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PELAS RUAS DE BELÉM


“Ah, bom!”

O BRASÃO D’ARMAS APENAS FOI SIMPLIFICADO
E O CONTRATO COM AS ARARAS EXPIROU!

O diretor de arte José Menezes Júnior, que embora não se tenha identificado como tal, deve ser da agência i9 Mais Comunicação, que tem entre seus clientes a Prefeitura de Belém, apressou-se em esclarecer, via comentário, os dois posts de ontem, que antecedem a este, explicando os motivos do desaparecimento das belas ilustrações dos ônibus que circulam pelas ruas de Belém e das alterações introduzidas no Brasão d’Armas do município de Belém.
Reproduzo o comentário, que está no post sobre os ônibus:
Esta representação é SIMPLIFICADA e não o brasão oficial. Eu fui um dos responsáveis pela criação desta representação e foi feita com menos cores e sem todos os detalhes, foi feita para caracterizar o brasão de Belém e não foi feita para SUBSTITUIR o brasão oficial. É uma expressão de liberdade artística da obra original. As araras, açaizeiros e as frutas não estão mais nas laterais dos ônibus pois o contrato de uso de imagens expirou.”
Ah, bom!”, como diz o jornalista Alcelmo Gois.
Eu não tinha entendido aquilo como forma “simplificada”, já que ficara preso ao que determina a legislação do município “sobre a utilização de símbolos e logomarcas oficiais municipais no âmbito do Município de Belém”. E é lei bem novinha, do ano passado, que fez um ano este mês. Não é coisa lá dos 1600...
Conforme a lei ordinária nº8812, de 4 de maio de 2011, em seu artigo 1º, “somente poderá ser usado para fins de publicidade e logomarca o Brasão d’Armas oficial do Município, instituído no Art. 10 da Lei Orgânica Municipal, acompanhado dos dizeres “Município de Belém”, podendo ser adicionados demais dizeres, quando necessário”.
O que parece ser claro é que o legislador municipal – e a lei foi sancionada pelo sr. Prefeito Municipal – exige o uso do Brasão d’Armas tal como ele é originalmente, em todas as formas de publicidade pela administração. Entende-se que o legislativo pretende acabar com a personalização camuflada (e, às vezes, nem tanto) que vinha sendo praticada, onde símbolos eram criados, até com as cores do partido “dono” da administração, de forma a identificar o gestor com a coisa pública. Para conhecer o teor da lei 8812, clique aqui.
A adaptação feita, inclusive incluindo em fundo as cores que identificam a presente administração na sua comunicação, parece contrariar o espírito da lei citada. Ela exige o uso do brasão e não uma concepção artística – embora até bem feita – “para caracterizar o brasão de Belém”.
O autor do comentário afirma que a tal representação simplificada “não foi feita para SUBSTITUIR o brasão oficial.” Mas, na prática, substituiu: no lugar do Brasão d’Armas determinado pela lei, usa a Prefeitura essa “representação”, que ocupa o lugar do brasão, isto é, substitui-o...
Além disso há o efeito educador essencial a qualquer comunicação, principalmente aquela do poder público: quem vê o brasão desenhado desta forma alterada, entende que ele é assim, acredita que ele é assim. Copia-o, adota-o. E, de tal forma ele está presente nas milhares de placas, cartazes, empenas, pinturas de veículos e fachadas, que tomam a cidade, que vira uma verdade.
Sobre a pintura dos ônibus, tudo a lamentar. Uma pena que “o contrato de uso de imagens expirou” não sendo possível, imagino, renová-lo, talvez porque o “dono” das imagens esteja a cobrar valores exorbitantes. Pena que não seja possível substituir essas imagens por outras, na mesma linha criativa, já que o leiaute-base da pintura foi mantido. Ou tem alguém por aí que é "dono" das imagens de araras, peças de artesanato, moços do açaí, plantinhas, cupuaçus, etc.?



Escrito por Fernando Jares às 17h30
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SUMIRAM COM O NOSSO LATIM!

A MUTILAÇÃO DO BRASÃO D’ARMAS DE BELÉM

Os fundadores de Belém almejavam para ela um futuro grandioso, imaginavam que a cidade “nequaquam minima est”, utilizando as palavras do autor bíblico ao qualificar a Belém de Judá, onde nasceu Cristo: “de modo algum és a menor (entre as cidades)” – Mt 2,6. Assim pensavam o futuro de Santa Maria de Belém do Grão Pará. Por isso, naquele longínquo 1625, apenas nove anos após a fundação da pequena urbe, esses sonhadores lusitanos não apenas pensaram e desejaram isso: escreveram o sonho no Brasão d’Armas que criaram para felicidade dos ainda poucos “civilizados” que viviam pelas ruas de Belém. Haviam outras duas frases em latim no brasão da cidade: “Ver est aeternum – Tutius Latent”, referindo-se à beleza da natureza, que imaginavam uma primavera eterna, escondida, mas latente, talvez pelos rios Amazonas e Tocantins; “Rectior cum retrogradus”, lembrando a posição forte do sol na região e uma visão do reto passado daquela gente. Ao longo dos séculos o sentido dessas frases tem sido discutido por historiadores, linguistas, religiosos, ora associando-as às figuras que formam os quatro campos do brasão, ora a outros elementos da cultura daqueles tempos.
Veja o brasão de Belém, em um quadro de Maurice Blaise (pintura em tela, 1896), um pintor francês que viveu por aqui no século XIX, peça que faz parte do acervo do Museu de Arte de Belém:

Haviam frases em latim e haviam estudos sobre as frases. Haviam mesmo, passado! Pelo visto, na clara interpretação da atual administração municipal, as frases foram retiradas do brasão, talvez porque para quem assim o decidiu, nada representem, não sejam compreendidas. Mas pode ser que entendam e com elas não concordem...
Veja nos ônibus que circulam pelas ruas de Belém que as frases não estão mais no lugar delas. O mais estranho é que as “fitas” (ou molduras) em que elas eram grafadas, permanecem no desenho, mas sem nada escrito.
Vê-se, então, que a pintura dos coletivos sofreu grave alteração, perdendo em beleza, como vimos no post anterior. E no brasão que substitui as antigas ilustrações, deram fim nas frases em latim. E o sumiço não foi apenas nessas “ilustrações”: o foi formal e oficialmente pela Prefeitura, pois todo o material de comunicação que consultei exibe este brasão aleijado. Está em empenas gigantescas, anúncios, no sítio eletrônico oficial municipal, em tudo.
Não criei este blog para denúncias ou críticas, mas para valorizar o que temos de melhor. Mas, às vezes, perdoem-nos os leitores, é preciso chiar. Assim como as mangueiras que caem a cada chuva, vítimas da falta de manutenção; como os armazéns do cais do porto que estão sendo desmontados; do painel do Osmar Pinheiro Jr no Ver-o-Peso; vai-se mais um elemento da história da cidade. E este, com o agravante que é seu símbolo oficial. Seu Brasão d’Armas, hoje mutilado. Subtraído de uma parte essencial:



Escrito por Fernando Jares às 20h34
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CADÊ OS ÔNIBUS DE PINTURA CRIATIVA?

SUMIRAM AS ARARAS, OS MOÇOS DO AÇAÍ, O ARTESANATO...

Há alguns anos os ônibus de Belém ganharam uma nova pintura, padronizada, com cores vivas, variando conforme a linha e com ilustrações regionalíssimas, que deram uma alegria nova à cidade. Olha este cá embaixo, da linha Curió:


A alegria das cores desses ônibus extrapolou a rotina de ir e vir transportando passageiros pelas ruas de Belém. O pessoal, esperto e criativo, do grupo de stand up comedy “Em Pé Na Rede” fez até umas piadas que inspiraram o post “Busões Comedy”, cá por estas linhas virtuais, que você pode ler clicando aqui.
Nesse mesmo post escrevi sobre algo não tão engraçado: a ideia que andava ganhando falação de mudarem essa pintura dos ônibus.
O pior aconteceu: Belém já teve uma frota de ônibus bonita, animada, criativa, diferente das demais cidades. Fica a fazer jus à qualificação debochativa de “a terra do já teve”. O que se vê hoje é um downgrade (no sentido contrário a upgrade...) na pintura da frota de coletivos, onde essa característica que era única, foi substituída pelo Brasão d’Armas da cidade e a identificação “Cidade de Belém”. Saiu o designer criativo e entrou, vencedor, o burocrata. O modelo copia outras cidades, como São Paulo, por exemplo. Veja como ficou a coisa:

Mas o pior eu ainda não contei. Repare na foto, o brasão de Belém. Não é o oficial, tradicional, histórico. Além de pequenas alterações no desenho, o mais grave é que sumiram as frases, em latim, que dele faziam parte, há quase 400 anos! Mas isto é assunto para outro post...



Escrito por Fernando Jares às 19h39
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TOP MUNDIAL COZINHA EM BELÉM

“Iuuupiii!!!! Isso vai ser inesquecível!”

                                       Chef Roberta Sudbrack

A chef de um dos 100 Melhores Restaurantes do Mundo (The World's 100 Best Restaurants), a brasileira Roberta Sudbrack, cozinha em Belém neste sábado (19), para um grupo de felizes comensais que reservaram todos os lugares disponíveis no restaurante “Remanso do Bosque” para esse opíparo encontro.
Roberta Sudbrack comanda, no Rio de Janeiro, o restaurante que leva o seu nome, de cozinha brasileira moderna, e este ano estreou na lista dos 100 Melhores Restaurantes do Mundo, da revista inglesa Restaurant, cravando logo o 71º lugar! Junto com ela estão na preciosa lista de tops mundiais os restaurantes brasileiros “Maní”, de Helena Rizzo (SP), em 51º lugar, e “D.O.M.”, de Alex Atala (SP) dono do 4º lugar.
Roberta está retornando de Londres, onde foi conhecer as instalações do Centro Esportivo Crystal Palace, em que ficará a delegação brasileira que participará das Olimpíadas. É que ela é a responsável por elaborar o cardápio, com o apoio de nutricionistas do COB, que vai alimentar os atletas nacionais e está lá escolhendo pessoal e fornecedores, com quem trabalhará. Este é um trabalho voluntário prestado por ela, de graça, mesmo!
RS tem ações sociais conhecidas no Rio, como junto a merendeiras de escolas públicas. Leia aqui.
Roberta vem, portanto, praticamente direto de Londres para a cozinha do “Remanso”!
O animadíssimo e animador “Iuuupiii!!!!” lá do título é da própria chef Sudbrack e foi por ela postado no microblog Twitter semana passada, diante do aviú fresco que lhe enviou Thiago Castanho, titular e chef-residente do “Remanso do Bosque”. Os dois, mais o irmão de Thiago, Felipe Castanho, comandam o sofisticado menu-degustação de mais esta edição do programa “Visita Gourmet”, que traz a Belém grandes nomes da gastronomia nacional. O último que andou cá pelas ruas de Belém nesse programa foi Rodrigo Oliveira, do “Mocotó” (SP). Veja, clicando aqui, como foi a degustação nessa noite de março.
Trabalhando com técnicas, fórmulas e ingredientes que fazem a fama e o sucesso de seu restaurante, a chef convidada monta o cardápio em parceria com os dois chefs locais, agregando ingredientes da cozinha paraense que fazem o sucesso dos pratos do “Remanso”.
Conheça agora, em primeira mão, o cardápio que fará o menu-degustação da "Visita Gourmet" de Roberta Sudbrack:
Entrada fria:
Tartare de abóbora
Entrada Quente:
Bouillon de aviú fresco, cogumelos crus e jambu
Primeiro prato:
Farofa de ovo
Segundo prato:
Robalo confit no azeite de coco e purê rústico de legumes assados no forno à lenha com açaí
Principal:
Cordeiro de leite assado com rapadura, praliné de farinha de milho
Pré-Sobremesa:
Graviola fresca, farinha de banana, pimenta rosa
Sobremesa:
Canelone de maçã e farinha de castanha-dopará fresca

A COMPLEXIDADE DA SIMPLICIDADE
Roberta Sudbrack vai compartilhar seu conhecimento de técnicas gastronômicas e dos ingredientes brasileiros, inspirações e desafios, em uma aula com degustação na sexta-feira (18), às 19h, no salão superior do “Remanso do Bosque”.
O título da apresentação da premiadíssima chef, gaúcha de origem, “A complexidade da simplicidade”, antecipa sua forma de trabalhar e de valorizar/requintar, com qualidade reconhecida mundialmente, o simples da cozinha brasileira.



Escrito por Fernando Jares às 18h51
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BELÉM NO NYT – HÁ 25 ANOS

COZINHA PARAENSE SE ESPALHA NO MUNDO


29 de março de 1987, domingo. Há 25 anos e pouco mais de um mês, o jornalão norte-americano The New York Times dedicava meia página à cozinha paraense, “from Amazon”.
A matéria foi feita com a querida e sempre lembrada d. Anna Maria Martins, cozinheira de primeiríssima, dama fidalga, criadora do restaurante “Lá em Casa”, mãe do chef Paulo Martins, com ele formando a dupla que impulsionou a fama da culinária paraense para fora de nossas fronteiras. A publicação, obviamente, foi um sucesso pelas ruas de Belém. Você vê acima a reprodução que publiquei quinze dias depois, na edição de 12 de abril de 1987 de A Província do Pará, onde assinava a coluna “Pró-Turismo”.
Quase passei batido na data... Tinha anotado, mas não olhei no dia certo... De forma que aqui vai o registro uns poucos dias depois do Jubileu de Prata desta matéria, uma das muitas que Anna Maria Martins, com simpatia e competência, conseguiu motivar, para divulgar nossa cultura culinária. Abria-se nessa época um novo tempo, que hoje coloca o Pará como referência no Brasil e no mundo.
Na edição domingueira da Província publiquei o seguinte comentário como legenda à imagem entusiasmante daquela meia página do NYT:
Poucas pessoas do Pará — e presumivelmente do Brasil — devem ter ganhado tanto espaço no "The New York Times" como o que foi dedicado a Ana Maria Martins: não menos do que meia página sobre a nossa culinária e sua estrela maior. A matéria, assinada por Marlise Simons, repórter desse jornal para a América Latina, discorre detalhadamente sobre todos os sucessos da cozinha paraense, da qual Marlise é uma apaixonada, abordando principalmente o dedicado trabalho de d. Ana em cima das mais preciosas tradições de bem comer do paraense. Um feito no mínimo extraordinário, que vem coroar um trabalho não exclusivamente profissional, mas que tem uma elevadíssima dose de amor em tudo que é feito por d. Ana. A dedicação dela à preservação e ao desenvolvimento de nossa culinária é um marco definitivo, reconhecido em todo o Brasil, por via de suas rnais expressivas publicações. Do exterior diversas têm sido as manifestações, mas esta agora completa um quadro que, curiosamente vem acontecer exatamente no ano em que o restaurante "Lá em Casa" completa seus 15 anos
.”
Caso queira ler a matéria na íntegra ela está disponível no sítio eletrônico do NYT. Basta clicar aqui.



Escrito por Fernando Jares às 18h01
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O RESSUSCITADOR DE PARAENSES DE VOLTA!

BATISTA CAMPOS VIVO NO PALCO DO SESC BOULEVARD!


“Batista”, o Batista Campos, para muitos apenas nome de praça, de bairro, de linha e de companhia de ônibus (ainda existe? Transbcampos, é isso?), está sendo ressuscitado para quem o pouco conhece pelas ruas de Belém.
Ressuscitar no palco paraenses notáveis que a nossa falta de memória coletiva insiste em esquecer é uma das tarefas que realiza com extrema dedicação e competência o dramaturgo, jornalista, poeta, romancista, multimídia Carlos Correia Santos.
E “Batista” é mais um desses trabalhos. A peça estreia amanhã (10), no SESC-Boulevard, com entrada franca.
Imagino que se o cônego Batista Campos não tivesse tido uma morte tão antes da hora e tão desastrada, teria sido uma figura central, extraordinária, na história da Cabanagem. Não custa matutar: o rumo da revolução poderia ter sido outro. Mas isso é discussão pra muito mais tempo – vamos ver o que o Carlos Correia Santos nos oferece como incentivo a um importante debate sobre uma figura exponencial de nosso mais importante acontecimento histórico, mas infelizmente tão descuidado pelas autoridades – até o monumento em homenagem à Cabanagem e aos cabanos, desenhado por Oscar Niemeyer foi abandonado! Quantas cidades no mundo têm um monumento assinado por Niemeyer em via pública?
A peça celebra os 230 anos do sacerdote e o ator Hudson Andrade é que vive esse audacioso religioso, que foi também jornalista. Andrade também dirige o espetáculo, que tem consultoria de direção de Adriana Cruz e participação especial da cantora e atriz Cacau Novais.
Estreando amanhã, quinta-feira (10/05) a peça terá ainda apresentações nos dias 11, 17, 18, 24 e 25 de maio, sempre no mesmo horário e sempre com entrada franca.
CCS já ressuscitou o inventor paraense Júlio Cezar (Ribeiro de Souza), nome de nosso principal aeroporto e de uma das vias de acesso a esse aeródromo com “Júlio irá voar”. Já fez o pintor Theodoro Braga reviver; o fantástico poeta Antonio Tavernard; o grande poeta e pintos Ismael Nery. Já o batizei de “Ressuscitador de paraenses”: leia “O ressuscitamento de Antonio Tavernard”
clicando aqui. No ano passado Carlos andou por Lisboa, a lançar um livro e a envolver-se com poetas que nos soam como lendas: leia “Sorrisos entre poetas e Lisboa” clicando aqui.

Leia mais sobre "Batista" no Facebook, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 15h38
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VOTEMOS NOS MELHORES DA GASTRONOMIA

TEM PARAENSE NA PARADA!


O Pará concorre em duas das principais categorias do “Prêmio Melhores do Ano Prazeres da Mesa/Tramontina 2012”, promovido pela revista Prazeres da Mesa. A votação, pela internet, apontará os profissionais e estabelecimentos de maior destaque na gastronomia brasileira.
Um júri convidado pela revista, formado por chefs, jornalistas e gourmets, selecionou e indicou nomes que se destacam no cenário gastronômico do país. Os mais votados em cada categoria vão agora à votação popular no sítio eletrônico da revista.
O Pará está concorrendo em duas das 15 categorias – e logo duas das mais cobiçadas: “Chef do Ano” e “Restaurante do Ano”. Isso mesmo! O jovem chef Thiago Castanho é nosso representante na primeira e o restaurante que inaugurou ano passado, o “Remanso do Bosque”, disputa para ser considerado o melhor restaurante do país.
Para ganharem, precisam de maciça votação dos paraenses! É que a maioria dos concorrentes, em todas as categorias, é de São Paulo. Dos 73 candidatos aos 15 títulos, 54 são paulistas! 8 são do Rio de Janeiro. O Pará, com 2 concorrentes está em terceiro lugar, ao lado do Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal. Com um concorrente estão Espírito Santo, Alagoas e Pernambuco. Os candidatos são todos de altíssimo nível!
Tem paraense na parada para ser o Melhor da Gastronomia!
A escolha como finalista, por um júri de altos especialistas, já é uma premiação, um destaque nacional! Mas o bom mesmo é ser o primeirão! Vamos votar! Vamos mobilizar nossos amigos para votar, pelas ruas de Belém, nas outras cidades do Estado, os que estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Vamos passar o link para nossas listas de e-mail, no Twitter, no Facebook, etc.
Mãos à obra! Basta clicar aqui para ter acesso à página de votação da Prazeres da Mesa.
O link da página para enviar aos amigos é este: http://prazeresdamesa.uol.com.br/arquivos/melhores2012.htm
Atenção! A votação pode ser apenas nas categorias que você preferir. Não é preciso votar em todas. Mas é necessário agir logo, porque o prazo encerra no próximo dia 24 de maio.



Escrito por Fernando Jares às 13h45
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COZINHANDO PELO BRASIL

DANIELA MARTINS NO RIO DE JANEIRO


A cozinha paraense estará presente no Festival Gastronômico de Visconde de Mauá que acontece nessa cidade do Rio de Janeiro, agora de 18 a 20/05, conforme a notícia abaixo. O festival apresenta aulas ministradas por chefs de todo o Brasil e jantares assinados por esses profissionais.
A chef Daniela Martins, do restaurante “Lá em Casa”, que recentemente participou do “5º Cruzeiro Gourmet”, no navio Costa Fortuna, da companhia Costa Cruzeiros, vai ministrar aula-show sobre uma sobremesa requintada, combinando especialidades que temos aqui pelas ruas de Belém, com uma tradição nordestina: “Bolo de rolo de cupuaçu” que será servido com sorvete de creme e farofa de castanha-do-pará. Aula com a receita, naturalmente, e degustação para os felizardos participantes. Imagine o sabor!
O mesmo “Bolo de Rolo de Cupuaçu” Daniela servirá como sobremesa no refinado "Jantar dos Chefs", que será um jantar beneficente, conforme a característica desse tipo de festival que envolve os restaurantes da Associação da Boa Lembrança.
Estrelas de primeira linha da gastronomia nacional vão estar na cidade, convidados de Mônica Rangel, que tem lá seu famoso restaurante “Gosto com Gosto”. Confirmados, além de Daniela, Teresa Corção – Navegador/RJ; Flavia Quaresma – Consultora/RJ; Heiko Grabolle – Consultor/SC; Bel Coelho – Dui/SP; Rodrigo Martins – Vino/SP; Wanderson Medeiros –Picui/AL; Guga Rocha – Consultor/SP.
Por sinal Daniela também vai comandar uma cozinha carioca no Festival Gastronômico Rio Bom de Mesa, no final de junho.

THIAGO CASTANHO EM SÃO PAULO


Com a responsabilidade de chef do 4º Melhor Restaurante do Mundo (D.O.M., SP), Alex Atala indicou o paraense Thiago Castanho, dos restaurantes “Remanso do Peixe” e “Remanso do Bosque”, como um dos cinco melhores do país. “No Brasil temos grandes nomes da gastronomia que posso citar tão rápido quanto a repercussão da premiação em que o D.O.M foi bem colocado", disse ao portal Terra (clique aqui para ler). E listou Helena Rizzo, do “Maní” (SP), Roberta Sudbrack, do “Roberta Sudbrack” (RJ), Rodrigo Oliveira, do “Mocotó” (SP), Thiago Castanho e Alberto Landgraf, do “Epice” (SP). As duas estão com Atala na lista da Restaurant Magazine, ocupando o 51º e o 71º lugar. Curiosamente, quase todos têm ligações pelas ruas de Belém: Atala e Helena Rizzo estiveram no Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, Thiago é daqui mesmo e Roberta aqui estará na semana que vem para cozinhar no “Visita Gourmet”, convidada pelo Thiago, que também já recebeu, no mesmo programa, o Rodrigo Oliveira (leia aqui).
No mesmo dia da premiação Atala já havia dito à revista Prazeres da Mesa que a lista poderia conter outros nomes do país e citou Claude Troisgros e Thiago Castanho (para ler a Prazeres, clique aqui).
Thiago Castanho estará no final de junho ensinando e cozinhando em São Paulo para o “Paladar – Cozinha do Brasil”, promoção do caderno Paladar, do jornal O Estado de S. Paulo. “Farinha com farinha: da entrada à sobremesa” é o tema que ele e Rodrigo Oliveira apresentarão, passeando por muitos tipos de farinhas, do Norte e do Nordeste (especialidade de Rodrigo). Aula com receitas e degustação.



Escrito por Fernando Jares às 17h41
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EM DEFESA DA GASTRONOMIA NACIONAL

O Brasil vai ganhar uma entidade com o objetivo preservar, desenvolver e promover, em diversos âmbitos, a cultura culinária brasileira e seus atores, em ações que serão realizadas em parceria com entidades públicas como MTur, Embratur e Sebrae. Já houve uma reunião no Ministério do Turismo entre as partes e a campanha será lançada agora entre 18 e 20/05, durante o Festival Gastronômico de Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro. Liderados por Mônica Rangel (esteve recentemente pelas ruas de Belém participando do X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense) cerca de 20 chefs de todo o país foram convidados e já integram a Associação Brasil à Mesa. O Pará tem dois representantes: Daniela Martins, do “Lá em Casa” e Thiago Castanho, do “Remanso do Peixe”.
Esta associação e as entidades oficiais devem formar o Grupo de Turismo Gastronômico, com atuaação nacional.
Tudo começou quando Mônica descobriu uma nova legislação sobre classificação hoteleira (a volta das estrelas) que, dentro da linha burocratizante que assola o país, exigiria dos hotéis, para receberem estrelas, coisas como equipe bilíngue e um restaurante de cozinha internacional – aparentemente, julgavam os burocratas, o país não tinha pratos expressivos ao nível que eles consideravam ideal para atrair turistas... Mônica ao saber do absurdo juntou colegas e foi à ação, culminando por receber apoio de autoridades federais para corrigir a anomalia. Daí a coisa se desenvolveu e deve virar ação planejada e institucionalizada a partir deste mês.



Escrito por Fernando Jares às 17h15
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GABY & ANGÉLICA

FRUTOS DO MAR + AÇAÍ + TECNOBREGA


Olha a moderna gastronomia paraense juntando-se a moderna música do povo do Pará: Gaby Amarantos cozinha e canta, neste sábado, 05/05, no programa Estrelas, da apresentadora/cantora Angélica, na Globo/Liberal.
Do Jurunas para os estúdios globais Gaby vai fazer um risoto de frutos do mar com tinta de açaí, que faz aqui pelas ruas de Belém, em receita do chef paraense Thiago Castanho (restaurante Remanso do Bosque) enquanto cantarola seu sucesso, “Ex my Love”, tema de abertura da novela “Cheias de Charme” - como faz habitualmente ao cozinhar em casa, para a família, disse à Caras Online. E as duas ainda cantam juntas!
Há alguns dias escrevi nestas linhas virtuais sobre o sucesso da gastronomia e da música popular do Pará e sugeri que “É preciso que as autoridades aproveitem a oportunidade, criada pela iniciativa de profissionais independentes nesses campos e, com bom e competente planejamento, transformem esse momento em resultados para a economia do Estado e bem-estar da população”. Para ler “Cozinha paraense, esta uma tem peso”, clique aqui.
Já quer ver a Gaby cozinhando e cantando? Clique aqui e vá direto pro Estrelas!



Escrito por Fernando Jares às 21h04
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A RENOVAÇÃO DOS SABORES

INGREDIENTES DA AMAZÔNIA ESTÃO NA ONDA


Segunda-feira, 30/04, cozinhando para alguns dos mais importantes chefs internacionais, em Londres, o brasileiro Alex Atala (D.O.M.) – que horas depois seria anunciado como o quarto melhor do mundo – usou ingredientes tipicamente amazônicos, destes que encontramos pelas ruas de Belém, como tapioca, tucupi, pimenta de cheiro, castanha-do-pará, que levou “escondido dentro da mala”, como disse ao jornal Folha de S. Paulo (clique aqui – acesso apenas aos assinantes UOL ou FSP).
Aí em cima você vê a página do endereço eletrônico do The World's 50 Best Restaurants que apresenta o “D.O.M.” – acesse clicando aqui. Repare no destaque para a Amazônia e seus ingredientes.
Dois outros restaurantes brasileiros estão na lista dos 100 Melhores do Mundo: “Mani”, de Helena Rizzo (51º) e “Roberta Sudbrack”, comandado pela chef de que lhe empresta o nome (71º) este pela primeira vez na relação.
Atala disse à revista Prazeres da Mesa sentir falta de mais profissionais do Brasil na lista e citou nominalmente o francês, há tantos anos radicado no Brasil, Claude Troisgros e o paraense Thiago Castanho, que não fazem parte do ranking da revista Restaurant. Leia aqui.
Digamos que o cenário da melhor gastronomia mundial está favorável, aberto aos produtos amazônicos.
Quando a Folha perguntou ao Atala “O que falta à gastronomia do Brasil agora?” Ele respondeu: “O meu medo é que o produto brasileiro fique só no Brasil. O Ferran [Adrià] botou receitas de tucupi no livro dele. Dentro do Brasil, até hoje, o comércio de tucupi é duvidoso. Precisamos fazer a lição de casa. O Peru fez e exportou.”
O prematuramente falecido chef Paulo Martins, que apresentou o tucupi a esses estrelados chefs, sabia disso e buscava alternativas. Trabalhava com especialistas na busca da conservação do tucupi e outros produtos locais, para serem exportados, para dentro e para fora do país. Uma vez ele me disse que “O tucupi vai ser o shoyo do século XXI”. O assunto é antigo, já andou cá por estas linhas virtuais, ainda em 2009, justo quando o Adrià inventou um tucupi à la El Bulli... para ler “O mundo quer o tucupi”, clique aqui.
O jornalista Josimar Melo chamou a atenção, no dia 01/05, na Folha de São Paulo para que “Existe hoje, no mundo gastronômico, um interesse crescente por novos produtos, e o Brasil (especialmente a Amazônia) aparece como promessa de ser um celeiro de renovação dos sabores. A presença de três restaurantes brasileiros entre os cem melhores, e o fato de que são todos de cozinha moderna, indica que esse é um nicho promissor.” (clique aqui, também para assinantes).
O paulista Alex Atala sabe de sua responsabilidade não apenas profissional, mas também política, tanto que, perguntado pela FSP sobre a importância do título, respondeu: “Isso me dá mais força para voltar ao Brasil e pedir ajuda para uma nova geração de cozinheiros, para melhorar algumas questões legais com relação aos pequenos agricultores.”
Roberta Sudbrack destacou a importância dos fornecedores falando à Folha: “Todo mundo está prestando mais atenção no seu fornecedor, tratando com mais carinho seu produtor. Um amadurecimento em vários níveis é o que faz uma grande gastronomia.”
O Pará precisa estar atento a esta oportunidade. O segmento produtivo, como federações de empresários, Secretaria de Agricultura, Emater, etc. todos devem estudar o assunto, planejar adequadamente e, no menor tempo possível, agir. Ação competente e planejada é o que é necessário. Urgentemente. O Peru anda fazendo isso muito bem feito e a Venezuela já se anuncia dona de uma “cocina amazónica”. Ao final do X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense comentei esse assunto aqui.
Quem tem duvida sobre o poder destes grandes chefs premiados pela Restaurant, que veja a foto abaixo, que captei do @TheWorlds50Best onde aparecem Alex Atala, Ferran Adrià, Thomas Keller e um elenco não menos votado... num ponto mais que poderoso pelas ruas de Londres!




Escrito por Fernando Jares às 22h10
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A PELE COMO LITORAL

PSICANÁLISE À FLOR DA PELE


Pós-doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo, psicanalista com 18 anos de atuação e membro do Fórum do Campo Lacaniano, com uma grande experiência em pesquisa, a paulista Tatiana Carvalho Assadi é a convidada deste mês do Ciclo de Seminários de Psicanálise em Extensão-2012, da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil em Belém, que aborda o tema “Diálogos entre a psicanálise e outros saberes”. Será nesta sexta-feira, 04/05, no Belém Soft Hotel, conforme anuncia o cartaz acima.
Doutora em Ciências Médicas pela Unicamp, Tatiana Assadi falará e debaterá uma de suas especialidades, sob o tema “a-pelLe: sobre psicanalise e medicina” que vem a ser o assunto que ela trata no livro "A Pele Como Litoral - Fenômeno Psicossomático e Psicanálise", do qual é uma das coautoras e organizadora. Ela abordará as relações entre a psicanálise e a medicina no que tange, especialmente, às doenças na pele, como psoríase, vitiligo, etc.
O encontro é aberto a quem trabalha e estuda este tema pelas ruas de Belém e terá lugar no Auditório do Belém Soft Hotel (antigo Equatorial), nesta sexta, das 19 às 21 horas (Av. Brás de Aguiar, 612, entre Quintino Bocaiuva e Rui Barbosa). Informações: 8115-2554 / 9178-4177. O valor das inscrições é R$ 30,00 para estudantes e R$ 50,00 para profissionais.
Novo seminário no dia 1º de junho abordará a “Psicanálise e ideologia da sociedade de consumo” com o psicanalista Conrado Ramos, pós-doutor pelo NPPS/PUC-SP e doutor pelo Instituto de Psicologia da USP.
Você pode ler o artigo “Engrenagem ou desaparecimento do corpo? Questões acerca do FPS em um caso clínico de psoríase” de Tatiana Assadi, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 23h33
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CAMPEÕES DA GASTRONOMIA

MELHORES DO MUNDO PELAS RUAS DE BELÉM


Saiu esta tarde a lista dos Melhores Restaurantes do Mundo, segundo seleção feita por chefs, gourmands, críticos e escritores de todo o mundo, pela revista inglesa Restaurant. É a premiação mais respeitada do planeta na atualidade.
Um brasileiro no topo e mais duas brasileiras se apresentando à consagração mundial. Os 10 primeiros lugares estão aí em cima, com destaque para o 4º Melhor Restaurante do Mundo, o “D.O.M.”, de Alex Atala, São Paulo. Ele subiu três posições, o que nessa escala e nesse meio é fantástico.
Entraram na lista dos 100 Melhores mais dois os restaurantes brasileiros: “Mani”, da chef Helena Rizzo, de São Paulo, em 51º lugar – por uns poucos votinhos não foi para a hipervaliosa lista dos 50 maiores – subindo 23 posições sobre o ano passado! e “Roberta Sudbrack”, da chef do mesmo nome, no Rio de Janeiro, em 71º lugar, entrando pela primeira vez no ranking.
Por que estão por aqui estes chefs de outros Estados? Porque de uma forma ou de outra têm ligações com a cidade. Alex Atala é costumeiro por aqui. Ainda este mês esteve no X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, palestrando, cozinhando, ensinando e aprendendo, como faz questão de destacar. E porque as riquezas da cozinha amazônica são um dos destaques de seu trabalho na atualidade, especialmente no badaladíssimo “D.O.M.” Helena Rizzo também esteve cá, participando do mesmo festival gastronômico. E Roberta Sudbrack estará no dia 19 de maio pelas ruas de Belém para participar do programa “Visita Gourmet”, no restaurante “Remanso do Bosque”, com os chefs Thiago Castanho e Felipe Castanho.
Sempre distribuindo simpatia, Atala foi muito festejado na hora que teve seu nome anunciado: “Alex Atala from D.O.M of Brazil comes in at number 4 - biggest reception yet from the audience...” anunciou on-line o Twitter dos promotores do evento. O apresentador não poupou palavras e a Amazônia ganhou citação.
A cerimônia da entrega está disponível no YouTube. Para ver, basta você clicar aqui.
No UOL você encontra algumas dicas sobre o “D.O.M” (clique aqui), que já foi assunto nestas linhas virtuais dezenas de vezes, como aqui.



Escrito por Fernando Jares às 19h23
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ALTA GASTRONOMIA E COMIDA POPULAR

GRANDES CHEFS ENVOLVEM-SE COM COZINHA POPULAR

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As duas fotos acima, embora ambas tenham a presença de chefs de cozinha conhecidos no país fazendo comidinhas populares em uma bancada de barraca, não são do mesmo evento.
Na primeira foto está a chef Ariani Malouf, de Cuiabá (MT), com a boieira Roseane Silva, do mercado do Ver-o-Peso, no Jantar das Boieiras, domingo, dia 15/04, no encerramento do “X Ver-O-Peso da Cozinha Paraense”, em Belém (Foto: Divulgação do evento).
Na segunda foto está a chef mexicana Lourdes Hernández, de São Paulo (SP), no evento “O Mercado”, realizado uma semana após o VOPCzPA, na madrugada de domingo, 22/04, na capital paulista, onde chefs faziam e vendiam comida de rua em barraquinhas no pátio da Galeria Vermelho, em Higienópolis. Foi tão sucesso que pode virar evento mensal.
Com produtos semelhantes, embora filosofias diversas – em Belém representa a união da cozinha popular paraense com a sofisticação da gastronomia de chefs locais e convidados; em SP os chefs trabalham sozinhos –, separados apenas por uma semana, os dois eventos têm entre eles a distância de milhares de quilômetros.
Parece que a ideia de valorizar a comida popular, comida de rua, de feira, lançada nacionalmente pelo VOPCzPA, com o Jantar das Boieiras, que antes era Jantar Popular, trabalhando comidinhas comuns aqui pelas ruas de Belém, com acompanhamentos criados pelos grandes chefs, está dando frutos além Belém. Para saber mais sobre o evento paulista, passe pelo "Comes e Bebes" do jornalista Marcelo Katsuki, de onde captei a foto acima, clicando aqui.
E tem mais: Alex Atala, veterano em produzir jantares com as boieiras do Ver-o-Peso, é um dos que participa do projeto “Chefs na Rua”, que teve um primeiro teste de logística nessa madrugada. O “pra valer” será no dia 6 de maio, domingo, dentro da “Virada Cultural” paulistana, com um feirão no Minhocão, que terá 20 barracas, das 8 às 20h, e grandes chefs, como Rodrigo Oliveira, Raphael Despirite, Janaina Rueda, Lourdes Hernández, Atala e outros 15. Para mais informações, clique aqui.
Essa é uma tendência em que cozinhas ricas em comidas populares e em ingredientes únicos, como é o caso da culinária paraense, podem conseguir excelentes resultados. Depende exclusivamente da ação de lideranças e autoridades ligadas ao segmento. Este assunto esteve aqui nestas linhas virtuais já muitas vezes. A mais recente, está aqui.
A valorização dos ingredientes locais e sazonais tem um defensor-estrela mundial: o chef dinamarquês Rene Redzepi, que comanda o “Noma”, já por dois anos considerado o melhor restaurante do mundo (segunda-feira agora, 30/04, vão ser anunciados os melhores deste ano. Continuará? E do Brasil, o “D.O.M.” permanece como o 7º melhor? Entrará um novo?). Para Redzepi é importante utilizar ingredientes locais e, ao valorizar produtos da Dinamarca, conquistou tão importante posto. No final de julho ele estará em Londres apresentando seus famosos pratos e já anunciou que vai usar ingredientes britânicos o que por si já será uma atração a despertar para o prazer gastronômico o público que desembolsar 195 libras por uma degustação...



Escrito por Fernando Jares às 18h20
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VALMIR BISPO SANTOS

“ELE ERA ABSOLUTAMENTE DO BEM.”


Primeiro paraense a chegar à presidência da União Nacional dos Estudantes, nos idos de 1987, liderança inconteste entre os estudantes paraenses naqueles tempos de volta à normalidade democrática, faleceu na semana passada Valmir Bispo Santos. Liderou memoráveis campanhas pelas ruas de Belém, a mais conhecida, sem dúvida, que levou à conquista da meia-passagem pelos estudantes.
Colega de trabalho de sua irmã Vânia, acompanhei de longe seu trabalho. Mas, durante quase 20 anos, trabalhei na Albras, em Barcarena, ao lado da publicitária Andrea Lima dos Santos, muito amiga do Valmir, de quem volta e meia contava alguma coisa. Por isso, quando soube da morte dele, avisei a Andrea. Ficou chocada. Falamos ligeiramente sobre essas coisas e essas dificuldades. Depois a Andrea mandou-me um e-mail com as lembranças do amigo. Não resisti e pedi autorização para trazer para cá parte do escrito pelo coração dela:

“É quase impossível não ficar/estar chocada, para quem conheceu o Valmirzinho. Ele era absolutamente do bem.
Estava conversando com um amigo e lembrando como ele era um líder diferente. Tão pequeno em estatura e tão grande na forma de liderar. Fala-se hoje tanto em liderança, mas nada (ou ninguém) se parece com o carisma que ele tinha.
Foi como presidente do DCE que conheci pessoalmente o Valmir, logo ao entrar na Universidade - primeiro foi como o irmão querido da Joice, ainda no ensino médio.
Lembro que ele puxou a luta pela meia passagem para estudantes. E ainda era um menino - ou já era um veterano, pra quem passou no vestibular de Medicina aos 16 anos. Acabou cursando História.
Um dia, ia saindo de uma aula para pegar o ônibus e me vi no meio de uma manifestação. Aquela confusão entre as "partes interessadas" (polícia, estudantes, imprensa, empresários, ônibus parado etc.). Já era tarde e estava escuro e quando cheguei ao portão principal do Campus a confusão estava armada. No meio daquilo tudo apareceu o Valmir. Chegou, subiu no portão e foi pedindo pra todo mundo se acalmar. E o povo todo foi ficando mais quieto. Apesar do calor e da emoção, típicos das manifestações estudantis, os encaminhamentos puderam ser feitos... Vinte e tantos anos depois lembro bem daquele dia, da imagem das pessoas silenciando para ouvir o que ele tinha a dizer. Isso me marcou. E, pra mim, fez dele um líder único no movimento estudantil. Talvez o Tião Viana, também nos anos 80, tivesse um jeito parecido... acabou governador do Acre (rs).
Lembro que a
Folha de S. Paulo dedicou uma página inteira quando o Valmir, depois do DCE, assumiu o comando da UNE. "A UNE perde a carranca", se eu não me engano, era o título da matéria. Até procurei nas minhas coisas pra ver se eu ainda tinha o jornal. A Folha estava certa. Ele não era nada carrancudo e levou esse jeito “diferente” para UNE. Era uma liderança única mesmo, ímpar, pude ver isso de perto enquanto estive na universidade.
Era uma liderança respeitosa. Firme e doce ao mesmo tempo. Para usar uma palavra bem comum no movimento, ele era um Companheiro, mas no sentido exato e profundo da palavra! Ele se preocupava com as coisas e batalhava por uma solução. E isso para não me alongar ainda mais... e estender o assunto para outros campos.
Há uns dois meses encontrei com ele na padaria da esquina da Campos Sales com a Carlos Gomes, perto de casa. O Marcelo estava comigo. Acho até que foi no último almoço que fizemos em casa. A conversa começou por aí, pelos almoços de sábado na casa dos pais. Falamos da alegria de ter aquele momento com a família e com os irmãos. Foi quando fiquei sabendo da compra casa da Padre Prudêncio. ‘Me juntei ao Miguel (Chikaoka) e ao Mariano (Klautau), Andreinha. Essa é a nossa parcela de contribuição para preservação do patrimônio (histórico de Belém)’, disse sorridente.
Comentamos que essa era uma de nossas preocupações e que por isso a venda da nossa casa já se arrastava por quase nove anos. Dava uma pena enorme pensar que ela podia virar estacionamento.
Rimos muito lembrando as coisas simples da vida. Falei de como o trabalho (21 anos) em Barcarena deixava Belém, as coisas e pessoas, perto e longe ao mesmo tempo! Eu sentia por ficar muito tempo sem ver os amigos pela distância e da correria que era a nossa vida quando estávamos em Belém. E ele ria dizendo que mesmo estando em Belém não dava tempo pra muita coisa... Enfim, foi um encontro nostálgico e sobre o tempo – ou a falta dele (rs).
Marcamos um café na casa dele quando eu voltasse, sem pressa (?!), a Belém. Não deu tempo.
Ficam as boas lembranças e a saudade, que é inevitável.”

O fotógrafo Paulo Santos é outro amigão que viveu e registrou intensamente aqueles tempos. E escreveu, com as fotos, “Uma breve história de Valmir Santos”, que postou no Flanar – e você pode ler clicando aqui. Não deixe de ler os comentários. A foto lá em cima eu a captei dessa história.
Andrea emocionou-se com as fotos: “Se tivesse visto as fotos antes nem precisava tentar descrever a movimentação. Que ‘filme’!!”, disse em outro e-mail. Ainda bem que ela não tinha visto as fotos antes...

Leia também o que publicou sobre sobre Valmir Santos o sítio eletrônico da UNE, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 19h40
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