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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


E O LISTÃO DO VESTIBULAR?

“A NOVA PROVA VAI FAZER O PINDUCA CALAR-SE?”

O Brasil prepara-se para eliminar o vestibular, substituído por processos mais modernos de seleção para entrar na universidade. Confesso que não entrei no mérito da questão, mas acho que deve ser bom, desde que o novo sistema seja aplicado com competência e seriedade. Tudo é bom, quando se trabalha assim.

O que me chamou atenção foi a descoberta da professora (de Língua Portuguesa) Joana d’Arc Vieira, em carta publicada hoje em O Liberal: “e o listão dos aprovados?” Isso mesmo! O resultado do Enem será divulgado pela internet ou em correspondência aos alunos aprovados. Friozinho, né?

A professora-missivista declara-se preocupada com “A tradição paraense de sair às ruas carecas, sujos, melados e felizes ao som doalô papai, alô mamãe’”.

Lembro-me de quando passei no vestibular na Federal, nos idos de 1967. A lista era fixada na porta da Faculdade e, no dia e hora anunciados, a gente ia ler, no maior sufoco e angústia. Mas já ia com uma roupa velha, para ser cortada e suja pelos veteranos que nos esperavam armados de tesouras, maisena, ovos e tomates. Depois havia o trote “oficial”, quando saímos pelas ruas de Belém, já de cabeça raspada, a bom dançar, beber batidas ou cachaças e fazer palhaçadas. Deitar na rua, na praça da República, na esquina do Manoel Pinto da Silva, vendo esse prédio de um ângulo nunca mais visto ou no cruzamento da Presidente Vargas com a Manoel Barata, fechando o trânsito, foi uma experiência e tanto, para um cara todo certinho... Terminamos tomando banho em um lago no Largo do Palácio (praça D. Pedro II)!

Na aprovação das filhas a emoção também foi grande, mas já com as características atuais. Ouvindo a Rádio Clube. O tio das meninas fazendo questão de ler a lista da faculdade onde elas prestavam exame, para ter o prazer de dizer o nome delas bem alto – não sem antes ter deixado passar uma insinuação de que o nome constava na lista...

Vale ler a carta da professora Joana d’Arc. Dela pincei um trecho particularmente precioso, na descrição de nosso ritual paraense de comemorar a entrada na universidade:

“No Pará, Vestibular é sinônimo de festa, de carreata, locutores e estudantes nervosos. Pai que falta ao trabalho para escutar e gravar o nome do filho na rádio. Momento inesquecível. Cabeludos que sonham com os barbeadores, a raspagem do cabelo. Cabeças peladas que marcam os vencedores, ovos e trotes que marcam a vida de todos nós que já fomos estudantes. Carecas que tatuam os melhores e tornam o dia histórico. Vitrolas a postos, Pinduca embalando o festejo regado a carne de gato, lágrimas e pato no tucupi. Vestibular em Belém tem um pouco de Círio: profano pelas festanças, religioso pelas promessas.Tenho medo que isso acabe. Certas coisas, certas tradições são imexíveis e, no Pará, o listão dos aprovados é uma delas. Faz parte da nossa cultura, é patrimônio do nosso povo.”

Ela conclui seu artigo-carta refletindo: “Sem os nossos carecas, sem o nosso jeito de fazer, ler e ouvir o listão, Belém nunca mais será a mesma”.

É, professora, acho que não será mesmo. Mas valeu a carta. Parabéns pelo amor às nossas tradições. Precisamos disso!

Ao lado, a ilustração de J.Bosco para a carta de Joana d’Arc, hoje em O Liberal, com o presidente Lula e o nosso querido Pinduca, voz e música que embalam as leituras dos listões e as festas das vitórias universitárias da juventude paraense.



Escrito por Fernando Jares às 14h36
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DOMINUS, OPTIMUS, MAXIMUS

LÁ EM CASA COM OS MELHORES DO MUNDO

O Lá em Casa (Estação das Docas) é o único restaurante brasileiro, e sul-americano, na lista dos recomendados por Alex Atala, o mais famoso chef brasileiro. Está no site de seu renomado restaurante D.O.M., em São Paulo. E foi citada esta semana na matéria "Atala é na cozinha o que a bossa nova é na música", no Portal Terra: “Em seu site, traz nove restaurantes que recomenda. O brasileiro desta seleção é o paraense Lá Em Casa, comandado pelo chef Paulo Martins.”

Fico feliz por esse sucesso paraense, porque acho que o Paulo Martins merece isso e muito mais, elevando à categoria da mais pura arte gastronômica aquilo que antes eram apenas as guloseimas que comíamos pelas ruas de Belém. Já escrevi muitas vezes sobre essa verdadeira Catedral do melhor da culinária paraense, erguida pelo Paulo e sua mãe Anna Maria. Aliás, foi assim que qualifiquei o Lá em Casa no caderno especial sobre turismo, que editei em 1986, em A Província do Pará, e que circulou no XIV Congresso Brasileiro de Agências de Viagens, realizado nesta cidade.

Uma seleção feita por Alex Atala tem a credibilidade de ser ditada pelo chef titular do 24º mais bem qualificado restaurante do mundo, de acordo com a seleção anual da revista inglesa Restaurant: o “S. Pellegrino World's 50 Best Restaurants”. Esta listagem é respeitada como a mais completa e séria para quem procura os melhores lugares do planeta para bem comer ou beber. O D.O.M é o único da América do Sul. Para ver as listas dos premiados em diversos anos, você pode clicar aqui na Wikipedia.

Além do paraense Lá em Casa, estão na relação recomendada por Atala, do Pinotxo Bar, uma casa simples, de comida típica, no mercado catalão de La Boqueria, na movimentada Rambla San Jose, em Barcelona; ao elBulli, o primeirão na lista da Restaurant, comandado pelo ultrafamoso Ferran Adrià, em Girona, Espanha. E mais três restaurantes espanhóis, dois franceses e um italiano, o La Calandre, em Padova, Itália, a cidade de Santo Antonio, onde está a majestosa catedral que conserva incorrupta a língua deste que é um dos mais populares santos do mundo.

O D.O.M., cujo nome vem a ser o acrônimo da expressão latina “Dominus, Optimus, Maximus”, tem este reconhecimento da Restaurant pelo quarto ano consecutivo, tendo subido 16 postos do ano passado para este. É o único da América do Sul.



Escrito por Fernando Jares às 17h06
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O ESPIRRO DA SUÍNA

A tal gripe suína ainda não chegou por cá (graças a Deus!). E espero mesmo que nunca venha a aparecer aqui pelas ruas de Belém. Mas está fazendo uma devastação mundial, ao que anuncia a grande mídia internacional. (Aliás, tenho que ir correndo amanhã fazer a minha vacinação antigripal, já que deixei passar o dia apropriado, que foi sábado...).

Mas os efeitos positivos, digamos assim, já apareceram nestas terras. Por isso não posso deixar de reproduzir aqui ao lado um cartum do Biratan, publicado hoje em seu blog. Com traço simples e rápido ele sintetiza a globalização: o espirro de um mexicano abala as estruturas mundiais. A ONU e as grandes potências estão a fazer reuniões de emergência – até porque a tal gripe está ali, no pé dos Estados Unidos. O globo birataniano, está com cara de apavorado, traduzindo muito bem o clima que se está espalhando: já há doentes na Europa (Espanha) e no Oriente (Israel).

Como tantos outros, especialmente os chamados cartuns ecológicos, este trabalho de Biratan Porto nos leva a refletir sobre este mundo que o ser humano está destruindo, das formas mais diferentes. Pensemos. Tomara que a criatividade do Bira sirva para espantar para longe da terrinha (como diria Edwaldo Martins) essa ameaça.



Escrito por Fernando Jares às 18h48
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POSTERS: BELÉM TEM DISSO

O ilustrador Sérgio Bastos, sobre quem escrevi aqui recentemente, é um especialista em eternizar, com seu traço, fatos comuns que acontecem pelas ruas de Belém, aquilo que antigamente se chamava de “instantâneo”.

Pois agora ele lançou uma série de três posters, com desenhos que fazem parte da série “Belém tem disso”. São impressos em papel couché, no formato A3 (29,7cmX42cm), em policromia. Cada poster custa 12 reais (mais as eventuais despesas de entrega). Para adquirir, basta mandar e-mail para o Sérgio, no endereço belemtemdisso@uol.com.br, ou ligar para 8817-4103 ou 3229-2803.

Por sinal, para lembrar um dia como hoje, que choveu uma enormidade em Belém, nada melhor do que ver uma animação criada pelo Sérgio, nessa mesma série “Belém tem disso”, que é exibida diariamente na TV Clutura. O pôster da esquerda desses da ilustração acima, é uma das cenas da animação. Dê um pulo ao blog deste ilustrador e veja a animação, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 16h28
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OS 97 ANOS DO CINEMA OLYMPIA

O CENTENÁRIO OLYMPIA DE BELÉM

Em foto de 1920 o Olympia é visto do terraço (ou terrasse, como se dizia)
do Grande Hotel. A foto é do livro "Cinema no Tucupi".

O Cinema Olí(y)mpia faz hoje 97 anos. O mais importante da data, a esta altura dos acontecimentos que cercam a preservação de nosso patrimônio cultural, é garantir que ele continue em funcionamento. Como cinema. E que chegue aos 100 anos. Vai ser um marco na história da cidade. Gente competente pode transformar esse fato histórico em um acontecimento que traga visibilidade nacional, e talvez mundial, pelo ineditismo de termos um cinema centenário, aproveitando para mostrar as boas coisas que existem pelas ruas de Belém. Seja Olympia, como nasceu e como se chama hoje, seja Olímpia, como por tantos anos foi denominado.

Os jornais de hoje dedicam espaços fartos aos 97 anos da velha casa. No Diário do Pará ganhou bela capa de caderno, em O Liberal, uma boa matéria interna. E dois comentários excelentes, assinados por Luzia Miranda Álvares e por Ismaelino Pinto, que estão na linha de frente entre os que mais entendem de cinema entre nós. Aliás, Luzia foi homenageada esta tarde pela prefeitura, ao lado de grandes nomes da crítica cinematográfica, como seu marido Pedro Veriano, durante tantos anos o especialista em cinema n’A Província do Pará (e hoje na Voz de Nazaré), além de autor do clássico livro “Cinema no Tucupi”; Acyr Castro e Arnaldo Prado Jr.

A data bem que poderia ter sido associada ao Ano da França no Brasil, afinal o cinema leva o nome do famoso Olympia de Paris (hoje batizado de L'Olympia Bruno Coquatrix), inaugurado alguns anos antes do nosso, em 1893.

Para homenagear a casa em que vi centenas de filmes (durante grande parte da minha juventude, morava a poucos quarteirões dali), publico a foto acima, buscada no preciosíssimo “Cinema no Tucupi”, e transcrevo dois trechos do que hoje publicaram em O Liberal a Luzia e o Ismaelino. São parágrafos que se relacionam com o que nos mostra a foto.

 Olympia: além do cinetempo (trecho)

A história do Olímpia confunde-se com a da cidade de Belém em quase um século. Quando ele foi edificado, o pensamento dos empresários que se iniciavam como exibidores era aproximar o “novo divertimento” do cotidiano de uma elite até então voltada apenas para o teatro. Os anos da nossa “belle époque”, chamados mui justamente de “borracha époque” por conta do fausto que embalou Belém quando da exclusividade de comercialização da borracha nativa, já haviam passado. Mas ainda restavam alguns sinais desse tempo. Antônio Teixeira e Carlos Martins, os idealizadores do novo cinema, sabiam que as pessoas de posses que circulavam no Grande Hotel, de propriedade deles, e o Theatro da Paz, logo adiante, não frequentavam, pelo menos de forma regular, o cinema, uma arte que já se impunha há 17 anos (1895-1912). A idéia, portanto, era criar um espaço “de luxo” embalado por uma mídia que satisfizesse a vaidade de tantos. (Luzia Miranda Álvares)

 Olympia 97 (trecho)

O luxo vinha da decoração da antessala com mármore de Carrara, das orquestras (escrevia-se “orchestra”) debaixo da tela acompanhando as imagens dos filmes mudos e na sala de espera, recebendo os frequentadores. Foi o estímulo para uma das primeiras colunas sociais da cidade, editada pelo poeta Rocha Moreira no tablóide “Olympia Jornal”, que circulava propagando as estreias da casa. Neste espaço havia sonetos para as “mademoiselles” freqüentadoras, com alegres analogias delas com os astros e estrelas que viviam aventuras e melodramas. (Ismaelino Pinto)



Escrito por Fernando Jares às 18h48
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OSWALDO MENDES FEZ 80 ANOS

AO MESTRE DA COMUNICAÇÃO, CARINHO

Odacyl Catete, eu, Waterloo Assis, Oswaldo Mendes
e Pierre Beltrand (Ubiratan Aguiar), 18/02/1972.

Um dos mais importantes nomes da propaganda brasileira, pioneiro e líder da comunicação publicitária no Pará, Oswaldo Mendes completou 80 anos de vida no último dia 10. Tenho o privilégio de conhecê-lo há mais de 40, de ter trabalhado diretamente com ele por oito anos e meio, quando aprendi tudo o que poderia desejar sobre publicidade, sobre como ser um profissional sério, dedicado ao que faz, intransigente com a qualidade. É o mestre e o modelo para uma grande legião de publicitários paraenses. Quando não havia faculdade para isso, era com ele que se aprendia. Mesmo depois de chegarem as faculdades, é com ele que se aprende.

Atento a tudo, sempre atualizado e gentil. Quando há dias publiquei aqui um post sobre um anúncio premiado da sua Mendes Publicidade, mandou-me um e-mail agradecendo.

Era eu ainda moleque lá em Capanema, quando li, em uma das revistas Seleções Reader’s Digest, que o papai comprava religiosamente todos os meses e colecionava, a entrevista que Oswaldo Mendes fez com o físico Albert Einstein. Acho que foi o papai que me mostrou e destacou quem era o entrevistado. Fiquei muito orgulhoso de um paraense entrevistar um dos monstros sagrados da ciência mundial! Depois descobri que OM foi o único jornalista brasileiro que entrevistou Einstein nos Estados Unidos. Isso foi em Princetown, em 1952. A entrevista foi publicada em A Província do Pará, onde trabalhava, e depois condensada por Seleções. Ele também entrevistou os presidentes americanos Truman e Eisenhower. E todos os presidentes brasileiros durante a época em que foi jornalista ativo em redações.

Já estudante universitário, final dos anos 1960, soube que OM assinara uma reportagem, na revista Propaganda, sobre a publicidade na União Soviética. Não tive dúvida e fui pedir para ler a matéria. E ganhei a revista, que virou preciosidade na minha mão.

Em 1970 fui convidado por ele para trabalhar na Mendes. Fui às alturas. Foi um momento de muita emoção na minha vida. Trabalhava em rádio (Clube do Pará) e adorava ler anúncios e revistas especializadas.

Mas o que é isso? É para escrever sobre Oswaldo Mendes e não paro de falar de mim! É que a presença dele na minha formação, profissional e pessoal, é muito grande. Digo isso com grande satisfação. Como sei que o diriam (ou dizem) muitos outros profissionais da comunicação no Pará.

O dia dos 80 anos de OM foi feriado, muito justamente, um dia santo! A Sexta-Feira Santa. Ele ganhou delicioso anúncio sobre o “Ser Criativo”, em que sua equipe soube, de maneira brilhante, fazer o perfil de Oswaldo, muito mais que isso, listar um verdadeiro credo desse publicitário. Que serve para qualquer um que deseje ser um profissional de sucesso e uma pessoa respeitada. Com uma pequena alteração no último lápis... Assinam o anúncio os “amigos e companheiros de trabalho do OM” – onde estão amigos meus, alguns com quem trabalhei lá, nos idos dos setenta! Fidelidade, recíproca, a toda prova!

Sobre a Mendes e o Mendes você pode ler uma entrevista dele à equipe da About, de 2006, pelos 45 anos da agência (que é de 1961), em que conta os inícios de tudo, deste os tempos em que fundou a SM, com Avelino Henrique dos Santos, em 1956. Basta clicar aqui.

Oswaldo Mendes é um exemplo, ou melhor, um EXEMPLO, assim mesmo, grandão, gritado.

Aliás, não é novidade: ele já recebeu o título de Exemplo da Propaganda Brasileira, 1972, ganhando o Prêmio Fritz Lessin, concedido pelos Colunistas Publicitários brasileiros. Foi o primeiro profissional não de São Paulo a conquistar tal honraria, um reconhecimento muito prestigiado na época!

A foto lá em cima é da comemoração desse título, em coquetel com a imprensa. Odacyl e Ubiratan, de O Liberal, Waterloo, da TV Marajoara. Oswaldo e eu, da Mendes.

Parabéns e obrigado!



Escrito por Fernando Jares às 18h24
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BELÉM COLONIAL EM BIBLIOTECA MUNDIAL

Está no ar desde ontem, 21/04, a Biblioteca Digital Mundial, da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que exibe manuscritos, mapas, livros, fotografias, gravações raras, etc. É uma maravilha, como o são essas bibliotecas digitalizadas. Oferece, gratuitamente, acesso a materiais culturais únicos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo.

Já são mais de 1.300 documentos, onde o Brasil aparece com o maior destaque: 142 peças. A digitalização é em altíssima resolução, o que permite grande ampliação, possibilitando a leitura de detalhes. O lançamento foi em Paris. Clique aqui para mais informações sobre o que é essa biblioteca na web.

Andei por lá a procurar alguma coisa nossa cidade e até encontrei trabalhos de gente que caminhou aqui pelas ruas de Belém. Há coisas fantásticas, que interessam, principalmente, a quem gosta de nossa história.

Existem alguns mapas extraordinários, como a “Collecçam dos prospectos das aldeas, e lugares mais notaveis que se acham em o mapa que tiraram os engenheiros de expediçam principiando da cidade do Pará até a aldea de Mariua no Rio-Negro”, mandada fazer pelo poderoso Francisco Xavier de Mendonça Furtado, aquele que era irmão do Marquês de Pombal e já estava de olho em nossos recursos naturais, para transformá-los em poder para a Coroa. Foi ele que brigou com os jesuítas e os expulsou. Deixemos isso pra lá, que é outra história muito diferente. Ou não?

Mas voltando ao mapa: você encontra, logo na página 2 (são 27), um “Prospecto da cidade de Bellem, do Estado do Gram Para”, com direito a skyline desta cidade. O autor é Joan Andre Shcwebel, e a peça é de 1756.

Um outro mapa que também merece visita é o “Pequeno atlas do Maranhão e Grão-Pará”. Trabalho de João Teixeira Albernaz, por volta de 1629. Está em três páginas, que permitem acompanhar o litoral entre as duas cidades. Abra a do meio e vai encontrar Belém, os rios Capim, Guamá, Acará e até as ilhas aqui em frente à cidade. Coisa de quase 400 anos.

Há também um sobre o bispado do Pará. Mas falo sobre ele outro dia. Agora, vamos fazer esse passeio pelo passado de nossa região. Aproveite, é coisa novíssima... na internet, obviamente.



Escrito por Fernando Jares às 17h25
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HOJE É FERIADO. FERIADO?

Hoje é feriado nacional. Mas, de certa forma, nem parece, tal o número de pessoas indo e vindo do trabalho. A ganância de maus capitalistas não respeita mais nem feriados locais, nacionais e muito menos os religiosos. A ganhância desenfreada faz que eliminem os dias feriados, ganho social e constitucional dos trabalhadores. Aos poucos, parece que os feriados ficarão apenas para os funcionários públicos (que, geralmente, têm, além daqueles legais, os tais “pontos facultativos”), algumas poucas categorias profissionais e para empresas comandadas por empresários sensatos.

Pelo que pude observar, pelas ruas de Belém, sobrou para os mais fracos. Por exemplo, na construção civil: as grandes obras estavam paradas. Mas ouvi marreta quebrando piso, serra cortando não sei o quê, martelo martelando, etc., em obras particulares. Aliás, nessas, está comum trabalhar até aos domingos, fazendo barulho à vontade. É que, parece, não há mais a exigência de licença para obra, ou placa de engenheiro responsável, e a consequente fiscalização.

Os supermercados devem funcionar até 14h, mas uma grande rede anuncia, curiosamente hoje, que não é mais associada do seu sindicato patronal, pelo que se entende, vai funcionar o dia todo e não tem que seguir o acordo assinado entre patrões e empregados, para trabalhar até 14h. Será?

Há gente que acha ótimo, porque pode comprar no dia em que está folgado. Esquece que o comerciário também tem o direito de folgar no dia em que os seus amigos folgam, no dia em que o filho folga da escola. Acho tratamento injusto pela sociedade, a seus próprios irmãos.

O curioso é que a Justiça dá liminar garantindo às empresas o poder de abrir, mesmo quando o sindicato da categoria profissional é contra, como em Ananindeua, segundo os jornais de hoje. E a lei federal? E a vontade das partes?

E eu escrevendo aqui no feriado! É que não resisti a tratar deste assunto. Mas, na minha situação de aposentado, estou fora dos ditames da lei trabalhista, que deve ser respeitada pelos envolvidos, inclusive autoridades. E fiscalizada pelos cidadãos.



Escrito por Fernando Jares às 12h47
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O RISOTO DE NITERÓI

Deparei-me, uma noite destas, ao jantar em um restaurante em Niterói, com a maior concentração de camarões por centímetro quadrado de prato, de quantos já enfrentei na vida.

O prato é bem simples, inclusive no nome: Risoto de Camarão. Sem sobrenomes pomposos, como é a moda restauranteira. Você encontra com ele no Restaurante Siri, recém-inaugurado nesta bela cidade fluminense. Faz parte de uma cadeia de outros Siris e tem uma riqueza imensa de frutos do mar, bastante elogiados por quem os conhece (acho que porque ainda é novo, não aparece no site da rede). Mas ninguém tem dúvida: o maior sucesso da casa é o camarão, especialmente o bendito risoto.

Com este majestoso prato na mesa, não deu para pedir outros, como gosto de fazer, para conhecer as diversas especialidades. É que o tal prato não é prato. Na verdade é uma travessa, aliás, uma travessona. Oferece duas opções, grande e pequeno. Pedimos a grande, que devia dar para todos.  E como deu! Estávamos Rita e eu, Larissa e Jason. Como somos, reconhecidamente, bons de garfo, todos repetimos, e ainda levamos para casa o equivalente a mais de uma porção.

Fique claro que não se trata do risoto na concepção da cozinha italiana, mas na antiga, que se usava nas cozinhas domésticas em terras brasileiras. É mais um arroz de camarão, mas bote camarão nisso. São centenas, de bom tamanho – e muito saborosos, um gosto fresquinho, em um conjunto com tempero equilibrado, ovos e ervilhas fazendo a decoração.

Não lamentei não ter pedido outros pratos. Este deu otimamente para sentir a competência da equipe, proporcionando plena satisfação gustativa. E era quinta-feira Santa.

A bem da verdade, belisquei umas entradas, cuja estrela da casa é o pastel de... camarão. É bom demais. Os animaizinhos são menores, mas da mesma forma muito gostosos, fresquinhos, bem temperados e fartos. Pedi também o pastel de siri, em homenagem ao nome do estabelecimento. Gostoso. Só achei a carne um pouco seca, talvez porque havia uma grande quantidade dela enfiada no pastel. Aliás, os pastéis são também grandes, tipo aqueles que se faz em casa, digamos assim.

Observando as outras mesas, todas ocupadas, via-se farta circulação das grandes travessas, com manifestações explícitas de surpresa, diante da quantidade. Também os pastéis são presença, digamos, fervilhante, na casa.

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Escrito por Fernando Jares às 20h07
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O RETORNO

 

De volta. Na semana passada, banquei o turista e fui conhecer a histórica cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. Depois de passar a Semana Santa e a Páscoa em Niterói. Gosto muito desta antiga capital do Rio de Janeiro. É grande, bem servida, mas ainda tranquila, inclusive no trânsito. Tem uma belíssima vista do Rio de Janeiro... Portanto, ao invés de andarmos pelas ruas de Belém, vamos caminhar pelas ruas de Niterói e, depois, pelas ruas de Paraty.

E come-se bem por lá. Sou sempre fã do restaurante Da Carmine, integrante dos Restaurantes da Boa Lembrança: o prato 2008 é a “Picanha de cordeiro grelhada com risoto de alho-poró”, uma preciosidade gastronômica que degustei com indisfarçável prazer em dezembro passado. Mas nesta viagem a minha principal incursão foi no novíssimo restaurante Siri, de uma grande rede cuja base principal é o Rio de Janeiro. Embora o siri seja o tema central, o figurão lá é o camarão. A recomendação da Larissa e do Jason foi acertadíssima: Risoto de camarão. Mas em seguida vou comentar este prato, que é show.

A ida a Paraty foi de ônibus, mas com um toque especial: por Angra dos Reis. É que direto de Niterói, só para Angra. De lá, seguiria de ônibus urbano até Paraty, uns 40 minutos, assegurou a informante do telefone e a atendente da Estação Rodoviária. Fomos, Rita e eu, em frente. Até Angra, em um ônibus rodoviário (empresa Costa Verde). Mas depois... O tal urbano era urbano mesmo (empresa Colitur – dá pra sentir o drama dessa marca?), daqueles castigados, literalmente, com muito tempo de estrada... Pois é, o dito cujo pegou a estrada até Paraty: velocidade alta, muitas curvas acentuadas, sem cintos de segurança!

Mas, aventuras, ou desventuras, à parte, o passeio foi interessante. Circundamos a belas praias de Angra, vimos suas famosas ilhas, algumas embarcações bonitonas, a Usina Nuclear, e até circulamos por dentro das vilas residenciais Mambucaba e Praia Brava, da Eletronuclear (com escolas, hospital, clube, supermercado e praias belíssimas). No retorno, optamos pelo ônibus rodoviário, para o Rio de Janeiro.

Em Paraty, foram momentos muito agradáveis, embora com chuva todos os dias. Acontecia na cidade o festival Circuito Gastronômico de Paraty, Delícias do Mar, do qual participamos o mais intensamente possível. Depois eu vou contar sobre essas incursões gastronômicas. Também visitamos pontos muito interessantes da cidade, objeto de próximos posts, que vão mostrar o que é andar pelas ruas de Paraty.

 



Escrito por Fernando Jares às 19h46
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PARADINHA

Esta semana o Pelas Ruas de Belém pode não estar todos os dias com texto novo no ar, porque este escriba vai dar uma circulada pelo litoral fluminense. Mas, na medida do possível, compareço com alguma novidade. É uma paradinha que, espero, renda alguns bons gols... de lazer, conhecimento, felicidade, etc.



Escrito por Fernando Jares às 00h12
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MAIS PLACAS PELA MEMÓRIA DE BELÉM

Belém ganha amanhã (terça-feira, 14), mais duas placas indicativas – e explicativas – de pontos históricos e importantes locais da cidade, como parte do projeto Belém da Memória, idealizado e desenvolvido pela Unama. Aliás são três, porque uma terceira está sendo reinstalada. É que muitas delas têm sido vítimas do vandalismo e das cabeças imbecis que são capazes de destruir essas importantíssimas peças, coisa rara pelas ruas de Belém. Uma vez vi a do Largo do Carmo quebrada, mas o quebrado era aquela parte de concreto, quer dizer, os anormais que fizeram aquilo, usaram marretas ou coisa semelhante. Ação pensada, portanto.

As duas novas placas são sobre o Instituto de Educação do Pará, o tradicional IEP, mais antigamente a Escola Normal e outra que homengeia o cinema Olímpia. A terceira será colocada na avenida Nazaré, em frente à Casa da Linguagem, aproveitando para comemorar o centenário de Dalcídio Jurandir.

A placa do IEP destaca os 138 anos daquele prédio (que sediou o extinto jornal A Província do Pará por muitos anos). Na placa há texto da professora Célia Bassalo, que destaca os elementos do art nouveau do prédio.

A placa do Olímpia assinala os 97 anos do cinema mais antigo (mais ou menos) em funcionamento do Brasil. Ele é de 1912, quando era mostra do requinte da avançada cultura paraense. O texto que integra a placa é de 1916 e tem assinatura do consagrado artista Theodoro Braga, que estes dias anda na moda em Belém, tema de peça de teatro.

A placa que vem com texto de Dalcídio Jurandir destaca os antigos bondes elétricos de Belém.

O evento acontece a partir das 10h, na Casa da Linguagem, quando haverá uma apresentação do excelente Coro Cênico da Unama, palestra do professor doutor Paulo Nunes e abertura de uma exposição de cartazes mostrando as placas já implantadas pelo projeto Belém da Memória.



Escrito por Fernando Jares às 00h09
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VIVA ELVIS JONES!

Esse menino é meu herói: Elvis Jones de Almeida, o garoto de Tailândia, que defendeu muito bem nosso Estado, passando a finalista no Soletrando, sequência do programa que Luciano Hulk apresenta nas tardes de sábado, na Globo.

O garoto é bom! Mostrou que tem gente que estuda em nosso Pará, indo na contramão de notícias que mostram um monte de gente ruim, fazendo o que não deve, matando inocentes indefesos, assaltando o Estado, absolvendo assassinos confessos e por aí.

Por isso o Elvis Jones é meu herói! Há uma geração-esperança pipocando por aí, pelas ruas de Belém e por todo nosso Estado. Juro que fiquei emocionado com as lágrimas de vencedor desse moleque pai d’égua.

E mais emocionado ainda com a Sandy, com sua voz toda maravilha, homenageando o menino, cantando (à capela) Love Me Tender, do Elvis Presley, o que deve ter deixado nas nuvens o mocorongo Paulo Ivan, fã de carteirinha de ouro do Elvis. Quantos já ganharam um presente desses? O guri é massa!

Que bonito a bandeira paraense tremulando no lugar de honra, vencedora.

Confesso que nunca tinha visto esse Soletrando, mas agora estarei lá, rente na tevê, torcendo pelo Elvis Jones. Parabéns pra ele, parabéns para a mãe dele, pra família dele, pros professores, para Tailândia!

Até merece este post, redigido na noite de sábado, mas que não consegui colocar no ar porque o Uol estava, mais uma vez, com problema, devido ao (mal) atendimento – e olha que sou assinante.

Quer saber mais sobre a cidade de Tailândia? Entre no site da Paratur ou na página do município na Wikipedia.



Escrito por Fernando Jares às 11h33
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SANTIAGO E A PAIXÃO DE CRISTO

Há oito anos, em uma data como esta estávamos, Rita e eu, na cidade de Compostela, na Espanha. A data não fora planejada para tal. Só após estar na excursão (da agência Abreu lusitana) é que percebemos que estaríamos em Compostela na Sexta-Feira da Paixão.

Com isso, ganhou destaque especialíssimo a visita à cidade que abriga o túmulo de São Tiago, o Maior, um dos apóstolos de Jesus Cristo, que após a Ressurreição foi pregar na Espanha, voltou posteriormente para a Judéia e, após ser martirizado, teve seu corpo trasladado para a cidade que hoje leva seu nome.

No momento em que passamos por essa relíquia inestimável do cristianismo, lembrei-me que, em uma data como aquela, quase 2 mil anos antes, ele, Tiago, estava lá em Jerusalém, sofrendo com o Senhor as dores da Paixão. Que ele havia tido medo. Que ele havia vivido a insegurança dos três dias. Que ele havia visto o Ressuscitado no Cenáculo. E eu, ali, diante do que restava desse corpo bem-aventurado a quem Deus já permitiu, segundo os relatos da tradição católica, narrados até por papas, como Calisto, realizar milagres e até aparições, àqueles que o mereceram. Aliás, com tanta emoção, que voltamos para o rabo da fila, para passar uma segunda vez pelo túmulo deste santo homem.

Considerando a data, Compostela que já recebe muita gente todos os dias, estava superlotadíssima. Não havia lugar onde não houvesse um formigueiro humano.

 

Aproveitando esta data tão solene, e após ver, mais uma vez, a Paixão de Cristo, de Mel Gibson, transcrevo a seguir uma condensação que fiz da parte inicial do artigo sobre a “Paixão do Senhor” (página 319 e seguintes), do fantástico livro “Legenda Áurea”, de Jacopo de Varazze, arcebispo de Gênova, escrito entre os anos de 1253 e 1270. A edição brasileira é da Companhia das Letras, 2003.

 

Em sua Paixão, Cristo sofreu dores amargas e desprezo humilhante para nos proporcionar benefícios de imenso valor.

Quanto à dor, ela teve cinco causas.

Primeira, a Paixão foi ignominiosa quanto ao lugar, o Calvário, no qual malfeitores eram punidos, e quanto ao suplício, condenado a uma morte muito vergonhosa. Com efeito, a cruz era o suplício reservado aos ladrões, e embora fosse uma grande desonra, agora é uma imensa glória.

Segunda causa, a Paixão foi injusta porque Ele não pecou nem mentiu, e a pena que não se merece é muito mais dolorida. Ele foi acusado principalmente de três coisas: proibir o pagamento de tributo, dizer-se rei e fazer-se passar por Filho de Deus.

Terceira causa, Ele sofreu por causa dos amigos, já que a dor seria mais tolerável se provocada por seus inimigos ou por estranhos que se sentissem prejudicados, mas não por aqueles que pareciam ser seus amigos, seus próximos, gente do seu povo.

Quarta causa, devido à delicadeza de seu corpo, como fala figuradamente Davi no penúltimo capítulo de 2Samuel: “Era delicado como um vermezinho de madeira”. São Bernardo acrescenta: “Ó judeus, vocês são como pedras que atingem uma pedra mais branda, cujo som que produz é o da piedade, cujo óleo que faz jorrar é o da caridade”.

Quinta causa, a dor atingiu cada um de seus membros e de seus sentidos. Em primeiro lugar, sofreu nos olhos, porque chorou, como está dito na Epístola aos Hebreus, 5. Em segundo lugar, Cristo sofreu no ouvido, quando o cobriram de ofensas e blasfêmias devido a quatro qualidades: excelentíssima nobreza; verdade inefável; poder insuperável; e inigualável bondade. Em terceiro lugar, sofreu no olfato, devido ao grande fedor do Calvário, lugar onde se encontravam corpos fétidos de mortos. Em quarto lugar, sofreu no paladar, pois quando exclamou: “Tenho sede”, deram-lhe vinagre misturado com mirra e fel, para que com o vinagre Ele morresse mais depressa, e os guardas encarregados de vigiá-Lo fossem liberados. Em quinto lugar, sofreu no tato, em todas as partes do seu corpo, de forma que “da planta dos pés ao alto da cabeça, nada há nele de sadio” (Isaias 1,6).

Quanto a sua humilhação, ela ocorreu em quatro ocasiões.

Primeira, na casa de Ana, onde recebeu cuspidas e bofetadas, e onde lhe taparam os olhos.

Segunda, na casa de Herodes, que o tomando por insensato e louco, pois não respondera a sua pergunta, fez por derrisão, que vestisse uma roupa branca (traje de festa). Terceira ocasião de humilhação, na casa de Pilatos, onde foi achincalhado pelos soldados, que o vestiram com uns trapos cor de púrpura, puseram um caniço em sua mão e uma coroa de espinhos em sua cabeça, dizendo, ajoelhados: “Salve, rei dos judeus”.

Quarta ocasião, na cruz, conforme diz Mateus, 27: “Os príncipes dos sacerdotes zombavam Dele com os escribas e os anciãos, dizendo ‘se ele é o rei de Israel, que desça agora da cruz e acreditaremos nele’”.

São Bernardo afirma a propósito: “Enquanto isso, Ele dava prova de paciência, recomendava humildade, fazia ato de obediência, praticava caridade. Essas pérolas de virtudes ornam as extremidades da cruz: acima encontra-se a caridade, à direita a obediência, à esquerda a paciência, embaixo a raiz de todas as virtudes, a humildade”.

Este livro é todo rico em textos magníficos, do que apenas pincei pequenos trechos. Vale muito ser lido.

 

Para quem quiser saber mais sobre Santiago de Compostela, basta clicar aqui e ter acesso ao site do fotógrafo paraense Guy Veloso, dono de um dos melhores acervos brasileiros sobre os Caminhos de Santiago.



Escrito por Fernando Jares às 17h12
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REMO E FLAMENGO VISTO DE NITERÓI

O melhor do jogo de ontem à noite, para quem é paraense e viu esse Remo e Flamengo pela televisão, fora do Estado, como foi o meu caso, aqui de Niterói, foi mesmo o que disse o Luis Roberto sobre o Mangueirão, na Globo. Ele é apaixonado por este estádio, no que está muito certo. Mais uma vez fez muitos elogios ao magnífico parque esportivo.

Numa noite bastante chuvosa, que até parecia com essas chuvas que ultimamente caem pelas ruas de Belém – uma fortíssima pancada de água, uma estiagem, outra pancada – decidi assistir a transmissão. É legal ver o grande Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgard Proença, o Mangueirão; aquela bandeira do Pará colocada nos quatro cantos do gramado, substituindo as tradicionais bandeirinhas de sinalização; a alegria (efêmera) de uma grande torcida.

Sei, que não sendo nem Remo nem Flamengo, não tinha o que fazer ali na frente da tevê. Mas, como paraense, mais uma vez decidi torcer por um time da minha terrinha (copyright do sempre lembrado jornalista Edwaldo Martins), mesmo não sendo o meu honrado e sofrido Paysandu. Mais uma vez me dei mal. Bem que o Luis Roberto disse que o Remo vivia uma situação muito difícil!

Tem gente lendo e pensando (não é, Franklin?): “bem feito! Quem manda!

O que impressionou o pessoal de fora foi a quantidade de flamenguistas no estádio. Eles nem imaginam quem eram esses flamenguistas...

 



Escrito por Fernando Jares às 15h10
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GOSSIPS

 

@ Falei ontem aqui do jornal A Voz de Torcena, da cidade de Barcarena, de Portugal. Li, em edição recente dessa publicação, a informação de que o presidente da Câmara de Oeiras (distrito ao qual pertence a freguesia de Barcarena), Isaltino Morais, estava a ser julgado por abuso de poder, fraude fiscal e “branqueamento” de dinheiro. Isaltino afirma ao jornal “que está desejoso que o seu caso seja resolvido correctamente, para poder provar a sua inocência, uma vez, que, segundo sua óptica, foi alvo de algumas calúnias injustamente”.

 

@ Lembrei-me disto ao ver reações bem diferentes por aqui. Um deputado estadual, acusado de pedofilia, renuncia ao mandato, para não ser julgado. Ora, se é inocente, prove-o e saia de cabeça erguida e ficha limpa. Com a solução arquitetada – também já usada por muitos outros políticos, destes que andam cá, pelas ruas de Belém – pode voltar a ser candidato e, quem sabe, eleito de novo...

 

@ Há poucas semanas a prefeitura municipal moveu mundos e fundos (dito popular que talvez seja realíssimo neste caso...) para não ser instalada uma tal CPI para investigar o sistema de saúde pública em Belém. No meu entender o prefeito deveria ser o primeiro a defender uma investigação completa sobre este grave assunto, para mostrar ao povo, que o re-elegeu recentemente, o que ele e sua equipe fazem em benefício da população neste campo. Ou há o que precisa ser escondido?

 

@ Segundo denúncias reincidentes na imprensa, há um número (assustadoramente) crescente de ônibus irregulares em Belém. Alguns chegam a fazer pinturas que imitam a das linhas regulares da cidade. São, principalmente, micro-ônibus. As vans (e kombis velhas, geralmente de porta aberta ou mesmo sem porta) também circulam à vontade. Onde anda a CTBEL e os tais inspetores de trânsito?

 

@ Estou hoje no Rio de Janeiro. Há greve de ônibus. Naturalmente sob inspiração de alguns anarquistas bem-sucedidos na República (como os do MST ou seus espelhos), vândalos travestidos de sindicalistas rodoviários, já depredaram diversos veículos. As vans, sistema irregular de transporte coletivo, foram liberadas.

 

@ Que busca a sociedade brasileira, por essas lideranças e pelas tolerantes autoridades? Destruir as empresas regularmente constituídas, que pagam impostos, assinam carteiras, geram benefícios, movimentam a economia? Caso alguma dessas empresas não aja corretamente, que seja punida, mas não vandalizada. Penso que isso precisa ser discutido seriamente.

 

@ O que me preocupa é que os senhores congressistas, que deviam garantir o foro adequado para esse debate, estão por demais ocupados com outras coisas, como esconder a lama que assola as duas casas federais, criar novos benefícios próprios, etc. Gente, ano que vem tem eleição: pensemos seriamente em não reeleger ninguém.

 

@ Ufa, para uma Semana Santa, ando por aqui com assuntos nada santificados (mas, infelizmente, para alguns, sagrados). Mas vez por outra é preciso olhar para esses lados, ou melhor, para esses abismos.



Escrito por Fernando Jares às 16h40
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“ADORO THEODORO!”, BRADA-SE NO CUÍRA.

Acredito que o pintor Theodoro Braga gostaria de ver-se no palco do Espaço Cuíra, saltitante e feliz, a bradar: “o verde vibra em minha paleta porque pelo verde minha alma foi matizada...”. A duelar com as cores.

O autor, dramaturgo Carlos Correia Santos, explicou, em O Liberal (19/03), no lançamento do espetáculo: “Theodoro foi o fundador da primeira pinacoteca da Amazônia. Foi ele quem estabeleceu o compromisso de pintar as paisagens, heróis e lendas da região com um tom mais realista. Ele defendeu a pintura nacionalista numa época em que só se queria pintar temas inspirados na Europa”. Para explicar essa explosão criativa, ele lança mão de personagens/cores, que com o pintor desenvolvem os diálogos, desafiam e estimulam o artista.

O Grupo de Teatro Palha, com a direção de Paulo Santana, soube explorar muito bem a idéia de Carlos Correia e criou uma atmosfera que deve ter muito a ver com aquela em que viveu Theodoro, na virada do século XIX para o século XX. A Belle Époque, o teatro de revista, vaudeville, explosões de alegria no palco, passagens musicais (aqui, um problema: falta aos atores maior intimidade, digamos assim, com o canto...).

A utilização, em uma montagem desse tipo, com característica de época bem definida, de modernos recursos de tecnologia, como a projeção indireta no fundo do palco, como bem nos mostra a foto acima, em nada chocou, até mesmo agregou uma possibilidade de expansão visual muito grande.

Entendo que esse recurso, onde vimos cenas captadas pelas ruas de Belém de outrora e de algumas poucas obras de Theodoro Braga, poderia ser mais utilizado, para divulgar o acervo de TB, infelizmente pouco conhecido, pelos seus próprios conterrâneos.

Luiz Carlos Girard, o ator principal, ficou com cara de Theodoro. Ou o Theodoro que agora conheço, tem a cara de Luiz Carlos Girard. E olha que contra ele tinha o rosto original de TB na capa do programa do espetáculo... Outro complicador: há poucas semanas ele era a cara de Antonio Tavernard, no mesmo palco. Mas soube construir bem o personagem. Gostei.

Fui ver a peça neste domingo. Mais uma vez, pouca gente aproveitando essa oportunidade. Ainda hoje recebi um exemplar do jornal “A Voz de Torcena”, lá de Barcarena, (a de Portugal, não a daqui) onde o colega jornalista Fernando Silva, editor do mesmo, que também é historiador e autor teatral, queixa-se da mesma falta de público, nas peças que insiste em encenar, valorizando a história e a cultura saloia, que ele tanto defende. Parece um mal dos tempos. Preferem-se os novelões ou os big brothers na tevê ou as pecinhas com atores de novela... Mas a resistência cultural é necessária! Aqui e além-mar!

THEODORO - O pintor Theodoro Braga, aqui nascido em 1872, morto aos 81 anos em São Paulo, é hoje muito mais conhecido entre nós por ser nome de uma galeria de arte no Centur. Como costume na época, foi estudar (direito) no Recife, em seguida (artes) no Rio de Janeiro. Ganha uma bolsa e lá se vai para Paris, onde fica seis anos. Volta a Belém, fica por aqui uns tantos anos, quando pinta o monumental “A fundação de N. S. de Belém do Pará”, que está no MABE. Em 1921 vai para São Paulo, onde ganha notoriedade, pinta clássicos (como o tríptico “Périplo máximo de Antonio Raposo Tavares”, que está no Palácio Bandeirantes) e ensina pintura.

SERVIÇO – A peça fica em cartaz até o próximo fim de semana. Sessões sempre às 21h, nas sextas e sábados, e às 20h, nos domingos. No elenco estão Luiz Girard, Abigail Alves, Nelson Borges, Arnaldo Ventura, Nelson Oliveira e Ângela do Céo. Produção: Tânia Santos

O Espaço Cuíra fica na Primeiro de Março com da Riachuelo – mas a entrada é pela Riachuelo.



Escrito por Fernando Jares às 18h20
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CURSO DE CAPACITAÇÃO EM BIOÉTICA

Um Curso de Capacitação em Bioética é uma próximas atrações do CCFC, que vem a ser o Centro de Cultura e Formação Cristã.

Segundo explica a entidade, a Bioética é entendida como disciplina desde os anos 70 do século passado, em resposta a uma série de transformações vividas na sociedade, em especial no âmbito das chamadas Ciências da Saúde. Desde então, o interesse dos profissionais de saúde, do direito e da filosofia e da sociedade pelos temas bioéticos é crescente, mas, ainda hoje, existe carência de espaços de discussão, reflexão e formação nesta área do conhecimento. A grande dependência da medicina atual de meios tecnológicos sofisticados abre espaço para se discutir sobre a moderna relação médico-paciente, o valor de cada vida humana, direitos e deveres de cada ator no processo da experimentação e pesquisa em seres humanos.

Destinado preferencialmente a graduandos, pós-graduandos e profissionais, o objetivo desta capacitação é oferecer os conceitos básicos da Bioética à sociedade em geral, visando um aprofundamento posterior nos temas de maior relevância, além de apresentar as bases do pensamento filosófico que norteiam a Bioética Personalista, contrastando-a com as demais correntes bioéticas e promover a discussão e gerar reflexão do contexto atual da saúde, bem como da experimentação em seres humanos

Desenvolvido em parceria com a Cesupa, o curso será realizado de 18 a 21 deste mês, das 8h às 18h., no campus da Cesupa, na Almirante Barroso. As inscrições (R$ 110,00 para profissionais e pós-graduandos, e R$ 50,00 para graduandos) podem ser feitas nos campus Cesupa da Alcindo Cacela, 1523. Fone: 4009-9183 e da av. Nazaré, 630. Fone: 4009-2127.

Maiores informações no site do CCFC (http://www.ccfc.com.br)



Escrito por Fernando Jares às 17h21
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BELÉM TEM MUITO DISSO

ISSO É DE BELEM TEM DISSO?

 

Você viu isso de Belém, domingo no Liberal? Foi no Belém tem disso, coluna ilustrada semanal do artista Sérgio Bastos, no caderno Magazine. Foi mesmo esse desenho? Nããão. Tinha pequenas diferenças nas cores, pois lá a camisa do rapaz era de um vermelho ativista, a caixa d’água tinha um azul celeste bem mais bonito que este escurão. Fui buscar o desenho para este post no blog do Sérgio – ilustrador da maior competência, que acompanho, e admiro, há tantos anos. E está assim diferente porque faz parte de uma historinha que ele apresenta, mostrando como evolui a criação de um trabalho deste tipo.o de um trabalho deste tipo.

Essa festa toda tem um grande motivo: o Belém tem disso festeja cinco anos! (Tuuudo isso?) Já fazia tempo que eu me devia este registro sobre o excelente trabalho que o Sérgio Bastos vem fazendo, pela valorização dos detalhes que vemos pelas ruas de Belém. Ele nos ajuda a conhecer melhor nossa cidade e, com isso, a amar mais e mais esta Belém que precisa do nosso amor. Para sobrevivermos.

Tem domingo que fico matutando onde é aquele isso. E, às vezes, não consigo descobrir. O que me prova que tem muitos issos que preciso conhecer...

Aproveite e vá ver o processo de criação do Sérgio, clicando aqui. E passeie pela obra desse artista plástico, no site do Belém tem disso



Escrito por Fernando Jares às 17h37
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THEODORO ESTÁ NO CUIRA

Hoje, amanhã e depois são dias de ir ao teatro, ver Theodoro, a nova criação do dramaturgo e poeta Carlos Correia Santos, que ainda fica em cartaz neste e no próximo fim de semana. Já disse aqui que gosto dos textos do Carlos, portanto vou lá conferir, espero que no domingo. Depois eu conto.

Anote: hoje e amanhã, às 21h; domingo, às 20h. no Espaço Cuira, na Riachuelo, canto com a Primeiro de Março, entrada pela Riachuelo.

A montagem é do Grupo Palha, dos melhores cá pelas ruas de Belém. Gosto deles, especialmente desde que vi De Eterno e Belo, há apenas o sonho, baseada na peça O Marinheiro, de Fernando Pessoa, em 2002, no Grêmio Literário Português, ali na Manoel Barata – foi uma encenação linda.

Theodoro é inspirada no grande pintor paraense Theodoro Braga, com direção e encenação de Paulo Santana e produção executiva de Tânia Santos.

Você pode ver algumas cenas do espetáculo, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 16h06
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DE BELÉM PARA PORTUGAL

JUVENTUDE & COMUNICAÇÃO DO PARÁ EM PORTUGAL

A comunicação do Pará está presente, com dois trabalhos, nas IV Jornadas Internacionais de Jornalismo, evento que acontece neste sábado, 04 de abril, na Universidade Fernando Pessoa, na cidade do Porto, em Portugal.

Protagonismo e participação juvenil na comunicação”, será apresentado na sessão sobre “Organizações e estratégias da comunicação”. O trabalho foi elaborado pelas jovens jornalistas Janaina Pucci, Lígia Isis Pinto Bernar e Lívia Maria Neves Bentes, formadas no ano passado pela Unama – Universidade da Amazônia, sendo orientadora a professora doutora Larissa Latif.

Estou todo satisfeito e orgulhoso com esta notícia: é que a Janaína foi minha estagiária na Albras! E mais, estará lá para apresentar o trabalho. A Ligia também fez estágio nessa empresa, na área de Relações Externas.

O outro trabalho do Pará é da professora Ana Prado, ou melhor, academicamente falando, Ana Lúcia Prado Reis dos Santos, também da Unama, que no momento, cursa doutorado em Ciências da Informação, nessa mesma Universidade Fernando Pessoa. Mas que chique e feliz que ela é! Logo na UFP e no Porto – onde sou apaixonado pela fantástica livraria Lello, que coisa mais linda e mais bem recheada, onde o único problema é a curteza dos meus euros... Ana Prado, que foi professora e coordenadora da minha especialização em Comunicação Institucional, na Unama, apresenta “O jornal laboratório nos cursos de jornalismo: estudo preliminar do jornal ‘Contraponto’ da PUC-SP” na sessão “Teoria e História do Jornalismo”.

Quer dizer, tudo gente estudiosa e competente, que mostra que pelas ruas de Belém produzimos com qualidade que é aprovada em eventos de alto nível, como este.

As IV Jornadas Internacionais de Jornalismo reúnem centenas de especialistas da comunidade lusófona de pesquisadores em jornalismo, incluindo aqui, em especial, os pesquisadores brasileiros e portugueses, mas também os pesquisadores de países hispânicos, em especial da Espanha. O tema que será estudado neste ano 2009 é “Os Jovens e a Renovação do Jornalismo

Ah, se você quiser dar uma olhada na Lello por dentro, clique aqui, que tem uma foto esférica 360º e, logo embaixo, uma com recurso para você girar à vontade. Não deixe de olhar o teto. Esta centenária livraria, no Porto, foi considerada, ano passado, a terceira mais bela do mundo, pelo jornal inglês The Guardian, que a qualificou como “divina”. Concordo com os ingleses. E o editor ainda teve bom gosto: na matéria, a foto maior é da Lello.



Escrito por Fernando Jares às 18h12
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UM PERFEITO PESSOA NO PEITO

PESSOA E OUTRAS CELEBRIDADES NO PEITO

Uma das melhores representações gráficas de Fernando Pessoa, de quantas eu já vi, tem seu autor aqui mesmo, vivente como nós, pelas ruas de Belém. E olha que, modéstia à parte, eu conheço um bocado desses elementos ligados ao Pessoa. Não sou pessoano, no sentido de grande conhecedor da obra do mestre fingidor. Falta ainda muitííííssimo. Mas sou um colecionador dos símbolos e simbolizações do Pessoa. Acho-o um dos mais visuais e musicais poetas que conheço. Gosto de ouvir os poemas dele e sempre os leio em voz alta. Curto tudo que é ligado a ele. Mas isso é outra coisa.

O que eu quero dizer é que o ícone que está aí em cima, que representa de forma completíssima aquilo a que refere, isto é, o Fernando Pessoa, é criação do desenhista e cartunista (e chorão!) paraense Biratan Porto. É o que de melhor se pode exigir na criação de um pictograma. Deve ser por isso que está se espalhando velozmente pelo mundo – basta pesquisar o FP em Imagens do Google.

A grande notícia é que agora poderemos usar essa riqueza em comunicação no peito. Em camiseta.

O Biratan, que já criou mais de uma centena dessas caricaturas de letras de celebridades do mundo, resolveu colocar no mercado algumas delas. Além do FP tem do Chico Buarque (a Ruth Rendeiro vai voar aqui!), Caetano Veloso, Charles Chaplin, Marylin Monroe (o Edwaldo Martins ia encomendar logo uma meia dúzia destas...) e Woody Allen. Custam R$ 25 cada e você passa a “exibir no peito uma arte gráfica original” no dizer do autor. Já encomendei a minha, mas vou ter que esperar, não tinha GG... Ah, para comprar ligue para o Bira, (91)3242-1205. Veja a propaganda das camisetas no blog do Biratan.

Biratan explica assim a idéia: “As caricaturas Tirando de Letra, nasceram de uma brincadeira. Certo dia peguei uma foto com a imagem do grande poeta e escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade e comecei a moldá-la nas letras. Aos poucos fui gostando do resultado e do desafio que essas caricaturas ofereciam. Uma síntese gostosa. A partir daí fui criando mais caricaturas de famosos. Fui mostrando aos amigos e colegas do traço. Fiquei satisfeito com as críticas e o incentivo para que eu produzisse um livro com as caricaturas.” Para você ver mais exemplos destas “caricaturas de letras” (atenção semiólogos!) dê uma passada no site do caricaturista. Clique aqui.

 



Escrito por Fernando Jares às 16h51
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