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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


ENTRE OS MELHORES DO MUNDO

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PAULO MARTINS ENTRE OS MELHORES DO MUNDO

 

É isso mesmo. O chef Paulo Martins, nosso amigo pelas ruas de Belém, está numa seleção exclusivíssima: 15 Top Green. É um time de grandes chefs mundiais indicado pelo badalado site do Live Earth – entidade que promoveu aquele mega evento mundial do dia 07/07, com grandes shows em diversas cidades do mundo (Rio, inclusive), para alertar para a crise mundial do clima.

No time de 15 estão nove norte-americanos, a partir de Peter Hoffman, do Savoy, de NY. Dois são ingleses. Há um francês, Alain Passard, do L’Arpege, de Paris. Um italiano da Sicília. Uma japonesa, a chef Mari Fuji, de Kamakura que, imaginem, é casada com um monge budista. Um espanhol, Ferran Adriá, do El Bulli, considerado o maior chef do mundo na atualidade. E o paraense Paulo Martins, o único do Brasil, o único das Américas, fora os Estados Unidos. Pra dizer a verdade, o único do hemisfério sul!

Todos são, de alguma forma, ligados à questão da natureza. Por isso são Top Green. E apenas 15.

Veja a citação de Paulo Martins no Live Earth e leia abaixo o texto traduzido (pela Bruna):

 

Apesar dos anos de apoio de celebridades benfeitoras, a floresta equatorial amazônica brasileira ainda precisa de toda a ajuda que puder conseguir. A demanda por biocombustível da Europa e dos Estados Unidos está aumentando, dando aos fazendeiros incentivo para rasgar a Amazônia com o cultivo da soja para a produção do biodiesel. Uma maneira de salvar a floresta do arado, de convencer o mundo de seu valor, é colher, de modo sustentável, as frutas de sua vasta biodiversidade. Essa é a estratégia de Paulo Martins, que tem utilizado produtos exóticos para criar uma agitação global em seu restaurante, Lá em Casa, no coração da floresta. Martins apóia-se firmemente nas 1.500 espécies de peixe fresco e nas 1.000 espécies de frutas para criar uma culinária que está pondo fogo na imaginação de chefs de São Paulo a Barcelona. Martins reconhece abertamente sua dívida com os estilos de culinária indígena que dominaram a região até a colonização no século 16, e que ainda floresce em segredo hoje em dia. Ostentando as delícias culinárias de flora e da fauna de sua região, Martins espera deixar claro que a região Amazônica, talvez o maior escoadouro natural de carbono, tem razões muito mais importantes para existir do que ser uma mera fonte de combustível para os carros europeus e norte-americanos.



Escrito por Fernando Jares às 21h07
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A DESTRUIÇÃO DE UM VENCEDOR.

O papel que o Paysandu fez no campeonato da terceira divisão é deplorável e um atestado de absoluta incompetência e falta de liderança de quem comanda o clube. Há quatro anos estávamos no ranking dos melhores do mundo, Campeão dos Campeões do Brasil, representando o pais na Libertadores e até vencendo o Boca no La Bombonera! Só o Santos, no tempo de Pelé, conseguira isso antes. Não há explicação aceitável para concluir o campeonato com um ponto! É uma vergonha, a pior campanha de todos os mais de 90 anos do Papão. Os bicolores estão revoltados, pelas ruas de Belém. A Diretoria responsável por esta catástrofe precisa renunciar, como ainda hoje sugeriu o Cláudio Guimarães, na Rádio Clube do Pará. Ou ser demitida pelo Conselho.



Escrito por Fernando Jares às 20h53
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LUA CHEIA DO SÁBADO

A lua cheia de sábado não coube no post aí embaixo. Por isso fica aqui neste outro. Fiz a foto da janela ao lado deste computador.

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Escrito por Fernando Jares às 20h37
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FEIJOADA COM SARAU

Tenho que confessar que sou fã do Café Sol (da Sol Informática), onde se tem boa música, um quiche que a Rita adora e ainda a possibilidade de encontrar o Edgar Augusto, na primeira mesa. Mas preciso admitir: fui conhecer ontem, no almoço, o Boteco da Computer (Computer Store) e gostei muito. Está na moda pelas ruas de Belém esse lance de boteco sofisticado.

Foram algumas horas muito agradáveis, com boa música do Sarau Brasil, boa comida, o poeta Jorge Ramos declamando seu trabalho, local bonito, gente comportada nas mesas, sem perturbar ninguém. E até uma exposição com dois artistas plásticos.

O site deles anunciava para o sábado uma “feijoada com chorinho ao som de Yuri Guedelha e Sarau Brasil”. Lá fomos nós.

Garçom bastante atencioso e educado, o Jorge, coisa meio rara no geral. Começamos por uma honesta entrada de pastéis de bacalhau. Que fique bem claro: não são aqueles pastéis de bacalhau de Portugal – que vem a ser a versão original dos nossos bolinhos de bacalhau, mas ovais, na forma de uma colher, com uma casquinha muito crocante. Estes são pastéis tradicionais mesmo, recheados de bacalhau picado, aí com uns sete, oito centímetros, gostosos. São 12 unidades e custam R$ 14,00. Diante da quantidade e do tamanho das unidades, vencemos a tentação e não os comemos todos, guardando uma parte para o lanche da tarde...

A feijoada é servida em porções individuais, mas dá bem para dois, como fizemos, desde que não exerçamos nosso direito à glutonomia. É gostosa. Acompanhamento: couve, laranja, arroz, farofa e uma picanha macia e bem temperada, com seu molho vinagrete. R$ 14,00.

Na bebida tivemos problema. Contrariando os conselhos do advogado e enólogo Sílvio Sá, na coluna de Fernando Castro Jr (Turismo, seção "tintim"), que prescreve vinho para acompanhar a feijoada e radicaliza contra a cerveja, pedi Cerpinha, que muito gosto. Não estava suficientemente gelada – o freezer estaria com problema, mas não fomos avisados antecipadamente, como era de se esperar. Mudamos para o chope de outra marca, perdendo em sabor, mas resolvendo o problema da temperatura.

A música é um caso especial: o grupo Sarau Brasil é muito bom de ouvir. O Yuri Guedelha deu bolo e não apareceu, nem ninguém explicou nada... O programa teve pouco choro para o anunciado, mas teve samba muito bom e a menina canta muito agradável. Anunciaram uma canja, com um casal presente: a moça deu um show de flauta.

Para fechar, um delicioso licor de cupuaçu, produto artesanal, que acompanhou boa parte das músicas, estimulando os sentidos e a divagação. Valeu. Contribuiu muito bem para um bom sábado.



Escrito por Fernando Jares às 19h22
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PORQUE HOJE É SÁBADO

Hoje é sábado e há lua cheia. Talvez por isso, quem anda pelas ruas de Belém as encontra molhadas, por duas chuvas fortes, recém-caídas. Acabei de ouvir Vinicius de Moraes recitar O dia da criação em uma preciosa gravação feita em Lisboa, na casa da extraordinária Amália Rodrigues – onde ele canta, ela canta, outros poetas portugueses dizem seus poemas. Um sarau muito agradável, acontecido em 1968, registrado no CD “Amália/Vinicius”. Há quanto tempo você não lê O dia da criação?

Está aqui a seguir. Vale uma reflexão sobre as tantas atualidades no texto de Vinicius. Infelizmente, em muitos casos...

 

O dia da criação

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II


Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado

III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens,
ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como
as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas
em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda
e missa de sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das
águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.



Escrito por Fernando Jares às 22h46
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Anna Maria Martins

A SACERDOTISA QUE TRANSFORMA UM PECADO CAPITAL EM UM AUTO-DE-FÉ.

 

Aniversaria hoje um dos ícones paraenses, maior representante da melhor culinária tipicamente paroara: Anna Maria Martins. Criadora do restaurante Lá em Casa, entre tantas criações de sucesso, concebeu o filho chef Paulo Martins, que soube multiplicar a genialidade gastronômica que recebeu no berço.

O pato no tucupi, a maniçoba, o casquinho de caranguejo, os peixes, os docinhos, as frutas regionais, sempre ganharam uma reinterpretação exclusiva, de sabor superior, pelas “mãos de fada” de Anna Maria Martins, como a qualificava o inesquecível jornalista Edvaldo Martins, para quem ela era uma autêntica “Cara de Belém”.

“Encantadora”, como dela disse Dânio Braga, d. Anna é cativante, com um sorriso que transmite amor, amizade, confiança, felicidade, tranqüilidade, que age como um bálsamo sobre seus interlocutores.

O sucesso de seu trabalho é indiscutível, criando uma griffe culinária no Norte do Brasil, para os melhores produtos da cozinha paraense, conquistando respeito no país e no exterior. Que outro paraense mereceu meia página no jornal “The New York Times”, pelo menos em tempos mais recentes? E falando bem (leia aqui) dela e do Pará!

Escrever sobre Anna Maria Martins é sempre um prazer e uma felicidade – e já tive inúmeras oportunidades de fazer isso, como há dois anos, nos seus 80 anos, em que escrevi um longo artigo sobre o Lá Em Casa e d. Anna, na publicação especial que festejou este jubileu.

Mas não sou só eu que gosto. Muitos têm também este bom gosto. Como o escritor paraense Leandro Tocantins em seu clássico livro “Santa Maria de Belém do Grão Pará”:

“Não é possível fugir ao apelo das comidas paraenses. Saudoso desses paladares que, por assim dizer aperfeiçoam a minha natividade, vou ao restaurante Lá em Casa, de minha amiga Anna Maria Malcher Martins que, nos amplos porões do palacete José da Gama Malcher, ex-governador do Estado e seu avô, armou o mais delicioso salão, onde a gula, pecado capital, torna-se um auto-de-fé nos prazeres dionisíacos da comida paraense.”

Anna Maria Martins vai muito além do que se limita pelas ruas de Belém, pelas fronteiras do Pará ou do Brasil.

Bem, quase este blog vira coluna social. Mas d. Anna merece.



Escrito por Fernando Jares às 21h33
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UM ENSAIO EM SAMPA

Alberto Guerreiro, psicólogo e psicanalista, paraense, nascido e criado nesta cidade, que muito andou (e todos os anos anda novamente) pelas ruas de Belém, vive há anos em São Paulo. Lá atende seus pacientes, e em Piracicaba. Acontece que ele também gosta de cantar. E tem muita gente que gosta de ouvir o que ele canta. Depois de estrear em Pira (“Ensaio Aberto”), para os muitos amigos & conhecidos que tem lá, vai estrear na capital paulista, neste dia 31/07, com “Outro Ensaio”. E que estréia: no bairro do Bixiga, onde qualquer um bom de noite gostaria de começar!

Boa sorte, Bebeto!



Escrito por Fernando Jares às 21h12
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VALA COMUNÍSSIMA

Tem um anúncio de cemitério em um jornal de hoje, cujo texto diz o seguinte:

“O grande mestre Van Gogh no fim de sua vida foi atirado sem a mínima dignidade em vala comum. Faça um plano póstumo (nome do cemitério particular) e garanta a última homenagem com todo o respeito e dignidade.”

Deve ter público-alvo muito bem determinado...



Escrito por Fernando Jares às 20h37
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PRAÇA DA REPÚBLICA

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Gosto demais desta Praça da República. Já morei aqui uma enfiada de anos, em dois momentos de minha vida. No mesmo local onde fiz a foto que está aí em cima, ontem. Para quem gosta de andar pelas ruas de Belém é uma parada obrigatória. É uma bela praça, que dizem ser uma das maiores e mais verdes do país. Nela estão o Theatro de N. S. da Paz, monumento centenário à riqueza que já tivemos por aqui (ciclo da produção da borracha) e à cultura regional e importada. Está o monumento à República, tem a fonte luminosa, tem o anfiteatro para apresentações populares, tem o Teatro Experimental Waldemar Henrique e muito mais. Tem muitas árvores e tem uma feira imensa, nos fins de semana, que já foi muito bem organizada e legal para um passeio e compra de artigos regionais (principalmente artesanato). Hoje está muito desordenada, o que é uma pena.



Escrito por Fernando Jares às 20h22
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MÚSICA NA PRAÇA DA REPÚBLICA

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A boa cultura é uma característica da região Nordeste do Pará. E São Caetano de Odivelas é um excelente exemplo. Como também a vizinha Vigia de Nazaré, com muita tradição cultural.

Hoje pela manhã fui ver e, principalmente, ouvir, na Praça da República, uma apresentação da Banda Musical Rodrigues dos Santos, lá de São Caetano, terra que ainda recentemente nos mandou um belíssimo integrante do nosso melhor folclore, o boi de máscaras, que comentei em outro post.

São por aí uns 40 músicos. A banda é mantida por uma sociedade, que oferece também uma escola de música à comunidade, mantida em parceria com a Fundação Carlos Gomes. Todos os músicos são formados lá. Coisa centenária e apaixonante.

Do Sabor Açaí, de Nilson Chaves, ao Hawaii 5-0 (quem lembra do seriado da tevê?), eles foram mostrando competência que passou por clássicos da música brasileira internacional, com algumas belas interpretações para sucessos dançantes. Tinha gente dançando, feliz da vida (seriam odivelenses?).

A Praça da República, muito maltratada por alguns usuários, por exploradores e pelo poder público, merece espetáculos bonitos como este. As pessoas estavam lá, aproveitando as sombras das árvores frondosas, que resistem aos anos de agressão ambiental por todos os lados. Lá estavam os idosos, as crianças, os jovens, as famílias que formam a nossa boa e querida Belém. Foram momentos agradáveis – até o sol, inclemente nesta manhã de verão paraense, providenciou umas nuvens para amenizar o clima e combinou com o vento para soprar agradável no local.

A Rodrigues dos Santos veio à cidade, tornando mais gostosa esta manhã de quem andava pelas ruas de Belém, dentro do projeto Música para Todos, uma iniciativa da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O público aplaudiu não apenas os números da banda musical, mas até o bonito jingle do ´programa da Vale.



Escrito por Fernando Jares às 19h03
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“MARAVILHAS” DO PARÁ

Inspirado pela eleição das novas Sete Maravilhas do Mundo alguém criou uma lista de “maravilhas” do Pará e colocou na net. Mas que repercussão: já ganhou espaço no Diário do Pará (Guilherme Augusto, que até inventou concurso) e no Liberal (Ismaelino Pinto). Tá nos blogs, tá nos e-mails – até já na Desciclopedia (você já conhece esta central de besteirol?).

Da lista das cinco que começaram a circular algumas encontram-se pelas ruas de Belém e três estão nas fotos acima:

- o Cristo Redentor de Castanhal

- o Menino Jesus de Marituba

- o Canguru da Sorte, da Radiolux, na categoria Maravilha Móvel

- o relógio da Big Ben

- a Estátua da Liberdade da Belém Importados

Já tem concurso para escolher mais “maravilhas”, com candidatas como a tulipa gigante da Cerpa logo na entrada da cidade e duas obras do ex-prefeito Edmilson: o “autorama” da Dr. Freitas e o Bondinho (mas este não vale, pois ele comprou o bonde em Santos...). Vale lembrar também aquele bar construído no meio da rua na Marechal Hermes que, segundo os jornais, agora produz um som que não deixa ninguém dormir na região.

A brincadeira vale para fazer pensar sobre algumas coisas desfigurantes que são feitas nas vias públicas das cidades, para atender este ou aquele interesse. No meio colocaram o canguru da Radiolux. Esse bicho deve ter uns 30 anos rodando por Belém, fazendo propaganda dessa loja. Merece o prêmio de resistência publicitária e fica a certeza de que algum resultado deve dar. Embora, com certeza, se fosse algo de melhor gosto, ainda daria melhores resultados.

As fotos acima são dos sites:

http://www.castanhal.pa.gov.br/lnk_fotos.php , http://www.opaidegua.com/opara/marituba/galerias/galeria.htm  e http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=442997



Escrito por Fernando Jares às 21h23
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CARRO DE PORRE NÃO TEM DONO.

A Jovem Pan FM de Belém está veiculando um anúncio de jornal com esse título, muito propício para esta temporada de verão/férias nas praias, onde todo mundo anda de carro e muita loucura acontece com e nos ditos.

Na ilustração, um carro em cima do outro...

“Uma campanha a favor da vida e contra a mistura álcool e direção no verão”, diz a assinatura.

Criação da DC3/Unicom, com jeito de trocadilho do Glauco, no que ele é muito bom.



Escrito por Fernando Jares às 20h31
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IRRESPONSABILIDADE NO AR

Quem viajou ontem (sábado) pela Gol para São Paulo viveu um drama e tanto: o vôo que era para as 16h30, só saiu às 20h. Naturalmente, foi-se a conexão de Brasília, já que não há porque respeitar os passageiros embarcados em Belém. Aliás, indagada sobre indenização pela excessiva demora, uma funcionária da Gol informou que sua companhia não pagava isso, somente a TAM tinha esse sistema... (o que é verdade: eu já recebi uma indenização de R$ 300,00 por ser vítima de trapalhada semelhante na TAM). Em Brasília a empresa informou que 30 dos 53 passageiros para São Paulo seguiriam ainda naquela noite e os demais no domingo. Somente depois disso é que foram verificar hotel para alojar os restantes. Aliás, dos tais 30, somente quatro embarcaram... embora as bagagens de todos os 30 tenham seguido para SP! Imaginem a situação... Hoje pela manhã, ao chegarem ao aeroporto de Brasília receberam a informação que o vôo (tb originário de Macapá/Belém) estava atrasado! Mas pelo menos uma pessoa teve “sorte”, pois ainda conseguiu embarcar em um vôo com escala em Goiânia, que estava saindo.

Assim está o sistema aéreo brasileiro. Acho que falta capacidade de liderança e competência a quem o dirige: os tais controladores e as companhias fazem o que querem e o cliente, que paga o salário deles todos, é ignorado.

Uma dica: quando tiver de viajar, use o site da Infraero para saber, antes, onde está o avião em que vc vai embarcar e ganhe um tempinho para passear pelas ruas de Belém. Como é o computador que faz o serviço, isto está funcionando.

Outra dica: é preciso estar prevenido para pernoitar em algum lugar, portanto, quando viajar, tenha na bagagem de mão um kit pernoite ou kit sobrevivência para poder relaxar e até, quem sabe, gozar, como recomenda a ministra do Turismo.



Escrito por Fernando Jares às 21h15
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HARPYA QUARTETO NA PRAÇA DA REPÚBLICA

Uma boa pedida para quem quer andar pelas ruas de Belém neste domingo (15/07) é ir à Praça da República, às 10h30, para ouvir o Harpya Quarteto, em apresentação especialíssima, dentro do programa Música para Todos. Trata-se de um dos melhores grupos instrumentais do Pará, que promete um repertório de MPB para agradar todos os gostos, com sons de compositores como Tom Jobim, Djavan, Egberto Gismonti ou Hermeto Pascoal.

Charles Matos (bateria), Leonardo Coelho de Souza (piano), Príamo Brandão (contrabaixo) e Toninho Abenatar (saxofone) formam o Harpya Quarteto, grupo que, desde 2002, dedica-se a tocar música instrumental de primeira qualidade, privilegiando uma linguagem musical plural.

A apresentação no caldeirão da Praça da República é um desafio! Vamos conferir. Para o pianista Leonardo, “é emocionante por ser um espaço de todos nós e vamos tocar para um público eclético”.

O Música para Todos, é uma iniciativa do projeto Cultura Pará, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), em parceria com diversas instituições. Todo domingo tem uma grande atração no palco montado na praça, nos mais diversos estilos, valorizando a música e os interpretes do Pará.



Escrito por Fernando Jares às 10h03
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Aquecimento ideal

Tenho uma amiga que sente frio até quando anda pelas ruas de Belém, mesmo nesta época de verão. Comentário de uma sobrinha dela: tia, está chegando o seu tempo ideal, com o aquecimento global.



Escrito por Fernando Jares às 21h26
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Chorinho em Belém é uma maravilha!

Para alcançar o paraíso, há sempre que enfrentar um caminho de sacrifícios, afirmam as religiões. Após a tempestade, sempre vem a bonança, garante a sabedoria popular.

Mas nem sempre é rigorosamente assim, como se vê a seguir, nesta aventura em busca da boa música.

Os chorões do Pará estão entre os melhores. Tem dúvida? Procure ouvir o CD Choro Paraense da Secult. Como está esgotado, talvez seja melhor ir à Casa do Gilson, na Padre Eutíquio, no sábado à noite. Não há o que discutir, os chorões de lá são classe A, verdadeira maravilha no mundo da música. Eu, quase toda Belém e uma porção de gente pelo Brasil, sabemos disso e a amiga Ângela até acha que lá é um paraíso. Como ontem era o sábado das maravilhas do mundo, fomos ao chorinho maravilhoso que, para completar, é uma paixão musical da minha Rita.

Só que antes do chorinho, rola durante toda a tarde, até às 20h, um samba muito incrementado, de muita raiz, pagode e assemelhados. Casa lotada, mesas cheias. Na pista, gente animada, aliás, animadíssima, onde até os garçons dançam, no bom sentido...

A caminho do paraíso é preciso andar cedo. Por isso lá chegamos antes das 20h, portanto com o samba rolando. Som altíssimo, animação legal, até que foi anunciado: o samba vai até às 21h! Chuva, jogo do Papão e do Brasil concorrendo, faltavam chorões. Ops, lembrei-me do tal caminho de sacrifícios, mas acreditei na bonança. Mas aí veio a contradição do sacrifício: o pagodão foi sendo deixado de lado e um samba muito agradável tomou conta da casa, anos 60, tipo A Voz do Morro, Opinião, etc., pontuado por um ou outro samba de enredo. A bonança chegou sem a tempestade.

A cerveja bem gelada, a caipirinha, os tira-gostos de peixe, de carne seca com macaxeira, de pirarucu, foram acompanhando e preparando o terreno para o festival dos choros que, se começou atrasado, adiantou em satisfação ao espírito. Faltaram chorões como o Antonio Carlos ou o Biratan, mas os presentes, inclusive o Gilson, dono da casa, garantiram a beleza da noite. Vez por outra ele metia os acordes iniciais do hino do Papão e do Remo, coisa rapidinha, que eles não estão merecendo tanto... Nota dez, mais uma vez, para uma noite muito agradável, ao som do melhor de nosso choro – o que não é novidade –  enchendo o coração de alegria, jogando para o canto a tristeza pela incompetência do nosso Papão, lá em Imperatriz.



Escrito por Fernando Jares às 20h31
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07.07.07

Ontem foi uma data de muita movimentação, em todo o mundo. Teve o Live Earth, com música o dia inteiro, que começou em Sidney e terminou no Rio de Janeiro (cidades com beleza natural semelhante). Teve a nomeação, em Lisboa, das Novas Sete Maravilhas do Mundo: (1) Muralhas da China; (2) a cidade de Petra, na Jordânia; (3) o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro; (4) Machu Picchu, no Peru; (5) o templo Chichen Itza, no México; (6) o Coliseu, de Roma; (7) O Taj Mahal, na Índia. O Globo on-line tem as fotos.

Aproveitando o embalo, na mesma promoção Portugal elegeu as suas Sete Maravilhas, de olho no turismo. E algumas têm relação com nossa cidade: (1) Torre de Belém (Lisboa); (2) Mosteiro dos Jerônimos (Lisboa); (3) Mosteiro de Alcobaça; (4), Palácio da Pena (Sintra); (5) Mosteiro da Batalha; (6) Castelo de Óbidos; e (7) Castelo de Guimarães. Alguns são nomes que vemos pelas ruas de Belém, como (as ruas de) Sintra e Óbidos, além da própria Belém. Quem não as conhece, pode ver no jornal O Público.

Escrito por Fernando Jares às 19h45
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SOFISTICADO MANJAR À MARGEM DO RIO

O sol estava forte, com muita luz sobre o verde, como se espera de um começo de verão por aqui, bem à margem de um típico rio amazônico – barrento e largo. O cenário é o Mangal das Garças, uma das boas coisas que a competência de Paulo Chaves possibilitou a Belém, emoldurado pelo rio Guamá, que Deus nos deu.

Quem vai andando (ou de carro) pelas ruas de Belém e atravessa a Cidade Velha, logo chega a este local agradável, embora quente – por ser mangal, não tem árvores...

Mas o ambiente em que eu estava, encravado nesse parque, era muito bem refrigerado, com boa música, gente bonita e paredes de vidro: o restaurante Manjar das Garças (que fique claro, para quem não é daqui: não se trata de um estabelecimento especializado em comida para garças, nem lá servem garças, fritas, assadas ou no tucupi...).

Como era almoço, a pedida é o farto buffet da casa. Tem de um tudo, especialmente os pratos quentes. Comecei por uns queijinhos e verdurinhas, para enganar o estômago sobre o que ainda iria para lá. Mas logo fui ao Muçuã de Botequim. Srs do Ibama, fiquem tranqüilos: não tive a ventura de comer o pequeno quelônio proibido, mas sim sua versão legal, que vem a ser músculo bovino, temperado como os antigos temperavam o muçuã de verdade. A criação é do chef Paulo Martins, desde os tempos do JB, mas como ele é amigo do Arlindo, podemos desfrutar desta iguaria, também no Manjar.

A seqüência foi igualmente venturosa, para mim, Rita e Bruna, de um camarão com molho de baunilha a uma pescada assada com manjericão. Acompanhando, um arroz com camarão batido. Não desprezei quiche e suflê de bacalhau. Afinal sempre que posso, homenageio o vovô lusitano. As carnes lá estavam e lá ficaram, afinal, à margem de um rio amazônico você quer o que? Entre as sobremesas, destaque para o pudim de cupuaçu.

Para a Vejinha Belém é o Melhor Restaurante da Cidade. Parece que Fafá de Belém e o senador Roberto Freire também acham. Lá estavam os dois, entre outras figuras carimbadas de Belém e algumas outras, querendo ganhar um carimbinho...

Por sinal, o The New York Times também acha excelente a comida do Manjar.



Escrito por Fernando Jares às 23h11
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ESPAÇO INDEPENDENTE PRAÇA DA REPÚBLICA

 

Andante habitual pelas ruas de Belém, fazia tempo que eu não andava um domingo pelo interior da Praça da República. È um grande espaço para todas as tribos, gentes, bichos, artes, preferências e discordâncias. Vale tudo. Vendedores de todos os tipos, inclusive, vendedores de alimentos, sem  higiene. Antes, qdo havia alguma liderança por lá, as barracas eram ordenadas. Há um ano os alimentos foram para um espaço apropriado. Mas...

Ainda é um espaço extraordinário. As pessoas usufruem como podem, com família e amigos. Uma das maiores e mais bonitas praças do país.

Ontem, tinha um grupo de capoeira ao Boi Faceiro (post anterior). Como tinha muita gente, fecharam o cerco em volta dos brincantes, que não tinham espaço para dançar bonito. Quase só podiam ficar dando pulinhos e a gente via apenas os adereços de cabeça... Quem foi lá teve uma amostrinha do que é o boi de máscaras de São Caetano. Agora, tem uma auto-dívida: ir lá ano que vem para ver o bicho livre, leve e solto pelos currais e pelas ruas da cidade. Tenha certeza, vale a viagem, que é bem rapidinha. Olha aí do lado um Cabeçudo Bicolor (do Veludinho), com a faixa de Campeão dos Campeões!

 

 



Escrito por Fernando Jares às 12h40
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