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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


IMBRÓGLIO VEROPESIANO

HOJE NÃO É O ANIVERSÁRIO DA FEIRA DO VER-O-PESO.
NEM ELA TEM 388 ANOS!

Esta é mais uma lambança histórica. Quem terá decidido, em que momento, que se festeja o aniversário do Ver-o-Peso em 27 de março. E mais grave: que a feira existe há 388 anos! Não é o que diz a história vivida pelas ruas de Belém.

Nos idos de 1988 o jornal A Província do Pará noticiou os 300 anos do Ver-o-Peso e fiz registro do feito na página “Pró-Turismo”, que assinava, como Editor de Turismo desse jornal, lamentavelmente extinto já neste século XXI. A data fora identificada no ano anterior pela colega jornalista Telma Pinto em reportagem no mesmo jornal. A data apontada, 21 de março de 1688 é da assinatura da Provisão Régia que concedeu à Câmara de Belém a renda originária de um posto fiscal estabelecido na doca formada pelo igarapé do Piry.

Recentemente, em 2011, vendo os festejos do aniversário em data diversa e, o que era mais estranho, dando ao local vida muito superior à real, publiquei um post recordando a data da criação do posto fiscal de “haver do peso”, embrião da futura feira, que você pode ler clicando aqui. Quer dizer: a feira é ainda mais nova, pois deve ter nascido em volta do posto fiscal, como é comum até hoje pelos interiores de meu Deus. Faz um posto, uma barreira fiscal, logo aperecem vendinhas disto e daquilo – isso é natural.

Segunda-feira passada (23/03/2015) o pesquisador, escritor e professor Flávio Nassar, a quem a cidade já deve inúmeras iniciativas em favor da história melhor respeitada e melhor tratada, publicou em sua página no Facebook uma contribuição muito importante para este imbróglio, que você pode ler clicando aqui, mas que reproduzo abaixo, com autorização dele:

 

Na inauguração do restauro do Mercado Ver-o-Peso, publico uma imagem que desmente uma maluquice, que pasou a ser tomada como verdade: o mercado teria sido inaugurado em 27 de março de 1627, 11 aninhos depois da fundação de Belém. Assim Belém e o Veropa seriam a mesma coisa, gêmeas siamesas para o gáudio dos Veroperistas e Veropólogos.
Procurem na imagem de Leon Righini, de 1868, mercado ou a feira. A construção à esquerda é a Casa das Canoas, espécie de garagem para as embarcações dos governadores e presidentes da Província. Não existia nem o Boulevard da República, hoje Castilho França, construído na mesma época do aterro do porto quando foi inaugurado o Mercado de Peixe do Veropa.
As construções que vemos na imagem são da atual 15 de novembro, rua da Praia, vejam, havia uma praia.
Mas onde estaria a feira?
Há registro de uma feira na frente da Igreja das Mercês, representada
num desenho de Freire e Codina com barraquinhas, pregoeiros tudo o que se tem direito.
Por que ali ficou conhecido como Ver o Peso?
Porque ali, como em Lisboa e tantas cidades lusitanas havia a balança da Alfandega para pesar os produtos que entravam e saiam do porto e onde eram recolhidos os impostos. O 27 de março de 1627 seria a data da instalação da balança e não da feira.
Veja como havia muitos navios.
Estão lançadas opiniões para o debate, vamos lá!

O Flávio tem razão: a data da criação do posto não é a data da feira, e a data do posto é 1688 e não 1627 como se diz agora! Então a feira é muito mais recente. Quanto mais falar nessa data para o “complexo do Ver-o-Peso”, coisa muito mais nova.

Naqueles tempos longevíssimos a feira que havia era ali na igreja das Mercês, que Flávio mostrou no Facebook – clique aqui.

Quando lá em cima falei em mais uma lambança é que me lembrei de uma outra maluquice que vai acabar virando verdade, por mais absurda que seja. Veja no post abaixo.



Escrito por Fernando Jares às 18h11
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PERMANECE A BURRADA

A PLACA DO SANTO CERTO NA IGREJA ERRADA


A foto aí em cima eu fiz hoje pela manhã, com o celular mesmo, da fachada da igreja de Santo Antônio de Lisboa, na praça Batista Campos. Caso esteja difícil  ler o que está escrito na placa, olhe ela mais próxima:


Pois é, na placa está escrito o seguinte:

Igreja de Santo Antônio
Abrigou o Conselho de Guerra Cabano;
Estilo barroco colonial

poliglotamente em português, inglês e francês, para enganar os incautos que cá vivem e os heroicos turistas que nos visitam...

Já contei essa história em 2009 (para ler clique aqui) e em 2010 (clique aqui), mas continua lá a aberração histórica feita por alguém que tem o poder de colocar a placa, mas nenhuma noção da história vivida pelas ruas de Belém!

Na data da Cabanagem nem havia praça por ali... e esta igreja tem pouco mais de 50 anos! A igreja “personagem” da história cabana é a outra, do mesmo lusitano santo, mas na praça D. Macedo Costa (na ilharga da Gaspar Viana) onde hoje está o Colégio Santo Antônio! Ainda tem a vergonha de identificar algo moderno como “barroco colonial”!!! A lambança está contada nos dois posts lincados acima.

A cidade não merecia chegar aos 400 anos com trapalhadas desse tipo e a da  adulteração da data do Ver-o-Peso, como contada no post imediatamente posterior (acima) a este. Mas...



Escrito por Fernando Jares às 18h11
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GUIA MICHELIN

O BRASIL JÁ TEM SUAS ESTRELAS

O Brasil já tem os seus restaurantes estrelados Michelin, um dos principais indicadores de restaurantes de alto nível do mundo. Talvez o prêmio mais desejado por qualquer chef!

É certo que, em sua primeira edição o guia vai mostrar apenas restaurantes do Rio e São Paulo. E que nenhum restaurante recebeu as desejadas três estrelas, dentro dos critérios considerados: a qualidade dos produtos, a técnica na cozinha, o equilíbrio de sabores entre outros ítens.

Apenas um restaurante brasileiro recebeu duas estrelas, o premiadíssimo D.O.M., de Alex Atala, de São Paulo, que habitualmente circula pelas ruas de Belém, absorvendo conhecimentos e novos ingredientes. E olha que ele é o 7º Melhor no ranking Restaurant-World’s 50 Best e o terceiro lugar na lista dos 50 melhores da América Latina em 2014! Veja a exigência para a concessão de estrelas! Recentemente o D.O.M. foi assunto neste blog. Para ler “D.O.M.GUSTAÇÃO” clique aqui.

Alguns obtiveram uma estrela, sendo 10 em São Paulo e seis no Rio de Janeiro. Em Sampa tivemos, por exemplo, o premiadíssimo “Mani”, da requintada chef Helena Rizzo, que já andou cá por estas linhas virtuais, como você pode ler, clicando aqui, o badalado “Epice”, de Alberto Landgraf, que já cozinhou cá pelas ruas de Belém, com Thiago e Felipe Castanho, alguns japoneses (“Jun Sakamoto”, “Kinoshita” e “Kosushi”), o italiano Fasano, e o brasileiríssimo “Esquina Mocotó”, de Rodrigo Oliveira, que já cozinhou em Belém, no “Remanso do Bosque” em uma “Visita Gourmet”. No Rio entre os premiados com uma estrela estão o “Roberta Sudbrack”, da chef do mesmo nome, que já andou na lista dos melhores do mundo e foi assunto por estas bandas: clique aqui, o Olympe, do francês que muito tem andado por cá, Claude Troisgros, o “Le Pré Catelan”, os badalados “Oro” e “Lasai”, entre outros.

Há também uma lista grande de restaurantes "bib gourmand", laureados por oferecerem uma boa relação custo benefício, como o “Sal Gastronomia”, de Henrique Fogaça, que também já por cá andou, no “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, o “Mocotó”, de Rodrigo Oliveira e muitos outros.

Para ler a lista completa dos destacados pelo Guia Michelin, clique aqui. Agora é esperar chegar a publicação e só viajar para o Rio e SP com ela...


Pirarucu com tucupi e tapioca, no “D.O.M.”



Escrito por Fernando Jares às 15h16
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INOVAÇÕES

GLUTAMATIZAÇÃO DA COZINHA AMAZÔNICA?


Isso que está aí na foto acima é um “Pirarucu curado, tapioca de açaí, queijo frescal cremoso e torresmo”, tal como foi divulgado pelo sítio eletrônico da prestigiosa revista Prazeres da Mesa. A receita é do chef Ivan Lopes, do restaurante “Mukeka Cozinha Brasileira”, de Curitiba.

O site da Prazeres divulga os ingredientes necessários e o modo de fazer, algo desafiante para quem está acostumado a outros modos de conviver com os ingredientes amazônicos. O curioso é que o prato não consta do cardápio do restaurante na internet – eles têm um pirarucu grelhado “servido com couscous de farinha uarini (ovinha), legumes da estação, regados ao leite de castanhas” (para ver, clique aqui)

Veja abaixo a lista dos ingredientes para cada etapa. Caso deseje encarar o desafio de fazer o prato, o Modo de Preparo você encontra no site da Prazeres, clicando aqui.

Cura do pirarucu:
440 g de glutamato monossódico
400 g de filé de pirarucu fresco
160 g de açúcar refinado
25 g de curry de madra
2 cardamomos amassados
Raspas de 1 laranja,
1 limão-taiti e
1 limão-siciliano

Tapioca
500 g de polvilho doce;
300 ml de suco de açaí

Queijo cremoso
300 g de queijo de minas frescal;
150 ml de creme de leite fresco;
100 ml de leite integral
Cebolinha e salsa picadas a gosto

Torresmo
200 g de pele de pirarucu limpa;
pimenta e glutamato monossódico a gosto;
óleo para fritar

Veja que a cura do pirarucu leva mais glutamato monossódico (440g) do que pirarucu (400g)! Fiquei com vontade de provar, porque me veio a desconfiança que o prato fique com gosto daquelas sopas de saquinho, que tem todas o mesmo sabor...

Diz-que aqui pelas ruas de Belém e em outras cidades têm uns adulteradores de tucupi que usam misturar-lhe glutamato, diz-que para avivar o sabor (como se um bom tucupi precisasse disso!!!). Sei de gente que já se deu mal ao tomar a gororoba...

Há dias mostrei aqui um tacacá dito oriental, com ingredientes orientais que levam a produzir sabor semelhante.

Estará havendo uma glutamatização dos pratos amazônico-paraenses? Uma orientalização deles? – ainda bem que em plagas distantes...

Das novas utilizações do açaí apareceu esta colorização da tapioca, que parece bem interessante – ao menos é atraente na montagem do prato.

O torresmo da pele de peixe é uma delícia das cozinhas de Thiago Castanho e Alex Atala – só que na receita do Thiago não leva glutamato... tá no livro “Cozinha de Origem”.

O professor e pesquisador prof. Álvaro do Espírito Santo foi quem me chamou a atenção para esta receita, perguntando, pelo Facebook, “Que tal essa tapioca de açaí?” Fui escrever a resposta e saiu tudo isto, que divido com vocês.



Escrito por Fernando Jares às 21h19
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EDYR AUGUSTO

A ESCRITA PARAENSE PARA O MUNDO!


O caboco aí na ponta direita de quem olha, junto ao painel, é um gente boa que eu quero muito bem e fico todo feliz ao escrever estas linhas: Edyr Augusto Proença. Conheci o avô dele, Edgar Proença, o pai dele, Edyr de Paiva Proença, ambos mestres inesquecíveis na Rádio Clube do Pará dos velhos tempos, por onde comecei no mundo da comunicação. Trabalhei com o irmão dele Edgar Augusto, “o cara que mais entende de Beatles na Amazônia”, eu dizia todo domingo anunciando-o no programa “Gente Nova, Nova Gente”, que eu fazia com o Rosenildo Franco.

Mas eu quero falar é desse grande autor internacional, Edyr Augusto. Sua capacidade em escrever é extraordinária, dominando as palavras como poucos – faz delas o que melhor deseja, e faz bem feito.

Essa foto, em que tem ao lado dele o Edney Silvestre, é do dia de autógrafos dos dois no Salão do Livro de Paris, que termina justo hoje, 23/03. É um dos eventos mais importantes do mundo em termos da indústria livreira. Vai todo mundo lá. Coisa de 1.200 editores, 35 mil profissionais, 50 países participando, em quatro dias.

Este ano o Brasil é o país homenageado e levou 43 escritores convidados, o Edyr Augusto entre eles. Mas ele não é exatamente um novato nas livrarias francesas. O livro que lançou agora, "Nid de Vipères", pela Asphalte Editions, com tradução de Diniz Galhos já é o terceiro em francês. Os dois anteriores, "Belém" (título original "Os Éguas") e "Moscow", foram agora relançados em formato de bolso.

 

Os três livros ao centro são do Edyr Augusto.

Ele concedeu entrevistas, falou na Biblioteca de Literatura Policial. Escreveu sexta-feira em sua crônica semanal no Diário do Pará: “Este país respira Literatura. Nas ruas, nos bares, cafés, metro, alguém está sempre lendo livro, jornal, revista. No colégio as crianças leem os clássicos, discutem e tornam-se leitores, claro. Imagino que, como todas as crianças de hoje, também gostem de games, celular e iPads. Mas leem.”

No Reino Unido ele já tem "Casa de Caba", com o título "Hornets'Nest".

Ano passado ele teve noites de autógrafo e participou de um grande festival na costa da Bretanha, em Saint Malo. “Falar em um teatro belíssimo para oitocentas pessoas foi algo inesquecível.”, escreveu ele.

Leia uma crítica sobre o livro, clicando aqui.


Agora Edyr Augusto já está em Lyon, recebendo o prêmio Caméléon, na Université Jean Moulin, como o melhor livro de autor brasileiro, traduzido para o francês, com "Belém", em uma escolha feita por um júri de 100 estudantes. Concorreram com ele Milton Hatoum (Orphelins de l’Eldorado), Adriana Lisboa (Bleu corbeau) e Frei Betto (Hôtel Brasil).

Em Lyon ele ainda participa, neste próximo fim de semana (27, 28 e 29/03) do "Quais du Polar", um super festival de literatura policial, com a participação de autores do mundo inteiro.


Ainda faltou dizer de sua bibliografia no Brasil. Sua editora é a Boitempo, em São Paulo, da paraense Ivana Jinkings, que tem em catálogo seis obras do Edyr! Mas isso vai ser assunto de outra conversa.

Taí um caboco que nos dá um orgulho danado de ser paraense, de verdade!

Fico feliz em escrever sobre uma pessoa que, como a gente, vive, trabalha e escreve pelas ruas de Belém e mostra o valor da escrita paraense ao mundo. Garoto pai d’égua!



Escrito por Fernando Jares às 20h07
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CRIME CULTURAL CORRIGIDO!

SITE CORRIGE ERRO SOBRE O TACACÁ.
A RECEITA NOVA AGORA É DE
“TACACÁ ORIENTAL”

O site Umami foi rápido na decisão, reconhecendo o erro de denominar de “Tacacá” a receita de algo totalmente diferente, em flagrante desrespeito à cultura alimentar paraense.

A história está no post imediatamente abaixo, colocado no ar hoje às 14h16, tendo eu divulgado no Facebook às 14h40.

Logo às 17h38 o site Umami postou comentário no Facebook, reconhecendo o erro, anunciando a alteração e pedindo desculpas pelo mal-entendido, assim:

“Essa receita foi uma releitura da original feita pelo Chef Shin Koike, realmente não é a original paraense. Nós quisemos mostrar que essa receita pode ser bem versátil e também ficar bem saborosa com uso de outros ingredientes. Para deixar isso mais claro, estamos alterando o título da receita e da postagem.
Agradecemos o contato e pedimos desculpas pelo mal entendido.”

O desejo de mostrar a versatilidade da receita não estava explícito e, aliás, continua oculto. Mas agora sabemos que ele existe. O “Tacacá” teve o nome alterado para “Tacacá Oriental”, por sinal uma das sugestões oferecidas por este blog para repor a verdade. Adotaram a nossa sugestão, como podem ver abaixo e clicando aqui:

 

Fica assim evitado que alguém, pesquisando sobre tacacá na internet, acabe pensando que é uma iguaria originária do Oriente, pelo seu conteúdo. Agora se sabe que existe uma versão oriental para o tacacá paraense...

Muito boa a agilidade do site Umami e a atitude de respeito à cultura paraense. Fizemos a nossa parte e eles também.



Escrito por Fernando Jares às 19h59
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CRIME CULTURAL

ASSASSINARAM O TACACÁ!


Misturando nomes e fatos da história do Brasil de forma desordenada, mas aparentemente formando um enredo, o escritor Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) compôs o antológico “Samba do Crioulo Doido”, paródia a um samba de enredo, com o objetivo de criticar uma determinação do governo da época (1968), de que as escolas de samba somente poderiam usar em seus enredos figuras e fatos históricos. Nesta música o “compositor” de uma escola mistura tudo criando uma história absurda...

Foi o que fez um site dedicado a divulgar o sabor do glutamato e assemelhados, sob o título de Umami, ao “recriar” o tacacá, um dos ícones da cozinha paraense, alterando totalmente a composição da iguaria regional, mas mantendo o nome, como se aquilo fosse o nosso tacacá. Sem bairrismos. É uma questão de honestidade, de seriedade com os leitores do citado site. Estão vendendo rato por lebre – que aquilo nem gato é...tão diferente.

A mistura dos ingredientes, desrespeitando a receita original, que faz parte do patrimônio cultural paraense, resultou, no máximo, em uma sopa de tendência oriental, já que contém um monte de elementos da cozinha oriental... Ao menos poderiam chamar de “Tacacá Oriental”, ou “Tacacá do Japonês”, ou lá o que fosse, mas nunca apenas “tacacá”, que é outra coisa!!!! Pode até ser uma sopa gostosa, mas não é tacacá!

Joanna Martins, do Instituto Paulo Martins, foi quem descobriu o embuste gastronômico e o denunciou em sua página no “Facebook”, tornando pública a trapalhada e publicando o e-mail que mandou, em protesto.

Vamos fazer o mesmo! Vamos defender a nossa cultura culinária! Entre no site e mande uma mensagem solicitando a correção, clicando aqui.

Como diz a Joanna, “não sou contra criações com base na tradição, mas daí a inventar uma receita e usar o nome de um prato tradicional sem fazer referência, é um pouco de abuso”.

A criação sobre pratos tradicionais, utilizando ingredientes amazônicos, por vezes associados a ingredientes de outras culturas, inclusive japonesa, é uma prática salutar, inclusive entre os chefs paraenses, como Thiago Castanho. O próprio chef Paulo Martins (1946/2010), pioneiro na divulgação da cozinha paraense, usou dessa técnica para criar pratos novos. Mas dava nomes novos, deixando claro que não era o original.

Veja a seguir a receita do tal tacacá, como publicada no site: 1L de Tucupi; 1 cebola; 1 pimentão vermelho; 1 pimentão verde; 1 pimentão amarelo; 4 dentes de alho; 3 colheres de sopa de coentro picado; 8 unidades de tomate cereja; 1 março pequeno de Shungiku; 60 g de camarão seco dessalgado; 8 pedaços de 05 cm de congrio; 8 unidades de camarão fresco; 8 unidades de vieira; 50 ml de azeite; 60 ml de Sake Kirin; 15 ml de Nampla. Para ler no site, clique aqui.

Diante do imbróglio, fui pesquisar um pouco mais e juro que tomei um susto:


Em postagem no Facebook “Gosto Umami” a criação deste Tacacá é atribuída ao chef Shin Koike, que sabe muito bem o que é um verdadeiro tacacá – ele já esteve aqui pelas ruas de Belém, cozinhando no Remanso do Bosque, em uma “Visita Gourmet” que eu divulguei como “Vanguarda Nipo-Paraense” e você pode ler clicando aqui. Portanto, o resultado da mistura deve ser uma sopa gostosa e moderna. Fica a impressão que houve confusão na edição da coisa e esqueceram de colocar um nome que informe que se trata de uma sopa criada pelo respeitado chef nipônico, com base no tradicional prato paraense, mas que não é tacacá de verdade!

Esperemos a correção.

ADENDO EM 21/03: Apenas três horas após este post ter sido publicado o site Umami reconheceu o erro aqui denunciado e fez a correção, pedindo desculpas pelo que classificou de mal-entendido, inclusive corrigindo a postagem no Facebook. Ontem mesmo fizemos o registro da ação rápida e responsável desse site, em respeito à cultura gastronômica paraense, que você pode ler no post a seguir a este ou clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 14h16
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CHEFS NO SHOPPING

LEMBRANDO O “COME EM PÉ”, DO OLIVEIRA

No sábado passado (14/03) a Praça de Eventos, no 1º Piso do Boulevard Shopping, virou exposição de comidinhas glamorosas, assinadas por alguns dos chefs que fazem a alta gastronomia pelas ruas de Belém, com a edição de março do “Comida de Chef”. A mudança trouxe confortos como o ar condicionado, estacionamento e segurança, em relação ao pouso anterior, a Fundação Curro Velho, à margem da baia do Guajará. Mas os habitués do festival sentiram falta das mesinhas e cadeiras, para comer com tranquilidade seus pratinhos. Alguns, com molho e acompanhamentos, superquentes, exigiam malabarismos para conseguir comer em pé, sem derramamentos...

Aí que eu me lembrei do “Come em pé” de Mosqueiro, o restaurante de refeições rápidas do Oliveira, no Ariramba. Quem lembra? Tinha um subtítulo: “Agoniado porém gostoso”. Ao lado tinha o melhor pastelzinho já feito na ilha e arredores. Mas isso é outra história...

Digamos que, ao menos no que provei aqui, pode ser aplicada a qualificação do mestre Oliveira: foi agoniado, porém gostoso...

Tomara que na edição de abril ganhe esse necessário item de conforto. Também ficou faltando a parte dos líquidos: porque tinha um estabelecimento do shopping em frente que vendia refris, sucos, etc. não foi autorizada a venda na praça dos chefs...

Segundo a organização, foram vendidos 850 tickets, número superior ao evento de fevereiro.

 

Maniçoba de mariscos

O tradicionalíssimo restaurante Avenida, do alto de seus 70 anos de existência (Desde 1945!) inovou a valer. Ao longo destas muitas décadas já deve ter servido milhares de vezes uma boa maniçoba. Mas neste festival o chef Evandro Costa apresentou uma novidade, sem romper a tradição da casa: sua Maniçoba de Mariscos agradou muita gente. Podia causar certa estranheza a substituição dos ingredientes à base do porco pelos mariscos, mas o sabor premiou quem optou por ela. Só faltou uma farinha, daquela de Bragança, sumano.


Canederli com ragu de búfalo, rúcula fresca e parmesão

Prato apresentado pelo chef Guilherme Cardadeiro, do restaurante “La Madre”. Canederli vem a ser uns bolinhos tiroleses, famosos na cozinha italiana da região dos Alpes, feitos com massa de pão amanhecido. Neste caso acompanhados de um ragu de carne de búfalo, de sabor muito agradável e carne macia. Para o meu gosto os bolinhos estavam acima do ponto de solidez, digamos assim, al dente forte... A rúcula combinava bem com o sabor do molho e do farto parmesão.

 

Ragu de carne com purê de macaxeira e salada de jambu.

Ano passado Danielle Serrão ficou com o segundo lugar no “Concurso Gastronômico Chef Paulo Martins”, do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, com um hot sushi “Tapioca com Açaí” (que você pode conhecer clicando aqui). Estreou no “Comida de Chef”, pelo bufê “Patê Patuá”, com este bem temperado ragu. A carne estava muito macia, facilitando o ato de “comer em pé”... assentada sobre o sempre delicioso purê de macaxeira. A saladinha de jambu foi uma boa experiência.


Bolo de colher

Na verdade o anunciado “Bolo de colher” era, como se vê na foto, um Naked Cake, o famoso “bolo pelado” de camadas expostas, espertamente instalado em um pote de vidro, pela chef Taiana Lauin, da Brigaderie. Acreditasse eu nesse lance de vidas passadas, poderia imaginar-me uma formiga em alguma delas... daí que adorei o conteúdo desse precioso potinho de vidro, tudo muito gostoso, fazendo uma festa e tanto no encerramento deste apetitoso almoço.



Escrito por Fernando Jares às 18h28
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A VOZ DO GUERREIRO

“BALANÇA, SACODE, ESTREMECE O MANGUEIRÃO”

 

Só não conhece esse bordão aí em cima, dito com muita força e emoção, quem nada entende de futebol pelas ruas de Belém e pelo Estado do Pará... Quem eventualmente não se interessa pelos jogos do Paysandu ou do Remo, e nunca ouviu a Rádio Clube nos últimos anos, que são poucos, com certeza...

É o bordão-quase-assinatura do locutor Guilherme Guerreiro (Filho) gritando um gol em que a torcida, alucinada de felicidade, pula no Mangueirão, fazendo-o balançar (mas não cai!).

Tem outro bordão muito conhecido: “Olha o tempo que o tempo tem” quando informa o tempo de jogo e o placar da partida. Anunciado pelos colegas como o “locutor que vale quanto pesa” – vale hoje bem mais do que pesa, já que na base da decisão e força de vontade livrou-se dos quilos que não lhe eram necessários (exemplo que preciso seguir...).

Pois bem, esse jovem e simpático radialista e apresentador do programa “Bola na Torre”, na TV RBA, acaba de completar 40 anos de atuação no Rádio. Está surpreso? Pois é, parece que ele começou a trabalhar antes de nascer... Na verdade começou muito garoto, menino que sabia tudo de futebol, apresentado à Radio Clube por seu cunhado o jornalista Edson Salame, gente boa que tem um tremendo faro para as boas notícias. E essa foi uma dentro.

Fez de tudo na Rádio, aprendeu tudo, até chegar ao comando da equipe, sob a orientação de um nome que se mistura à história do melhor rádio paraense, Edyr de Paiva Proença. Nos novos tempos e novos donos da rádio, continuou na liderança da equipe, fazendo-a permanentemente líder em audiência. Em dia de jogo importante, a gente ouve pela cidade o som da Clube, tal o número de rádios ligados nessa frequência.

Havia no velho Orkut uma “Comunidade Guilherme Guerreiro”, criada por algum/a fã. Uma vez, nos idos de 2007, escrevi lá isto:

“Todo gol do Papão é emocionante, por mais fulero que seja o outro time. Narrado pelo Guerreiro, então, ganha poder, com um grito que sai do fundo da garganta, com a força do pulmão e a emoção... do coração. Cabra bom!”.

Aí eu explicava que sou um privilegiado, porque ouvi o Guerreiro/menino, aí pelos seus 12 anos, narrando jogo de futebol de botão, que ele jogava contra ele mesmo, mais para poder narrar do que outra coisa.” Nessa época eu namorava a Rita, que vem a ser irmã dele, e lá estava o Guilherminho a narrar seu jogo. E não empastelava o namoro... era agradável ouvir aquela vibração adolescente...

Hoje muitos milhares de pessoas têm esse privilégio. Veterano de Copas do Mundo assiste-as desde a do México, em 1986. Na Itália, Estados Unidos, França, Alemanha, África do Sul e, obviamente, Brasil, lá estava ele e sua equipe a transmitir, na fiel observância do velho slogan, sempre verdadeiro: “você vê o jogo ouvindo a Rádio Clube”. Meu radinho AM há anos que não sai da Clube...

Narra jogos por todo o Brasil. Em 6 de agosto de 1995 narrou a final do campeonato paulista, Corinthians e Palmeiras, 2x1, e teve de enfrentar as difíceis condições do estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, onde foi disputada a partida. O número de radialistas presentes, de todo o Brasil, era muito superior às condições oferecidas pelas cabines do estádio. A aventura desses radialistas acabou contada pelo jornalista Xico Sá, em crônica na Folha de São Paulo, que você pode ler, clicando aqui.

A foto do Guerreiro que você vê aí em cima foi capa da revista “Top”, do jornal Diário do Pará, em 14/03/2010, que tem uma grande entrevista com ele e muitas fotos, que você pode ler clicando aqui.

Para conhecer mais sobre a vida profissional do Guerreiro e até um pouco sobre a história da rádio paraense e do rádio esportivo você pode ler uma excelente entrevista concedida por ele à, àquela altura (dezembro, 1999), estudante de comunicação Ellen Macedo – hoje profissional de primeira linha, que, recém-formada, foi minha trainee na comunicação da Albras. Clique aqui, tem até o áudio da entrevista.

Parabéns, Guerreirão!



Escrito por Fernando Jares às 18h47
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COMIDA DE CHEF NO BOULEVARD

NESTE SÁBADO, 14, TEM EDIÇÃO DE
MARÇO DO “COMIDA DE CHEF


A cidade anda cheia de eventos gastronômicos, a bola da vez, atividade queridinha pelas ruas de Belém... Nos dias 24 e 25 tem o “Jantar do Chefs”, que você pode conhecer clicando aqui. Em maio tem o “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, o maior festival gastronômico do Norte e um dos de maior destaque do Brasil – conheça clicando aqui. Agora, neste sábado, tem a edição de março do “Comida de Chef”

Para quem reclamava de calor nas primeiras edições do “Comida de Chef”, os problemas acabaram! A edição deste mês será no conforto da Praça de Eventos, no 1º Piso do Boulevard Shopping. Tudo bem, não vai ter a visão da baia lá no fundo... mas existem compensações, como estacionamento amplo e seguro.

Atenção para a data: 14 de março, este sábado agora. Não é mais em um domingo, como nas edições anteriores. É sábado, 14/03, das 11h30 às 15h30. Os valores continuam os mesmos: R$ 20,00 para pratos salgados e R$ 15,00 para sobremesas.

Conheça agora o time de chefs que estará com seus estandes no Boulevard, seus restaurantes e pratos que vão apresentar:

Alexandre Barros – Brasileirinho
Galinhada da Fazenda

Angela Sicilia – Famiglia Sicilia
Polpetone

Daniela Serrão – Patê Patuá
Ragu de carne com purê de macaxeira e salada de jambu

Evandro Costa – Avenida
Maniçoba de mariscos

Guilherme Cardadeiro – La Madre
Canerdeli com ragu de búfalo, rúcula fresca e parmesão

José Ângelo Vasconcelos – Famiglia Trattoria
Fagotelli

Priscila Thomé – Brownie do Inácio
Potinhos de brigadeiro, paçoquinha e de banana da terra

Suely Esteves – Doçuras
Produto não informado

Taiana Lauin – Brigaderie
Bolo de colher



Escrito por Fernando Jares às 11h45
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DIÁLOGOS CRIATIVOS

MODA, GASTRONOMIA E DESIGN

Começa hoje uma série de “Diálogos Criativos”, na Casa das Artes (antigo IAP), que abordará, em três encontros, sucessivamente os temas Moda, Gastronomia e Design.

Segundo a FCP a proposta dos “Diálogos Criativos”, consiste em apresentar a visão de profissionais que estão atuando nessas áreas e que já tenham um trabalho de pesquisa em moda, design e gastronomia pelas ruas de Belém. Os relatos de bolsistas do Edital de Artes, contemplados no ano de 2014, pretende estimular um debate no qual o público seja incitado a participar e instigado a refletir sobre possíveis temáticas para inscrição de projeto no Edital de 2015 da desta Fundação e que está com inscrições abertas até o dia 22 de abril, pelo site www.fcp.pa.gov.br

Para participar do "Diálogos Criativos" você não paga nada. Entrada livre . Vale como Atividade Complementar para os estudantes. Basta completar e assinar a lista de frequência.

Mas atenção, o programa começa justo hoje, agora à tarde – a divulgação foi um pouco devagaaar – às 15 horas com o tema Moda. Na próxima segunda e quarta-feira acontecem, respectivamente, Gastronomia e Design, das 15h às 17h. sempre na Casa das Artes, na praça Justo Chermont, ao lado da Basílica de Nazaré.  Mais informações: 4006-2908.

Veja a programação para as três datas

DIÁLOGOS CRIATIVOS

Palestras e reflexões

MODA

FERNANDO HAGE (coord./prof. de Moda Unama)
GRAZI RIBEIRO (Prof. Moda- Estácio-FAP)
YORRANA MAIA ( Prof. Moda- UNAMA)
DATA: 11/03-Quarta-feira - Horário: 15h às 17h

GASTRONOMIA

SOLANGE SABÓIA (2+1 Gastronomia)
JOANNA MARTINS (Instituto Paulo Martins)
THIAGO CASTANHO (Remanso do Bosque)
IVIE MANESCHY(convidada especial)
DATA:16/03 Segunda-Feira - Horário: 15 às 17h

DESIGN

MAÉCIO MONTEIRO-Criação/experimentação/design: "dingbatuq
TEODORO NEGRÃO-Criação/experimentação/design: "joias orgânicas: um jogo de peso"
MELISSA BARBERY (FCP/Curro velho)
JÚNIOR OLIVEIRA (FCP/Casa da Linguagem)
DATA: 18/03-Quarta-feira - Horário: 15h às 17h



Escrito por Fernando Jares às 11h50
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VAMOS LER, GENTE BOA!

PRIMEIRO CLUBE DE LEITURA EM BELÉM


Os mais antigos pouquinha coisa (para usar linguagem do sempre lembrado jornalista Edwaldo Martins) devem lembrar que lá pelos anos 1970, 80, havia no Brasil o Círculo do Livro, uma editora montada sobre um clube de milhares de sócios que tinham a obrigação de comprar um livro por mês. Ou o CL mandava (e cobrava) o Livro do Mês. Quase nos levavam a um sistema de leitura compulsória. “Obrigavam-nos” a ler... Criaram o hábito da leitura em muitos brasileiros.

Agora existe no país o Clube de Leitura, algo completamente diferente, mas que também pretende estimular o hábito da leitura constante de livros.

A partir da sexta-feira da próxima semana, dia 20, Belém entra para o grupo de 15 cidades brasileiras que têm um Clube de Leitura, em iniciativa da Editora da UFPA e da Companhia das Letras. Este primeiro Clube de Leitura do Norte do país integra programa do Núcleo de Incentivo à Leitura do Departamento de Educação da Companhia das Letras, que já tem 60 clubes funcionando. Pretende promover a democratização do conhecimento por meio do debate e da troca de experiências entre seus participantes.

O programa é inspirado em experiências norte-americana e inglesa de sucesso e tem parceria com Editora Schwarcz e a Penguin.

Trata-se de um espaço de encontro, reflexão e estímulo à leitura e releitura de livros importantes para a literatura nacional.

Cada grupo é integrado por até vinte participantes e as reuniões ocorrem uma vez por mês. O grupo é aberto ao público em geral e as inscrições são gratuitas. Os interessados em participar do grupo pelas ruas de Belém devem enviar e-mail para clubedeleitura@ufpa.br

Existem atualmente 60 clubes no Brasil em São Paulo, Santo André, Santana do Parnaíba, Jundiaí, Cotia, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, Recife, Maringá, Fortaleza, São Luís e Belém.

O Clube de Leitura Penguin-Companhia das Letras/Livraria da Editora da UFPA terá sua primeira reunião no dia 20/03, das 18h às 19h, na Sala da Congregação do Instituto de Letras e Comunicação da UFPA- Rua Augusto Corrêa, 01, Cidade Universitária Professor José da Silveira Netto, Guamá.

O mediador será Allyson Allen.

O primeiro livro a ser debatido pelo grupo será “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, publicado originalmente em 1975. A 3ª edição, publicada pela Companhia das Letras em 1989, encontra-se disponível para venda na Livraria da ed.ufpa.

Os organizadores esclarecem que o objetivo do encontro não é ensinar como ler ou dar palestras sobre os livros escolhidos, mas proporcionar um diálogo constante entre leitores e a formação de um público leitor.

O Clube de Leitura pretende se firmar como um espaço de encontro, reflexão, pertencimento e consolidação dos grupos na sustentação e incentivo para que cada leitor possa traçar e construir o seu próprio percurso nos diversos mundos da leitura, seja ela literária ou técnica, obrigatória ou voluntária.



Escrito por Fernando Jares às 16h46
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JANTAR INTERNACIONAL EM BELÉM

AÇÃO COM SABOR DE SOLIDARIEDADE

A gastronomia é uma das “ondas” das sociedades em elevação, em todo o mundo. Da feita que grandes camadas da sociedade está conseguindo “comer”, logo se manifesta a necessidade de “comer melhor”. (é Maslow, lembram...) e assim por diante: a alta gastronomia é o ápice desta pirâmide. E Belém vem se situando bem nesse mapa, com bons chefs, bons restaurantes, uma cozinha de características exclusivas, cada vez melhor divulgada, pelos próprios chefs.

Resultado desse cenário é a realização, este mês, do evento “Jantar dos Chefs”, onde a alta gastronomia vai manifestar um viés de solidariedade e ação social, arrecadando fundos para uma entidade beneficente (como o Jantar Beneficente do festival “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” faz há anos...).

 A iniciativa é do chef Francis Reynard, francês nascido em Belém e estabelecido nos Estados Unidos, que programou para os dias 24 e 25 próximos, um jantar beneficente no Restaurante Benjamin, destinando toda renda ao Instituto Criança Vida, para ser utilizada em projeto voltado à capacitação em gastronomia de jovens e/ou donas de casa de baixa renda da região metropolitana de Belém, em parceria com o Instituto Paulo Martins.

O jantar será desenvolvido entre oito grandes chefs, com pratos exclusivos e tem a parceria de Margot Botti Gastronomia e Cultura, Instituto Paulo Martins, Fundação Romulo Maiorana e Organizações Romulo Maiorana, com apoio de Cuisine Solutions, Francis Reynard, Restaurante Benjamin, Radisson Maiorana Hotel e Chandon.

Quem decidir participar deste evento de solidariedade e convivência social vai encontrar este sofisticado menu, aqui com seus respectivos autores:

Amuse bouche - Bruno Bertin                              
Wonton crocante com costelinha suína e salsão
Risoto de arroz negro, tucupi e parmesão
Camarão marinado com palmito e esférico de Bah Mi
Pirarucu marinado

Entrada Fria - Francis Reynard
Salada de caranguejo amazônico,
Bisque,
Mousse de coco e couve flor
Granité de caipirinha 

Entrada Quente - Rafa Costa e Silva
Gema, Clara e Carne Seca

Primeiro Prato - Thiago Castanho
Filhote assado na folha de bananeira, chá de banana e alho poró assado 

Segundo Prato - Sergio Leão
Porco, feijão e mandioca

Sobremesa - Ilca do Carmo e Paulo Anijar
Do céu à terra (sorvete de leite de castanha-do-pará com caramelo e nuvem de tucupi e casquinha de limão galego)

Sobremesa - François Payard
Abacaxi selado com tomilho, parfait de tapioca com gelatina de abacaxi e sorbet de coco.

O “Jantar dos Chefs” terá duas edições, dias 24 e 25 de março, às 20h30, no restaurante Benjamim (Trav. Benjamin Constant, nº 1361, entre Braz de Aguiar e Nazaré). O número de vagas é limitado para cada dia de realização e os convites estão à venda nos restaurantes Benjamin, Santa Chicória e Lá em Casa.

O valor por pessoa é de R$ 250,00, incluindo ainda refrigerantes, água mineral e café expresso.

Mais informações, no horário comercial, podem ser obtidas no Instituto Criança Vida, pelo telefone (91)3216-1008, com Francy e no restaurante Benjamin, pelo telefone (91)3343-3758/ 99152-9804, com Ribamar.

O restaurante Benjamim possui estacionamento próprio para 40 carros e dispõe de manobrista.

SOBRE OS CHEFS

Conheça o time de chefs, internacionais, nacionais e locais, que vai assinar os pratos destes sofisticados jantares – com informações da divulgação do evento:

Bruno Bertin: francês, chef executivo da empresa Cuisine Solutions, referência internacional no ramo da gastronomia, atua pesquisando e desenvolvendo receitas e aplicações sous-vide. Já trabalhou como sous chef no restaurante Daniel, em New York, e chef executivo no Daniel´s Feast and Fetes Catering. Foi instrutor na Le Cordon Bleu, no Japão.

Francis Reynard: francês, nascido em Belém, chef e consultor em New York - desenvolvendo e abrindo novos restaurantes, como o novo SLS Lux Hotel em Baha-mar. Possui uma carreira sólida na culinária, iniciada logo após cursar escola de hotelaria no sudoeste da França. Já atuou junto com os chefs Alain Ducasse, Roger Verge, Daniel Boulud, entre outros nomes da gastronomia internacional.

Rafa Costa e Silva: carioca, proprietário do restaurante Lasai, no Rio de Janeiro, que recebeu o prêmio Novidade do Ano no Guia Brasil 2015 e está na lista dos 50 melhores restaurantes do Brasil, além de ter ganhado o Prêmio Rioshow Gastronomia, é dono de um currículo de peso, que inclui cinco anos como braço-direito de Andoni Luis Aduriz, chef do Mugaritz, no País Basco (duas-estrelas no Guia Michelin). Estudou no The Culinary Institute of America, em Hyde Park, Nova Iorque, e no IBMEC Business School, no Rio de Janeiro. Ganhou o Revelação do Prêmio Gula.

Thiago Castanho: paraense, é hoje um dos jovens profissionais que representam a cozinha nacional. Em suas receitas, combina a tradição com técnica e criatividade, se relacionando com microprodutores, exaltando sabores e colocando a Amazônia no panorama mundial. Seus pratos possuem particularidades regionais, desde o uso de vegetais e frutas como açaí, cupuaçu, bacuri, e piquiá, até os peixes nativos como pirarucu, tucunaré e tambaqui. Seu trabalho resultou no livro “Cozinha de Origem”, um diário gastronômico de sua família, que homenageia a cozinha paraense tradicional com receitas dos restaurantes Remanso do Peixe e Remanso do Bosque.

Sérgio Leão: paraense, economista de formação e cozinheiro por opção, com mais de 40 anos de experiência, é autodidata, enriquecido por dezenas de viagens gastronômicas. Entre suas experiências profissionais, vale o destaque para o Restaurante Tostos, que comandou nos anos 1980. Há cinco anos, esta à frente do restaurante Benjamin, considerado pela Veja - Belém, o Melhor Variado 2013/2014.

Ilca Carmo: paraense, engenheira de alimentos e sócia do também chef Paulo Anijar, são responsáveis pelo cardápio do Santa Chicória, onde mesclam as técnicas da gastronomia tradicional e moderna aos sabores paraenses e internacionais, traduzido, por exemplo, no clássico e aclamado bolinho de vatapá e maniçoba. Em sua trajetória fez curso de gastronomia em Flores da Cunha - RS, no ICIF - Italian Culinary Institute for Foreigners. Em 2010, foi para Lisboa, em Portugal, onde obteve experiência profissional com o chef Vitor Sobral em seu conceituado restaurante, Tasca da Esquina.

Paulo Anijar: paraense, formado pela ICIF–UCS, tem cursos em gastronomia molecular, confeitaria e sorvetes, com interesse tanto pela cozinha quente e sobremesas. Trabalhou com frutos do mar em Belém, no restaurante Marujos, e em São Paulo, no restaurante D.O.M, ao lado de Alex Atala e Saiko Yon, na hamburgueria General Prime Burger. Entre outras experiências, foi responsável pelo mise en place e produção do Programa de Carla Pernambuco, “Brasil no Prato”, do canal Bem Simples, além de passagens em restaurantes de gastronomia italiana, francesa e brasileira. Sócio do Santa Chicória, ao lado de Ilca Carmo, onde desenvolve uma linha contemporânea internacional e regional, com tendências minimalista e extremamente reconfortante. Está inaugurando este mês o seu segundo projeto, Mazza – Fresh Italian, restaurante e pizzaria, com alma nova iorquina.

François Payard: francês, iniciou sua carreira em New York, no Le Bernardin e Daniel Restaurant. Desenvolveu suas habilidades em cozinhas de três estrelas Michelin, em Paris. Expandiu sua produção e hoje reúne confeitarias no Brasil, Japão, Las Vegas e New York. É autor dos livros “Bite Size: Elegant Recipes  for Entertaining”, “Simply Sensational Desserts” e “Chocolate Epiphany: Exceptional Cookies, Cakes and Confections for Everyone”.



Escrito por Fernando Jares às 12h02
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RENDEIRA DA ESPERANÇA

MANOEL, AQUELE AMIGO AMADO

Tenho uma dívida antiga a resgatar e vou tentar fazer isto neste Dia Internacional da Mulher. A dívida não é exatamente com o Manoel, aí do título – embora também o seja, porque é com a mulher dele, a jornalista, escritora, professora e minha amiga Ruth Rendeiro.

Eu conhecia a Ruth assim, de longe. Ouvia falar dela, geralmente bem. Tínhamos amigos em comum. Uma vez ouvi uma palestra dela em um “Encontro de Comunicação Empresarial, Assessoria de Imprensa, e Relações Públicas”, promovido pela Gaby Comunicação. Era a entendida em comunicação na Embrapa, sabia do assunto e apresentava-se com inteligência e de forma agradável de ouvir.

Mais algum tempo e nos encontramos em uma pós-graduação em “Comunicação Institucional na Amazônia”, na Unama e logo fizemos uma boa amizade. Numa turma de gente jovem éramos os mais experientes... os dois com mais idade e tempo de serviço, eu bem à frente dela, he, he, he...

Aí que ela apareceu com um câncer de mama. Foi um choque pra todo mundo – éramos todos colegas de profissão (apenas umas poucas exceções) e tínhamos todos forte ligação. Pouco depois outro choque: o Manoel – aí do título – aparece com um câncer muito mais agressivo, leucemia. Sei como é cruel, tive um queridíssimo primo que foi levado por ela em seis meses. Mas já fazia muito tempo, a medicina não parava de avançar, com o Manoel seria diferente de como foi com o Pedro. Mas o câncer avançou mais que a medicina e o Manoel se foi. Pelo meio, a mudança da Ruth e suas crianças para São Paulo, para se tratar e tratar do marido.

Registrava essas passagens em um blog, emocionando-nos a todos que o vasculhávamos. E eram muitos. Com sua linguagem emocionante ajudou muitos que passavam por algo semelhante. Foi até destacada pela revista IstoÉ – contei essa história nestas linhas virtuais, nos idos de 2008. Para ler “A Rendeiro, rendeira da esperança”, clique aqui.

Reuniu sua experiência nesses desafios da vida em um livro: “Até que o câncer nos separe”, lançado em 2013. Registrei o lançamento aqui.

Mas nunca escrevi o meu pensamento sobre o livro. É esta a dívida!

Caso você pense, induzido até pelo título, que se trata de um livro sobre a morte de alguém amado, um cônjuge, estará enganado. O livro é uma celebração da amizade; do amor entre duas pessoas e em sua família; uma celebração do viver a felicidade de cada momento; da busca do conforto na adversidade, tendo como base esse bem-viver a vida a dois e a quatro, casal e filhos, e a muitos, casal e tantos amigos.

Na dedicatória do livro ela escreveu: “Amigo querido, é sempre um prazer de rever, se reencontrar, me emocionar. Abração, Ruth” Mentira! Ela é que me emocionou, e muito, na sôfrega leitura daquelas 88 páginas.

Todos nós que vivemos a dois, com amor a nos unir, sabemos, ou devemos saber, que um dia ficará apenas um. Não se sabe quando, nem quem será o primeiro a ser chamado por Deus para a outra vida. Quem está preparado? A Ruth nos ajuda na preparação. Como acompanhar a caminhada ostensiva da morte a seu lado, vendo o cônjuge amado a definhar e a reagir. Como são aqueles momentos após o desenlace, principalmente quando se está a milhares de quilômetros de sua cidade, de seus muitos amigos.

Tem esse de madeira maciça e este outro mais leve e mais em conta. O marrom, o preto... Com e sem visor para o rosto ficar à mostra. E a cor do forro, a senhora prefere qual?

O livro começa assim, direto, a questão que choca na realidade da morte. Na apresentação ela afirma: “Aqui não tem ficção. Cada vírgula foi vivida.” Bem vivida e bem escrita, eu complemento – um texto correto, bem feito e bem revisado, que dá prazer em ler.

O título lá em cima veio daqui: “A partida se materializou e agora preciso conviver com o novo momento. Tão absurdo como nunca mais vê-lo. O Manoel, aquele amigo amado, pai amoroso, me foi “devolvido” em uma caixinha de metal que agora está em cima de uma pequena estante na casa ainda em montagem em São Carlos.”

O livro tem algumas poucas páginas buscadas em seu blog “Minha história”, que já havíamos lido antes, ou que o acompanhavam. Páginas que recontam em breves pinceladas a vida de cada um dos dois, o encontro, o amor, os filhos, a vida, estão em fonte italic, bem legal.

A realização do amor entre os dois, colegas de trabalho, acontece em uma insuspeita ida a Icoaraci, distrito de Belém, para comprar o tucupi com que os dois contribuiriam para um pato no tucupi, em encontro de amigos – era dia de jogo da seleção brasileira na Copa da Itália.

Foram cedo até lá e, como era muito cedo, ele propôs uma cervejinha:

A praia de rio, a cerca de 30 km do centro de Belém, estava quase vazia. Era cedo demais. Uma cerveja e um brinde: saúde! Uma segunda para espantar o calor. A terceira porque ainda era cedo. A quarta porque o papo estava bom. A quinta... por que mesmo?

Conversaram sobre quase tudo: irmãos, pais, amigos, trabalho, preferências musicais. O tempo esvaía-se. Não havia mais jogo ou compromissos. A tarde já chegara. No lugar do pato no tucupi, um peixe frito e uma saideira que se tornou expulsadeira, pé na bunda e quando a lua chegou beijando o rio Guamá, os encontrou repetindo o gesto.”

A descrição do Círio de Nazaré pelas ruas de Belém, no segundo domingo de outubro, é forte: “Em cada rosto suor e lágrimas copulam publicamente. Pedidos sinceros de socorro ou preces de agradecimento. Emoção sufocante na sensação térmica que vai além dos 40º unindo em gestos, preces, músicas, homens, mulheres, jovens e idosos, estranhos entre si, irmãos na fé.”

Tem até a fórmula que o Manoel usava para preparar o tradicional caranguejo toc-toc em sua casa.  E um poema de um colega de trabalho de ambos, da Embrapa, Edgar Macedo, sobre o Manoel e sua ligação com as praias do balneário de Mosqueiro – onde suas cinzas foram espalhadas.

Li, gostei, aprendi muito, me emocionei, recomendo.

Lágrimas enxugadas.

Rotinas retomadas.”

Para quem não teve a felicidade de ler o livro, afinal a edição inicial logo se esgotou, está chegando uma segunda edição, da qual você pode participar, em processo de financiamento coletivo, tendo como parceiro a Bookstart. Vá ao sítio eletrônico da editora e veja um vídeo da Ruth, sobre o livro e encomende o seu exemplar, clicando aqui.

Parabéns, querida Ruth. Parabéns às suas crianças, hoje rapaz e moça feitos. Parabéns a todas às mulheres, que vivem a nos ensinar coisas maravilhosas!




Escrito por Fernando Jares às 12h00
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VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

FESTIVAL SERÁ EM MAIO
E MARAJÓ SERÁ O TEMA

Em maio tem nova edição do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, começando com o Circuito Gastronômico, com a participação de diversos restaurantes pelas ruas de Belém, durante todo o mês com o tema “Marajó”. Nos dias 23 e 24 teremos mais uma edição do “Chefs na Praça”, levando grandes chefs a apresentarem suas criações muito exclusivas em barraquinhas na praça Batista Campos. Embora lançado recentemente, este é um evento de muito sucesso e alta participação popular e por isso será agora em dois dias. O festival propriamente dito, com a participação de chefs locais e de convidados do Brasil e do exterior, será na semana seguinte, de 27 a 31/05 (quarta a domingo) com visitas, aulas e oficinas, Jantar Magno (que deverá ter duas edições este ano) e Jantar das Boieiras.

Já estão confirmados cinco nomes de destaque, sendo três internacionais:

  • Mariana Sebess, Diretora acadêmica/Instrutora do famoso Instituto de Artes Culinárias Mausi Sebess, de Buenos Aires – que leva o nome de sua mãe. Tem formação nos principais cursos e diplomas na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos e experiência em grandes restaurantes internacionais. Autora de livros, inclusive já editados no Brasil.
  • Pedro Miguel Schiaffino, peruano, titular do “Malabar”, o 11º melhor restaurante da América Latina, conforme o ranking “Latin America’s 50 Best Restaurants 2014”, em Lima, Peru. É especialista em cozinha amazônica-peruana, tanto que o prato mais famoso do restaurante é “Mandioca em molho de laranja azedo, tapioca verde, farinha e pimenta do reino”.
  • Hugo Nascimento, português, chef no restaurante “Tasca da Esquina”, de Lisboa. Trabalha há muitos anos com o famoso chef Vitor Sobral, dono da casa e renovador da cozinha lusitana. Utiliza técnicas de vanguarda e inovação na cozinha, atuando também como consultor nas empresas e restaurantes de Vitor Sobral.
  • Adriana Lucena, natalense, chef titular do restaurante “Taiá Bistrô”, bastante conhecido em Natal, ativista do movimento Slow Food, líder do Convivium Potiguar, famosa por receitas naturais ricas em sabor. Especialista em pimentas.
  • Ivan Achcar, chef titular do restaurante paulistano “Alma”, é pesquisador da cozinha brasileira, especialmente os feijões e sua imensa variedade. Utiliza e combina ingredientes de todo o país na sua proposta gastronômica.

O primeiro Ver-O-Peso da Cozinha Paraense aconteceu em 2000, basicamente com o mesmo formato do atual, que apenas ganhou alguns novos eventos paralelos. Foi uma criação do pioneiro da divulgação e renovação da cozinha paraense, o chef Paulo Martins. Hoje é realizado pelo Instituto Paulo Martins, que reúne a viúva, as filhas e um punhado de amigos irmanados na valorização da cozinha paraense como manifestação cultural e importante alavanca para o desenvolvimento econômico, especialmente dos pequenos produtores de ingredientes para essa cozinha.

Ao longo destes anos o “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense” tem proporcionado inegáveis ganhos para a cultura gastronômica paraense. Basta citar estes dois pontos: (1) a grande divulgação, em nível nacional e internacional, da cozinha paraense, como a mais autenticamente brasileira; (2) qualificação e valorização dos profissionais das cozinhas de Belém, com os cursos e oficinas acontecidos durante o festival, onde os grandes chefs convidados transferem seu conhecimento e sua experiência.

Já contei neste blog como foi o início do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, os primeiros Banquetes dos Chefs (hoje o Jantar Magno) que você pode ler clicando aqui e aqui. Inclusive a fala de Danio Braga, em 2000, quando afirmou “que a culinária paraense tem um potencial inesgotável e que a gastronomia é um caminho seguro para consolidar o projeto de desenvolvimento do turismo estadual”.



Escrito por Fernando Jares às 21h18
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