte: musse de açaí e torta de cupuaçu com merengue”, onde ela apresentou receitas do livro “Viagem Gastronômica Através do Brasil”, da Editora Senac. Você pode ler diretamente, clicando aqui. A foto da torta de cupuaçu eu captei desse blog, que a buscou no flickr da autora, Sheila Benjamin que, aliás, tem fotos lindas lá.

VISÃO KATSUKI - Para completar esta magnífica refeição divulgatória, chega o jornalista Marcelo Katsuki, que já fez um resumo do excelente trabalho feito por ele pelas ruas de Belém, na “frase gastronômica” lá em cima.

Como anuncia, fez um belo levantamento de fornecedores gourmet da cidade, indo aos pontos, bebendo nas fontes e conta tudo em seu blog “Comes e Bebes”. Tudo certo e verdadeiro, inclusive com alguns deles coincidindo com aqueles onde Rita e eu compramos nossos ingredientes preferidos. Lista comprovada e endossada, merece ser conhecida e, para isso, basta clicar aqui. Aproveito para homenagear a minha fornecedora Eliete, de tucupi, jambu, molho de pimenta, etc., com a foto que captei do “Comes e Bebes”:


O festival sobre a culinária paraense de Marcelo Katsuki não ficou só nos fornecedores. Foi aos principais locais de consumo, os templos dessa verdadeira religião do bem alimentar-se, como diria o escritor Leandro Tocantins. Começou pelo restaurante “Lá Em Casa”, ao qual assim se referiu: “Quando se fala em gastronomia em Belém, o primeiro nome que vem à cabeça é o do chef Paulo Martins, verdadeiro embaixador da gastronomia paraense. Em seu restaurante, o Lá em Casa, o chef (no momento afastado do restaurante por problemas de saúde) realiza um trabalho de resgate da gastronomia regional com pratos bem executados respeitando os ingredientes e receitas de origem indígena”. Um festival de fotos desperta a vontade de comer, a boa gula, que o Leandro Tocantins tão bem absolveu, livrando-nos de culpa, em seu livro “Santa Maria de Belém do Grão Pará”, exatamente ao qualificar o restaurante criado por Anna Maria Martins: “onde a gula, pecado capital, torna-se um auto-de-fé nos prazeres dionisíacos da comida paraense.” Você pode ler o post sobre este restaurante clicando aqui. Veja uma das fotos publicadas, de adorável biju, quentinho, crocante com manteiga de boa qualidade, que serve de entrada e de que nunca abro mão:

 

Belo e justo espaço dedica o “Comes e Bebes” ao restaurante “Remanso do Peixe”, onde brilha o Thiago Castanho, de onde elege seu prato para ser lembrado: “Tenho comido coisas bem gostosas por Belém, mas se eu tivesse que escolher um prato que representasse essa viagem, certamente seria o ‘Pirarucu defumado com nhoque de banana-da-terra, farofinha d'água e chips de banana’. Sabe aqueles pratos que te emocionam de tão perfeitos no sabor, no cozimento, na apresentação? Pois é, esse estava impecável: o peixe com o perfume do 'fumeiro' rústico abrindo-se em lascas, a consistência delicada do nhoque, a crocância da farofinha, mais o sabor do molho com os temperos típicos do Pará.” O tão elogiado prato está na foto abaixo. Você pode ler as opiniões e degustar as fotos de Marcelo Katsuki, clicando aqui.

 

Vamos fechar esta magnífica refeição divulgante de nossa melhor culinária com um endereço minúsculo e magnífico: “A Portinha.” Disse o Katsuki uma grande verdade ao afirmar: “A Portinha é o segredo mais mal guardado de Belém. Só se fala nela, hehe! E tem peculiaridades que fazem jus à fama: é minúscula, só abre no final da tarde e apenas de sexta a domingo. Eita emprego bom esse, meu!” A avaliação da simpática microcasa (tem apenas uma mesa!) pode ser bem aferida com este comentário: “Mas o meu favorito foi o Pão da Portinha, com recheio de peito de peru, jambu e palmito. Eita salgadinho pai d'égua, rapaz! Pedi outro, mas o Manoel riu e disse: ‘Acabou’! E olha que a Portinha estava aberta há menos de duas horas!” Como tem gente que parece que não conhece “A Portinha”, publico a foto de sua fachada e o endereço: Rua Dr. Malcher, 434 - Cidade Velha. E o texto sobre "A Portinha" está aqui.


Esta é uma coluna gastronômica avantajada, mas saborosa. Que faz feliz quem a escreve e, espero muito, também quem a lê. Caso o ilustre leitor resida pelas ruas de Belém, fica uma sugestão: está na hora de comer bem! Dependendo da hora, obviamente, desligue o computador e vá a um desses fornecedores citados, vá a um dos restaurantes indicados e exerça seu legítimo direito de morar em uma das cidades em que melhor se come no Brasil. Caso você esteja mais longe, trate de programar uma vinda a Belém do Pará. Use a mesma internet para levantar dados e planeje a viagem, as suas próximas férias. Tenha a certeza de que nenhuma outra cidade brasileira apresenta uma variedade tão extraordinária em opções de uma culinária única, legitimamente brasileira, exclusiva e naturalíssima, porque originária da mais bela floresta do mundo e produzida por gente que é apaixonada pelo que faz. Vinde a Belém!

 



Escrito por Fernando Jares às 15h55
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NAVEGAÇÃO & NAVEGAÇÃO

DA INTERMITÊNCIA DOS POSTS

A intermitência nos posts, nestes últimos dias, tem justificativa: este poster* anda a navegar (no sentido tradicional, de deixar-se transportar em veículo flutuante sobre a água) – em águas profundas pelo Atlântico Sul, milhares de quilômetros distante das tradicionais andanças pelas ruas de Belém... Com algumas dificuldades de acesso para navegação (aqui no sentido de transportar mensagens por ondas virtuais), entre elas o elevado custo dos minutos a bordo, os posts vão saindo racionados. Mas na próxima semana voltará a regularidade, se Deus quiser. E com a novidade narrativa destas aventuras, inclusive gastronômicas, no mar e em terras porteñas.

* termo com que homenageio o sempre lembrado blogueiro de primeira, Juvêncio Arruda Câmara.



Escrito por Fernando Jares às 00h48
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GASTRONOMIA DE EXPORTAÇÃO

NOSSA CULINÁRIA PARA EUROPEU VER

O badalado chef de cozinha belga Viki Geunes, do restaurante 't Zilte, dono de duas estrelas no Guia Michelin, esteve em Belém com uma equipe da TV Canvas. O chef é o convidado especial na produção do documentário "Brazilie voor Beginners" (Brasil para Iniciantes) dentro de uma programação dessa rede de televisão sobre países que estão na “moda” no mundo: Brasil, Rússia, Índia e China (o famoso BRIC), mostrando cada país em diversos aspectos, entre eles a gastronomia. E, como eles sabem das coisas, Belém foi eleita para representar a gastronomia brasileira, no que ela tem de mais exclusivo e natural.

Segundo o idealizador do projeto, Peter Van Ooscende, "Viemos a Belém por causa de Paulo Martins. Ele é um grande ícone da gastronomia brasileira no mundo e o seu trabalho de pesquisa e divulgação da cozinha da Amazônia, fez com que o paraense e o brasileiro passasse a dar valor aos seus produtos e isso a gente sente na sua paixão por esta causa. É uma honra para nossa equipe ser recebido por ele e sua família, para falar sobre este tema em nosso trabalho."

Os profissionais belgas ficaram aqui cinco dias, capturando imagens pelas ruas de Belém e em São Caetano de Odivelas e Marajó. Foram também às origens dos melhores produtos da gastronomia paraense, como tucupi, jambu, açaí, queijo-do-marajó e até o humilde turu, que começa a virar estrela... Buscaram informações com especialistas, como cientistas e pesquisadores da Embrapa e gente da gastronomia, como Tânia e Daniela Martins e Cristine Klautau. Nem precisa dizer que ficaram muito bem impressionados com o que viram e com o que saborearam. Está aí mais uma excelente oportunidade de divulgação para a gastronomia paraense, pouco depois de ser atração no The New York Times (leia clicando aqui). Na foto abaixo, Tania Martins, Viki Geunes, Daniela Rocha (apresentadora do programa) e Cristine Klautau, durante a gravação do documentário.


 



Escrito por Fernando Jares às 18h27
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QUANDO O VERDE ALTERA A HISTÓRIA

O PRÉDIO QUE MUDOU DE COR

 

Tomei um susto danado, dia destes, ao passar na esquina da rua Ó de Almeida com a Quintino Bocaiúva. Ainda bem que não estava dirigindo... Caso ainda fosse vivo, o engenheiro e arquiteto Camilo Porto de Oliveira, pioneiro das atividades da arquitetura entre nós e responsável por belas obras pelas ruas de Belém, provavelmente teria tido sobressalto igual ou maior.

A foto aí em cima mostra o edifício dessa esquina, o D. Carlos, que foi pintado com essa estranhíssima coloração verde. Era de um róseo que combinava harmoniosamente com os detalhes em cerâmica que ainda sobrevivem. O prédio é uma das festejadas criações de Camilo Porto de Oliveira, referência para estudantes e pesquisadores da moderna arquitetura belenense.

Não pode ser mais. Foi adulterado, formando uma nova combinação, tendendo mais para a bandeira de Portugal do que para aquele belo estilo de prédio.

Dentro da grande descaracterização que a cidade vem sofrendo, é mais um golpe sobre uma obra pública de um grande artista já falecido. Não esquecer que ainda recentemente outro arquiteto foi vítima de atentado semelhante – e ainda mais grave, pois com patrocínio oficial do Estado e do município: o mural, criação do também já falecido arquiteto e artista plástico paraense, Osmar Pinheiro Jr., que havia na esquina do Boulevard Castilho França com o Ver-o-Peso, foi inteiramente destruído. Para ler o que já escrevi sobre este assunto, clique aqui.

É uma pena. Instituições como o Instituto dos Arquitetos ou o Conselho Regional desses profissionais, bem que poderiam dar uma olhada em ações desse tipo. Serão legais? A criação de um arquiteto, ao que me parece, tem direitos protegidos, tem ©. Será que se pode alterar ou destruir, quando claramente podia ser restaurada?

Existem outros casos semelhantes, como o da escultura “Velames”, também do Osmar Jr, arrancada pela Prefeitura há poucos anos da praça do Pescador. Ou as mangueiras, símbolo da cidade, que estão caindo a cada chuva forte – que lhes estará faltando? Há esquema de reposição, caso seja morte natural?

Quem ama Belém quer a cultura da cidade, e dos belenenses, preservada e valorizada.

 



Escrito por Fernando Jares às 16h38
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ABISMO TECNOLÓGICO

O TEMPO E O ESPAÇO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS

 

As diferenças entre os serviços públicos oferecidos aos cidadãos pelas ruas Belém podem proporcionar saltos de tempo tipo dezenas de anos – em um espaço equivalente a cerca de um quilômetro. Uma equação tempo/espaço pra deixar qualquer físico alucinado...

Vivi essa aventura/equação há dias, ao necessitar de algo bastante simples: documentos, para atender exigências do poder público. Em duas esferas, federal e estadual.

Primeiro foi a renovação do passaporte, na Polícia Federal, diante do vencimento do anterior. Via internet pude fazer o agendamento em data que me foi favorável (dia e hora), emitir a guia de recolhimento da taxa e até o pagamento. No dia aprazado Rita e eu nos apresentamos, fomos atendidos na hora certa. A foto foi captada lá mesmo e as digitais também captadas por meio eletrônico. Por e-mail recebemos a confirmação da data para retirar o novo passaporte. Tudo funcionou muito bem.

Uma semana depois prosseguimos a trilha renovatória de documentos, pois a minha Carteira de Identidade, embora ainda em excelente estado (e com a cara praticamente igual...) não valia mais para viagem à América Latina: deve ter menos de cinco anos de expedida!

Fui à Polícia Civil (Estadual), Posto Central, na Magalhães Barata, distante cerca de um quilômetro da Polícia Federal. Primeiro tive de ir buscar a guia para pagamento da taxa, já que não consegui acesso ao documento no site da Fazenda Estadual. No dia que escolhemos, Rita e eu, fomos às 6h30 para a fila, para pegar a senha. Chegamos tarde, pois havia gente desde antes das 5h. Mas, graças às barbas brancas, consegui ser atendido na cota das prioridades, cujo número era pequeno nesse dia.

Alojados em um galpão com ar condicionado sofrível e móveis desgastados, aguardamos a nossa vez. Uma curiosidade: não havia senha ou coisa semelhante, que seria algo meramente simbólico. A ordem de atendimento, pelo que percebi, era a ordem de recebimento dos documentos pela funcionária apta, por sinal bastante simpática.

O abismo abriu-se na hora do atendimento. Notei que não havia computadores nas mesas. Logo na entrada tinha visto uma “Sala de Digitação”... Pois bem, o funcionário que me atendeu preencheu, à mão, uma ficha com meus dados. Uma ficha, à mão! Pensava que isso nem existia mais... especialmente em um Estado que se anuncia digitalizado. Mas as surpresas não ficaram aí: na hora de colher as digitais, dedinhos esfregados em uma placa metálica melada de tinta preta – exatamente como fiz ao tirar a minha primeira carteira de identidade, há mais de 40 anos! O processo, pelo visto, não evoluiu nessas quatro décadas. A diferença ficou apenas no final: a ficha foi para a tal Sala de Digitação – na da Rita havia um erro na anotação da cidade de nascimento, identificada pelo digitador e prontamente corrigida, mediante a reapresentação do documento apropriado – e a carteira imediatamente emitida. Saímos de lá com elas, cerca de cinco horas após a chegada. E com a fé de que ainda chegaremos a ter no Estado, pelo menos o padrão oferecido pelo serviço federal, pouco mais adiante.

Na saída do prédio, encontrei uma verdadeira central de serviços emergenciais, funcionando sobre a calçada. É a foto que está ai em cima. Fazem de um tudo: foto na hora, xérox, ampliações, scaneamento, plastificação, etc. E, como bônus, documentei o trabalho de produção fotográfica, feito ali mesmo, na rua, mas com requintes de retoque de maquiagem e no cabelo, proteção do sol, fundo infinito, etc. Veja:

 

 



Escrito por Fernando Jares às 11h46
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RECEITA DE MULHER

UMA RECEITA COM SABOR PARAENSE

Há 40 anos foi realizado em Belém um show de música e poesia, denominado “Receita de Mulher”, mais que apropriado para saudar as mulheres. Aproveito a deixa do Dia Internacional da Mulher, que se comemora neste 8 de março, para dedicar esse espetáculo, quatro décadas após, às leitoras deste espaço virtual, às companheiras, parentes e amigas de nossos leitores.

O “Receita de Mulher”, segundo poeta João de Jesus Paes Loureiro, em crônica publicada em O Liberal, em 19 de junho de 1969, véspera da estreia, era “um show sério, bem elaborado, visando o melhor, que não aceita improvisação. Baseado em temas de amor, não pretende outra coisa do que louvar a mulher, rainha primeira e única desse reino encantado”.

Diga-se que era novidade a produção em Belém desse tipo de programação com características profissionais, pagando aos participantes, cobrando da casa em que se apresentava, etc. O próprio Paes Loureiro explicava em sua crônica: “Outro aspecto positivo da produção de Rosenildo e Jares é o sentido comercial. Haverá, pelo menos, duas apresentações no mesmo local, em sextas seguidas. Levando em conta o caráter puramente amadorístico de outras apresentações, esse é um sentido novo e louvável”.

Isso mesmo, o “Receita de Mulher” foi uma iniciativa pioneira aqui pelas ruas de Belém, de Rosenildo Franco e minha, naqueles idos de 1969. Na época, colegas na Rádio Clube do Pará e na Faculdade de Direito, criamos os textos, cuidei da produção e Rosenildo da direção. O espetáculo foi apresentado na bonita Churrascaria Adegão, na 28 de setembro, esquina da Presidente Vargas, no térreo do Hotel Central, em dois fins de semana (sexta, sábado e domingo). A Adegão era do Celestino Vidonho, recentemente falecido e que foi assunto neste blog, no post imediatamente abaixo.

Com uma hora e meia de duração e estrutura baseada em poemas e canções dedicadas às mulheres, apresentava poesia de, entre outros, João de Jesus Paes Loureiro, Manoel Bandeira, Rosenildo Franco, Pablo Neruda, Élson Faria, Capinam, músicas de Simão Jatene, Caetano Veloso, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi, Lennon e McCartney, Chico Buarque. O elenco tinha os melhores daquela época: interpretação de textos e declamação de poemas de Fernando Neves, um dos melhores atores de teatro e cinema (“Um diamante e cinco balas”, de Líbero Luxardo); músicas por Cleodon Gondim, grande cantor e também ator e diretor de teatro, que vinha de grande vitória no I Festival Paraense de Música Popular Brasileira, com “Fim de Carnaval”, o violão elogiadíssimo de Everaldo Pinheiro (abaixo, em foto de jornal da época), o contrabaixo de Tony Castro e a bateria de Vando.

COMO FOI – Para recordar como foi a estreia, busco a matéria “Quem provou, gostou da Receita (paraense) de Mulher”, publicada no Jornal do Pará, da segunda-feira, 23 de junho:

“De repente, todas as luzes da churrascaria Adegão apagaram-se. Surge na escuridão uma voz lendo a parte inicial do “Gênesis”, da Bíblia, que diz: ‘No princípio criou Deus os céus e a terra. Havia trevas sobre a face do abismo. E Deus disse: haja luz!’

Neste momento acende-se um spotlight sobre a figura do ator Fernando Neves, que continua lendo o ‘Gênesis”, até o trecho onde Deus criou o homem e a mulher, posteriormente.

Então, Cleodon Gondim canta ao fundo, murmurando, ‘F... Comme Femme’, música que é sucesso atualmente, pois é um dos temas da telenovela ‘Beto Rockfeller’. Este é o início do show.”

Dizia o jornal que segundo os produtores (Rosenildo Franco e Fernando Jares Martins) “é uma tentativa de se fazer em Belém ‘shows’ noturnos, bem ao estilo daqueles que se vêem no Rio e em São Paulo. E dizia que “este é um campo ainda praticamente inexplorado, apesar de se possuir um grande número de artistas paraenses, que nada ficam a dever aos artistas do sul”.

Para completar, a crítica do Jornal do Pará, naquele 23 de junho de 1969:

“Cleodon Gondim foi o elemento do “show” mais aplaudido durante as três primeiras apresentações (sexta, sábado e domingo). Fernando Neves, que fez a apresentação dos textos, também foi aplaudido. E Everaldo Pinheiro, um dos melhores violonistas de Belém, foi a revelação do ‘show’. De uma segurança e uma técnica espetaculares, Everaldo, sem dúvida nenhuma, será, em breve futuro, um dos nomes mais comentados de nossa música popular. Ressalte-se ainda os acompanhamentos de Tony Castro (no contrabaixo) e Vando (na bateria).

Foi um belo e gratificante trabalho que hoje, com certeza com aprovação dos demais, dedico a todas as mulheres paraenses.

E O VINICIUS? – Alguém notou que lá na lista de autores (embora não estejam todos) não consta o nome de Vinicius de Moraes, exatamente o autor do poema “Receita de Mulher”, que deu nome a este espetáculo? Pois é, não foi lido nenhum texto de Vinicius e não foi cantada nenhuma composição do famoso poeta e diplomata. Por que? Porque a Censura local não aprovou. Isso mesmo. O nome de Vinicius foi vetado pelo censor de plantão! Não adiantou a argumentação de que seu trabalho era gravado livremente no país, apresentado em shows lá no sul, etc. Aqui não!, assegurou o censor. “Lá fora podem não fazer a coisa direito, mas aqui é assim”, foi algo mais ou menos o que me disse o censor. E no dia do show, lá estava ele na mesa sempre reservada à polícia e à censura federal...



Escrito por Fernando Jares às 19h44
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LUA-DE-MEL COM MARULHO

UM CORAÇÃO A ALEGRAR CORAÇÕES

A sabedoria popular afirma: o que começa bem tem mais chances de prosseguir bem do que aquilo que começa mal, que terá muito menos oportunidade de êxito. Dizem os mais antigos que “pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto” e isto é até letra de música sertaneja...

Casado há mais de 30 anos – com a mesma mulher, é bom que se diga – tivemos, Rita e eu, uma boa lua-de-mel e isso pode ter contribuído para a estabilidade de nossa união. Começou bem, vai muito bem.

E por que esta confissão pública? Porque ontem estive com alguém que contribuiu para isso, sem nada planejar, apenas exercitando o seu bom coração: o Celestino Ferreira Vidonho.

A coisa foi mais ou menos assim: Rita e eu estávamos distribuindo os convites para o casório e lá fomos visitar a Marieta, minha prima, e seu marido, o Celestino. A Marieta era das primas mais velhas, sobrinha da mamãe e praticamente por ela criada, já que a tia Emília faleceu quando a Marieta tinha apenas quatro meses. Até o casamento de mamãe, esta cuidou da criança com cuidados maternos. Depois a menina ficou com a minha avó. Mas sempre acompanhada de perto, tanto que morou algum tempo conosco, quando eu ainda era criança pequena, lá em Capanema. Marieta já foi, há vários anos, para sua morada no céu.

Pois bem, ao ser convidado, o Celestino perguntou: "onde vão passar a lua-de-mel?" Na verdade, ainda não tínhamos nada certo e não podíamos gastar grande coisa. "Por que não vão para a nossa casa em Salinas? Está às ordens." Mal ele sabia que agia como um anjo do bem. Que caiu do céu! Obviamente aceitamos, imediatamente. Mais alegria aos nossos já alegres e felizes corações. Foram alguns poucos e excelentes dias, com aquele marulho a nos acariciar os ouvidos. Acho que foi a primeira vez que fiquei por dias em Salinas.

Tive uma outra grande experiência com o Celestino, quando Rosenildo Franco e eu organizamos, na Churrascaria Adegão, um pocket-show. O primeiro deste tipo montado pelas ruas de Belém. Mas isso é outra história.

 

A casa de Salinas, a da lua-de-mel - foto durante a própria.

Celestino faleceu nesta terça-feira, após rápida enfermidade. Ainda no sábado participou da Santa Missa, na igreja do Rosário. Estive em seu velório e vi belos momentos de carinho e sincera gratidão ao amigo. O caixão coberto com as bandeiras de seu querido Portugal, de instituições lusitanas às quais sempre serviu com dedicação, inclusive a bandeira da Tuna Luso Brasileira – à frente da qual, na Almirante Barroso, o cortejo fúnebre parou para o clube homenagear seu benemérito.

O diácono José ao encomendar o corpo, disse que aquela era uma cerimônia de entrega de Celestino de volta a Deus, que Ele havia cedido àquela família e aqueles amigos, por 76 anos, estimulando o agradecimento por ele ter existido entre nós. Foi bonito e emocionante.

 



Escrito por Fernando Jares às 16h46
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FILOSOFIA, CINEMA, RELIGIÃO

AS OFERTAS DO CCFC PARA MARÇO

Filosofia, cinema e religião formam o precioso cardápio de três cursos oferecidos pelo CCFC, o Centro de Cultura e Formação Cristã (BR-316, km 6, Ananindeua, ao lado do Seminário São Pio X). O CCFC tem uma programação classe A, que está entre o que de melhor é disponível pelas ruas de Belém. A grande maioria dos cursos tem entrada franca, mas as taxas cobradas em alguns são sempre pequenas. Visite o site do CCFC, clicando aqui, e veja a programação para todo o ano.

Vamos à programação para março, conforme a divulgação do Centro:

Pensamento filosófico no Brasil - Estudo das obras dos pensadores brasileiros, possibilitando o conhecimento das reflexões filosóficas dominantes no século XIX na sociedade brasileira, pela concepção filosófica de Tobias Barreto e Silvio Romero: Crítica ao Espiritualismo; Crítica ao Positivismo; Adesão ao Evolucionismo e Neokantismo; Humanismo ou Culturalismo. E as idéias filosóficas de Farias Brito: Existência do Homem; Filosofia do Espírito; Filosofia da Religião e Moral e Direito. O ministrante é Minoru Matsumoto, graduado em filosofia, história e geografia; mestre em filosofia. Dias 13 e 14 de março, 17 e 18 de abril, 15 e 16 de maio. Das 8h30 às 12h30, no CCFC - Centro de Cultura e Formação Cristã. Entrada franca.

Cinema Documentário: do argumento à elaboração do projeto – Oferece formação sequencial regular e modular, em 20 horas, para interessados em roteiros cinematográficos. Contemplará aspectos teóricos e práticos da construção estrutural e de elementos para o documentário, de forma a capacitar interessados e profissionais para o mercado local e brasileiro.

Será ministrante Walério Duarte, roteirista, dirigiu o curta "Açaí com Jabá" (2000), participou de diversos festivais e mostras nacionais e internacionais e recebeu diversos prêmios. Dias 15, 17, 18, 22, 24, 25 e 29 de março, das 19 às 22h, na Unama - Alcindo Cacela (Auditório D 200).

O Evangelho de Marcos - Visa um aprofundamento do evangelho de Marcos, acompanhando o processo de formação até sua redação final, para uma intensa vivência eclesial da Palavra de Deus e maior compreensão da Pessoa do divino Mestre que continua falando a seus discípulos "no caminho". Situa-se o evento Jesus no seu contexto histórico-geográfico e sócio-religioso. Apresentam-se as fontes históricas extrabíblicas, os movimentos religiosos e políticos e as tradições judaicas da época de Jesus. A partir do querigma da Igreja primitiva, se acena ao desenvolvimento do anúncio da Morte-Ressurreição de Jesus, das tradições orais às tradições escritas, na pregação aos judeus e gentios, na catequese e na liturgia. Ministra o curso o Pe. Giovanni Martoccia, Mestre em Sagrada Escritura pelo Studium Biblicum Franciscanum e professor de Exegese Bíblica e Novo Testamento. Será nos dias 13 e 14 de março, 10 e 11 de abril, 22 e 23 de maio, 12 e 13 de junho, das 8h30 às 12h30, no CCFC - Centro de Cultura e Formação Cristã. Entrada franca.



Escrito por Fernando Jares às 17h21
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O MELHOR DE BELÉM

DECLARAÇÕES DE AMOR EM 140 CARACTERES

O site Belém do Pará (http://www.belemdopara.com.br) provocou uma avalanche, um tsunami de declarações de amor a Belém. Tudo muito rápido e avassalador. Foi na tarde de hoje. Mais ou menos na hora em que poderia cair a chuva da tarde, mas hoje não caiu.

Tudo aconteceu no universo do Twitter: o @belemdopara jogou a ideia no ar, tuitando algumas frases sobre o que é o melhor de Belém.

A adesão foi instantânea, rapidíssima. Centenas em cerca de uma hora! Frases geniais, frases criativas, frases simples, frases repetidas, frases retuitadas. Mas todas mostrando uma ação: Amor a Belém. Querer bem a Belém. Gente espalhada pelas ruas de Belém, gente espalhada pelo Brasil e provavelmente lá de fora. O amor a Belém voando pelas asas do Twitter.

Copiei algumas dessas frases (de até 140 caracteres, exigência deste microblog). Para ler todas, inclusive identificar os autores de cada uma delas, clique em #omelhordebelem. Veja quanta coisa legal.

O MELHOR DE BELÉM

É quando você mora fora, e todo mundo diz que o seu sotaque é lindo, ai você enche a boca e diz: SOU DE BELÉM!

Passar a manhã inteira de domingo na praça da República com o sobrinho pequeno e garimpando bijus artesanais lindíssimas.

Tomar açaí e depois abrir aquele sorrisão todo roxo!

Curtir um monte de programação cultural legal que o IAP oferece, de graça.

Matar a broca num leitão do André Lanches acompanhado de refrigerante no saquinho.

Saber que Belém é feminina.

Acompanhar o arrastão do Pavulagem num sol de rachar e matando a sede com um picolé de tapioca.

Encontrar os amigos na loja da Sol Informática, na Doca de Souza Franco.

Mulher não pagar em várias festas que tem na cidade.

Ir a Mosqueiro e escolher entre farra no Murubira ou tranquilidade no Paraíso.

Alugar filmes e aproveitar pra lanchar na Fox Vídeo da Dr. Moraes

Se lambuzar comendo manga com farinha.

Ter um tiozinho gritando na porta da tua casa "Olha a pupunhaaaaaaaaaaaaaaaaaa!"

Cerveja de bacuri da Amazon Beer.

Ser atingido por uma manga em plena Av. Nazaré!

Ir na frente do Colégio Nazaré só pra tomar aquele tacacá.

Dançar carimbó mesmo sem saber dançar!

O Glorioso Terminal Rodoviário de São Brás.

Poder escolher entre praias de rios e de água salgada.

Chegar na Cairu pra tomar um sorvete e não conseguir se decidir entre Manga, Açaí, Bacuri, Cupuaçu e etc.

Pato no tucupi e maniçoba.

É o único lugar onde eu posso tomar meu tacacá lindo acompanhado de uma Coca-Cola.

MOSQUEIRO!

Sentir o coração bater mais rápido ao ver a Nazinha passar!

Ouvir o barulho das mangas acertando os carros nas ruas.

Comer aquele mapará assado.

Ficar com água na boca com os pães do Armazém Santo Antônio

O melhor de Belém são os belenenses.

Passar pelo Ver-O-Peso e sentir aquele cheirinho de peixe!

Ver a pescaria na escadinha no final da Presidente Vargas

O som dos periquitos no CAN.

A torre do Mangal das Garças que sempre rende boas fotos.

A feirinha de artesanato e bugigangas da Praça da República aos domingos

Marcar um encontro depois da chuva!

Ir domingo à tarde ao Mangueirão pra assistir um RexPa

A gozação de Remistas e Bicolores, quer percam, quer ganhem.

Torcidas rivais até o osso: e sem violência!

Ir pra estação e escolher entre teatro, cinema, jantar, sorvete, chopp, exposição, ou ver a beleza do rio.

Ter o Teatro da Paz, um dos mais bonitos do Brasil, se não for o mais bonito!

Engilhado, pitiú, breado, tucandeiro, esbandalhado. ter idioma próprio

Dormir ao som da chuva da tarde!

Comer e beber na orla de Icoaraci

O frozen de café com quiche de queijo, da Sol Informática.

Sair do banho breado. Pegar chuva. Manga no para-brisa do carro. Ser assaltado na Av Nazaré!

Tomar aquela chuvarada na rua, que lava até a alma!

Dizer que é longe um lugar que fica a 10 min de carro.

Comer uma tapioquinha no domingo de manhã.

Ter boates novas quase todo mês

Gritar ÉGUA e ninguém falar 'é a mulher do cavalo'..'ei, tu tá me xingando, mano?’

Ter uma cidade só pra você, sem movimento, nos feriados.

Juntar a manga que acabou de cair!

Os salgados da Portinha aiiiii delíííciaaaaa.

A liberdade de ser ateu e gostar de Círio.

Saber que vai chover e nem assim sair com o guarda-chuva.

Usar sombrinha praquilo que ela foi criada: fazer sombra.

Ver a Nazinha passar dentro da berlinda todo 2º domingo de outubro.

Esperar a chuva da tarde com um bom livro e falar um bom e alto ÉGUA!!

Comer churrasquinho no Mangueirão.

Trabalhar em frente à Praça Batista Campos e ver periquitos e garças voando no fim da tarde, em pleno centro da cidade.

Sair com guarda-chuva na mão depois das 3 sem ser chamado de doido

Tomar todos os tacacás da cidade pra saber qual o melhor.

Morar num prédio classe média no Reduto e ver a Baía do Guajará da janela.

Fotografar o Ver-o-Peso às 05h da manhã :)

Domingo, praça da República, amigos e cerveja gelada.

Correr na Batista Campos no final da tarde.

Bandeira vermelha na esquina e saber o que significa.

Poder tomar o açaí de verdade sem aquela mistura doida de granola e banana.

Poder ver as duas orlas de Belém de algum prédio alto.

Tomar um açaí depois do almoço e dar aquela cochilada na rede.

Toda a culinária!!!

Sempre encontrar alguém, mesmo fora do Estado.

Chamar seu vizinho ou vizinha de mano ou mana.

Só o vizinho? O caixa do supermercado, o porteiro, o professor, todo mundo é mano.

Pôr-do-sol no Forte do Castelo.

Comer manga fresquinha, caída agorinha mesmo na hora da chuva.

Sempre encontrar algum conhecido no supermercado ou no shopping.

Reclamar do preço do açaí.

Saber de uma fofoca poucas horas depois do acontecido.

Encontrar meia cidade conectada na Internet

Discutir sobre qual é o melhor tacacá da cidade.

Ter o Roxy e o Cosanostra como opções de noite.

Poder dizer "égua" toda hora.



Escrito por Fernando Jares às 19h04
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