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BRASIL, Norte, BELEM, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura, Gastronomia, e história de Belém



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PELAS RUAS DE BELÉM


COMENDO EM ABAETETUBA

PÃES, PEIXES E... CARNE DE SOL.

Já contei aqui, mais de uma vez, de meus amores pelo pão simples, sem adereços/aditivos químicos, hoje chamado rústico em alguns lugares. Quando vou a Abaetetuba (duas horas distante de Belém) sempre me encontro com ele, aqui conhecido como pão caseiro, e com as maravilhosas “rosquinhas de Abaeté”, fresquinhas, torradinhas como só tem nesta cidade, uma delícia. Desta vez mais recente fotografei os dois juntos. Estavam no buffet do café da manhã do tradicional hotel Jarumã. Espia a dupla:

 

Aproveitando a bordejada na cidade, que hoje se destaca como a capital dos brinquedos de miriti, lindezas que atraem crianças e adultos, pela beleza plástica e simples, almoçamos, Rita e eu, no restaurante “Casarão”, que funciona no térreo desse hotel e tem sempre muita gente.

Para uma refeição rápida, que sai sem demora, eles tem o Almoço Executivo, opção que demos preferência. E veja onde paramos:


Um “Peixe na Chapa” (R$ 19,00) com arroz montado, salada crua, farofa, feijão e batata frita. Arroz montado precisa explicação? É o arroz enformadinho, a arrumadinho, e não montado sobre alguma coisa. É a forma de apresentar... O peixe estava bem feito, como era de se esperar de cozinheiros criados à margem de grandes e piscosos rios. O feijão é tradição para reforçar a refeição nos restaurantes por estas bandas e em alguns pelas ruas de Belém.


Terra de fortes influências nordestinas, pela migração e pela permanente circulação de gentes, não apenas do nordeste, mas de todo o Brasil, há variedade na oferta. Por isso fugi à tradição de sempre comer peixe nestas plagas ribeirinhas e optei por uma “Carne de Sol” (R$ 18,00) que veio com arroz à grega montado, salada com maionese, farofa, feijão e batata frita. É sempre um risco pedir a carne de sol que, muitas vezes é dura a mais não poder. Mas dei-me bem. Não estava dura e era bem saborosa. Feijãozinho legal e a batata frita vai se tornando um item quase obrigatório, demanda fechada crianças e adolescentes, que não desagrada aos adultos (eu que o diga...).



Escrito por Fernando Jares às 12h15
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NOSSA COZINHA DE ORIGEM PARA O MUNDO

BRAZILIAN FOOD BY THIAGO CASTANHO

A boa notícia desta temporada de Páscoa: o livro do chef paraense Thiago Castanho será lançado agora em maio, em escala mundial. Na versão brasileira é "Cozinha de Origem – pratos brasileiros tradicionais revisitados”, pela Publifolha e na versão internacional, em inglês, é "Brazilian Food", 256 páginas, pela poderosa editora Hachette, com lançamento previsto em 15 países! Com direito a apresentação na capa, por Michael Palin que, além de autor e ator famoso (Monty Python) é respeitado autor de livros e documentários sobre o mundo, principalmente para a BBC (tem um sobre o Brasil, de 2012). Ele classifica Thiago de “mestre artesão” de uma das “mais ricas despensas naturais do mundo”. As fotos são de Rogerio Voltan, Bruno Regis e Luciana Bianchi.

No Brasil teremos em maio lançamento aqui pelas ruas de Belém e já confirmado, no mesmo mês, em São Paulo, com jantar no Mocotó Restaurante e Cachaçaria, de Rodrigo Oliveira.

O livro é escrito a quatro mãos, com a jornalista ítalo-brasileira, especializada em gastronomia, Luciana Bianchi, que vive e trabalha na Europa, para grandes publicações internacionais. Tem também a participação de um dos principais escritores, pesquisadores e pensadores da gastronomia brasileira, o sociólogo/jornalista Carlos Alberto Dória.

O livro já está em sites mundiais, como da megalivraria Amazon, em pré-venda para a versão impressa (capa dura) e, para os mais apressadinhos, a versão e-book para o Kindle.

Para apresentar plenamente a Brazilian Food nessa revisitação, Thiago convidou gente querida e alguns de seus colegas mais badalados e premiados do Brasil, desde o mano Felipe Castanho, o orgulhoso “papai” Seu Chicão, e uma galera também de altíssimo nível, como Felipe Rameh, Janaína e Jefferson Rueda, Roberta Sudbrack e outros mais.

 

Como a notícia está sob embargo no Brasil (mas a própria editora, Folha, furou e já deu a notícia), não publicamos aqui foto da capa, interior, etc. Mas você pode ir até essas informações, por exemplo, no site da Amazon, clicando aqui. Também não reproduzo de lá, pois é cheio de copyrighted em todas as páginas, e eu não quero ter problema com os gringos ciumentos do livro do Thiago... Também existem informações no site da editora Hachette, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h10
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A CIRANDA DOS BOTECOS

BOTEQUEIROS DE BELÉM, MOVAM-SE

Existem milhões de botequeiros espalhados por esse Brasil afora. Botequeiro vem a ser, conforme o Dicionário Aulete “Frequentador assíduo de botecos ou botequins”. Muitos deles são fregueses de uma casa só, anos a fio, a vida toda. Mas um contingente imenso adora pular de boteco em boteco, a procura das novidades, de novas amizades. Lembro-me de um amigo querido, o sempre bem lembrado jornalista Raimundo José Pinto (leia sobre ele clicando aqui), que durante algum tempo, na edição local do jornal Gazeta Mercantil, escreveu deliciosas crônicas sobre suas deliciosas andanças interbotequeiras.

Esse contingente é tão grande que motivou a criação da promoção/concurso Comida di Buteco, invenção de outras terras, já com 15 anos, que pela quarta vez senta praça pelas ruas de Belém.

Segundo os organizadores, com o tema "Mais amor e mais boteco, por favor!" a promoção celebra a culinária de raiz, num manifesto à alegria. São 19 botecos participantes e o público é convidado a mover-se entre eles, saborear e votar em petiscos inéditos criados especialmente para o concurso, até o próximo dia 4.

Cada boteco participante apresenta um petisco inédito para concorrer. O público e um corpo de jurados visitam os botecos e votam no local. A média entre os quesitos avaliados garante o resultado da premiação. São avaliados de 1 a 10, a higiene, o atendimento, a temperatura da bebida e o petisco (que leva 70% da nota). O voto do júri vale 50% e do público 50%. O Instituto de Pesquisas Vox Populi é o responsável pela apuração dos votos nas 16 cidades, onde o concurso acontece simultaneamente.

Agora vamos ao que interessa, a Lista de Botecos participantes em Belém – no Brasil todo são 380!. Leia e tome uma posição diante de tão qualificada oferta. Ao menos tome uma cerveja ou uma cachacinha com um petisco... Mais detalhes dos petiscos e horários de funcionamento e endereços você encontra no site do Comida, clicando aqui.

Bar Dois Irmãos
Petisco: Iscas Crocantes

Bar Meu Garoto
Petisco: Piri Piri

Bar Pai D’égua
Petisco: Pastel Pai D'égua

Bar Suíço
Petisco: Asas da Liberdade

Barão da 25
Petisco: Crocante Paraense

Boteco da Nina
Petisco: Pedida do Boteco

Boteco Grill
Petisco: Lula A'la di Buteco

Buteco do Gugu
Petisco: Camarão na Tapioca

EguaTchê
Petisco: Ei Frangueiro! Tua Batata Tá Assando

Esther Lanches
Petisco:  Carne Assada com Farofa de Bacon

Le Baron
Petisco: Pirarucu do "Tu é doido é?"

Muquifo Espetos
Petisco: Camarão Muquifo

Paladar Amazônia
Petisco: Delícias do Cumbú

Picanha na Pedra
Petisco: Pastel de Costela Paraense

Restaurante Caranguejo do Gatinho
Petisco: Caviar de Charque com Açaí

Sabores do Pará
Petisco: Mistureba à Brasileira

Saldosa Maloca
Petisco: Saldosa na Copa

Vinil Pub
Petisco: Exagerado

Yaki Speto
Petisco: Yaki Roll

Entrevistado pela Assessoria de Imprensa do festival, Leodoro Porto, proprietário do Bar Meu Garoto, tradicional boteco do centro comercial, especializado em cachaças regionais, com destaque para a de jambu diz que para ele, participar do Comida di Buteco significa renda o ano inteiro. “Mesmo que seja excelente ser conhecido como o melhor boteco da cidade, participar do concurso é ser reconhecido como um ‘boteco’ do Comida é notoriedade certa”, comenta o proprietário.

Conforme a mesma fonte, outro que sabe aproveitar os bons ventos do concurso é Saturnino Ferreira, mais conhecido como Gugu. Na primeira edição, o Bar do Gugu venceu o Desafio Doritos. Em 2012, foi escolhido como o melhor boteco da cidade e, em 2013, ganhou novamente o Desafio Doritos.

“O Comida só me trouxe coisas boas: as pessoas passaram a nos respeitar mais, ganhei novos amigos e a nossa venda só tem aumentado”, conta Gugu. A especialidade do Bar do Gugu é o peixe frito. Fora do período do concurso, a venda gira em torno de 40 quilos de peixe, durante o evento, 150 quilos.

O investimento do Comida di Buteco é 100% viabilizado por empresas que acreditam no seu valor como plataforma de desenvolvimento de suas marcas. Cerveja Oficial: Heineken. Apresentação: Mastercard. Patrocínio: Lay's e Trident; Promoção: TV Liberal. Apoio: Rádio Liberal FM, Jornal O Liberal, Sebrae-PA, Philadelphia, Doritos, Formosa. Apuração: Vox Populi.



Escrito por Fernando Jares às 15h01
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O PARÁ NO MAD4

CULTURA ALIMENTAR PARAENSE EM COPENHAGUE

 

Dizem alguns analistas internacionais que foi após matar uma galinha em sua apresentação, em agosto do ano passado, no palco do MAD Symposium, em Copenhague, que Alex Atala foi alçado à posição de uma das Personalidades Mais Influentes do Mundo em 2013, conforme a revista Time.

O MAD é um congresso conceitual sobre alimentos e formas de alimentação, de apenas dois dias, organizado por René Redzepi, o premiadíssimo chef do Noma, em Copenhague. Este ano Alex Atala é co-curador! É, talvez, o evento mais bem conceituado do mundo na atualidade neste campo – para se inscrever é preciso fazer uma solicitação prévia, até 20 de maio. Depois a organização vai dizer quem terá direito ao precioso tíquete de acesso (R$ 1.050,00) aos eventos – em tendas, e não em sofisticados auditórios, entre estrelados chefs, cozinheiros, agricultores, fornecedores, estudiosos, pesquisadores, com um apetite para o conhecimento, como se autodefine o evento. Imagina, se para participar é essa dificuldade, ter oportunidade de mostrar o seu trabalho é uma distinção ímpar. É um espaço muito desejado em todo o mundo da gastronomia e afins.

Pois bem a cozinha paraense vai estar lá no MAD4!

O jovem chef paraoara Thiago Castanho, dos Remansos do Bosque e do Peixe, foi convidado para participar da preparação de um dos dois almoços da programação. Além de Thiago e de Atala estarão mais dois brasileiros: Rodrigo Oliveira, do Mocotó/SP e David Hertz, presidente da ONG Gastromotiva.

O tema da quarta edição do MAD questiona o que é a cozinha hoje? O que se deve preservar, o que se pode adotar das modernas técnicas e tecnologias. O que se está colocando nas panelas? De onde vêm esses ingredientes? Tudo a ver com a cozinha brasileira e, especialmente, com a cozinha paraense e sua fartura de ingredientes únicos e naturalíssimos. 




Escrito por Fernando Jares às 18h14
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UMA CASA DE PÃES

TAPIOQUINHA DELICADA É UM DOM NATO?

 

Apresento-vos, acima, uma das melhores tapioquinhas que jamais comi antes! Seguramente a mais delicada de todas que já ofereci às minhas papilas gustativas, que aplaudiram freneticamente a suavidade da massa (que se desfaz no contato com o céu da boca, o véu palatal para os mais requintados...).

Estávamos, Rita e eu, mais os amigos Graça e Carvalho, a caminho de uma missão em Castanhal, e paramos rapidamente para um café da manhã corridinho em Ananindeua, logo saindo de Belém, na “DomNato – Casa de Pães”, um prédio bonitão, na BR-316, km 6,5 (Águas Lindas), logo passando o Seminário São Pio X. É uma beleza.

Trata-se da Tapioquinha na manteiga (R$ 2,80), incrivelmente macia, gostosa de verdade. Eles têm outras variedades de tapioquinhas, até de doce de cupuaçu com queijo cuia (R$ 4,50), magina só, sumano.

Veja o que meus olhos viam nessa manhã de sábado:


As ditas tapioquinhas carregadas na manteiga, como eu gosto, mais uma baquete com queijo cuia quente (R$ 5,00) – eles têm desde o Pão com Manteiga (R$ 1,50) o popularíssimo “PM” das beiras de estrada e beiras de rio; Pão com Ovo (R$ 3,00) também muito popular como “P.O.”, Hot Dog (R$4,50); tem ainda com cream cheese, com requeijão, com linguiça, etc.

Repare que o pão veio inteirão, crocante, com o queijo derretendo de dentro, sem os amassados de certas sands chapeadas por aí. E ainda o Café Expresso (R$3,00).

Abelhudando o cardápio, depois de feito o pedido com a recomendação de rapidez (atendida!), descobri sanduíches especiais mais adiante, como eu gosto... Mas ficaram para uma próxima incursão. Vejam alguns exemplos, com nomes intelectualizados... homenageando grandes artistas, como Salvador Dali (R$ 12,00, rosbife e queijo prato); Pablo Picasso (R$ 12,00, salame, queijo prato e pasta de azeitona); alguns nacionais como Cândido Portinari (R$ 10,00, mortadela Ceratti); Tarsila do Amaral (R$ 11,00, mortadela Ceratti com queijo derretido); Anita Malfatti (R$ 11,00, Frango com queijo prato, alface, tomate e maionese caseira); e uma homenagem ao fotógrafo paraense Guy Veloso (R$ 13,50, filé com queijo cuia).

Não temos cá pelas ruas de Belém muitas destas padarias multivariadas, como esta. O café da manhã também pode ser em buffet (R$20,00 por pessoa) e você pode ver abaixo parte do buffet (ao fundo, à direita tapioca molhada...)

 

E aqui a parte do buffet com pães doces, bolos, etc.:

 

A “DomNato”, se apresenta como tendo um “dom nato” para estes alimentos, nada  portanto de homenagem ao mais famoso restaurante brasileiro, o “D.O.M.”, de Alex Atala, em São Paulo, o 6º Melhor Restaurante do Mundo... Por sinal este é o segundo estabelecimento paraense de alimentação que compõe nome com um “D.O.M.” – em Santarém temos o “DomMani”, que também não é homenagem ao “D.O.M.” e ao Mani, de Helena Rizzo e Daniel Redondo, também de S. Paulo, o 46º Melhor do Mundo.

Sendo “Casa de Pães”, declara-se muito além de uma padaria e é também restaurante com muitos pratos no cardápio, todos com nomes de artistas plásticos conhecidos, como: Van Gogh (R$ 32,00, frango grelhado com molho oriental de gengibre e legumes grelhados); Velásquez (R$ 38,00, camarões ao molho de limão siciliano e risoto de alho poro); Claude Monet (R$ 40,00 filé com batatas fritas e arroz à piemontese); e até o pintor paraense Odair Mindello (R$ 42,00 um filhote empanado na farinha de castanha-do-pará, com risoto paraense). Ainda voltarei lá para provar essas iguarias. O problema é o trânsito para aquelas bandas...



Escrito por Fernando Jares às 13h11
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LUIZA CAMARGO

UMA JOIA DA CULTURA MUSICAL

Você conhece a pianista e professora Luiza Camargo? E o marido dela, o poeta e escritor Milton Camargo? Doces de criaturas. Nossas vidas têm se entremeado há dezenas de anos, desde os 1970 e tal. Milton e eu trabalhamos juntos na Mendes, quando ele, paulista, aqui chegou “vítima” de fulminante e fulgurante paixão pela Luiza, que brilha e rebrilha até hoje, a servir de exemplo à paixões mais novas. Os livros infantis do Milton fizeram a felicidade de minhas filhas a quem a Luiza, mais tarde, ensinou os segredos da música, do piano.

Quando fizeram Bodas de Prata ele fez um livro-de-presente para ela, “Poemas para Luiza” (2003). Leia este que pincei de lá:

DESCOBERTA
Luiza, hoje eu descobri
que o Céu
é esta felicidade profunda
que nós estamos vivendo. 
Mas sem o medo da morte.

Quando ele lançou o livro “Lembranças”, em 2011, escrevi “O verdadeiro lugar das palavras”, diretamente inspirado em um comentário de João Carlos Pereira sobre a poesia de Milton Camargo – para ler, clique aqui. E ainda devo contar a história de nosso primeiro encontro...

Isso tudo foi uma introdução, mais que merecida, para anunciar que a professora Luiza Camargo lança hoje (11/04) o livro "Pequenas peças para piano", às às 19h na Casa de Plácido (Centro Social Nazaré, junto à área do estacionamento ao lado da Basílica).

 

Segundo a UFPA, que patrocina o livro, via Escola de Música da UFPA, chancelado pela Editora do Programa de Pós-graduação em Artes da UFPA, e com apoio do Instituto de Ciências da Arte da UFPA e do Instituto Estadual Carlos Gomes, a obra vem reafirmar a atenção especial que a autora, professora Luiza Camargo, dirige à formação do pianista desde a iniciação até as etapas avançadas. O livro apresenta uma grande contribuição ao acervo de escolas de educação profissional.

Resultado de vários anos de pesquisa e experiência, as composições presentes no livro retratam aspectos técnicos e interpretativos para professores e alunos estudiosos de piano. O destaque da obra são as composições para prática de conjunto, como duas peças para canto e piano “Estrelas” e “Valsinha dos Bichos”, e “Brasileirando”, para seis mãos.

(sem querer fazer inveja para ninguém: escrevo este post ouvindo o CD “Piano a quatro mãos”, com Luiza Camargo e Lúcia Azevedo Lisboa que, justo na faixa “Brasileirando”, tem a participação de outra grande mestra, a professora Dóris Azevedo!).

O livro reúne todas as composições feitas pela professora Luzia Camargo, das primeiras até as mais recentes, a biografia da autora, os comentários sobre as peças e partituras. E mais ainda: acompanha um CD com todas as composições executadas pela própria compositora e autora do livro, com a participação especial das professoras Dóris Azevedo, Lúcia Azevedo, Gelda Silva, Ivana Venturieri Pires e Itacy Silva. Maravilha a provocar a ansiedade da espera por algo que já muito se quer! Joia cultural.

A organização literária é das professoras doutoras Rosa Mota, Maria José da Costa, Maria Lúcia Uchôa e Lia Braga.



Escrito por Fernando Jares às 12h35
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VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE

VAI COMEÇAR O FESTIVAL DA
CRIATIVIDADE GASTRONÔMICA

A festa da melhor gastronomia paraense vai começar. As ideias novas já fervem nas cabeças de dezenas de chefs convocados para a missão e logo ferverão nas melhores panelas da cidade. De 1º de maio a 1º de junho acontece a versão 2014 do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, um dos principais festivais gastronômicos do país, criado em 2000 pelo chef paraense Paulo Martins (1946/2010) como forma de divulgar a cozinha paraense e seus ingredientes únicos e trazer para as cozinhas do Pará novos conhecimentos, novas experiências.

Em 14 anos e 11 edições do evento (esta é a 12ª) dezenas de grandes chefs brasileiros e internacionais já andaram pelas ruas de Belém, visitaram o Ver-o-Peso, se encantaram com as farinhas, as pimentas, os peixes, as frutas paraenses, ministraram aulas sobre suas especialidades. Milhares de notícias positivas sobre o Pará, e não apenas sobre a sua riquíssima cultura gastronômica, foram geradas a partir das edições do “Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, dando grande amplitude midiática ao acontecimento.

Para este ano a fórmula básica, criada por Paulo Martins, está mantida e novos momentos serão lançados, como tem acontecido nestes últimos anos, levando o festival a toda a cidade.

Por exemplo, o mais famoso cozinheiro brasileiro, Alex Atala, dono do 6º Melhor Restaurante do Mundo, o D.O.M., em São Paulo,, considerado uma das 100 personalidades mais influentes do mundo no ano passado, pela revista Time, já confirmou que, mais uma vez estará aqui para o Festival. Da Espanha virão nomes conhecidos, por trabalharem com o maior cozinheiro contemporâneo do mundo, Ferran Adrià: o chef Pere Planagumà, do premiado “Les Cols”, de Girona, duas estrelas Michelin, e o pesquisador Pere Castells, coordenador da unidade Bullipèdia da Universidade de Barcelona, projeto da Fundação elBulli, um um centro de experimentação sobre o processo e a eficiência da criatividade, usando a linguagem de cozinha, criado por Ferran Adrià após fechar seu famoso restaurante El Bulli.

Uma grande novidade é a eleição de um tema para o festival: a mandioca, o principal ingrediente, excluisivíssimo, da cozinha paraense. De acordo com a diretora do festival Joanna Martins, “o objetivo é difundir o conhecimento histórico, científico, empírico e antropológico por meio de todos os sub-produtos da mandioca, como o tucupi, maniva, farinha d’água, goma, farinha de tapioca, manipueira, crueira, biju e carimã”. Outras novidades são a criação do Boteco Veropa, que vai reunir três chefs convidados e quatro paraenses para criar petiscos no melhor estilo “bar, samba e cerveja”, e a consolidação de projetos de turismo gastronômico.

ESTRELAS –O eixo principal do evento ocorre de 28 de maio a 1º de junho, quando deverão vir a Belém, além dos já citados, desde São Paulo, Jefferson Rueda (Attimo), Janaina Rueda (Bar Dona Onça), Henrique Fogaça (Sal Gastronomia e Cão Veio) e a nutricionista e consultora Neide Rigo. Do Rio de Janeiro vem Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, de Vitória (ES), Juarez Campos, do Oriundi, e de Belo Horinze (MG), Leandro Pimenta, do The Lab Gastronomia. Do Nordeste, virão os chefs Claudemir Barros, do Wiella Bistrô, de Recife (PE) e Don Fabrizio, do restaurante homônimo, de Arraial d'Ajuda (BA). Do Sul, participa a chef gaúcha Jussara Dutra. Da Brasília, vem Francisco Ansiliero, do Dom Francisco. E aqui da região vem Dona Kalu, pesquisadora de culinária amazônica, de Roraima. Além de um grande número de chefs locais, como Alexandre Barros, Angela Sicília, Artur Bestene, Carmelo Procópio, Carol Martins (Chef Mirim), Daniela Martins, Ecléia Duarte, Eliana Fonseca, Felipe Castanho, Felipe Gemaque, Ilca do Carmo, Joelson Correa, José Ângelo Vasconcelos, Luciana Yano, Nazareno Alves, Ofir Oliveira, Paulo Araujo, Prazeres Quaresma, Ricardo Riccio, Ronaldo Barros, Sandro Mota, Sérgio Leão, Taiana Laiun, Thiago Castanho.

PROGRAMAÇÃO – Confira a Programação prevista:

01/05 a 01/06• Circuito Gastronômico, com a participação de, até o momento, 14 dos melhores restaurantes da cidade, cada um com um prato especialmente criado para o Circuito;
15/05 a 01/06• Exposição / Feira de Produtores (Boulevard Shopping - Piso 3);
28/05• Coquetel de Abertura do Festival (Remanso do Bosque);
29/05Chef na Comunidade; • Fórum Técnico (Boulevard Shopping - Tema Mandioca); • Boteco Veropa (Maricotinha Boulevard Shopping);
30/05Chef na Comunidade • Aulas Gastronômicas (Boulevard Shopping); • Jantar Beneficente (Le Panoramique - AP);
31/05 • Aulas Gastronômicas (Boulevard Shopping - Piso 4); • Jantar Popular das Boieiras (Fundação Curro Velho);
01/06 • Final do Concurso Chef Paulo Martins; • Chefs na Praça (Praça Batista Campos).

Hoje é o maior e mais antigo evento gastronômico da Amazônia brasileira, realizado pelo Instituto Paulo Martins e a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, com organização de Lilian Almeida e Regiane Britto – Coordenação de Eventos e Central Pirarucu. A edição de 2014 tem o apoio do Governo Estadual do Pará, Prefeitura de Belém, Restaurante Lá em Casa, Boulevard Shopping, Assembleia Paraense e Allucar.

 

“Camarão flambado na cachaça de jambu”, prato do restaurante “La Madre” no Circuito Gastronômico 2013.  Leia sobre ele clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 20h17
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PARÁ-TURIM-SÃO PAULO

VESTÍGIOS DE UMA EXPOSIÇÃO UNIVERSAL

Em 2011 completou um século a Exposição Universal de Turim, denominada Esposizione Internazionale delle Industrie e del Lavoro in Torino, 1911 na qual o Brasil, e especialmente o Estado do Pará, teve uma participação de destaque. Nesse mesmo ano este blog fez uma série de posts para resgatar o que foi a participação de nosso Estado nesse grande evento. Foi o único registro feito pelas ruas de Belém deste centenário acontecimento que mostrou a força da economia e da natureza do Pará ao mundo.

Pois bem, agora, em 2014, esta megaexposição é tema de uma mostra na Pinacoteca de S. Paulo: “Turim 1911. Vestígios de uma exposição universal” que estará potente de 26 de abril a 10 de agosto. E o material publicado neste blog é uma faz fontes na pesquisa realizada para a montagem dessa exposição na Pinacoteca. Veja aqui o convite para a abertura da Exposição:


No ano passado a curadora Ruth Sprung Tarasantchi fez contato comigo solicitando autorização para utilizar as informações aqui divulgadas sobre a participação paraense em Turim. Até chegar a este endereço eletrônico a equipe que pesquisava para a exposição não tinha informação da participação paraoara no evento, que teve até banquete oferecido pelo governo do Pará...

A mostra que será vista em SP vai dar destaque à participação dos artistas brasileiros na Exposição Universal de Turim, como Arthur Timótheo da Costa, Carlos Chambelland, Carlos Oswald, Eduardo de Sá, Eugênio Latour, João Timótheo da Costa, Lucílio de Albuquerque, Manuel Madruga, Oscar Pereira da Silva e Rodolfo Chambelland.

Segundo divulgação, será apresentada parte do que foi produzido pelos pintores brasileiros para aquele certame, algumas premiações obtidas pelo Brasil e, ainda, as diversas maneiras de divulgação de tais eventos, que procuram expor os principais produtos de cada país. Na série que aqui publicamos, mostramos premiados locais, como a tradicionalíssima Fábrica Palmeira.

Para quem não leu ou quer relembrar, os posts publicados podem ser acessados bastando clicar no “aqui” ao lado de cada título, conforme a sequência de publicação:

1. Indústria e trabalho paraenses em exposição, aqui
2. Uma das mais completas e brilhantes seções, aqui
3. Os produtos paraenses da (e para a) floresta, aqui
4. Casacas e bengalas do “Statto del Pará, aqui
5. A fibra paraense na Europa, aqui
6. Mostrando Belém aos europeus, aqui



Escrito por Fernando Jares às 17h23
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THIAGO EM PORTUGAL

O PARÁ NA FESTA DOS PEIXES EM LISBOA

 

Querem os portugueses saber tudo sobre peixes! Tanto querem que promovem em Lisboa um festival gastronômico de grandes proporções, o “Peixe em Lisboa” e, na versão 2014 acertaram na mão: convidaram um cozinheiro que sabe tudo dos melhores peixes para os ajudar a conhecer mais sobre os saborosos habitantes das águas: Thiago Castanho, o jovem chef dos Remansos, do Peixe e do Bosque, nascido e criado cercado de peixes e entre as melhores práticas de os preparar, pelas ruas de Belém, em plena Amazônia.

Trata-se da sétima versão do maior evento gastronômico lusitano dedicado aos produtos do mar e do rio, que acontece desta quinta-feira, 03, até o dia 13 de abril no Pátio da Galé, um novo espaço no Terreiro do Paço, na capital portuguesa. Restaurantes, chefes de cozinha, aulas de culinária e um mercado gourmet, ocupam o espaço para atrair milhares de pessoas. Os principais chefs de Portugal sentam praça por lá, com alguns internacionais convidados. Para este ano os estrangeiros convidados são o belga Lionel Rigolet, do restaurante Comme Chez Soi, duas estrelas no Guia Michelin, de Bruxelas; o italiano Moreno Cedroni (restaurante Madonnina del Pescatore, Ancona, duas estrelas Michelin); o espanhol Josean Alija (restaurante Nerua do Museu Guggenheim, em Bilbau, uma estrela Michelin); e o brasileiro Thiago Castanho (restaurante Remanso do Peixe, em Belém). O brasileiro Alex Atala já esteve lá, em 2010.

Segundo a programação Thiago Castanho apresenta-se nesta sexta-feira, às 19h, no evento “Cozinha Ao Vivo No Auditório”, no Auditório Caçarola, na Praça do Comércio (lugar impossível de não visitar em estando em Lisboa, ao menos para um café no “Martinho da Arcada”, a pensar no Fernando Pessoa... já comi muito bem lá).

Alguns dos melhores restaurantes lisboetas terão presença no festival, em funcionamento das 12h à meia noite, com oferta variada de degustações por Vitor Sobral (que já esteve cá no Visita Gourmet, do Remanso do Bosque, e no Ver-O-Peso da Cozinha Paraense), José Avillez e outros tantos famosos.

Mais uma ótima oportunidade de promoção para a imagem positiva do Estado do Pará, por via de um de seus tesouros culturais mais atraentes, a gastronomia.

NA TASCA DA ESQUINA

Aproveitando a estada em terras lusas o paraense Thiago Castanho é convidado a participar da preparação de um jantar a seis mãos no muito famoso restaurante “Tasca da Esquina”, de Vitor Sobral, nesta quinta, às 20h. Tem até página no facebook, que você pode acessar clicando aqui e ficar sabendo tudo sobre este jantar.




Escrito por Fernando Jares às 18h33
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NIRLANDO LOPES

O AMIGO DAS GARÇAS VOOU COM ELAS


Garças serão representação de anjos? Os anjos serão como as garças? Não sei a resposta. Mas o autor dessa (acima) e de dezenas de outras fotos maravilhosas de garças, denominou uma série de fotos dessas amigas dele de “Cena de um paraíso”, numerando-as, pois são muitas. Acho que ele sabia dessa ligação das belas garças brancas com os brancos anjos que servem a Deus e recebem as boas pessoas quando estas chegam ao céu, chamadas pelo Senhor.

Ontem foi a vez dele. Deus chamou para a morada celestial o querido Nirlando (Elquides Calado) Lopes, considerando cumprida sua (curta, para os muitos que o querem bem) estada na terra. Foi-se o Land Nick, como se identificava nas mídias sociais, levado por suas amadas garças/anjos.

Conheci o Nirlando há uns 40 anos, trabalhamos juntos na Mendes Publicidade (hoje Mendes Comunicação), ele produtor gráfico eu em relações públicas/assessoria de imprensa e atendimento. Arquiteto por formação, criativo por vocação, era determinado e espirituoso, um bom companheiro no trabalho, no papo, na vida.

Daqueles anos 70, em 2009 publiquei uma foto em que ele aparece, em post sobre a nova sede da Mendes e ele fez um comentário. A foto está abaixo e o post você pode ler clicando aqui.

 

O comentário: [Nirlando Lopes] “Já tinha visto a velha/nova Mendes pelo lado de fora!! Claro que vendo as fotos da agência agora não me surpreendi pela qualidade do seu interior, uma marca registrada da Mendes em todos os tempos e em todas as áreas, especialmente a dela: a área de comunicação! Fiquei surpreso mesmo foi com a nossa foto nos velhos tempos: como nós éramos feios!! heheh Mando daqui um abraço para o amigo e para a jovem Mendes Comunicação!!”

Bom de desenho, apaixonado por quadrinhos, tornou-se referência pelas ruas de Belém no assunto. Colecionava tudo sobre quadrinhos, sabia as histórias e a história, que contava com prazer. Para você ter uma ideia dessa dimensão, leia e conheça a coleção dele em “Minha Estante 19 – Nirlando Lopes”, clicando aqui.

Frasista de qualidade, sabia jogar com as palavras. Vejam esta, de fevereiro deste ano, no microblog Twitter (o das mensagens com 140 caracteres): “O Twitter é o pio do povo! (Land Nick após Karl Marx)”.

Joe Bennett, nosso desenhista maior de HQ, tinha de ser amigo do Land Nick e, como todo mundo que tinha essa felicidade, gostar dele. Em seu perfil no facebook fez ontem belas homenagens ao querido amigo comum. E destacou uma frase que Nirlando publicou no Twitter: "Mas todo sonho é como bolha dourada de sabão. O outono, um dia, virá tirar-te a derradeira folha com sua mão cinzenta e fria.” (boa parte do Brasil está hoje no outono...)

 

Mas eu gosto mesmo é das garças que ele fotografou. Parece que elas também, tanto que bailavam para ele, como dançarinas perfeitas. Esta, acima, ele achou parecida com um anjo, tanto que denominou a foto de “A heron angel???” – terá sido ela? (veja a original clicando aqui).

Tínhamos a mesma idade e fica um espaço danado no mundo, junto com a frustração de não ter aproveitado mais esse bom amigo que Deus me deu. Os destinos profissionais levaram-nos por caminhos diferentes e distantes, embora muito próximos, mas um carinho imenso sempre nos uniu, que explodia a não querer estancar quando nos encontrávamos, como nessa prosa abaixo, na fila de lançamento do livro “Caricaturas de letras”, para pegar o autógrafo do querido Biratan Porto. Estava fora de Belém ontem e quando soube da notícia ele já repousava em Deus e na terra que Deus fez para ele. Fizemos Rita e eu, nossas orações pelo amigo querido, certos de que os anjos (garças?) já o haviam recebido no céu. Um beijo para ele e para a Graça e as crianças que cresceram. A saudade só pode ser vencida pelo (re)viver os bons momentos que recordamos. E isso ele deixou muito!




Escrito por Fernando Jares às 11h44
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BENDITA OSTREICULTURA

AMPLIANDO A ICTIOLOGIA PARAOARA

O pesquisador Paul Le Cointe entusiasmou-se com a ictiologia paraense (que ele escrevia ichthyologia, naquele início do século passado) a ponto de considerar-nos um povo “particularmente ichthyophago” tal o consumo da imensa variedade de peixes disponíveis na região. Contei essa história no post “Bendita Ichthyophagia Paraense!” que você pode ler clicando aqui.

Pois bem, a oferta que deixou espantado o cientista – que viveu muitos anos pelas ruas de Belém – não para de aumentar. Já tratamos aqui da volta da tartaruga ao cardápio regular paraense, por via da criação em cativeiro. Mais recentemente é a vez das ostras fresquinhas chegarem às mesas paraoaras, criadas bem ali, em São Caetano de Odivelas. O projeto e seus viveiros tem apoio do Sebrae e ainda agora em janeiro ganhou destaque na revista TAM nas Nuvens. Provei-as nesta sexta-feira, no restaurante "Remanso do Bosque”, recém-chegadas do criatório em Pereru de Fátima, em terras odivelenses. Essa é a tal ostreicultura, que abençoada seja.

A primeira foto delas, ainda na cozinha do Remanso, nem é minha, mas do responsável pelo sabor que elas adquirem para serem servidas, o chef Thiago Castanho, que vem acompanhando este projeto in loco. Acompanhada de um prosecco, estava uma delícia:

 

Vestidinha para a festa das papilas gustativas, assim a ostra de São Caetano chegou à minha frente, em sua versão original. Existem clientes que vão ao restaurante na sexta-feira em busca das ostras fresquíssimas. Ouvi até uma cliente comentar, entusiasmada, tão logo estava chegando: “Hoje é dia delas”!

 

Para os que não são muito chegados aos alimentos crus, Thiago e Felipe Castanho oferecem versões que passam pelo fogo, como esta abaixo, saborosamente empanada e com um pouco de suave geleia de pimenta, que veio avivar o sabor, sem nele interferir, no ponto em que eu gosto das pimentas:

 

Outra versão não crua é a ostra na brasa, processo que é uma especialidade deste Remanso, e que foi servida com crocante de macaxeira fazendo um contraponto, que formou um conjunto apetitoso, por levar uma leve crocância à boca, complementando o sabor natural do molusco, muito bem apresentado nesta versão:

 

Durante a conversa inicial passaram por nós os ultrafamosos “Dadinhos de Tapioca”, do chef Rodrigo Oliveira, do restaurante “Mocotó”, de São Paulo, que já fez festa aqui em uma Visita Gourmet, que você pode recordar clicando aqui. Neste caso os Dadinhos estavam acompanhados do sempre saboroso mel de cana de Abaetetuba:

 

Neste intervalo teve ainda um bolo de macaxeira salgado, beleza (não fotografado). Outra presença ilustre fazendo parte do desfile deste encontro gastronômico: “Queijo-de-coalho de leite de búfala” do Marajó, foi marcante na seção das delícias gastronômicas paraenses bem apresentadas:

 

Para coroar o opíparo almoço, uma das especialidades mais elogiadas da casa: o “Filhote na Brasa”, com feijão manteiguinha de Santarém e macaxeira cozida. Simples assim na apresentação, um encantamento no paladar, com o filhote mostrando toda a sua primazia entre os sabores dos rios amazônicos, muito bem acompanhado pelo sabor único desse feijãozinho representante maior da cozinha do oeste paraense e a macaxeira, uma guarnição sempre perfeita.

Um registro extra: a oportunidade de provar a cerveja artesanal, caseira, homebrew experience do Felipe Castanho, a exercitar outra faceta criativa na produção alimentar. Valeu! e obrigado!



Escrito por Fernando Jares às 16h44
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WINE DINNER

OS VINHOS EM BOAS COMPANHIAS

O restaurante “Benjamin” retoma, nesta quinta-feira, 27, seu programa “Wine Dinner”, de toda última quinta-feira do mês. No mês passado o Benjamin recebeu o evento “Descubra Chandon”, que você pode conhecer clicando aqui.

O cardápio cuidadosamente preparado pelo chef Sérgio Leão harmoniza vinhos de sua carta com pratos especiais, estabelecendo e explorando a sinergia entre eles. Para os amantes de vinhos e comida sofisticada pelas ruas de Belém é uma boa oportunidade. Veja o que as pessoas que forem até lá vão encontrar, nas cinco etapas desta degustação:

Primeira Entrada - Espumante Fausto Pizzato Brut Demi Sec
Tartalete de Bacalhau

Segunda Entrada - Vinho Tamaya Sauvignon Blanc
Magret de Pato grelhado em cama de mix de cogumelos

Primeiro Prato - Vinho Legend Reserve Bordeaux Rouge
Cassoulet de Frutos do Mar

Segundo Prato - Vinho Koyle Reserva Syrah
Risoto de Embutidos

Sobremesa - Cremant de Bourgogne
Queijo Brie com amêndoas

A degustação começará às 21 horas e o preço p/pessoa é de R$ 140,00, incluindo ainda refrigerantes, água mineral e café expresso. 



Escrito por Fernando Jares às 18h14
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ARMANDO MENDES

VIDA E OBRA DE UM INTÉRPRETE DA AMAZÔNIA

 Nesta quinta-feira, 27, Belém vai conhecer um livro em homenagem a um dos mais importantes membros da intelligentsia paraense no século passado, o professor Armando Mendes:

“Armando Dias Mendes: Vida e obra de um intérprete da Amazônia”, uma iniciativa da Associação Comercial do Pará, inaugurando a “Coleção ACP”, com livros voltados para o Pará e para a região, as suas questões, os seus empreendedores e estudiosos.

Segundo o autor, Eduardo José Monteiro da Costa, o livro registra a contribuição de Armando Mendes para o pensamento crítico a respeito do desenvolvimento da Amazônia.

Mestre maior de uma geração de paraenses dispostos a estudar e a pensar a região, Armando Mendes faleceu em 2012 e teve seu valor extraordinário cantado pelas ruas de Belém, inclusive neste blog, onde você pode ler “Nada há de melhor para o homem do que alegrar-se com o fruto de seus trabalhos”, clicando aqui e “O paraense insistencialista – Da invenção da Amazônia a seu modo de (o)usar”, clicando aqui.

O autor, muito apropriadamente, é filho de outro grande nome nesta área, José Marcelino Monteiro da Costa responsável, com Armando Mendes, pela criação do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), com quem também convivi naqueles tempos iniciais e pioneiros do NAEA, prestando assessoria de imprensa.

Antecipo o sumário da obra, conforme divulgado pelo autor, Eduardo Costa, em seu blog.

PARTE I – ARMANDO DIAS MENDES: VIDA E OBRA DE UM INTÉRPRETE DA AMAZÔNIA

1.         Dos filhos ao pai – Armando Mendes Jr., Antonio Daniel Mendes, Alberto Mendes, Artur Mendes, Graça Mendes e André Mendes

2.         A trajetória de um “desenvolvimentista” na Amazônia: um breve relato sobre a vida e obra de Armando Dias Mendes – Danilo Araújo Fernandes

3.         Armando Mendes e a invenção da Amazônia: uma reflexão crítica – David Ferreira Carvalho e André Cutrim Carvalho

4.         Armando Dias Mendes: o colóquio “impossível” e o legado de um intérprete da Amazônia – Eduardo José Monteiro da Costa

5.         A contribuição de Armando Mendes para a construção de uma universidade cidadã na Amazônia – Fábio Carlos da Silva

6.         Armando Dias Mendes e a profissão de Economista – Luiz Alberto Machado

7.         A Belém de Armando Mendes: história e representação - Geraldo Mártires Coelho

PARTE II – ARTIGOS IN MEMORIAM

8.         Economistas, Amazônia e Século XXI – Armando Dias Mendes (in memoriam)

9.         Palestra de abertura do V ENAM, A Amazônia, os Economistas e o Século XXI: Achegas à resiliente Doutrina 21 das sustentabilidades - Armando Dias Mendes (in memoriam)

10.      Discurso de agradecimento do Prêmio Samuel Benchimol – Armando Dias Mendes (in memoriam)

11.      Amazônia: Cidadania ou Capitulação: uma involuntária alegoria amazônica produzida em parceria por poetas, prosadores e políticos não amazônicos – Armando Dias Mendes (in memoriam).



Escrito por Fernando Jares às 17h15
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O PARÁ NO QATAR...

...E O QATAR NO PARÁ

Os dois principais jornais de Doha, a capital do Qatar, dedicaram vasto espaço, em suas edições de hoje, ao QIFF - Qatar International Food Festival, que acontece até este domingo nessa cidade do Golfo Pérsico. Veja no post imediatamente abaixo informações sobre a participação paraense.

Isso valoriza o evento e deve levar mais gente – ano passado foram 72 mil visitantes – ao parque, podendo conhecer o que a gastronomia paraense, representada pela chef Daniela Martins, do restaurante “Lá em Casa”.

A participação gastronômica brasileira não ganhou maior destaque nas reportagens, ficando este para o grupo de dança brasileira, com “roupas muito coloridas”, disseram.

Como 50 dos principais restaurantes, cafés e hotéis da cidade estão com barraquinhas no grande festival, estas receberam maior atenção dos jornalistas catarenses. Veja aqui a página 20 do jornal Gulf Times, em inglês, de hoje:


O jornal Al-Wattan, em árabe, manteve a mesma linha, também com destaque para as autoridades presentes à abertura – tinha desde ministro e presidentes de grandes empresas. A página deste jornal mostrou o que é o “Dinner in the Sky”, que se pode ver na foto à direita, embaixo. Essa promoção já aconteceu também no Brasil. Uma “rosquinha” como eles chamaram com uma mesa redonda é elevada à altura e lá é servido o jantar, com uma visão sempre belíssima – imaginem lá, com esse parque e o golfo aos pés... Não esquecer que o Qatar tem um IDH altíssimo, um dos melhores do mundo. Vivem bem. Veja aqui a página 6 do Al Wattan de hoje:


O Qatar está mesmo na moda por estas bandas, de tal forma que a expressão quase ofensiva “vai te catar” deve ser abolida do linguajar, a bem das boas relações internacionais do Estado... O governador Simão Jatene visitou o país no ano passado, uma rainha de lá andou aqui pelas ruas de Belém e o país é o homenageado da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro, que acontece de 30 de maio a 8 de junho de 2014, no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia. Diariamente de 10 às 22h, com entrada franca.

Olha o cartaz da Feira, em criação da Galvão Comunicação:




Escrito por Fernando Jares às 18h55
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COZINHA PARAENSE PELO MUNDO

SUMANO, TEM PUPUNHA NO QATAR!

Os habitantes de Doha, a capital do Qatar, um emirado absolutista na península arábica, do outro lado do mundo, têm a oportunidade de saborear, desde hoje até domingo, a verdadeira comida paraense, apresentada e preparada pela chef Daniela Martins, do restaurante “Lá em Casa”.

Para você ter ideia da localização dela, o Qatar (ou Catar), fica no golfo Pérsico e é vizinho da Arábia Saudita e do Bahrein.

A cozinha paraense está nessa lonjura ajudando a divulgar o Brasil, país homenageado no Qatar International Food Festival que, em anos anteriores, já destacou o Japão e o Reino Unido.

O festival integra o Ano Cultural Qatar Brasil, um programa de intercâmbio cultural de um ano, dedicado a conectar pessoas no Estado do Qatar e do Brasil, por meio da cultura, comunidade e esporte.

Ao estilo dos festivais gastronômicos brasileiros, o QIFF apresenta pratos requintados criados pelos mais renomados chefs de Doha e convidados internacionais que, este ano, são do Brasil: a Daniela Martins, de Belém e Marcelo Petrarca, do restaurante “Gazebo”, de Brasília. Veja aqui a Daniela Martins em ação em sua cozinha de demonstração, hoje de tarde em Doha, mostrando como se faz comida gostosa no Pará:


50 barracas dos melhores restaurantes de Qatar são atração, com demonstrações de cozinha ao vivo em um enorme palco, onde os brasileiros se apresentarão, culminando com um jantar muito refinado, que já é referência de alta gastronomia no país. São esperados mais de 60.000 visitantes durante os 4 dias de festival, no MIA Park (Museum Islamic of Art) em Doha.

CARDÁPIO PARAENSE – Os isopores de Daniela Martins levaram para o Qatar o material necessário para ela preparar um cardápio bem paraoara, ingredientes em sua maioria normalmente só encontrados pelas ruas de Belém e outras cidades paraenses:

- camarão com pupunha;

- peixe em crosta de farinha com ervas paraenses e arroz de castanha-do-pará;

- arroz de camarão com jambu;

- bolinho de tapioca.

Para você compartilhar com o povo de Doha, olha o camarão com um purezinho de pupunha que a Daniela Martrins fez hoje no Qatar. Dá vontade de provar, sumano...


Mais uma ótima oportunidade de divulgar o produto turístico paraense, utilizando um de seus valores culturais mais característicos e exclusivos, a gastronomia. Há poucos dias essa cozinha encantava europeus reunidos em Lisboa; em post de ontem você pode ver, abaixo, o rastro de divulgação na capital portuguesa e em Londres e agora está no mundo árabe.

Olha a localização do MIA, onde acontece o festival:




Escrito por Fernando Jares às 17h24
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