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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


MOSQUEIRO

A BELEZA BUCÓLICA RESISTE.

Pôr-do-sol na praia do Farol, com a Ilha dos Amores recortada pelo astro-rei. Um dos locais mais bonitos e românticos de Mosqueiro.

 Mosqueiro é um lugar muito especial. Ilha beleza, que os colunistas sociais chamavam de bucólica, cercada de praias, é um distrito de Belém, embora distante da capital quase uma centena de quilômetros. Mas isso é muito bom, pois andando pelas ruas de Mosqueiro, vou andando pelas ruas de Belém. E lá vai papo.

Passei uma semana lá, finalzinho de férias. Aliás, gosto de Mosqueiro fora das chamadas férias escolares ou do veraneio – mês de julho. Ir lá em agosto tem seu valor: desfrutamos das melhorias de última hora que os prefeitos fazem para agradar os veranistas/eleitores de julho, mas não somos infernizados por esses que, aos milhares, tornam a vila inabitável em julho – ou nos fins de semana prolongados.

Já tive casa lá por uns 20 anos. No começo, toda sexta à noite, família no carro e estrada, que era até pequena pela ânsia de chegar lá. Depois, bem, depois, as coisas mudam, a vida muda, as crianças crescem, e lá se vai a casa. Diz o Salame que há dois momentos de muita felicidade na vida de quem compra casa em Mosqueiro: o primeiro é a realização de um grande sonho, o segundo é livrar-se do problema... e da despesa.

Mas ficam grandes momentos, grandes lembranças, que habitam a mente e o coração, para sempre. Muita felicidade nossa rolou naquelas ruas, naquelas praias, na pracinha. As brincadeiras com as meninas, o desfile dos “peles vermelhas” no carnaval, a Missa na capelinha do Ariramba, os inesquecíveis pastéis do Oliveira (que hoje os faz para o Papai do Céu, mas a gente não esquece), as declarações de amor solidificando um casamento jovem.

Esta semana fez reviver essas coisas e mostrou que muita coisa mudou na ilha. Em muitos casos parece que o Mosqueiro perdeu a ingenuidade. Mas, pensando bem, acho que não é bem assim. A ilha resiste, o povo mosqueirense resiste. Há invasores, como sempre os houve, talvez agora sejam muitos mais... e mais perigosos. Mas o Mosqueiro que amamos está lá. Tudo bem, a padaria da rua atrás do Mercado não faz mais aquele pãozinho maravilhoso, manipulado manualmente – agora está modernizada! A praia do Paraíso não é mais o paraíso dos anos 70/80, urbanizada (?) que está e não tem mais o barraqueiro amigo, cujos garotos desciam e subiam um barranco para nos levar o peixe frito no ponto e a cerveja geladíssima. Mas lá tem um hotel moderno e bem equipado. Hoje a ilha tem até sites-guias na internet, não muito atualizados, é verdade, mas com o essencial: mosqueiro e ilhadomosqueiro. Por sinal, há quase nada de Mosqueiro no site da Prefeitura de Belém.



Escrito por Fernando Jares às 20h10
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QUAL É O VINHO?

CONHECIMENTO CONTRA O PÂNICO.

“Pânico.Você está num bom restaurante e o garçom traz a carta de vinhos, grande, pesada, ameaçadora. São mais de 500 itens, garrafas de nomes mirabolantes e origens de todos os cantos do planeta. Uma esfinge para a qual você não tem resposta. Que fazer? Branco, tinto? Chileno, italiano? Chardonnay, Merlot? (Aliás, o que será “merlot” – uma cidade, uma região, uma uva, um tipo de vinho, uma marca?!).”

Gosto muito dos textos do Josimar Melo, crítico de gastronomia da Folha de S. Paulo e por isso vou dar aqui uma dica: tem um texto dele, “Vinho sem frescura”, na revista Vida Simples, da Abril, que você pode ler aqui. Começa com o parágrafo aí em cima. Se alguém entre os leitores deste blog já passou por essa experiência, não deixe de ler. Isso acontece aqui pelas ruas de Belém, onde os restôs têm cartas cada vez mais completas, mas especialmente em São Paulo, por exemplo – pra não falar no exterior.

Aliás, não deixe de ler também as dicas do TinTim, na coluna Turismo, que Fernando Castro Jr. assina todos os domingos no Diário do Pará.

Só a boa informação dá a segurança, aliás, verdade válida em qualquer campo do conhecimento. E, diante de uma Carta de Vinhos recheada de muitos e complexos nomes & marcas & países, a tentação é olhar para a coluna da direita. E isso pode ser fatal para momentos indescritíveis de prazer gastronômico...



Escrito por Fernando Jares às 19h39
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PINTOR DE VOZ MARAVILHOSA

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Hoje o blog está homenageador. Já fiz homenagem aos fotógrafos, mais embaixo. Mas não posso deixar passar sem registro a matéria “Não gosto de desenhos nítidos e óbvios”, da Troppo de hoje. Gira em torno dos trabalhos de pintura de Walter Bandeira, que a maioria registra mais como dono de voz admirável – cantando ou locutoriando – e figura admirável que, infelizmente, ando encontrando menos do que gostaria, pelas ruas de Belém. É pintor de voz admirável e cantor que também expressa a beleza com as mãos. Não deixe de ler e de apreciar os belos trabalhos do Walter.



Escrito por Fernando Jares às 22h10
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CURAS FANTÁSTICAS?

 Há um anúncio em jornal de hoje que merece, pelo menos, a análise de alguma instituição: com título de Agradecimento, apresenta uma lista imensa de pessoas, doenças graves e um número de telefone. Ao que se entende, são beneficiados por cura das respectivas doenças, em uma tal Casa Espiritual de Deus, em Buritis, MG. A lista é grande, de tuberculose e lepra, a câncer, cistos, dores de cabeça, derrames, paralisias, etc. Quem diz que assina é Maria Gonçalves, que garante curas de AIDS, tétano, mal de Parkinson, intestino perfurado, cegueira, etc. “E a cura de padre, freira, pastores evangélicos, chefes de religiões e centros espíritas e outros que não querem dar seus depoimentos”. Completa anunciando a próxima caravana (17/10/2007). Não há endereços, apenas mais um monte de telefones, especialmente do “empresário Edézio Sobral” que, segundo o site da entidade, é o “encarregado das caravanas de curas”. Fica a impressão que a caça de “fiéis” acontece toda aqui pelas ruas de Belém, pois os telefones citados, fora o de Buritis, são todos 91.

Pois é, não se trata da seção “retrospectiva”, é do jornal de hoje mesmo. Século XXI.



Escrito por Fernando Jares às 21h50
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DIA DA FOTOGRAFIA

ELES RETRATAM NOSSA VIDA E NOSSO MUNDO

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Hoje é o Dia Internacional da Fotografia. Aproveito e faço aqui uma homenagem a um grande fotógrafo paraense, reconhecido e premiado no país e no exterior, especialmente na Europa: Luiz Braga. São dele as duas fotos aí em cima.

À esquerda, “Rosa”, de 1985, de uma de suas primeiras exposições. À direita, “Futebol no rio”, de 1998 – por sinal é da mesma série da foto que hoje está na entrada de seu estúdio, visível a quem anda pelas ruas de Belém e passa pela Tiradentes.

Não sou apenas daqueles que sentem orgulho de ter o Luiz como irmão paraense. Vou mais além, pois trabalho com ele desde o começo – de ambos – eu na Mendes Publicidade, meu primeiro emprego/escola na publicidade e ele iniciando na fotografia publicitária. Quando estava com a Relp (Relações Públicas e Comunicação) participei da organização de badalada expo no Signos Club.

Parabéns a todos os astros da nossa fotografia, como o Paulo Santos, o Miguel Chicaoka, o Paulo Jares (que é primo cá do degas) o Octávio Cardoso, a Walda Marques, o Janduary Simões, o Hélio Santos, e tantos outros que não lembro ao dedilhar estas teclas. Mas que também merecem.



Escrito por Fernando Jares às 20h52
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COZINHA PARAENSE

FASCÍCULO MOSTRA O MELHOR DA CULINÁRIA AMAZÔNICA COM DESTAQUE PARA OS PRATOS DO PARÁ

 .

A cozinha paraense domina inteiramente o nono fascículo, dedicado à Amazônia, da série Sabores do Brasil que o jornal O Globo publica aos domingos. A série tem a assinatura de José Hugo Celidônio, que mais uma vez mostra entender do assunto além de escrever de forma saborosa, com perdão do trocadilho... muito mais pobre que nossa rica gastronomia...

Para o autor “a vastidão da floresta amazônica esta refletida na culinária desta região”, uma culinária que ele classifica como “uma cozinha de cheiro”, Para José Hugo “a mistura de sabores e aromas é legado dos povos indígenas, primeiros donos da floresta, praticamente dizimados pelo avanço da civilização”. Nós, que vivemos pelas ruas de Belém sabemos que ele está certo! Sobre isto, escrevi longo trabalho jornalístico em 1986, em A Província do Pará, que resgatarei em breve. É só ter um tempinho.

Logo na Apresentação do fascículo é destacado o chef Paulo Martins, por diversas vezes citado ao longo das receitas. Lamentoso o autor cita a dificuldade em conseguir, nos Estados mais ao sul, os preciosos ingredientes de nossa culinária e arremata: “felizmente de tempos em tempos, chefs como Paulo Martins, de Belém, aparecem por aqui, para que possamos matar as saudades da maniçoba, do feijãozinho de Santarém e dos peixes de água doce”.

As receitas apresentadas passeiam pelo pato no tucupi (aí em cima), maniçoba, tacacá, casquinho de caranguejo (com foto que não corresponde à ilustração), tucunaré ao forno (que, embora indicado a levar leite de coco, deve ficar saboroso), costela de tambaqui grelhada a pratos mais modernos.

Aqui vale um reparo: criações de Paulo Martins que já viraram clássicos, como o arroz de jambu ou o filhote pai d’égua, não ganharam o crédito devido, atribuído apenas ao picadinho de tambaqui, outra delícia consagrada, efetivamente criação do Paulo. Mas as receitas do pato no tucupi e da maniçoba são apresentadas como sendo deste premiado chef paraense, do restaurante Lá em Casa. Salvo engano, a da maniçoba é de d. Anna Maria Martins, mãe do Paulo e criadora desse restaurante. Aliás, José Hugo diz que a maniçoba é também conhecida como “feijoada paraense”, o que ele confundiu com outra coisa. D. Anna, uma vez, explicou que a maniçoba poderia ser definida como uma “feijoada sem feijão”, sendo esse ingrediente substituído pela maniva – no que tem toda a razão. Acho que ela disse isso no Globo Rural ou programa semelhante.

Vale a pena ler e guardar este fascículo, aliás toda a coleção, que terá 12 fascículos.



Escrito por Fernando Jares às 21h32
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DATA MAGNA

ADESÃO DO PARÁ À INDEPENDÊNCIA

Hoje é feriado no Estado do Pará. É o que se chama de Data Magna Estadual, preguiça criada por Fernando Henrique, em 1995. Em São Paulo, por exemplo, é 9 de julho. No RS é 20 de setembro e por aí.

15 de agosto é a Adesão do Pará à Independência, mas, infelizmente, parece que a maioria das pessoas nem sabe do que se trata – quando deveria ser um momento de reflexão sobre a independência política deste Estado e das traições que sempre fomos vítimas, por parte dos poderes nacionais, ao longo da história e até hoje. Somente neste episódio, na Tragédia do Brigue Palhaço, 252 pessoas que apenas sonhavam com a liberdade, foram assassinadas a sangue frio, sendo-lhes jogada cal virgem sobre os corpos suados e desesperados, presos há dias no porão desse navio. Obra de ingleses a serviço do imperador D. Pedro I.

Mas isso é história e, parece, não importa muito. Andando pelas ruas de Belém hoje de manhã, vi que o setor comercial estava fechado. Ponto para os comerciários. Eles têm direito a feriar, como qualquer um de nós. E fizeram valer este direito. Mas ultimamente a ganância de empresários acabou até com o domingo que, além de ser o Dia do Senhor, era do repouso semanal. Vi trabalho em obras, nos supermercados, algumas padarias, etc. Para uma Data Magna, é muita desmagnitude. O que deve revoltar o criador da lei, cartorário e professor Zeno Veloso, na época (1996) Deputado Estadual.



Escrito por Fernando Jares às 18h50
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GRÂNDOLA VILA MORENA

Esta é muito pessoal. Ouvi neste domingo Nara Leão cantando Grândola, Vila Morena. Aquela música de Zeca Afonso, compositor português, que deu a partida na Revolução dos Cravos, o 25 de abril, que derrubou a ditadura salazarista (Estado Novo) em Portugal, em 1974. E lançou o país na rota da modernidade.

Ficam aqui dois links para vocês ouvirem/verem Grândola. O primeiro tem a letra e a voz de José Afonso e o segundo é de um programa da TV Galícia. Mas, aqui pra nós, nenhuma chega perto da interpretação extraordinária de Nara Leão.



Escrito por Fernando Jares às 12h46
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AH-SIGH-EE

NOVA REVISTA SEMANAL

 

A Editora Abril lança este mês a Revista da Semana, com uma fórmula jornalística inédita no Brasil: os principais assuntos do país e do mundo, em abordagens rápidas, sintéticas, dinâmicas, com muita informação, repercutindo grandes veículos nacionais e internacionais, com espaço especial para a internet, citando muitos sites e blogs. Média de 52 páginas, que vai custar R$ 4,90.

No número zero, que promove o novo produto, encontramos a presença do paraense Renato Guerreiro, que foi presidente da Anatel, citado sobre a questão das agências reguladoras.

Na seção de Saúde, um personagem que sempre encontramos pelas ruas de Belém, o açaí, tem destaque, com esta notícia;

Qualidade de vida

“Ah-sigh-ee”. O açaí tem mais antioxidantes que o vinho tinto, ale de aminoácidos, gorduras saudáveis do tipo ômega e vitaminas A, C e E. Não por acaso, a bebida ganhou o mercado americano com brilho. A revista Business Week destaca algumas marcas que fazem sucesso por lá. A Sambazon vende suco de açaí orgânico. A Bossa Nova oferece combinações com frutas “exóticas” como manga e maracujá. A reportagem ensina até a melhor maneira de pronunciar açaí: “ah-sigh-ee”.

Veja o texto que saiu na Business Week:

"With more antioxidants than red wine, blueberries and even pomegranates, the acai berry is being hailed as the new “it” superfood. Grown in the Amazon the purple acai (pronounced ah-sigh-ee) berry also contains healthy omegas fatty acids, amino acids and vitamins A, C, and E. Sambazon sells organic acai smoothies, which come in flavors such as mango and strawberry (available at Whole Foods for about $2.50). Bossa Nova’s acai juices (about $2.99 at Whole Foods and Safeway) are sweetened with agave nectar and combined with other exotic fruits like mango and passion fruit. We especially liked Naked Juice’s Purple Machine, a delicious smoothie that blends acai berries, plums, and grapes ($2.99-3.99 at most food stores). Even big brand companies like Anheuser Busch (with its new 180 Blue energy drink) and Haagen-Dazs (with a Brazilian Acai Berry Sorbet) are jumping on the trend."



Escrito por Fernando Jares às 12h43
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BLOG NO DIÁRIO

Este blog foi citado no Diário do Pará deste domingo, na seção Tintim, da página de Turismo, assinada por Fernando Castro Jr., que registrou o seguinte:

“Tintim foi notícia, dia 29 de julho, no blog do jornalista Fernando Jares Martins, que pode ser acessado em http://pelasruasdebelem.zip.net . A referência está no post Feijoada. Para quem não sabe, Fernando Jares assinou durante muitos anos bem-redigida página de Turismo no jornal A Província do Pará.”



Escrito por Fernando Jares às 12h38
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PROBLEMAS DE CONTATO

Tive algum problema de “entendimento” entre o meu computador e a UOL, por isso não consegui blogar no final de semana. Acima, com data de hoje (13/08), o que deveria ter sido publicado no domingo, enviado de outro computador...



Escrito por Fernando Jares às 12h37
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PÃES E PAZ

O pão é um alimento extraordinário. Como bom descendente de portugueses, adoro pão – de todas as formas. Do mais simples, quentinho, em uma padaria do Mosqueiro, cheio de manteiga de lata, aos mais sofisticados, do Armazém Santo Antônio ou da Maison do Pain. Pra não falar dos pães de São Paulo (ai, passou pela vista a enorme variedade do Famiglia Mancini) e daqueles deliciosos pães que encontramos a toda hora na Europa.

Mas não foi pra isto que abri este post. Foi para falar de uma padaria muito simpática, aqui mesmo de Belém: A Bijou. Fica na Rui Barbosa com a Aristides Lobo. Acho que para os muitos belenenses que a conhecem, bijou há muito deixou de ser uma palavra francesa... Tem um pãozinho de chá ultramacio, o mais fofinho que conheço. Umas baguetinhas que são o quiá (pra usar um termo de Rejane Barros). Tem também docinhos, salgadinhos, pães variados e uns pastéis folhados de queijo (daqueles mesmo de padaria de bairro) que fazem a felicidade da Rita.

Mas na sexta-feira A Bijou tem uma atração muitíssimo especial: sanduíche de leitão. Praticamente não tem competidor pelas ruas de Belém. Eles assam o leitão com uma técnica própria, criando um molho muito saboroso. Além de gostoso, é o que se chama de um “sanduba bem adubado”. Tem leitão pra valer. Por lá sempre encontramos uns velhos amigos, alimentando-se de cervejas bem geladas e iscas do bendito leitão. Afinal, já tive a felicidade de morar lá pertinho. A Vejinha Belém grafa o nome aportuguesado, como A Biju (procure aqui).

Sendo um estabelecimento de portugueses, temos por lá vestígios lusitanos na decoração. Porém, o mais bonito nessa decoração, é a predominância de escudos do Paysandu! Alguns remistas doentes (literalmente, mais do que nunca...) bem que reclamam, mas o sabor do leitão faz com que eles permaneçam fiéis à padaria.

Mas, ainda além de tudo isso, A Bijou é personagem de poesia. Leia abaixo “Pães e Paz”, de Jason Carneiro, jovem poeta de família paraense que vive no Rio de Janeiro, autor de “poemas que aliam emoção verdadeira a uma apuradíssima técnica do verso e, particularmente, da rima”, no dizer do acadêmico Ivan Junqueira, da Academia Brasileira de Letras.

 

PÃES E PAZ

Havendo brisa, é melhor ir contra,

descendo a rua, os olhos no céu.

 

Ali, a porta estreita e férrea, a casa de meu pai.

Acima, a porta alta e verde de minha moça mãe.

 

Estou na esquina e espero não a chance

de atravessar a rua, nem a chuva.

Uma e outra, inevitáveis, chegarão.

Espero os jovens que talvez se encontrem

nesta mesma A Bijou de tantos anos,

talvez se vejam, quem sabe o que é a vida,

e o que viria a ser se não se vissem.

 

Pais e pães. Os passos vão voltando.

Aqui, este padeiro (um filho) não me sabe.

Além, havendo brisa, olhar o céu.

 

(em “Assim nascem os horizontes” - Ibis Libris, 2003)



Escrito por Fernando Jares às 21h30
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SOMOS BAIANOS?

Pode parecer inacreditável, mas para a Amazônia Celular, somos baianos, embora tantos paraenses, nortistas, usem essa empresa pelas ruas de Belém. Basta ir ao site da operadora e procurar um tom especial para seu aparelho. Em Serviços/Tom polifônico, procure em Categorias/Regionais e selecione Ritmos do Norte. Por uma injustificável ignorância geográfica, o que tem lá é do Nordeste, ou melhor, da Bahia: Ivete Sangalo, Asa de Águia, Banda Beijo, Netinho, Banda Eva, Timbalada e até o É o Tchan. Entre mais de 200 ofertas, não encontrei nada aqui do Norte!

Mas havia a opção Bregas e pensei: estamos aqui. Nada disso. Neste título só tem gente velha, como Paulo Sérgio, Lindomar Castilho, Reginaldo Rossi e até Farofa-fa, de Silvio Brito. Última chance: o Folclore. E mais decepção: nenhum carimbó, nem um Pinduca, sequer, apenas os bois de Parintins, músicas infantis. Bem, do Pará, só localizei duas músicas do Círio de Nazaré, em Religiosos, e nos Hinos o do Paysandu e do Remo (assim mesmo, estes dois, na quinta página da oferta de hinos de clubes...).

Imagine se não fosse uma empresa que explora o nome Amazônia!



Escrito por Fernando Jares às 11h19
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OS PEDESTRES EXISTEM!

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CUIDADO COM O ATRAVANCAMENTO DAS CALÇADAS.

Belém moderna tem uma característica: o descuido com as calçadas. No passado, quem andava pelas ruas de Belém contava com calçadas em pedras de lioz ou materiais semelhantes. Administrações municipais nas últimas décadas descuidaram completamente desse equipamento urbano e cada um faz a calçada em frente a sua casa como quer, alta, baixa, inclinada, sem o menor respeito ao pedestre que precisa circular por ela. Em muitos – mas muitos mesmo – o importante é assegurar um bom acesso do carro à garagem. E pronto, já que parece não haver fiscalização para isso.

O pior é que, mesmo em lugares onde a calçada existe em condições de uso, não há respeito com o pedestre, como nos dois flagrantes acima.

Na foto à esquerda, feita hoje pela manhã na Gov. José Malcher, encheram o largo espaço com pedras, ocupando uns dois terços da calçada. No terço restante, trabalhadores faziam um “caminho” que a Prefeitura está implantando pela cidade (vamos falar sobre isto em outra oportunidade). Os pedestres, como foi o meu caso, tinham que ir para a rua. Olhe que o trabalho era feito pela própria Prefeitura Municipal... e o pedestre que os sustenta com o imposto...

A foto à direita mostra um flagrante na Serzedelo Correa, bem em frente à praça Batista Campos, domingo. Alguém instalou um desses brinquedos para as crianças pularem dentro que, juntamente com o tapume de uma obra, fechou a calçada. O pedestre que vá para a rua, duelar com os carros. Ainda bem que em frente há uma igreja de Santo Antonio, para fazer milagres, protegendo as pessoas.



Escrito por Fernando Jares às 22h14
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O BLOG PINTA NO LIBERAL

Ora vejam: o texto do post “Entre os melhores do mundo” do dia 30/07/2007, foi parar no Liberal de ontem (03/08/2007).

Esse texto, que divulgou de primeira em Belém o reconhecimento do chef Paulo Martins como um dos 15 Top Green Chefs do mundo, pelo site Live Earth, foi transcrito no anúncio dessa conquista feito na excelente coluna "O arquiteto e o fogão", que o mesmo Paulo Martins mantém todas as sextas no Liberal e que teve como título “O banco do P, do B, da L, ... Aqui que brasileiro tem banco!!!!. É uma excelente repercussão, pelas ruas de Belém, para este blog tão novinho. Só que, por algum motivo técnico, desapareceu o crédito que deve ter sido feito à autoria do texto. Mas, como tudo tem uma compensação, ganhamos a companhia de uma receita de berinjela com piracui...



Escrito por Fernando Jares às 22h08
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OLHA NÓS NO GOOGLE!

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Pois é, o Pelas ruas de Belém já aparece no Google. Tem leitores internacionais, tem leitor de todo dia, já é até página inicial.

Tão novinho e já tão metido...



Escrito por Fernando Jares às 21h28
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DONOS DA PRESIDENTE VARGAS

A av. Presidente Vargas tem donos e acho que ninguém sabia disso pelas ruas de Belém. Aqueles marreteiros que ocupam as calçadas, impedindo o trânsito, fazendo concorrência desleal aos comerciantes legalmente instalados nas lojas, sujando a via pública, decidiram que são donos do espaço que ocupam irregularmente.

O prédio do antigo Central Hotel foi comprado pela C&A, que pretendia fazer lá um grande investimento, com a restauração completa do prédio, já aprovada pela prefeitura. É capaz de ficar mesmo no passado, porque os camelôs da frente do prédio (que são mais de 50) decidiram que só deixam o local mediante indenização, que estipularam em R$ 100 mil. Ou R$ 70 mil mais um novo local para montar a barraca. Não deixam nem levantar o tapume da obra. Tem uns tais “coladinhos”, que encostam os tabuleiros na parede e garantem não arredar pé. Tudo com apoio de um sindicato deles mesmos, que ameaça com mobilização de toda a rua se forem obrigados a sair. Hora do prefeito mostrar que há autoridade em Belém. Há?



Escrito por Fernando Jares às 21h26
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ONDE UM CRUZEIRO VALE MIL

Esta é para quem tem um pouquinho mais de idade: havia aqui pelas ruas de Belém, ali pelo centro, uma loja, salvo engano, de vender tecidos, cujo nome era Rianil – onde seu cruzeiro vale mil. Pois hoje vi na televisão um anúncio de uma loja Rianil – preço melhor, ninguém viu, dizem eles. Pura recordação. Fiquei interessado em conhecer a loja, mas o comercial é daquele tipo hermético, parece que apenas para os iniciados, clientes do estabelecimento: não tem o endereço.



Escrito por Fernando Jares às 21h24
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