Meu Perfil
BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog



Outros sites
 Cais do Silêncio - Literatura de Jason Carneiro
 Quarto Escuro - escritos, lidos, gostos e desgostos de Bruna Guerreiro
 Oníricos - O e-book de Bruna Guerreiro
 Cerveja que eu bebo - Cervejas bem bebidas, experiências compartilhadas.




UOL
 
PELAS RUAS DE BELÉM


CIRCUITO GASTRONÔMICO – FAMIGLIA SICILIA

UM BÚFALO À ITALIANA

Imagina uma carne macia e gostosa. Está me imaginando comendo este prato criado pela chef Ângela Sicilia para a participação de seu restaurante “Famiglia Sicilia” no Circuito Gastronômico do festival “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”. É o “Brasato de búfalo com risoto de queijo Marajó” (R$ 59,00), que você vê aqui na foto oficial para divulgação do prato no sítio eletrônico do festival:


Para preparar esta carne ela utilizou uma técnica italiana – muito justo, pois é a temática de seu restaurante. A selecionada peça de carne é cozida no forno por 16 horas e leva um pouco de vinho tinto tanto no cozimento quanto no caldo da carne. Com a competente administração dos temperos, é correr pro abraço, ou melhor, para a boca, que está aguardando, ansiosa. O risoto de queijo do Marajó, seguia a regra do bom risoto e ficava magnífico quando acompanhado do molho da carne – o queijo do Marajó tem um sabor bem suave e favorece estas parcerias.
Veja como chegou a minha mesa o brasato. Só faltou a florzinha e o raminho do projeto original, mas sobrou o principal, o bom sabor:

 

A opção da Rita foi o “Filé Família Oliveira” (R$ 74,01) um filé acompanhado de risoto de baião de dois, farofa de banana frita e tiras de couve frita com bacon, com a recomendação de não ter queijo no risoto. Mereceu dela elogios, inclusive para a farofinha. Concordei plenamente ao testar em uma provinha... Que fique claro que eu também dou a ela uma “provinha” das delícias que aportam à minha frente... Olhaí o filé dos Oliveira:


Como os bons doces são referência nesta casa, completamos o agradável jantar com uma sobremesa neutra, digamos assim: “Suspiro com morangos” (R$ 28,00) que vem a ser morangos intercalados com suspiros e chantilly envoltos em calda de morangos ao vinho. Morango é bom, né? Suspiro, idem. Mistura, com um chantilly fazendo a ligação entre eles, que vira um suspiro no sentido de manifestação humana de felicidade... Olha o conjunto olhando pra gente:

 



Escrito por Fernando Jares às 15h18
[] [envie esta mensagem] [ ]



CAMILO SALGADO

UM ANIVERSÁRIO HÁ 90 ANOS
PELAS RUAS DE BELÉM

Quem vai ao cemitério de Santa Izabel não tem como não saber do Dr. Camilo Salgado (1874-1938), um médico muito gente boa e empreendedor, que tem fama de santo popular. Seu mausoléu, logo à entrada, tem permanentes velas acesas, flores e centenas de plaquinhas de agradecimento de graças alcançadas por sua intercessão. Mas há outros marcos de sua vida pela cidade, como algumas clínicas, um hospital na Mário Covas – a escola Camilo Salgado na Roberto Camelier (Jurunas) é em homenagem ao pai dele, notável professor de francês pelas ruas de Belém, disse-me hoje o também médico Ubirajara Salgado, neto do dr. Camilo, a quem parabenizei pelo aniversário do avô... Seu nome também é especialmente ligado à Faculdade de Medicina, que ele fundou em 1920, a primeira do Norte e Nordeste, exceção para a Bahia. Foi membro do Senado Estadual, entre 1918 e 1927. Foi também um dos fundadores e primeiro presidente da Sociedade Médico Cirúrgica do Pará, em 1914, cujo centenário foi comemorado ano passado.

Hoje ele faria aniversário: nasceu em 22 de maio.

Pois bem, estava eu lendo um exemplar da revista A Semana, de 23 de maio de 1925, portanto de 90 anos atrás! quando encontrei um artigo sobre o aniversário do dr. Camilo Salgado, no dia anterior (quando fez 51 anos) que partilho a seguir com vocês.

Quem quiser saber mais sobre o dr. Camilo pode consultar o artigo “Camilo Salgado: o médico e o mito”, do médico e pesquisador da história da medicina no Pará, dr. Aristoteles Guilliod de Miranda, no site do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, clicando aqui. Ou o artigo “De médico e santo popular: a devoção ao doutor Camilo Salgado em Belém do Pará” do historiador, antropólogo e pesquisador Éden Moraes da Costa, publicado na Revista Estudos Amazônicos, clicando aqui.


A data hontem foi festiva em todos os lares paraenses: registou o anniversario natalicio desse humanitario e querido clinico que é Camillo Salgado, medico de altissima nomeada, infatigavel fundador da Faculdade de Medicina do Pará e politico em evidencia do P. R. Federal.
Repetiraram-se lhe os applausos e parabens com que a nossa sociedade brinda o eminente cirurgião no dia feliz de seu natalicio.
A SEMANA cumprimenta-o com o maior e mais carinhoso affecto
.”



Escrito por Fernando Jares às 15h15
[] [envie esta mensagem] [ ]



CIRCUITO GASTRONÔMICO – BÚFALO

UM BÚFALO À MODA DOS HERMANOS

O tema do festival gastronômico Ver-O-Peso da Cozinha Paraense para este ano deve ter deixado o chef Arthur Bestene muito contente: a ilha do Marajó – afinal ele trabalha constantemente com as melhores carnes marajoaras, com destaque para o búfalo. Não se chamasse seu restaurante “Buffalo Steak House”... uma das boas casas de carnes pelas ruas de Belém. Então ele caprichou no prato, que está aqui em foto oficial da divulgação do festival:


Trata-se de uma “Parrilla marajoara” (R$ 69,00) – prato descrito como um bife de chorizzo de búfalo do Marajó e calabresa de búfala, com macaxeira "ao murro" coberta com manteiga de flor de jambu, acompanhados de chimichurri de vinagreira. Um prato com requintes para agradar os hermanos lá do sul do continente e quem gosta de uma boa carne.

A carne estava deliciosa, apenas durinha. Não sei como é feito o corte deste bife de chorizo no búfalo. Considerou-se a hipótese de em vida ter sido um daqueles búfalos que trabalham na segurança, circulando pelas ruas de Soure... Mas, em pequenas porções, era mastigável e gostoso. A calabresa de búfala é outro bom tento, de tempero forte, muito agradável. A macaxeira “ao murro” é uma releitura alegre da batata ao murro dos lusitanos – acho que a poderosa mão do chef Arthurzão foi a responsável pelo murro arrasador sofrido pela minha macaxeira, que ficou bem macia, ora pois. Também bom o tempero chimichurri regionalizado com a vinagreira. Prato servido em uma chapa que chegou chiando e que manteve as carnes quentinhas até o final da degustação.  Veja como a “Parrilla marajoara” chegou à minha mesa:


A Rita optou pelo bufê (R$ 49,90) oferecido pelo restaurante aos domingos. E aconteceu o que de vez anterior já havíamos observado: a maioria do exposto estava fria, inclusive as carnes, bem ao contrário do meu prato. Graças a Deus o cordeiro estava, ao menos, levemente morno e ainda assim macio e gostoso. Como ela reclamou da situação, logo uma jovem foi ao bufê para substituir seis fogareiros dos réchauds...



Escrito por Fernando Jares às 18h26
[] [envie esta mensagem] [ ]



TEM CHEFS NA PRAÇA (2)

NESTE FIM DE SEMANA OS CHEFS
ESTÃO EM BATISTA CAMPOS.
DOMINGO É O DIA DE “MARAJÓ NA PANELA"

Neste domingo, a partir das 11h30, a festança do “Chefs na Praça” continua, para a família toda almoçar com o “Marajó na panela”. Um renovado time de chefs vai ocupar as barraquinhas com delícias de inspiração marajoara e ingredientes da maior ilha fluviomarinha do mundo, o nosso mundo encantado do Marajó. Imagine só que tem até turu! com a tradição de D. Jerônima, diretamente da ilha, e a inovação do Arthurzão, cá destas bandas.

 

Olha o time campeão que vai jogar só para você, trazendo a ilha do Marajó para a praça Batista Campos, seus restaurantes ou instituição, o prato e seu preço:

·         André Parente (Engenho Dedé)
Escondidinho Marajoara   R$ 20,00

·         Angela Sicília (Família Sicilia)
Brasato          R$ 20,00

·         Arthur Bestene "Arturzão" (Buffalo Steack House)
Pizza de Turu          R$ 15,00

·         Conceição Cardoso (Lá no Mangue)
Fofoca de Marisco  R$ 20,00

·         Daniele Serrão (Patê Patauá)
Arroz de Haussá     R$ 15,00

·         Dona Jerônima (Fazenda S. Jerônimo)
Caldo de Turu         R$ 15,00

·         Ercília Figueiredo (Tomaz)
Panqueca Tomaz com massa de jambu, com creme de camarão + queijo do Marajó     R$ 10,00

·         Felipe Gemaque e Solange Saboia (2+1 Produções Gastronômicas)
Guisado de Tucumã          R$ 15,00

·         Joelson Corrêa (Sushi Ruy Barbosa)
Hot Duck       R$ 15,00

·         José Angelo Vasconcelos (Famiglia Trattoria)
Filé Marajoara (Filé c/Queijo do Marajó)            R$ 20,00

·         Milene Fonseca (Maricotinha)
Risoto de Vatapá    R$ 20,00

·         Nazareno Alves (Point do Açaí)
Açaí do Marajó com charque        R$ 20,00

·         Ilca Carmo (Santa Chicória)
Frito de Leitoa          R$ 20,00

·         Taiana Laiun (Brigaderie)
Churros de Tapioca com Queijo do Marajó        R$ 15,00

·         Valfir Ribeiro (Mandicoeira)
Abafadinho de Arraia         R$ 20,00

·         Paulo Araújo (Chef Personal)
Ceviche Marajoara              R$ 15,00

A programação do sábado está no post imediatamente abaixo.



Escrito por Fernando Jares às 19h47
[] [envie esta mensagem] [ ]



TEM CHEFS NA PRAÇA (1)

NESTE SÁBADO E DOMINGO OS CHEFS
ESTÃO EM BATISTA CAMPOS.
SÁBADO É O DIA DE “COMIDA DE CRIANÇA

Sábado e domingo deste final de semana os principais chefs de Belém vão à praça Batista Campos e não apenas para passear naquele belíssimo local. Vão servir criações exclusivíssimas, preparadas especialmente para o “Chefs na Praça”, evento que integra o festival gastronômico Ver-O-Peso da Cozinha Paraense.

São dois dias de feirinha gastronômica com comida de rua no seu grau mais sofisticado, coisa que só tem uma vez por ano pelas ruas de Belém.

O sábado, a partir das 16h é, ao menos oficialmente, para a garotada, com o “Comida de criança”, mas com atrações para dar água na boca em qualquer altinho... ou altão!


Veja o desfile de chefs que confirmaram presença, seus restaurantes, o que vão servir e o preço da unidade:

·         Alexandre Barros (Brasileirinho)
Tapioquinha Marajoara     R$ 15,00

·         Carol Martins (Lá em Casa)
Crepioca c/ recheio de pizza        R$ 10,00

·         Dionete Cardoso (Divina Comida)
Torta de cupuaçu com queijo do Marajó            R$ 10,00

·         Eliana Furtado (Tapioquinha da Amazônia)
Cuscuz Regional    R$ 15,00

·         Paulo Anijar (Mazza)
Gnocchi da Barbie do Hulk com molho de queijo       R$ 15,00

·         Eliete Santos           (Eti Mariqueti)
Torta crocante de Bacuri   R$ 15,00

·         Mariana Tuma (Palechicas)
Duas Palechicas Las Recheadas          R$ 15,00

·         Prazeres Quaresma (Saldosa Maloca)
Vatapá de Tucupi    R$ 10,00

·         Priscila Thomé (Brownie do Inácio)
Brownie Burger (camada de Browne recheio de cacau da ilha finalizando uma bolacha especial do Brownie do Inácio)        R$ 20,00

·         Rafael Menezes (Santé Saudável)
Sanduiche de filé com muçarela de búfala caramelizada ao mel de tucumã acompanha smiles de batata doce   R$ 15,00

·         Ricardo Riccio (Tutto)
Almondega Recheada com Queijo de búfala do Marajó com molho oriental e um sanduba    R$ 10,00

·         Leonardo Modesto (Tucuruvi)
Espetinho marajoara com pesto de castanha-do-pará e flor de jambu, acompanhado de farinha d'agua e folha de cipó d'alho       R$ 20,00

·         Sergio Leão (Benjamin)
Paisagem Marajoara (picadinho de carne de búfalo com verduras)           R$ 15,00

·         Tati Braun (Hells Dog)
Mini Sanduiche de pão careca com salsicha swiss dog, molho de queijo do Marajó, pipoca com azeite de jambu e batata chips    R$ 15,00

·         Thiago Sá (The Nine Burguer)
Mini Trio de Sanduíches (hambúrguer de maniçoba com queijo do Marajó; hambúrguer bovino com queijo do Marajó,  jambu e arubé; hambúrguer de pupunha vegetariano com redução de café e salada de rúcula e agrião)         R$ 15,00

·         Júlio Di Massi (Personal Chef)
Fusilli com Almôndegas e molho cheddar do Marajó R$ 15,00 

Veja no post imediatamente a seguir a programação para o domingo.



Escrito por Fernando Jares às 19h05
[] [envie esta mensagem] [ ]



BOA LEMBRANÇA

O SABOR DE UMA OPERETA AMAZÔNICA

Opereta vem a ser uma pequena ópera, gênero mais leve, digamos assim, geralmente com passagens cômicas, para alegrar os espectadores. Restaurante caracterizado por cardápio variado e sofisticado, na linha chamada de internacional contemporâneo, o “Benjamin” foi buscar esse gênero de teatro musicado para denominar o seu primeiro prato na confraria dos Restaurantes da Boa Lembrança: “Opereta Amazônica”.


Trata-se de um Ragu de Pato com Nhoque de Mandioquinha em cama de tucupi e folhas de jambu (R$ 70,00) a alegrar quem o degusta, com o sabor forte dos ingredientes, especialmente o tucupi e o jambu. O processo de preparação do ragu presta-se ao pato, de carne geralmente dura, mas fica aqui muito macio. O nhoque é chapeado, ganhando nuances no colorido e um bom sabor. Na verdade, trata-se da evolução do prato apresentado pelo “Benjamin” no Circuito Gastronômico do Ver-O-Peso da Cozinha Paraense em 2012, comentado neste espaço virtual como “O pato prazeroso e a pupunha gostosa”, que você pode ler clicando aqui.

Pra mim só faltou uma farinha... pra não perder nada do molho! E o pudim de pupunha, opcional de sobremesa naquela primeira versão...

 

Os Restaurantes da Boa Lembrança são uma confraria existente em todo o Brasil. O nome é um jogo de palavras, com duplo sentido: deixam-nos sempre a boa lembrança de uma comida saborosa, o que a minha experiência diz que é uma verdade; em outro sentido nos oferece uma boa lembrança para levar para casa: um prato em cerâmica alusivo ao que foi servido, sempre uma pequena obra de arte que muitos colecionam – é o que você vê lá em cima neste post. No Pará existem quatro restaurantes da Boa Lembrança. Aqui pelas ruas de Belém são três: (1) o “Lá em Casa”, desde 1996, sendo este um dos fundadores desta confraria nacional; (2) “Famiglia Sicilia”, desde 1997, quando ainda era “Dom Giuseppe”; (3) “Benjamin”, o mais novo paraense da Associação, desde o ano passado. Em Santarém há um integrante, o “Dom Mani”, desde 2013.



Escrito por Fernando Jares às 19h06
[] [envie esta mensagem] [ ]



CIRCUITO GASTRONÔMICO – BENJAMIN

CAMARÕES MONTADOS EM PALMITOS

Os camarões do restaurante “Benjamin” são sempre uma boa pedida, como, aliás, todo o vasto cardápio desta simpática casa. Mas o chef Sergio Leão sabe o ponto certo de um excelente camarão.

Por isso dá para ir tranquilo ao prato que ele inscreveu no Circuito Gastronômico do festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense: “Palmito assado com camarões em manteiga de castanha-do-pará” (R$ 38,00). Não é propriamente um prato, mas sim uma entrada. Olha a foto oficial dele, conforme divulgação do festival:

                                                                                  

Dois palmitos assados – o palmito marajoara é uma atração presente em diversos pratos do Circuito deste ano – cada um marajoaramente montado por três belos camarões. Como já praticamente antecipei no conceito deste restaurante, os camarões estavam perfeitos, saborosos a não esquecer a finura deles. Os palmitos estavam muito levemente temperados, para não interferir no sabor dos bichinhos e valorizar o sabor próprio do palmito, disse-me o chef Sérgio Leão, de forma que a “manteiga de castanha-do-pará” é feita a partir de manteiga sem sal. De forma que sugiro sejam degustados em conjunto com os camarões, ao menos para o meu gosto tempereiro... Um dos palmitos estava com textura perfeita, tipo fácil de cortar e “quase se desfaz na boca”, mas o irmão dele talvez não fosse exatamente do mesmo DNA – o fornecedor pisou na bola e boa parte dele era muito fibrosa, daqueles difíceis de cortar (e de mastigar), embora mantendo o sabor equilibrado.

Veja aqui como chegou à minha mesa:


Como se tratava de entrada, escolhi como principal o Prato da Boa Lembrança do Benjamin, “Opereta Amazônica”, que vai ser assunto do próximo post.

VEGGIE
(com produtos orgânicos sem glúten e lactose)

Ainda não conhecia esta oferta do “Benjamin”, que deixou a Rita particularmente feliz: pratos na linha Veggie, anunciados como isentos de glúten ou lactose, para agradar veganos e os com restrições a esses dois vilões da alimentação moderna.

Aí que ela escolheu um “Risoto Pilar del Rio” (R$ 60,00), um mix de cogumelos muito equilibrado, em homenagem à viúva do escritor lusitano José Saramago, ela que andou aqui pelas ruas de Belém em 2013 e a quem nós dois ouvimos. Na época acompanhei sua estada e até contei a rocambolesca história de uma não-vinda de Saramago a Belém: “O sr. Saramago não veio à Amazônia. Mas a sra. Saramago está a chegar.”, que você pode ler clicando aqui.

Mas voltando ao prato (na foto abaixo), a Rita foi só elogios a ele e eu, beneficiado pela nossa comunhão de bens com uma boa prova, concordei. A ementa veggiana tem mais três pratos: “Talharim de palmito com mix de legumes ao curry”, “Lasanha de berinjelas” e “Arroz de lentilhas”.



Escrito por Fernando Jares às 15h00
[] [envie esta mensagem] [ ]



CIRCUITO GASTRONÔMICO – LÁ EM CASA

PEIXE FRITO COM AÇAÍ UM CLÁSSICO EM RELEITURA

Alguns problemas de ordem pessoal, envolvendo questões de saúde e viagem, atrasaram o acompanhamento, por este blog, do Circuito Gastronômico do festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, que envolve 16 dos melhores restaurantes pelas ruas de Belém. A lista completa, os pratos e preços destes você pode ler clicando aqui.

Mas está dada a partida. E comecei onde tudo começou: pelo restaurante “Lá em Casa”, cenário que inspirou o chef Paulo Martins (1946-2010) a criar este festival gastronômico que já é um dos principais do país e o mais importante do Norte, na divulgação e qualificação da cozinha paraense. O Circuito Gastronômico é um dos inúmeros projetos que nasceram dessa ideia original. Como este ano o tema do festival é a ilha do Marajó, todos os pratos do Circuito devem ter alguma ligação com o que se produz e come na maior ilha fluviomarinha do mundo.

Olha o prato do “Lá em Casa” em sua foto oficial:


Trata-se de um “Peixe frito com molho de açaí e sauté de palmito” (R$ 55,00), a releitura da chef Daniela Martins, titular da cozinha da casa, sobre um clássico da comida popular no Marajó e em todo o Pará. Só que a receita aqui comporta uma completa e competente gourmetização. Veja bem, o “molho de açaí” é molho mesmo: o bom e velho açaí que acompanha o peixe frito em todos os mercados e feiras paraoaras, ganhou condimentos e virou um molho pra lá de gostoso – sem alterar os fundamentos do sabor original, recebeu um up-grade que lhe ampliou o sabor de acompanhante do peixe frito – no caso, um filhote. Um palmito bem selecionado, macio e bem salteado, com tempero no ponto, fez uma guarnição excelente, um dos pontos altos do prato. O peixe veio comme il faut, como era de se esperar de uma cozinha que os trata corretamente. O único problema ficou por conta das peças servidas, altas, cujos pedaços se desmanchavam quando se tentava molhar no molho (ao estilo japonês, como induzia a forma de servir o molho) – mas eu pedi uma colherinha e fui temperando o peixe, que ficou uma delícia, de dar água na boca até agora quando escrevo... Ahh, outra coisa: chegado como eu sou a um peixe com bastante açaí, a quantidade servida ficou devendo, sei que era só o molho, mas viciado em açaí é outra coisa... e este com gostinho inovador...

Veja como o prato chegou à minha mesa:




Escrito por Fernando Jares às 16h23
[] [envie esta mensagem] [ ]



VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

PRODUTOS REGIONAIS E CHEFS NA PRAÇA.
ESTÁ COMEÇANDO O FESTA DA COMIDA PARAENSE!

Além do Circuito Gastronômico, que está rolando em 16 dos principais restaurantes da cidade, o Ver-O-Peso da Cozinha Paraense vai esquentar no próximo final de semana, pique que vai até o fim do mês. Veja os eventos para o próximo finde:

FEIRA DE PRODUTORES - Dia 23, sábado próximo, abre a Feira de Produtores, este ano recheada de ingredientes marajoaras – a ilha do Marajó é o tema do festival! De 23 a 31 estarão expostos no 3º piso do Boulevard Shopping, das 10h às 22h, onde a feirinha vai estar armada, ingredientes que tornam a cozinha do Marajó tão famosa, como o queijo, frito de vaqueiro, licores, linguiças artesanais, doce de leite, arroz, entre tantas outras matérias-primas, tudo diretamente dos produtores, alguns presentes pessoalmente com preciosas orientações. É só ir lá e aproveitar. Acesso livre ao público.

COMIDA DE CRIANÇA – Também no sábado, 23, a partir das 16h, a praça Batista Campos vai virar a cozinha de chefs da cidade (adultos e crianças!) em uma grande novidade deste ano: comidinhas especialmente pensadas para a turma miúda, mas feita para agradar também aos mais graúdos... Uma nova versão do “Chefs na Praça”, sucesso em anos anteriores, com suas barracas de alimentação servindo comida de rua com criatividade e inovação, na composição dos ingredientes e no sabor. O valor da degustação vai variar entre R$ 10,00 a R$ 25,00 por prato.

Veja só o time de primeira que vai participar desta grande degustação popular e seus respectivos restaurantes:

Alexandre Barros – Brasileirinho
Carol Martins - Lá em Casa
Dionete Cardoso - Divina Comida
Eliana Furtado - Tapioquinha da Amazônia
Eliete Santos - Eti Mariqueti
Ilca Carmo - Santa Chicória
Julio Demasi - Mamma Demasi
Leonardo Modesto - Churrascaria Tucuruvi
Paulo Araujo - Personal Chef
Prazeres Quaresma - Saldosa Maloca
Priscila Thomé - Brownie do Inácio
Rafael Menezes - Santé Saudável
Ricardo Riccio - Tutto Ristorante
Sérgio Leão - Benjamin
Tati Braun - Hell's Dog
Thiago Sá - The Nine Burguer


Carol Martins, 13 anos, é a quarta geração do “Lá em Casa” no comando criativo das panelas, dando continuidade à tradição iniciada por sua bisavó Anna Maria Martins e desenvolvida por seu avô Paulo Martins e por sua mãe Daniela Martins.

MARAJÓ NA PANELA – No segundo dia do “Chefs na Praça”, domingo, 24/05, as barracas oferecem pratos com inspiração e ingredientes marajoaras em leitura contemporânea, valorizando a tradição. São inúmeras opções, selecionadas entre os restaurantes parceiros do festival e empresas de alimentação da cidade. Funciona a partir das 11h30 e o valor da degustação será entre R$ 10,00 a R$ 25,00 o prato.

E tem novidade na praça: este ano não são apenas nomes conhecidos pelas ruas de Belém, mas estarão aqui representantes de cozinhas do interior do Estado: Soure, Curuçá e Bragança! Veja o time escalado:

Angela Sicília - Famiglia Sicillia
Artur Bestene - Circus
Conceição Cardoso - Lá no Mangue Ecotur, de Curuçá
Danielle Serrão - Patê Patuá
Dedé Parente - Engenho do Dedé
Dona Jerônima - Fazenda São Jerônimo, de Soure
Ercília Figueiredo - Tomaz - Culinária do Pará
Felipe Gemaque e Solange Saboia - 2 + 1 Produções Gastronômicas
Joelson Correa - Sushi Ruy Barbosa
José Ângelo Vasconcelos - Famiglia Trattoria
Milene Fonseca - Maricotinha
Nazareno Alves - Point do Açaí
Paulo Anijar - Mazza Fresh Italian
Rafhaell Varela - Sushi Ruy Barbosa
Taiana Laiun - Brigaderie Gourmet
Valfir Ribeiro – Mandicoeira, de Bragança

 

Conceição (Cametá), d. Jerônima (Soure) e Valfir (Bragança) entre as atrações dia 24, domingo, na praça Batista Campos.

A programação completa e cada um dos eventos você pode ver no sítio eletrônico do festival, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 12h24
[] [envie esta mensagem] [ ]



UM LANCHE COM ALGO MAIS

AS TAPIOQUINHAS SOLIDÁRIAS DO SHOPPING

Você conhece uma experiência de lanche solidário pelas ruas de Belém? Se ainda não conhece, venha ver o caso destas tapioquinhas solidárias:


Quase todas as vezes que vamos ao Shopping Boulevard, logo na chegada, Rita e eu temos uma parada quase “obrigatória”: cafezinho com tapioca no “Boulevard Café”, aquele quiosque bem grandinho que tem no primeiro piso, próximo às escadas rolantes. O local é simpático, a galera que atende tem bom humor, os produtos têm a qualidade desejada. Além disso, ele tem uma característica bem diferente, a solidariedade:

Veja bem, toda a renda líquida obtida com o estabelecimento é destinada à instituições assistenciais! O "Boulevard Café" atua em comunidades carentes, onde planeja e executa projetos voltados para o bem-estar dessas comunidades. Já são seis instituições que recebem o que aquela organização obtém de lucro: Centro Espírita Emissários da Luz e da Verdade; Grupo Jardim das Oliveiras; Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Maria Rafols; ASMIMA – Associação Miranda Mãos que Ajudam; Sociedade Unidos Venceremos; Núcleo Espírita Boas Novas.

Surgido em 2009, o  empreendimento é uma iniciativa de amigos que contam com importantes parceiros na realização desta bela ação: Status Construções (que fez as instalações) e o Boulevard Shopping Belém, parceiros desde a inauguração do primeiro quiosque, em 2009, contando também com o Parque Shopping Belém, onde mais recentemente foi implantada outra unidade, e a colaboração da Gráfica Cearense e GQ Foto Estúdio.


Pode crer, acho que essa ação solidária dá um sabor especial aos produtos. Talvez por isso tem sempre muita gente e temos que ficar esperando uma vaga em alguma das mesinhas. Além de tapioquinhas tradicionais, com manteiga (R$ 3,50) e queijo (R$4,00) na foto lá de cima, tem umas variações, como “tapioca de pizza” (R$ 5,00), que está nesta foto acima, cortada para você apreciar o conteúdo. Acompanhadas por café expresso médio (R$10,00). Mas lá tem uma infinidade de opções para o lanche, de pão de queijo, sanduíche natural, cafés diversos, sucos, raspadinha de frutas, doces, salgados, etc. etc.

Saiba mais sobre este trabalho, inclusive os balanços sociais, com os valores arrecadados e doados, e conheça as opções de produtos que o “Boulevard Café” oferece, indo ao sítio eletrônico deles, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 19h13
[] [envie esta mensagem] [ ]



RESTAURANTES RECOMENDADOS

PRINCIPAIS RESTAURANTES EM 1990,
PELAS RUAS DE BELÉM

Nestes dias de mais uma edição do festival gastronômico Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, que tal darmos uma olhada em quais eram os principais restaurantes de Belém há 25 anos?

A seleção dos chamados “Restaurantes Recomendados” era da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil – Seção Pará. Criado alguns anos antes, em proposição de Mário Guzzo e minha, a seleção já tinha aqui a parceria da Paratur, patrocínio do American Express e apoio do Ticket.

Atualmente não há nenhum ranking dos principais restaurantes da cidade – o último que havia era da Veja Belém, mas acabou ano passado, parece que pela pouca resposta publicitária do mercado à edição que o apresentava... Serve de referência o Circuito Gastronômico do festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense que, efetivamente reúne alguns dos melhores restaurantes da cidade. Veja os deste 2015, clicando aqui.

Em 1990 o processo de seleção ouviu os associados da entidade que indicaram, cada um, dez restaurantes. Os 30 mais votados foram analisados por um comitê de pessoas de diferentes atividades, que frequentavam habitualmente restaurantes pelas ruas de Belém. Analisavam aspectos como higiene, qualidade, serviço, conforto e comunicação.

Veja a lista dos membros desse comitê há 25 anos, incluindo jornalistas, empresários, profissionais liberais, profissionais do turismo:
Álvaro Espírito Santo, Antônio Bilório, Augusto Colares, Augusto Rodrigues, Bernd Kielmann, Eduardo Daher, Fernando Jares Martins, Hélio Melo Filho, Joacyr Rocha, José Maria Neves, José Maria Toscano, João Seixas, Luís Paulo Freitas, Kazuo Massada, Luís Otávio Oliveira, Maria Severa Burlamaqui de Moraes, Mauro Bonna, Marcos Pereira, Olavo Lyra Maia, Pedro Galvão de Lima, Roberto Russell, Rubens Silva e Zenaldo Coutinho (o pai do atual prefeito). Esta reunião de avaliação aconteceu no restaurante da FIEPA.

OS RECOMENDADOS
E agora vamos aos grandes vencedores de 1990, os Restaurantes Recomendados ADVB/Pará, que recebiam um selo adesivo da indicação, para expor na entrada da casa:

1900, do Equatorial Palace Hotel, na Braz de Aguiar, 612 – 2º andar
Augustus
, na Almirante Barroso, 493;
Avenida, na Generalíssimo Deodoro, 1294;
Cantina Italiana, na Benjamin Constant, 1401;
Círculo Militar, no Forte do Castelo - Praça Frei Caetano Brandão, 117;
Convés, no Iate Clube do Pará;
Eixo Lá em Casa/O Outro, na Governador José Malcher, 982;
Hilton Restaurantes, no Belém Hilton, na Pres. Vargas, 882;
Miako, na 1º de Março, 766;
Pavan Churrascaria, na Augusto Montenegro, km. 05;
Roxy, na Senador Lemos, 231;
Sabor da Terra, na Visconde de Souza Franco, 685 (Doca);

Como sempre acontecia, os adesivos e certificados de premiação foram entregues na Mostra Gastronômica dos Restaurantes Recomendados, que aconteceu no salão de recepções do Forte do Castelo, onde cada destacado tinha um estande servindo um de seus mais afamados pratos ou até criações para este momento. Exclusivo para os associados da ADVB/Pará. Em 1993 o chef Paulo Martins, bem ao seu estilo alegre, apresentou uma grande brincadeira: a “Sopa de Pedra”, conforme já contei aqui.

O restaurante "Augustus", um dos destaques de 1990 e que não mais existe, já foi assunto neste blog. Veja que ele anunciava "cozinha marajoara", que é o tema do VOP deste ano. Leia "O simpático senhor do Augustus" clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h46
[] [envie esta mensagem] [ ]



CONCURSO GASTRONÔMICO CHEF PAULO MARTINS

QUEM TEM UMA BOA IDEIA GASTRONÔMICA
 E SABE FAZER BEM FEITO,
SERÁ UM VENCEDOR!

Uma das contribuições mais importantes do festival gastronômico Ver-O-Peso da Cozinha Paraense ao desenvolvimento da gastronomia paraense é o concurso que destaca novos talentos da cozinha, na prática dos ingredientes paraenses. No formato atual, intitulado “Concurso Gastronômico Chef Paulo Martins” existe desde 2012. Mas desde os primeiros festivais já foram realizados concursos, como o “Sabor Pará”, que o criador do festival, chef Paulo Martins (1946/2010) entendia como importante vitrine para novas experiências e novos passos em nossa cozinha. Em 2004, no 4º Festival, quando o evento foi realizado no campus Alcindo Cacela da Unama, participei do júri, que tinha como grande estrela o chef Claude Troisgros.

O concurso deste ano está com inscrições abertas e podem participar concorrentes não apenas aqui pelas ruas de Belém ou do Pará, mas de todo o Brasil e até do exterior. Desde que sigam o regulamento que, entre outras coisas, exige presença de ingredientes paraenses: a receita deverá conter no mínimo um tipo de proteína, três guarnições (sendo uma delas obrigatoriamente um carboidrato) e um molho. É imprescindível a utilização de, no mínimo, três ingredientes paraenses, sendo um deles característico da Ilha do Marajó, que é o tema do VOP deste ano.

As inscrições são feitas no sítio eletrônico do Festival (aqui) e o regulamento está disponível aqui.

Você tem uma boa (e gostosa!) ideia para um prato com ingredientes marajoaras? Então se inscreva logo. E avise os amigos que são ligados em um bom peixe, numa carne de búfalo, em um bom tempero paraense.

VENCEDORES

No ano passado os três vencedores buscaram inspiração em técnicas internacionais, mas usaram esplendidamente os ingredientes regionais, agradando plenamente a quem os provou:


Este é o “Nhoque de tambaqui com molho de tacacá”, que de italiano tinha somente a inspiração da massa, criação de Elisângela Valle, que levou o primeiro lugar 2014.

O segundo lugar foi de Danielle Serrão com uma “Tapioca com açaí”, em formato de cozinha japonesa; e o terceiro lugar foi de Daniel Hortides com um “Canard Tucupi”, um magret ao estilo francês. Você pode conhecer todos os vencedores em detalhes clicando aqui.


Com esta surpreendente “Pupunha com café" Niceise Ribeiro faturou o primeiro lugar em 2013. O segundo lugar ficou com Rafhaell Varela com "O renegado", a remeter o tamuatá para a alta gastronomia e o terceiro foi para Karina Papa, ajaponesando o pirarucu, fazendo um “Sashimi de pirarucu” sobre carpaccio de pupunha ao molho thai com cupuaçu. Estes vencedores estão citados no livro “Gastronomia do Pará – O sabor do Brasil”. Para conhecer todos os detalhes dos campeões de 2013 clique aqui.



Escrito por Fernando Jares às 19h05
[] [envie esta mensagem] [ ]



D. VICENTE JOAQUIM ZICO

D. VICENTE ROGAI POR NÓS!

“Amigo, pai e irmão”, assim disse hoje pela manhã D. Irineu Roman, Bispo Auxiliar de Belém, ter sentido a sua convivência com D. Vicente Zico. Assim o sentimos os que tiveram essa benção de Deus, especialmente aqui pelas ruas de Belém.

Como homem escolhido pelo Senhor para cuidar daqueles que Deus quer que encontrem o caminho da salvação, D. Vicente Joaquim Zico foi um “homem de Deus” na mais completa acepção do termo. Dedicou toda a vida a ajudar as pessoas a trilhar esse caminho para a casa do Pai.

Ontem foi a vez dele ser chamado.


D. Vicente foi escolhido e ordenado Bispo por S. João Paulo II.

"Os dons que Dom Vicente Zico recebeu de Deus serviram como canal da graça para tantas pessoas no decorrer de sua vida.” Disse ontem à tarde o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani João Tempesta, tão logo soube do infausto acontecimento.

Rita e eu estamos entre as "tantas pessoas" identificadas por D. Orani, que receberam dele o melhor: ajudar-nos no caminho da santidade. Foi um privilégio que o Senhor nos concedeu, conviver com ele nestes últimos três anos e meio, sendo ele o Sacerdote Conselheiro Espiritual (SCE) da Equipe de Nossa Senhora de Guadalupe, à qual Rita e eu pertencemos – e que faz parte de um Movimento internacional de Espiritualidade Conjugal, que reúne casais católicos em pequenas comunidades de sete casais e um SCE.

Desses momentos fica-nos a segurança de que convivemos com um homem santo. Um escolhido por Deus, como João Batista, “desde o ventre de sua mãe cheio do Espírito Santo” (Lc 1,15). Ele nos transmitia a Palavra, o próprio Cristo, com autoridade, com conhecimento, com inspiração – ele espelhava o Espírito Santo.

Perguntaram-nos hoje pela manhã, na TV Nazaré, o que ele representava para nossa comunidade equipista. Rita respondeu com uma frase de D. Vicente, escrita em 2012, pouco após ele entrar no Movimento: “Estou considerando providencial, mais uma graça de Deus na minha vida, a experiência, que estou vivendo, de Conselheiro Espiritual de uma das Equipes de Nossa Senhora, em Belém”, ao que ela complementou que graça maior foi a nossa, dos casais que receberam do Senhor essa dádiva extraordinária de um Santo Conselheiro. A mim perguntou a repórter sobre a ausência de D. Vicente e eu lembrei que Cristo nos disse “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14,18) e temos a certeza de que, agora na morada do Pai, ele continuará a nos acompanhar, sob as luzes do Espírito Santo. Lembrei também de D. Alberto Correa, na celebração da noite de ontem, quando afirmou que as palavras e os ensinamentos de D. Vicente ressoarão sempre em nossos corações e nos acompanharão para sempre.

Estão sendo celebradas Missas a cada três horas na Sé Catedral de Belém, hoje e amanhã, cuja Oração inicial diz assim: “Ò Deus, que chamastes ao ministério episcopal o vosso servo Vicente, colocando-o entre os sucessores dos Apóstolos, concedei-lhe também associar-se a eles no convívio eterno.”

Glória e louvor ao ínclito Vicente,

Oh meu bom Pai e santo protetor,

Sois na Igreja um sol resplandecente,

Louvar-vos-ei alegre e com fervor.

Não, este não é um poema para D. Vicente, mas bem o poderia ser! É a estrofe inicial do Hino a S. Vicente, justo o Santo fundador da ordem religiosa (Lazaristas) a que pertencia D. Vicente. Para conhecer o hino completo e ver que pode ser inteiramente cantado para D. Vicente, clique aqui.

“Não tenho medo de partir, porque eu sempre amei Nosso Senhor”, disse D. Vicente a D. Alberto pouco antes de falecer. Na certeza de que ele está com Deus, rezemos:

“D. Vicente rogai por nós!”

Agora resta-nos aguardar o momento do reencontro, na Casa do Pai. Nós te amamos, D. Vicente.

(As ilustrações acima foram capturadas das redes sociais.)



Escrito por Fernando Jares às 13h13
[] [envie esta mensagem] [ ]



BATE-PAPO COM O MENDES

UM TESTEMUNHO SOBRE A COMUNICAÇÃO NO PARÁ

Infelizmente eu não pude ir ao Bate-Papo Empresarial de Oswaldo Mendes na Associação Comercial, que foi anunciado nestas linhas virtuais aqui. Não consegui alterar um compromisso muito anteriormente assumido, de forma que faltei. Já imaginava o que havia perdido, mas ao ler a crônica semanal do jornalista e cientista político José Carneiro, em O Liberal de ontem (03/05), tive a noção de que essa falta me causou uma imensa perda pessoal. Fui testemunha ocular/participante de alguns desses momentos pelas ruas de Belém, ao longo dos oito anos e meio em que trabalhei com Oswaldo (época em que fui colega do Carneiro por algum tempo). Foram anos de constante aprendizado e realização profissional. Contei alguma coisa no post que fiz sobre os 80 anos de Oswaldo Mendes: “Ao mestre da comunicação, carinho”, que você pode ler clicando aqui.

Pedi hoje pela manhã autorização ao José Carneiro para publicar seu texto, compartilhando com vocês esta preciosidade. Com a gentileza característica de nosso melhor memorialista, Carneiro logo atendeu ao pedido. E aqui está (quem quiser ir ao original no jornal, basta clicar aqui):

José Carneiro

MEMÓRIAS DA PUBLICIDADE NO PARÁ

Nesta semana, o publicitário Oswaldo Mendes, ao participar do “Bate Papo Empresarial”, interessante promoção da Associação Comercial do Pará, fez um retrospecto de sua trajetória profissional, que cativou a plateia de empresários, jornalistas e amigos. O pioneiro da publicidade paraense surpreendeu a todos revelando publicamente as principais passagens de sua vida, tanto no jornalismo quanto na publicidade, em que, desde 1961, pontifica no Pará e no Brasil como o responsável direto pela fundação da agência mais premiada da região.

No primeiro tema, o Dr. Oswaldo Mendes falou da entrevista que fez, nos Estados Unidos, com o físico Albert Einstein, com repercussão internacional após ser publicada na então prestigiada revista brasileira, “Manchete”. E destacou outros entrevistados em sua atilada carreira de repórter de “A Província do Pará”, como os ex-presidentes Getúlio Vargas, Café Filho, Eurico Dutra e JK, e o ex-presidente norte americano Harry Truman, em suas visitas a Belém. Relembrou episódios cobertos pelo repórter, em inicio de carreira, que incluíram a revolta de Jacareacanga, pelo coronel Haroldo Veloso, o petróleo de Nova Olinda e a investigação sobre o pai de Eva Braun, mulher de Hitler, que poderia estar morando em Bragança, o que não foi confirmado.

A segunda parte da palestra foi ainda mais reveladora, quando Oswaldo Mendes revelou as circunstâncias de surgimento da sua Mendes Publicidade, hoje Mendes Comunicação, que teve origem na SM Publicidade, nascida de sua ligação com Avelino Henrique, um radialista ligado aos fundadores da Rádio Clube do Pará. A partir desse fato, gerado em 1961, a plateia foi brindada com o precioso relato feito por Mendes sobre o pioneirismo e sua criatividade, que demarcaram o surgimento da publicidade no Pará.

Advogado por formação e jornalista e funcionário público da Câmara Municipal por profissão, Oswaldo Mendes aproveitou o seu tempo livre para estudar publicidade, a partir de cursos de relações públicas e liderança que fez na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Logo soube optar pela publicidade, dando inicio a uma história que não se restringiu ao Pará, mas extrapolou as fronteiras do Brasil, na criação de peças publicitárias que serviram de exemplo para extensa gama de público. Oswaldo Mendes implementou no Pará uma publicidade multifacetada, que não se limitava a pensar na melhor forma, por exemplo, de conquistar consumidores para a arte de comprar e vender mas envolvia, sobretudo, a participação social, em que Oswaldo também demonstrou maestria, ao participar da fundação e/ou de direção de entidades como o CDL, a ADVB, Câmara Junior e a própria Associação Comercial, entre outras.

O ponto alto da palestra foi a rememoração das legendárias campanhas publicitárias criadas pela agência, com destaque especial para o lançamento do avião Hirondelle, da Paraense Transportes Aéreos e a campanha do “Usou desligou”, feita para a Eletronorte, com o objetivo de racionalizar o consumo de energia elétrica no Pará, evitando o racionamento. Esta campanha representou uma criação que rompeu o século, adequada, nos seus mínimos detalhes, aos problemas vividos pelo Brasil de hoje, por causa da seca e, também, pelo alto preço da energia brasileira. Oswaldo Mendes não se limitou a dar azo a sua criatividade mas, como pioneiro, tratou de incentivar a formação de novos quadros, num mercado incipiente como era o paraense. Sei desse êxito por ter tido a honra de trabalhar na Mendes Comunicação.


Na foto acima o jovem jornalista paraense Oswaldo Mendes, ao lado do consagrado cientista Albert Einstein, em 1952. Oswaldo com sua cadernetinha de jornalista daqueles tempos... 



Escrito por Fernando Jares às 17h20
[] [envie esta mensagem] [ ]



VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

#PARTIU CIRCUITO GASTRONÔMICO

Começa neste dia 1º de maio o Festival Gastronômico Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, com a partida do Circuito Gastronômico: durante todo o mês 16 dos melhores restaurante pelas ruas de Belém apresentarão pratos criados para o festival, de acordo com a temática deste ano, que é a ilha do Marajó e suas inúmeras opções de uma cozinha exclusivíssima.


Nas mesas desses restaurantes estarão alguns dos clássicos da cozinha marajoara ou releituras contemporâneas desses clássicos, pelos mais conceituados chefs da cidade, ou ainda novas criações sobre ingredientes da grande ilha.

Conheça a seguir os pratos de cada um dos restaurantes participantes. Alguns enviaram descrições detalhadas, outros, quase telegráficas. Nesta viagem gastronômica pelos campos e rios marajoaras a carne, principalmente de búfalo, é a grande campeã, presente em 10 pratos. O delicioso queijo do Marajó está em quatro pratos e a surpresa fica por conta do palmito, em seis pratos, em variadas apresentações. Alguns chefs pesquisaram fundo e tem até espuma de tucumã!


Confira a lista de estabelecimentos participantes e respectivos pratos e preços:

A Forneria
Escalope de filé grelhado, entremeado com queijo de búfala, coberto com molho de tucumã e acompanhamento de envelope de palmito recheado com risoto de pupunha. R$ 65,00

Avenida
Filhote Sarará. R$ 49,00

Benjamin
Palmito assado com camarões em manteiga de castanha-do-pará. R$ 38,00

Brasileirinho
Filhote grelhado na manteiga de garrafa sobre pirão de queijo marajoara e palmito grelhado com chutney de manga. R$ 56,00

Buffalo Steack House
Parrilla marajoara – Bife de chorizzo e calabresa de búfala, chimichurri de vinagreira, macaxeira "ao murro" e manteiga de flor de jambu. R$ 69,00

Famiglia Sicilia
Brasato de búfalo com risoto de queijo Marajó. R$ 59,00

Famiglia
Filé marajoara. R$ 53,00

La em Casa
Peixe frito com açaí e sauté de palmito. R$ 55,00

La Madre
Ossobuco de Búfalo. R$ 50,00

Manjar das Garças
Pirarucu fresco com palmito assado e espuma de tucumã. R$ 75,00

Point do Açaí
Carne de sol de búfala marajoara com açaí. R$ 49,50

Remanso do Bosque
Carne de búfala assada de panela, purê de pupunha e farofa de farinha d’água. R$ 61,00

Saldosa Maloca
Frito do vaqueiro com farinha de mandioca enriquecida. R$ 28,00

Santa Chicória
Rabada de búfalo com arroz de palmito fresco e tutano com farinha d’água. R$ 52,00

Sushi Ruy Barbosa
Ragu de língua de búfalo em baixa temperatura, nhoque frito de mandioquinha e queijo do Marajó, farinha de Bragança cítrica e azeite de ervas da Amazônia. R$ 62,00

Tutto
Fetuccine com pesto de pupunha, R$ 60,00

Outras informações, como endereços e telefones dos restaurantes (não custa muito conferir se, no primeiro dia, o prato já está disponível...) você encontra no sítio eletrônico do Festival, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h31
[] [envie esta mensagem] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]