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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


EM TIRADENTES

CULTURA GASTRONÔMICA PARAENSE
PARA MINEIROS (E OUTROS POVOS) VEREM E SABOREAREM

O Pará tem presença de destaque em um dos maiores eventos gastronômicos do país: o Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, cidade de 7 mil habitantes na região central de Minas Gerais. Para este festival vão a esta cidade histórica, anualmente, milhares de visitantes (eram esperados 40 mil este ano!) e dezenas de grandes chefs e profissionais especializados em atividades ligadas à culinária, inclusive do exterior – este ano há um bom número de franceses. Ao todo 16 chefs de destaque fazem jantares a quatro mãos com chefs locais e estes e muitos outros fazem palestras e aulas.

O festival começou no final de semana passado (21) e termina neste (30/08), ocupando duas das principais praças da cidade e diversos locais para aulas e palestras.

Veja a participação paraense, apresentando o que temos de bom e gostoso pelas ruas de Belém e em outras cidades deste Estado:


Izete dos Santos Costa, que todos conhecem como dona Nena, da ilha do Combu, a nossa mais famosa chocolatière, deu a aula “Brigadeiro da Floresta” (lindinho esse título!) no sábado, 22, contando como produz artesanalmente um chocolate 100% natural, desejado por todos os chefs que já o conheceram, do Brasil e do exterior. No mesmo dia a chef Daniela Martins, do “Lá em Casa” falou sobre “Mandioca: da folha à raiz”, como você vê na foto abaixo:

 

Na noite de sábado, ao lado do mineiro Rodolfo Mayer, chef do restaurante local “Angatu”, Daniela participou de um “festim”, como chamam lá os jantares especiais ligados ao festival. Tire um fino do menu:

Entrada: Atum marinado semicru com brotos, picles, melancia grelhada, castanha de Baru confit, mel e leite fumado (Rodolfo Mayer). Harmonização: Vinho: Santo Wines Santorini Classico – Cerveja: Bohemia Bela Rosa.

Primeiro Prato: Capeletes de carne seca e ora-pro-nobis, pirão de queijo da Canastra, e farinha de milho (Rodolfo Mayer). Harmonização: Vinho: Il Falcone Reserva 2007 – Cerveja: Wals Pilsen

Segundo Prato: Costela de porco com priprioca e polenta de farinha d’água (Daniela Martins). Harmonização: Vinho: Fabre Gasparets Corbières Boutenac Cerveja: Wals Niobium. Olha o prato aqui:


Sobremesa: Gelado de jambu com castanhada (Daniela Martins). Harmonização: Vinho: Château Grand Jauga Sauternes. Cerveja: Wals Dubbel. Uma curiosidade, embora de jambu, o gelado saiu nas notícias tiradentinas como de “bambu”... A castanhada, criação de Daniela Martins, é algo como uma cocada feita com castanha-do-pará. Imagine a delícia:


Neste final de semana mais dois do Pará apresentam a gastronomia paraoara do Festival de Tiradentes.

Nazareno Alves, titular do “Point do Açaí” apresenta a palestra “Açaí, um delicioso negócio” onde vai mostrar o seu trabalho na cadeia produtiva e pela qualificação de nosso ouro negro, inclusive na valorização da identidade desse produto, de tão grande importância na cultura paraense.

O santareno Sandro Motta, chef do restaurante “Dom Mani”, de Santarém, apresenta palestra com o título “Da água à mesa” sobre as especialidades da cozinha “fluvial” do oeste paraense. Dia destes apresentei o restaurante dele. Para ler “Um trio mocorongo”, clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h09
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COMIDA DE RUA

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL E PESQUISA

O grupo formador do Centro de Excelência de Comida de Rua, que representa diversas instituições de alguma forma ligadas à gastronomia, voltou a reunir-se no Fórum Landi, avançando expressivamente na direção da realização desse arrojado objetivo.

Foi definido o conceito do projeto para identificação do programa de necessidades a serem atendidas nos prédios que o Centro ocupará, no térreo dos casarões a serem restaurados na Ladeira do Castelo.

O Centro deverá atuar, dentro de um conceito de sustentabilidade, para a capacitação técnica (cozinha) de quem trabalha com comida de rua; também capacitar esses profissionais em aspectos de gestão desses pequenos negócios; orientar na produção e comercialização, inclusive com espaço destinado a essas atividades, tipo uma praça de alimentação, destinada a belenenses e turistas. Com apoio de instituições como a UFPA e a Setur o projeto deverá seguir a inspiração das “empresas pedagógicas” do Senac – entidade que estuda a possibilidade de participar neste projeto.

Para viabilizar o controle de qualidade de insumos, um convênio entre a Setur – Secretaria de Turismo e a Fapespa - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará vai possibilitar bolsas de pesquisa na área de turismo e gastronomia (especialmente a pesquisa com insumos locais). As faculdades de Engenharia de Alimentos e de Nutrição da UFPA também deverão participar, com seus conhecimentos nesta área, tipo pesquisa microbiológica, físico-química e sensorial.

Como comida de rua são considerados alimentos habitualmente vendidos na rua ou em situação semelhante, como tacacá, vatapá, maniçoba, caruru, tapioquinha, churrasquinho e outros que fazem essa forte tradição culinária paraense. O Centro poderá, inclusive, resgatar produtos que desapareceram de nossas ruas.

A ideia, mais adiante, é chegar a uma condição de poder afirmar que alimentos comercializados pelas ruas de Belém têm elevada qualidade e são absolutamente seguros, quanto à procedência de ingredientes e manipulação. Como já ocorre em outros países. Pode ser difícil, mas é possível. Um sonho que alguns (ou muitos) sonham e que só depende de persistência, boa vontade e seriedade, para se tornar realidade. Tamos na luta, sumano!


No início dos 1900 vendia-se até garapa (caldo de cana) pelas ruas de Belém... (fonte: postal do livro Belém da Saudade, edição Secult)



Escrito por Fernando Jares às 19h00
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MELHORANDO O QUE JÁ É BOM

EXCELÊNCIA EM COMIDA DE RUA EM BELÉM

Belém poderá ter, em pouco tempo, um “Centro de Excelência de Comida de Rua”, caso prospere a ideia apresentada nesta terça-feira (18/08) a um grupo de profissionais de instituições de alguma forma ligadas ao desenvolvimento da gastronomia regional.

A ideia é da SETUR – Secretaria de Turismo, por meio do PRODETUR – Programa de Desenvolvimento do Turismo, leia-se Álvaro do Espírito Santo, e aproveita uma ação da UFPA e Fórum Landi, que estão recuperando os diversos prédios que formam a Ladeira do Castelo, aquela via ao lado do Forte do Castelo, que liga a hoje Feira do Açaí, no Ver-o-Peso, ao Largo da Sé.

No alto dos velhos sobrados, inteiramente restaurados – a obra já está começando e tem verba assegurada para sua realização, a menos que o governo federal ainda “garfe” o dinheiro... – serão implantados alojamentos para professores visitantes (apartamentos) e estudantes (albergue) e nos espaços do térreo é que poderá surgir o tal Centro de Excelência idealizado pela SETUR.

Atenderam ao convite da SETUR/UFPA instituições como Instituto Paulo Martins, Abrasel, Sebrae, Senac, Associação Sabor Selvagem e Sedap. Na foto abaixo, parte dos participantes da reunião:

 

A reunião foi conduzida por Flávio Nassar (UFPA/Fórum Landi), José Morgado Neto (arquiteto autor do projeto, juntamente com Maria Beatriz Faria) e Álvaro Espírito Santo (SETUR):

 

Na próxima terça-feira haverá nova reunião, após contatos dos presentes com suas respectivas instituições, uma vez que todos aplaudiram a ideia. Um encaminhamento positivo foi levar o projeto ao Senac, inclusive direção nacional, uma vez que a entidade tem expertise neste tipo de empreendimento, com suas “empresas pedagógicas”, já que um dos pontos mais importantes do Centro deverá ser uma Escola de Comida de Rua, qualificando atuais produtores, preparando novos e até pesquisando e recuperando antigos petiscos que eram vendidos pelas ruas de Belém: Ofir Oliveira logo lembrou os filhós (macaxeira ou jerimum) e o Flávio o arroz doce em latinhas de leite Moça... de que eu muito bem me lembro, na antiga rua Conceição, hoje Fernando Guilhon.

Veja a Elevação Frontal do projeto:

 

Situação atual das casas, que estavam em completo abandono, detonadíssimas, quando o grupo formador do Centro de Excelência de Comida de Rua lá esteve:

 

Olha aqui uma visão da Ladeira do Castelo, o piso da via está em péssimas condições, especialmente por esse absurdo trilho implantado para o tal bonde comprado pelos paraenses (destronando a lenda dos mineiros, por uma realidade destrambelhada...):


MEMORIAL DO LIVRO

O primeiro casarão da Ladeira do Castelo, logo após o terreno do antigo Palácio Arquiepiscopal, hoje Museu de Arte Sacra, já quase no Largo da Sé, vai ser transformado no Memorial do Livro, que reunirá bibliotecas particulares doadas ou compradas pela UFPA ou Fórum Landi – um acervo já muito expressivo, devendo haver agora um lugar para todas elas. O local abrigará também um Salão Nobre para a UFPA, em altíssimo nível, tudo bem restaurado e até reforçado, com afrescos por pintores especializados no estilo da época dos casarões, que virão da Itália para a obra.


Na foto acima a Ladeira do Castelo, vista do Largo da Sé. O primeiro prédio será o Memorial do Livro. Após a “árvore suspensa” ficam os cinco sobrados que formarão o alojamento para professores e estudantes da UFPA (no andar superior) e, possivelmente, o Centro de Excelência em Comida de Rua (no térreo), caso realmente a ideia se torne realidade.



Escrito por Fernando Jares às 20h09
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UM TRIO MOCORONGO

FILHOTE, PIRARUCU & CAMARÃO

Santarém tem um dos quatro restaurantes paraenses da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. É o “Dom Mani” (que costumo a brincar que homenageia os dois mais premiados e bem situados restaurantes brasileiros no ranking mundial, o “Dom”, de Alex Atala e o “Mani” da chef Helena Rizzo). Mas o proprietário, o chef santareno Sandro Motta, garante que não é nada disso, o Dom refere-se ao “Senhor” e Mani às mãos – mas o termo lembra a orientação da casa: comida italiana. Os outros três paraenses da Boa Lembrança estão aqui pelas ruas de Belém: “Lá em Casa”, “Famiglia Sicilia” e “Benjamin”.

O “Dom Mani” é uma pizzaria e restaurante. Quando era somente pizzaria era a “Mania de Pizza”, de muito bom conceito na cidade – e você vai encontrar muita gente que só conhece o local por este nome. Tem dois ambientes, um externo, basicamente o espaço da pizzaria, com gente jovem e alegre. Um espaço interno, ambiente mais formal, climatizado, muito bem cuidado, saudando quem entra com um belo painel de pratos de restaurantes da Boa Lembrança de todo o país. Sempre acho essa composição bem bonita:


A pizzaria tem uma variedade de 38 pizzas, das mais tradicionais a opções bem moderninhas, como a paraense de Jambu; ou a Nordestina, de carne seca com purê de abóbora; a Lombinho com Rapadura!; e até uma Vegetariana. E mais uma lista de seis pizzas doces, que começa com uma de Cupuaçu! Mas não foi aí que ficamos, nosso objetivo era o restaurante, onde a variedade é também grande, começando por diversos tipos de massas. O cardápio mantém os dois pratos anteriores da Boa Lembrança: “Filhote em crosta de castanha”, 2013; “Tucunaré a Mediterrânea”, 2014.

O prato de 2015, que nos dá direito a levar um em cerâmica, de efeito decorativo (aqui ao lado), é o “Trio Pai d’égua” (R$ 69,00), que vem a ser um trio de habitantes das águas amazônicas: pirarucu, filhote e camarão, os dois primeiros servidos em duas caminhas de jambu ao alho e o camarão em molho bisque (uma iguaria francesa, tipo sopa, feita com crustáceos, que estava supimpa, como diria meu avô).

O trio é servido em formação, pronto a agradar o gosto dos comensais, com o sabor parauara bem refinado, contemporâneo, com os temperos no ponto. Veja como ele chegou à minha mesa:

 

A Rita optou por outra atração, também com os mais-que-saborosos habitantes das águas do oeste paraense: o “Cartoccio de peixe” (R$ 46,50) Peixe cozido no envelope acompanhado de legumes, ervas finas, vinho e camarões. Chega à mesa embrulhadinho como foi preparado:


Dessa forma preserva os aromas dos ingredientes e seus sabores, emanando um cheirinho gostoso, leve, a combinar com a saudabilidade da receita. Olha ele aqui:




Escrito por Fernando Jares às 22h11
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CAMPANHA DE DECÊNIOS CONTRA

“OS CRIMINOSOS AO VOLANTE”

O incansável jornalista Lúcio Flávio Pinto escreveu neste domingo, 16/08, em seu blog (isso mesmo, o Lúcio tem um blog!, de forma que pode escrever todos os dias, o que é muito bom para seus leitores e para a sociedade) post sobre a questão dos acidentes de trânsito, relatando dois casos em que, por muito pouco não tivemos mais duas graves fatalidades pelas ruas de Belém – como acontece todos os dias...

Leia um trecho: “Esta é a Belém de ruas perigosas, sempre perigosas, ainda mais no alvorecer dos fins de semana. É o período em que a loucura, a insânia, a irresponsabilidade e a boçalidade tomam conta da cidade. Pessoas embriagadas ou entorpecidas por outros tipos de drogas sobem em suas armas mortíferas, geralmente carrões dos pais, depois de beber ou se drogar a noite inteira, muitas vezes com dinheiro dado pelos pais, e não estão aí para o mundo.

A busca do equilíbrio, da racionalidade no trânsito, é coisa antiga, campanha de decênios, que só tende a piorar, seja pelo aumento desenfreado e desmedido de carros em circulação; seja pelo aumento da irresponsabilidade dos condutores, muitos se valendo da impunidade que campeia no país; seja pela incompetência e inatividade das autoridades que deveriam planejar e fiscalizar o trânsito, muitas vezes não preparadas para tal.

Lembrei-me, então, de um anúncio dos anos 70 do século passado, que tive oportunidade de participar, quando trabalhava na Mendes Publicidade (hoje Mendes Comunicação). Gosto demais deste anúncio de alerta sobre acidentes de trânsito, que fez, mês passado, 42 anos:


“Este é o mais triste veículo que um dia V. poderá vir a dirigir. Dirija com cuidado o seu carro. Ele é um meio, não um fim.”

É da Belauto, uma importante revenda Volkswagen local, naquele tempo de José Joaquim Martins Jr., antes de ser vendida ao Jair Bernardino de Souza. Durante muitos anos atendi essa conta.

Foi um dos primeiros prêmios internacionais da Mendes, sendo finalista, em 1974, do Clio Awards, na época um dos mais importantes certames de publicidade do mundo. O prêmio tinha conquistado um elevado conceito em cinema e televisão e este era o terceiro ano em que premiava mídia impressa: classificaram-se 215 finalistas, de 18 países.

Os vencedores eram divulgados na Clio Magazine. Os finalistas eram apenas listados em diversas páginas e somente uns poucos eram escolhidos para ilustrar o topo de cada página: apenas nove, dos 215, tiveram esse destaque. E o anúncio paraense foi um deles. Veja aqui, na edição Spring/Summer1974 da Clio Magazine:


 

Para ler todo o artigo do Lúcio Flávio, “Os criminosos ao volante”, o que é recomendável, clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 21h57
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SANTARÉM DA CONCEIÇÃO

UM RESGATE TROPICAL

Para quem não ia lá há muitos anos o antigo Tropical Hotel de Santarém, hoje Barrudada Tropical Hotel é uma das melhores surpresas da cidade. Fazia muitos e muitos anos que não me hospedava lá. Lembro que da última vez o aspecto era de total decadência e que culminou com a indagação na portaria, quando eu ia saindo, de manhã: “O senhor virá para o almoço?”. Eu não sabia ainda, mas indaguei o motivo da pergunta ao que me foi esclarecido: “Como são poucos os hóspedes, se nenhum vier almoçar, não abriremos a cozinha hoje”. Ia mal, ficou péssimo, fechou. Reabriu, mudou de dono e hoje é do Grupo Barrudada, de um empresário e político originário de Roraima, que tem ainda hotéis em Fortaleza e Boa Vista. Paulo Barrudada mora em Santarém, onde constrói um casarão ao lado do hotel e é considerado pré-candidato a prefeito do município.

O hotel fazia parte da cadeia Tropical, da Varig, e foi inaugurado em 1973, levando a Santarém diversos ministros e autoridades da república. Era prefeito de Santarém o saudoso Everaldo Martins. No ano seguinte o presidente general Médici esteve em Santarém e hospedou-se lá, ganhando uma placa comemorativa que está lá. Atente para o texto ufanista/engrandecedor, típico daqueles pesados tempos do regime militar (por isso é importante que esses símbolos permaneçam, representando um tempo que o país viveu, e que não apareça um “caçador de bruxas” a querer tirá-la, como estão querendo fazer em São Paulo):


Diz a placa: “Este hotel é uma grande contribuição à patriótica e inadiável integração da Amazônia, acelerada no governo do Presidente da República Emílio G. Médici, a quem tivemos a honra de hospedar. Santarém 11 de fevereiro de 1974. Cia Tropical de Hotéis de Amazônia.”

O hotel foi inteiramente recuperado nesta nova administração, com materiais mais modernos, ampliado e muito decorado. Existem obras de arte espalhadas por todos os corredores, salas e quartos. Peças de grande porte, como esta, na parede do hall de entrada, junto ao atendimento:


A peça abaixo, na parede ao lado da escadaria que leva à piscina, tem relevo: a vela é aplicada sobre a pintura, criando um efeito de 3D, só que real, a vela está lá, sobre a pintura.

 

Outra embarcação na parede, com relevo: nesta é o bico e as cordas que “saem” da tela, com efeito muito agradável:

 

Olha quem eu encontrei em uma parede: o grande violonista santareno Sebastião Tapajós, um dos melhores e mais completos músicos do mundo neste instrumento, um daqueles que nos dá orgulho de ser paraense. O quadro é assinado por Manoel Apolinário, artista plástico dos mais conhecidos e reconhecidos em Santarém.

 

Para finalizar a piscina do hotel, vista da área de lazer. Atrás ficam os apartamentos e lá na frente o rio Tapajós, tudo com muito verde.

Para conhecer mais sobre este hotel, conheça seu vídeo promocional, bem bacana, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 17h25
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OESTE PARAENSE (2)

AINDA NO VERDADEIRO PARAíso NATURAL

(CONTINUAÇÃO do post anterior, ainda na escala Juruti)

Mas antes da festa, o almoço foi como manda o bom figurino regional para agradar os visitantes amigos & parentes: muito peixe! Tira um fino destas bandas de tambaqui e pirapitinga assadas. A perfeita utilização pelos humanos de uma obra-prima de Deus! Sabor divinal:

 

Nem fotografei, mas no entorno do Tribódromo encontrei o “Raspa-raspa de Manaus”, todo tecnológico: o raspado já tem o suco e fica em latões (tipo os sorvetes) uma câmera frigorífica no carrinho e é só encher o copo – é de um haitiano que logo se interessou em vir para a festa do Círio... Outro produto interessante: hot-dog especial, com picadinho e salsicha juntos, mais alguns temperos.

5ª Escala – Oriximiná, de volta! O dia começa com um banho no Caipuru, um dos muitos lagos à margem do Trombetas, uma lindeza. Como a água ainda está alta, paraíso para as crianças na margem. Mais adiante os taludos conversam, bebericam, nadam e saltam em mergulhos geralmente aplaudidos... O barco embica entre as árvores e aí é festa, sumano:


Como a viagem também é cultura olha aqui embaixo o fundador de Oriximiná, o padre José Nicolino de Souza, nascido em 10/08/1836 (pois o aniversário dele foi ontem!), cujo túmulo está na igreja de Santo Antonio. Ele fundou a povoação com o nome de Uruá-Tapera, em 1877. Em 1886 virou freguesia de Santo Antonio do Uruá-Tapera e em 1894 elevada à categoria de Vila com o nome de Oriximiná, sendo, no mesmo ano criado o município. Em 1900 o município foi anexado a Óbidos, somente voltando a ter independência em 1934, conforme o escritor Edilberto Guerreiro em “Oriximiná – Princesa do Trombetas”.


Ao por do sol sobre o Trombetas – dito um dos mais belos do mundo – no primeiro domingo de agosto, dos barquinhos começam a ser colocadas no leito do rio as velinhas que vão fazer o tapete (foto abaixo) pelo qual vai passar a balsa com o andor e a imagem de Santo Antonio, vindo de uma comunidade ribeirinha para a igreja Matriz e seguido por muitos barcos. Um espetáculo de fé de rara beleza, que merece ser uma grande atração turística paraense! A festa é em agosto porque os oriximinaenses festejam a data de nascimento do santo (15/08), como se festeja o aniversário de um amigo...


E aqui a balsa-andor quando passou em frente a nosso posto de observação (antes de irmos esperar o Santo no trapiche, para acompanhá-lo pelas ruas de Oriximiná), em foto que captei do facebook de Marcílio Guerreiro Júnior.


6ª escala – Alter-do-Chão, de volta. Após uma noite de viagem pelo Trombetas, Amazonas e Tapajós, eis-nos de volta para mais um dia memorável nas águas límpidas de Alter-do-Chão. Logo após, rumo Santarém, onde desembarcamos e fomos para o Barrudada Tropical Hotel, outra bela surpresa da Pérola do Tapajós – proximamente conto sobre ele. Por hora, veja este por do sol em Alter-do-Chão.

 

Embora com tanta movimentação, consegui um bom tempo para ler e atualizar-me em alguns livros que eu me devia ler. Foi muito bom devorar, além dos tambaquis, pacus, pirarucus, este três livros: (1) “Eia, avante, brasileiros” um saboroso romance escrito pela competente jornalista Ana Diniz, que reconstrói a vida em uma cidade fictícia no interior do Pará durante a Segunda Guerra Mundial – como a Ana é filha de Oriximiná, teve tudo a ver. (2) “1932 – A Revolução Constitucionalista no Baixo Amazonas”, de outro excelente jornalista paraense, Walter Pinto de Oliveira (fomos colegas em A Província do Pará), que em apuradíssima pesquisa nos apresenta um importante acontecimento da história do Pará, muito pouco conhecido. Lá estava eu navegando pelos rios dos revoltosos de Óbidos... (3) “Requiem – uma alucinação”, do escritor italiano Antonio Tabucchi, tradutor de Fernando Pessoa para o italiano, que nos conta uma alucinante aventura contemporânea, onde até o Pessoa participa...




Escrito por Fernando Jares às 21h58
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OESTE PARAENSE (1)

O verdadeiro PARAíso Natural

Aos estudiosos que ainda buscam o lugar onde existiu o Paraíso Terreal criado por Deus no começo da Criação da terra, eu só digo: venha cá, sumano, no oeste do Pará. O que ainda remanesce no planeta daquilo que Deus criou originalmente para ser a morada de sua obra-prima, os humanos, está aqui em rios, lagos, margens, praias, alagados, campos e florestas – e seus habitantes peixes, aves, animais variados, povos ribeirinhos, povos da floresta e os povos urbanos, porque não.

Andei, ou melhor, navegamos, Rita e eu, por esse pedaço de Brasil, abençoado por Deus e bonito por natureza, por rios muito dantes navegados, desde o Pedro Teixeira, mas ainda antes dele, por outros aventureiros, como o Orellana, das amazonas, e muitos, muitos habitantes desta terra e destes rios, como o fazem até hoje, com desenvoltura e confiança.

Formamos um grupo de 50 pessoas que nos encontramos em Santarém, vindos de muitas partes do Brasil e até do exterior, unidos por um laço familiar.

Os “Guerreiros de Fé”, quase todos parentes de sangue, alguns parentes por adesão por amor, como no meu caso, e ainda alguns por amizade tão grande, que já quase vira parentesco – são os “irmãos camaradas”.

A “Fé” por serem Guerreiro e guerreiros e por terem como objetivo principal o Círio de Oriximiná – a Taba Sagrada como a ela se referia o meu sogro, Guilherme Guerreiro (o pai), ao citar sua amada cidade, onde tudo começou.

Vamos conhecer, neste e no próximo post, esse roteiro. Posteriormente vamos detalhar alguns dos assuntos

1ª Escala – Santarém da Conceição. A “Pérola do Tapajós” sempre movimentada, estava agitadíssima, pelos grandes eventos que aconteciam lá e em cidades vizinhas. A cidade não para de crescer. O shopping é uma beleza, com as mesmas grifes que temos cá nos shoppings pelas ruas de Belém. E boa presença de artesanato local. Tinha até uma exposição de roupas feitas com matérias-primas regionais (foto abaixo) – que logo me lembraram as maravilhas confeccionadas por d. Dica Frazão.

 

Come-se muito bem em Santarém, e circulamos por alguns de seus polos marcantes, como os restaurantes “Dom Mani” (da confraria da “Boa Lembrança”), a peixaria “Rayana”, o “Nossa Casa” ou o “Peixe na Brasa”, um boteco estilo pé sujo, que tem um tambaqui sensacional:


2ª Escala – Alter-do-Chão. A mais bela praia do Brasil, segundo o jornal inglês “The Guardian”. Seu esplendor é quando as águas cristalinas do Tapajós baixam e as praias de areia branquíssima brilham ao sol amazônico. Ambiente paradisíaco. Neste momento as águas ainda estão altas (foto abaixo), mas as praias já proporcionam banhos maravilhosos e oportunidades de passeios.

3ª Escala – Oriximiná, a Princesa do Trombetas. Segundo maior município do Pará, maior produtor de bauxita do Brasil, o minério que é a matéria-prima do alumínio. Polo de grandes tradições no oeste paraense, como o Círio Fluvial Noturno de Santo Antonio – uma romaria de barcos no rio Trombetas, navegando entre milhares de velas acesas flutuantes (são colocadas em rodelas de aninga, cercada por um papel celofane) que são lançadas por centenas de barquinhos posicionados ao longo do rio. Um espetáculo extraordinário. Na foto abaixo a orla da cidade, com centenas de barcos atracados, de todos os tamanhos.


Depois de um passeio pela cidade, com encontros mil de quem não se via há põe tempo nisso, chegando ao Iripixi (lindíssimo lago) para banho saltado (pular do alto do barco ou de uma árvore bem alta!) uma tradição cultural destas bandas. Pratica-se desde criança, até enquanto o velhote aguenta o sarto, sumano...

 

4ª Escala – Juruti. O grupo deslocou-se – sempre no mesmo barco, o “Búfalo”, onde vivemos por cinco dias – para Juruti, do outro lado do rio Amazonas, para assistir, à noite, o Festribal, a sensacional “disputa” entre duas tribos: Munduruku e Muirapinima. Um show muito bem cuidado, com coreografia movimentada e primorosamente produzido, com muitos recursos cênicos, em uma arena apropriada, o tribódromo, cujas arquibancadas ficam lotadíssimas pelas “galeras”, os entusiasmados torcedores, aos quais nos juntamos – torcemos pelo Munduruku, que foi sensacional e ganhou o festival deste ano! Na foto abaixo, do jornal “O Estado do Tapajós”, um momento da apresentação:


CONTINUA no próximo post.



Escrito por Fernando Jares às 18h31
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SORRISO POLIGLOTA

E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão
“Livro do Desassossego” (9) Bernardo Soares/Fernando Pessoa.

Centenas, milhares de pessoas viram e amaram o sorriso de uma paraense extraordinária, que completaria 90 anos neste sábado, 25/07. Mas ela foi chamada à Casa do Pai bem antes, aos 82 anos, em 2007.

Foi uma das pessoas mais simpáticas, cativantes, amáveis (literalmente amável), que conheci: d. Anna Maria de Araújo Leal Martins. Isso mesmo, a d. Anna, cozinheira de primeiríssima, mulher inteligente que divulgou e valorizou, dando nova dignidade e projeção à cozinha paraense tradicional; que motivou e ensinou seu filho, o arquiteto e chef Paulo de Araújo Leal Martins, a amar e compreender plenamente o valor da cozinha do Pará. O nome dela, aqui ao lado, está com a tipologia do seu restaurante “Lá em Casa”, que foi uma criação do arquiteto Jaime Bibas, amicíssimo do Paulo.

Fernando Pessoa, o maior dentre os poetas da língua portuguesa, pela pena de seu heterônimo Bernardo Soares, descreveu um sorriso amplo e envolvente como o de d. Anna, como se a tivesse conhecido pessoalmente. Um sorriso que alegrava-nos a alma!

Luiz Braga, nosso fotógrafo maior, criou a sua Mona Lisa particular com esta foto lindíssima que cedeu para esta publicação.

 

Relendo o que escreveu a jornalista Vera Castro, poucos dias após o falecimento de d. Anna, sobre como ela recebia os sempre muitos turistas que visitavam o “Lá em Casa” – “Ana Maria, falando ou não o idioma dos visitantes, recebendo a todos com carinho, exatamente como fazia com os clientes habituais”, imaginei mais uma qualificação para ela: teria um “sorriso poliglota”.

Este ofício de escriba, que sempre me traz inúmeras felicidades, possibilitou-me escrever diversas vezes sobre ela, inclusive em uma antológica publicação feita sobre seus 80 anos, em 2005, editada pelo Elias Ribeiro Pinto, onde o Paulo incumbiu-me de escrever sobre a história do restaurante “La em Casa”. Em página dupla central, com o título “Com o carinho de quem ama e faz”. A publicação tinha um título que bem resumia o “efeito colateral” do trabalho de d. Anna: “Uma história de Belém” – sua atividade profissional expandiu-se para toda a cidade, associando-se para sempre à história da gastronomia paraense, à história vivida pelas ruas de Belém. Bom para estes tempos prévios de quarto centenário da cidade.


Fazendo uma releitura do escritor paraense Leandro Tocantins em seu clássico livro-guia “Santa Maria de Belém do Grão Pará”, fiz nestas linhas virtuais um post sobre ela com o título “A sacerdotisa que transforma um pecado capital em um auto-de-fé” – que você pode ler clicando aqui.

chef e escritora Ana Luiza Trajano, do restaurante paulistano “Brasil a gosto”, no livro “Cardápios do Brasil”, lançado ano passado, dedicou um lindo espaço à d. Anna e qualifica-a como “Exemplo da mulher lutadora e dedicada, que fez da culinária seu propósito de vida, falava com orgulho das diversas formas de usar o tucupi, chamava o pirarucu do "bacalhau brasileiro" e emocionava-se ao descrever a festa do Círio de Nazaré”.

Há um depoimento de d. Anna Maria Martins (em debate na UFPA, perguntaram-me se éramos parentes: infelizmente não, tive de responder. Nem de longe, nem primo da prima do cunhado...) para um programa francês em que ela exprime seu amor pela cozinha: “Eu gosto de cozinhar, sinto prazer, adoro ouvir aquele barulho do óleo, da manteiga, fazendo thchic, thchic, thchic. Eu acho fantástico!”... Fofa, não é? Não sei se com a onomatopeia consegui traduzir o som que ela produziu, mas vocês entendem... Para vê-la dizendo isso, clique aqui.

O segredo dela, "quituteira de mãos de fada", como dizia o jornalista Edwaldo Martins - outro Martins, não parente dela nem meu, mas muito querido por ambos - é definido em suas próprias palavras: “Toda comida é maravilhosa quando tu fazes com amor, com carinho, com dedicação”.

Dizia que o momento de maior glória de sua vida, sua maior emoção, foi quando preparou o jantar para o Papa João Paulo II. Quem sabe já o pressentia santo, hoje reconhecido pela Igreja Católica. E olha que ela o fez também para reis, presidentes, intelectuais, grandes chefs internacionais, atores e cantores célebres e milhares de amigos e conhecidos paraenses - eu a Rita e as meninas, incluídos...

A foto lá em cima o Luiz Braga publicou-a no Facebook, este ano, na semana do Dia das Mães, para homenagear d. Anna, “generosa, elegante e criativa figura, que faz parte da minha e da história de muitos paraenses”. Muitos, como eu, emocionaram-se com esta mensagem, que divido com vocês.

“Foi-se um dos mais bonitos e aconchegantes sorrisos de Belém, cheio de paz e acolhimento”, disse-me a minha Rita, lá em 2007, quando soubemos do falecimento (para ler o que escrevi, clique aqui).

Passada a tristeza que nos impõe a morte dos que amamos e queremos bem, fica a alegria dos bons momentos que convivemos, a feliz lembrança do que essas pessoas fizeram em vida. E no caso de d. Anna, um sorriso eterno em nossos corações.

Obrigado, amiga. Desfrute da Paz Celestial em que agora vive.



Escrito por Fernando Jares às 09h45
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ORA ET LABORA

O PÃO QUE DEUS AMASSOU

Há um belo endereço em São Paulo que fornece, concomitantemente, o pão para a alma dos crentes em Cristo, para alimentar sua vida espiritual, e o pão para o corpo, para alimentar a vida material, inclusive dos não necessariamente crentes na vida espiritual...

É o Mosteiro de S. Bento, no centro da cidade, na praça do mesmo nome, justo onde está uma estação de metrô, também S. Bento.

Aos domingos, às 10h, a celebração eucarística conta com a apresentação de Cantos Gregorianos pelo coro de Monges. Em nossa recente estada em Sampa, lá fomos Rita e eu para essa celebração (dupla, digamos assim). É preciso chegar cedo, bem cedo, para garantir um lugar sentado. Chegamos antes das 9h.

Fazia um bom par de anos que não íamos lá. Continuam cantando uma maravilha, criando um ambiente favorável à oração e ao louvor ao Senhor. A bela igreja, do início do século passado (embora os monges beneditinos estejam lá desde os 1600) também contribui para o recolhimento e meditação, a despeito da multidão que vai ocupando o local. Não é permitido fotografar, embora uns tantos “captassem” imagens no celular, o que não deve ser o mesmo que fotografar...

Finda a celebração, parte dos presentes dirige-se à lojinha da Padaria do Mosteiro. Ali os monges exercem a regra de seu fundador S. Bento: “ora et labora” – reza e trabalha. Disse ele que "são verdadeiros monges, se vivem do trabalho de suas mãos". A padaria paulistana é nova e vale a visita: tem, inclusive, produtos sem glúten e sem lactose!

Donos de receitas centenárias, talvez milenárias, produzem delícias. Vou mostrar algumas delas, que provamos. São muitas mais, mas tem que haver limitação...


Esta é uma das “joias da coroa”, o simpático bolo “Laetare” (R$ 70,00), elaborado a base de farinha de amêndoas, ovos, canela em pó, suco natural de limão e amêndoas. Embora a vendedora tenha anunciado que não tem glúten nem lactose e os ingredientes sejam livres disso, a embalagem exibe a advertência: “contém traços de glúten”.
Abrindo a caixa...


...interior estimulante. E pronto para fatias reveladoras.

 

Este aí é o “Pão de São Bento” (20,00), uma criação dos monges beneditinos paulistanos. Um miolo macio a não mais poder, a textura como que faz um afago na boca, fazendo as papilas gustativas revirarem de prazer. Cerca de 750g com farinha de trigo, açúcar, sal, ovos, margarina, óleo de soja, mandioquinha e fermento biológico seco.


Há uma boa coleção de biscoitos. Trouxemos dois tipos salgados.

Primeiro o “Abbas”, feito com farinha de trigo, azeitonas verdes e azeite de oliva, leite, fermento fresco, açúcar e sal. Pacotinhos de 200g (R$ 20,00). Tem um gostinho predominante de azeite, tipo um pão com azeite, refletindo bem a composição. Saiu-se bem acompanhando um vinho.

Também aprovei com prazer gustativo o biscoito “Petrus”, grissinis de farinha de trigo, alho poró, queijo parmesão, muçarela, provolone, azeite de oliva, fermento fresco, sal e açúcar. 150g. (R$ 20,00). Embora com três queijos o sabor predominante é do azeite de oliva, bem agradável – afinal adoro pão com azeite...

A Padaria do Mosteiro tem ainda biscoitos doces (até com mel de cana), geleias, chocolates, etc.

Poucas vezes a expressão popular “comer de joelhos” poderia ser tão bem empregada como neste caso... com pães que homens de Deus amassaram...

E ao lado tem ainda uma lojinha de lembranças como medalhinhas, imagens, etc. e uma exposição de peças centenárias do mosteiro, como hábitos dos monges, imagens, livros antigos, inclusive com iluminuras! No prédio funciona ainda uma faculdade de filosofia ciências e letras (graduação e mestrado) que, uma vez por mês, oferece gratuitamente uma palestra por um de seus mestres.

Agora a grande notícia para você que vive aqui pelas ruas de Belém ou em outras cidades brasileiras: a padaria tem uma loja virtual!!!! Isso mesmo. É só clicar aqui e ir até lá fazer suas comprinhas. Bom apetite!



Escrito por Fernando Jares às 19h37
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MAIS UM NA COLEÇÃO

FILÉ COM CUPUAÇU: NÃO HÁ COMO
NÃO DEIXAR UMA BOA LEMBRANÇA

Acho que a primeira vez que comi um prato com cupuaçu em sua composição foi, há uns tantos anos, no emblemático restaurante “Resto’s”, do sempre lembrado chef Paulo Martins (1946/2010), caldeirão mágico onde ele “botou pra fora” a revolução que fez na cozinha paraense. Já contei essa história, que você pode ler clicando aqui. Antes estas frutas eram apenas para a sobremesa...

Lembrei-me disso diante deste “Prato da Boa Lembrança” do restaurante “Lá em Casa”:


Apresentado no cardápio como “Prato Especial” este “Filé Ilha de Marajó” (R$ 59,00) é um filé ao molho de cupuaçu, com gratin de batata, jambu e queijo do Marajó, criação da jovem chef Daniela Martins, que comanda a cozinha da tradicional casa fundada por seu pai e sua avó (Paulo e Anna Maria Martins) nos idos de 1972.

No que me foi servido trata-se de um filé muito bem temperado, em ponto que lhe dava uma textura como desejável, coberto por uma geleia de cupuaçu com um leve toque de pimenta rosa, que também é usada para decorar o prato. Acompanhando vem outra delícia: um gratinado de camadas de batatas cozidas com jambu e queijo do Marajó, terminando com o queijo. Ficou um conjunto muito saboroso, tudo harmonizando agradavelmente.

O “Lá em Casa” é um dos fundadores da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança do Brasil, confraria que concede a cada pessoa que degusta um dos pratos especiais dos restaurantes associados um prato-lembrança em cerâmica, com representação simbólica e artística do prato servido, cujo bom sabor, com certeza, ficara para sempre na lembrança do felizardo comensal... Este já é o 12º prato do “Lá em Casa”, de uma série iniciada em 1995 – tenho todos eles em uma parede em casa! Para ter acesso à receita do “Filé Ilha de Marajó”, clique aqui.

No Pará existem mais três Restaurantes da Boa Lembrança: o “Famiglia Sicilia” e o “Benjamin” aqui pelas ruas de Belém e o “Dom Mani”, em Santarém.



Escrito por Fernando Jares às 22h20
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COLEGAS & AMIGOS

SIMPATIA SANTARENA ESPRAIADA PELA PLANÍCIE

Colegas e companheiros de trabalho são pessoas que se tornam extremamente importantes na vida da gente, do trabalhador. De um modo geral é com essas pessoas que passamos a maior parte ativa de nossas vidas. É no local de trabalho que se permanece a maior parte do dia em que estamos acordados. Especialmente em uma organização onde você almoça em restaurante no próprio local. De vez em quando se encontra nos fins de semana, viaja junto para reuniões, treinamentos ou apresentações.

Como trabalhei os meus últimos 20 anos antes da aposentadoria em uma mesma grande organização, a Albras, em Barcarena, vivi essa experiência em sua plenitude. Com quantas pessoas convivi diuturnamente nesses 20 anos!

(Ops, este post está muito mais com cara de crônica do cotidiano... Mas vai.)

Este papo todo é para contar que esta semana fui convidado para as homenagens a um desses personagens, com quem tanto convivi, que se aposentava. O Paulo Ivan. O Paulo Ivan de Faria Campos. Só que agora ele estava na Vale, que vendeu a Albras, mas espertamente absorveu um time de gente boa. Foram 31 anos nas duas empresas!

Por sinal, gente boa é o que o Paulo Ivan é, por inteiro, em cada célula. Paraense por completo, é santareno até a medula. Acho que é mais santareno do que brasileiro! Sabe e canta centenas de músicas daquela criativa e musical região, inclusive todas as mais populares do Maestro Isoca/Wilson Fonseca. Canta e toca. Não vai a um evento, um jantar, uma festinha, sem que o violão esteja no porta-malas do carro. Dando oportunidade, os trinados mocorongos invadem o espaço, acariciando os ouvidos dos sortudos que lá estejam. Até já gravou em CD músicas do queridíssimo maestro Isoca.

Alter-do-Chão para ele é o lugar mais lindo, dito “Caribe brasileiro”, melhor que o tal original, com o que concordo inteiramente. Melhor seria chamar-se “Alter-do-Céu”...

Ele é o que se pode traduzir por um cara simpático, de fácil e agradável relacionamento. No trabalho é dedicado ao que faz, com os amigos é incondicional no relacionamento. A melhor simpatia santarena espalhada pela planície e até pelas ruas de Belém.

Seus colegas da Vale prepararam uma revista com dezenas de testemunhos contando sobre a convivência com o Paulo Ivan, desde presidentes, diretores (da Vale e da Albras), uns que estiveram mais próximos, outros mais distantes, uns que estão por aqui perto, outros que hoje estão bem distante. Um festival de emoções.

Pediram-me que fizesse um pequeno depoimento sobre os tempos em que trabalhamos juntos. Escrevi isto, com direito a uma brincadeira sobre o que alguns entendem por “sorte”, mas que se traduz por competência:

DE TENACIDADE, LUA E VIOLÃO
Trabalhei com o Paulo Ivan uns 20 anos, alguns diretamente, lado a lado, outros mais distante, mas sempre com atividades interligadas, sempre próximos.
Posso assegurar que é um
cara que faz tudo com a certeza de que vai fazer bem feito, que as dificuldades serão vencidas, que a coisa vai dar certo, que tudo vai acabar bem. E sempre é assim. Uns dizem que “nasceu com o bumbum virado pra lua”, que é sortudo. Discordo! A tenacidade, a fé no que faz, a dedicação às tarefas e aos amigos é que garantem seu êxito e simpatia. O violão e as belas canções santarenas só ajudam...

A festinha foi em torno de uma mesa farta em guloseimas que todo mundo gosta. E tinha até um violão. Seus colegas descobriram que, coincidentemente, estava em Belém nessa data, um dos maiores violonistas de Santarém, Djalma Pereira, o Djalma de Santarém, parceiro do Sebastião Tapajós (já ouvi os dois no Teatro da Paz e tenho CDs em que tocam juntos), amigão do Paulo Ivan, e não tiveram dúvida: convidaram-no para o encontro. Vejam na foto abaixo (do Aquiles Alcântara, que captei de seu facebook) como o Paulo Ivan, à direita, com a mão no bolso, ouve emocionado uma belíssima canção que fala da saudade de Santarém, sentimento que marca fortemente todos os nascidos lá que deixam a cidade e até aqueles que um dia tiveram a ventura de visitar a “pérola do Tapajós” – de minha parte sou viciadão nela e vou estar novamente por lá ainda este mês, se Deus quiser.




Escrito por Fernando Jares às 19h05
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TAM, TAM, TAM, TAM

BELÉM COMO MELHOR OFERTA URBANA
PARA TURISMO NA AMAZÔNIA

A Amazônia é a capa da revista TAM Nas Nuvens, leitura de bordo da voadora TAM e Belém ganhou um bom espaço nessa matéria de capa, da série “Experiências – Destinos e roteiros para inspirar sua viagem”. Distribuída gratuitamente durante o mês em todos os voos nacionais e internacionais da companhia, esta revista tem tiragem de 146 mil exemplares e número muito maior de leitores, já que muitos leem durante a viagem e não levam o exemplar, deixando-o para o próximo passageiro. Outros levam para casa ou escritório e os leitores se multiplicam. E há os que escrevem um post, como eu, que peguei a revista retornando após uma pequena andança lá pelo frio do sul... (conto depois).

 

A capa da revista chama para uma Conexão Natureza: "Amazônia - um mergulho na maior floresta tropical do mundo, entre o Norte do Brasil e o Peru”. A ilustração é da “Imensidão do rio Amazonas na reserva de Pacaya Samiria, no Peru”. E a matéria tem o título “3X Amazônia”:


Logo indicando as três dimensões em que a imensa região é apresentada – Uma cidade: Belém; Um lodge: Anavilhanas; Uma reserva: Pacaya Samiria. Com texto rico em informações de Priscila Pastre e fotos de Belém e Anavilhanas de Valdemir Cunha a matéria é assim apresentada, justificando a escolha dos três focos:

Durante 15 dias a equipe de TAM Nas Nuvens mergulhou fundo na selva brasileira e em sua extensão peruana em busca de experiências que unissem floresta e conforto. E encontrou. Hoje existem opções que aliam uma imersão na natureza e na cultura local a regalias como camas confortáveis, banho quente, piscinas de sonhos, restaurantes gourmet e ótimo serviço. Welcome to the jungle!”

A revista apresenta um roteiro bem simplificado daquilo que o visitante pode conhecer pelas ruas de Belém, destacando a barraca de tacacá da D. Maria (na calçada do Colégio Nazaré); os restaurantes “Remanso do Peixe” e “Remanso do Bosque”, citando que um deles é o “34º melhor restaurante do mundo”, o que, na realidade, é menos um pouquinho: o ”Remanso do Bosque”, dos irmãos Thiago e Felipe Castanho é, efetivamente, o “34º Melhor”, mas da América Latina, por seleção da revista inglesa Restaurant. A TAM Nas Nuvens ainda indica uma visita ao Ver-o-Peso e a hospedagem no hotel Radisson Maiorana Belém. E descreve um dia em uma comunidade ribeirinha, em Boa Vista do Acará. Como agência sugere a Rumo Norte Expedições, cujo site está em manutenção.

 

O açaí ganha, com muita justiça, uma página inteira com fotos da Feira do Açaí e de um prato de açaí com farinha de tapioca e camarão. Mais adiante, quando o texto fala sobre Manaus, afirma que uma diferença entre o Pará e o Amazonas está no hábito de consumir o dito açaí. Enquanto lá é servido com açúcar, pois “pode ser consumido docinho”, diz a revista, isso seria “um verdadeiro pecado para os paraenses, para quem esse fruto tem que ser comido salgado, com farinha e camarão”. Há controvérsias, diria o jornalista Ancelmo Góis.

 

As cores da vida ribeirinha: “Casa de palafita a poucos minutos de barco de Belém”, informa a legenda nesta bonita e alegre foto, que serve de fundo para a página inteira.

Você pode ler a revista toda (tem também reportagem sobre os Lençóis Maranhenses, aqui no nosso vizinho Maranhão), clicando aqui.

Uma curiosidade sobre estas revistas de bordo: um amigo meu em viagem para São Paulo ficou tão sensibilizado com o anúncio de check-ups de um desses hospitais bacanas de SP que sempre anunciam nestas revistas que, chegando em Sampa, ligou para lá e marcou um. Pois não é que estava precisando e teve de fazer uma série de cuidados com a saúde.



Escrito por Fernando Jares às 16h41
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JOSÉ BORGES CORREA

VIVA O CENTENÁRIO DO ZÉCO!
VIVA O DESENHADOR SEM ALARDES!

O Zéco completou 100 anos de nascido! Viva o Zéco, um portuga muito gente boa que veio trabalhar no Brasil e escolheu viver e formar família entre nós.

A maioria dos profissionais de propaganda, com um pouco mais de idade, que trabalha ou trabalhou em agências ou veículos em Belém, conheceu este personagem, só que por outro nome: José Borges Correa, o “seu” Borges, da Borges Publicidade. Este nome Zéco ele o usava para assinar seus trabalhos de artes plásticas, quando ainda vivia em Portugal. E assim fez exposições, recebeu críticas elogiosas, ilustrou trabalhos gráficos, etc.

Pois bem, o “seu” Borges, com quem tive inúmeros encontros nos começos de minha vida profissional, a quem aprendi a respeitar pela dedicação e cordialidade, educação, nasceu em Lisboa, em 23 de maio de 1915. Teria feito cem anos há pouco mais de um mês, não tivesse sido levado por Deus, subitamente, em 21 de maio de 1993. Foi um dos grandes pioneiros da publicidade pelas ruas de Belém.

Era já um artista de sucesso em Lisboa, trabalhando como ilustrador em jornais e revistas, quando em 1951 recebeu convite para trabalhar no Brasil, em Porto Alegre, na Editora Globo (nada a ver com O Globo ou Rede Globo, esta nem existia na época...). Trabalhou, inclusive, na agência de publicidade da editora, a “Clarin” e foi professor de arte. A grande estrela desta editora era o genial Érico Veríssimo, e o jovem Borges logo ilustrou um de seus livros: “Gente e bichos – histórias infantis”. Olha a capa:

 

A vida lhe deu um amor paraense e assim aqui casou com d. Helena, em 1954. Moraram inicialmente em Porto Alegre, passaram uma temporada em Portugal e se decidiram por viver em Belém. Aqui logo criou o E.T.P. – Estúdio Técnico de Publicidade, em 1958, em sociedade com seu concunhado Benedito Celso de Pádua Costa (que posteriormente foi Secretário de Educação e, em 1982, o primeiro diretor de redação do jornal Diário do Pará, e que faleceu em 2010) e o advogado Eudiracy Silva.

Resgatei, do Anuário Brasileiro de Propaganda, edição de 1960, a “ficha técnica” do E.T.P.:

 

Eram clientes do E.T.P. a Cidade das Sedas, Tecidos Lua, Casa Martelo, A Granfina, Soares Coelho & Cia., Caixa Econômica Federal do Pará. Dessa época, pouco mais adiante, é o anúncio abaixo, publicado na Folha do Norte, em outubro de 1964, época das festas de Nazaré:

 

O tema desses anúncios era sempre as vantagens “na lua” associadas a estas lojas de tecidos (lembre que era o início da corrida espacial, o Sputnik 1 foi de 1957!). O anúncio não tem a tradicional assinatura de agência, prática já em uso na época, presente em anúncios de outras agências – embora existam agências que, até hoje, não assinam anúncios. Mas o anúncio deve ser do “seu” Borges, seja pelo seu inconfundível traço, seja por uma observação que fiz na peça. Não sei se estou “viajando”, mas vi claramente a assinatura do ETP meio camuflada ao pé da ilustração do “astronauta”. Está aqui do lado. Bem que poderia ser uma brincadeira do ilustrador do anúncio... Com a saída dos sócios surgiu a Borges Publicidade, mas a data de fundação foi mantida a do E.T.P.

 

Artista plástico por toda a vida, inclusive com belos painéis, o “seu” Borges, ou seria aqui o Zéco?, deixou um acervo de centenas de obras e selecionei apenas as duas acima para mostrar aspectos paraoaras por ele eternizados. Mas há desenhos e pinturas de todo o Brasil. Na primeira, um registro simbólico visto habitualmente pelas ruas de Belém: mangueiras e urubus. Infelizmente cada vez menos mangueiras, maltratadas pelas autoridades, e mais urubus, bem tratados pela sujeira da cidade... Olhe no tronco das mangueiras uma faixa branca: é que em outros tempos havia o hábito de pintar os troncos das mangueiras com cal, no sentido de enfeitá-las às proximidades de datas festivas, visitas de altas autoridades, etc. Dizia-se que serviria também para afastar insetos e pragas. Até o dia em que Burle Max, em visita a Belém, espantou-se com aquelas “mangueiras de polainas”, criticando o hábito, que foi abandonado... Ao lado, uma cena ribeirinha, com um pescador e sua rede, um barco e uma mulher de turbante (?) fumando cachimbo...

Para conhecer mais um punhado de peças do querido “seu” Borges sugiro uma visita ao endereço “O desenhador sem alarde” clicando aqui.

Parabéns pelo centenário, bom amigo, aí em sua nova morada. Parabéns aos familiares descendentes, por terem tido a felicidade de conviver, ou aos mais novos, de cultivar a memória desse grande português-paraense gente boa.



Escrito por Fernando Jares às 19h01
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WINE DINNER/JUNHO

VINHOS PARA O FIM DO INVERNO.
OU INÍCIO DO VERÃO.

Para comemorar o final do inverno amazônico, de muitas chuvas e temperaturas levemente mais baixas, nada melhor do que um bom jantar acompanhado por vinhos selecionados para fazer harmonização com pratos escolhidos, de forma a aumentar o prazer da degustação.

Aliás a ideia serve também para saudar o verão amazônico que se aproxima e logo brilhará em belas praias, arrebatando os moradores pelas ruas de Belém a endereços movimentados à beira mar ou à beira rio como Mosqueiro, Salinas, Algodoal, Caripi, Outeiro, Marudá, Alter do Chão, Ajuruteua e tantas muitas outras opções.

Para fazer essa festinha, esta semana tem o “Wine Dinner” mensal do restaurante “Benjamin”, sempre na última quinta-feira do mês: 25/06.

Veja aqui o cardápio preparado pelo chef Sérgio Leão:

Primeira Entrada
Espumante Cava Toro Loco
Queijo Brie panado com folhas verdes em coulis de damasco

Segunda Entrada
Vinho Branco Quinta do Vallado Reserva 2011
Vieiras em cama de mix de cogumelos e azeite trufado

Primeiro Prato
Vinho Tinto Caliterra Reserva 2012 Cabernet Sauvignon
Camarões à Provençal, com arroz "puxado" no próprio molho

Segundo Prato
Vinho Tinto Reynolds Reserva 2007
Rabada desossada em molho de Cabernet Sauvignon, com mini cebolas e cenouras, acompanhada de purê de macaxeira (mesma produção de boeuf bourguignon).

Sobremesa
Vinho Herdade Esporão Late Harvest
Crème Brûlée

Nesta quinta-feira, 25/06, a partir das 21h, R$ 140,00 por pessoa, incluindo ainda água mineral, refrigerantes e café expresso.




Escrito por Fernando Jares às 19h00
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