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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


VOTE NO PAULO MARTINS (2)

 

VAMOS ELEGER O PAULO MARTINS

GRANDE DESTAQUE DA GASTRONOMIA NO BRASIL(2)

 

Vamos prosseguir a campanha, para eleger o Paulo no prêmio da revista QUEM, que está dando certo, mesmo com pouquíssimo tempo. Começamos na noite da sexta, com os e-mails, seguido pelo post e mais e-mails, orkut, etc.. Tem gente colaborando, como a Ruth Rendeiro, que avisou ter distribuído para a sua lista de amigos paraenses (deve ser todo mundo!).

A votação é só até hoje!

Quando começamos, o Paulo tinha 11% e a líder, 22%. Agora ele está com 15%, quase chegando no Claude Troisgros (16%) e acho, pelo que conheço, que o Claude não vai se importar por ser ultrapassado pelo seu amigo Paulo Martins.

Mas temos que votar, conclamar nossos amigos a votar também.

O Paulo merece: quem é reconhecido como Grande pelo Ferran Adrià e Juan Mari Arzak, os dois maiores nomes (e mitos) da gastronomia mundial hoje em dia, que o visitaram em casa, aqui em Belém, é o melhor do Brasil, sem dúvida. Mas a democracia exige os votos para consagrar quem é bom e tem competência.

Votemos. Para isso, basta clicar aqui.



Escrito por Fernando Jares às 10h27
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O LADO MUSICAL DA DULCINÉA

No início do mês conversamos aqui sobre a poeta Dulcinéia Paraense, “descoberta” pela Amarílis Tupiassu. Foi no post A Dulcinéia Paraense de 04/11, onde informamos algumas novidades sobre ela e até divulgamos duas de suas poesias.

Domingo passado, Amarilis voltou ao assunto com ótimas e entusiasmantes notícias sobre a Dulcinéa: está viva, no Rio de Janeiro, tem mesmo 90 anos e acaba de chegar de uma viagem à Índia! Que belos e invejáveis 90 anos – quero chegar lá, viu Papai do Céu. E tem pelo menos uma amiga com quem tem contato aqui: Maria de Belém Menezes, mulher privilegiada pelo nome, Maria + Belém, pelo pai, o grande poeta Bruno de Menezes, do “Batuque” (Nega qui tu tem? Maribondo sinhá!), pelos irmãos, entre eles o meu querido monsenhor Geraldo Menezes, de quem já falei em post anterior, a pianista Lenora Menezes de Brito, que tenho a ventura de ouvir neste momento em que escrevo, tocando em duo com Eliana Kotschoubey, música paraense da melhor qualidade, no CD A Música e o Pará.

Pra quem quer ler ou reler, o artigo da Amarílis, “Belém e Dulcinéa”, está aqui.

E tem um ponto que me enche de vaidade: estou lá, citado pela grande mestra das letras.

Mas, além das boas novidades desse artigo, eu também as tenho.

Ontem estava ruminando sobre este assunto quando me ocorreu algo importante: se Dulcinéa (ou Dulcinéia) era também letrista e pianista, deveria estar no “Música e Músicos do Pará”, de outro grande mestre a quem admiro imensamente, Vicente Salles. E está lá! Tanto na primeira edição, de 1970, quanto na de 2007, ampliada, que comprei na Feira do Livro deste ano. Que me desculpe o mestre eu ter demorado tanto a ter este lampejo...

É poetisa, pianista, cantora, declamadora e jornalista, nascida em Belém a 2 de janeiro de 1918. O nome completo é Dulcinéa Lobato Paraense. E tem muito mais informações interessantes no livro, inclusive – e muito propriamente – sobre as apresentações de Dulcinéa no Theatro da Paz, como cantora, além de confirmar alguns dados que já havíamos avançado aqui.

É dela a foto que vemos aí na abertura do post, que consta nas duas edições do livro.



Escrito por Fernando Jares às 00h00
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VOTE NO PAULO MARTINS

VAMOS ELEGER O PAULO MARTINS

GRANDE DESTAQUE DA GASTRONOMIA NO BRASIL

   

     A revista QUEM está com votação aberta, (somente até este domingo, dia 30, amanhã!) para escolher os grandes destaques do Brasil. A gastronomia é um dos segmentos e o Paulo Martins concorre com seis outros chefs nacionais. A pesquisa reconhece a importância  dele: "mostrou ao mundo a importância da comida do norte do país. É indígena, primitiva, maravilhosa".

    Votar no Paulo é obrigação de paraense e de quem ama este Estado. Pelo muito que ele já fez pela divulgação da cultura paraense.

    Vamos lá. Dê um pulinho na QUEM. Pra facilitar, basta clicar aqui que já abre na ficha de votação. Para visitar o site do prêmio e votar em outro segmento (cinema, teatro, esporte, música), clique aqui. Mas antes, vote no Paulo Martins. Tem que ter paraense nesse pódio! Ele merece!

    Está em cima da hora, mas como não sou leitor desta revista, só soube da promoção, ontem à noite, lendo a coluna do Guilherme Augusto. Veja com seus amigos quem pode votar. Mande e-mail, telefone, fale. Eu estou fazendo isso, além deste post. Mobilizemo-nos.



Escrito por Fernando Jares às 11h30
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CRÔNICA DO VER-O-PESO

 

Que tal uma “Crônica Fotográfica do Universo Mágico do Mercado Ver-o-Peso”, com fotos do mágico da imagem, Luiz Braga e textos dos mágicos das palavras amazônicas, João de Jesus Paes Loureiro e Milton Hatoum?

Prepare-se. Vista seus olhos com as transparências mais completas (ou as lentes mais adequadas...) e mande-se amanhã (25/11), no início da noite, para o Museu Casa das Onze Janelas, pois eles vão lançar um livro com essa crônica. É para não perder! 

Pode ir mais cedinho e aproveitar o espetáculo extraordinário que costumam nos proporcionar os pores-do-sol sobre o rio Guamá, baia do Guajará e ilhas fronteiras. Basta não chover.

Abra-se à visão de nosso mercado-símbolo, pela sensibilidade desses três artistas. São 98 fotos que, fazendo um recorte do cotidiano, por certo nos levarão a perceber, além de cores e das palavras, sabores, sons e viveres exclusivos dessa grande feira, com suas gentes, coisas e animais, acima das que percebemos regularmente, como caminhantes habituais pelas ruas de Belém

Assim fala o Braga, na divulgação do trabalho: “o mercado é um verdadeiro museu. Um museu vivo de sabedoria, cheio de cores, sabores, cheiros, pregões, cantorias. Festas populares, rituais religiosos, artesanato e toda uma gama de imagens de valores humanos são verificadas nessa crônica".

“O livro é para aqueles que além de fotos estão interessados em cultura popular, brasilidade, em Amazônia”, complementa.

Além do lançamento: quem não puder ir ao lançamento amanhã, disse-me o Braga, poderá encontrar o livro, que custará R$ 45,00, em livrarias como a Fox.

E mais: quem está em São Paulo, pode ficar de olho: o livro será lançado nessa cidade no dia 3 próximo.



Escrito por Fernando Jares às 15h17
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BELÉM MAIS LINDA

VAMOS ALINDAR BELÉM. ELA MERECE, NÓS MERECEMOS.

 

Vejam só: em plena Benjamin, tendo uma calçada à disposição, o pedestre tem que ir para a pista

 – preocupado, olha para trás, para ver se vem carro.

A boa responsabilidade dos construtores e da companhia telefônica não pode permitir esse tipo de coisa.

 

Uma boa notícia desta semana foi dada pela prefeitura que, com a operação "Belém Mais Linda", anuncia que vai retirar das ruas da cidade monstrengos que atrapalham a vida de quem precisa circular nas calçadas pelas ruas de Belém. Têm muito que fazer!

A informação de que vão tirar “barracas ociosas, cones, defensas, jogos de mesa e cadeira, material publicitário irregular de pequeno porte” é estimulante. Mas precisam acabar com esse monte de bares que ocupam toda a calçada, carros que fazem das calçadas garagem (neste caso, basta sair multando estes infratores: ganha a prefeitura e ganham os pedestres, agradecidos).

Principalmente, precisam atacar a irresponsabilidade de gente que faz coisas como aí nas fotos: um tapume imenso que praticamente encostou no orelhão, expulsando os pedestres para o leito da rua, estreita. Tudo bem, o tapume é necessário para a obra e pode até estar nas medidas certas, mas o orelhão deveria ter sido mudado de lugar, antes da sua construção. Não sei quem é o (ir)responsável pelo fato, só sei que eu passei por lá – Benjamin Constant entre José Malcher e Boaventura da Silva – e tive que ir para a rua. Já está assim há um bom tempo. Será que nenhuma autoridade municipal viu isso, para multar quem faz tal coisa e exigir uma solução?

Mas vamos torcer para estar começando a solução (só não entendi a informação de que a campanha existe desde 2007... será que estava hibernando, esperando passar as eleições?).



Escrito por Fernando Jares às 21h03
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QUANDO É QUE É FERIADO?

A DANÇA DOS FERIADOS

 

Hoje, 20/11, é feriado em São Paulo: Dia da Consciência Negra. Feriado municipal. Mas como, se praticamente todos os municípios já têm seus quatro feriados, permitidos pela legislação federal (originalmente, de 1949, atualizada por FHC em 1995, lei 9.093)?

O que acontece é que em 2002, o mesmo FHC sancionou uma outra lei (10.607), listando os feriados nacionais (alterando o art. 1º da lei de 1949,) e é esta que está valendo no país:

1º de janeiro, 21 de abril, 1o de maio, 7 de setembro, 2 de novembro, 15 de novembro e 25 de dezembro.

Nessa lista entrou o dia de Finados (2/11), que no entendimento da legislação anterior era municipal, portanto revogou um dos municipais, dando direito à criação de um novo... logo aproveitado pelos políticos paulistanos. Acho que os de Belém ainda não descobriram, já que nossos feriados locais continuam: Sexta-Feira da Paixão, Corpus Christi, 2/11 (Finados) e 8/12 (N. S. da Conceição), determinados na lei 6.306, ainda de 1967, tempos do prefeito Stélio Maroja.

Veja que na lei de 2002 FHC, matreiramente, não incluiu 12/10, nem revogou a lei 6.802, de 1980, que criou o feriado da Padroeira do Brasil, N. S. Aparecida. Naturalmente sabia que os protestantes andavam reclamando da data... Ainda recentemente os protestantes tentaram uma alteração nessa lei, mas não foi aprovada.

Você pode perguntar: e o 15 de agosto, em que comemoramos a Adesão do Pará à Independência do Brasil? É feriado estadual, novidade criada na lei 9.093, com o nome de Data Magna do Estado! Mas é só um feriado por Estado. O nosso é regulado pela lei estadual 5.999, de 1996.

Aliás, essa 9.093 ganhou um adendo em 1996 (lei 9.335), que criou mais dois feriadinhos municipais: os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do município, fixados em lei municipal! Quer dizer, para festejar de 100 em 100 anos. Vamos ter os nossos em Belém, em 2016 e 2017 e depois, só em 2116 e 2117. Acho que só vou participar dos dois iniciais...

Assim sendo, estamos com 12 ou 13 dias chamados de feriados, nos três níveis da administração, fora aqueles dias em que não se trabalha por tradição, como os do carnaval, a manhã do Recírio, os criados em acordos trabalhistas (dia do comerciário, da construção civil, etc.) de alcance apenas local. E os inúmeros “pontos facultativos”, que aqui no Pará cobrem até as sextas-feiras de julho, para garantir o veraneio dos dedicados funcionários públicos; os dias de recesso da Justiça, das casas legislativas, etc.

 MAS É PRA VALER?

 Só que essa história de feriado está ficando privilégio para algumas classes. A busca incessante do lucro pelas empresas (e da comodidade extrema pelos compradores) faz com que, por exemplo, os comerciários tenham que trabalhar a qualquer momento. No passado dia 15/11, feriado da Proclamação da República, pelas ruas de Belém grande parte das lojas estava aberta (e já avisaram que abrirão no dia 8/12). A maioria dos supermercados mandou para o espaço o direito de não trabalhar aos domingos (e este é até sagrado!), assim como os shoppings. Neste dia 15/11, até o caminhão do gás nos importunava com aquele irritante berreiro “Olha a Liquigás” que não respeita local nem hora.



Escrito por Fernando Jares às 17h25
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SER KAWAGUCHI É SER VENCEDOR

    

A medalha do Prêmio e Isao Kawaguchi em uma de suas últimas visitas a Barcarena,

ao lado de Fátima Nunes (do RH da Albras). Ambos já não vivem neste mundo.

 

Aluno que se destaca no Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) ganha essa medalha que está aqui em cima. É o reconhecimento a quem se dedica ao estudo e consegue inscrever seu nome entre os vencedores, ainda como estudante. A prática, infelizmente, parece-me não ser comum por aqui e, principalmente com a característica deste Prêmio Kawaguchi: é uma típica parceria entre o poder público, a UFPA, e uma empresa privada, a Albras – Alumínio Brasileiro S/A. Ao que conheço, poucas empresas têm programas dessa importância, validados pela Universidade.

Tem tradição, pois foi criado ainda nos anos 1980, quando os japoneses chegaram ao Pará, para implantar um projeto de produção de alumínio. Hoje referências a ele, podem ser encontradas até em Currículos Lattes.

O prêmio é concedido pela Albras aos estudantes que obtiveram maiores notas dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Química e Engenharia Mecânica e ao que mais se destacar dentre todos os cursos do Instituto de Tecnologia.

Cabe à UFPA apontar os ganhadores do prêmio, indicando os nomes dos formandos que alcançaram as melhores notas em seus cursos, dos 1º e 2º semestres de cada ano. A entrega do prêmio é promovida pela UFPA, em sessão solene específica para essa finalidade. Hoje é dia de dar o devido valor aos vencedores formados em 2007.

Criado em 1983, inicialmente o prêmio era oferecido pela Mitsui, mas desde 1988 passou a ser patrocinado pela Albras. Diversos ganhadores do prêmio, ao longo dos anos, foram contratados pela fábrica de alumínio de Barcarena, sendo que alguns deles exercem hoje importantes cargos gerenciais na empresa. Há outros que são doutores, professores universitários, etc. Já houve caso em que um eletricista da Albras, que fez o curso de engenharia elétrica, dedicou-se de tal forma que conquistou a preciosa comenda. Houve também o filho de um empregado da Albras que obteve o galardão.

O nome do prêmio é uma homenagem a um economista de grande renome na área de alumínio no Japão, Isao Kawaguchi, ex-presidente da Mitsui e da NAAC - Nippon Amazon Aluminium Co. Ltd., o sócio japonês (49%) da Vale na Albras.

Mas Kawaguchi-san tem um outro grande valor: é como que o “pai” da idéia de produzir alumínio na Amazônia, transformando aqui mesmo uma riqueza mineral local em produto para exportação, gerando milhares de empregos, impostos, circulação de riquezas e trazendo divisas para o país. Ele integrou as primeiras missões de empresários e técnicos do governo japonês que vieram à Amazônia, no início da década de 1970, para estudar a viabilidade do alumínio da região. E participou dos entendimentos iniciais entre Brasil e Japão para sua implantação.

Tive a oportunidade de estar pessoalmente com esse grande idealista japonês pelo menos duas vezes, sendo que uma delas foi na entrega do Prêmio Kawaguchi de 1988, ocorrida em 1989, no Centur (no cine Líbero Luxardo).



Escrito por Fernando Jares às 14h32
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PARA VER O MARAJÓ

 

PONHA O MARAJÓ NO SEU DESTINO

 

Esta é a ponte que leva á praia de Araruna, em Soure. Veja muito mais fotos do Marajó.

 

Marajó, na barreira do mar, no dizer do mestre Líbero Luxardo, a maior ilha fluviomarinha do mundo, ganhou destaque especial no UOL Viagem, com direito a chamadas hoje no Portal UOL. A matéria foi atualizada e está com um volume muito grande de informações sobre as principais atrações e destinos da ilha. Tem um texto turístico agradável; grupo de discussão (o que mais te encanta na ilha de Marajó?, obviamente de e não do, como chamamos aqui...); dicas de cultura, de como chegar, sempre tendo de passar pelas duas de Belém; links de informação do UOL e portais regionais, incluindo a Paratur. Há um ou outro senão, mas não compromete em nada o conjunto da obra. Não deixe de visitar. O caminho pode ser clicando aqui.

Mas o que mais empolga o candidato a visitante é o álbum de fotografias de Marcelo Soares (UOL). Toda a natureza da ilha é muito bonita e, se há algo feio, foi o homem que fez, ou melhor, que destruiu, infelizmente. Mas o lindo ainda comanda o visual da grande ilha. Vá lá, pelo menos por meio deste passeio virtual, inclusive com slide show.

Aí em cima, veja a foto da ponte de acesso à praia de Araruna, onde só passa gente ou bicicleta. É sobre um igarapé, mas que igarapé, gente boa. Só vendo. Eu já vi e gosto muito de lá. Vá ver você também. As dicas estão na matéria do UOL.



Escrito por Fernando Jares às 19h30
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EPÍLOGO DE CAMPOS. EPÍLOGO?

UMA FAMÍLIA LITERÁRIA

 

Dia destes, conversando com gente muito mais jovem, contei a história dos nomes incomuns da família do político paraense Epílogo de Campos. O espanto foi grande ao saberem que ele, com um nome por si só muito diferente, tinha irmãs chamadas Verso, Estrophe e Poesia...

Por extrema coincidência, dias depois, Jô Soares em seu programa do dia 27/10 (veja o quadro aqui, no Youtube), ao apresentar uma série de nomes estranhos e até engraçados, lá colocou estes Campos que, por sinal, aparecem em tudo quanto é levantamento de nomes diferentes.

Hélio Gueiros referiu-se ao programa no domingo passado, em sua coluna no Diário do Pará. Hélio é testemunha ocular dessa história, pois era jornalista d’O Liberal de Magalhães Barata, na época em que Epílogo fazia política, em oposição ao general Barata.

Após as meninas, nasceu um menino, que o pai, sr. Francisco, imaginava fosse o último, e sapecou-lhe o nome, mais que apropriado, nestas condições, de Epílogo. Mas ainda veio uma garota, chamada Pessoína, em homenagem à família materna (Pessoa). Mas há uma lenda que diz que ela seria a Errata... Há um filho do sr. Francisco com nome “normal”: Hermínio Pessoa – só que não teve Campos no nome, para homenagear integralmente o sogro, avô materno do pimpolho, que viria a ser médico, salvo engano.

 

EPÍLOGO, O POLÍTICO

 

Epílogo de Campos, que era médico, chega a Belém como candidato da Coligação Democrática Paraense ao governo do Estado.

Na foto, do livro “Magalhães Barata”, (2º vol.) de Carlos Rocque, o político “palestrando com o repórter das Folhas”. Socorro aos mais antigos: quem é o repórter?

 

Eu era criança pequena, lá em Capanema, na campanha de 1955, para o governo do Estado. Foi a primeira vez que fui a um comício: papai, embora não ativista, era simpático a Epílogo de Campos, amigo da juventude pelas ruas de Belém. Era candidato da Coligação contra o poderoso Magalhães Barata, do PSD. Ele era situação, pois o PSD havia perdido em 1950, sendo eleito o Marechal Zacharias de Assumpção. Epílogo também foi deputado federal, autor da lei que criou a Universidade do Pará. Mas essas são outras histórias...

Estamos falando de nomes exóticos. A lenda em torno desse nome é tão grande que o deputado federal Ruy Santos, da Bahia, dizendo-se amigo de Epílogo, citou o caso da família em um discurso na Câmara, em 17/06/1970, mas fez uma quizomba literária: chamou as manas do seu ex-colega de Prólogo, Soneto e Ementa e afirmou que existia a Errata de Campos...

 

EM MOSSORÓ

 

Localizei um edifício chamado Epílogo de Campos em Mossoró, RN. Não sei se é o mesmo. Mas talvez seja, tipo uma “vingança” da cidade, famosa pela família “numerada” Rosado, entre os quais se destacaram Dix-sept Rosado, que foi prefeito e governador do Estado; Vingt Rosado, prefeito e deputado federal; Dix-Huit Rosado, prefeito; Vingt-un Rosado, agrônomo e grande líder cultural da cidade, responsável pela famosa Coleção Mossoroense, a maior bibliografia do país sobre a seca e constante de mais de 3 mil títulos, dos quais mil são livros, produzidos por pessoas da região.

Estes nomes incomuns foram tirados dos algarismos em francês. Bem, dizem que havia uma exceção, a filha mais velha seria a Primeira Rosado...



Escrito por Fernando Jares às 10h02
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QUARTA-FEIRA É DIA DE POESIA

 

 Para quem gosta de boa poesia, aqui vai uma dica: poemas selecionados e enviados por Jason Carneiro, para seu e-mail, toda quarta-feira. Assim, simples, fácil, fácil.

Jason é um poeta que é geólogo, especialista em risco geológico, mas que faz excelente poesia, sem o menor risco. Trata-se de um paraense nascido em Santos (SP) e criado no Rio de Janeiro, que acredita no Amor e na Literatura porque ambos, de muitas maneiras, salvaram a sua vida. Casado com uma paraense, trabalhou em Carajás, morou por aqui, andou e amou pelas ruas de Belém.

Tem dois livros lançados, “Jardim do Teu Silêncio” (edição do autor) e “Assim Nascem os Horizontes” e já foi elogiado por grandes nomes da crítica nacional, como Pedro Lyra e Ivan Junqueira.

Leitor incansável, Jason é um grande conhecedor de poemas & poetas. É esse conhecimento que ele divide, gratuitamente, com quem gosta da poesia, todas as quartas-feiras.

O bom gosto ele o levou também para o site “Cais do Silencio”, onde conta estas e outras histórias e mostra muita poesia. Coisa a não perder. Há trabalhos já publicados, e inéditos; contos; gravações de poemas preferidos, seus e de outros autores, entre os quais Abgar Renault, de quem ele tanto gosta e Fernando Pessoa, de quem gosto tanto eu; Horizontes: um bloco de notas e apontamentos; o que já se escreveu sobre o que escreve Jason; algumas notas sobre a vida que vive o poeta; um valioso elenco de endereços sobre literatura na Internet, onde até este blog, para glória suprema deste escriba, está listado.

Dê um clique aqui e vá até o Cais do Silêncio. E faça logo sua inscrição para receber a newsletter Quarta-Feira é Dia de Poesia.

 

Para dar uma amostra, que já deve estar sendo cobrada por quem lê estas linhas virtuais, aqui vai um poema de Jason Carneiro, que está no "Assim Nascem os Horizontes" e no "Cais do Silêncio", homenagem a uma pessoa que ambos amamos:

Ao Meu Avô

Os passos que não passam, a voz, o aprumo,
a calma de quem tudo viu, e antes,
são séculos de selva sibilante
e o ressoar do rio rasgando rumos.

Sorri quando me vê. Manso gigante,
toma na sua a mão em que me esfumo.
Aperta-a e me abençoa, e some, e sumo,
e somos um no outro nesse instante.

O Deus que o inventou, na antiga taba,
que o fez de barro e rio e santos óleos
há de orgulhar-se dele, criatura

e criador de um bem que não acaba:
que as flechas do guerreiro são seus olhos
e o arco que as despedem, a candura.



Escrito por Fernando Jares às 17h54
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NOSSO PARAOLÍMPICO VENCE MAIS UMA VEZ

 

O para-atleta paraense Alan Fonteles, que conquistou para nosso Estado a primeira medalha paraolímpica (prata, no revezamento 4x100), este ano na China, voltou a vencer neste final de semana em certame nacional. Foi em Fortaleza, na Segunda Etapa Nacional do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico, onde ele foi primeiro lugar (ouro) nos 200m e segundo lugar (prata) nos 100m.

Mais duas medalhas para esse jovem nascido em Marabá, que teve as pernas amputadas ainda bebê, por causa de uma infecção. Hoje sua família mora aqui em Belém e ele utiliza lâminas de fibra de carbono, próteses em formato de “j”, especiais para corrida. Esse equipamento sofisticado, junto com a tremenda garra e vontade de treinar e vencer do atleta, são responsáveis por ele já estar entre os melhores do país.

Alan conta com apoio do Governo do Estado e patrocínio de uma empresa de Brasília, a Guerreiro Consult, que vem a ser do engenheiro paraense, de Oriximiná, Renato Guerreiro – que em sua carreira local chegou a diretor da Telepará e em Brasília, além de Secretário Geral do Ministério das Comunicações, foi um dos idealizadores e primeiro presidente da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações.



Escrito por Fernando Jares às 23h49
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VOLTANDO AOS ANOS 1960

A GOSTOSA BELÉM DE LÍBERO LUXARDO

 

 

Cenas dos documentários sobre Magalhães Barata (ao lado do governador aparece o jovem repórter Joaquim Antunes, com seu

óculos ray-ban, que até hoje continua com sua permanente perspicácia e presença de espírito) e Belém 350 Anos.

 

Fizemos nestas duas últimas noites, eu e mais um mundo de gente que lotava o Cine Líbero Luxardo, passeios maravilhosos pelas ruas de Belém dos anos 1960. Não, não embarcamos em máquina do tempo ou participamos de algum processo coletivo de regressão...

Simplesmente participamos da mostra de filmes produzidos pelo mestre Líbero Luxardo, d. Líbero, como o chama carinhosamente o Pedro Veriano. Um pioneiro e como tal, herói, como o são os pioneiros por comportamento.

Ele fez 100 anos de nascido na quarta-feira, dia 5 de novembro. Você sabe o que é esta data? É o Dia Nacional da Cultura! Bem a propósito, não?

Foram momentos maravilhosos, tanto que, ao final de cada peça apresentada, as palmas nasciam espontaneamente. Na platéia, com certeza, estavam pessoas que discordavam de alguns textos ufanistas, especialmente nos documentários. Mas aplaudiam. Estavam pessoas que, por certo, exigiriam uma técnica cinematográfica mais apurada. Mas aplaudiam. O que aplaudiam era exatamente a coragem, o arrojo, a decisão de concretizar sonhos. Foi apenas com isso que LL realizou seus longas aqui em Belém, mostrando a cidade – que ele sonhava mais cenográfica do que era, mas fazia o que podia.

Na época, principalmente por Um Dia Qualquer, foi duramente criticado pelos deslizes técnicos, que não são poucos. Mas o filme foi quase um campeão de bilheteria, ficando 15 dias em exibição. As pessoas sentiam-se felizes em ver a sua cidade na telona.

Hoje, com a perspectiva histórica destes mais de 40 anos do filme, só nos resta dar vivas a d. Líbero e agradecer o que ele fez. Sabe por que? Porque ninguém mais fez! Imaginem-se as dificuldades para produzir um longa em Belém, naquela época. Mas ele os concluiu e merece os aplausos de hoje. Os pouquíssimos filmes recentes que têm alguma coisa desta terra foram feitos por gente de fora, até de muito fora.

Fazia muitíssimos anos que eu não assistia ao filme Um Dia Qualquer. Que emoção legal rever o Eduardo Abdelnor, amigão, hoje lá em cima com Deus. O Gilmirez. O Sebastião Tapajós garoto como quando o vi pela primeira vez. O Cláudio Barradas, que agora é padre, mas no filme vive um pai de santo ...hoje concorrente. A Nilza Maria, que sempre me emociona – vi-a recentemente no lançamento do livro do Carlos Correia. Rever a fotografia do Milton Mendonça e do Fernando Melo. Isso tudo faz a vida valer, muito mais que apenas “a pena”.

Que a história assim o seja, com as pessoas que têm valor.

Atenção: se você não viu (ou reviu) estes filmes, fique atento. Ao que se anunciava ontem no Centur, haverá uma nova apresentação da mostra, considerando a grande procura com casa cheia todos os dias.

 

 

CUIDADO COM A HISTÓRIA!

 

 

Postal publicitário do festival Líbero Luxardo 100 Anos. Data do filme alterada.

 

Maltratar a verdade histórica é uma realidade, infelizmente, do cotidiano. Há os que o fazem por algum motivo específico. Mas a grande maioria o faz por desinformação, falta de atenção ou cuidado em checar uma fonte, etc.

Neste caso de Líbero Luxardo, os exemplos são muitos e até gritantes. Veja-se, por exemplo, o postal produzido para o próprio evento, ao estilo daqueles postais publicitários da Jokerman, mas sem o ser. A legenda da foto diz: Líbero Luxardo. “Um Dia Qualquer”, 1965. Pois é, o filme é de 1962! Mais que isso, no belíssimo catálogo editado para o evento, esse filme também aparece como de 1965, na filmografia e em pelo menos uma legenda.

O curioso é que em artigos que integram o catálogo existe a afirmação de que a data é 1962, como no texto de Pedro Veriano (a quem, em cinema, respeito mais do qualquer outro): “A estréia só aconteceu em 1962 e ganhou aparato de Hollywood com banda de música na porta do cinema Nazaré e tapete vermelho para os atores” (pág. 20). Também o artigo do Zé Carneiro confirma a data de 1962 (pág. 23). No livro “Cinema no Tucupi”, do mesmo Pedro Veriano, o lançamento consta como em 1962 (pág. 28).

A própria página do Cine Líbero Luxardo, no site da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, ao apresentar “Quem foi Líbero Luxardo” chama o filme Um Diamante e 5 Balas de Três balas e Um Diamante – erra na ordem do título e na quantidade da munição... E ainda informa que dos filmes participaram “apenas atores locais”, quando na verdade Líbero trouxe para alguns de seus filmes, nomes nacionais, para criar maior visibilidade a seu trabalho.



Escrito por Fernando Jares às 20h30
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BELÉM NO LE MONDE

A Belem, dans la ferveur du "Cirio de Nazaré"

 

 

Os franceses (e internautas de todo o mundo) que visitam o site do jornal Le Monde têm a oportunidade de ver um álbum de oito fotos que mostram o que é a romaria do Círio de N. S. de Nazaré, aqui em Belém. São da agência France Press, creditadas ao fotógrafo Maurício Lima (paulista, que trabalha para a AFP no Brasil e pelo mundo, sendo famoso pela cobertura que fez no Iraque). A primeira, mostra um ângulo pouco explorado do grande encontro religioso e é a que reproduzimos aí em cima – como esta reprodução é feita a partir de imagem flash da tela, perde qualidade, mas no site está muito bonita. Clique aqui e veja o Portfolio com as fotos.



Escrito por Fernando Jares às 09h39
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ENCICLOPÉDIA DO FUTEBOL

QUEM SÃO OS MELHORES NO FUTEBOL BRASILEIRO?

A Globo anunciou hoje o lançamento de uma enciclopédia virtual do futebol, na verdade, do campeonato brasileiro, de 1971 a 2007. Com plataforma 2.0 a Futpédia, tem praticamente tudo sobre esse certame, só não interatividade, que prometem para o ano que vem. Ficam devendo.

Praticamente coincide com a chegada do LanceActivo 2.0 (do Lance!), outro grande player da mídia esportiva.

Voltando à Futpédia, dizem que agora não existirão mais as famosas discussões de bares e ruas, inclusive pelas ruas de Belém, sobre quem é o melhor no campeonato nacional, porque estará tudo estatisticamente demonstrado. Assim sendo, fui até lá ver os nossos times e anotei o número de campeonatos e de jogos disputados nessas 31 edições:

CLUBE

Campeonatos

Jogos

Paysandu

20

428

Remo

14

246

Tuna

3

28

Como somente entra o Campeonato Nacional da Série A, nosso futebol sai prejudicado. O Paysandu não mostra seus dois campeonatos nacionais na Série B (1991 e 2001), seu título de vencedor da Copa dos Campeões Brasileiros (2002) ou a histórica participação na Taça Libertadores da América (2003). A Tuna não aparece com seu título maior de campeã brasileira da Série B (1985). O Remo não tem registrado seu título de campeão nacional da Série C, tão festejado em 2005. Apenas para destacar os grandes triunfos nacionais. Mas, como a proposta é ser uma verdadeira enciclopédia do futebol, esses resultados ainda aparecerão, fazendo justiça, pelo menos ao passado heróico de nosso combalido (no momento) futebol paraense.



Escrito por Fernando Jares às 18h09
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A DULCINÉIA PARAENSE

Amarílis Tupiassu, a quem admiro pelos escritos, pelos falares e pelo conhecimento, não fosse só pelo fato de escrever e falar tão bem, como por sua paixão por Fernando Pessoa e Antonio Vieira, escreveu neste domingo, em sua coluna “Outras Palavras”, no caderno Mulher, de O Liberal, sobre Dulcinéa Paraense. A forma como descreve a poeta paraense, não apenas no sobrenome, desperta o mais vivo interesse. Você leu? se não leu, leia aqui.

Eu sabia da existência desta Dulcinéa, sem maior aprofundamento. Motivado pelo instigante texto de Amarílis, fui em busca de mais conhecimento sobre a poeta.

Quero repartir o que consegui, nos meus alfarrábios e pela web: duas poesias dela, publicadas na Antologia da Cultura Amazônica (1970), do sempre lembrado Carlos Rocque, um texto assinado por ela na Folha de Minas, e ainda o registro de canções com letras de sua autoria.

Rocque faz-lhe um pequeno retrato biográfico, assim:

“Nasceu na capital paraense a 2 de janeiro de 1918. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, fez jornalismo como redatora de O Estado do Pará e das revistas Terra Imatura e A Semana. Tendo, também, curso de piano e canto, excursionou pelo Nordeste, cantando em recitais, nas cidades de Fortaleza, São Luís, Recife, Teresina, Salvador. Radicou-se no Rio a partir de 1942.”

Como se vê, fez, ou teria feito, 90 anos neste 2008!

Dois poemas de Dulcinéa (ou seria Dulcinéia, como grafa Carlos Rocque?) estão na Antologia rocqueana:

 

TRANSFORMAÇÃO

 

Encontramo-nos, súbito, na estrada.

 

Ele, com a alma vazia, escancarada,

E eu de alma cerrada, mas vazia.

 

Notei no seu cansaço

que da vida só tinha desenganos

e eu nem isso possuía.

 

Olhamos em redor: Em pleno outono, a vida

morria junto de nós.

No outono, a natureza é uma lenta agonia...

Só nós vivíamos... só nós!

 

Era preciso não morrer.

 

As nossas almas, tão iguais, se uniram

para melhor sofrer.

 

E hoje, que o nosso mundo não é mais vazio,

é que fomos olhar novamente em redor:

 

- Foram rubros os beijos que trocamos

e os nossos beijos rubros foram tantos

que transbordaram pelos matagais...

 

De antes, só nos cercava uma lenta agonia.

Agora, os nossos beijos transbordados

foram cantando pelo mundo afora,

se abrindo em gargalhadas nos rosais!

 

O MISTÉRIO MAIOR E O MAIS HUMANO

 

A noite fechou os olhos para não ver a dor do mundo,

- aquelas ruas abandonadas, sujas,

longas e dolorosas como canais de lama;

para não ver a alma empedernida da terra,

encouraçada de asfalto,

ser cortada, meio a meio, por pesados veículos

que conduzem, de extremo a extremo,

os destinos mais tristes.

 

A noite cerrou as pálpebras para encobrir a miséria do mundo.

Os mendigos dormindo nas batentes,

os sacrifícios dos corpos, nas alcovas

os ensaios dos passos sobre o crime.

 

A noite ocultou a alma para facilitar o final de todos os princípios.

Enfermos que se entregam, placidamente,

para não ver, na luz, a alma caminhar na direção do inferno;

mulheres loucas de tranças louras

se despenhando para o seio da morte

porque foi em vão que adquiriram o incenso e deixaram crescer os ondeantes cabelos.

 

E, porque o olhar de Deus não penetra a escuridão do mundo,

a noite é a mais humana de todas as tristezas.

(in A Planície, nº 2, anos 1, 6/1/1940, Belém)

 

 Deu para perceber o que diz sobre ela a crônica de Amarílis.

Concorda?

Um artigo assinado por Dulcinéia (assim escrito) Paraense, publicado no jornal Folha de Minas, de 14 de outubro de 1951, com o título “Uma tradição religiosa, histórica e folclórica que Portugal legou ao Brasil”, nos conta o que é o Círio de Nazaré. Está arquivado no site Jangada Brasil. Leia aqui.

Encontrei também o registro de composições, com letras de Dulcinéa (assim grafado seu nome) no “Canções Brasileiras”, da UFMG, a maioria depositada na Biblioteca Nacional.

Compreensão”, com música de Marcelle Corrêa Guamá, uma francesa, casada com um paraense, que residiu em Belém, e que musicou gente conhecida como Guilherme de Almeida, Castro Alves, Humberto de Campos, Olegário Mariano, Antero de Quental, entre outros.

Mais três letras, com o compositor cearense Paurilo Barroso:

“Chanson pour ton sommeil”

“Historieta (Pastoral)”

“Três Hai-Kais”: Anunciação; A mulher depois do amor; Escultura. Esta composição está datada de 1964.

E fiquei por aqui. Ainda não consegui saber se o nome dela é de batismo ou pseudonímico (ou heretonímico?) e como se escreve, se igual ao da musa de D. Quixote, Dulcinea, na língua de Cervantes ou se na tradução brasileira, Dulcinéia; ou ainda se na variante que está ligada a esta Paraense, de Dulcinéa. Para os dicionários o mais certo seria Dulcinéia, uma vez que há o substantivo dulcinéia, "mulher galanteada, namorada" (no Houaiss), nome que se inspira na Dulcinea del Toboso, de Cervantes, ou melhor, do D. Quixote - que ele não me leia! Mas, nome próprio é próprio, daí...



Escrito por Fernando Jares às 15h35
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ESTADOS UNIDOS

Os lá de cima decidem hoje quem os vai governar – e interferir na vida de todo o mundo – nos próximos quatro ou oito anos. O resultado já está meio na cara, mas vale a irreverência de Hélio Gueiros, em sua coluna de domingo passado, no jornal Diário do Pará:

“Paraense que acaba de chegar de uma viagem aos Estados Unidos diz que é muito difícil se prever o resultado da disputa entre Obama e McCain. E explica: ­ Um é negro e o outro é velho. O norte-americano não é chegado nem a negro e  nem a velho. A escolha vai ser feita na base do "menos pior". E o americano ainda não decidiu se o pior é Obama ou se o pior é McCain. Mas nesta semana vai se saber.”



Escrito por Fernando Jares às 15h03
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