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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


BOI DE MÁSCARAS

Uma das boas coisas de andar pelas ruas de Belém, na época junina, é a possibilidade de encontrar um “boi” dançando. Nos antigamente era muito mais fácil, hoje tá rariado. Mas neste domingo (1º) quem quiser pode ver um boi que não é local, mas da cidade de São Caetano de Odivelas: o boi de máscaras. Durante muitos anos o quente de lá era o Boi Tinga, que passava como estilo de boi e não o nome de um grupo – lembra o caso da gilete? Pois é. Mas depois descobri que havia outros, como este Boi Faceiro, que vai dançar amanhã, às 10h30, na Praça da República. É um tipo de boi diferente, alegre, brincalhão, meio sacana, que de vez em quando, lá pelas ruas de São Caê, fugia do curral, para correr atrás de quem assistia. A música é toda própria, como os personagens. Vamos conferir se a folia é mesmo carnavalesca. Uma curiosidade dessa cidade (no caminho de Vigia de Nazaré) é a existência de cordões dos mais diversos bichos, além do boi. Esta apresentação faz parte do Música para Todos, iniciativa do projeto Cultura Pará, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), que semanalmente oferece apresentações musicais gratuitas nos mais diferentes estilos, do jazz ao popular. Há um trabalho acadêmico a respeito bem aqui.



Escrito por Fernando Jares às 09h34
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FILHOTE COM BACURI

Uma das maravilhas de Belém é a culinária. No Pará é que se come a mais brasileira das comidas brasileiras, porque os ingredientes que utiliza são, em sua grande maioria, originários da grande floresta amazônica. As fórmulas originais perdem-se entre os saberes indígenas, com pouquíssima influência européia ou africana. Pelas ruas de Belém estão restaurantes que oferecem desde a cozinha mais tradicional a mais inovadora, num processo revolucionário que trata as matérias-primas naturalíssimas com recursos que estão entre os mais modernos do mundo.

Um dos exemplos mais conhecidos é o restaurante Lá em Casa, onde o chef Paulo Martins criou e lidera essa nova cozinha paraense, com reconhecimento nacional e internacional.

Numa das ruas que já foi das mais bonitas de Belém, o Boulevard Castilhos França, no belíssimo conjunto da Estação das Docas, fica o Lá em Casa/Estação, onde fui encontrar uma das novas criações de Paulo Martins: o Filhote Boa Lembrança com Bacuri. Menino, como é bom! Tudo bem, eu sou fã de carteirinha do bacuri (fruta) e do filhote (peixe). Os dois juntos formam uma dupla imbatível. Veja só: depois de um vinha-d’alho o filhote é ligeiramente frito e depois assado em forno. Sobre ele vai um creme de bacuri onde a massa da fruta é refogada em temperos especiais e creme de leite. O prato é servido com arroz bem quente, puxado no próprio molho. Como é um Prato da Boa Lembrança, você leva um prato cerâmico muito bonito e pode ver a receita aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h41
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CÍRIO NAS RUAS DE BELÉM

 

O maior acontecimento das ruas de Belém é o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, a cada segundo domingo de outubro.

Anualmente, mais de um milhão de pessoas desloca-se da Catedral da Sé de Nossa Senhora da Graça, no bairro da Cidade Velha (onde nasceu Belém), até a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. É um dos maiores acontecimentos católicos e populares do Brasil. Uma das maiores romarias do mundo, independente da religião ou do continente: um percurso de 4,5 quilômetros, que pode levar de 3 a 7, 8 horas para ser percorrido. Somente os romeiros e Deus sabem como isso acontece.

A multidão forma um conjunto lindíssimo, multicolorido, que tanto pode ser visto como o suave movimento de um dos grandes rios amazônicos ou como um alegre “carnaval devoto”, conforme denominou Isidoro Alves.

A veneração de N. S. de Nazaré em Belém começou com o achamento da imagem em 1700, pelo caboclo Plácido de Souza. Milagres ela os faz desde esse primeiro dia. A primeira procissão é de 1793 e nunca mais parou de acontecer e crescer.

O Dia do Círio é o dia mais importante dos paraenses, é o Dia do Povo do Pará. Nas vésperas do Círio, desejamos a todos “um bom Círio”, “um abençoado Círio”. Na segunda-feira discutimos se havia mais ou menos gente que no ano anterior e o tempo “que levou” para a Santa chegar à Basílica.

PROPOSTA: começamos hoje um passeio pelas ruas de Belém (do Pará). Vamos comentar o que vemos, o que sabemos, o que pensamos nesta e desta cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Tudo no plural, sim, porque todos são convidados a comentar e contribuir.

A foto aí em cima foi feita no Círio do ano passado, pela Bruna, de uma janela na av. Nazaré, na hora em que passava a Berlinda que conduz a imagem da Santa. Ave Maria!

Quer saber mais sobre o Círio de N. S. de Nazaré? Clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 10h34
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