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PELAS RUAS DE BELÉM


TAPIOQUINHA DE MOSQUEIRO

“BRANQUINHAS” & CIA NO CAFÉ DA MANHÃ

Café da manhã de domingo com cara paraense é bom mesmo numa tapiocaria, com destaque para aquelas barracas da Praça da Matriz, em Mosqueiro, em frente ao Mercado. Mas na falta de estar lá pelo aprazível balneário, vamos nos safando aqui pelas ruas de Belém. Já dei algumas dicas por estas páginas, como a “Pai D’Égua”, na Antonio Barreto, que fechou, infelizmente. Da “DomNato – Casa de Pães”, na BR-316, seguramente a tapioquinha mais delicada que já provei (leia clicando aqui). Para os de fora: clássico das comidas de rua de Belém e, mais recentemente, das tapiocarias, é um rolinho feito  apenas com “goma” de tapioca temperada com sal, levada ao fogo. A jornalista Rejane Barros, especialista em boas comidas, às chama de “branquinhas” – gostei do apelido. No interior, ponha tudo que imaginar, de apenas manteiga ou azeite, para quem tem restrição à lactose, às mais sofisticadas combinações.

Ultimamente tenho andado pela “Tapioquinha de Mosqueiro”, na Domingos Marreiros – que ao menos evoca a delícia popular mosqueirense e fica quase em frente à igreja que vou aos domingos... aí é como diria o meu avô: “caiu a sopa no mel”. E fazem o serviço, ou melhor, as comidinhas, decentemente.

Fiz um levantamento no cardápio e são oferecidas 75 tapioquinhas salgadas, 29 doces e oito lights. Fora uma infinidade de outros produtos como o cuscuz legitimamente paraense, bolo de macaxeira, 43 variações de pães, do clássico pão com ovo ao queijo e presunto, ou queijo, presunto, ovo e bacon, até um único chamado de sanduíche: de mortadela (R$ 13,50) – sim, na linha daquela clássica do Mercado Municipal de São Paulo, com imensa quantidade de “mortandela”, conforme sugere a foto em um banner na casa. Ainda não a enfrentei...


Comecemos o desfile com este “Pão com ovo” (R$ 4,00), popularmente chamado pelos seus consumidores de “P.O.”, nos botecos de cidade e dos beiradões da vida. Já os comi muitos nas beiras de rio ou nos barcos que cortam estas águas amazônicas. Ao fundo da foto uma “Tapioquinha com manteiga” (R$ 3,50) a versão básica da “branquinha”. Anote: a versão “Pão com Manteiga”, que aqui custa R$ 2,00, é conhecida na intimidade dos comensais como “P.M.”, mas evita-se pedir por essa singela sigla, havendo um policial na beira do balcão...

 

O Cuscuz (R$ 5,00) paraense é totalmente diferente daquele que tem lá pelo sul/sudeste, que é salgado, ou do couscous marroquino, por sinal base para esse que se come em São Paulo ou Rio. O cá da terra é doce: nadando em farto leite de coco, como se vê na foto. Este um estava maravilha, sumano!

 

As tapioquinhas classificadas como salgadas existem aqui às dezenas, como disse acima. Por exemplo, a “Tapioquinha com ovo” (R$ 4,50), com um ovo frito no interior, versão tapioquífera do “P.O.”..., é uma delícia. Aliás, domingo passado fui a uma “Tapioquinha com cheddar e charque” (R$ 10,00), saborosa, mas precisava comer rapidinho para não esfriar, tinha uma gordura de fazer gosto... que a minha cardiologista não me leia!, mas tava boa, mana.

 

O “Bolo de macaxeira” (R$ 4,50) é um clássico das comidinhas e comidas de rua de Belém. É feito com a macaxeira ralada, leite de coco e ovos – quer dizer, sem glúten e sem lactose, liberado para quem tem restrições a esses dois vilões de culinária moderna... Quer uma receita? Tem no livro “Cozinha de Origem” (pág. 42) de Thiago Castanho, que entrega a receita do “Bolo de macaxeira da dona Carmem”, que vem a ser a mãe do próprio Thiago. Imagine, imagina a delícia!



Escrito por Fernando Jares às 16h50
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ROTA TURÍSTICA DO QUEIJO DO MARAJÓ

O QUEIJO DO MARAJÓ COMO ISCA PARA TURISTAS

Uma vez, muitas luas atrás, fui ao Marajó e resolvi trazer um “queijo do Marajó” de verdade, comprado lá, na boca da produção. Quem disse... Não tinha no mercado, mandaram ir a certo endereço, pras bandas do curtume, mas lá só teria na semana seguinte, nada, nada. Falando do problema ao garçom no hotel em que estava hospedado, ele disse que daria “um jeitinho”. Pouco depois voltou dizendo que o cozinheiro ia “arranjar” meio queijo... E eu voltei feliz com meio queijo para as minhas meninas. (embora obtido de forma muito estranha... mas turista gosta de aventura).

Lembro que, ainda há poucos anos, de vez em quando a gente comprava um dito queijo do Marajó, só falsidade. Fake puro – era até farinhento... Quando molecote comprava-se em certos endereços: lembro que ia ao Ver-o-Peso comprar numa mercearia, acho que era a Cuia Verde ou a Cuia Preta, não recordo ao certo. Hoje essas dificuldades não devem existir mais, com a regulamentação e qualificação da produção e dos produtores de queijo na ilha do Marajó o produto entrou em linha de profissionalização. As experiências que já fiz, de diversas marcas, vêm confirmando a boa qualidade: já testei o Péua, Fazenda Flecheiras, Queijo do Prudêncio e Santa Filomena, todos bons, sendo que o primeiro (Péua), para mim, foi o melhor. Alguns já estão à venda pelas ruas de Belém em supermercados (Líder, por exemplo), padarias (na Umarizal) – mas um deles tive que ir buscar na casa de um revendedor no Telégrafo... Ainda não há regularidade na distribuição, de vez em quando o produto some.

 

Queijo do Marajó (Foto divulgação Setur)

O governo Jatene vem dando especial atenção a essa questão, primeiro com a regulamentação da produção artesanal do queijo na ilha, com legislação apropriada e apoio técnico para qualificação dos produtores. Quando vi as exigências, confesso que fiquei preocupado com a dose de burocracia, mas ouvi de representante do governo, acho que da Sedap, que o projeto vai bem, com os produtores obtendo bons resultados, tendo quem já precisou ampliar a produção. Isso é ótimo.

Mais recentemente a área de turismo vislumbrou uma boa oportunidade: unir o exclusivo queijo do Marajó ao desenvolvimento do turismo na ilha. Algo muito lógico: a ilha tem incrível potencial turístico, nunca bem explorado por falta de infraestrutura e de produtos turísticos apresentáveis ao mercado. Daí surgiu a Rota Turística do Queijo do Marajó desenvolvida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), em Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari. Transformar um produto local em atração para o turismo, possibilitando novas fontes de negócios, trabalho e renda na região.

Por ser a maior ilha fluvial/marítima do mundo Marajó é estudada nas aulas de geografia em todo o mundo. Quer dizer: todo mundo sabe de suas atratividades. Todo turista real e potencial tem conhecimento da ilha e, de acordo com seus interesses pode ser um próximo visitante. Só é preciso chegar até ele, com mensagens adequadas e produtos turísticos ao seu alcance. Como o turismo gastronômico é um segmento em pleno crescimento no mundo as autoridades do turismo paraense decidiram investir nesse nicho para trazer visitantes. E por isso criaram essa Rota Turística do Queijo, como existe a rota dos vinhos no sul do Brasil ou na Europa, rotas de queijos na França, etc.

Além desse tipo de ação o governo estadual tem realizado um conjunto de outras medidas como a pavimentação da PA 154, estrada que une os municípios de Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure; os serviços de lanchas rápidas no trajeto Belém-Marajó; e o Programa Voe Pará.

Veja só: ao todo já são dez queijarias devidamente cadastradas, registradas e certificadas no Marajó, em ação conjunta executada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará). Elas recebem um selo que atesta a qualidade do produto oferecido ao consumidor.

Veja os produtores com registro na Adepará:

1 Mironga – Soure

2 Péua – Soure

3 Novo Horizonte – Soure

4 Fazenda Flecheiras – Soure

5 Fazenda São Victor – Salvaterra

6 Gato – Salvaterra

7 Queijo do Prudêncio – Cachoeira do Arari

8 Copmarajó – Cachoeira do Arari

9. Queijo do Marajó Santa Filomena – Muaná

10. Queijo do Marajó Karanã – Ponta de Pedras


Além de visitar as queijarias os roteiros oferecem restaurantes, artesanato, hotéis e pousadas e outros atrativos.

Estas ações são importantes para geração de fluxo turístico se, evidentemente, forem acompanhadas de ações de divulgação pelos canais apropriados, seja em veículos especializado como, principalmente, na participação em feiras de turismo que reúnem os profissionais, agentes de turismo e de viagens, que vão vender as boas opções de destinos aos seus clientes viajantes.

É importante também por apoiar e se apoiar no reconhecimento dado pela Unesco a Belém como Cidade Criativa da Gastronomia, tornando a capital paraense uma referência mundial nessa área da cultura ao integrar uma rede de cidades que buscam desenvolvimento de maneira sustentável e socialmente justa.

 

Na feira de produtos regionais do festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, no ano passado, os queijos do Marajó estavam em exposição.



Escrito por Fernando Jares às 18h16
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WINE DINNER BENJAMIN

REVISITANDO NEW YORK


Na versão anterior o “Wine Dinner” temático do restaurante “Benjamin” relembrou as férias em locais paraenses, com iguarias regionais e vinhos especialmente harmonizantes com elas.

Para a versão desta quinta-feira o chef Sérgio Leão foi mais longe e fez uma revisita a New York, para quem por lá andou nestas férias, em temporadas anteriores e até para quem nunca esteve por lá... mas quer viver seus sabores.

Pratos inspirados nas comidas nova-iorquinas, harmonizados com vinhos norte-americanos que ele selecionou cuidadosamente para fazer a alegria dos que até lá forem.

Amouse Bouche
Creme de ervilhas com presunto defumado

Primeira Entrada
Espumante Chandon Brut
Breakfast (torrada, ovo perfeito, bacon chips, sal negro, azeite trufado)

Segunda Entrada
Vinho Redwood Creek Chardonnay (Califórnia)
Lobster Roll (sanduíche de lagosta com molho golf e maionese de alho)

Primeiro Prato
Vinho Louis M. Martini Sonoma County Cabernet Sauvignon (Califórnia)
Jambalaya (a paella cajun da Louisiana)

Segundo Prato
Vinho Dancing Bull Zinfandel (Califórnia)

Pork Rib (costelas de porco defumadas, molho barbecue e feijão doce)

Sobremesa
Vinho Late Havest
Cheese Cake de Frutas Vermelhas

Nesta quinta-feira, 25/08, a partir das 21h. O preço por pessoa é R$ 180,00 + Tx. Serviço (incluindo água mineral, refrigerantes e café expresso). Reservas pelo fone 3343-3758 (horário das 19 as 23 hrs).




Escrito por Fernando Jares às 18h18
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CADEIA PRODUTIVA DO AÇAÍ

UM EVENTO PARA CONHECER MELHOR
A CADEIA PRODUTIVA DO AÇAÍ
 

É neste próximo final de semana o II Simpósio Internacional da Cadeia Produtiva do Açaí que já foi assunto neste espaço (para ler “Açaí: segurança alimentar e nutricional” clique aqui.) Será nos dias 25 a 27/08/2016 no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas ICJ da UFPA (Cidade Universitária José da Silveira Neto) e tem por objetivo principal, identificar subsídios teóricos e metodológicos para o desenvolvimento da cadeia produtiva do açaí, desde a etapa de produção até o momento da comercialização e seus efeitos sobre a saúde do consumidor, promovendo também, uma ampla discussão sobre o monitoramento das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional na América Latina, no Brasil e, em especial, no Estado do Pará.

O açaí deixou de ser apenas uma das paixões gastronômicas de quem vive pelas ruas de Belém e em outras cidades paraenses, para se tornar importante elemento na economia do Pará – a produção do Estado chega a 795 mil toneladas/ano. Daí a importância deste evento que é iniciativa da UFPA e que vem a calhar quando o Estado se propõe a trabalhar com planejamento em suas principais cadeias produtivas, com horizonte até 2030. É a academia colocando seu conhecimento e seus recursos à disposição da sociedade, como forma de incrementar um de nossos mais significativos segmentos produtivos.

Representantes de todos os estágios da cadeia produtiva estarão reunidos para uma ampla discussão do tema, presentes também pesquisadores com sua larga experiência em estudar o açaí, sob a ótica de disciplinas variadas e inter-relacionadas como Agronomia, Economia, Engenharia de Alimentos e Nutrição.


A produção do açaí é tema do II Sinter (Foto divulgação Point do Açaí)

Veja a vasta programação que vai acontecer na quinta e sexta feira na Cidade Universitária da UFPA e no sábado em unidades produtivas paraenses:

Dia 25/08/2016 (quinta-feira)

9h – 9h45 - Abertura: Autoridades previstas
Alex Fiúza de Melo (SECTET)
Adnan Demachki (SEDEME)
Hildegardo de Figueiredo Nunes (SEDAP)
Horácio Schneider (Reitor UFPA)
Carlos Noronha (AVABEL)
Maria Rita de Oliveira (UNESP - Rede SSAN-UNASUL)
Jesus Nazareno Silva de Souza (UFPA)

9h45 – 10h30 – Palestra 1: Políticas governamentais para a cadeia produtiva do açaí
Prof. Dr. Alex Fiúza de Melo (SECTET), Hildegardo de Figueiredo Nunes (SEDAP)
Moderador: Prof. Dr. Alcebíades Negrão Macedo (ITEC/UFPA)

10h30 – 10h45 – Intervalo Coffee break

10h45 – 12h – Palestra 2: A cadeia produtiva do açaí no contexto atual
Prof. Dr. Hervé Rogez (UFPA)
Moderadora: Profa. Dra. Lúcia de Fátima Lourenço (UFPA)

Palestra 3: O mercado internacional do açaí
Dr. Damien Binois, empresa Nossa! Fruits (França)
Moderadora: Profª. Drª. Lúcia de Fátima Lourenço (UFPA)

12h – 14h – Intervalo almoço

14h00 -15h30 – Mesa Redonda 1- Melhoramento da produção e da logística da cadeia do açaí
Prof. Dr. Mario Jardim (MPEG)
Dr. João Tomé de Farias Neto (Embrapa/PA)
Dr. José Antônio Leite de Queiroz (Embrapa/PA)
Sr. Roberto Alcântra (SECON)
Moderador: Profº. Dr. Rosinelson da Silva Pena (UFPA)

15h30 – 15h45 – Intervalo Coffee break.

15h45 – 16h50 – Mesa Redonda 2 - Fomento da cadeia produtiva do açaí.
Sra. Marília Amorim (SEDEME)
Sr. Sérgio Menezes (SEDEME)
Sr. Hidegardo de Figueiredo Nunes (SEDAP)
Dra. Maria Lúcia Bahia Lopes (BASA/PA)
Sr. Luiz Pazos Moraes (BNDES)
Dr. Alberto William Viana de Castro (EMBRAPA)
Moderador: Profº. Drº. Armando Lírio (UFPA)

16h50 – 18h30 – Mesa Redonda 3 - Rede SAN-UNASUL
Profa. Dra. Maria Rita Oliveira (UNESP)
Prof. Dr. Jesus Nazareno Silva de Souza (UFPA)
Profa. Dra. Ruth Irene Martinez Espinosa (UTPL - Equador)
Prof. Dr. Francisco (COMSEANS)
Profa. Dra. Dionisia Nagahama (INPA/MA)
Profa. Dra. Derlange Diniz (UECE)
Moderador: Profa. Dra. Carolina Vieira (UFPA)

Dia 26/08/2016 (sexta-feira)

8h – 9h45 – Mesa Redonda 4- Inocuidade do açaí: PAS açaí, Doenças e Pragas, Selo Açaí Bom.
Dra. Doriléa de Sena Pantoja Sales (ANVISA)
Nutricionista Camila Miranda (SESMA/PA)
Profª. Drª.Telma Fátima Vieira Batista (UFRA)
Dra. Elenild Góes (SESPA)
Dra. Mayira Sojo Milano (MS/Venezuela)
Moderadora: Profª. Drª. Consuelo Lúcia Sousa de Lima (UFPA)

9h45 – 10h - Intervalo Coffee break.

10h – 11h15 – Mesa Redonda 5- Métodos de avaliação da qualidade do açaí.
Prof. Dr. Jesus Nazareno Silva de Souza (UFPA)
Prof. Dr. Flávio Schmidt (UNICAMP)
Sra. Nailda Gomes Pantoja (SESPA)
Eng° Agr° Francisco Rodrigues Nogueira (Fiscal Federal MAPA)
Moderador: Profº. Drº. Renan Chisté (UFPA)

11h15 – 12h15 – Mesa Redonda 6: Proposições de Legislação, Normatização e Certificações para os produtos de açaí.
Engº Agrº Francisco Rodrigues Nogueira (Fiscal Federal MAPA)
Engº Agrº José Severino Silva (ADEPARA)
Sr. Péricles Diniz Ferreira de Carvalho (SEBRAE)
Sr. Damien Binois - Empresa Nossa! Fruits (França)
Moderadora: Profª. Drª. Derlange Diniz (UECE)

12h15 – 14h – Intervalo almoço.

14h - 15h15 – Mesa Redonda 7: Inovações tecnológicas aplicáveis ao açaí.
Dra. Virginia da Mata (EMBRAPA/RJ)
Dra. Rafaela Matietto (EMBRAPA/PA)
Profº. Drº. Fábio Moura (UFPA)
Sr. Miguel Hauat (Empresa Sambazon - AP)
Moderador: Prof. Dr. Jaime Aguiar (INPA)

15h15-16h – Mesa Redonda 8: Casos de sucesso com o açaí
Eng. Agr. Francisco de Jesus C. Ferreira (Palamaz)
Sr. Bento José Monteiro Tavares (APAMPP)
Sr. Heron Amaral (Batedor de açaí – AVABEL)
Moderador: Prof. Drº. Hervé Rogez (UFPA)

16h00-16h15 - Intervalo Cofee break.

16h15 – 17h30 – Mesa Redonda 9: Nichos de mercado para o açaí e derivados
Sr. Rafael Ferreira (Grupo Petruz Fruit)
Sr. Miguel Hauat (Empresa Sambazon - AP)
Dr. Damien Binois (Empresa Nossa! Fruits – França)
Moderador: Dr. Alfredo Kingo Oyama Homma (EMBRAPA - PA)

17h30 – 18h – Elaboração de carta de intenções para a cadeia da açaí. Avaliação do Simpósio
Relatora: Profa. Dra. Vanessa Botelho Furtado Msc. Cintia Vieira Arão da Silva Moderadora: Profa. Dra. Maria Rita Marques de Oliveira

18h – Encerramento

Dia 27/08/2016 (sábado)

Visitas técnicas a produtor da Ilha de Arapiranga (Barcarena) e a indústrias de açaí (empresa Palamaz e Grupo Petruz)

Paralelamente acontecem três minicursos com os seguintes professores:

Minicursos (CH= 8h) – dias 25 e 26/08/2016 de 14h as 18h

1: Tecnologias aplicadas ao açaí
Helber Samom Cardoso da Costa, Risaldo Amaral Júnior Jaime Paiva Lopes Aguiar. Moderação: Emmanuelle Lautié

2: O açaí no Mercado institucional de Alimentos (PAA e PNAE)
Armando Lírio

3: SAN na cadeia produtiva do Açaí.
Naíz Bandeira, Carolina Vieira, Ruth Irene Martinez Espinosa, Derlange Diniz, Dionísia Nagahama.

Informações sobre os palestrantes e seus currículos você pode obter clicando aqui.

 

Vamos tomar um açaí com camarão em preparação ao Sinter?



Escrito por Fernando Jares às 17h32
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XVII CONGRESSO EUCARÍSTICO

BELÉM VOLTA A SER A CAPITAL
EUCARÍSTICA DO BRASIL

Há exatamente 63 anos, em 15 de agosto de 1953, era aberto, em Belém, o VI Congresso Eucarístico Nacional, sendo Arcebispo Metropolitano D. Mário de Miranda Vilas Boas e o evento ocorrendo na área existente na Marechal Hermes, no prolongamento do Boulevard Castilhos França, atrás do prédio do antigo Snapp, hoje chamado de CDP, espaço que ficou conhecido como praça do Congresso, depois virou praça Kennedy, e hoje é praça Waldemar Henrique.


Visão da Praça do Congresso no evento de 1953 (Fonte: Blog Haroldo Baleixe).

O Congresso Eucarístico deste ano tem à frente o Arcebispo Metropolitano D. Alberto Taveira Correa e abertura no estádio Mangueirão. São outros tempos...

Naquele tempo 15 de agosto também era feriado, por outro motivo: era feriado religioso para os festejos da Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Em 1966 os feriados religiosos foram praticamente extintos, devendo ser apenas municipais, em número máximo de quatro por cidade, sendo um deles a Sexta-Feira da Paixão, dizia a lei. Quer dizer, só três ficaram e dois deles eram quase obrigatórios, por causa das tradições, para os Finados e outro para Corpus Christi. Só ficava livre um, que em Belém foi para N. S. da Conceição, 8/12.

Milhares de pessoas de todo o Brasil, entre fiéis, sacerdotes, bispos, cardeais, religiosos e religiosas, estão chegando estes dias para aqui ficar a semana, louvando o Senhor no seu Corpo Santo, fazendo de Belém a Capital Nacional da Eucaristia.

O Congresso de 1953 já foi assunto por estas linhas virtuais, quando apresentei um diploma que meus avós paternos receberam por terem colaborado com a sua realização, cedendo a casa para celebrações, lá no Jurunas. Para ler “Congresso Eucarístico novamente em Belém” clique aqui. Nesse post, de 2014, você verá também a belíssima logomarca deste XVII Congresso e seu memorial descritivo. Representa muito bem o que é o evento e sua proposta de registrar os 400 anos de evangelização da Amazônia (no que é muito mais efetivo do que o símbolo dos 400 anos de Belém...).

Veja aqui abaixo a marca do Congresso de 1953, em um alfinete, que se usava na gravata ou na lapela, e a marca deste ano:

.

Outra peça de muita beleza e representatividade no evento deste ano é o Ostensório em que será exposto o Corpo de N. S. Jesus Cristo na forma de uma hóstia e que será usado nas celebrações do CEN. Tem 1,6m de altura e foi desenvolvido sobre a figura de uma sumaumeira (ou samaumeira), árvore conhecida entre os índios como árvore da Vida. Temos algumas delas, lindíssimas, pelas ruas de Belém, como na praça fronteira à Basílica-Santuário de N. S. de Nazaré ou no Museu Goeldi. A base do Ostensório tem a figura de quatro anjos, com características físicas dos povos que vivem na Amazônia: brancos, indígenas, negros e mestiços. Decorado com pedras valiosas da Amazônia. Veja que belíssima joia religiosa (Foto: Divulgação):




Escrito por Fernando Jares às 14h32
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HISTÓRIA EM MARCAS

MARCAS DO TEMPO OU MARCAS NO TEMPO.
MARCAS DO PARÁ


Algumas das marcas que marcaram a vida dos belenenses no passado, os meus avós, seus avós, bisavós, quem sabe – depende da sua idade, leitor – foram resgatadas em um belo trabalho de pesquisa, restauro, catalogação e organização da Junta Comercial do Pará e transformadas em um livro referencial com apoio da Secult. É a obra “Marcas do Tempo, Registros Comerciais do Pará 1895-1922”, preciosidade para quem estuda a história, os costumes, a vida pelas ruas de Belém, uma reunião dos registros iconográficos de marcas comerciais do Estado entre o final do século XIX e o início do século XX, apresentadas ao órgão público. Autor do título do livro, o Secretário de Cultura Paulo Chaves autoquestionou-se se não seria mais adequado “Marcas no Tempo”. Parece ter ambos os sentidos: marcas no tempo/história paraense e marcas de um tempo, de um viver, um como viver paraense.

Com capa dura, 412 páginas e mais de 700 estampas, entre marcas, logotipos, logomarcas, rótulos, embalagens e inscrições comerciais, o livro é uma delícia para ler, reler, apreciar, curtir e foi lançado na última Feira do Livro.

“É um livro para garimpar. Seja na área de sociologia, antropologia, publicidade, temos aqui um material riquíssimo para garimpar e contar um pouco da nossa história nesse período” informa Paulo Chaves, Secretário de Cultura.

Quem pesquisa esses assuntos tem agora tudo sistematizado para identificar o que existe nesse arquivo público que pode interessar ao seu trabalho. Antes era preciso buscar diretamente nos arquivos. Isto também vai preservar esse material histórico. “Um dos aspectos mais importantes desse livro é justamente que esse material, guardado pela Jucepa há tantas décadas, vai poder ser acessado pelas pessoas sem que haja contato com as estampas originais, tão delicadas”, explicou Lorena Sousa, do Departamento de Editoração e Memória (DEM) da Secult, responsável pela organização e edição.

Muitas das estampas são acompanhadas de detalhadas descrições que eram obrigatórias nos registros antigos. Assim como existem algumas verdadeiras obras de arte existem alguns desenhos bem toscos, mas que tiveram valor de arte para quem os fez ou aprovou.

Pela leitura da “Nota do Editor” descobre-se um crime contra a memória do Estado: nos registros existem lacunas deixadas por peças subtraídas, ou melhor, furtadas dos livros da memória, por gente desonesta que os manipulou em outros tempos, ladrões que tiraram peças para vender a colecionadores desonestos, receptadores na verdade, criminosos, portanto. E o que é mais fantástico: gente cínica que exibe o produto do seu furto ou furtado na internet! Muitas peças foram assim localizadas e colocadas no livro, recuperando virtualmente a imagem, com o registro que foram desviadas!. Espera-se que o original físico seja também um dia recuperado e os ladrões punidos, como bandidos que são.

Além das apresentações formais e tradicionais, do Secretário de Cultura, da presidente da Jucepa, o livro tem alguns artigos introdutórios que são muito bons, como “Testemunhando a história”, do escritor e radialista Orlando Carneiro – que no passado, na TV Marajoara, foi ídolo pelas ruas de Belém, apresentando programas informativos, com seu vozeirão e pinta de galã – e que é um dos idealizadores deste trabalho, escrevendo sobre a economia paraense/belenense testemunhada pela Junta Comercial e nela registrada. Informativo e agradável. Outra preciosidade é “Marcas na memória” do publicitário, poeta e escritor Pedro Galvão de Lima, valiosa expressão cultural paraoara, que faz uma agradabilíssima e desmistificante apresentação do assunto “marcas” que muitos preferem hoje estrangeirar como brand, branding... – o artigo transcende ao objetivo apenas informativo, pois é uma aula sobre o tema, associado às marcas paraenses, e deveria ser prescrito a estudantes de comunicação, design, etc.

Debruçar-se sobre estas páginas é a plena realização do prazer de ler e buscar conhecimento. Começa por uma das maiores marcas da história do Pará, a Grande Fábrica a Vapor “Palmeira”!, que já inúmeras vezes andou por estas linhas virtuais.

Lá em cima está a capa da fanpage da Jucepa, que capturei do Facebook. Pois bem, a segunda na ponta esquerda é uma marca cá da família... certo tigre cuja imagem me acompanha desde tenra idade, símbolo da Tabacaria Martins, de meu avô paterno. Já foi assunto cá no blog quando escrevi sobre antiga tendência da família à publicidade, mostrando anúncios de estabelecimentos de meus avós paterno e materno. Leia “O esporte londrino e um tigre, em 1939” clicando aqui.

Pois bem. Na rigorosa pesquisa feita na internet pela equipe do livro, encontraram esse post, com uma estampa que eles não tinham na Jucepa. Vieram ter comigo e cedi o original que agora está no livro, na página 385, devidamente creditado, acompanhando outros registros que fazem parte do acervo da autarquia. Cita o livro sobre a “Tabacaria Martins”:

Manoel Martins & Irmão, firma sucedida por Martins Irmão & Cia, proprietárias do estabelecimento à Avenida Independência nº 43-H (atual Avenida Magalhães Barata) e de casas filiais à Praça Floriano Peixoto, Travessa 22 de junho (atual avenida Alcindo Cacela) e Boulevard da República (atual Boulevard Castilhos França), em Belém, apresentaram a registro as denominação e marcas que identificavam o estabelecimento e os produtos próprios da tabacaria e botequim.

Veja aqui as duas páginas do livro ocupadas pelos Martins, meus ancestrais:


Página 384. A estampa “Vinho verde” foi registrada em 1907. O logotipo “Tigre” em 1911.


Página 385. A estampa superior é de 1913. A de baixo não tem a data – é a tal que tenho eu a peça, s/d.

Esse Manoel Martins vinha a ser irmão mais velho de meu avô Lourenço, ao que eu pouco lembro de antiquíssimas conversas – seria quem trouxe o vovô de Portugal para trabalhar aqui em Belém, ao que recordo, como servente na cozinha de um botequim que teriam na hoje praça Santos Dumont, antiga praça Brasil e, naquela época, provavelmente ainda do Esquadrão, no bairro São João do Bruno, hoje Telégrafo.

Tão logo tive o livro em mãos, no dia do lançamento, na Feira do Livro, “caí de pau”, como se dizia antigamente, a saborear as suas páginas. Eis que o fotógrafo da Jucepa flagrou-me a devorar o livro - e a falar sobre ele... - e até colocou a foto no site da Junta...




Escrito por Fernando Jares às 18h23
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PEDRO VERIANO, OITENTÃO!

O MÉDICO E O MONSTRO... DO CINEMA (2)

Ficando pouquinha coisa mais velho hoje o amigo, dublê de médico e jornalista, Pedro Veriano Direito Álvares, um dos melhores críticos da arte chamada sétima no Brasil, titular do espaço especializado aqui da Província. Os festejos, com amigos e família, serão comandados pela amiga Maria Luzia Miranda Álvares, como Pedro, expert em cinema.” Seria mais ou menos assim o registro do aniversário de Pedro Veriano pelo inesquecível jornalista Edwaldo Martins, no jornal A Província do Pará. Eram amicíssimos, com uma paixão exasperada em comum, o cinema, a consagrada “arte chamada sétima” em bordão cunhado pelo Didi. Imagine a festa que ele faria com os 80 anos que Pedro Veriano completa hoje. Oitentão e sagica, como se dizia antigamente...

Pedro Veriano é um valor paraense que muito orgulha viver pelas ruas de Belém semelhante pessoa, ser seu conterrâneo. É um dos meus gurus, inspiradores. Leitor inveterado da Província desde tenra idade, quando passei a me interessar por ir ao cinema para ver “coisa boa”, descobri que a chave era a coluna de Pedro Veriano. Ele elogiava e lá ia eu pro cinema. Moldei assim um conhecimento & gosto de que gosto até hoje. Não por acaso “A felicidade não se compra” virou meu filme de cabeceira... que vejo e revejo sem cansar, principalmente às proximidades no Natal – já fiz um bocado de gente boa chorar em casa com o filme. Imagine que até cheguei a assinar uma coluna de cinema na extinta revista “TV Roteiro”,– muita audácia! Até participei de júri para a escolha de “melhores” ... he, he, he.

Fiquei feliz ao ver o destaque nos principais jornais locais para os 80 anos do PV. Capa de cadernos! E uma ilustração pra lá de supimpa de um mestre do traço, o querido J. Bosco, de O Liberal. Ficou o próprio! Um reconhecimento mais que merecido a uma grande figura profissional e uma das mais legítimas traduções da expressão “gente boa”, que caracteriza os melhores do Pará.

Quando foi lançado o “Cine Clube Pedro Veriano” registrei aqui com o post “O médico e o monstro... do cinema”, que agora ganha a versão “2” e você pode ler clicando aqui. Naquela oportunidade vesti a camisa do clube, botando do lado de fora do peito o nome de um querido amigo que mora do lado de dentro do peito há muitos e muitos anos. Parabéns, amigo. Obrigado por tudo!




Escrito por Fernando Jares às 16h43
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ROXY BAR

O PRAZER DE ESTAR LÁ,
CONTINUADO A ALGUNS QUILÔMETROS

Paguei-me uma dívida indo ao Roxy Bar do shopping Grão Pará. Tava um pendura danado de não ir lá, deixando de lado “o prazer de estar lá”, slogan pra lá de realista, há muitos anos... Mas resgatei o prazer.

Fiz um passeio com o netinho pelas ruas de shopping, que incluíram um saco de pipocas onde, como bom avô, devorei o saco não consumido pelo pequenino. Ajudei também em uns breadsticks da “Pizza Hut”, recheados com queijo e pedacinhos de calabresa, comidinha moderninha, saborosa, com aquele mirante à frente, vendo o desfile de carros na avenida frontal. Como era sábado à tarde, não estava engarrafada...

Comprinha aqui, comprinha acolá, chegamos ao Roxy, já só os avós, que o pequenino foi pra sua casa descansar, encerrado o périplo.

O Roxy é uma das melhores tradições de restaurantes pelas ruas de Belém, embora se denomine um bar... Since 1984. (Uma vez, há muitas e muitas luas, tive a maior dificuldade em convencer um coleguinha jornalista do Guia 4Rodas/Editora Abril de que o Roxy devia constar da lista de restaurantes da revista – pra ele era bar, simplesmente. Nem sei se ele se convenceu e foi lá naquele ano). Acontece que é restaurante. E é bar. Depende de quem senta em torno daquelas mesas. E como se direciona no vasto e agradável cardápio – que por si já é uma atração, pelo texto leve e bem feito, pelo visual sempre atraente. Quem resiste a um cardápio que tem essa capa que você vê na vinheta aqui ao lado?

Ao entrar fica claro que você está em um ambiente novo, original, mas que é o Roxy, sem a menor dúvida. O DNA do visual criativo e sempre atualizado dos mais de 30 anos da casa da Senador Lemos está estampado no novo, a uns sete quilômetros de distância. Paulo Chaves e Janjo Proença fizeram um clone inteiramente renovado. Dá para entender? É tudo novo, mas o estilo foi mantido. Você sente o prazer de estar lá!

Até a Mona Lisa gorducha de cara sapeca, de quem comeu, muito bem, e gostou, está lá, espiando a gente, como o faz há tantos anos...

E o sucesso é o mesmo: sábado, 20 horas, casa lotada e já com fila de espera na porta!

Vamos à mesa.


Primeiro veio o “Cat Food Gary Cooper” (R$ 36,00), campeoníssima entrada roxyana, desde o primeiro “Gato & Sapato” (que vem a ser uma casa anterior dos mesmos proprietários do Roxy, em priscas eras...) bolotas de carne picada, recheadas de queijo derretido e presunto. Aos que não conhecem: não se trata de comida para gato, no sentido literal. Poderia ser sentido simbólico, por exemplo: já disseram que cat food é comida própria para mim... ou o “gato” aí seria o ator homenageado... Mas a verdade é que é uma delícia. Provavelmente recém-chegando das ensolaradas praias de Salinas, estava bem mais queimadinho que o habitual – costuma a ser mais avermelhado. Mas não estava “queimado” não senhor, só bem tostado no exterior, mas o conteúdo macio e gostoso, como sempre. Dá para ver que o tal queijo derretido no interior tentava sair de qualquer maneira em um deles?

Devido às comilanças anteriores e ao fato de devorar sozinho todas as seis bolotas catfoodianas, fiquei mesmo só na entrada... Portanto não tive condições de enfrentar a Sophia Loren, minha comida preferida de muitos anos no Roxy da Senador Lemos. Leia “A Felicidade de uma noite com Sophia Loren” clicando aqui.

 

A Rita foi ao “Medalhão Fernanda Montenegro” (R$ 59,00), que atende ao seu estilo de comer, pedindo para tirar o molho champignon. Veja o que diz o cardápio sobre este prato: “Com todo o respeito, a majestade que merece. Exuberantes medalhões de filé, ladeados com bacon, grelhados na chapa, acompanhados por molho champignon e arroz à francesa. Uma unanimidade.” O filé estava muito bem grelhado e saboroso como deve ser, idem o arroz com batata palha, legumes, tirinhas de presunto, salsinha, etc.



Escrito por Fernando Jares às 22h09
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WINE DINNER BENJAMIN

PRA MATAR AS SAUDADES DAS FÉRIAS

Pra quem está com saudades das comilanças antológicas dos bons dias destas férias julinas, nas praias (de rio ou de mar) na terram paraensis e quer matar a dita cuja (saudade) com sofisticação da mais fina enogastrononomia, selando a volta à cidade grande em estilo marcante, a solução está no restaurante “Benjamin”, nesta quinta-feira, 04/08, manda dizer o chef Sérgio Leão.

Longos dias de praia recheados de tapiocas, peixes fritos, caranguejos toc-toc, churrascos feitos em casa no retorno da praia, reunindo familiares e amigos e, no final da tarde, a casquinha de sorvete com as crianças, tudo isso vai desfilar no “Wine Dinner Temático” deste mês. Quer dizer, as comidinhas caprichadas pelo bom gosto e bom sabor do chef Sérgio Leão, acompanhando vinhos cuidadosamente selecionados para harmonizar adequadamente com esses pratos.

Nem precisa ficar pensando: que vinho escolho para combinar com o caranguejo? Ou com a pratiqueira? Já está tudo previsto no cardápio. Basta reservar seus lugares e comparecer (mas é preciso ser rápido, porque normalmente a casa lota tão logo as reservas são abertas).

Vamos então ao que espera os que puderem ir até lá nesta quinta-feira, 04 de agosto:

Amouse Bouche
Sorvete de Caipirosca
Pasteizinhos de Camarão (lembrança dos inesquecíveis pastéis do Oliveira, o “Come em Pé”, Ariramba-Mosqueiro)

Primeira Entrada
Espumante: Cava Toro Loco Brut
Pratiqueira à escabeche (forma sofisticada de apresentar uma tradição das praias de Salinas)

Segunda Entrada
Vinho: Mancura Chardonnay
Arroz de pirarucu dessalgado com farofa de piracuí (especialidades das paradisíacas praias do Oeste paraense)

Primeiro Prato
Vinho: Mapu Merlot
Filhote em crosta de farinha de Bragança com arroz de jambu e camarão seco (lembrança para quem andou pela região do Salgado e para os navegadores que conhecem o Nonato)

Segundo Prato
Vinho: Yauquen Malbec
Costela assada à baixa temperatura (9 horas) com arroz Biro Biro e macaxeira frita (lembra dos churrascos na volta da praia?)

Sobremesa
Vinho do Porto
Morango splitz de sorvete de chocolate (para lembrar o sorvete da Cairu nos finais de tarde)

Início às 21 horas. Preço por pessoa R$ 170,00 (incluindo ainda água mineral, refrigerantes e café expresso). Reservas pelo telefone 3343-3758 (das 19h às 23h).

 

Para quem fez as férias no Oeste Paraense, esta lembrança que tenho do por do sol santareno (2015), na saída, de barco, da paradisíaca Alter-do-Chão.



Escrito por Fernando Jares às 18h29
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INESQUECIBILIDADES GASTRONÔMICAS

UM DESAFIO AO GALETO, COZIDÃO, PEIXE FRITO
E AOS BONS DE BOCA PELAS RUAS DE BELÉM,
ONTEM E HOJE

O jornalista/cronista/crítico Elias Ribeiro Pinto na sua página de domingo passado (24/07) no jornal Diário do Pará contou de suas recentes andanças pelas livrarias do Rio de Janeiro – olha a coincidência: viajamos para o Rio no mesmo voo... mas de lá eu só trouxe um “Obra Completa” do Almeida Garret que me faltava e a coleção da Ditadura do Elio Gaspari para a Companhia das Letras, que ganhei de presente. Ele trouxe um caminhão de livros... Um deles inspirou a crônica de hoje: “Do galeto do Garrafão ao cozidão do Biriba”, onde fez um exercício que adora fazer – e o faz bem feito – relembrando endereços para comer fora de casa pelas ruas de Belém ontem e hoje.

Como se dizia antigamente, sem mais delongas vamos ao principal, isto é, o texto do Elias que ele, gentilmente, autorizou a publicação para os leitores deste espaço:

DO GALETO DO GARRAFÃO
AO COZIDÃO DO BIRIBA

Na volta da folga de uma semana, entre os livros trazidos na minha bagagem, citados na página de domingo passado, mencionei, de passagem, o “Memórias Gastronômicas e Não Só: Gula e Andanças pelo Centro do Rio de Janeiro”, de Francisco Paula Freitas. O nome do autor não me era estranho. Lembrei então que também o conhecia de passagem, no caso, ao atravessar a rua Paula Freitas, em Copacabana. Mas o Francisco, ou Chico, em questão não é parente da rua do conhecido bairro.

Comprei seu livro, publicado no ano passado, na Folha Seca, livraria e editora carioquíssima, na qual garimpei uns títulos com a cara desse espírito carioca de ser. Bem a propósito, você sai da Folha Seca, no final da tarde, e já desembarca numa extensa fila de mesas de botequins na rua do Ouvidor, pronto para o primeiro chope.

O livro vem muito bem recomendado, como se fossem entradas para o prato principal. A orelha é de Jânio de Freitas (cujas colunas na “Folha”, de uns tempos para cá, andam um tanto quanto indigestas, e não por um possível e bem-vindo incômodo jornalístico). Os prefácios, de Cícero Sandroni e Millôr Fernandes.

Do seu escritório no Centro do Rio, Chico Paula Freitas, ao longo de uma existência, aventurou-se por becos e ruelas, onde a vida boêmia e gastronômica, a cachaça e a cerveja, a feijoada, a rabada e a sardinha frita da contumaz e encantadora alma carioca das ruas (como já cantava a pedra um antecessor de Chico, o escritor João do Rio) se fartou. E, nas quebradas desse viver, já que nem tudo são azeites e alhos, também enfartou.

O autor (cujo dado biográfico se restringe a dizer, “nasceu no Méier”, no que seria conterrâneo de Millôr) frequentou não só botequins famosos, mas igualmente pés-sujos obscuros, ainda não explorados pelos gourmets de plantão. Feito um Proust bom de garfo ele sai em busca do que restou (se restou) do cabrito assado com batatas coradas do antigo Capela, no Largo da Lapa, ou de filés do Lamas (no Largo do Machado).

Enfim, o autor seria um peripatético gastrônomo a circular pelas ruas do Centro da capital fluminense em busca não só do sabor perdido (da fritada de camarão, da feijoada da Zica, da panelinha de bacalhau, arroz e ervilha) mas da simples e legítima necessidade de matar a fome.

Aí pensei com os meus botões (que tive de afrouxar, depois desses repastos literários), por que não temos, cá na terrinha, publicações de semelhante gênero literário, de ver o que sobrou (a tempo de raspar o prato) das comidas da nossa gastronomia, a baixa, a média e (vá lá) a alta?

Longe estou de ser um especialista para meter a colher nessa panela, mas, assim de imediato, me vêm às papilas da memória gustativa, o popular água na boca, o cozido do Biriba, o galeto do Garrafão, o sanduíche de leitão do Café Santos, o de filé do Bar do Parque. O (por que não?) cachorro quente do Rosário. As nossas caldeiradas, a do Célio, do Carvalho. Temos ainda os peixes do Na Telha. As especialidades do Lá em Casa. O que ficou na lembrança do Restaurante do Círculo Militar, das iguarias típicas do Renasci, do Regatão.

Para esta missão, convoco, de imediato, os amigos Fernando Jares Martins, Álvaro do Espírito Santo, o Toscano, o Denis. Podem contar com a minha pena – o meu apetite, o de ontem e o de hoje.

E você aí, leitor bom de boca, que piteco, tira-gosto, prato cheio, que mesa perfumada de boa comida e bom papo (tempero que não pode faltar) lhe ficaram na memória de uma fome imemorial? Do pato no tucupi à unha de caranguejo, mande suas lembranças, de ontem, hoje e sempre.

 

O lendário Biriba lá do título e das lembranças de algumas gerações de belenenses era o “Restaurante Universal”, que só tinha este nome para formatações oficiais e formais... em compensação tinha clássicas batidas e comidas idem. E muita gente boa por lá, sempre. (Fonte da imagem: Fragmentos de Belém)

Como você leu aí no texto, ele fez um desafio “por que não temos, cá na terrinha, publicações de semelhante gênero literário?” referindo-se ao citado guia de comilanças do centro do Rio. Postou a coisa no Facebook e provocou uma enxurrada de lembranças e relembranças, tecos e pitecos no assunto, motivando muito além dos cutucados no texto (entre os quais incluiu este escriba comedor – no melhor sentido gastronômico do termo, bem entendido...). Quando fechei este texto, estava em 31 comentários, fora as respostas dentro dos comentários... Até relembrei uma indicação que fiz, há alguns anos, para a jornalista Rejane Barros, na revista “Toda!” sobre o que “Comi e não esqueço”, que apresentei aqui em “Inesquecibilidades Gastronômicas” que você pode ler clicando aqui. E fiquei de fustigar os neurônios a procurar outras lembranças, outras inesquecibilidades...

Acho que esta ideia vai dar samba, ou melhor, um peixe frito no capricho, como merece.



Escrito por Fernando Jares às 17h51
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THIAGO CASTANHO

UM GATO, SEUS PEIXES, MAIS VOCÊ

O jovem chef paraense Thiago Castanho (restaurantes “Remanso do Bosque” e “Remanso do Peixe”) esteve mais uma vez no programa “Mais Você” de Ana Maria Braga. Apresentou um workshop sobre peixes, para os participantes do “Super Chef Celebridades”. Segundo o programa foi ele aparecer e as redes sociais pipocarem, com a moçada assanhadíssima com o filho do “seu” Chicão. Esse post aí em cima em pesquei (inserido no contexto do workshop...) do sítio eletrônico do programa. Diz lá que nos bastidores perguntaram a ele: “Você se acha gato?” E ele respondeu na lata: "Me acho um cozinheiro", mostrando que sabe lidar com esse assédio.

Thiago apresentou uma série de peixes paraenses, que ele levou ao vivo. Lá estava a turma dos rios: filhote, tucunaré, pacu, tambaqui, curimatã, traíra, mapará e a pescada amarela, esta representando os peixes de mar que consumimos mais regularmente.

Thiago passou uma série de dicas sobre os peixes amazônicos, desde a história do pitiú (que ele classificou como “gosto de barro”) e como tirá-lo, como cortar o peixe, etc.

Preparou dois pratos. O primeiro foi seu clássico “Filhote assado na folha de bananeira”, que ele prepara com perfeição. Detalhou como cortar, como temperar com ingredientes do Pará, tucupi, como (e porque) embrulhar na folha de bananeira, acompanhamento (cuscuz de farinha d’água ou farofa molhada), como servir, etc. Posteriormente um dos participantes afirmou: “o melhor peixe que eu já comi”!
Olha o filhote na finalização:


O segundo prato foi a “Moqueca Paraense”, um megaclássico do pai do Thiago, Francisco Santos, o super gente boa “seu” Chicão, estrela maior no restaurante “Remanso do Peixe”.

Thiago “entregou” todos os pormenores da preparação do prato, os ingredientes típicos do Pará, jambu, tucupi, tempo de preparação, etc. inclusive o acompanhamento: um pirão de farinha de suruí a partir de um caldo de cabeça de peixe, os temperos paraoaras e aviú, nosso exclusivíssimo microcamarão (“tamanho pequeno e sabor intenso”, disse o Thiago). Olha aqui a moqueca preparada no programa:


No papo dos participantes com Ana Maria ela disse que faz moqueca com qualquer coisa, podendo usar a receita com dendê (ops!) – mas, aqui pra nós, pode anotar: com certeza, não há moqueca mais gostosa do que a paraense do Chicão! A apresentadora fez uma brincadeira com os participantes, a ver se tinham prestado atenção nos termos “estranhos” utilizados pelo chef, como aviú, pitiú, suruí, tucupi... e a Ana Maria, escolada em andar pelas ruas de Belém, perguntou o que era “nhambu”? Por sorte foi socorrida rapidamente com a correção para jambu! A turma respondeu muito bem, aprendeu a lição.

O chef paraense no ambiente do programa. Fotos capturadas do site do programa. Você pode ver a participação do Thiago, inclusive essa história da gatice, clicando aqui.



Escrito por Fernando Jares às 16h49
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CÍCERO CANTUÁRIA

O SENHOR ADMINISTRAÇÃO

Eu ainda nem o conhecia pessoalmente, mas para mim ele era a cara do administrador, como profissional especializado, especialistíssimo na matéria, um jovem que encarnava a profissão ainda nova, ganhando rigores de ciência. Era o “senhor administração”.

Foi assim que cheguei, ainda novo, a Cícero Cantuária (ao lado em foto dos anos 1960, ainda solteiro), que ontem encerrou sua carreira humana, chamado por Deus, depois de pertinaz enfermidade.

Acredito que essa imagem não é só minha. Para muitas pessoas desta cidade ele foi, durante muitos anos, o líder dessa profissão – e não apenas líder, o cara que sabia tudo a respeito de organizar e fazer funcionar com sucesso uma organização, fosse pública ou privada. Como disse hoje o jornal O Liberal: “Morreu ontem o administrador Cícero Cantuária, que exerceu cargos de direção em várias empresas de Belém, além de ter se destacado por valorizar a profissão e ter sido secretário municipal de Administração.”

Entre as muitas empresas que contribuiu para sua estruturação está essa mesma empresa editora de O Liberal e especialmente a TV Liberal. Nos meus tempos de publicitário ativo atendi o Cícero ao menos em duas grandes empresas: na Gelar (a grande indústria de sorvetes que ainda vive na imaginação de tantos pelas ruas de Belém...) e na estatal estadual Copagro. Mas ele também emprestou sua competência a empresas como Pedro Carneiro S/A, T. Janer, Paraense Transportes Aéreos, JS Móveis, etc.

Os amigos sofremos com sua partida. “Uma longa amizade, de 50 anos”, disse-me ontem à noite o também administrador Fernando Nascimento (TV Liberal).

Sua liderança profissional vinha desde os tempos da Associação Brasileira de Técnicos de Administração/Seção do Pará.

Escreveu o livro “Administração Municipal: Como Organizar e Administrar uma Prefeitura” editado aqui em Belém pela hoje quase lendária Editora Cejup, nos idos de 1995. O livro é até hoje referenciado em trabalhos acadêmicos.

Ele tinha uma faceta especial: também compunha e é de sua autoria, letra e música, o muito bonito “Hino da Torcida Alvi-Azul”, que sempre ouvimos na Rádio Clube do Pará ao comemorar os feitos vitoriosos do Papão da Curuzu diante de sua fidelíssima torcida.

Em homenagem ao Cícero aqui está a letra e a ficha técnica da gravação, feita nos idos de 1998:

HINO DA TORCIDA ALVI-AZUL

Letra e música: Cícero Cantuária

I
Sou apaixonado torcedor do Paysandu
Sou super campeão
Sou forte vencedor,
As cores do meu clube
Defendo com vigor,
na luta estamos juntos
Com raça e amor.

II
Vencer, é a palavra de ordem
Crescer, em cada campeonato,
Na coleção de glórias
Vamos sempre na frente,
É a fiel torcida
Que no campo está presente,
Meu clube onde joga
Eu vou lá,

Aplaudir o meu time
E torcer pra ganhar.

Arranjos e Teclados: Tynnôko Costa
Computação: Kzan Gama
Vocal: Simone, Suzane e Paulo Madona
Gravado nos Stúdios Audio Mix – 22/05/1998

O “Hino da Torcida Alvi Azul” foi lançado em fita cassete e tinha versão cantada, versão orquestrada e até uma lindíssima trilha incidental que eu gosto muito de ouvir. Pros mais agitados e moderninhos, tem uma versão funkiada, clicando aqui.




Escrito por Fernando Jares às 16h37
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CADÊ O WHATSAPP?

BRASIL PROÍBE COMUNICAÇÃO GRATUITA.
AGORA SÓ PAGANDO

Ok, vivemos uma ditadura judicial, em parte causada pela inação do executivo e pelas trapalhadas do legislativo. O judiciário se agigantou - e o preço está aí! Qualquer juiz se irrita com algo e proíbe um direito horizontal de todos os brasileiros, inclusive os mais pobres: comunicar-se livremente, gratuitamente, com um simples celular. Digamos que uma das poucas oportunidades de os mais humildes se beneficiarem com tecnologia de ponta. Agora para comunicar-se, têm que pagar às operadoras que, imediatamente, cumpriram a decisão de bloquear o WhatsApp que, obviamente, lhes é vantajosa. A faxineira que combinava seus serviços via WhatsApp, agora tem que pagar; o carregador que recebia pedidos pelo "zap", dançou. O ribeirinho que avisava que estava chegando com seus peixes ou seu açaí, perdeu esse direito. Se bandidos utilizam o aplicativo para suas comunicações bandíticas, com certeza eles não passaram a existir por causa deste serviço.

Senhores da justiça, pensem nos milhões de brasileiros que um de vocês conseguiu prejudicar com uma canetada, bem ao estilo de tempos de chumbo de que nos julgávamos livres. Brasileiros pobres que agora vão engordar as contas das multinacionais da telefonia.

Segundo noticiário a senhora juíza se irritou por ter recebido uma resposta da empresa WhatsApp em inglês. Ora, se há um imbecil que faz esse tipo de estupidez na empresa, que pague ele pela burrice ou grosseria. Ponha o cara na cadeia por desacato à autoridade, pronto, fica a dica. Mas não penalize tanta gente que necessita do serviço para ganhar o minguado (ou até graúdo) pão de cada dia.

Outra coisa me espanta: como uma pessoa apenas, sozinha, tem tanto poder a ponto de parar talvez o maior canal de comunicação dos brasileiros, enquanto presidentes, ministros, deputados, senadores, eleitos pelo povo, precisam de tantas discussões, tantos discernimentos, tantos consensos, para decidirem sobre certas coisas que podem até ser bem mais urgentes para o bem do país!

Pra completar: o Brasil tem moderna legislação sobre a internet, o Marco Civil da Internet – por que não utilizar esse recurso? (Tudo bem que o quase ex-deputado Cunha era contra este Marco Civil...)

Não criei e mantenho este blog para tratar de assuntos tão desagradáveis, mas vez por outra acontece. A proposta aqui é bem mais amena. Mas esta decisão afetou muita gente que hoje já percebi pelas ruas de Belém e pelo país afora. Precisa ser mais bem discutida.

ÀS 22h45:

VENCEU O BOM SENSO
Pouco depois de postar a nota acima, sobre a interdição do WhatsApp no Brasil, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, suspendeu liminarmente a decisão de bloqueio. Prevaleceu o bom senso. Resgatou o bom senso. Viva a Justiça equilibrada! E tomara que ela se sobreponha em definitivo a esses arroubos censuristas.



Escrito por Fernando Jares às 17h44
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MANIÇOBA E SUAS CARNES

MANIÇOBA NA ACADEMIA... DA CARNE


Um dos mais icônicos pratos da cozinha paraense, a maniçoba, agora tem sua explicação e receita no sítio eletrônico “Academia da Carne” ação promocional da marca (de carnes) Friboi via operação da Globo.com. O site tem uma incrível coleção de dicas, receitas e até cursos relacionados com carnes, ministrados por chefs estrelados pelo Brasil afora, as famosas receitas do programa “Mais Você”, da Rede Globo, etc. São centenas de opções. E agora tem a maniçoba, com suas muitas carnes – dia destes comi uma que tinha pedaços de um coxão de porco divinamente assado, que nem te conto, para não dar água na boca... arte culinária da Ildinha, nossa freelancer personal cook

Essas carnes da maniçoba, que a levaram a esta “Academia”, motivaram d. Anna Maria Martins, nos idos de 1986, a qualificá-la de “feijoada sem feijão”, em entrevista ao programa “Globo Rural”, como está registrado no livro “Gastronomia do Pará: o Sabor do Brasil” (2014), que escrevi em parceria com o professor Álvaro Negrão do Espírito Santo. Importante divulgar o registro, porque tem gente misturando as coisas e chamando a maniçoba de “feijoada paraense”, nada a ver! É “feijoada sem feijão”!, obrigado d. Anna Maria.

A foto acima ilustra o texto, que reproduzo a seguir - onde o redator deste blog deu uma colaboração nas informações:

A Amazônia é aquela face do planeta bem ímpar e que dispensa explicações. A cozinha local também segue pelo mesmo caminho. Dentro desse universo, a maniçoba é um dos mais representativos elementos, sendo um dos ícones da gastronomia paraense, com raízes na culinária indígena, enriquecida com ingredientes dos colonizadores.

As peculiaridades começam por sua matéria-prima principal: a maniva, que são as folhas da mandioca moídas e que passam por cozimento durante sete dias! Processo obrigatório e todo cheio de minúcias. “Adiciona-se apenas água nos dois primeiros dias. Nos seguintes, acrescentam-se os embutidos e os defumados de carne bovina ou suína, como charque, lombo defumado, paio, linguiça, mocotó e bucho de boi; orelha, costela, pé, lombo e rabo de porco”, conta o jornalista Fernando Jares Martins, um dos grandes pesquisadores da cultura e da gastronomia do Pará. “Pela sua forma de preparo, é sempre feita em grandes quantidades, para celebrar e compartilhar, o que vem a ser uma característica da cozinha paraense. (N.R.: leia observação após este texto) O cozimento longo é para eliminar o ácido cianídrico, dito fatal, e ganhar bem o gosto dos demais ingredientes”, alerta ele, que é autor de livros como “Gastronomia do Pará: o Sabor do Brasil” (2014), em parceria com o professor Álvaro Negrão do Espírito Santo.

Trata-se de uma verdadeira “feijoada sem feijão”, como bem definiu tempos atrás Anna Maria Martins (1925-2007), grande cozinheira de Belém, idealizadora do Lá em Casa, até hoje um dos melhores restaurantes da cidade (é de autoria dela a receita que ilustra esta reportagem, gentilmente cedida pelo Instituto Paulo Martins).

Vale ressaltar que a maniçoba não é de consumo trivial como a feijoada, que figura como o prato das quartas-feiras em São Paulo e do sábado no Rio de Janeiro. Ela é consumida pelos paraenses em dias de festa, como casamento, aniversário e festa de 15 anos. E especialmente no grande almoço no Dia do Círio – o segundo domingo de outubro, quando disputa os olfatos com o pato no tucupi como dupla onipresente nas mesas paraenses nesse dia.

“Embora a maniçoba possa ser encontrada em outros Estados da Amazônia, essa importância grande só existe no Pará. No Amazonas, onde não é comum, existe até o registro de um prato feito com maniva e peixe por indígenas de duas etnias no Alto Rio Negro. Mas em Manaus, quando encontrada, segue a receita paraense”, complementa Fernando.

A Nota do Redator destacada em vermelho no corpo do texto é por isto:

A citação sobre as grandes quantidades “para compartilhar, celebrar” não é minha. É do governador Simão Jatene. E no texto que fiz sobre a maniçoba, para colaborar nessa divulgação, registrei claramente a fonte, assim:

Pela sua forma de preparo é sempre feita em grande quantidade, o que vem a ser uma característica da cozinha paraense, como destaca o governador do Pará, Simão Jatene, na apresentação do livro citado: “Feita em grandes porções, para compartilhar, para celebrar a vida e a amizade.”

O livro citado é o já referido “Gastronomia do Pará: o Sabor do Brasil”. A omissão deve ter ocorrido por problema na edição, falta de espaço ou coisa semelhante. Mas fica aqui registrado o crédito da imagem ao governador Simão Jatene – que além de administrador público consagrado (em seu terceiro mandato no Governo do Estado) é compositor dos bons.

Para ler o texto no sítio original, clique aqui.

Ao final é apresentada uma receita antiga, original de d. Anna, para 35 pessoas, que está no livro “Culinária Papa Chibé”, editado pelo Instituto Paulo Martins, que reúne receitas clássicas e contemporâneas da cozinha paraense desde d. Anna, seu filho Paulo Martins, e a filha deste, Daniela Martins, e mais nomes de peso da gastronomia pelas ruas de Belém e arredores: Careca (de São Caetano de Odivelas), Carmelo Procópio Jr. (Marujo’s), Chicão (Remanso do Peixe), Eliane Ferreira (boieira/Ver-O-Peso), Joanna Martins, Jórgia Progênio (boieira/Ver-O-Peso), Maria Dionete (Divina Comida), Maria Domingas (boieira/Ver-O-Peso), Maria Clara Penna de Carvalho, Nalva (de Soure), Nazareno Alves (Point do Açaí), Nilza Boaventura (Ilha do Combú), Oswaldina Ferreira (boieira/Ver-O-Peso), Prazeres dos Santos (Saldosa Maloca) e Sérgio Leão (Benjamin).

Você encontra este livro na loja virtual do Instituto Paulo Martins (clique aqui) na livraria Fox e no restaurante Lá em Casa (Estação das Docas).



Escrito por Fernando Jares às 18h34
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CADEIA PRODUTIVA DO AÇAÍ

AÇAÍ: SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

Descrição: C:\Users\Fernando\Documents\1_Copia_Expansion\Expansion Drive\BLOG 2016\Fotos_2016\SimpInternAcaiCtzChmad.jpgProfissionais envolvidos com a cadeia produtiva do açaí – uma das contempladas no programa Pará 2030 – vão estar reunidos em Belém no II Simpósio Internacional da Cadeia Produtiva do Açaí (II Sinter/Açaí), com o tema “Segurança alimentar e nutricional”, de 25 a 27 de agosto próximo. O evento tem por objetivo identificar subsídios teóricos e metodológicos para o desenvolvimento desta cadeia, que vai desde a produção até a comercialização, e os efeitos deste fruto para a saúde do consumidor; busca promover uma discussão sobre a cadeia em relação ao monitoramento das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina, no Brasil e, em especial, no Estado do Pará. Serão reunidos para debater o tema pesquisadores, professores, empresários, produtores e vendedores artesanais de açaí, além de organismos governamentais de fomento, controle e fiscalização.

O simpósio é coordenado pelos professores da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UFPA e conta com o copatrocínio do Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (SECTET) e da FAPESPA. São parceiros: CNPq, Embrapa, ITEC/UFPA, Unesp, Avabel (Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O II Sinter/Açaí será desenvolvido com discussões plenárias (palestras e mesas-redondas), minicursos, visitas técnicas (produtor, batedor e indústria de açaí), apresentação de trabalhos científicos na forma de pôsteres e estandes de divulgação de produtos e serviços sobre a cadeia produtiva do açaí.

Para a apresentação de Trabalhos as inscrições estão abertas até 30/07.

Entre os palestrantes e debatedores estarão professores e pesquisadores das universidades regionais, Unicamp, instituições como MPEG, Embrapa, Secretarias de Estado, Basa, BNDES, INPA e do exterior, como da França e do Chile.

O primeiro Simpósio ocorreu em agosto do ano passado, em Macapá (AP), e teve a participação de mais de 250 pessoas de diversas instituições nacionais e internacionais. Para este segundo encontro são esperadas cerca de 300 inscrições.

O II Sinter/Açaí será realizado no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ-UFPA) e as inscrições devem ser feitas online (www.doity.com.br/sinter). Para mais informações pode consultar (91)3201-8861.

 

Açaí (ah-sigh-ee) para gringo ver e consumir. Este produtor (Sambazon) vai estar presente no II Sinter/Açaí.



Escrito por Fernando Jares às 17h10
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